Domingo de Pentecostes - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 03:55:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Domingo de Pentecostes - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Solenidade de Pentecostes: “Sem o Espírito Santo, Deus está longe” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/solenidade-de-pentecostes-sem-o-espirito-santo-deus-esta-longe/ Sat, 04 Jun 2022 17:30:53 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=63939 Pentecostes recorda aquela manhã em que os discípulos de Jesus, reunidos com Maria (Atos 1,14) no Cenáculo em Jerusalém, receberam o Espírito Santo que veio como que em línguas de fogo. Pentecostes é uma palavra grega (pentekosté) e refere-se a cinquenta dias após a Páscoa. No batismo, todos recebem o Espírito Santo, cujos dons são reforçados no sacramento da confirmação. E é precisamente aos fiéis batizados a quem se dirigem estas fortes palavras do Documento de Aparecida: “Todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização dos homens e mulheres em cada ambiente (…). A tarefa missionária se abre às comunidades, assim como ocorreu em Pentecostes.” (Doc. de Aparecida n. 171).

O que as pessoas entendem quando se fala do Espírito Santo? Pentecostes não é uma festa qualquer da Igreja, pelo significado que tem para todo o Povo de Deus. Ela celebra a vinda do Espírito Santo para a Igreja e a presença do Espírito na vida de cada cristão. É com essa festa que Deus criou entre todos os povos a unidade para formarmos o Corpo de Cristo na terra.

Não cabe a nós, contudo, tentar entender o que é o Espírito Santo, já que ninguém é capaz de alcançar, em sua totalidade, os mistérios da fé. Como falou Jesus, ‘o Espírito sopra onde quer’ e ninguém sabe de onde vem e para onde vai, porém, é o Espírito que nos ilumina, fortalece e guia de tal maneira que o Cristo pode viver em nós. O importante na vida do cristão não é tanto entender, mas corresponder àquilo que Ele nos sugere.

O Espírito Santo tem indispensável contribuição na nossa vida de fé porque ele é o amor de Deus, o amor do Pai para o Filho e do Filho para o Pai que é tão intenso e tão abrangente que é uma Pessoa como o Pai e o Filho, e que se derrama no universo para santificar e nos tornar possível participar da vida de Deus. Animados pelo Espírito Com a experiência de Pentecostes, os discípulos missionários ganham força graças aos dons e carismas. “O Espírito na Igreja forja missionários decididos e valentes como Pedro e Paulo, indica os lugares que devem ser evangelizados e escolhe aqueles que devem fazê-lo”, dizem os bispos no Documento de Aparecida (D.A. n. 150) e, continuam eles, “necessitamos de um novo Pentecostes” (n. 548). Com isso, a Igreja poderá sair ao encontro de todos quantos são os destinatários da Boa Notícia que dá sentido à vida e traz esperança.

“Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu. E assim como a terra árida não produz fruto se não for regada, também nós, que éramos antes como uma árvore ressequida, jamais daríamos frutos de vida, sem a chuva da graça enviada do alto.” (Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo do Séc. II)

“Sem o Espírito Santo, Deus está longe, Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é mera organização, a autoridade é dominação, a missão é propaganda, o culto é arcaísmo e o agir cristão obra de escravos. Mas, no Espírito Santo, o cosmos é enobrecido pela geração do Reino, o homem está em combate contra a carne, Cristo ressuscitado torna-se presente, o Evangelho se faz poder e vida, a Igreja realiza a comunhão trinitária, a autoridade se transforma em serviço que liberta, a missão é Pentecostes, a liturgia é memorial e antecipação, o agir humano é deificado.” Atenágoras, (1886–1972), patriarca ortodoxo de Constantinopla

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Pentecostes https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/pentecostes/ Fri, 07 Jun 2019 11:55:40 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55563 As Festas Litúrgicas se repetem a cada ano. Não é diferente com a de Pentecostes, sempre no domingo imediato à Ascensão do Senhor. Entendemos esse dia como a realização da promessa do Senhor Jesus que, ao voltar ao Pai, encaminha para a terra o Espírito Santo, Espírito Paráclito, Espírito da verdade, para continuar a tarefa salvadora, guiando e santificando a caminhada das comunidades.

No Antigo Testamento há o momento do sopro de Deus, dando ao homem, modelado do barro da terra, o hálito da vida, tornando-o “ser vivente” (Gn 2,7). Nas aparições aos apóstolos, após desejar-lhes a paz e de soprar sobre eles, Jesus diz: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Daí começa a missão da Igreja e os apóstolos se sentiram enviados para proclamar o sentido da vida.

Estamos em outros tempos, mas o dinamismo do Espírito Santo continua nos desafios da modernidade. Continua sendo luz e caminho no sofrimento do povo. Nos chamados “becos sem saída”, no meio de confusões e desesperos, normalmente os limites humanos se esgotam e as pessoas ficam sem força. O importante é não perder o foco do Espírito, que abre caminhos quando menos se espera.

O Brasil do momento está visualizando uma Nação difícil, que parece caminhar para tempos sombrios e de futuro ameaçador da esperança. O descrédito na instituição está crescendo, e com possibilidade até de uma “convulsão nacional”. Muitos fatos veem, infelizmente, acenando para isso. Falta credibilidade em tudo, dando chance para o crescimento do fosso elástico entre ricos e pobres.

Tivemos os primeiros meses do ano de 2019 com muitas marcas negativas, muitas ameaças à vida, fruto de práticas injustas e irresponsáveis. Sem uma atenção mais votada para o Espírito de Deus, a tendência é continuar de mal a pior. Torna-se impossível conseguir vida feliz sem a recuperação de valores que foram deixados de lado, causando vazio e insegurança em meio a forças contrárias.

A Palavra inspirada de Deus, e confirmada no dia de Pentecostes, precisa sair do papel e fazer acontecer, na realidade atual, uma prática que consiga cessar a violência, o ódio, o abuso e a corrupção moral, social e política. As ameaças sofridas pela população brasileira, que acontecem em todas as realidades da cultura, revelam distanciamento e não seguimento dos princípios divinos.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)

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Reflexão para o Domingo de Pentecostes https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/reflexao-para-o-domingo-de-pentecostes/ Sun, 20 May 2018 13:13:01 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=52390 O autor do Evangelho deste domingo, João Evangelista, nos diz que a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos se deu no dia de Páscoa.

Ele deseja fazer-nos compreender que o Espírito que conduziu Jesus para sua missão de salvar a Humanidade é o mesmo que agora conduz a Igreja, comunidade dos seguidores de Jesus, na continuidade da mesma missão. A Igreja torna presente, na História, o Cristo Redentor.

Quando os discípulos, à tarde do primeiro dia da semana, estão reunidos o Senhor aparece no meio deles e lhes comunica a paz. Mostra-lhes os sinais de seus sofrimentos para lhes dizer que, apesar de seu aspecto glorioso, a memória da paixão não poderá ser deixada de lado, que a glória veio através da cruz.

Estamos no primeiro dia da semana, não nos esqueçamos. Exatamente com esse sentido do novo, do novo pós pascal, isto é, do novo eterno, que não caduca, que não envelhece, Jesus faz a nova criação soprando o Espírito sobre seus seguidores. É uma referência à criação do homem, relatada no cap. 2º, vers. 7 do Gênesis, quando diz que Deus insuflou em suas narinas o hálito de vida e o homem passou a viver. No relato desse fato na tarde pascal, temos a criação da Comunidade Cristã.

A missão é dada logo em seguida: perdoar os pecados e até retê-los, se for o caso. Pecado é aquilo que impede a realização do projeto do Pai, que é a felicidade do ser humano. Ora, perdoar os pecados significa lutar para que os planos de Deus cheguem à sua concretização e, evidentemente, devolvendo àquele que está arrependido de suas ações contrárias a esse plano, a reconciliação.

Pelo batismo e pela crisma fazemos parte dessa comunidade que deve continuar a missão redentora de Jesus. Que honra!

Que nossas ações, seja na família, no trabalho ou no meio dos amigos, colaborem com a alegria e felicidade daqueles que nos cercam. Assim estaremos dando glória a Deus, pois a glória de Deus é a felicidade do homem.

Padre César Augusto – Cidade do Vaticano

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