dom Leonardo Ulrich Steiner - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png dom Leonardo Ulrich Steiner - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Formação dos Presbíteros será tema central da 56ª Assembleia Geral da CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/formacao-dos-presbiteros-sera-tema-central-da-56a-assembleia-geral-da-cnbb/ Tue, 20 Mar 2018 13:35:24 +0000 http://teste.toqueto.com/formacao-dos-presbiteros-sera-tema-central-da-56a-assembleia-geral-da-cnbb.html Os bispos do Brasil irão se reunir para 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (AG CNBB), de 11 a 20 de abril, em Aparecida (SP), nessa ocasião as discussões, estudos e decisões serão em torno das “Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil”.

De acordo com o Bispo Auxiliar de Brasília (DF) e Secretário-Geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, o objetivo é atualizar as diretrizes em vigor, aprovadas em 2010, por ocasião da 48ª Assembleia Geral da CNBB. “Essa atualização é motivada especialmente pelo magistério do Papa Francisco e pela publicação pela Congregação para o Clero do documento, ‘O dom da vocação presbiteral’, que constitui a chamada Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis”.

A Assembleia Geral da CNBB tratará ainda outras temáticas e problemas emergentes da vida das pessoas e da sociedade, sempre na perspectiva da evangelização.

A abertura oficial da 56ª Assembleia Geral acontecerá no dia 11 de abril no Centro de Eventos padre Vítor Coelho de Almeida, no Santuário Nacional, onde acontece a maior parte dos trabalhos dos bispos. Os trabalhos dos bispos durante a assembleia começam com a missa diária no Santuário Nacional com laudes, sessões pela manhã e a tarde; no final de semana acontece o retiro dos bispos e os encontros se concluem no dia 20 de abril.

Sobre as eleições de outubro, Dom Leonardo Steiner afirmou que a CNBB poderá, como em anos anteriores, apresentar aos fiéis e à sociedade uma mensagem lembrando a importância das eleições. “É sempre uma palavra de ânimo e conscientização, não de substituição da consciência”, afirmou.

Durante a reunião do Conselho Permanente, em fevereiro passado, foi aprovado o projeto de um subsídio para ajudar nas reflexões de grupos sobre as eleições 2018. Segundo o Secretário-Geral da CNBB, a proposta é contribuir para a formação política das pessoas de boa vontade, assim como motivá-las a participar do processo político, não apenas em momento de eleições.

O texto deverá ficar pronto após a 56ª Assembleia Geral. Dom Leonardo adiantou ainda que foi aprovado a promoção de um debate com os presidenciáveis em data ainda ser definida através das TVs católicas coordenado pela TV Aparecida.

A cada dia os bispos concedem entrevistas coletivas sempre às 15h, na Sala de Imprensa do Centro de Eventos, com a presença de três bispos designados pela Presidência da Assembleia. Todas as coletivas de imprensa são transmitidas pelo Portal A12.

Por A12

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CNBB emite nota em defesa dos direitos indígenas e do Cimi https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cnbb-emite-nota-em-defesa-dos-direitos-indigenas-e-do-cimi/ Fri, 23 Jun 2017 10:01:45 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46952 A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou nesta quinta-feira, 22, uma nota em defesa dos direitos indígenas e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Para a CNBB, as acusações recebidas pelo Cimi são infundadas e injustas. O órgão é alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito denominada CPI da Funai e Incra, que indiciou mais de cem pessoas ligadas ao organismo. No texto, aprovado pelo Conselho Permanente, os bispos ressaltam aumento da violência no campo no período de funcionamento da CPI.

Leia o texto na íntegra:

NOTA DA CNBB EM DEFESA DOS DIREITOS INDÍGENAS E DO CIMI

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 20 a 22 de junho de 2017, manifesta seu total apoio e solidariedade ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI) diante das infundadas e injustas acusações que recebeu da Comissão Parlamentar de Inquérito, denominada CPI da Funai e Incra, encerrada no último mês de maio. A CNBB repudia o relatório desta Comissão que indicia mais de uma centena de pessoas: lideranças indígenas, antropólogos, procuradores da república e aliados da causa indígena, entre eles, missionários do CIMI.

Criado há 45 anos, o CIMI inspira-se nos princípios do Evangelho. Por isso, põe-se ao lado dos povos indígenas, defendendo sua vida, sua dignidade, seus direitos e colaborando com sua luta por justiça, no respeito à sua história e à sua cultura. O indiciamento de missionários do CIMI é uma evidente tentativa de intimidar esta instituição tão importante para os indígenas, e de confundir a opinião pública sobre os direitos dos povos originários.

Em seu longo processo, a CPI desconsiderou dezenas de requerimentos de alguns de seus membros, não ouviu o CIMI e outras instituições citadas no relatório, mostrando-se, assim, parcial, unilateral e antidemocrática. Revelou, dessa forma, o abuso da força do poder político e econômico na defesa dos interesses de quem deseja a todo custo inviabilizar a demarcação das terras indígenas e quilombolas, numa afronta à Constituição Federal. São inadmissíveis iniciativas como o estabelecimento do marco temporal, a mercantilização e a legalização da exploração de terras indígenas por não índios, ferindo o preceito constitucional do usufruto exclusivo e permanente outorgado aos povos.

Chama a atenção que o aumento da violência no campo coincida com o período de funcionamento da CPI da Funai e Incra. Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 2016 foram registrados 61 assassinatos em conflitos no campo, um aumento de 22% em relação a 2015. As atrocidades ocorridas em Colniza (MT) e Pau D’Arco (PA) elevaram para 40 o número de assassinatos no campo, só neste primeiro semestre de 2017. Levadas adiante, as proposições da CPI podem agravar ainda mais esses conflitos. É preciso que os parlamentares considerem isso ao votarem qualquer questão que tenha incidência na vida dos povos indígenas e demais populações do campo.

Tenha-se em conta, ainda, que as proposições da CPI se inserem no mesmo contexto de reformas propostas pelo governo, especialmente as trabalhista e previdenciária, privilegiando o capital em detrimento dos avanços sociais. Tais mudanças apontam para o caminho da exclusão social e do desrespeito aos direitos conquistados com muita luta pelos trabalhadores e trabalhadoras.

Ao se colocar na defesa da vida dos povos indígenas, ao lado do CIMI e dos missionários, a CNBB o faz com a convicção de que o “serviço pastoral à vida plena dos povos indígenas exige que anunciemos Jesus Cristo e a Boa Nova do Reino de Deus, denunciemos as situações de pecado, as estruturas de morte, a violência e as injustiças internas e externas” (Documento de Aparecida, 95) que ameaçam os primeiros habitantes desta Terra de Santa Cruz.

O Deus da justiça e da misericórdia ilumine o CIMI e venha em auxílio de nossos irmãos e irmãs indígenas, quilombolas e trabalhadores e trabalhadoras do campo, cuja vida confiamos à proteção de Nossa Senhora Aparecida, Mãe de Deus e Padroeira do Brasil.

Brasília, 22 de junho de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Kriger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Por CNBB

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Grupo de Assessores avalia Assembleia Geral da CNBB e reflete sobre CF 2018 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/grupo-de-assessores-avalia-assembleia-geral-da-cnbb-e-reflete-sobre-cf-2018/ Mon, 29 May 2017 12:33:17 +0000 http://teste.toqueto.com/grupo-de-assessores-avalia-assembleia-geral-da-cnbb-e-reflete-sobre-cf-2018.html O Grupo de Assessores (GA) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está reunido nesta segunda-feira (29), na sede da entidade em Brasília (DF), para a primeira reunião após a 55ª Assembleia Geral, ocorrida em Aparecida (SP), entre os dias 26 de abril e 5 de maio.

Na reunião, presidida pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário -geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, os assessores avaliaram os trabalhos da Assembleia Geral. “Foi feita uma avaliação geral do serviço prestado pelos assessores durante a assembleia geral já que eles são os responsáveis pelo andamento dos trabalhos durante os dias de encontro”, destacou dom Leonardo.

Na segunda parte da reunião, o grupo vai discutir contribuições para a próxima Campanha da Fraternidade, que tem como tema “Fraternidade e superação da violência”, e como lema “Em Cristo somos todos irmãos” (Mt, 23, 8).

Segundo dom Leonardo, o grupo vai avaliar as propostas do cartaz, do hino, alguns pontos do texto que precisam ser discutidos, os elementos necessários para a realização da campanha.

As reflexões feitas da reunião do GA, que acontecem mensalmente, serão levadas para a reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da CNBB que começa nesta terça-feira (29), e prosseguirá até quarta-feira, 31.

Por CNBB

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Entrevista de Dom Leonardo Steiner à BBC Brasil sobre a situação nacional https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/entrevista-de-dom-leonardo-steiner-a-bbc-brasil-sobre-a-situacao-nacional/ Thu, 25 May 2017 09:42:57 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46415 Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, concedeu entrevista ao repórter João Fellet, corresponde da BBC Brasil, na tarde de terça-feira, na sede nacional em Brasília. O repórter fez perguntas bastante amplas sobre a atual crise e o resultado da conversa está no site da BBC Brasil. Outros portais na internet já replicaram a conversa extraindo pontos diferentes daqueles da publicação original.

Leia a íntegra da matéria da BBC Brasil.

Não há condições éticas de Temer seguir no cargo, diz secretário-geral da CNBB

Secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner avalia não ver condições éticas para a permanência do presidente Michel Temer no cargo após a revelação de detalhes de seu encontro com o empresário Joesley Batista, do grupo JBS, em março.

Mas ele também acredita que o país não superaria o atual “momento de tensão” com uma eventual candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, devido à “resistência de uma parcela da sociedade à pessoa dele, dadas as contínuas notícias de que estaria implicado na Lava Jato”.

Para Steiner, Temer deveria ter denunciado Batista quando, no encontro que os dois tiveram no Palácio do Jaburu, o empresário lhe disse que havia corrompido autoridades para ser favorecido em investigações sobre sua empresa.

No dia 18, o Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou a conversa, gravada por Joesley como parte de seu acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República. O presidente diz que o áudio foi editado e não tem validade jurídica.

“Se alguém vem e diz que está subornando juiz e o Ministério Público, não é possível que quem está à frente do Estado não se mexa”, afirma Steiner, enfatizando se tratar de opinião pessoal sua, e não uma posição oficial da CNBB.

Mas Steiner diz que a nota emitida pela presidência da CNBB no dia 19 de maio, um dia após a divulgação da conversa de Joesley com Temer, com o título “Pela Ética na Política” (dizendo estar acompanhando “com espanto e indignação as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo STF”), foi uma resposta da entidade “para dizer que, para alguém que exerce um cargo público, a idoneidade é tudo”.

Principal organização ligada à Igreja Católica no Brasil, a CNBB foi fundada em 1952 e desenvolveu uma forte atuação política. O grupo se tornou uma das principais vozes contrárias à ditadura militar (1964-1985), embora tivesse apoiado o golpe no início. Paralelamente, aproximou-se de movimentos de esquerda e teve influência na fundação do PT.

A CNBB tem mantido postura crítica ao governo Temer e se pronunciado contra algumas das principais propostas do presidente, como o projeto de reforma da Previdência.

Em entrevista à BBC Brasil na sede do órgão, na terça-feira, Steiner diz preferir a realização de eleições diretas numa eventual saída de Temer. Porém, se houver eleição indireta, afirma que a escolha deve ser debatida com a sociedade e não pode ser imposta pelo Congresso ou por grupos “ligados ao mercado”, sob o risco de haver uma convulsão social.

Bispo auxiliar de Brasília, Steiner é secretário-geral da CNBB desde 2011, posto que assumiu após atuar na prelazia de São Félix, em Mato Grosso. Catarinense de Forquilha e franciscano da Ordem dos Frades Menores, foi ordenado padre pelo ex-arcebispo de São Paulo dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016), seu primo.

Confira os principais trechos da entrevista.

BBC Brasil – Como o senhor recebeu a notícia sobre a delação da JBS envolvendo o presidente Michel Temer?

Leonardo Ulrich Steiner – Quase atônito. Nós pensávamos que o pior já tivesse passado. Claro que, de alguém que está há tanto tempo na política e num partido que também vinha sendo acusado na Lava Jato, se podia esperar alguma coisa, mas não nesse montante. Por isso a presidência [da CNBB] tomou a iniciativa de emitir uma nota para dizer que, para alguém que exerce um cargo público, a idoneidade é tudo.

Não estávamos nos referindo apenas ao presidente da República, mas também ao deputado [Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR)] e ao senador [Aécio Neves (PSDB-MG)] envolvidos, e também a outros que agora começam a aparecer com mais nitidez. Talvez seja a continuidade de uma crise que estamos vendo já há um bom tempo no Brasil, que não é uma crise econômica-política, mas uma crise ética.

A coisa pública é tratada como vantagem pessoal, ou como vantagem do partido, de determinados grupos. O que espanta é que falem de bilhões como se fossem mil reais.

BBC Brasil – Qual o melhor desfecho para o impasse em relação à permanência do presidente no cargo?

Steiner – A CNBB está discutindo essa questão internamente. Não temos ainda uma posição. Estamos nos encontrando com muitas pessoas e vendo qual seria a melhor saída. Várias pessoas têm sugerido eleições diretas para presidente e vice. A questão é: é necessário mexer na Constituição? Como a questão não foi regulamentada ainda, vê-se alguma possibilidade de haver eleições diretas para presidente e vice sem mexer na Constituição.

‘Se alguém vem e diz que está subornando juiz e o Ministério Público, não é possível que quem está à frente do Estado não se mexa’, afirma Steiner

A outra saída em que se fala mais é do próprio Congresso eleger um novo presidente e um novo vice, no caso de renúncia ou de cassação do atual presidente. Mas penso que é sempre importante passar pelo voto, é sempre importante ouvir a sociedade.

BBC Brasil – O senhor não vislumbra a permanência de Temer no cargo?

Steiner – Por aquilo que ele mesmo tem falado nas entrevistas, não vejo condições éticas de ele continuar. Não se trata apenas do áudio, trata-se de uma questão ética. Se alguém vem e diz que está subornando juiz e o Ministério Público, não é possível que quem está à frente do Estado não se mexa, não denuncie. Isso é gravíssimo.

BBC Brasil – Temer diz que não acreditava que o empresário Joesley Batista estivesse falando a verdade, que as afirmações eram uma “fanfarronice” dele.

Steiner – Pode ser que sejam, mas mesmo assim ele tem de ser investigado. Não se pode ficar quieto. A ética está acima de qualquer outra coisa para o exercício do próprio mandato. Estou falando isso como uma opinião pessoal – a CNBB não discutiu internamente essas questões. Mas o próprio presidente, ao se defender, está dizendo que a situação ficou extremamente frágil para continuar a exercer o seu mandato.

BBC Brasil – É desejável que Temer renuncie?
Steiner – Não tenho como dizer, porque isso é algo que depende da pessoa.

BBC Brasil – Há clima para o avanço das reformas que o governo vinha defendendo?
Steiner – Penso que não. Como podem pessoas que estão tão envolvidas na Lava Jato decidir os destinos da população brasileira? Depois, há a necessidade de maior diálogo com a sociedade em relação, por exemplo, à [reforma da] legislação trabalhista. Sobre a terceirização, não houve diálogo. Sobre a reforma da Previdência, até agora não se mostraram os dados reais. Fala-se em deficit, mas como funciona a Previdência brasileira? É preciso debater muito mais.

‘Como podem pessoas que estão tão envolvidas na Lava Jato decidir os destinos da população brasileira?’, disse Steiner sobre a votação das reformas no Congresso em meio à crise política

Em todas essas questões, sempre se fala num ponto: que é preciso sinalizar ao mercado, que é preciso colocar a economia em ordem. Não se fala em pessoas, não se fala em Brasil. Isso é grave. É uma mentalidade de mercado.

É preciso que o Congresso, diante de uma crise dessas, comece a rever as próprias ações e atitudes para o bem do povo brasileiro, e não para o bem de um determinado grupo. Veja o que está sendo feito em relação à [diminuição das áreas protegidas na] Amazônia. Não é uma questão apenas sobre a preservação da natureza, mas uma questão ética em relação à casa comum, para usar uma expressão do Santo Padre.

BBC Brasil – Uma das principais saídas discutidas seria uma eleição indireta em que o ex-presidente FHC, o ministro Henrique Meirelles ou ex-ministro Nelson Jobim assumiriam a Presidência até próxima eleição. Como enxerga essas hipóteses?

Steiner – Não citaria nomes, mas, se houver uma eleição indireta, é preciso um debate para chegar num consenso de um nome que não esteja ligado a falcatruas, que não esteja ligado a essa questão toda da Lava Jato, que tenha dignidade do cargo e também consiga dialogar e levar o país adiante.

Um partido não vai poder impor um nome, o Congresso Nacional não vai poder impor um nome à sociedade, um pequeno grupo que esteja interessado no mercado não pode impor ao Brasil um presidente. Senão corremos o risco de ter uma convulsão social.

BBC Brasil – Na oposição ao governo, há uma aglutinação em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a expectativa de que ele volte à Presidência numa eventual eleição direta. Como o senhor vê essa movimentação?
Steiner – Quanto ao Lula ser candidato, ele tem esse direito, assim como tem o Fernando Henrique (Cardoso), o (Geraldo) Alckmin, o (Jair) Bolsonaro e outros que estão se propondo a ser candidatos. A dificuldade pessoal que eu vejo é a resistência de uma parcela da sociedade à pessoa dele, dadas as contínuas notícias de que estaria implicado na Lava Jato. E nós não superaríamos esse momento de tanta tensão no Brasil.

Existe uma tensão muito grande, e essa tensão talvez poderia até crescer [se Lula for eleito]. Precisaria haver gestos muito significativos dele para ajudar numa reconciliação da sociedade brasileira.

BBC Brasil – Do ponto de vista ético, Lula teria condições de assumir esse papel?

Steiner – Ele precisaria primeiro mostrar para a Justiça a inocência.

BBC Brasil – Como o senhor avalia a Operação Lava Jato?

Steiner – Ela tem sido muito importante para o Brasil. Ela tem mostrado onde estamos, esse envolvimento das empresas na política, esse beneficiamento mútuo, um Congresso eleito pelo poder das empresas. Creio que a sociedade brasileira está tomando consciência de que isso não pode continuar assim.

‘Lava Jato tem sido importante para o Brasil, mas tem algumas incoerências’, disse o bispo. Mas também a Lava Jato veio demonstrar algumas incoerências. Por que esse alarde no momento de prender pessoas? Quando vão prender, os jornalistas já estão lá. O Ministério Público não precisa disso pra exercer seu trabalho. E a Lava Jato não tomou cuidado em relação às nossas empresas. As nossas empresas envolvidas estão numa situação muito difícil, ao passo que as pessoas envolvidas estão livres e soltas. Então existem algumas dificuldades que precisariam ser discutidas para que a Lava Jato realmente ajudasse, como alguns querem, numa expressão que não é muito feliz, a passar o Brasil a limpo.

BBC Brasil – Como o senhor vê o crescimento de figuras que tentam se projetar como alheias à política tradicional, como o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ)?

Steiner – Com uma dificuldade muito grande. Você certamente acompanhou as eleições nos EUA e deve estar acompanhando o momento crítico que vive o país. Normalmente os salvadores da pátria não dão certo. Diante do descrédito da política e dos políticos, existe essa tentação de buscar alguém de fora da política para salvar a pátria. Não é o melhor caminho.

Há cada vez mais a necessidade de esclarecer às pessoas a importância da política, mas também a importância de termos no meio político pessoas que tenham condições de governar o país. Normalmente os salvadores da pátria têm um espiritozinho um pouco ditatorial.

BBC Brasil – Tem se falado no prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e até no apresentador Luciano Huck como figuras que poderiam tentar voos mais altos na política, promover alguma renovação. Que acha dos dois?

Steiner – Não os conheço. Não sei se seriam a solução. Deseja-se que a velha política desapareça, isso é verdade, a gente sente. Mas creio que encontraremos políticos, que possam exercer seu mandato com dignidade e integridade.

BBC Brasil – Recentemente o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), órgão ligado à CNBB, foi alvo da CPI da Funai, que investigou processos de demarcações de terras indígenas. Deputados ruralistas acusaram o Cimi de estimular “demarcações fraudulentas”. Como o senhor encarou o processo?

Steiner – A instalação dessa CPI tinha apenas o interesse de encostar na parede diversas entidades que assumiram a causa indígena. Não havia nenhum interesse nessa CPI de realmente defender os povos indígenas. Por que, ao apresentar o relatório, eles não incriminaram nenhum grande fazendeiro?

O Cimi tem feito um trabalho extraordinário. Vivi numa região do Mato Grosso onde tínhamos vários povos indígenas e um trabalho muito importante na área educacional, de saúde, no resgate das tradições, dos rituais. Quando um povo se sente inteiro na sua identidade, ele começa a exigir mais. Ele também cria autoconsciência de que precisa de espaço para viver. A terra para eles não é uma propriedade, a terra é uma casa. E isso incomoda muita gente.

Acho que no futuro [os deputados da CPI] vão se envergonhar do que fizeram, porque não se faz com irmãos o que eles estão fazendo com os índios. E eles não estão por dentro da questão indígena, estão somente interessados na questão das terras. É preciso dizer isso.

Por CNBB

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Bispos recordam Constituição Federal em nota sobre corrupção e ética https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/bispos-recordam-constituicao-federal-em-nota-sobre-corrupcao-e-etica/ Mon, 22 May 2017 12:11:27 +0000 http://teste.toqueto.com/bispos-recordam-constituicao-federal-em-nota-sobre-corrupcao-e-etica.html Os membros da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), emitiram na manhã da última sexta-feira, 19 de maio, uma Nota Oficial com o título “Pela Ética na Política” na qual afirmam que a Conferência está “unida aos bispos e às comunidades de todo o país” e acompanha “com espanto e indignação” as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Na Nota, os bispos afirmam que “tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum”.

“Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito. Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil”, concluem os membros da Presidência.

Leia a Nota:

Brasília-DF, 19 de maio de 2017
P – Nº 0291/17

Pela Ética na Política
Nota da CNBB sobre o Momento Nacional

“O fruto da justiça é semeado na paz” (Tg 3,18)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, unida aos bispos e às comunidades de todo o país, acompanha, com espanto e indignação, as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a Constituição, Art. 37, é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra, sob pena de não poder exercer o cargo que ocupa.

Tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum.

A superação da grave crise vivida no Brasil exige o resgate da ética na política que desempenha papel fundamental na sociedade democrática. Urge um novo modo de fazer política, alicerçado nos valores da honestidade e da justiça social. Lembramos a afirmação da Assembleia Geral da CNBB: “O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre os interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção”.

Recordamos também as palavras do Papa Francisco: “Na vida pública, na política, se não houver a ética, uma ética de referimento, tudo é possível e tudo se pode fazer” (Roma, maio de 2013). Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito.

Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, nos ajude a caminhar com esperança construindo uma nova sociedade.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Por CNBB

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Ecologia integral: encontro entre agências de Cooperação Internacional e CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ecologia-integral-encontro-entre-agencias-de-cooperacao-internacional-e-cnbb/ Fri, 19 May 2017 08:19:43 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46337 Na quarta-feira, 17 de maio, em Brasília (DF), foi realizado o encontro entre representantes de agências de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e a Solidariedade (CIDSE) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Bispos e assessores da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz; da Comissão Episcopal para Amazônia; da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM); do Conselho Indigenista Missionário (CIMI); da Pastoral da Terra (CPT) e os representantes da CIDSE/Grupo Brasil buscaram fortalecer o diálogo em torno a uma agenda comum de trabalho nos temas relacionados à Amazônia, sua biodiversidade, seus povos e sobre a pauta pertinente às mudanças climáticas. Também refletiram sobre os desafios da CNBB na atual conjuntura política do Brasil e o contexto de cada agência e de seus respectivos países.

Segundo o Secretário-Geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, o encontro favoreceu maior comunhão na cooperação entre CIDSE e CNBB: “São entidades ligadas à Igreja Católica das Conferências Episcopais da Europa e vivem de subsídios que recebem das comunidades católicas em seus países, e esses subsídios são enviados como solidariedade, caridade e justiça às comunidades da América Latina. Esse encontro com o Brasil foi muito importante para nos sintonizarmos melhor e também vermos aonde existe maior urgência da ação e do apoio dessas entidades que estão congregadas na CIDSE. Somos muito agradecidos pelo apoio que recebemos e pelo encontro que foi muito frutuoso”, ressaltou dom Leonardo.

Cecilia Iorio, representante da Catholic Agency For Overseas Development (CAFOD), uma Agência Católica para o Desenvolvimento no Exterior, da Inglaterra, contou o que significou o encontro: “Saio muito feliz! A gente juntou tantas realidades distintas, tantas pressões distintas em cada agência e aqui da Conferência Episcopal do Brasil, mas o clima de colaboração, de entendimento, de fraternidade e de solidariedade prevaleceu. Não estamos sozinhos no enfrentamento da realidade que nos foi mostrada. E o não andar sozinhos é muito importante. Foi um encontro participativo, aberto, honesto”, descreveu.

Iorio ressalta, ainda, que o encontro finalizou com indicações de passos de se estar juntos na diversidade e de reforçar a importância de comunicação entre CIDESE e CNBB, mas em especial com as comunidades dos países envolvidos. “Também foi uma oportunidade de ficarmos informados da atual crise no Brasil e o impacto dela nas comunidades e na vulnerabilização dos seus direitos”, completou.

As linhas indicativas que resultaram do encontro foram: a atenção especial com os povos originários e comunidades tradicionais (quilombolas, ribeirinhos), no que tange à juventude e direitos humanos. Maior foco e incidência política nos temas ambientais, questões socioambientais e na denúncia de diversas empresas do Norte do mundo que envenenam e destroem o Sul. Outra linha recomenda a ser acompanhar é o novo código de mineração e temáticas relacionadas a Amazônia. Por fim, as entidades se propuseram a fortalecer a comunicação entre CIDSE e CNBB e com as comunidades dos países envolvidos.

Segundo dom Mario Antônio da Silva, bispo de Roraima e representante da REPAM Brasil, no encontro, as partilhas foram permeadas à luz de uma ecologia integral que começa com o reconhecimento de que a humanidade enfrenta uma crise existencial em múltiplas frentes, a começar pela disparidade econômica, o aumento da competição por recursos naturais incluindo a terra e a água, as migrações forçadas, como por exemplo dos venezuelanos ao Brasil em busca de alimento. Entretanto, dom Mario conclui que o encontro foi permeado pela esperança: “Os desafios nos movem, nos tornam uma Igreja em saída para buscar e oferecer respostas”.

Por Irmã Osnilda Lima, Coordenadora de Comunicação Repam, via CNBB

 
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Seminário Acordo Brasil-Santa Sé organizado pela CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/seminario-acordo-brasil-santa-se-organizado-pela-cnbb/ Wed, 10 May 2017 10:16:20 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46173 Entre os dias 4 e 5 de julho deste ano, a capital catarinense de Florianópolis acolherá o Seminário Acordo Brasil-Santa Sé: Implicações Jurídicas e Administrativas.

O evento, que está com inscrições abertas, é promovido pela CNBB e pelo Instituto Superior de Direito Canônico Santa Catarina (ISDCSC).

Para esta ocasião, estarão presentes Dom Wilson Tadeu Jönck, Arcebispo de Florianópolis e Moderador do ISDCSC; Dom Giovanni d’Aniello, Núncio Apostólico do Brasil; o Cardeal Raymundo Damasceno de Assis, Presidente da Comissão Episcopal para o Acordo Brasil-Santa Sé; Dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo auxiliar de Brasília, Secretário-Geral da CNBB e Secretário da Comissão Episcopal para o acordo.

Além disso, foram convidados bispos diversos de todas as dioceses do sul do país, assim como representantes na área do economato e da administração diocesana e paroquial, responsáveis pela administração dos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vidas Apostólicas, Associações de Fiéis e outros organismos eclesiais.

O Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé, referente ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil, foi firmado na Cidade do Vaticano, em 13 de novembro de 2008 e aprovado pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo Nº 698, de 7 de outubro de 2009. Nos termos do seu artigo 20, entrou em vigor em 10 de dezembro de 2009, sendo promulgado pelo Presidente da República através do Decreto Nº 7.107, de 11 de fevereiro de 2010. (LMI)

Por Gaudium Press, com Arquidiocese de Florianópolis

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Mensagem: “Encorajamos a organização democrática e mobilizações pacíficas” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/mensagem-encorajamos-a-organizacao-democratica-e-mobilizacoes-pacificas/ Fri, 28 Apr 2017 13:28:27 +0000 http://teste.toqueto.com/mensagem-encorajamos-a-organizacao-democratica-e-mobilizacoes-pacificas.html AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL

MENSAGEM DA CNBB

“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida – SP, em sua 55ª Assembleia Geral Ordinária, se une aos trabalhadores e às trabalhadoras, da cidade e do campo, por ocasião do dia 1º de maio. Brota do nosso coração de pastores um grito de solidariedade em defesa de seus direitos, particularmente dos 13 milhões de desempregados.

O trabalho é fundamental para a dignidade da pessoa, constitui uma dimensão da existência humana sobre a terra. Pelo trabalho, a pessoa participa da obra da criação, contribui para a construção de uma sociedade justa, tornando-se, assim, semelhante a Deus que trabalha sempre. O trabalhador não é mercadoria, por isso, não pode ser coisificado. Ele é sujeito e tem direito à justa remuneração, que não se mede apenas pelo custo da força de trabalho, mas também pelo direito à qualidade de vida digna.

Ao longo da nossa história, as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras pela conquista de direitos contribuíram para a construção de uma nação com ideais republicanos e democráticos. O dia do trabalhador e da trabalhadora é celebrado, neste ano de 2017, em meio a um ataque sistemático e ostensivo aos direitos conquistados, precarizando as condições de vida, enfraquecendo o Estado e absolutizando o Mercado. Diante disso, dizemos não ao “conceito economicista da sociedade, que procura o lucro egoísta, fora dos parâmetros da justiça social” (Papa Francisco, Audiência Geral, 1º. de maio de 2013).

Nessa lógica perversa do mercado, os Poderes Executivo e Legislativo reduzem o dever do Estado de mediar a relação entre capital e trabalho, e de garantir a proteção social. Exemplos disso são os Projetos de Lei 4302/98 (Lei das Terceirizações) e 6787/16 (Reforma Trabalhista), bem como a Proposta de Emenda à Constituição 287/16 (Reforma da Previdência). É inaceitável que decisões de tamanha incidência na vida das pessoas e que retiram direitos já conquistados, sejam aprovadas no Congresso Nacional, sem um amplo diálogo com a sociedade.

Irmãos e irmãs, trabalhadores e trabalhadoras, diante da precarização, flexibilização das leis do trabalho e demais perdas oriundas das “reformas”, nossa palavra é de esperança e de fé: nenhum trabalhador sem direitos! Juntamente com a Terra e o Teto, o Trabalho é um direito sagrado, pelo qual vale a pena lutar (Cf. Papa Francisco, Discurso aos Movimentos Populares, 9 de julho de 2015).

Encorajamos a organização democrática e mobilizações pacíficas, em defesa da dignidade e dos direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras, com especial atenção aos mais pobres.

Por intercessão de São José Operário, invocamos a benção de Deus para cada trabalhador e trabalhadora e suas famílias.

Aparecida, 27 de abril de 2017.

Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ

Arcebispo São Salvador da Bahia

Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

Por CNBB

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Dom Leonardo comenta como será 55ª Assembleia Geral da CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-leonardo-comenta-como-sera-55a-assembleia-geral-da-cnbb/ Mon, 24 Apr 2017 12:54:11 +0000 http://teste.toqueto.com/dom-leonardo-comenta-como-sera-55a-assembleia-geral-da-cnbb.html A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) inicia nesta quarta-feira, 26, os trabalhos de sua 55ª Assembleia Geral. O evento que se estende até 5 de maio vai reunir cerca de 350 bispos de todo o país em Aparecida (SP) e tem como tema central “iniciação à vida cristã”.

O secretário-geral da entidade, Dom Leonardo Ulrich Steiner, conversou com a equipe do noticias.cancaonova.com sobre essa próxima Assembleia. Ele explica como foi escolhido o tema central e conta como deve ser a rotina de trabalho dos bispos nos 10 dias de reunião.

Paralelo ao tema central, a exortação do Papa Francisco sobre o amor na família, Amoris laetitia; o caminho ecumênico, as novas formas de consagração e as novas comunidades, os 10 anos da Conferência de Aparecida e a 15ª Assembleia do Sínodo dos Bispos estão entre os temas prioritários. Confira na entrevista:

A Assembleia da CNBB 2017 começa na próxima semana e terá como tema central a iniciação à vida cristã. Como esse tema foi escolhido?

Dom Leonardo Steiner – O Tema Central das assembleias gerais é escolhido pelo Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB. Esse Tema centraliza as preocupações e ocupa um bom espaço dos dias da Assembleia Geral. A Conferência de Aparecida havia apontado algumas preocupações em relação à evangelização na América Latina. Essas preocupações foram acolhidas nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil no quadriênio 2011 a 2015 como cinco urgências. Entre essas Urgências estava “Igreja: casa da iniciação à vida cristã”. Nas Diretrizes do quadriênio atual, essas urgências permaneceram. Em Assembleia anteriores, abordamos “Igreja: comunidade de comunidades”, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade”. Os bispos, no diálogo, escolheram a realidade da iniciação à vida cristã, para ser refletida e debatida durante a 55ª Assembleia Geral. O Tema nos despertará para uma vida cristã mais misericordiosa, missionária e fraterna. Estamos sempre sendo iniciados na vida de Jesus Cristo.

Como será a rotina de trabalho dos bispos durante a Assembleia? Quantos bispos devem participar?

Dom Leonardo – A rotina é de muito trabalho, oração e diálogo. A rotina: levantar, café da manhã celebração da eucaristia, trabalho, intervalo, trabalho, oração, almoço, descanso, oração, trabalho, intervalo, trabalho, oração, jantar. À noite acontecem encontros de grupos. A Assembleia expressa a comunhão entre os bispos, por isso temos momentos de escuta no plenário, diálogo no trabalho de grupo, troca de ideia e experiências nos intervalos, momentos celebrativos intensos. Naturalmente que os bispos também descansam e se alimentam. Participarão cerca de 350 bispos, contando com os eméritos.

A CNBB discute, nessas assembleias, temas referentes à vida da Igreja, mas questões do cenário político-econômico-social do Brasil não ficam de fora. Para este ano, que tipo de assuntos dessa categoria devem entrar na pauta?

Dom Leonardo – Acontece sempre uma análise de conjuntura política social e também eclesial. Como o Dia do Trabalho acontecerá durante a Assembleia, os bispos deverão fazer um pronunciamento. Depender da decisão do plenário pode haver alguma outra manifestação sobre a realidade do país. Temos sempre recordado a realidade indígena e dos mais pobres, como também a realidade da Amazônia.

Uma das grandes riquezas da Assembleia é a partilha das várias realidades da Igreja no Brasil. Para além dessa colegialidade e troca de experiências, o que mais o senhor destaca como importância dessas reuniões realizadas anualmente?

Dom Leonardo – É o encontro das igrejas particulares na pessoa dos bispos. A Assembleia é a oportunidade de nos encontrarmos. Às vezes é o único momento em que nos vemos como bispos, mas temos o mesmo ministério, estamos a serviço da mesma Igreja e trazemos as alegrias e as angústias do nosso povo. É extraordinário participar da celebração onde estão presentes os pastores desse imenso Brasil com sua diversidade cultural; onde ecoam as vozes de tantas igrejas; onde todos estão com o olhar voltado para Jesus, cuidados pelo amor da Trindade. E em Aparecida acompanhados pela Virgem feita Igreja.

O que deve ser feito/discutido na Assembleia com relação ao Ano Mariano?

Dom Leonardo – A celebração do Ano Mariano continua nas nossas comunidades e dioceses. Ele será celebrado também na Assembleia. Faremos uma peregrinação até a imagem no Santuário durante o retiro. Os bispos devem oferecer às nossas comunidades uma reflexão que aborde a devoção à Nossa Senhora.

Um dos temas prioritários será o próximo Sínodo dos Bispos, dedicado aos jovens. O questionário para levantamento de informações já foi enviado para as dioceses. Como isso tem sido trabalhado aqui no Brasil?

Dom Leonardo – O Sínodo dos Bispos será abordado durante a Assembleia, mas como um momento de reflexão, pois ainda não teremos as respostas ao questionário que as dioceses e comunidades estão respondendo. Elas poderão enviar as respostas até o fim de julho quando faremos na CNBB uma síntese que será enviada ao Secretariado do Sínodo em Roma.

Por Canção Nova

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Semana Santa: todo cristão pode fazer esse caminho com Jesus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/semana-santa-todo-cristao-pode-fazer-esse-caminho-com-jesus/ Mon, 10 Apr 2017 09:22:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45375 A Igreja já está na Semana Santa, iniciada neste domingo (9), com a celebração dos Ramos da Paixão. Junto com Jesus, o povo de Deus entrou em Jerusalém. Ao longo da semana será vivenciado o caminho para o maior de todos os desafios que foi vencido: Jesus morreu e ressuscitou, trazendo a todos os que Nele creem a esperança de uma vida nova. Essa é a essência da celebração da Páscoa, a principal festa cristã. Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF), Dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário-Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), este é o período de participação na entrega, na dor, no sofrimento, na morte, mas também na transformação e na ressurreição de Cristo.

“Todo cristão pode fazer esse caminho com Jesus. Fazer esse caminho é perceber que Jerusalém é o ápice de uma vida, de uma entrega, de uma presença de Deus no meio de nós que vai ter a culminância no mistério da morte”, ressalta o prelado.

Segundo Dom Leonardo, “esse mistério profundo, quase incompreensível para o ser humano, é de um Deus que sofre, que se sente abandonado, mas de um Deus que é de uma entrega completa de amor. De uma confiança absoluta: ‘nas tuas mãos entrego meu espírito’. Isso é o ápice dessa grande transformação que se manifesta na ressurreição e na vida nova”.

A preparação para este momento começou na Quaresma, o período de 40 dias entre a Quarta-feira de Cinzas e o Domingo de Ramos. Os textos litúrgicos da celebração pascal mostram quais os passos que Jesus vai dando neste período e apresenta uma reflexão de como os cristãos devem seguir os passos de Jesus. Dom Leonardo ressalta a importância da participação intensa nas celebrações.

“As celebrações nos ajudam muito a perceber esse silêncio da Sexta-feira Santa, por exemplo. Esse gesto extraordinário de uma Quinta-feira Santa, de lavar os pés. Essa é uma das liturgias mais bonitas da Igreja, de benzermos o fogo, acender o Círio e estarmos na Vigília. Nessa vivência percebemos como uma história de salvação, libertação e de doação de Deus nos prepara para podermos ser cristão melhores, para sermos homens e mulheres que, a partir da fé, dão sentido a tudo, e sabem também dar uma palavra de sentido as outras pessoas, ser uma presença evangelizadora”, observa.

“A ressurreição de Jesus Cristo revela que Deus está do lado da vida. A Páscoa de Jesus é sinal da vitória possível sobre a morte e todos os males”, ensina Dom Leonardo.

Por Rádio Vaticano

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