Dom Pedro Carlos Cipollini - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Dom Pedro Carlos Cipollini - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Subsídios: ensino da filosofia na formação de padres e exorcismo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/subsidios-ensino-da-filosofia-na-formacao-de-padres-e-exorcismo/ Thu, 04 May 2017 10:03:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46061 Dom Pedro Carlos Cipollini, bispo de Santo André (SP) falou aos jornalistas, na Coletiva de Imprensa, sobre os dois subsídios que a Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, a qual preside, apresentou aos bispos na 55ª Assembleia Geral da CNBB, dia 3 de maio.

O primeiro deles é “O Ensino de Filosofia na Formação Presbiteral”. O subsídio trata da importância da filosofia na formação dos padres. Segundo o religioso, o pensar, no contexto de uma sociedade imediatista, deixou de ser algo importante.

A filosofia também foi minimizada na reforma do Ensino Médio, disse o bispo, ao ser transformada numa disciplina optativa. O subsídio apresenta orientações básicas do ensino da matéria no contexto das disciplinas de formação dos presbíteros.

Exorcismo

O outro subsídio trata da questão do exorcismo na Igreja. A publicação, cujo nome é “Exorcismos: reflexões teológicas e orientações pastorais”, reconhece a existência do “mal” na sociedade. O subsídio apresenta indicações pastorais de como tratar o fenômeno, a partir de uma interpretação bíblica e também dos ensinamentos do magistério da Igreja.

O material trata ainda do ritual do exorcismo e recomenda que, com base no Direito Canônico, cada bispo nomeie um padre, em sua diocese, para esta função. “Esperamos que os dois subsídios possam ajudar a Igreja na sua missão de evangelizar e levar a boa nova a todos”, concluiu.

Amoris Laetitia

O bispo falou também sobre a Exortação Apostólica pós-sinodal do Papa Francisco, “Amoris Laetitia”, lançada em abril de 2016. A Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé está organizando também uma publicação que, segundo Dom Pedro Cipollini, vai traduzir pastoralmente, por meio de um roteiro, a prática concreta do que o Papa recomenda à toda Igreja na Exortação.

O bispo lembrou que a família é basilar. “A Igreja do Século I reunia-se em famílias e a própria Igreja é família que se reúne em torno da palavra e da Eucaristia”, disse. Segundo Dom Cipollini, com a “Amoris Laetitia”, não houve mudanças na doutrina sobre o matrimônio. O que muda, para o religioso, é a forma de tratar os casais cristãos em dificuldades ou no segundo matrimônio.

“O Papa Francisco nos exorta a ter uma atenção especial aos casais em dificuldade, acolhendo-os, discernindo e acompanhando seus problemas”, afirmou. A postura agora, de acordo com o bispo, deve ser de acolhida e integração.

Por CNBB

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Comissão prepara subsídio doutrinal sobre Exorcismos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/comissao-prepara-subsidio-doutrinal-sobre-exorcismos/ Wed, 05 Apr 2017 07:49:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45321 A Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai lançar durante a 55ª Assembleia Geral da CNBB, entre os dias 26 e 5 de maio, em Aparecida (SP), dois subsídios doutrinais. Um deles aborda os “Exorcismos: Reflexões teológicas e orientações pastorais” e o outro vai falar sobre o ensino de Filosofia na Formação Presbiteral. Todo o material foi elaborado pelos bispos e padres membros da comissão com o apoio do Grupo Interdisciplinar de Peritos (GIP), órgão de assessoria teológica para auxiliar a comissão no cumprimento de sua missão e de suas atribuições.

O bispo de Santo André (SP) e presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB, dom Pedro Carlos Cipollini [foto], diz que o subsídio vai oferecer uma reflexão sobre exorcismos, rituais de cura e libertação que vem preocupando muitos bispos, que inclusive, solicitaram que a comissão tratasse do assunto.

“Nós vemos que surge nesse momento de crise uma situação onde as pessoas se desesperam, inclusive, agravam-se as preocupações, a falta de sentido da vida, a droga, são tantas crises acumuladas, inclusive, aumento de suicídio no meio de jovens. E no meio de tudo isso, nós vemos desespero e a apelação, por exemplo, a questão de exorcismos não só na Igreja Católica, mas também fora, em muitas outras denominações religiosas. Por isso, nós vamos oferecer uma reflexão sobre o tema”, contextualiza o bispo. Para dom Cipollini, é inevitável ao abordar as questões de exorcismos, de benção, de cura, libertação do maligno, tratar também da questão do maligno, a existência do mal a partir da fé Católica e da Sagrada Escritura. “É uma reflexão que tem um último capítulo de sugestões práticas diante dessa realidade”, destaca.

Em diversos grupos religiosos, não somente entre os cristãos, são realizadas pregações confusas sobre a ação do diabo ou dos demônios. Para alguns, todo mal no mundo é resultado da constante ação do diabo que tenta a humanidade. 

“Existe exagero quando as pessoas estão desesperadas em todos os sentidos. Então, é evidente que existem exageros, inclusive, existe a tendência de imitar outras denominações religiosas no que tange a essa questão de exorcismo para atrair fieis, às vezes, para satisfazer uma demanda, de forma que o estudo trata de tudo isto”, pontua o bispo.

Essas práticas se valem de rituais, palavras e oráculos que pretendem dominar o maligno, especialmente quando ele é entendido como uma entidade que se apossa de pessoas, objetos e lugares. Igualmente, em certos grupos eclesiais, multiplicam-se reuniões para rezar, a fim de obter a libertação da influência dos demônios, embora não se trate de exorcismo propriamente dito. Foco das reflexões do texto, a questão do mal e da apelação para os exorcismos serão iluminadas pelo ensinamento da Igreja, a qual possui o ritual dos exorcismos, baseado na tradição e no magistério.

O subsídio doutrinal traz sete capítulos que vão tratar, entre eles, do Diabo e demônios na Sagrada Escritura; Jesus Exorcista; O maligno segundo a Tradição cristã e Ensinamentos do Magistério recente. No último capítulo, o subsídio traz uma reflexão e sugestões práticas diante dessa realidade.

Filosofia

Durante a Assembleia também será lançado o subsídio sobre o ensino de Filosofia na Formação Presbiteral. O material é propositalmente sintético, convidando a refletir sobre a importância do tema de que trata e de sua articulação com o conjunto da formação de quem se prepara para o ministério sacerdotal. Seu objetivo é discutir a importância do ensino de Filosofia na formação presbiteral, pontuar algumas dificuldades encontradas atualmente na formação filosófica e pôr em relevo algumas linhas que ajudem na organização de cursos de Filosofia de qualidade que respondam às exigências da Igreja, no contexto atual.

A reflexão tem como referenciais os Documentos do Magistério dos Pontífices e dos Dicastérios da Cúria Romana sobre a formação presbiteral, especialmente a Ratio fundamentalis institutionis sacerdotalis de 2016 (Da Vocação Presbiteral); o Decreto de Reforma dos estudos eclesiásticos de Filosofia, 2011; a Ratio fundamentalis institutionis sacerdotalis de 1985 e sua aplicação na Igreja do Brasil (as Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil, 2010), levando em consideração as circunstâncias culturais e sociais do tempo presente.

A Comissão já entregou à Igreja no Brasil uma reflexão sobre o ensino da Teologia (Subsídios Doutrinais n. 6). Agora, respondendo a solicitações recebidas e à necessidade de que ela mesma reconhece de aprofundar o tema, dá continuidade à precedente reflexão.

Por CNBB

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Pão Nosso https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/pao-nosso/ Thu, 26 Jan 2017 09:03:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44128 Quem de nós já não rezou a oração do “Pai nosso” na qual pedimos o pão nosso de cada dia? O pão aparece frequentemente na Bíblia com significado todo especial. Não só é o alimento, símbolo de todos os demais alimentos, mas o próprio Deus se fez pão para nós: “Jesus tomou o pão, abençoou e disse tomai e comei isto é meu corpo” (Lc 24,30).

O pão, em todas as culturas é tema central. Na vida cotidiana sentimos a importância da alimentação. Nunca se produziu tanto alimento no mundo como hoje e, no entanto, a fome continua fatal. As guerras e migrações provocadas por elas, a indústria alimentícia que visa mais o lucro que o bem estar das pessoas e o desperdício de alimentos estão entre as causas da fome no mundo.

Os Evangelhos narram a multiplicação dos pães. Uma multidão seguia Jesus. Estavam em um lugar longe das cidades, entardecia e o povo tinha fome. Os apóstolos questionam Jesus sobre o que fazer. Jesus lhes responde: “Dai-lhes vós mesmo de comer” (Mt 14,16). Eles procuram e só encontram cinco pães e dois peixinhos que alguém ali possuía e colocou à disposição. Jesus abençoa-os mandando distribuir. Todos comeram e sobrou, sendo recolhido.

Neste acontecimento há um convite para imitar Jesus realizando a multiplicação dos pães. Deus supremo doador dá à natureza condições de produzir o alimento necessário, mas confia ao ser humano a organização da produção e distribuição dos alimentos. Assim, a lição que Jesus concede na multiplicação dos pães, é a lição da solidariedade e da partilha. Onde há partilha não há fome. Jesus sinaliza neste episódio uma maneira diferente de organizar a sociedade, na qual o egoísmo e a ganância não formam o núcleo central do sistema, mas sim a vida.

É certo que Jesus disse também que nem só de pão vive o homem. Na verdade se eu tenho fome é um problema material meu, mas se meu irmão tem fome, é um problema espiritual meu. Ou seja, nós não vivemos bem só quando estamos bem alimentados, mas vivemos bem quando todos estão bem alimentados. O ser humano se alimenta do pão material, imprescindível, e do amor que faz partilhar com os outros.

Em nosso país é grande a produção de alimentos, inclusive para exportação. Mas a fome é presença constante. As campanhas desenvolvidas para contornar o problema da fome são interessantes, “quebram o galho”, mas não resolvem. O projeto popular de vida plena para todos com dignidade, ganhou o poder, mas não ganhou o Estado. Temos democracia política, mas não democracia social.

Continuamos esperando o milagre da multiplicação dos pães, que Deus espera que nós realizemos na perspectiva do Reino de Deus, e que se chama distribuição de renda. Uma justa distribuição de renda dará pão sem assistencialismo e sem criar dependências. 

Artigo escrito por Dom Pedro Carlos Cipollini para o Jornal Diário do Grande Abc

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“Laicismo não leva em conta que o Estado é laico, mas o povo religioso” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/laicismo-nao-leva-em-conta-que-o-estado-e-laico-mas-o-povo-religioso/ Wed, 25 Jan 2017 09:46:37 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44110 A Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está reunida desde a noite desta segunda-feira, dia 23 de janeiro, em Brasília (DF). O encontro, que segue até quinta-feira, dia 26, também tem a participação dos peritos – especialistas nos assuntos correspondentes ao trabalho do grupo de bispos – e deu início à elaboração de subsídios doutrinais. Um deles aborda a questão da laicidade do Estado.

O bispo de Santo André (SP) e presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB, dom Pedro Carlos Cipollini, considera a laicidade algo bom, positivo, mas chama atenção para o chamado “laicismo”. “A diferença é que a laicidade é quando o Estado assume as suas competências para garantir a liberdade religiosa de todos.  O laicismo é quando o Estado tira da vida pública Deus, quer dizer, não se fala em Deus, não se fala de religião”, explica o bispo. Dom Cipollini recorda que nas escolas, no mês de junho, os professores falam das festas juninas e de seus elementos, mas não podem comentar sobre a figura dos santos celebrados pela Igreja naquele mês e que dão origem às tradicionais festas tão comuns no Brasil.

“O laicismo não leva em conta que o Estado é laico, mas o povo religioso”, adverte o bispo. Para dom Pedro, a preparação de um subsídio doutrinal sobre a temática deve reforçar a defesa da presença de Deus na vida do homem. 

Projetos

O trabalho da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB também envolve outros projetos e, por conseguinte, a oferta de outros subsídios. Em colaboração com o grupo de peritos especialistas em Bíblia, como o teólogo e biblista padre Johan Konings, a Comissão trabalha com a atualização da Bíblia com a tradução da CNBB.

Outro grupo de peritos atua com a elaboração de um texto chamado “Querigma e reino de Deus”. A partir de temáticas indicadas pelo episcopado, a Comissão tem pautado suas reflexões e o trabalho dos peritos. Dom Cipollini conta que o grupo dos bispos está tratando do ensino da Filosofia e também de outra questão, a qual envolve exorcismos e as missas de cura e libertação, “o que tudo isso implica, numa reflexão teológica, que possamos oferecer aos bispos”.

Vivência da Fé

Os subsídios da Comissão deverão de acordo com a orientação de dom Cipollini, ser acessíveis tanto para os especialistas, quanto para padres, agentes de Pastoral e fiéis em geral. “Hoje nós temos uma pluralidade muito grande de religiões, de crenças e muitas vezes o fiel católico está cheio de interrogações e dúvidas sobre certos temas da vida do dia-a-dia”, aponta o bispo. 

Muitos fiéis, por exemplo, não compreendem a questão dos exorcismos, do demônio e fatos que envolvem o problema do mal. “Como diz São Paulo, o mysterium iniquitatis – o mistério da iniquidade -, acontecem coisas horríveis no dia-a-dia e as pessoas perguntam se só as ciências explicam isso que aconteceu ou se essa maldade vai além de tudo isso”, comenta dom Cipollini. “A Comissão, a partir de tudo isso, tenta lançar uma luz sobre toda essa dificuldade que os nossos fiéis na nossa Igreja encontram para viver a sua fé, não são respostas prontas, mas uma reflexão para ajudar a caminhada da fé da nossa Igreja”, resume.

Por CNBB

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