Dom Messias - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Dom Messias - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Padres expressam unidade com o bispo, em encontro de partilha, oração e convivência https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/padres-expressam-unidade-com-o-bispo-em-encontro-de-partilha-oracao-e-convivencia/ Wed, 25 Apr 2018 15:44:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=52066 Projeto da Pastoral Presbiteral Diocesana, nesta terça-feira (24), aconteceu na Casa Episcopal, o encontro dos padres ordenados a partir de 2011 até este ano. Trata-se de um momento de partilha, de oração e convivência dos sacerdotes com o bispo diocesano Dom Messias dos Reis Silveira. “Foi um momento bonito de partilha de experiências, de convivência e clima fraterno com os padres, no qual eles partilharam a vivência do seu ministério”, afirmou o bispo.

Participaram da reunião: padre Beneval Telles, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Pilar, em Pilar de Goiás; padre Giovanni Guimarães, vigário da Paróquia Sant’Ana, em Uruaçu; padre Gilson Jardene, pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia, em Santa Rita do Novo Destino; padre Luvanor, pároco da Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Campos Verdes; padre Carlos Inácio, pároco da Paróquia São João Batista, em Amaralina; e padre Elias Silva, vice-reitor do Seminário Propedêutico São José, e coordenador da Pastoral Vocacional e Pastoral da Comunicação. O encontro contou também com a presença dos diáconos Raynner Leonardo, João Batista e Nelson Gomes.

Setor de Comunicação Diocesano

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Unidade dos bispos marca 56ª Assembleia Geral da CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/unidade-dos-bispos-marca-56a-assembleia-geral-da-cnbb/ Mon, 23 Apr 2018 19:57:45 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=52007 Na sexta-feira (20), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) concluiu sua 56ª Assembleia Geral, que aconteceu em Aparecida (SP). Neste ano, o encontro teve como tema central, “Diretrizes para a formação dos presbíteros” e outros temas prioritários, como o texto sobre novas comunidades, Estatutos da CNBB, Pensando o Brasil: Estado laico, Ano do Laicato, Sínodo da Pan-Amazônia e indicações para as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) que serão renovadas em 2019.

Nesta Assembleia ficou evidente a unidade dos bispos e esse foi um destaque que o presidente da Conferência, Cardeal Dom Sergio da Rocha, enfatizou no início e no fim do encontro. “Necessitamos caminhar unidos para enfrentar os desafios. No mundo marcado por tantas divisões de conflitos, o testemunho de comunhão se torna ainda mais necessário”, disse ele na missa de abertura da Assembleia. Na missa conclusiva, Dom Sergio declarou que os bispos saem dessa “Assembleia e desta Eucaristia revigorados na fé, fortalecidos na unidade e dispostos a caminhar com redobrado empenho ao encontro dos pobres que esperam pela boa nova de Jesus Cristo, dos aflitos que necessitam ser consolados, dos cegos que anseiam pela recuperação da vista e das vítimas de violência que buscam a justiça e a paz”.

O bispo de Uruaçu e presidente do Regional Centro-Oeste da CNBB, Dom Messias dos Reis Silveira, em entrevista, deu destaque também à unidade dos bispos nesta Assembleia. “Ao contrário do que muitos imaginavam que seria esta Assembleia, tudo ocorreu com tranquilidade e espírito de unidade. A CNBB tem sofrido muitos ataques nos últimos tempos, mas as perseguições à Igreja sempre existiram e ela continua animada a prosseguir”, afirmou. Ele também comentou que muitos comentários vindos de fora da Igreja, são feitas por pessoas que não conhecem a essência da fraternidade e o significado da caminhada pastoral. “Os bispos – sucessores dos apóstolos – se organizam em conferências em todos os países a pedido do Concílio Vaticano II e, a nossa fraternidade sacramental, poucos entendem, por isso fazem críticas”.

Ainda sobre a dimensão da unidade dos bispos, Dom Messias disse que é importante que as pessoas vivam o Evangelho, para poderem entender o sentido comunitário da Igreja. “É importante viver o amor de Cristo. Muitos se colocam como juízes, que atiram pedras, às vezes falta aquela experiência bonita, profunda, de Cristo em suas vidas. Isso nos ajuda e motiva a evangelizar, a continuar a falar a partir de Cristo sobre fé, esperança e amor. Saímos daqui felizes e cheios de esperança”, concluiu.

Um dos documentos mais esperados da 56ª Assembleia Geral da CNBB foi a mensagem sobre as eleições deste ano de 2018, divulgada na tarde do dia 19, pela presidência da Conferência. Nela, os bispos reconhecem que “Ao abdicarem da ética e da busca do bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um cenário desolador”. A apresentação da mensagem foi feita por Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil. Ele atendeu a imprensa, numa entrevista coletiva. Na companhia dele estava o Cardeal Dom Sergio da Rocha e o arcebispo de Porto Alegre (RS), Dom Jaime Spengler. Intitulada “Eleições 2018: compromisso e esperança“, a mensagem da 56ª assembleia geral da CNBB ao povo brasileiro tem 11 breves parágrafos.

No último dia da 56ª Assembleia Geral, a CNBB divulgou que as “Diretrizes para a formação dos presbíteros” foi aprovada e deverá ser agora enviada agora para aprovação final da Santa Sé. Após esse processo o documento da coleção azul será divulgado e publicado para orientar a formação dos novos padres no Brasil. Ainda no último dia, Dom Murilo Krieger leu as mensagens da Conferência ao povo de Deus. O documento registra a comunhão do episcopado brasileiro com o papa Francisco e destaca a necessidade de promover o diálogo respeitoso para estimular a comunhão na fé em tempo de politização e polarizações nas redes sociais. A mensagem retoma a natureza e a missão da entidade na sociedade brasileira.

Setor de Comunicação Diocesano. Fotos: CNBB Nacional

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Dom Messias sobre a Assembleia dos Bispos do Brasil: “momento de colher para animar a caminhada pastoral” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/dom-messias-sobre-assembleia-dos-bispos-do-brasil-momento-de-colher-para-animar-caminhada-pastoral/ Tue, 10 Apr 2018 00:30:42 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51826 Em entrevista ao Portal da Diocese de Uruaçu, nosso bispo Dom Messias dos Reis Silveira explica o que é a Assembleia Nacional dos Bispos do Brasil, que tem início a partir de quarta-feira (11), em Aparecida (SP), e reúne mais de 400 bispos do país. Em sua 56ª edição, o evento vai aprofundar o caminho de formação dos presbíteros brasileiros.

1 – O que é a Assembleia dos Bispos do Brasil? Quando e onde será? E quais os objetivos principais da Assembleia?
A 56ª Assembleia do Episcopado Nacional vai acontecer de 11 a 20 de abril, em Aparecida. Esta Assembleia reúne os bispos do Brasil e participam também os bispos eméritos e os assessores da CNBB. Trata-se de um momento em que a Igreja se reúne para tomar decisões. A Assembleia é o maior órgão de decisão da Igreja Católica no Brasil. E os objetivos desta Assembleia é ajudar na reflexão, na vivência do ser Igreja em nosso território nacional. Muitos assuntos são tratados ali tendo em vista a caminhada pastoral da Igreja no Brasil.

2 – Neste ano de 2018, qual será o tema central da Assembleia dos Bispos do Brasil?
Em cada Assembleia existe sempre um tema central e os prioritários. O tema central neste ano será sobre a formação sacerdotal, uma vez que o papa entregou a Ratio Fundamentalis e as conferências nacionais precisam fazer a atualização das suas diretrizes da formação presbiteral. Grande parte do tempo será dedicado a este tema da formação sacerdotal da qual surgirá um documento para orientar a formação da Igreja no Brasil.

3- Qual a expectativa do senhor em participar desta Assembleia?
A Assembleia é sempre um momento esperado por nós bispos. Eu também espero por este momento porque além de tratarmos dos variados assuntos que ali surgem, temos também a oportunidade de perceber a visibilidade do episcopado nacional. Muitos bispos já com experiências avançadas, experimentadas na cruz; outros iniciando, outros ainda nomeados mas não ainda ordenados e ali todos participam da Assembleia. Se trata então de um momento de convivência. Minha expectativa é grande no sentido de viver e de colher algumas coisas boas para trazer para nossas dioceses, animarmos nossa caminhada pastoral. Não se trata de um evento isolado, mas que vai repercutir na vida diocesana. Por isso, tenho boas expectativas em relação à Assembleia de 2018.

3 – Como as comunidades e paróquias podem participar deste momento eclesial?
As comunidades e paróquias podem e devem participar da Assembleia. Como? Especialmente por meio da oração. Lá recebemos notícias de mosteiros, seminários que estão rezando por nossa Assembleia e isso nos anima. Saber que estamos apoiados pelo coração do povo de Deus. Exorto as comunidades, as paróquias, as instituições, congregações, seminaristas a rezar por nós que lá estaremos por dez dias junto à imagem de Nossa Senhora Aparecida refletindo sobre a nossa Igreja no Brasil. Nos acompanhe por meio das orações e se informe sobre nosso encontro por meio dos muitos meios de comunicação que vão divulgando a Assembleia: portal da CNBB, e TVs Católicas que dão cobertura constantemente. Ao longo da Assembleia é possível ter contado sobre o que está acontecendo.

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Dom Messias faz participação especial no programa Palavra Viva https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/dom-messias-faz-participacao-especial-no-programa-palavra-viva/ Wed, 24 Jan 2018 19:33:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50476 Dom Messias no Programa Palavra Viva

Durante toda esta terça-feira, 16 de janeiro, o Bispo da Diocese de Uruaçu – GO, Dom Messias dos Reis, esteve na cidade de Divinópolis para conhecer um pouco mais de perto o trabalho da Comunidade Católica Missão Maria de Nazaré. Dom Messias esteve acompanhado do Seminarista Rener Olegário, que está na reta final de seu processo formativo.

Na oportunidade de sua visita à cidade, Dom Messias fez uma participação especial no programa Palavra Viva, que foi ao ar no dia 21 de janeiro:


 
Túlio Veloso
Diocese de Divinópolis – MG

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Confira: Visita de Dom Messias à Casa Mãe da Missão Maria de Nazaré https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/confira-visita-de-dom-messias-casa-mae-da-missao-maria-de-nazare/ Tue, 16 Jan 2018 19:10:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50467 Visita de Dom Messias a Missão Maria de Nazaré

Durante toda esta terça-feira, 16 de janeiro, o Bispo da Diocese de Uruaçu – GO, Dom Messias dos Reis, esteve na cidade de Divinópolis para conhecer um pouco mais de perto o trabalho da Comunidade Católica Missão Maria de Nazaré. Dom Messias esteve acompanhado do Seminarista Rener Olegário, que está na reta final de seu processo formativo.

Natural de Alpinópolis – MG, do clero da Diocese de Guaxupé – MG, Dom Messias chegou na cidade logo no final da manhã e almoçou com os membros da comunidade, no Centro de Formação MMN.

Na parte da tarde, o bispo e o seminarista conheceram os projetos sociais da comunidade, a Comunidade Terapêutica Chácara João Paulo II e a Instituição Acolhedora Casa de Maria Mãe e Mestra. Na oportunidade, dom Messias também esteve na Cúria de Divinópolis onde encontrou com o irmão do episcopado Dom Gil Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora – MG.

No final da tarde, Dom Messias também participou de uma gravação do programa Palavra Viva, que vai ao ar pela TV Candidés e pelo canal da MMN no YouTube.

Após as gravações, o bispo presidiu a Eucaristia na Capela de São Luís Maria de Montfort, no Centro de Formação MMN. Vários membros da comunidade participaram da celebração.

Para encerrar a visita, Dom Messias e o Seminarista Rener jantaram com o Conselho Geral da Comunidade Missão Maria de Nazaré.

A MMN EM URUAÇU

Desde o final de novembro de 2017, a MMN se faz presente na Diocese de Uruaçu – GO. Atualmente duas famílias da MMN residem na cidade onde estão atuando na área de evangelização junto à diocese. E, em breve, a MMN estará administrando um abrigo para crianças de até 11 anos de idade.

O endereço da MMN em Uruaçu é na Rua Suécia, Quadra 02, Lote 06, no Setor Jonas de Freitas, popularmente conhecido como Setor Aeroporto. O telefone da Casa de Missão de Uruaçu é (62) 3357-3612.

Confira fotos clicando aqui.
 
Túlio Veloso
Diocese de Divinópolis – MG

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Aniversário Sacerdotal de Dom Messias – 25 Anos de Sacerdócio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/aniversario-sacerdotal-de-dom-messias-25-anos-de-sacerdocio/ Sat, 22 Jul 2017 19:21:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47550 Aniversário Sacerdotal de Dom Messias - 25 Anos de Sacerdócio

Na última sexta-feira (21), aconteceu em Alpinópolis – MG a Celebração de Ação de Graças pelos 25 Anos de Ordenação Sacerdotal de Dom Messias dos Reis Silveira, atualmente Bispo da Diocese de Uruaçu – GO e Presidente do Regional Centro-Oeste da CNBB. A celebração aconteceu na igreja onde Dom Messias foi ordenado. Nossa Diocese se alegra com o Bispo Diocesano nesta ocasião, pelos anos dedicados com amor no serviço a Deus e à Igreja no ministério sacerdotal.

Parabéns, Dom Messias, pelos 25 Anos de Sacerdócio!

PASCOM Diocesana

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Permanecei em mim – Carta Pastoral Dom Messias https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/permanecei-em-mim-carta-pastoral-dom-messias-2/ Thu, 20 Apr 2017 17:39:38 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45635 Com o título Permanecei em Mim (Jo 15,14), Dom Messias dos Reis Silveira, bispo da Diocese de Uruaçu, publica segunda carta pastoral de seu episcopado.

Na Quinta Feira Santa, Dom Messias, Bispo Diocesano de Uruaçu entregou sua segunda Carta Pastoral aos Diocesanos. Seu desejo é que ela seja distribuída às principais lideranças nas Paróquias, para que assim, as pessoas tomem conhecimento das alegrias e inquietações do Bispo enquanto Pastor da Diocese. Solicitou que sejam realizados estudos sobre a mesma nas comunidades.
Essa Carta é um convite para intensificar o sentido e vivência da comunhão eclesial. Foi escrita tomando como ponto iluminador o seu lema episcopal: “Permanecei em mim” (Jo 15,4). Pois, o Bispo entende que é a partir de Jesus que se deve vivenciar toda comunhão. Jesus e seus discípulos viviam em comunhão apesar das incompreensões e fraquezas que eles tinham.
Dom Messias que neste ano completou dez anos de serviço pastoral, na Diocese de Uruaçu, e vai celebrar 25 anos de ordenação presbiteral, no mês de agosto, começa  a carta recordando a sua história familiar e vocacional. Como foi se dando o chamando de Deus em sua vida. Deus o quis perto de si. O chamou para a comunhão e o fez sucessor dos Apóstolos.
Recorda o Bispo a História da Salvação que é um intenso chamado de Deus para que as pessoas vivam em comunhão. A Parábola de Jesus sobre a Videira e os ramos representam de forma muito significativa a vida que circula nos ramos quando os mesmos estão ligados ao tronco. Assim o Bispo entende que discípulo isolado, não produz frutos.
Os organismos de comunhão são apresentados pelo Bispo, desde os Concílios, passando pelas Conferências Episcopais até os  conselhos Diocesanos e paroquiais. Eles existem para gerar comunhão.
A Carta Pastoral é finalizada com as indicações práticas para que haja um profundo e profícuo relacionamento de todos com o Papa, Bispo, Províncias, cristãos de outras religiões, nas pastorais e nas ações da Igreja.
Dom Messias finaliza usando a imagem da roseira. Ela produz rosas. Uma rosa em sim tem sua beleza, mas uma roseira florida chama muita atenção. As pétalas das rosas unidas formam a rosa, dão perfume e encantam os olhos. As pétalas separadas, isoladas não chamam atenção. Pede o Bispo que o testemunho da unidade exista e contribua para o aumento da fé.
Você pode ler abaixo, ou baixar a carta clicando aqui

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Homilia na íntegra de Dom Messias: Missa do Crisma https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/homilia-na-integra-de-dom-messias-missa-do-crisma/ Thu, 13 Apr 2017 18:42:32 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45474
A Missa do Crisma neste ano acontece no contexto celebração do Ano Vocacional Mariano e dos 60 anos da instalação da nossa amada diocese de Uruaçu. 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora no Rio Paraíba do Sul. 100 anos das aparições de Nossa Senhora da Fátima. Dez anos da V Conferência de Aparecida. 50 anos da Renovação Carismática. Dois sacerdotes de nossa Diocese neste ano celebram seu jubileu de prata de ordenação presbiteral. Dez anos de meu ministério episcopal nesta nossa diocese e 25 anos de minha ordenação presbiteral. Convido a todos a estarmos unidos na oração ao Pe. Marcelo Gualberto que o missionário de nossa Diocese na Amazônia. Nos unimos aos Presbíteros que passam por dificuldades e pelos enfermos. Nestes dias percebemos o testemunho de solidariedade dos padres de uma Forania que se revesaram para acompanhar, no hospital e em casa um irmão enfermo. Esses gestos tem sido cada vez mais freqüentes.
Este é um dia sagrado e cheio de profundo conteúdo espiritual para nós que fomos chamados por Cristo, para sermos ministros Dele. Nesta Missa do Crisma, os presbíteros aqui se reúnem para concelebrar comigo e renovar as promessas sacerdotais relacionadas com a vocação e com o serviço na Igreja de Cristo. Aqui vamos consagrar o óleo do Crisma e abençoar os óleos do Batismo e da Unção. A graça santificante deve se difundir em toda nossa diocese formando santos na Igreja de Cristo.
Esta Eucaristia é sinal da nossa unidade em Cristo e do vigor de nossa Diocese. Somos uma Igreja que completando 60 anos continua a crescer.
Nossa Diocese cresceu graças ao amor de Deus que impulsionou sacerdotes, no passado, em número reduzido a saírem de suas casas, irem ao encontro das pessoas nos lombos de cavalos, ou nos precários veículos para cumprirem a missão. No começo os sacerdotes eram poucos, mas o amor era grande. Pessoas foram evangelizadas. As marcas de Cristo ficaram gravadas nos corações de muitas pessoas. Naquele tempo os zelosos sacerdotes eram criativos para trabalharem com o que se tinha. Nem sempre tinha um veículo, uma casa paroquial, uma igreja, mas tinham o amor que os fazia mover para levarem a alegria de Deus para muitas pessoas. O mais importante era trabalhar para Cristo. A missão tinha e tem um sentido. Quando foi criada a Prelazia de São José do Tocantins a mesma foi confiada à Congregação dos Missionários Claretianos. Monsenhor Ozâmis e Dom Florentino foram os dois primeiros Prelados. Dom Prada, Missionário Claretiano, foi o terceiro Prelado e fez a transição de Prelazia para Diocese. Foi o primeiro Bispo Diocesano, sendo Dom José Chaves o segundo e eu o terceiro.
Sessenta anos depois os sacerdotes rodeados dos representantes de suas comunidades, consagrados e seminaristas aqui estão, nesta igreja Catedral, para renovarem as promessas sacerdotais e continuarem comprometidos com a missão que Deus lhes confiou.
Um dia cada um foi ordenado presbítero. A missão começou. A vida mesma se encarregou contribuir para o amadurecimento de cada um. Os esforços para ajudar e amar a Diocese tem sido grandes.
Cada um fez e está fazendo uma história sacerdotal. Apresentemos hoje a Deus essa história pessoal, mas também comunitária.
Saúdo com amor a cada presbítero, neste dia em que celebramos a instituição do sacerdócio ministerial. Somos uma geração com corações recriados pela Graça do Espírito Santo que renova a face da terra e nos santifica.
Neste dia cada um revive na mente e no coração, o seu próprio caminho até o sacerdócio (seu itinerário vocacional) e o tempo de vida e serviço sacerdotal. Eu quero lembrar aqui alguns elementos centrais da vida e do ministério dos sacerdotes.
1. A identidade do presbítero. Essa se liga muito à vontade divina de salvação. Seu ministério está voltado para a salvação das pessoas. Nas suas ações deve-se transparecer que ele é um ministro da salvação. Ontologicamente assimilado a Cristo está ordenado ao serviço da comunidade. A vivência do celibato evidencia sua total pertença à Cristo. É preciso tomar muito cuidado para que o sacerdote não seja secularizado. Não abandone a sua identidade se identificando com as coisas do mundo. “Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo” (Jo 17,16). O sacerdote alter Christus, é na Igreja o ministro das ações salvíficas essenciais.
2. Unidade de vida. A santidade do cristão leigo e do sacerdote é a mesma, mas ele deve tender a ela por um novo motivo: para corresponder aquela nova graça que na ordenação o configurou para representar a pessoa de Cristo. Sob o alicerce da descoberta e vivência da vontade divina e da caridade pastoral se constrói a sua unidade de vida, ou unidade interior entre vida espiritual e atividade ministerial. O sacerdócio não está na periferia da vida, mas no seu próprio centro, pois tem capacidade de iluminar, reconciliar e fazer novas todas as coisas. Pode acontecer que alguns depois de um tempo podem experimentar desafeto, ilusão e até chegar ao fracasso. É preciso cuidar-se pois o dinamismo ministerial sem uma sólida espiritualidade sacerdotal traduz-se num ativismo vazio e desprovido de todo profetismo. O vazio surge se não houver um amor vigilante do ministério que traz em si para o bem da Igreja e da humanidade. Toda ação pastoral será frutuosa e entusiasmante se houver um colóquio intimo de adoração, perante o Bom Pastor presente no Santíssimo Sacramento do Altar. A obra pastoral de maior relevância decididamente resulta da espiritualidade. Todo Plano de Pastoral, projeto missionário, dinamismo na evangelização, que prescindisse do primado da espiritualidade e do culto divino, estaria destinado ao fracasso.
3. Um caminho específico para a santidade. O sacerdócio ministerial introduz uma novidade na vida espiritual de quem recebeu este dom. Torna-se um caminho de santidade no ministério e pelo ministério. A santidade sacerdotal depende do cultivo da consciência de ser ministro e de dar importância a esse fato. A intenção de fazer o que a Igreja faz ilumina a vida espiritual do ministro sagrado e deve tornar-se uma vontade permanente de unir a mente, os sentimentos, a vida, todas as disposições morais e espirituais do sacerdote. A espiritualidade sacerdotal exige que ele respire um clima de proximidade ao Senhor Jesus, de amizade, de encontro pessoal, de missão, de amor e serviço. A Eucaristia deve ocupar para o sacerdote o lugar central de seu ministério. Daí a importância da preparação para a Santa Missa, a celebração cotidiana, a ação de graças e as visitas a Jesus sacramentado no arco do dia. Além da Eucaristia o sacerdote tem a graça de celebrar diariamente a Liturgia das Horas, que ele livremente assumiu com grave responsabilidade. Assim percebemos que o exercício do sacerdócio torna-se de verdade um caminho para a santidade.
4. A fidelidade do sacerdote à disciplina da Igreja. A consciência de ser ministro conduz para o agir orgânico do Corpo de Cristo. A Igreja indica como o sacerdote deve viver e agir para que as pessoas encontrem Cristo nele. Especial tenção deve ser dada às disposições litúrgicas. Não inventamos, mas seguimos o que a Igreja propõem.
5. O sacerdote na comunhão eclesial. O padre deve ser o tecelão paciente da comunhão da sua paróquia com a sua Igreja particular e com a Igreja universal. Hoje lhes entrego a minha segunda Carta Pastoral. Ela foi escrita a partir do meu lema episcopal: “Permanecei em mim”. É uma exortação para se viver a comunhão. Peço que estudem essa carta com as lideranças especialmente os capítulos que tratam da pessoa e missão do bispo e as indicações práticas.
6. O sentido universal e particular. A Diocese é uma Igreja Particular. Quero pedir-lhes que tenham muito amor à nossa Diocese. Quem ama não esquece, sente saudades, ajuda e se sacrifica com alegria para servir a quem ama. Amemos a nossa diocese. É preciso sacrificar-se por ela até o dom da própria vida. A Igreja Universal, conduzida pelo Papa, não é a soma das Igrejas Particulares, mas nas Dioceses a Igreja Universal está ontologicamente presente, por isso precisamos ter bem claro que uma só é a Igreja. A nossa ligação de comunhão com a Sé de Pedro constitui a garantia e a condição necessária de que não somos isolados e nem um grupo que se soma. Existe uma profunda comunhão com Pedro, que hoje se chama Francisco. Amemos nossa Igreja. Vivamos felizes a nossa fé. Vivamos a unidade. E vamos celebrar com alegria os 60 anos de nossa diocese.
Dom Messias dos Reis Silveira
Bispo da Diocese de Uruaçu

 
 

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Dom Messias dos Reis Silveira https://old.diocesedeuruacu.com.br/diocese/bispo/dom-messias/ Tue, 25 Mar 2014 20:49:06 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=53515 Origem

Sou Dom Messias dos Reis Silveira e vou lhe contar um pouco de minha história. Nasci em 1958, no dia 25 de dezembro, na cidade de Passos MG. Recebi o nome de Messias porque uma freira aconselhou a minha mãe a dar-me este nome devido à data de meu nascimento, dia de Natal. O meu sobrenome Reis está ligado ao dia do meu Batismo, 06 de janeiro, data em que se comemorava a Epifania do Senhor(Popular Festa de Santos Reis). Fui batizado na Paróquia São Benedito, em Passos MG, pelo padre Daniel, o qual posteriormente deixou o ministério e morreu assassinado. Sou filho de Messias Carlos da Silveira e de Maria Gonçalves de Jesus (Ambos falecidos). Tenho 2 irmãos e 3 irmãs. Todos casados. Vivi a infância, adolescência e início da juventude na zona rural. Sou membro de uma família pobre e simples.

Religiosidade

Sou oriundo de uma família católica, temente a Deus. Minha família tinha o costume rezar o terço todos os dias. Era bonito pais e filhos se colocarem em oração todas as noites. Ao menos uma vez ao ano nós íamos à cidade para participar da Missa dominical, especialmente por ocasião da Páscoa. Mas, quando o meu pai adquiriu um rádio, todos os domingos antes de iniciar qualquer atividade, a família se reunia em torno do rádio para ouvir a Missa. Quando eu era adolescente sempre era chamado para fazer orações nas casas dos vizinhos (reza do terço). Gostava muito destes momentos de orações e os fazia com muito respeito. Para mim era uma grande satisfação ser chamado para rezar o terço em alguma casa. Aprendi a rezar o terço com meu pai. Um dia pedi a ele que me ensinasse a contemplar os mistérios do rosário. Ele escreveu os mistérios em um papel de embrulhar pães e eu os decorei. É uma pena eu não ter guardado aquele pequeno manual de orações escrito por meu pai. O manual tinha uma página somente. O importante é que seu conteúdo está gravado em minha memória e coração.

Vocação

Eu sempre quis ser padre, não sei quando surgiu a minha vocação, pois desde pequeno sentia-me vocacionado. Certamente a inquietação vocacional teve origem no testemunho da minha família. Fui incentivado a ser padre também pela minha professora de primeiras letras, a senhora Aparecida Paim. Queria ingressar-me no seminário quando era pequeno, mas algumas pessoas me desestimularam dizendo que era muito difícil. Também a minha família não possuía recursos financeiros para sustentar-me no seminário. Por esse motivo após cursar a 4ª série parei de estudar e, eu senti que estava encerrada para mim a questão vocacional. Comecei a trabalhar com meu pai exercendo o ofício de balconista.

Mas sempre que ouvia falar do tema vocação um estremecimento interior me movia e eu deseja ardentemente responder àquela inquietação. Um dia encontrei um endereço de seminário dos Franciscanos, em um calendário do Sagrado Coração. Escrevi-lhes manifestando o meu desejo. Penso que minha carta continha a ingenuidade de menino da roça, não merecia crédito e por isso nunca recebi a resposta. O tempo foi passando e o desejo vocacional passeava por dentro de mim.

Infância e adolescência

Fui um menino da roça. O bairro rural onde os meus pais residiam era bastante simples. Era uma vila habitada por muitas pessoas humildes, analfabetas e na maioria negras. Os meus colegas de infância na maioria eram negros e, creio que por esse motivo nunca tive sentimentos racistas. Aprendi a valorizar a cultura da raça negra.

A casa onde eu vivia era de taipa e depois passou a ser de adobe, não tinha piso, os bancos eram pequenos caixotes ou latas, tudo improvisado. Cheguei até mesmo dormir em camas improvisadas feitas de madeira cortada nas matas da redondeza, o colchão era de palha. Meu pai além de pequeno comerciante era pedreiro, lavrador e cisterneiro. Era com o exercício de pesados trabalhos que ele sustentava o nosso humilde lar.

Eu sempre me esforçava para cultivar a piedade. No início da adolescência li a História Sagrada e fiquei encantado com a revelação de Deus, mas tive também, naquela época, a minha primeira crise de fé, pois ficava me perguntando se todos aqueles milagres eram verdadeiros.

Mais tarde conheci a vida de São Geraldo Majella, gostei muito do seu exemplo, e o tomei como modelo de vida. Não tive catequese. Meu pai me ensinou alguns princípios religiosos e eu fui me confessar. Consegui me confessar, mas na hora do comunhão o padre não quis me dar a hóstia, pois achou que eu era muito pequeno. Olhei como as pessoas saiam diante do padre após comungarem e então, coloquei minhas postas, encurvei-me um pouco e voltei para junto de meus pais. Esperei mais alguns meses confessei novamente e então, consegui comungar. Recordo-me que uma vez fui para a igreja descalço porque não tinha sapatos. As pessoas me olhavam muito, especialmente para os meus pés brancos, mas eu procurava me concentrar na Missa. Fui incentivado por meu pai a fazer as nove primeiras sextas feiras do mês.

Nesse dia ia da roça para a cidade, fazia a minha confissão, participava da Missa e comungava. Foi uma devoção que me deu sustento espiritual por um bom período de minha infância.

Zelo Pastoral

Quando eu era jovem, em 1977, após ter feito um encontro vocacional, em Aparecida SP, reuni as pessoas, meus vizinhos e dinamizei uma comunidade que existia lá roça. Passamos a nos reunir para rezarmos e meditar a palavra de Deus. Existia uma capela no bairro, mas nela não se fazia nenhuma ação pastoral. Foi ali que aconteceu a minha primeira ação pastoral enquanto comunidade, depois das rezas dos terços nas casas.

Duas vezes por semana nos reuníamos para os nossos momentos de espiritualidade. Aos domingos começamos a fazer a celebração da Palavra de Deus. O povo participava com muita devoção.

Encaminhamentos Vocacionais

Quando completei dezoito anos achava que não tinha mais possibilidade de levar adiante o meu sonho vocacional, mas um tio me incentivou e então, comecei a corresponder com o seminário. Encontrei um endereço de seminário no livrinho “Fé e Vida”, escrito pelos Missionários Redentoristas, fiquei animado e fiz contato. O meu contato com o Seminário era secreto de forma que meus pais não o soubessem. Passado algum tempo recebi uma carta do padre promotor vocacional dizendo que iria visitar-me, fiquei preocupado e então decidi contar aos meus pais os quais a partir daquele momento me ofereceram muito apoio. A visita do padre promotor vocacional nunca aconteceu. Em 1977 fui fazer um encontro vocacional em Aparecida SP. Sabia que não tinha os estudos suficientes para iniciar os estudos para ser padre e então, pensei em ser irmão religioso. Mas durante o encontro senti que minha vocação era ser padre e por isso precisava lutar. Voltei para casa decidido a reiniciar os estudos. Assim o fiz viajando todos os dias cerca de 10 quilômetros para frequentar ao colégio, às vezes ia de ônibus e outras vezes pegava corona. Frequentei aquele colégio durante um ano. Neste mesmo tempo fiz contato com o Seminário Santíssimo Redentor, dos Missionários Redentoristas, em Sacramento – MG. Ali eles aceitavam-me com grau de estudos que possuía. Em janeiro de 1978 participei do encontro vocacional, fui aprovado e então iniciei os preparativos para ingressar no seminário.

Seminário

No dia 11 de fevereiro de 1978 ingressei-me no Seminário Santíssimo Redentor, em Sacramento – MG, para cursar a 6a série (O seminário era dos padres Redentoristas). Aquele foi uma dia que marcou a minha história. Viajei um dia inteiro para chegar ao Seminário. Eu era muito tímido, mas dentro de mim existia algo que me impulsionava e por isso fui vencendo a timidez. Ali fiquei até a conclusão do Ensino Médio. Foi uma etapa muito bonita de minha vida. Depois fui transferido para Campinas – SP, onde cursei Filosofia na PUCCAMP. O meu tempo de Filosofia foi meio conturbado. Tive algumas crises. Em meados de 1986 decidi interromper os estudos, deixei a Congregação dos Missionários Redentoristas e voltei para a casa de minha família. Fui viver novamente lá na roça, na simplicidade de um lar amoroso. Aos poucos fui me organizando para o trabalho. Fui ser representante comercial, vendendo alumínio e confecção infantil. Viajei pelo Triângulo Mineiro, Sul de Goiás, Sul de Minas e Zona da Mata, em Minas Gerais. Os recursos para essas viagem eram precários. Algumas vezes ia de ônibus e posteriormente comprei um fusca velho para viajar. À noite parava nos postos de abastecimento de combustível e dormia dentro do fusca. Após um ano e meio de trabalho e estando já mais estabilizado, sentindo que a vocação permanecia deixei o emprego e, em 1988 ingressei no Seminário da Diocese de Guaxupé, minha diocese de origem, fui morar no Seminário Maria Imaculada em Brodowski – SP, onde estudavam os seminaristas da Diocese. A luz vocacional estava novamente acesa e rasgava a escuridão do meu caminho. Cursei Teologia no CEARP (Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto) pela diocese de Guaxupé. Ali fiquei quatro anos e nos finais de semana viajava para Passos – MG, onde na Paróquia Senhor Bom Jesus dos Passos fazia o meu estágio pastoral.

Ministérios e Ordenações

As responsabilidades foram chegando. Recebi os ministério de Leitor e Acólito no dia 12 de dezembro de 1990, na comunidade São Bento, município de Alpinópolis MG, onde reside minha família. Foi um dia de Graça Divina em minha vida. Concluí os estudos teológicos em 1991. Aos 02 de agosto de 1991 fui ordenado diácono na paróquia Senhor Bom Jesus dos Passos, em Passos – MG. A pedido do bispo fiz estágio pastoral passando um mês em várias paróquias da diocese. No dia 11 de agosto de 1992 fui ordenado presbítero na igreja matriz S. Sebastião, em Alpinópolis MG. A celebração aconteceu numa terça feira. Muitos sacerdotes e fiéis superlotaram aquela igreja. Era a conclusão de uma importante etapa em minha vida. Eu passava a viver como sacerdote. A partir daquele momento me coloquei a disposição da Diocese de Guaxupé para servir onde fosse necessário. A maior parte do meu ministério presbiteral foi exercida na formação dos seminaristas, entretanto, auxiliei em vários outros trabalhos na diocese. Desde que fui ordenado diácono até o momento de minha nomeação episcopal trabalhei em 16 paróquias. Exerci vários cargos na minha diocese de origem tais como: administrador paroquial, pároco, membro do colégio de consultores, conselho de presbíteros, reitor e ecônomo de seminário, professor no seminário e coordenador da pastoral presbiteral.

Chamado ao Episcopado

No dia 18 de dezembro de 2006 recebi um telefonema do senhor Núncio Apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri que me pediu que fosse à Brasília para tratar de um assunto importante. No dia 20 de dezembro encontrei-me com o Núncio Apostólico o qual me comunicou ser portador de uma notícia que iria mudar o rumo de minha vida e me marcaria para sempre, tratava-se do comunicado de que o Santo Padre, o Papa Bento XVI, me havia nomeado bispo da diocese de Uruaçu – GO, era preciso que fosse apresentado o meu assentimento por escrito e a notícia ficaria protegida pelo sigilo pontifício até o dia 03 de janeiro, data escolhida para a publicação oficial. Eu poderia renunciar, mas ficaria também com uma marca negativa em minha vida, no sentido de ter dito não ao pedido da Igreja. Sem conhecer para onde estava sendo enviando, eu disse o meu sim e aguardei no silêncio o dia da publicação. Assim vivi um tempo de recolhimento e oração me preparando para a minha nova missão até que no dia 03 de janeiro de 2007 a notícia se espalhou rapidamente.

A minha Ordenação Episcopal aconteceu no dia 11 de março de 2007, em Guaxupé – MG, no ginásio de esportes daquela cidade. Fui ordenado por Dom José Geraldo Oliveira do Valle, o qual na época era Bispo Emérito de Guaxupé. Foi ele quem me conferiu os ministérios de leitor e acólito, ordenou-me diácono e padre. Na homilia ele me recordou que eu havia chegado ao episcopado não por mérito meu, mas por graça de Cristo que havia me chamado e confiado aquela missão, através da Igreja. Foram Bispos Co-ordenantes Dom José Silva Chaves que na ocasião era Administrador Apostólico de Uruaçu e Dom João Braz de Aviz que era Arcebispo de Brasília.

A minha posse canônica na Diocese de Uruaçu aconteceu no dia 25 de março de 2007, no Ginásio de esportes do Seminário São José. Houve a participação de muitos fiéis leigos, seminaristas, religiosos, consagrados, sacerdotes e bispos inclusive do senhor Núncio

Apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri. Assim, com alegria, esperança, mas também com temor e tremor iniciou-se o meu ministério episcopal.

Ministério Episcopal

Do exercício de meu ministério episcopal na Diocese de Uruaçu destaco: a implantação da pastoral presbiteral, do fundo de solidariedade entre o clero para ajudar no sustento dos padres que trabalham em paróquias menores sem recursos financeiros, o apoio à promoção vocacional, formação dos seminaristas, ordenação de vários sacerdotes, a elaboração de um plano de pastoral, o apoio às pastorais e movimentos, a implantação do diaconato permanente, a realização de visitas pastorais em todas as paróquias, o atendimento curial, o incentivo ao envolvimento dos leigos nas pastorais e movimentos, a implementação da comunicação diocesana, a administração do patrimônio diocesano, construção da Cúria Diocesana e do Centro Vocacional, as reformas da residência episcopal e do centro de treinamento de líderes, o apoio à construção e reforma de várias igrejas na diocese, a criação de oito paróquias, a grande realização do Bote Fé o qual reuniu cerca de 25.000 pessoas, a realização de minha primeira Visita Ad Limina durante a qual me encontrei com o Santo Padre, o Papa Bento XVI, a realização de um retiro espiritual na Terra Santa com todo o clero da diocese, o apoio às romarias realizadas nos santuários diocesanos e muitos outros eventos, encontros, congressos, celebrações, visitas e ações sociais realizadas em comunhão com todo o clero e o povo de Deus presente no território diocesano.

Regional Centro Oeste da CNBB

Em nível do Regional Centro Oeste além de ser membro ativo do mesmo fui chamado a oferecer a minha contribuição enquanto bispo referencial da Comissão Pastoral da Terra e atualmente como o bispo referencial da comunicação. Ainda neste sentido de serviço no dia nove de julho de 2014, fui eleito Presidente do Regional Centro Oeste da CNBB.

Publicações

Neste tempo de episcopado escrevi muitos artigos os quais foram publicados no jornal diocesano e em outros meios de comunicação. Minhas obras de maior destaque são a minha carta pastoral “Sete Cestos Cheios” e o meu livro “Superar a Dor do Luto”, ambos publicados em 2014. A carta pastoral é comemorativa dos meus sete anos de episcopado. Ela é composta de sete partes e trata de assuntos pastorais, doutrinários ligados ao número sete como por exemplo: o significado de sete na Bíblia, sete sacramentos, sete dons do Espírito Santo, sete dores e sete alegrias de Nossa Senhora e os sete pedidos do Pai Nosso.

O livro “Superar da Dor do Luto” foi publicado pela Editora Paulinas e traz uma reflexão confortadora para as pessoas que estão vivendo a situação do luto. São trinta meditações para serem rezadas permitindo que a realidade do luto seja iluminada pela fé. Escrevi este livro pensando nas muitas pessoas que procuram uma orientação quando estão em grande sofrimento devido a morte de um ente querido.

Lema episcopal

Ao ser nomeado bispo iniciei também os preparativos para a ordenação. Dentre esses preparativos estava o da escolha do meu lema episcopal o qual foi tirado do Evangelho de João “Permanecei em mim” (Jo 15,4). Permanecer em Cristo deve ser o esforço de quem é chamado a servi-lo. Não é um lema de proteção, no sentido de encolhimento dentro da vida de Cristo, mas trata-se do desafio de segui-lo onde quer que Ele vá, se necessário até à Cruz. Ir com Cristo até o fim, sem buscar recompensas, trabalhando incansavelmente pelo Reino de Deus, esse é meu desejo. Quero assim permanecer sempre Nele. Assim meu lema me leva a ter uma história aberta nas sendas de Cristo. Sei que a minha história não é só isso que partilhei e não tem seu ponto final aqui, mas está em construção. Rezo pedindo a Deus a graça de estar sempre disponível para Ele que me deixe, ou leve onde for necessário.

Brasão de Armas de Dom Messias Reis Silveira

Descrição: Escudo eclesiástico partido. O primeiro de argente com três faixas de goles – Armas dos Silveiras. O segundo de blau com uma flor-de-lis de argente sobre um crescente do mesmo. O escudo está assente em tarja branca. O conjunto pousado sobre uma cruz trevolada de ouro. O todo encimado pelo chapéu eclesiástico verde, forrado de vermelho, com seus cordões em cada flanco, terminados por seis borlas cada um, tudo de verde. Brocante sob a ponta da cruz um listel de goles com a legenda: MANETE IN ME, em letras de argente.

Interpretação: No primeiro, estão representadas as armas familiares paternas de Dom Messias, os Silveiras. Os esmaltes e metais obedecem às regras heráldicas. O campo de argente (prata) simboliza a inocência, a castidade, a pureza e a eloqüência, virtudes essenciais num sacerdote. As faixas de goles (vermelho), simbolizam o fogo da caridade inflamada no coração do Bispo, pelo Divino Espírito Santo, bem como, valor e socorro aos necessitados. O segundo campo, de blau (azul) representa o manto de Maria Santíssima sob cuja proteção o Bispo pôs toda a sua vida sacerdotal, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza; e a flor-de-lis sobre o crescente representam Nossa Senhora da Conceição, sendo que, por seu metal argente (prata), tem o significado acima descrito. A cruz e o chapéu representam a dignidade episcopal. O ouro da cruz simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. O listel tira seu lema da frase do Evangelho de São João (Jo. 15, 4): “Permanecei em Mim”, sendo uma afirmação da confiança do Bispo de que quem permanece unido a Cristo dará muito fruto.

 

 

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