doutrina da Igreja - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png doutrina da Igreja - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Paternidade e vocação https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/paternidade-e-vocacao/ Mon, 14 Aug 2017 10:26:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47882 “A mentalidade contemporânea, talvez mais do que a do homem do passado, parece opor-se ao Deus de misericórdia e tende a separar da vida e a tirar do coração humano a própria ideia da misericórdia. A palavra e o conceito de misericórdia parecem causar mal-estar ao homem, o qual, graças ao enorme desenvolvimento da ciência e da técnica, nunca antes verificado na história, se tornou senhor da terra, a subjugou e a dominou, que parece não deixar espaço para a misericórdia. Assim, o mundo atual apresenta-se poderoso e débil, capaz do melhor e do pior; abre-se na sua frente o caminho da liberdade ou da escravidão, do progresso ou da regressão, da fraternidade ou do ódio. Além disso, o homem toma consciência de que depende dele a boa orientação das forças que suscitou, as quais tanto o podem esmagar como servir. A verdade revelada por Cristo a respeito de Deus ‘Pai das misericórdias’, permite-nos ‘vê-lo’ particularmente próximo do homem, sobretudo quando este sofre, quando é ameaçado no próprio coração da sua existência e da sua dignidade. Por este motivo, muitos homens e muitos ambientes, voltam-se quase espontaneamente, por assim dizer, para a misericórdia de Deus. São impelidos a fazê-lo certamente pelo próprio Cristo, o qual, mediante o seu Espírito, continua operante no íntimo dos corações humanos (Cf. Dives in Misericordia, 2 – São João Paulo II).

Frequentemente ainda se encontram vestígios de uma mentalidade pouco a pouco superada, que identificava o sexo masculino com a dureza, fechamento, agressividade. Por isso, muitas pessoas ainda repetem que coração, lágrimas, sentimentos, manifestações de afeto, tudo seria próprio do mundo feminino, tanto que “homem não chora”. Ao contrário, nossa fé cristã sempre acolheu a revelação de Deus como Pai, e Pai misericordioso, que se comove, vai ao encontro da ovelha perdida ou do filho extraviado. E Deus se parece com aquela mulher que busca a moeda perdida e faz festa ao encontrá-la. E no Céu, há imensa alegria por um só pecador que se converte! Céu é alegria, emoção, acolhimento, ternura.

Por ocasião do dia dos pais, proponho uma reflexão a respeito da vocação masculina à paternidade. Sim, vocação, chamado de Deus a ser discernido no correr da vida, lugar a ser descoberto na Igreja e na sociedade. O homem tem na sua configuração fisiológica e emocional o apelo à ação, saída de si, iniciativa, decisão e capacidade generativa. Tomar posse de tais características pede uma resposta da parte da pessoa que a recebeu como dom de Deus. E atrás dos dons concedidos, existe alguém que chama, convoca com liberdade criativa, concedendo as capacidades necessárias ao exercício de vocação.

Assim como em outras vocações, há que se responder e buscar o aprendizado necessário ao exercício da missão confiada. Ninguém nasce sabendo ser pai, e não se pode improvisar tal tarefa. O chamado pede responsabilidade, exige discernimento, para que o homem não seja um reprodutor qualquer, mas efetivamente pai. E aqui eu me reporto aos inúmeros pais de verdade que conheço, cujo diálogo com os filhos pode tornar-se a melhor escola para os que vierem assumir tal vocação. Faz-se necessário criar espaços de partilha de experiências. Contar com humor aliado à seriedade necessária em assuntos de tamanha importância pode ser mais decisivo do que muitas palestras ou aulas!

Neste sentido, nossas famílias poderiam recuperar as conversas em torno da mesa. Não se trata de reuniões formais, mas da capacidade de “puxar assunto”. Aproveito a oportunidade para sugerir menos celulares ou redes sociais em casa, mais conversas, mais olho no olho, escuta, partilha das lutas, sucessos e insucessos!

A vocação masculina à paternidade pode refletir a figura do Pai do Céu. Ele é criativo, fez tudo a partir de uma decisão de amor. Nós o professamos “Criador do céu e da terra”. No Eterno Pai, os homens se sintam convocados a inventar soluções para os problemas. Não se rendam diante dos obstáculos, mas enfrentem os desafios. “Falando baixinho”, só para os homens escutarem, há muitas mulheres que têm assumido funções que, por vocação, poderiam ser por eles exercidas, tornando-se assim modelos exemplares!

O Pai do Céu ensina presença e a responsabilidade. O Pai, que trabalha sempre, no dizer de seu Filho Jesus (Cf. Jo 5,17), assume a responsabilidade pela sua obra. E aqui surge a homenagem às horas de trabalho incansável, suor, cansaço, dedicação dos pais de família, figuras exuberantes que remetem ao Criador, no belíssimo hino da criação, expresso no Livro do Gênesis.

O exercício da paternidade traz consigo um imenso desafio, quando ao lado das mães, os pais descobrem que não geram filhos para si mesmos, mas para a Igreja e para a sociedade. Não são proprietários dos que por eles foram postos no mundo. Como sabem que os filhos são pessoas autônomas, muito cedo descobrem o mistério de sua liberdade! É que Deus não fez cópias, mas concedeu ao homem e à mulher a participação em sua obra. E desde o início, as primeiras páginas da Bíblia o mostraram. É com Deus que os pais aprendem a respeitar a individualidade de seus filhos, a riqueza dos dons diferentes que lhes foram concedidos, os caminhos a serem percorridos, não como cópias dos genitores, mas os filhos e filhas também tocados pelo amor que vem de Deus, com o qual precisam descobrir a grandeza da própria vocação.

A CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, propôs “Família, uma luz para a vida em sociedade”, como tema da Semana da Família de 2017. E a Semana da Família começa no dia dos pais, estendendo durante os dias que se seguem, uma série de reflexões e atividades, destinadas a valorizar a presença da família, correspondente ao projeto de Deus expresso na Sagrada Escritura e na Doutrina da Igreja, como dom precioso a todos os homens e mulheres e à sociedade.

Por Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo de Belém do Pará

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Papa Francisco adverte contra aqueles que convertem a doutrina em ideologia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-adverte-contra-aqueles-que-convertem-a-doutrina-em-ideologia/ Fri, 19 May 2017 14:21:39 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-adverte-contra-aqueles-que-convertem-a-doutrina-em-ideologia.html O Papa Francisco estabeleceu a diferença entre a doutrina da Igreja e a ideologia: “A doutrina une, os Concílios unem a comunidade cristã, enquanto a ideologia divide”.

Durante a sua homilia na Missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã de hoje, o Santo Padre advertiu contra aqueles que transformam a doutrina em ideologia e “turbam a comunidade cristã com discursos que transtornam as almas”.

“Sempre existem pessoas que dizem: ‘Eh, não. Isso que foi dito é herético, não se pode dizer, isso não, a doutrina da Igreja é esta…’. E são fanáticos por coisas que não são claras, como esses fanáticos que semeavam intrigas para dividir a comunidade cristã”.

O Pontífice identificou o problema quando “a doutrina da Igreja, a que vem do Evangelho, que o Espírito Santo inspira, esta doutrina se torna ideologia. E este é o grande erro dessas pessoas”.

Nesse sentido, assegurou que aqueles que transformam a doutrina em ideologia “não são crentes”. Não é o mesmo “ser crente e estar ideologizado”, indicou o Pontífice.

Para ilustrar esta diferença, Francisco refletiu sobre o trecho dos Atos dos Apóstolos, lidos na primeira leitura, para salientar que nas comunidades cristãs primitivas “havia ciúmes, lutas de poder, algum espertinho que queria ganhar e comprar o poder”.

No texto dos Atos dos Apóstolos fala-se sobre dois grupos de pessoas que participavam em fortes discussões: “O grupo dos apóstolos que quer discutir o problema e os outros que criam problemas, dividem, dividem a Igreja, dizem que aquilo que os apóstolos pregam não é o que disse Jesus, que não é a verdade”.

Diante desta hostilidade, os apóstolos discutem entre si e, no final, entram em um acordo, “mas não é um acordo político – sublinhou o Papa –, é a inspiração do Espírito Santo que os leva a dizer: nada de coisas, nada de exigências. Mas só o que dizem: não comer carne naquele período, a carne sacrificada aos ídolos porque era fazer comunhão com os ídolos, abster-se do sangue, dos animais sufocados e das uniões ilegítimas”.

A ideologia daqueles que semeavam a discórdia “fecha o coração para as obras do Espírito Santo”. Ao contrário, os apóstolos não estavam ideologizados, “tinham o coração aberto ao que o Espírito dizia”.

Portanto, “sempre houve problemas. Somos humanos, somos pecadores” e as dificuldades existem, inclusive na Igreja, mas ser pecadores nos leva à humildade e a nos aproximar do Senhor, “como salvador dos nossos pecados”.

O Papa concluiu, insistindo que “a Igreja tem o seu próprio magistério, o magistério do Papa, dos Bispos, dos Concílios”. E este magistério deve ir pelo caminho “que vem da pregação de Jesus e do ensinamento e da assistência do Espirito Santo”. “Porque a doutrina une, os concílios unem a comunidade cristã, enquanto a ideologia divide”.

 Leitura comentada pelo Papa Francisco:

Atos dos Apóstolos 15, 22-31

Naqueles dias, 22pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, escolher alguns da comunidade para mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé.

Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos. 23Através deles enviaram a seguinte carta: “Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. 24Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós. 25Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, 26homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem. 28Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: 29abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas. Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!”

30Depois da despedida, Judas e Silas foram para Antioquia, reuniram a assembleia e entregaram a carta. 31A sua leitura causou alegria, por causa do estímulo que trazia.

Por ACI Digital

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