Dom Roberto Francisco Ferrería Paz - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Dom Roberto Francisco Ferrería Paz - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 A alegria que nasce da fidelidade amorosa de Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-alegria-que-nasce-da-fidelidade-amorosa-de-deus/ Fri, 15 Dec 2017 16:37:43 +0000 http://teste.toqueto.com/a-alegria-que-nasce-da-fidelidade-amorosa-de-deus.html O terceiro domingo do Advento é chamado de Gaudete, pelo convite paulino para nos alegrar com a proximidade do Senhor que vem. Alegria que brota pelo cumprimento das promessas do Deus fiel que ama seu povo e quer a sua salvação. O mundo de hoje conhece a diversão, mas não a verdadeira alegria, é capaz de se entreter, mas não de viver o riso dos libertos e resgatados pela graça divina. Por isso, campeia a depressão e a ansiedade, o ativismo febril que não nos deixa tempo para ver o lado surpreendente e fascinante da realidade que desperta em nós o gozo de ser uma pessoa humana.

Tornamo-nos pesados e sérios demais para acolher a festa do Reino, que acontece na morada dos simples e pequenos que, como Maria, percebe em tudo a mão generosa do Pai e O exultam pelas suas maravilhas. Parece que a tecnologia e o fast-food (tudo rápido e pronto) anestesiaram nossa faculdade imaginativa e de assombro para com os abundantes sinais da ternura divina no nosso dia a dia.

Entretanto, é urgente e necessário, nestes dias, não nos preocuparmos tanto com presentes, mas reaprender a ser uma dádiva e um dom para os irmãos. A caminho de Belém, fiquemos abertos à consolação e à renovada esperança de encontrarmos o Menino Deus, a Alegria da Humanidade, quem nos ensinará onde podemos achar a plenitude e a verdadeira felicidade.

Recuperemos, com Ele, a liberdade de espírito da pobreza e sobriedade simples e dignas, da mansidão e da ternura misericordiosas, para confortar e servir a todas as famílias, especialmente as mais desprotegidas. Trilhemos este percurso rodeado das pessoas que precisam descobrir a alegria de dar e se dar aos outros, a satisfação de conviver em Paz, como irmãos(ãs), com todas as criaturas, construindo o Presépio vivo, a manjedoura cálida e carinhosa dos nossos corações, para Jesus, na nossa realidade e na nossa vizinhança. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo diocesano de Campos (RJ)

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Dia Mundial de Combate à Corrupção: só nova educação pode vencer tal prática https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dia-mundial-de-combate-a-corrupcao-so-nova-educacao-pode-vencer-tal-pratica/ Fri, 08 Dec 2017 16:41:18 +0000 http://teste.toqueto.com/dia-mundial-de-combate-a-corrupcao-so-nova-educacao-pode-vencer-tal-pratica.html “Precisamos terminar com as castas que se enquistam no poder público distribuindo benesses e privilégios para os seus comparsas. Quem rouba milhões, mata milhões, não se defendem direitos humanos e sociais deixando impune a corrupção, sem tocar nos tentáculos das máfias do poder. Que o Evangelho do poder-serviço nos leve a construir um Brasil republicano, centrado na justiça, na integridade e no bem comum”.

O trecho acima é do artigo do bispo de Campos (RJ), dom Roberto Francisco Ferreria Paz, recém-publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que tem como título “Refundar e fazer nova a República”. No artigo, o bispo retrata em poucos parágrafos a crise do sistema político e a extensão do câncer da corrupção no Brasil.

O bispo é uma das milhares de vozes brasileiras que têm se levantado contra a corrupção que assola este país. Neste sábado, dia 9 de dezembro, se comemora o Dia Internacional contra a Corrupção. Esta data remete ao dia em que o Brasil e mais 101 países assinaram a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, em 2003, na cidade mexicana de Mérida.

Para o bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora da CNBB, dom Guilherme Werlang, a corrupção é moralmente um grande e gravíssimo pecado.

“Uma pessoa que compactua e pratica a corrupção jamais poderá ser reconhecida como cristão ou cristã. Eticamente, a corrupção destrói qualquer sociedade”.

O bispo destaca ainda que é preciso uma conscientização coletiva não só da corrupção que existe nos altos escalões da sociedade brasileira ou praticado por políticos, seja no Executivo, Legislativo ou no Judiciário.

“Temos que nos conscientizar que a corrupção começa com as pequenas desonestidades, desde a infância. Ela cresce, por exemplo, quando não exigimos fiscal. Quando queremos vantagens sobre pagamentos escondendo parte do valor. Quando fizermos a educação nova da honestidade e transparência aí podemos pensar em vencer a corrupção endêmica do Brasil”, enfatiza o bispo.

No último dia 26 de outubro, a CNBB divulgou uma nota sobre o grave momento político, destacando que a corrupção corrói o Brasil. No texto, a entidade repudia a falta de ética que se instalou nas instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que “traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito”.

A Conferência criticou também a apatia e o desinteresse pela política, que cresce cada dia mais no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais. Apesar de tudo, a entidade diz que é preciso vencer a tentação do desânimo, pois só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania é capaz de purificar a política e a esperança dos cidadãos que “parecem não mais acreditar na força transformadora e renovadora do voto”.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Brasil (UNODC), divulgados em 2013, a corrupção é o maior obstáculo ao desenvolvimento econômico e social na atualidade. Todos os anos, 1 trilhão de dólares é pago em suborno, enquanto cerca de 2,6 trilhões de dólares são roubados pela corrupção, o equivalente a mais de 5% do Produto Interno Bruto mundial.

Segundo estudo divulgado pela entidade Transparência Internacional, o Brasil fechou o ano de 2016 em 79º lugar entre 176 países em ranking sobre a percepção de corrupção no mundo. Além do Brasil, estão empatados em 79º lugar Bielorrússia, China e Índia.

Dom Guilherme, convoca a Igreja no Brasil, os pastores, leigos e leigas, neste Ano do Laicato, a assumir uma nova educação partindo da Palavra de Deus, que desafia e orienta ao mesmo tempo como buscar isto.

“O bom exemplo deve partir de nós. Infelizmente a desonestidade também acontece entre nós, em Igreja Cristãs, em nossas paróquias e dioceses onde também se fazem estas concessões e um jogo não tão transparente como deveria ser, portanto, temos muito trabalho e devemos ser os primeiros a dar um bom exemplo de uma vida honesta, transparente e justa para sermos construtores de uma nova sociedade”, ressalta.

Por CNBB

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Reconciliação: é o amor de Cristo que nos move (2 Cor. 5, 14-20) https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/reconciliacao-e-o-amor-de-cristo-que-nos-move-2-cor-5-14-20/ Thu, 26 Oct 2017 10:02:11 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49221 No dia 31 de outubro, muitos cristãos e muitas comunidades cristãs vão comemorar juntas o 5º centenário da Reforma. Esta frase de São Paulo que serviu de inspiração para a Semana de Oração ela Unidade dos Cristãos deste ano e por isso mesmo de preparação para este aniversário marca a tônica e a proposta que como cristãos ministros da reconciliação e da paz desejamos testemunhar.

Trata-se de compreender e purificar a memória, reconhecendo as limitações, erros e pecados que nos levaram ao conflito entre irmãos, mas também de vislumbrar com alegria os passos, avanços rumo a uma comunhão mais plena. Olhar para o passado com uma abertura e visão mais ampla, mas caminhar juntos no presente para construirmos com o Espírito Santo de Unidade e Concórdia, um mundo mais humano, afirmando que a vida não está à venda, que a Criação não está à venda, que a graça não é moeda de troca. Na verdade a Reforma é um processo permanente (Ecclesia semper reformanda), que envolveu a muitos cristãos em diferentes épocas: Bento de Nurcia, Gregório VII, Francisco de Assis, Ignácio de Loyola, e o próprio Martinho Lutero que foi chamado pelo Papa São João Paulo II, de servo da fé.

O importante é retomar o projeto de unidade dos cristãos explícito na Oração Sacerdotal de Cristo, colocando-nos a serviço da justiça do Reino, testemunhando juntos a misericórdia, graça, e a bondade infinitas de um Deus que é Pai de todos(as) e ânsia por uma família humana reunida e reconciliada no seu amor. Que as dores e divisões de ontem nos auxiliem para a mudança de atitude, aproximando-nos no diálogo, na fraternidade, no serviço aos pobres e na prece comum. Olhar o passado a luz da Tua Vontade Senhor, que reclama por reconciliação e perdão, é fundamental, para que a paz, o entendimento e a caridade fraterna, estejam conosco e se estendam por toda a Terra, podendo assim proclamar as maravilhas e portentos da vossa graça. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos (RJ)

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Anunciar o Evangelho e doar a própria vida (1Ts 2,8) https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/anunciar-o-evangelho-e-doar-a-propria-vida-1ts-28/ Thu, 14 Sep 2017 10:10:52 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48475 No mês de setembro, as comunidades eclesiais se debruçam para estudar, aprofundar e converter-se a um livro da Palavra de Deus. Este ano foi escolhida a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses com o tema: Para que Nele nossos povos tenham vida; e como lema: Anunciar o Evangelho e doar a própria vida”. Este texto configura uma mensagem cheia de esperança e vibração evangélica, sendo também um dos escritos mais antigos do Novo Testamento.

Sai ao encontro das perplexidades e dificuldades de compreender a segunda vinda de Cristo. Esta preocupação com a parusia, a volta do Senhor, está presente em todas as gerações cristãs, especialmente nos momentos de crise. Hoje, como ontem, parece que confundimos as crises e estertores da história com o fim do mundo, e a chegada definitiva do Filho do Homem. Estamos, certamente, no olho do furacão de uma crise civilizacional e global que leva a perda do fator humano e da consciência dos valores e princípios fundamentais. Mas, também é importante esclarecer, que trata-se do fim de uma ordem e paradigma civilizatório, que não tem mais condições de permanecer, mas não significa o encerramento da história e o que conhecemos como o fim do mundo.

O foco para o cristão será sempre permanecer firme, trabalhar e testemunhar para que o

Evangelho seja conhecido e semente das trasformacões verdadeiras para a humanidade, trazendo vida e salvação para todos os povos e culturas. Não é tempo para fugir ou ficarmos numa espécie de bunker, mas como cabe a nossa missão ser sal, luz, e fermento emancipador em todos os ambientes, fazendo a diferença com o amor misericordioso, a ternura e a nova justiça do Reino.

Para o cristão as coisas últimas já começaram, e o juízo da Palavra questiona e ilumina todos os acontecimentos, dando peso de eternidade ao que fazemos a partir de Cristo, partilhando com todas as pessoas e criaturas as razões da nossa esperança. A esperança cristã não decepciona, arrasta montanhas e mobiliza os corações em torno ao sonho de uma humanidade reconciliada, solidária e liberta, protagonista da civilização do amor, da responsabilidade comum e da partilha. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos (RJ)

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Família, uma luz para a vida em sociedade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/familia-uma-luz-para-a-vida-em-sociedade/ Wed, 09 Aug 2017 10:35:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47755 Em agosto, do dia 13 a 19, acontece a Semana Nacional da Família, que sempre celebra e anuncia o Evangelho do amor familiar, a vocação de ser e de se ter um lar. Este ano, a reflexão focaliza o grupo familiar como uma luz para a vida social. Sempre é bom repetir e fazer ressoar a convicção: a família não é problema, é solução.

Mais, quando ela se desajusta e desagrega, aí sim, essa realidade tem incidência imediata no esboroamento do tecido social e a consequente sobrecarga de divisões, conflitos e vulnerabilidade social. A crise ética e a corrupção, que carcome a sociedade, levando à crise institucional e ao assalto dos cofres públicos, tem muito a ver com a terceirização da educação familiar, o esquecimento de valores fundamentais e a deformação da consciência.

A falta de um projeto nacional e a política como aparelhamento do poder dominação, tiveram como resultado o esfacelamento e a fragilização do núcleo familiar. Isto nos leva a proclamar alto e de bom tom que, somente com políticas familiares vigorosas e dinâmicas, que respeitem a participação e a mobilização das famílias como sujeitos e atores sociais, conseguiremos sair da situação caótica em que nos encontramos. Nunca será pouco afirmar que o IDF (Índice de Desenvolvimento Familiar), num determinado país, é o indicador mais seguro e saudável do bem comum social.

Pois a família sempre será o melhor e mais valioso recurso para o Estado, o empreendimento mais rentável, o ecossistema e o ambiente mais necessário e vital, a escola do mais rico humanismo, a célula social e comunitária insubstituível, e a Igreja mais forte, porque é a que melhor transparece o Deus Família, Uno e Trino. A salvação da humanidade e o futuro do planeta Terra passam pela proteção, salvaguarda e desenvolvimento integral da família, como comunidade de amor, centrada nos vínculos mais nobres e mais plenamente humanos. Que Nossa Senhora da Conceição Aparecida abençoe, empodere e fortaleça as famílias de nosso querido Brasil. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos (RJ)

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A ruptura do pacto entre as gerações e a privatização do futuro https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-ruptura-do-pacto-entre-as-geracoes-e-a-privatizacao-do-futuro/ Tue, 02 May 2017 11:02:53 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45938 Para o economista Frederico Melo, do Dieese, a proposta da reforma previdenciária rompe um pacto entre as gerações, pois leva ao desencorajamento das contribuições dos jovens que se questionam o sentido de trabalhar durante 49 anos para ter uma aposentadoria integral.
 
O fenômeno da quinquenarização da sociedade, ou seja, do quinto setor, integrado pelos aposentados, depende do sistema solidário e de partilha entre as gerações. Kofi Hamann que foi presidente da ONU, sempre defendeu a tese de uma sociedade para todas as idades, de acordo com ele, ter pessoas anciãs, era um valioso capital humano e moral. Na perspectiva da reforma atual, voltamos a distopia (contra utopia) de Aldous Huxley, “Um maravilhoso mundo feliz”, em que as pessoas tinham um prazo de validade para viver, depois do qual tinham que ser sacrificadas. Um modelo que restringe direitos, precarizando os recursos da terceira idade, terá como efeito reduzir a expectativa de vida e inviabilizar a sobrevivência dos idosos que não tiverem amparo na sua família.
 
Ora, num quadro de 13,5 milhões de desempregados, a renda familiar diminuiu, como manter o grupo nuclear da família (país e filhos) com a necessidade (que é dever) de amparar os idosos? Quando se priorizam os lucros de possíveis aposentadorias privadas e não se olha para as pessoas, especialmente os mais pobres e desprotegidos, estamos diante de uma economia sem alma que não duvida em sacrificar o povo para fazer “caixa”.
 
Em vez de ampliar as políticas de amparo e proteção para os idosos ou contar com o apoio da cidadania deste setor em que poderíamos abrir frentes de voluntariado, se prefere seguir a lógica do capital e da ganância. Quando pensamos que as pessoas são problema em vez de solução, quando optamos por resolver a equação da partilha da renda ou dos convidados à mesa eliminando direitos consagrados, escolhemos, como afirmou a Nota da CNBB, o caminho da exclusão, da segregação e da marginalização social. Não concordamos com esta proposta de reforma previdenciária que tira do trabalhador a justa aposentadoria para seu envelhecimento com paz e dignidade. Que o Senhor de todas as idades inspire as lideranças políticas a rejeitar esta reforma descabida e arbitrária fazendo justiça a nossos trabalhadores e aposentados.
 
Deus seja louvado!
 
Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo Diocesano de Campos (RJ)
 
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Por uma cultura do trabalho decente, justa e solidária https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/por-uma-cultura-do-trabalho-decente-justa-e-solidaria/ Wed, 26 Apr 2017 10:04:35 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45713 Ao celebrarmos o Dia dos Trabalhadores evocando a luta heroica pela jornada das 8 horas acontecida em Chicago,  no 1º de maio de 1886 , quando por um atentado simulado, a justiça executou 4 operários condenados sem o devido processo legal; nos deparamos que conquistas alcançadas com o suor e sangue de irmãos do povo simples e trabalhador estão a perigo de desaparecer. 

Nunca se viu desde 1943 quando se consolidou a legislação que protege e tutela os direitos do trabalho, um ataque tão virulento e sistemático, que com a promessa de uma flexibilização  que poderia ampliar os postos de trabalho, se impõe sem escrúpulos a agenda neoliberal, do fim da segurança, empregabilidade e os princípios mais claros da justiça trabalhista qual sejam: a prioridade do trabalho sobre o capital, a irrenunciabilidade dos direitos sociais, e a tutela do mais fraco diante da desigualdade imposta pelo dinheiro.  

Criam-se as figuras do trabalho intermitente, part time, horista, terceirizado, sem vínculos nem proteção, deixando a negociação por si dessimétrica a cargo do consenso das partes. Quebra-se o pacto social e civilizatório que mantinha um marco regulatório que servia ao bem comum,  uma vez que colocava limites a torpe ganância e ao lucro predador. 

A doutrina social da Igreja pensada a partir do Evangelho é como sempre inequívoca,  é clara nas suas opções e princípios: o trabalho deve ter um salário digno que permita sustentar a família e ter aceso a propriedade, participação nos rendimentos e nas decisões, lembrando o destino universal dos bens e a função social que hipoteca e onera todo empreendimento financeiro e econômico. É verdadeiramente míope trazer de volta o capitalismo selvagem, pois  se reduz o mercado interno e se inviabiliza o verdadeiro desenvolvimento humano, integral, solidário e sustentável. 

As reformas que estão em pauta não são um salto para o futuro, mas um regresso aos piores tempos da exploração quando o “exército de reserva dos desempregados” baixava os salários e as condições do trabalho, ao nível cruel da sobrevivência e da total precariedade. A competitividade destrutiva e predatória não promove pessoas e não gera uma civilização do trabalho responsável, eficiente e verdadeiramente criativa. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos (RJ)

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O Dia Internacional dos Direitos da Mulher e pela Paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-dia-internacional-dos-direitos-da-mulher-e-pela-paz/ Tue, 07 Mar 2017 09:11:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44715 Com este título mais longo e preciso a Assembleia Geral da ONU aprovou o Dia Internacional da Mulher em 8 de março de 1977. Sempre são citadas duas fontes para a origem desta data: a de 1857 em Nova York quando 129 operárias morreram carbonizadas depois de ter sido trancadas pelos patrões que rejeitaram a reivindicação das 16 horas diárias, e a de uma manifestação de operárias em Petrogrado que iniciou o processo da revolução russa em fevereiro de 1917 (calendário Juliano).

É importante considerar a associação que faz o enunciado mais completo da data, dos direitos da mulher com a paz. Diante daqueles que opinam o contrário, que levianamente afirmam que são culpa do movimento e luta pela promoção da consciência feminina, as tensões e conflitos atuais entre homens e mulheres, de acordo com o Evangelho defendemos, que só podemos ser livres quando respeitamos a liberdade, a dignidade e os direitos dos outros, neste caso das outras. 

A paz é possível no reconhecimento da alteridade e solidariedade entre todas as pessoas, quando oprimimos alguém ou destratamos um ser humano qualquer, estamos ofendendo a todos/as e colocando em grave risco a concórdia e a fraternidade universal. Por outra parte tem se comprovado que a liderança feminina é inclusiva e pacificadora, guiando-se pela lógica da misericórdia e a ternura que aproximam e reconciliam as pessoas. 

Se queremos um mundo mais seguro e mais habitável com respeito à integridade do planeta e da vida de todos os seres humanos e das criaturas, urge a participação mais intensa da mulher nos destinos do mundo, bem como sua inspiração e visão complementar na condução da família, Igreja e sociedade. 

Contra a violência, exploração e pornografia que degradam a mulher, propomos uma sociedade mais equitativa e igualitária que dignifique a mulher e o homem libertando-os do poder dominador para uma cultura de comunhão e reciprocidade. Que Nossa Senhora Aparecida abençoe suas filhas, para que se tornem protagonistas e sujeitos de uma história mais humana, e possam como Ela acalentar a terra com seu carinho e ternura. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos (RJ)

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A Cátedra do Pescador a serviço dos pobres e pequenos https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-catedra-do-pescador-a-servico-dos-pobres-e-pequenos/ Wed, 22 Feb 2017 10:15:13 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44548 No dia 22 de fevereiro celebramos a festa da Cátedra de Pedro, liturgia ligada à função de ensinar do Papa, enraizada tradicionalmente a uma cadeira antiga encontrada onde São Pedro presidia a eucaristia. Sempre foi considerada um serviço, em favor da unidade da Igreja, na proteção e fidelidade ao Evangelho e um empenho para fazer prevalecer a paz e a justiça no mundo. 

Magistério social que a partir de Leão XIII defendeu os direitos dos trabalhadores, a dignidade da pessoa humana, a solidariedade entre os povos e nações, tratando de reunir a humanidade em uma só família de irmãos. Mais que um trono majestoso um sinal de diálogo, de busca da verdade que nos ultrapassa, de sentir com a Igreja e com todos os homens e mulheres de boa vontade que compartilham o sonho de Deus. Ensinamentos que nas guerras e conflitos que enlutaram a terra, apontaram para a paz e o entendimento. Face a tiranias e atropelos aos direitos humanos fundamentais, uma voz intrépida e corajosa que nunca se calou. 

Magistério que ajuda a Igreja ser coluna da verdade como a chama São Paulo, superando os erros doutrinais, e firmando com clareza a correta interpretação da Palavra de Deus. Mensageiro itinerante da Boa Nova, abraçando todas as culturas, assinalando tudo que de nobre, sublime e humano possuem como sementes do Verbo, empoderando-as para celebrarem a cultura de Pentecostes, na unidade e pluralidade. Neste dia somos convidados a expressar ao Papa Francisco, nossa comunhão plena afetiva e efetiva, nosso amor filial, e também nosso apoio incondicional diante das intrigas e ameaças à sua pessoa. 

O Papa Francisco como os anteriores fazem do seu ministério uma ponte, um canal, uma liderança propositiva junto aos pobres e pequenos, sendo uma testemunha fiel da esperança que não decepciona. Junto ao Papa Francisco, queremos como ele nos propõe ser uma Igreja Sinodal (que caminha junto passo a passo), servidora, missionária em constante processo de saída, uma mãe que oferece a todos abrigo e pousada, um hospital de campanha que atende a todos os feridos e quebrantados, resgatando e restaurando vidas. Deus salve o Papa!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos, RJ

 

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Pastoral da Saúde se reúne em Aparecida (SP) na romaria nacional https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pastoral-da-saude-se-reune-em-aparecida-sp-na-romaria-nacional/ Fri, 10 Feb 2017 12:57:23 +0000 http://teste.toqueto.com/pastoral-da-saude-se-reune-em-aparecida-sp-na-romaria-nacional.html Termina neste sábado (11), a romaria anual da pastoral da Saúde ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). O encontro marcou os 31 anos de atividades da pastoral, comemorado dia 9 e celebra o Dia Mundial dos Enfermos, 11. O objetivo da romaria é reunir os agentes da pastoral de todo o Brasil para uma celebração conjunta dos 31 anos de serviço à sociedade da pastoral e dos 300 anos do encontro da imagem da padroeira do Brasil nas águas do Rio Paraíba. Para o bispo de Campos (RJ) e referencial da Pastoral da Saúde, dom Roberto Francisco Ferrería Paz, o evento é uma experiência de evangelização e testemunhal de Cristo o Salvador Compassivo. Além disso, mostra a unidade e a comunhão desta pastoral tão atuante a serviço da população. 

Dom Roberto ressalta ainda que a pastoral na Igreja e no testemunho do seu serviço tem o papel fundamental de acolher os irmãos doentes e lutar por uma saúde pública digna e acessível. “Neste ano Mariano, queremos que Maria, a Mãe da vida, da saúde e da criação, nos 300 anos do seu aparecimento no Rio Paraíba, nos dê força, nos anime e nos impulsione na fidelidade ao Reino e no compromisso com os mais pobres”, afirmou. 

Em 2017, a pastoral tem como objetivo promover ações nos diversos projetos assumidos na assembleia nacional, como capacitação, formação e o fortalecimento da presença cidadã nos diversos organismos e conselhos do SUS. “Ser uma presença crítica, testemunhal e transformadora junto aos doentes e trabalhadores da saúde em defesa da vida do povo e do próprio SUS”, destaca dom Roberto Francisco. 

Na opinião do bispo, a saúde pública no Brasil está em processo de deterioração e “colapsamento” especial a partir da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55. “Já vínhamos de um subfinanciamento que nunca conseguiu aplicar o Projeto Lei de iniciativa popular ‘Saúde+10’, porém, agora o estrangulamento e a carência de dotação orçamentária, piorou notoriamente. Com isso temos o Sistema Único de Saúde (SUS) funcionando à míngua e a saúde do povo num quadro muito crítico, com o retorno de velhas doenças e colocando em risco a expectativa de vida, que tinha crescido em patamar bons e razoáveis”, pontua dom Paz. 

A Pastoral da Saúde é um organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vinculada à Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz. De acordo com as diretrizes da CNBB, a pastoral é a ação evangelizadora “de todo o povo de Deus, comprometido a defender, promover, preservar, cuidar e celebrar a vida, tornando presente na sociedade de alguns tempos hoje a missão libertadora de Cristo no mundo da saúde”.

Por CNBB, com A12 e Diocese de Campos (RJ)

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