ecologia integral - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png ecologia integral - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa escolhe tema e divulga nomeações para Sínodo Pan-Amazônico https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-escolhe-tema-e-divulga-nomeacoes-para-sinodo-pan-amazonico/ Thu, 08 Mar 2018 15:37:30 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-escolhe-tema-e-divulga-nomeacoes-para-sinodo-pan-amazonico.html “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Este será o tema do próximo Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônia estabelecido pelo Papa Francisco nesta quinta-feira, 8. Além do tema, o Santo Padre divulgou o nome dos 18 membros escolhidos para integrar o Conselho Pré-sinodal que preparará a Assembleia Especial do Sínodo marcada para outubro de 2019.

[Na foto, encontro da da Rede Rede Eclesial Pan-Amazônica, em Manaus.]

Entre os membros do Conselho Pré-sinodal estão os brasileiros Cardeal Cláudio Hummes — nomeado Presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônia, o arcebispo de Porto Velho (RO), Dom Roque Paloschi, e o bispo do Mato Grosso, Dom Neri José Tondello. O australiano Dom Erwin Kräutler, bispo emérito do Xingu (Pará) também está entre os membros do Conselho.

O grupo que auxiliará na realização do Sínodo Pan-Amazônico 2019 é composto também pelo Cardeal mexicano Carlos Aguiar Retes, pelo bispo peruano Pedro Ricardo Barreto, o arcebispo Paul Richard Gallagher, o bispo paraguaio Edmundo Ponciano Valenzuela, o bispo argentino Óscar Vicente, o bispo Karel Martinus, o bispo venezuelano José Ángel Divassón, o bispo Rafael Cob García, o bispo boliviano Eugenio Coter, o bispo colombiano Joaquín Humberto e o bispo peruano David Martínez. A irmã María Irene Lopes e o secretário-executivo da REPAM, Maurício Lópes também foram nomeados membros pelo Papa.

Francisco anunciou a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônia, no dia 15 de outubro do ano passado, 2017, antes de rezar a oração mariana do Angelus. Na época, o Santo Padre explicou que a reunião discutirá novos métodos para que a palavra do Evangelho chegue aos indígenas.

“O objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão do nosso planeta. Que os novos Santos intercedam por este evento eclesial para que, no respeito da beleza da Criação, todos os povos da terra louvem a Deus, Senhor do universo, e por Ele iluminados, percorram caminhos de justiça e de paz”, disse Francisco na época.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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Brasileiros vão ao Vaticano para debate sobre direito à água https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/brasileiros-vao-ao-vaticano-para-debate-sobre-direito-a-agua/ Thu, 23 Feb 2017 13:04:14 +0000 http://teste.toqueto.com/brasileiros-vao-ao-vaticano-para-debate-sobre-direito-a-agua.html Começou na manhã desta quinta-feira, 23, no Vaticano, o encontro “O direito humano à água”, promovido pela Pontifícia Academia das Ciências e pela Rede Eclesial Pan-amazônica. O presidente da Rede, o cardeal brasileiro Claudio Hummes, abriu o evento e preside os trabalhos.

Participam do encontro cerca de 90 especialistas, dentre professores, membros de ONGs e representantes de governos. O primeiro painel no programa abordou a questão da “Educação para uma ecologia integral; o desafio do futuro”, com o pronunciamento do Rabino-chefe de Roma, Riccardo di Segni, que terminou citando Isaías: “Vós tirareis com alegria água das fontes da salvação”.

O debate prossegue inspirado em passagens da encíclica do Papa Francisco sobre meio ambiente, a Laudato si: o acesso à água potável e segura determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos. Seguem-se ainda a grave dívida social com os pobres que não têm acesso à água potável e o desperdício de água nos países que possuem grandes reservas.

Antes de ir ao Vaticano para o evento, Cardeal Hummes conversou com a equipe do CN Notícias. Confira a reportagem aqui.

Participação do Brasil

O Brasil está bem representado no Seminário: além do Cardeal Hummes, estão presentes Benedito Braga, secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do estado de São Paulo, Virgílio Viana, Superintendente geral da Fundação ‘Amazonas Sustentável’, e Ivo Poletto, fundador do Fórum Social Mudanças Climáticas, que em entrevista, afirma que a questão da água é um dos dramas que a Humanidade está vivendo.

“A água existe na natureza, mas está mal tratada. No nosso caso, no Brasil, está mal tratada em cada localidade e por outro lado também não se tem prestado atenção no que é que garante a água para todas as pessoas. Nós temos o cuidado, em cada bioma, e ao mesmo tempo, temos que nos dar conta que os biomas são relacionados entre eles e nos ajudam a garantir a água”.

“No caso do Brasil, para pegar dois exemplos: temos SP e toda a região Sudeste, chegando ao Nordeste, no bioma ‘Mata Atlântica’. Hoje, praticamente não existe a cobertura vegetal natural da Mata. Se nós pegarmos a região onde vivo, Brasília, o cerrado. Praticamente já não temos o cerrado por causa das iniciativas econômicas que foram implementadas. O que acontece? Um desequilíbrio enorme de águas, tanto no Sudeste como no Centro-oeste. Brasília, que é uma cidade de 57 anos, passa já pela primeira experiência de racionamento de água, uma coisa que nunca tinha acontecido. Isto se deve à diminuição de chuvas no período normal de chuvas, de outubro a abril. Já são dois anos que chove menos da metade”.

Sobre as causas desses problemas, Poletto fala da relação entre a falta de guardar a umidade mínima numa região que já é seca, como o Centro-oeste, e a relação com a Amazônia, de onde vem a umidade que permite a chuva intensa neste período, no Centro-oeste, assim como em SP, no Sudeste, e em boa parte da América do Sul.

“Neste sentido, nós temos que nos perguntar: ‘Por que a Amazônia está oferecendo menos umidade, menos água para as nossas regiões? Isto se deve ao desequilíbrio provocado pelo desmatamento na Amazônia que já e igual a três vezes o território do estado de São Paulo. É um desmatamento imenso, mesmo se em relação ao tamanho da Amazônia parece pouco, 20%. Isto gera um desequilíbrio na Amazônia e por isso, um desequilíbrio na relação com as outras regiões”.

“Temos que repensar, realmente, a nossa relação com a água e para isso, temos que perguntar à terra: ‘O que fizemos de errado até agora, na relação com a sua vida, para que tenhamos já dificuldade de água para beber e para outras utilidades?’.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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