Dom Walmor Oliveira de Azevedo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Dom Walmor Oliveira de Azevedo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Olhar a Igreja e o mundo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/olhar-a-igreja-e-o-mundo/ Mon, 19 Apr 2021 18:03:14 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=60447 A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua 58ª Assembleia Geral, tratou do importante exercício de “olhar” a Igreja e o mundo. Realizada de 12 a 16 de abril, no ambiente digital, a Assembleia foi emoldurada também por momentos de oração, reunindo quase quatrocentos participantes, entre bispos, bispos eméritos, presidentes de organismos da Igreja, assessores, diáconos e padres, cristãos leigos e leigas, consagrados e consagradas. “Olhar” a Igreja e o mundo, exercício da Assembleia, integra a missão de cada bispo junto ao seu povo, na sua diocese, em cumprimento ao mandato do Senhor Ressuscitado. Cristo, antes de subir ao céu, dá aos primeiros apóstolos a responsabilidade de ir pelo mundo inteiro pregar o Evangelho a toda criatura, fazendo com que todos se tornem discípulos e discípulas de Jesus, o único mestre e senhor.

O exercício espiritual de “olhar” a Igreja e o mundo, no contexto das Assembleias da Conferência Episcopal, se alicerça na comunhão e na fraternidade. Os bispos se unem em colegialidade para fecundar seus caminhos no exercício da missão, sempre com autonomia e no horizonte dos valores inegociáveis do Evangelho, dos tesouros da doutrina e da tradição da Igreja. A congregação dos bispos da CNBB em Assembleia é o vértice de um caminho missionário percorrido e vivenciado em diferentes realidades de um mundo plural, a ser banhado com a luz de Cristo. As largas vias deste itinerário missionário incluem, pelo anúncio da Palavra de Deus, luz para o caminho, lâmpada luzente para os pés – conforme canta o salmista – participar das alegrias e tristezas, vitórias e derrotas do Povo de Deus, a caminho, neste mundo, rumo ao reino definitivo.

A ação missionária da Igreja – que é servidora, sinal e sacramento de salvação – se efetiva a partir do compromisso insubstituível com a vida, primeiro e maior dom de cada pessoa. A Igreja se dedica à defesa e à promoção da vida desde o momento primeiro, na concepção, até o último, com o declínio na morte natural. Por isso mesmo, os pastores do Povo de Deus têm o permanente dever de olhar a Igreja e o mundo. Trata-se de compromisso missionário, exercício desafiador que cada integrante do episcopado assume quando pastoreia, com autonomia, a porção do Povo de Deus que lhe foi confiada, incluindo grupos, segmentos, colaboradores. O exercício de “olhar” a Igreja e o mundo é também experiência de comunhão, de partilha, de fortalecimento e solidariedade, em tudo, congregados como Conferência Episcopal. Uma experiência alicerçada na consciência de que todos pertencem à Igreja, presente no mundo inteiro.

A CNBB está a serviço da comunhão solidária, das experiências e partilhas que fortalecem e consolidam a missão de anunciar Jesus Cristo a cada pessoa. Não constitui instância de governo da Igreja em nível nacional. A força da comunhão colegial entre os bispos tem o Papa Francisco como referência primeira. O Papa é o chefe do Colégio dos Bispos do mundo inteiro, sucessor do apóstolo Pedro, constituído pelo próprio Cristo para essa missão.

A Assembleia Geral Ordinária da CNBB é um evento culminante de caminhos, práticas, serviços, partilhas, articulações, troca de experiências, escolhas fortalecedoras e correção de rumos para que a Igreja cumpra, na sua missão, o desejo de Jesus, seu Mestre e Senhor. Um desafio que requer dedicar atenção ao mundo e à própria Igreja, movimento com exigências relevantes e necessidades urgentes. A Assembleia Geral é o órgão máximo da CNBB, considerando as suas muitas instâncias constitutivas, que fortalecem sempre mais a comunhão, a participação e os serviços evangelizadores. A realização da Assembleia oferece aos bispos todos do Brasil a possibilidade de aguçar continuamente o olhar sobre o conjunto da Igreja. Uma oportunidade rica de avaliações, compartilhamentos de experiências, revisões e ajustes. Investimento na unidade que promove riquezas pastorais e espirituais, fontes de autonomia e de qualificação contínua no exercício do pastoreio. É clara a consciência da importância dessa comunhão sinodal, fecundando a missão de cada pastor junto ao seu rebanho, uma prática iluminada pelo Evangelho de Jesus – todos são aprendizes e servidores.

A importância da Igreja, com a sua voz e compromisso, no coração da sociedade, cumprindo, obedientemente e de modo profético, a missão recebida do seu Senhor, é reconhecida. Sublinhe-se que o mandato desta missão, há mais de dois mil anos, constitui serviço evangelizador essencial e indispensável, merecendo sempre respeito irrestrito nos parâmetros democráticos de todas as sociedades. Um serviço que está para além de novas legislações e decretos. A Igreja, presente na humanidade, sempre a serviço da vida, “olha” o mundo e desempenha seu papel educativo ao anunciar o Evangelho, contribuindo para a construção da sociedade, da cultura da paz e da solidariedade. Um desafio enorme: fazer com que a voz da Igreja seja cada vez mais ouvida, considerando a disputa de outros sons pela atenção das pessoas, incluindo desvarios de interpretações e posicionamentos marcados por extremismos.

A voz da Igreja, mantendo o uníssono que ecoa de seus tesouros inesgotáveis, continua a inspirar a formação de coros capazes de impulsionar o surgimento de um novo tempo, marcado pelo humanismo integral e pelo reconhecimento de que a vida é dom precioso, inviolável, semeando a solidariedade dedicada especialmente aos pobres e sofredores. A voz da Igreja, articulada nas Conferências Episcopais de diferentes nações, jamais é ecoada com a pretensão descabida de regência totalitária do mundo. Ao invés disso, a Igreja busca congregar, pela força da atração, prestando, de modo irrenunciável, o seu serviço essencial, por saber que tem o melhor para oferecer: Jesus Cristo, o Salvador e Redentor de seu povo na Igreja e no mundo.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (BH)

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Dom Walmor para o Natal: “Qualquer gesto de bondade toca nosso coração” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/dom-walmor-para-o-natal-qualquer-gesto-de-bondade-toca-nosso-coracao/ Tue, 24 Dec 2019 14:38:31 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57451 Recebemos uma bela e profunda mensagem de Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB e arcebispo de Belo Horizonte desejando a todos os ouvintes um “feliz, santo e fecundo Natal, preparando alegrias novas para o ano de 2020”.

Dom Walmor afirma: “Desejo de coração a você que o seu coração seja profundamente tocado pela experiência de celebrarmos o Natal do Senhor”. “É preciso fazer a experiência da novidade do amor de Deus que vem ao nosso encontro em Cristo”.

Por isso, continua o presidente da CNBB, “viva a experiência bonita do encantamento pela encarnação do Verbo”, e recorda: “Qualquer gesto de bondade toca o nosso coração”.

Por fim Dom Walmor anima a todos para que “Caminhemos juntos com alegria, sejamos Igreja em saída com o amado Papa Francisco indo na direção que ele nos aponta, caminhando com ele lado a lado, para que possamos nos dar conta neste tempo do terceiro milênio, de ser a Igreja hospitaleira, Igreja em diálogo, Igreja de encontro, uma Igreja que nos congrega pela força do testemunho do seguimento de Cristo Jesus.

Ouça a mensagem natalina de Dom Walmor:

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Conflito interpretativo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/conflito-interpretativo/ Mon, 17 Jun 2019 13:58:18 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55797 Tudo se desdobra em consequências para a vida: da caneta com a qual o juiz assina à atitude do cidadão. Por isso mesmo, a interpretação das diversas realidades é um constante desafio para o ser humano, exercício que vai muito além da simples manifestação de opinião. Interpretar os fatos e as situações é atividade exigente, requer a consciência sobre os impactos desse ato na vida das pessoas. É muito importante perceber que a emissão de juízos adquire ainda mais poder para gerar sérias consequências no contexto atual com as facilidades das redes sociais.

O reconhecimento de que não somos “donos da verdade” favorece em muito o acerto na tomada de decisões. É atitude humilde reconhecer-se suscetível a estreitamentos que podem levar ao distanciamento da verdade e, consequentemente, ao inadequado tratamento da realidade. Redobrar a atenção no exercício de se formular interpretações é necessário para evitar as costumeiras irracionalidades que promovem polarizações e outras obscuridades, entraves para a civilidade. De interpretações equivocadas nascem decisões que estão a serviço de interesses pouco nobres, desdobrando-se em manipulações, no enfraquecimento de instituições, na submissão a ideologias perversas que passam por cima de valores e princípios inegociáveis.

É responsabilidade de cada cidadão, particularmente dos que têm o dever de formular interpretações com ampla repercussão social, evitar o acirramento de conflitos a partir de suas decisões. A sociedade brasileira, de um modo geral, perde muito quando embates desnecessários são estabelecidos, com repercussões negativas para a vida de todos, principalmente dos que são mais pobres e indefesos. E torna-se importante sublinhar: conhecer profundamente o universo legislativo, as teorias e as técnicas de diferentes áreas do saber, não garante acerto no ato de interpretar a realidade, que exige, principalmente, sensibilidade.

A falta de sensibilidade e empatia no ato de interpretar, mesmo quando se domina elementos legislativos e técnicos de diferentes áreas do saber, tem provocado conflitos. Muitos avanços são impedidos, particularmente por não se encontrar respostas aos problemas. Tudo se contamina, ainda mais, com decisões judiciais, executivas, operacionais e existenciais nos parâmetros de estreitamentos que causam dó e a dor de amargar os prejuízos de ignorâncias e incompetências. Formular pareceres sobre determinado tema, de modo insensível às suas repercussões, aprisiona entendimentos e reflexões. Impede a sociedade de avançar rumo a novos patamares de desenvolvimento.

Conquistas científicas, condições ambientais favoráveis e avanços tecnológicos, sozinhos, não são suficientes para promover o bem de toda a sociedade. Escolhas lúcidas e assertivas, frutos da consciência tocada pela clarividência, é que permitem passos novos rumo aos progressos esperados pela humanidade. Sem luz na consciência, o ser humano naufraga em interpretações “estreitas”. E com o seu poder de decisão, passa a impor uma visão equivocada sobre a verdade, o que alimenta disputas.

A partir dessa constatação, a Igreja Católica, especialmente por sua Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dedica especial atenção a um assunto de relevância para a sociedade: trata-se do julgamento no Supremo Tribunal Federal da Ação de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 26) e da tramitação de Projeto de Lei 632/2019, no Senado Federal, para alterar a Lei 7.716/1989.

Há um risco de interpretações equivocadas nesses processos. A Igreja Católica, em seus princípios éticos e morais, reafirma a importância do acolhimento solidário e respeitoso de toda pessoa. Não admite qualquer tipo de discriminação. Em fidelidade à sua Doutrina, tem também o dever de informar e orientar os seus fiéis sobre o matrimônio e a família na perspectiva cristã. Essa missão não pode ser considerada ofensa a pessoas ou grupos. Nesse sentido, a CNBB, em comunicado, pede mais clareza nos processos em curso no Judiciário, para que limites de intepretação não provoquem ataques a valores intocáveis, baseados na fé.

Espera-se que as autoridades competentes se reconheçam como peregrinos que buscam a verdade – e não os “donos da verdade”. Assim, percebam que a liberdade religiosa, garantida na Constituição Federal, pressupõe preservar códigos morais com raízes na fé. Desse modo, poderão respeitar a liberdade religiosa em decisões judiciais relacionadas à criminalização da homofobia. E sempre é oportuno reafirmar: a Doutrina da Fé Católica não semeia a violência, mas partilha um código de condutas comprometido com a promoção da vida, em todas as suas etapas, da concepção ao declínio com a morte natural. Desconsiderar valores éticos e morais que estão acima de ideologias é um perigoso equívoco. É gerar grave conflito interpretativo.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

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“A conversa com o presidente Bolsonaro foi amigável”, disse Dom Walmor, presidente da CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/a-conversa-com-o-presidente-bolsonaro-foi-amigavel-disse-dom-walmor-presidente-da-cnbb/ Fri, 31 May 2019 00:31:46 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55517 Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB, visitou o Presidente da República, Jair Bolsonaro, na tarde desta quarta-feira, 29 de maio. Na saída do encontro, falando com a equipe da TV Canção Nova, o presidente da CNBB disse: “A conversa com o presidente Bolsonaro foi amigável. Viemos como presidência da CNBB fazer uma visita cordial e de cortesia. Dizer a importância do diálogo e da nossa proximidade, porque como Igreja Católica, a partir dos valores do Evangelho e do tesouro maior que nós temos, a nossa fé, olhamos o Brasil nos seus muitos desafios. Estamos aqui para dialogar, colaborar, com todos os poderes, com todos os segmentos da sociedade, porque a Igreja, quando anuncia o Reino de Deus, ilumina o coração e a mente de todas as pessoas buscando sempre promover a vida em todas as suas etapas”.

O encontro

Segundo a Canção Nova, a reunião foi a portas fechadas, sem autorização para imagens nem áudio da imprensa. O primeiro encontro entre as autoridades começou por volta das 14h e durou menos de uma hora, no Palácio do Planalto. Também estavam presentes membros da CNBB.

Ao ser abordado pela reportagem, dom Walmor disse também se que a visita não foi para ‘dar recados’, mas para caminhar juntos pelo bem da sociedade brasileira.

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Fragilidade no poder https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/fragilidade-no-poder/ Tue, 10 Apr 2018 03:20:33 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51847 As reflexões sobre o poder são permeadas de argumentos e contestações, em um amplo percurso histórico-filosófico. Muitas disciplinas tratam desse tema, que reúne abrangente campo semântico. E os diferentes estudos sobre poder partilham a convicção de seu caráter determinante na dimensão existencial do ser humano – da configuração da cultura à forma como a sociedade lida com seus problemas. Por isso mesmo, a partir das importantes contribuições dos diferentes campos do saber, é preciso compreender melhor o poder, com seus desdobramentos políticos na história, e os interesses envolvidos no seu exercício. Perceber o modo como o poder é exercido pelo indivíduo e no âmbito institucional permite enxergar soluções para os desafios. Além das pertinentes análises teóricas, torna-se fundamental reconhecer uma inegável situação: a configuração do poder revela fragilidade em seu exercício.

O campo político restringiu toda essa realidade a um pífio desempenho na dinâmica partidária, o que compromete resultados e não gera a força necessária para as conquistas. Com frequência, pessoas “caem de paraquedas nas cadeiras do poder”. Os que se tornam “autoridade” não se dedicam a exercer adequadamente o papel de representantes do povo. Ao se definir nomes para as instâncias de decisão, invariavelmente os requisitos de caráter pessoal são desconsiderados. Na ocupação de cadeiras, lugares, distribuição de títulos, têm mais influência os interesses cartoriais. Consequentemente, torna-se difícil transformar sistemas organizacionais – de instituições, segmentos civis ou religiosos – e romper dinâmicas interesseiras, que não almejam o bem coletivo.

Há, pois, um vácuo entre o poder e a real atuação das autoridades, que se revela nos desempenhos medíocres. Essa mediocridade incide no exercício dos poderes constituídos e também no cotidiano de cidadãos comuns. Percebe-se que o poder aparece incontestavelmente fragilizado. Tudo em decorrência da falta de preparo profissional e humanístico, espiritual e cultural para o exercício da autoridade.

Prova dessa triste realidade é a corrupção que se mostra de diferentes modos no contexto social. Há uma dificuldade para tratar, de forma adequada, o bem comum. Falta envergadura para evitar assaltos aos cofres públicos e, ao mesmo tempo, convive-se com a incapacidade para inovar. Todos sofrem com as mais diversas consequências – déficits estruturais, equívocos na definição de prioridades e ausência de respostas capazes de alargar horizontes. Perdem as pessoas e as instituições que, deliberadamente, ou pela força dos medos e preconceitos, permanecem na rigidez, temendo o que é novo e diferente.

O exercício da autoridade deve incluir sobretudo o compromisso com a verdade, a competência e a disposição para promover os avanços culturais e as conquistas. Fundamental é vencer a incompetência, o autoritarismo, a rigidez, as obscuridades e tudo o que reveste o poder de fragilidades.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

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Sexta-feira da Paixão: coleta sustenta presença cristã na Terra Santa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/sexta-feira-da-paixao-coleta-sustenta-presenca-crista-na-terra-santa/ Thu, 29 Mar 2018 07:52:53 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51497 A Igreja tem um cuidado especial com os lugares onde Jesus viveu. Da região que compreende Jerusalém, Palestina e Israel, alargando o raio do Egito ao Irã, da Turquia até a Etiópia, há uma mobilização por parte do Comissariado Terra Santa em ações de cuidado e sustento da presença cristã. Esta presença e as iniciativas desenvolvidas são possíveis graças à contribuição dada por toda a Igreja na Sexta-Feira Santa.

O Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, cardeal Leonardo Sandri, escreveu uma carta convocando a participação dos fiéis na Coleta para a Terra Santa. Ele recorda que a Igreja Católica exprime por meio da oração e do ofertório o alento às comunidades dos fiéis e aos Lugares Santos, sobretudo no dramático momento atual que se vive no Oriente Médio.

Desde 2011, vários conflitos acontecem na região, com consequências dramáticas vividas pelos sírios, de forma particular, e por toda a Igreja, que tem observado a diminuição no número de fiéis, sendo que muitos deles tiveram que imigrar ou sofrem violência, às vezes pelo simples fato de professar a fé.

Ações nos lugares santos

A Custódia na Terra Santa, função desempenhada pelo frade franciscano Francesco Paton, tem em sua missão um rol de ações. É de sua responsabilidade a acolhida aos peregrinos que visitam os locais sagrados, o suporte para as funções litúrgicas nos lugares santos, a difusão de notícias sobre a Terra Santa e a motivação para o desejo do cuidado pelos lugares por parte dos cristãos, além do cuidado e sustento, de acordo com a igreja local, da presença Cristã na Terra Santa.

E neste último item que estão os investimentos das coletas. De acordo com o comissário da Terra Santa, frei Ivo Müller, são mantidos 278 missionários; 55 santuários; 24 paróquias; 15 escolas; quatro casas para enfermos e órfãos; seis casas para peregrinos; quatro casas para acolher peregrinos a preços modestos; três institutos acadêmicos; duas editoras (gráficas) para imprimir e divulgar as coisas da Terra Santa; 1500 empregos a cristãos; 630 moradias para que as famílias cristãs não abandonem os Lugares Santos; e 494 Bolsas de estudos anuais a estudantes universitários.

Na Terra Santa, a figura do custódio, que também é provincial dos Frades Menores que vivem no Oriente Médio, é considerada como a de uma das principais autoridades religiosas cristãs. Ele, junto com o Patriarca Grego Ortodoxo e também Armeno, é responsável pelo “Status quo”, um conjunto de costumes que regulam a vida de alguns santuários, entre eles o Santo Sepulcro e a Natividade de Belém.

Colaboração do Brasil

O arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, que é membro da Congregação para as Igrejas Orientais da Santa Sé, motiva a participação dos brasileiros nesta ação, salientando que os lugares sagrados da Igreja Católica são um patrimônio de toda a humanidade e os templos “têm valor inestimável para a espiritualidade e para a história”.

“Lugares de acolhida onde se celebra a fé, vivencia-se o silêncio e a oração. Capelas, igrejas, catedrais e santuários têm significado forte e especial em todos os passos da civilização: receberam nossos antepassados e continuam contribuindo em campos tão importantes, a exemplo da educação, saúde, cuidado com os pobres, cultura e arte. Constituem, pois, uma herança nossa, indicando referência de onde viemos e para onde vamos. Sejamos solidários no cuidado de nossos lugares sagrados, especialmente nesta Sexta-feira Santa.”

Há ainda a preocupação com a situação dos cristãos no Oriente Médio, sob os olhares da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que realizou campanhas de arrecadação em favor dos cristãos da região e tem um trabalho com migrantes no âmbito da Setor Pastoral da Mobilidade Humana.

Presidência da entidade conversou recentemente com o custódio da Terra Santa, quando o frei Paton visitou o Brasil, em janeiro deste ano. Na ocasião, foram discutidas formas de as Igrejas Particulares do Brasil ajudarem a Igreja que está na Terra Santa.

Em um de seus encontros no Brasil, frei Francesco Paton lembrou que os peregrinos brasileiros ocupam o quarto lugar no número dos que visitam a Terra Santa. “Em 2017, 30.545 peregrinos do Brasil celebraram a Eucaristia nos nossos santuários, certamente um número ainda maior visitou os lugares santos”, informou.

As coletas para a Terra Santa podem ser repassadas às dioceses (por meio das ofertas nas celebrações da Cruz) ou diretamente depositadas na conta do Comissariado:

Banco Bradesco – Ag. 3403-7 (Petrópolis)
Conta corrente n° 11174-0
Favorecido: Obra Pia da Terra Santa
CNPJ: 62.670.062/0001-68

Por CNBB

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A justiça é o instrumento para a construção da paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-justica-e-o-instrumento-para-a-construcao-da-paz/ Fri, 16 Feb 2018 14:27:05 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50830 Não há paz sem justiça

Esta é uma verdade, que deve inspirar os horizontes do povo brasileiro, na construção de uma nova ordem social, econômica e política para se alcançar a paz: não há paz sem justiça. Sem esse entendimento, haverá um recrudescimento das diferentes formas de violência. A sociedade se transformará em um campo de guerras, de todo tipo, corroendo, cada vez mais, as riquezas do tecido cultural e histórico que caracterizam o país. A nova ordem a ser buscada, exige o fim da inaceitável situação de injustiça, que se escancara na forma de desigualdades sociais, se desdobrando em miséria, desemprego e indiferença com os que sofrem.

Conviver com a desigualdade social, e tantos outros males que são frutos da injustiça é, particularmente, vergonhoso para uma nação. Ainda mais quando se têm “recursos de sobra”, bem mais que o suficiente para edificar e manter uma sociedade justa. Diante de tantas possibilidades, percebe-se que a grave situação atual, de desigualdade, não é “obra do acaso”. As análises históricas mostram que é opção deliberada, emoldurada, pela incompetência de muitas pessoas. E o resultado é a injustiça que compromete a paz.

Ética

Assim, eis a tarefa ética que é da Igreja e de todos os que vivem os compromissos da fé: cada pessoa precisa guiar a própria vida a partir dos ensinamentos de Jesus Cristo, com a urgente e laboriosa missão de não omitir-se diante dos problemas sociopolíticos atuais. A desigualdade social e outros males, evidenciam a carência generalizada de iluminação ética. Por isso, muito além de interesses partidários e grupais, o que deve ser priorizada é a dimensão da ética e da moral. Cuide-se, assim, para que igrejas não se tornem instrumentos para ações de partidos políticos. Em vez disso, devem contribuir substantivamente para as indispensáveis transformações necessárias nesse momento.

A Igreja é desafiada, sempre à luz de princípios do Evangelho, a auxiliar os diferentes segmentos sociais na adoção de critérios mais consistentes na elaboração de planejamentos, iniciativas e reformas. Daí a necessidade de debates, reflexões, para qualificar projetos e possibilitar escolhas inteligentes, capazes de impulsionar a sociedade rumo a um futuro melhor. A história mostra que não é possível avançar quando se tem apenas propostas demagógicas, como tantas que já induziram a população a opções ruinosas. Por isso, temas de reconhecida importância para o país precisam ser debatidos, com abertura, para alcançar entendimentos, a partir da participação de todos.

Obra de justiça e de amor

Esse exigente e complexo processo requer um sentido pleno de justiça, alcançado a partir da conduta cidadã, que deve nortear cada pessoa, em todas as instâncias – de governos e parlamentos ao mundo empresarial, das instituições religiosas aos campos da cultura, arte, ciência e tecnologia. Afinal, em construção está a paz, que é tão preciosa para a sociedade. E essa construção é uma obra de justiça e de amor.

O compromisso com a justiça é o caminho que leva ao integral restabelecimento da ordem moral e social, tão ferida. Diz o profeta Isaías, apontando caminhos novos para o povo, que a paz é obra da justiça. E há de se reconhecer que a justiça é uma virtude moral, a garantia legal que vela sobre o respeito a direitos e deveres. Essa virtude é enfraquecida quando posturas ideológicas contaminam interpretações, pessoas passam a considerar somente o que interessa aos seus próprios grupos.

Por isso, importante e urgente é fazer com que a prática da justiça seja mais abrangente. Ultrapasse a dinâmica comum aos tribunais, para se tornar compromisso cotidiano de cada cidadão. Quando atitudes – simples ou com impacto mais amplo no contexto social – são pautadas pelos parâmetros da justiça, há uma efetiva contribuição para o restabelecimento da ordem social e política que equilibra as relações de um povo.

Investir em justiça

O brasileiro convive com uma lista enorme de metas e compromissos a serem efetivados. Entre as necessidades, está a urgente responsabilidade de debelar a miséria. Essa situação triste e tantas outras igualmente lamentáveis são produtos da injustiça, alimentada pela ganância sem limites e pela mesquinhez. Combater a pobreza é, pois, um compromisso determinante que precisa da força da justiça – capaz de equilibrar o exercício de direitos e deveres.

Somente a justiça, instrumento para a construção da paz, pode reconfigurar fundamentalmente as posturas que geram desequilíbrio social e submetem grande parte da população a agressões à sacralidade da vida humana. Assim, a inteligência normativa, que busca garantir o funcionamento justo da sociedade, precisa ser fecundada pela lucidez de princípios sólidos, não imediatistas e utilitaristas. Investir na justiça é imprescindível para a conquista da paz.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte

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Devemos reconhecer o dom de Deus na nossa vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/devemos-reconhecer-o-dom-de-deus-na-nossa-vida/ Wed, 31 Jan 2018 10:35:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50595 A responsabilidade de conduzir a própria vida, reconhecendo-a como dom de Deus, é muito séria e desafiadora. Uma tarefa que contempla responsabilidades profissionais, familiares e cidadãs. Pensar e julgar, de modo adequado, está entre os maiores desafios existenciais. O apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos, mostra que superar dinâmicas viciadas e obscuras nos modos de pensar e julgar é “regra de ouro”. Um desafio a ser assumido por todos. Afinal, o exercício de pensar e julgar determina procedimentos e escolhas que norteiam o conjunto da vida, a competência para superar crises e encontrar novas respostas para os desafios cotidianos.

Frequentemente, esse exercício está emoldurado de maneira rígida, por certa mentalidade vigente. Por isso mesmo, há dificuldade para admitir a necessidade de transformações no próprio modo de pensar e julgar. A tendência é a cristalização – com pouca abertura para o diferente, para outras perspectivas que ensejem novas percepções. Perde-se, consequentemente, a oportunidade para enriquecer a própria vida, conhecer mais e amadurecer a mundividência. Na sociedade brasileira, o preço que se paga por esse aprisionamento à mentalidade vigente, é a carência de novos líderes, além da falta de credibilidade que se desdobra no caos político. Repetem-se esquemas e dinâmicas, porque não há amplo engajamento em um permanente processo de renovação existencial.

A espiritualidade nas nossas escolhas

É verdade que a capacidade para pensar e julgar, discernir e escolher, depende das próprias vivências, da influência cultural, familiar e de muitas instituições. Mas, acima de tudo, esse processo é uma experiência eminentemente espiritual. Sem reconhecer a importância da espiritualidade, a tendência é se encastelar nas próprias convicções, sem a necessária disponibilidade para permanentemente reavaliá-las. São perpetuados vícios e modos equivocados de lidar com problemas, que exigem soluções urgentes. Tudo torna-se mais difícil.

Quando a dimensão espiritual não ilumina a capacidade de pensar e julgar, as pessoas prendem-se à mediocridade. Não conseguem proporcionar às suas instituições o fôlego da renovação. Em vez disso, ganham espaço a corrupção, a mesquinhez e a ganância sem limites. Desconsidera-se a sabedoria que alimenta a lucidez. É fácil constatar que a  carência de novos modos de pensar e julgar é problema comum a governantes, líderes e muitas pessoas que integram o contexto social. Gente que apresenta um discurso articulado, mas que revela-se equivocado do ponto de vista ético-moral. Homens e mulheres que não se valem de critérios que objetivam o bem, a justiça e a paz para interpretar, discernir e fazer escolhas.

Saúde física e mental

Investir na espiritualidade é imprescindível. Porém, o momento em que todos vão reconhecer a importância da espiritualidade na fecundação de novos modos de pensar e julgar é realidade distante. Isso porque, a cristalização de convicções obsoletas, perpetua nos indivíduos, sentimentos ruins. Ora, ao se reconhecer que a espiritualidade é fundamental para a saúde física e mental, deve-se, também, considerar que a dimensão espiritual tem força para fazer desabrochar a sabedoria. A espiritualidade permite enxergar até mesmo o invisível. É um fundamental remédio para romper com os parâmetros da mediocridade, que são hegemônicos na sociedade brasileira.

O segredo para melhorar a realidade não é abraçar, incondicionalmente, convicções que já estão cristalizadas, discursos políticos, partidários e ideológicos. Deve-se conquistar a liberdade que ultrapassa o apego ao dinheiro, pois, a ganância aprisiona consciências. A espiritualidade é remédio que cura a doença das mentiras e do egoísmo. A dimensão espiritual alimenta novos modos de pensar e julgar. Todos são convocados para uma autoavaliação, observando as próprias convicções e formas de ver o mundo. Vale acolher a orientação espiritual e humanística do padre José Tolentino, escritor português: “Que os nossos olhos, feitos para olhar as estrelas, não morram olhando para os nossos sapatos”.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte

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Advento de conexões https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/advento-de-conexoes/ Wed, 13 Dec 2017 08:03:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50009 As preciosas quatro semanas que precedem a celebração do Natal, o Advento, têm na força da Palavra de Deus um convite a cada ser humano para se renovar. No Advento, ecoa forte a voz do profeta Isaías, que apresenta esse convite a partir de metáforas interpelantes. Conforme anuncia o profeta, o povo, ao afastar-se da luz de Deus-Pai, torna-se “pano sujo”, “folha seca”. Com isso, a humanidade sofre, convive com retrocessos e prejuízos. Assim, o Advento é uma “oportunidade de ouro” concedida por Deus para que a humanidade reflita sobre suas desconexões.

Na perspectiva espiritual, essas desconexões são os pecados. Já no que se refere ao exercício da cidadania, relacionam-se com as incivilidades, desrespeito ao bem comum, à verdade e à justiça social. Invariavelmente, quando o ser humano se desconecta da luz de Deus, perde a paz.  Para recuperá-la, cada pessoa deve engajar-se nas dinâmicas que façam nascer uma nova consciência moral, com incidência sobre a conduta individual, no poder público, nas instituições, nas famílias.

O Advento é oportunidade para se conectar novamente com a luz de Deus, inspirando cada pessoa a reconhecer que não basta buscar somente os “lugares confortáveis”, obter títulos, benesses e ganhos financeiros. O egoísmo incapacita as pessoas para estabelecerem conexões e as mantêm aprisionadas na faixa que gera desconexões. Essa inércia alimenta a corrupção, os desmandos, a indiferença, a mesquinhez, comprometendo a vida cidadã. O tratamento terapêutico e penitencial da atual condição humana, que compromete a paz, pede a reconfiguração das instituições e suas dinâmicas. Requer também investimentos na qualificação de processos socioculturais, educativos e da comunicação. É preciso, sobretudo, reconhecer a sacralidade das famílias. Para isso, cada pessoa precisa confrontar a própria consciência e se abrir ao Advento de conexões.

Urge, pois, uma reconfiguração nas mentalidades para alcançar as grandes mudanças que a sociedade demanda. Essas transformações significativas, quando ocorrem, são muito lentas, exatamente pela dificuldade individual em produzir e gerenciar as conexões imprescindíveis ao adequado exercício da cidadania. Desse modo, é indispensável sair da comodidade buscar a renovação pessoal necessária para assumir a responsabilidade na tarefa de transformar o mundo.

As desconexões que produzem “cegueira” diante dos graves problemas sociais geram situações que enfraquecem as instituições. Sabe-se amplamente da existência de processos e procedimentos que comprometem a saúde financeira, a lisura moral, o cumprimento de metas. Mais preocupante ainda é o vício de indivíduos em buscar apenas ganhos pessoais, em seguir as leis do carreirismo, querendo alcançar posições hierárquicas mais elevadas, a qualquer custo. Há ainda um desajuste na gestão das instituições. Por preferir não lidar com os que já se consolidaram em suas comodidades, esse tipo de gestão condena a instituição a transitar entre a mediocridade e a conivência. Essa incompetência humana para relacionar-se com o próximo e com a própria realidade é claro sinal da desconexão com Deus.

É lamentável quando um indivíduo tem sólida formação intelectual e técnica, mas mantém uma condição afetivo-espiritual acanhada. Inevitavelmente, essa pessoa produzirá desconexões em série. Ao contrário, as várias áreas do conhecimento – a exemplo da neurociência e dos estudos da psicogenética – devem servir para apontar caminhos que possam ajudar no processo de renovação pessoal, tão necessário para evitar que a sociedade seja marcada pela delinquência e mediocridade.

O cérebro humano tem um número de conexões sinápticas que, em quantidade, se assemelham às dimensões de uma galáxia. Cada pessoa guarda no coração sentimentos que definem modos de agir e de perceber o mundo.  Todos precisam reconhecer o próprio potencial para despertar e engajar-se em novos processos de qualificação humana e espiritual.  Se cada cidadão não abrir seus próprios olhos para as muitas desconexões, a humanidade ficará ainda mais semelhante a um “pano sujo” ou “folha seca”, bem diferente do plano de Deus. A mudança começa pelo humilde compromisso de bater no próprio peito, assumir responsabilidades, e exercitar a difícil tarefa de se observar.

Para ajudar cada pessoa a reconhecer-se como importante na transformação do mundo, a respeitar e a amar o seu semelhante, resgatando a dignidade humana, é que o Filho de Deus vem, nasce e entra na história, com o paradigma de sua encarnação: um broto de esperança para o mundo, Advento de conexões.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte (MG)

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“Coleta Nacional para a Evangelização é a colheita dos frutos no Advento” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/coleta-nacional-para-a-evangelizacao-e-a-colheita-dos-frutos-no-advento/ Fri, 01 Dec 2017 16:08:36 +0000 http://teste.toqueto.com/coleta-nacional-para-a-evangelizacao-e-a-colheita-dos-frutos-no-advento.html A Campanha para a Evangelização, idealizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está em harmonia com o tempo litúrgico do Advento, cujo início se dá no próximo domingo, dia 03. “Este tempo nos ajuda a aprofundar a nossa responsabilidade evangelizadora, que é tão necessária na Igreja, sendo que cada um de nós é responsável pelo anúncio do Evangelho de Jesus Cristo aos irmãos e irmãs”, afirma o bispo de Nazaré da Mata, em Pernambuco, dom Francisco de Assis Dantas de Lucena.

A finalidade da Campanha é conscientizar todos os cristãos de sua responsabilidade de evangelizar e angariar fundos para manter a obra evangelizadora da Igreja. Uma das ações concretas da Campanha é a Coleta Nacional para a Evangelização, que acontece no terceiro domingo do Advento, este ano dia 17 de dezembro, e é destinada ao Fundo para a Evangelização. A arrecadação visa promover a solidariedade entre os fiéis e atender regiões carentes. “É a abertura de um caminho para despertar a solidariedade de todos os católicos e pessoas de boa vontade no sustento  da missão da Igreja em nosso país”, enfatiza dom Francisco.

Desta vez, a Campanha está em sintonia com o Ano do Laicato e tem como tema “Cristãos leigos e leigas comprometidos com a Evangelização” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo”. Com duração de três semanas, a iniciativa tem o seu ponto alto com a Coleta Nacional em todas as comunidades católicas do país. Dela são destinados recursos para a manutenção da sede da CNBB como também para projetos evangelizadores em todo o território nacional, onde 45% ficam na própria diocese; 20% vão para cada regional da CNBB; e 35% se destinam à CNBB Nacional.

Segundo dom Lucena, a coleta realizada em todas as paróquias e comunidades eclesiais é a colheita dos frutos amadurecidos no Advento a serem colocados em comum e a serviço da evangelização.  “A Igreja conta com a participação de todos para comunicar o bem que ela recebeu de Jesus.  Todos nós somos responsáveis pela evangelização, por isso, além da oração e da participação nas iniciativas pastorais da Igreja, somos convidados a oferecer também a nossa colaboração, representada por essa Coleta Nacional. A generosa oferta, que brota da fé e do amor a Deus, torna possível a obra evangelizadora da Igreja no Brasil”, salienta o bispo.

Advento e solidariedade

Para o arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, a preparação para o Natal, nascimento de Jesus Cristo é uma oportunidade singular de nova e adequada compreensão de vida. O prelado afirma que especialmente nestas quatro semanas que antecedem o natal, a Igreja cria oportunidades importantes para se cultivar, de maneira profunda, a Palavra de Deus e, assim, fomentar e sustentar os laços de fraternidade, capacitando cada um no exercício dos gestos de solidariedade.

“São incontáveis as possibilidades, pelo percurso deste caminho do Advento, preparatório para o Natal do Senhor”, salienta o bispo.

Pensando na verdadeira e real preparação para o Natal, o arcebispo convida todos a refletirem sobre o sentido de pertença à sociedade e faz um apelo para que enxerguem, sobretudo neste tempo, os mais pobres e sofredores, nos diversos cenários da sociedade. Aproveitando o protagonismo do Ano do Laicato, segundo o arcebispo, a Campanha para a Evangelização é uma das formas de contribuir para esse gesto de solidariedade.

Por CNBB

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