Dom Leonardo Steiner - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Dom Leonardo Steiner - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 D. Leonardo Steiner oferece texto-base da CF a ministro da Segurança Pública https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/d-leonardo-steiner-oferece-texto-base-da-cf-a-ministro-da-seguranca-publica/ Mon, 19 Mar 2018 09:57:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51316 Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, recebeu na tarde da sexta-feira, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. A pedido do ministro, a audiência foi realizada na sede provisória da Conferência na Asa Norte, em Brasília (DF). O encontro durou mais de meia hora e secretário e ministro tiveram uma conversa privada. Durante a conversa, dom Leonardo presenteou o ministro com um exemplar do text-base da Campanha da Fraternidade 2018 que trata da superação da violência. No final do encontro, os dois atenderam os jornalistas.

Raul Jungamann disse que “Eu vim aqui fazer uma visita ao secretário-geral da CNBB, entidade que que tem a porta onde eu bati muitas vezes no passado, quando era ministro da Reforma Agrária, por exemplo. E vim à ele solicitar para que ele pudesse, e, evidentemente a CNBB, nos ajudar com sugestões, com críticas, com propostas para que a gente pudesse reduzir a insegurança e a violência que o Brasil vive“.

O ministro recordou os compromissos públicos manifestado pelo episcopado brasileiro para com esse tema e essa realidade: “A CNBB tem uma preocupação histórica com a vida, com a defesa da vida que é um bem sagrado. E a CNBB tem sido sempre uma grande parceira em todas grandes questões sociais e também morais do Brasil“. O ministro anunciou: “em breve, espero estar convidando a CNBB e também as demais confissões para que elas, na medida de suas disponibilidades e possibilidades, possam nos ajudar nessa caminhada rumo a paz e rumo à segurança e a vida“.

Campanha da Fraternidade

Jungmann reconheceu a importância dos estudos e do compromisso da Igreja expressados no texto-base da Campanha da Fraternidade deste ano de 2018 que trata da superação da violência: “ganhei este livro aqui que trata da Campanha da Fraternidade deste ano que destaca exatamente a superação da violência. Então, será também um texto que nos ajudará muito com a visão da Igreja Católica a respeito de como superar a violência que é um desejo de todos nós“.

Dom Leonardo disse que ele o ministro também conversaram sobre a necessidade de retomar os valores que regem a vida de uma sociedade. Ele disse que falaram também na necessidade de se”investir na cultura, no esporte pois tudo isso ajuda na superação da violência“. O secretário-geral afirmou ainda que conversaram sobre a questão do desarmamento, do estatuto do desarmamento e a questão da maioridade penal: “coloquei a posição da CNBB sobre essas questões e também falamos sobre a Campanha da Fraternidade“.

“Nós somos os primeiros, como Igreja Católica, a querer superar a violência para que haja uma vida mais harmônica”, disse dom Leonardo. Lembrou que, com esforço de todos, em se comprometer com a superação da violência, podemos ter uma convivência  mais “humana, isto é, de respeito de direitos, de poder ir e vir, mas também de poder se expressar publicamente e ter diálogo”.

Por CNBB

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“A CF é oportunidade para lembrar que não somos adversários, mas irmãos” https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/a-cf-e-oportunidade-para-lembrar-que-nao-somos-adversarios-mas-irmaos/ Thu, 15 Feb 2018 15:25:39 +0000 http://teste.toqueto.com/a-cf-e-oportunidade-para-lembrar-que-nao-somos-adversarios-mas-irmaos.html Natália Lambert e Leonardo Cavalcanti publicaram entrevista no Jornal Correio Braziliense realizada com dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB sobre o tema da Campanha da Fraternidade. Reproduzimos a Entrevista.

Por que a escolha do tema violência? Que tipo de violência a campanha pretende enfrentar?
A Campanha da Fraternidade, realizada pela CNBB desde os anos de 1960, já tratou da violência tanto de maneira direta e explícita como apontando a presença dela em vários outros temas. Este ano, a realidade a ser refletida e rezada não é exatamente a violência, mas a superação dela. A violência é palpável e sofremos o impacto da mesma. O importante é buscar como Igreja, sociedade, comunidade, caminhos de relações mais fraternas. A campanha propõe refletir e agir para superar qualquer tipo de violência. Partimos da constatação de que há múltiplas formas de violência e podemos superá-la com a participação de todos, construindo a fraternidade por meio da promoção de uma cultura da paz, de reconciliação e de justiça.

A violência nas redes sociais também será abordada?
A CNBB preparou um vasto estudo sobre a violência e os caminhos que podemos trilhar para superá-la. O principal resultado desse estudo é um texto-base no qual se encontra uma boa síntese do que pretendemos refletir durante a Quaresma. A violência nas redes sociais, especialmente na polarização política, reflete a cultura da violência em geral. O texto-base afirma: “Considerando que o poder midiático influencia na formação de opinião e no comportamento das pessoas, precisamos estimular a cultura da tolerância, do respeito e da paz em nossa prática cotidiana e nas redes sociais. Por esta razão, ao fazer uso das redes sociais com postagens e mensagens que contribuam com o crescimento das pessoas e da sociedade, bem como não alimentar ou reencaminhar vídeos ou mensagens que estimulem o ódio, estaremos diminuindo a violência midiática”.

Como a Igreja pode contribuir no combate à violência?
O agir é uma consequência da nossa fé. Para combater, é preciso não somente fazer grandes coisas, mas agir no cotidiano, como diz o Papa Francisco: “Todos desejamos a paz, muitas pessoas a constroem todos os dias com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a dificuldade de tantas tentativas para a construir”. A complexa realidade da violência no Brasil pede uma diversidade de iniciativas para a superação. Não há uma fórmula pronta. Refletir, discutir e rezar é o primeiro passo. Outros passos são: propor a ética como medida das relações sociais; exigir uma segurança pública para todos, questionando o investimento que se faz na preparação das pessoas; manifestar descontentamento com a corrupção, que é uma das violências que deterioram as relações políticas e sociais. Cada um de nós é convocado a mudar, de algum modo, nos ambientes que vivemos e com as pessoas com as quais dividimos nosso destino social.

Os jovens são as principais vítimas da violência. Como alcançar esse público?
Papa Francisco convocou uma Sínodo sobre os jovens com a temática voltada para a juventude no mundo inteiro. Por isso, nossos jovens têm procurado refletir sobre a situação de violência que eles enfrentam todos os dias. No âmbito da campanha, procuramos apresentar pistas de ação bem concretas para estimular a participação dos jovens nos conselhos municipais e estaduais da juventude nos quais poderão dar ideias, elaborar e acompanhar a execução de políticas públicas. Além disso, toda a comunidade é chamada a dar atenção e acompanhar, com seriedade, os jovens usuários de drogas para ajudá-los no duro caminho de volta à saúde plena e, além disso, denunciar a rede do narcotráfico.

Qual a opinião da Igreja sobre a violência nos presídios?
Na elaboração dos subsídios, buscamos incluir a gritante situação do sistema carcerário, especialmente o aumento da violência nos ambientes prisionais promovido por disputas de facções criminosas. São mais de 650 mil presos, vivendo em condições degradantes. Em vez de praticar os ideais de recuperação e reintegração das pessoas, as prisões transformam-se em depósitos de supostos “maus elementos” a serem reprimidos e, se possível, esquecidos pela sociedade. De dentro das prisões, presos gerenciam organizações criminosas que controlam parte da criminalidade violenta dentro e fora das prisões. A CNBB mantém sua solicitude para com essa realidade por meio do cuidado constante da Pastoral Carcerária. É urgente discutir com a sociedade o nosso sistema prisional, o modo e os motivos do encarceramento e os trâmites da justiça em relação aos presos.

O que a Igreja tem a dizer sobre cristãos que defendem o porte de arma?
O estudo que foi feito na preparação da campanha deste ano dedicou um capítulo importante para a questão do desarmamento. Em 2005, houve um referendo e a população brasileira rejeitou o dispositivo do estatuto que proibia a venda de armas no Brasil. Hoje, se percebe que a violência aumentou e as pessoas não se sentem mais seguras porque podem portar armas. A paz é fruto da justiça e não do armamento. Ele nem sequer é uma forma preventiva para se conter a violência. Na verdade, o armamento é um dos instrumentos que contribui para as manifestações de violência. É uma espécie de “olho por olho, dente por dente”. Por isso, somos favoráveis ao Estatuto do Desarmamento como ferramenta para o enfrentamento da violência. A campanha deste ano é oportunidade para que todos, cristãos e pessoas de boa vontade, reflitam sobre esse e tantos outros problemas relacionados a violência e se lembrem que não somos adversários, mas irmãos.

Por CNBB

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Aberta a CF 2018: “Fraternidade e superação da violência” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/aberta-a-cf-2018-fraternidade-e-superacao-da-violencia/ Wed, 14 Feb 2018 14:58:29 +0000 http://teste.toqueto.com/aberta-a-cf-2018-fraternidade-e-superacao-da-violencia.html Na manhã desta quarta-feira, 14 de fevereiro, na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi aberta oficialmente a Campanha da Fraternidade (CF) 2018. Este ano, a Campanha trata da “Fraternidade e a superação da violência”. O presidente da entidade, cardeal Sergio da Rocha, e o secretário-geral, dom Leonardo Steiner, receberam autoridades para o evento: a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, o coordenador da Frente Parlamentar pela Prevenção da Violência e Redução de Homicídios, deputado Alessandro Molon, e o presidente da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Carlos Alves Moura.

Mensagem do Papa

O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Luís Fernando da Silva, leu para os presentes no evento a mensagem enviada pelo papa Francisco: “O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança é condição necessária para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência”.

No final da Mensagem, papa Francisco pediu: “Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. Invoco a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sobre o povo brasileiro, concedendo a Bênção Apostólica. Peço que todos rezem por mim”.

Exposições

“Há alguns dados dos estudiosos que nos estarrecem”, disse Carlos Moura. Negros e jovens são as maiores vítimas da violência no Brasil, informou. A população negra corresponde à maioria dos 10% dos indivíduos expostos ao homicídio no País. “É oportuno refletir sobre o Manual da Campanha da Fraternidade”, chamou a atenção: “A violência racial no Brasil é uma situação que faz supor uma forte correlação entre três formas de violência, direta, estrutural e cultural. Os casos de violência direta parecem ser resultado mais concreto e evidente de questões socioeconômicas históricas, além de deixarem entrever representações culturalmente produzidas e já naturalizadas a respeito da população negra, do índio, dos migrantes e, mais recentemente, também do imigrante”.

Moura lembrou que outra Campanha da Fraternidade tratou da superação da violência contra a comunidade negra, a Campanha de 1988, que tinha como lema: “Ouvi o clamor desse povo”.  Nela, segundo Carlos Moura, a Igreja renovou o comprometimento da Igreja com o combate à violência.

A ministra Cármen Lúcia, agradeceu à CNBB “pelo convite ao Poder Judiciário para participar desse momento”. A presidente do STF disse que hoje, infelizmente, o outro tem sido visto com desconfiança e não como um irmão, um parceiro. “Esta campanha ajuda a ver o outro como aliado, como irmão”, reforçou. “Não basta que se faça parte da sociedade humana, mas é preciso atuar por ela para que se crie espaços de fraternidade”, acrescentou a ministra.

Deputado Alessandro Molon disse: “Nós nos acostumamos com a nossa tragédia. É como se no Brasil, a vida humana valesse muito pouco”. Ele realçou que a Campanha da Fraternidade não é de combate à violência, mas a superação dela. Chamou atenção para esse ano de discursos políticos é preciso lembrar o que diz o texto-base da Campanha que lembra que se trata de um problema complexo que não aceita soluções simplistas. “Esse carnaval nos deixou algumas lições. Quando as autoridades se omitem, por exemplo, a violência cresce”. O deputado ainda lembrou que todos têm responsabilidade, mas o Parlamento deve melhorar o Direito para proteger mais a vida que o patrimônio.

Cardeal Sergio da Rocha disse que a importância da Campanha da Fraternidade tem crescido a cada ano, repercutindo não somente dentro do âmbito da Igreja Católica, mas em toda a sociedade civil, além de outras igrejas cristãs. “Construir a Fraternidade para superar a violência” é o objetivo da Campanha da Fraternidade, lembrou. “A vida, a dignidade das pessoas, de grupos sociais mais vulneráveis têm sido atingidos frequentemente”. A realidade da violência, no entanto, “não deve levar a soluções equivocadas”, disse. Por conta disso, a Campanha da Fraternidade, disse o cardeal, quer ajudar a todos para fazer uma análise profunda diante da complexidade da realidade da violência.

“Embora que seja importante a ação de cada um de nós, mas é preciso de ações comunitárias”, disse o presidente da CNBB. A Igreja não pretende oferecer soluções técnicas para os problemas que aborda, mas o valor da fé e do amor que mostra que o semelhante não é um adversário, mas um irmão a ser amado, disse o Cardeal.

Cobertura

Todas as emissoras de TV de inspiração católica no Brasil, cinco grandes redes e duas TVs regionais, estiveram comprometidas com a transmissão do lançamento da Campanha da Fraternidade graças ao trabalho coordenado pela Signis Brasil, entidade católica que se ocupa com os meios de comunicação da Igreja. A Rede Católica de Rádio (RCR) também se fez presente oferecendo sinal de áudio para todas as emissoras interessadas no evento. A Assessoria de Imprensa da CNBB também ofereceu transmissão pelo Facebook e o vídeo já está disponível para ser visto na página @CNBBNacional.

Por CNBB

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Custódio da Terra Santa visita sede da CNBB, em Brasília https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/custodio-da-terra-santa-visita-sede-da-cnbb-em-brasilia/ Thu, 01 Feb 2018 07:58:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50629 O presidente e o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) receberam na manhã desta quarta-feira, 31, o custódio da Terra Santa, frei Francesco Patton. Em visita aos Comissariados da Terra Santa no Brasil, o frade italiano quis também comparecer à sede da CNBB para saudar a Presidência da entidade.

O arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, acompanhando do bispo auxiliar da mesma arquidiocese e secretário-geral da Conferência, dom Leonardo Steiner, recepcionou a comitiva do custódio da Terra Santa. Na oportunidade, puderam conversar sobre a situação do oriente médio e a realidade da Igreja na região, que sofre com a diminuição no número de fiéis por conta dos conflitos que ali acontecem desde 2011. Os cristãos do Oriente Médio vivem na insegurança, tiveram que imigrar ou sofrem violência, às vezes pelo simples fato de professar a fé.

De acordo com dom Leonardo Steiner, eles discutiram como que as Igrejas podem ajudar a Igreja que está na Terra Santa. “Inclusive falamos sobre a coleta que é feita na Sexta-feira Santa”, informou, citando a Coleta em prol da Terra Santa realizada pelas dioceses de todo o mundo e enviada à Igreja Mãe de Jerusalém.

No último sábado, frei Francesco participou de um encontro no Convento São Francisco, em São Paulo (SP), que reuniu frades ligados ao trabalho com a Terra Santa no Brasil e algumas zeladoras da Terra Santa, senhoras que auxiliam os comissários em seu trabalho de divulgação e busca de recursos que garantem o sustento e a continuidade da presença franciscana no cuidado e na evangelização dos lugares onde Jesus viveu.

Na ocasião, recordando os 800 anos da presença dos Franciscanos na Terra Santa e também os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Brasil, Patton fez um apelo de paz aos participantes do encontro : “’O Senhor vos dê a paz!’ Creio que hoje, mais do que nunca, necessitamos que esta saudação e este desejo de paz se realizem. E acredito que a terra do Oriente Médio seja hoje aquela em que há maior necessidade de que se realize este dom de Deus e este sonho de Deus, que é a paz”. O frade também fez referência ao conturbado momento político no Brasil: “A mensagem de igualdade da Virgem Mãe Aparecida foi para aquele momento da história do Brasil e continua até os nosso dias. É atual para a nossa realidade conflitual da Terra Santa e continua sendo para o Brasil neste delicado momento da política brasileira”, recordou Frei Patton.

Frei Patton, falando em português, ainda comentou sobre a história e o momento atual da Custódia. Apresentou dados estatísticos sobre a presença dos cristãos no Oriente Médio. A notícia do encontro no site da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, da Ordem dos Frades Menores, destaca os dados da Síria que, em 2010, contava 2,2 milhões de cristãos, numa população de 25 milhões de pessoas. Hoje, tem 15 milhões de habitantes, dos quais 1,1 milhão de cristãos. “O serviço mais importante que os nossos frades desenvolvem em Alepo [maior cidade da Síria] é manter viva a esperança nas pessoas e ajudar todos a manter o coração livre do ódio e aberto ao perdão e à reconciliação. Deste ponto de vista, são muito importantes algumas iniciativas que se iniciaram recentemente e nas quais estão envolvidos alguns dos nossos frades, para promover um diálogo entre aqueles que se disponibilizaram à reconciliação e à paz”, afirmou frei Francesco.

Recordação – Também por ocasião dos 800 anos da presença Franciscana na Terra Santa, frei Patton entregou ao cardeal Sergio da Rocha uma lembrança em forma de medalha comemorativa.

Por CNBB

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Campanha Natal Sem Fome arrecada 132 kilos de alimentos na sede da CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/campanha-natal-sem-fome-arrecada-132-kilos-de-alimentos-na-sede-da-cnbb/ Tue, 19 Dec 2017 08:04:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50202 A CNBB contabilizou e registrou a doação de 11 cestas básicas, o equivalente a 132 kilos de alimento destinados à Campanha Natal Sem Fome organizada pela Ação da Cidadania em Brasília. A iniciativa instalou pontos de coleta em locais da capital federal para arrecadar alimentos não perecíveis.

O posto na CNBB foi instalado dia 03/11, com a presença do secretário-geral, dom Leonardo Steiner, bispo-auxiliar de Brasília-DF. Na ocasião, foi lembrando pelo José Ivan, um dos coordenadores da campanha no DF, que a doação de fome foi retomada após 10 anos, porque a fome volta a assombrar os lares brasileiros.

A representante da associação de Catadores Catamare, Antônia Cardoso, de 44 anos, compareceu à sede da CNBB em nome de sua organização para receber as doações. Esta iniciativa, segundo ela, vai fortalecer o trabalho da associação que organiza muitos catadores e recicladores em Brasília. Outros grupos, como o cultural Azulim, em Sobradinho 2, assentamento Maria da Penha Resiste, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e no assentamento Pequeno Willian, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), ambos em Planaltina (GO) também serão contemplados com cestas básicas.

O coordenador do Departamento Social da CNBB, Franklin Queiroz, junto com a coordenadora da cozinha da CNBB, Yara Mendes, entregou as cestas básicas arrecadas para associação Catamare.  “Este gesto concreto representa a realidade que estamos vivendo em nosso país”, disse Franklin. Ele se refere ao risco de o Brasil voltar a ocupar o Mapa da Fome da FAO da ONU. “Quando a fome se faz presente, ações como essas são necessárias”, disse.

Franklin ressaltou também a generosidade dos colaboradores da CNBB que se solidarizaram com sua contribuição. “Agradeço a cada um/a cada que colaborou nesta iniciativa!. Betinho deve estar feliz”, disse. O representante do Departamento Social lembrou do Betinho, criador da campanha. “Ele deve estar feliz com nossa iniciativa”. O sociólogo cunhou a expressão: “quem tem fome, tem pressa”.

A próxima luta da Catamare, lembrou sua liderança, visa a conquista de um telhado para a associação. Nesta época do ano a chuva molha o lixo colhido e impossibilita o trabalho dos catadores.

Por CNBB

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Dom Leonardo pede solidariedade com a Campanha para Evangelização https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-leonardo-pede-solidariedade-com-a-campanha-para-evangelizacao/ Fri, 15 Dec 2017 15:43:02 +0000 http://teste.toqueto.com/dom-leonardo-pede-solidariedade-com-a-campanha-para-evangelizacao.html Em um vídeo veiculado hoje, o bispo auxiliar e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner, convida os fiéis a dar uma contribuição solidária à coleta da Campanha para Evangelização, que acontece neste domingo, 17.

“Nossa missão, como cristãos e católicos, é evangelizar como Jesus anunciou o amor do Pai, a proximidade do Reino de Deus. Mas esta também é nossa vocação. E para que a igreja no Brasil evangelize cada vez mais e melhor, costumamos fazer uma coleta, a Campanha de Evangelização. E com esta preciosa ajuda de nossas comunidades e famílias, poderemos ajudar as dioceses que mais necessitam”, disse Dom Leonardo.

Neste ano, em sintonia com o Ano do Laicato, a Campanha para a Evangelização tem como tema “Cristãos leigos e leigas comprometidos com a Evangelização” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14).

O Objetivo da campanha é despertar os discípulos e as discípulas missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais no Brasil. A iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas.

A abertura da campanha acontece na Festa do Cristo Rei ― que neste ano foi em 26 de novembro, mesmo dia que a Igreja no Brasil fez a abertura do ano que será dedicado aos cristãos leigos e leigas. A campanha tem duração de três semanas e a conclusão acontece no terceiro domingo do Advento, dia 17 de dezembro, quando deve ser realizada, em todas as comunidades católicas, a Coleta para a ação evangelizadora no Brasil.

Por Canção Nova, com CNBB

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Fome aumenta no país e Ação da Cidadania volta a realizar Natal Sem Fome https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/fome-aumenta-no-pais-e-acao-da-cidadania-volta-a-realizar-natal-sem-fome/ Thu, 09 Nov 2017 09:21:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49426 Encerrada há 10 anos, devido à redução da miséria no Brasil, a campanha Natal sem Fome, organizada pela Ação da Cidadania, volta a ser realizada em todo o país e no Distrito Federal. “A gente está vendo a fome voltar a doer no ser humano”, disse um dos coordenadores da campanha no Distrito Federal, José Ivan, no ato de inauguração do ponto de coleta na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no último dia 03/11.

Segundo o presidente do conselho da Ação da Cidadania e filho de Betinho, Daniel de Souza, a ação foi retomada para que o Brasil não retorne ao Mapa da Fome das Nações Unidas, no qual o país deixou de figurar em 2014. O mapa é um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) que mostra onde vivem os milhões de pessoas que ainda passam fome no mundo. A campanha convida a população para se engajar na causa, destacando que 11% da população mundial passa fome – somente no Brasil são sete milhões de pessoas, segundo pesquisa PNAD/IBGE 2014.

No evento de instalação do ponto de coleta, com a participação do bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner e dos colaboradores/as da entidade, Antônia Cardoso Abreu, associada da Catamare – Cooperativa de Catadores de Material Reciclável do DF, falou da própria experiência de passar fome. “Quem tem fome não consegue dormir”, tentou explicar uma das sensações que experimenta quem é privado de comida.

Aos 11 anos, órfã de pai e mãe, ela recorreu às ruas para sobreviver. Aprendeu a trabalhar, casou-se, foi morar no Guará I, em Brasília, e teve três filhos. Aos 23 anos, após ser abandonada pelo marido, voltou às ruas novamente para garantir o sustento de sua prole. “Eu poderia ficar com fome, mas não poderia deixar três crianças inocentes passar fome”, disse.

Pontos de arrecadação no DF – O ponto de arrecadação de alimentos não perecíveis e de recursos financeiros funcionará na CNBB até o dia 10 de dezembro. Além deste, há outros pontos no DF na EAP/ Escola Normal da 907 Sul, na Faculdade JK, da 707 Sul e na Secretaria Nacional de Economia Solidária no Ministério do Trabalho.

O resultado da coleta será entregue à Catamare – Associação de Catadores de Material Reciclável no DF, grupo cultural Azulim, em Sobradinho 2, assentamento Maria da Penha Resiste, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e no assentamento Pequeno Willian, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), ambos em Planaltina (GO).

Por CNBB

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Tragédia de Mariana, consequências de um descaso, diz Dom Steiner https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/tragedia-de-mariana-consequencias-de-um-descaso-diz-dom-steiner/ Mon, 06 Nov 2017 10:05:10 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49373 “A data é a possibilidade de mostrar ao país, à sociedade brasileira as consequências de um descaso. Ela precisa ser lembrada pelo Brasil como expressão do descaso pelo cuidado com a nossa Casa Comum: meio ambiente, a comunidade, a família, as pessoas”. Foi o que afirmou Dom Leonardo Steiner, secretário Geral da CNBB, sobre os dois anos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), completos ontem, domingo, 5.

O desastre ambiental, sem precedentes no Brasil, deixou 19 mortos e os rejeitos da barragem da Mineradora Samarco atingiram mais de 40 cidades em Minas Gerais e no Espírito Santo. Até agora, as multas ainda não foram pagas, as famílias afetadas não foram devidamente atendidas e nenhum plano de manejo foi implementado. A tragédia também é responsável pela poluição do Rio Doce e dos seus afluentes.

“Um depósito de rejeitos de uma mineradora precisa ter vigilância constante e sérias medidas de prevenção de desastres. O que aconteceu em Mariana não pode ser esquecido. Ainda que se tenha realizado alguma coisa por parte das empresas determinadas pela Justiça, as investigações realizadas nestes últimos dois anos ainda não deram uma resposta condizente com o tamanho da agressão”, enfatizou Dom Steiner.

Para o bispo, nestes dois anos, o Brasil esperou por justiça, esperou que as empresas envolvidas assumissem as responsabilidades pelo acidente e iniciassem planos de efetiva reparação. Dom Steiner aproveitou a data para pedir atenção ao período de chuvas que se aproxima e à necessidade de serem iniciadas frentes de trabalho em atenção às famílias atingidas e à despoluição dos mananciais que formam o rio Doce.

Segundo Dom Steiner, desde a ocorrência da tragédia, a Arquidiocese de Mariana tem-se colocado ao lado dos atingidos, fazendo-se presente em suas vidas no acompanhamento espiritual, no atendimento pastoral, nas celebrações religiosas e também na ajuda no discernimento das decisões e encaminhamentos, favorecendo sua organização, defendendo seus direitos e sua dignidade. De acordo com o bispo, a assistência acontece por meio de Dom Geraldo Lyrio e dos bispos cujas comunidades foram atingidas pela tragédia. “ Sabemos como os pastores carregam no coração as legítimas preocupações do rebanho que lhes foram confiados”, enfatizou.

“Permanecemos unidos aos bispos da região com nossa prece, nossa amizade e renovamos, junto as comunidades de todo o Brasil, o apelo para que a as providências justas sejam urgentemente tomadas em favor das famílias atingidas, da segurança ambiental e do cuidado com a nossa Casa Comum. Seria muito bom que todas as nossas comunidades nas celebrações deste final de semana elevassem a Deus uma prece. A oração como sinal da solidariedade, como pedido de justiça, como expressão da nossa esperança alicerçada na certeza de que Deus não nos abandona”, finalizou Dom Steiner.

Por Canção Nova, com CNBB

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Não responder intolerância com intolerância, diz Dom Sergio da Rocha https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/nao-responder-intolerancia-com-intolerancia-diz-dom-sergio-da-rocha/ Wed, 25 Oct 2017 08:02:03 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49207 Exposições com uso de símbolos religiosos e abordando de forma polêmica questões da sexualidade, provocaram discussão na sociedade brasileira, ferindo não poucas sensibilidades e levando ao questionamento sobre o limite da arte.

O Cardeal Arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB, Dom Sérgio da Rocha, o Secretário da entidade, Dom Leonardo Steiner e o Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger – em visita à Rádio Vaticano – falaram sobre este tema:

Dom Murilo Krieger:  “Sim, porque há uma ideia que às vezes se espalha de que o artista, ele não tem limites, quando a gente sabe que todo mundo gosta ser respeitado. E se toma a arte como se fosse um campo onde não houvesse ética. Ora, quando valores nossos são atacados – valores religiosos, ou então da raça – por exemplo, ninguém não é porque o artista é livre ele pode ofender judeus, não pode ofender negros, ou afrodescendentes. Também não pode ofender nossos símbolos religiosos. Então muitas vezes eles tentam deslocar a conversa e a discussão, mas quase só sobre o problema do nudismo, mas acho que é em segundo plano.

O problema são valores que cada um tem e que tem que ser respeitados. Senão fica um campo de agressividade maior. Então o que a gente nota, é que muitas mães de família, pais de família, logo se colocaram na situação do filhinho, como isto meu filho, ele não tem direito de ser agredido  por algo que não me interessa que ele veja e toque. E a gente nota  algo muito positivo, uma reação da sociedade. Claro, que aí vem o pessoal que chama de os retrógrados, os conservadores,  os direitistas.  Ou seja, tentar abafar a voz de quem pensa diferente, de uma forma assim agressiva. Mas eu penso que isto tudo está obrigando todos nós a tomarmos consciência, que devemos e temos o direito de defender nossos valores. Não é porque alguém se sente inspirado não sei por quem, pode ofender-nos assim gratuitamente.

RV: Dom Leonardo, o senhor que está em Brasília, naturalmente a CNBB…chega tudo, como o senhor diz, procuraram muito também os senhores por esta questão?

Dom Leonardo Steiner: “É, fomos muito procurados e nós achamos melhor não emitirmos nota, mas ajudarmos na reflexão.  Aquilo que Dom Murilo acaba de dizer é vital. Vejo que a questão da sexualidade ela  está sendo abordada de maneira quase superficial, e se diz como arte. Quando a sexualidade humana exige um certo distanciamento, exige uma intimidade que lhe é própria. É porque a nossa sexualidade se diferencia da sexualidade animal. A sexualidade humana tem a ver com intimidade, tem a ver com amor, tem a ver com delicadeza, tem a ver com vida que se entrecruza, tem a ver com vida que está por vir. Então não se pode abordar a questão da sexualidade humana de qualquer maneira, de uma maneira escancarada.

E eu penso que aqui tem alguns elementos que nós  poderemos ajudar a refletir. Mesmo aqueles quadros  expostos num dos museus, nos ajudam a refletir e a perceber assim  a que ponto estamos chegando na sociedade brasileira em relação a questões que são vitais para a pessoa humana, para não decairmos em relação a nossa sexualidade, ao nosso amor, nas nossas relações. As nossas relações humanas, elas têm um significado muito próprio. Nós não podemos banalizar as relações humanas, senão nós começamos a decair como civilização, como sociedade brasileira.

Eu creio que aqui existem alguns elementos antropológicos onde nós como CNBB podemos ajudar a refletir.  Não estou aqui nem mencionando – como Dom Murilo já lembrou –  as questões teológicas, as questões que o Evangelho nos propõe. Estou abordando aqui apenas no sentido antropológico, de pessoa, humana. E mesmo também  os símbolos religiosos. Os símbolos religiosos têm a ver com a expressão de nossa humanidade. Os valores, os símbolos, nos dizem algo, eles fazem parte de nossa vida. Se não fazem parte da vida de algumas pessoas, de determinados grupos, nós não invadimos a intimidade, não invadimos as pessoas com nossa agressividade, colocando estes valores ou estes símbolos em cheque, ou desprezamos estes valores. 

Estes valores são respeitados porque para determinado grupo ou para determinadas pessoas têm um significado inclusive de transcendência. Não estou aqui nem falando de fé, estou falando de transcendência, para além do imediato da cotidianidade e que ajuda a enfrentar a cotidianidade das pessoas. Eu não estou falando aqui apenas dos nossos símbolos católicos, estou falando dos símbolos que, por exemplo, o candomblé tem os seus símbolos e que estão sendo também agredidos.

E existe – Dom Sérgio antes estava falando – uma intolerância religiosa que vai aparecendo também na agressividade em relação aos símbolos, que vai aparecendo também em relação à arte. A própria arte às vezes está incentivando a intolerância. Então creio que existem aqui alguns elementos, e estes  foram aparecendo, e nós, como CNBB, tentamos ajudar a refletir. Certamente, o Conselho Permanente deve ainda também se manifestar a este respeito. Mas eu creio que também nisto temos sim uma contribuição a dar. Porque a intolerância está aparecendo também em forma de arte. E aí corremos um perigo muito grande”.

Dom Sérgio da Rocha: “Só alertar aqui, para aquilo que já acenamos, o risco, o perigo de querer responder uma ofensa de maneira ofensiva. Ou seja, querer responder uma forma de intolerância, sendo ainda mais intolerante. Isto preocupa muito. É justo manifestar a posição cristã ou a posição que as pessoas têm diante de situações assim. Mas é preciso ter um cuidado muito grande, para não alimentar ainda mais agressividade e intolerância, para não se tornar agressivo e intolerante, na resposta àquilo que consideramos ofensa, não pode ser respondido com mais ofensa ainda, como se diz arrasando com as pessoas, sobretudo. Acho que este cuidado precisa ter, porque senão nós não estaríamos respondendo de maneira cristã, nem estaríamos ajudando a superar a intolerância ou a agressividade”.

RV: Neste contexto as redes sociais assumem um papel bastante arriscado, porque a sensibilidade das outras pessoas é facilmente pisoteada, porque a gente não tem um interlocutor na frente e fica aquela avalanche de ofensas e insultos que vai sempre crescendo….

Dom Sérgio da Rocha: “E também, eu acho, o cuidado em não compartilhar aquilo que não é bom. Eu não sei porque, as pessoas hoje passam para frente com a maior facilidade ofensas, e às vezes sem maior razão de ser vão compartilhando, compartilhando, parece que por curiosidade, e com isto vão alimentando, vão divulgando também aquilo que não é bom. Acho que nós estamos precisando divulgar, compartilhar, aquilo que vale a pena, aquilo que constrói. Não que não vamos levar em conta, não se vai dar atenção àquilo que também seja considerado anticristão ou desumano. Mas eu creio que nós precisamos acima de tudo ter este cuidado de nas redes sociais não ficar compartilhando aquilo que não valeria a pena, coisa que não vale a pena ser passado para frente. E às vezes ela se multiplica de uma maneira impressionante, sem maior reflexão, sem maior posicionamento cristão”.

Por Rádio Vaticano

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Presidência da CNBB no Vaticano: canonização de mártires e encontro com Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/presidencia-da-cnbb-no-vaticano-canonizacao-de-martires-e-encontro-com-papa/ Tue, 17 Oct 2017 14:25:33 +0000 http://teste.toqueto.com/presidencia-da-cnbb-no-vaticano-canonizacao-de-martires-e-encontro-com-papa.html A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai se encontrar com o papa Francisco na próxima quinta-feira, dia 19. A visita anual ao Vaticano ainda prevê agenda em alguns Dicastérios da cúria romana e no Colégio Pio-Brasileiro.

Desde o último final de semana a Presidência da CNBB está em Roma, quando participou das celebrações por ocasião da canonização dos protomártires do Brasil, os mártires de Cunhaú e Uruaçu. O arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, presidiu nesta segunda-feira, dia 16, a missa em ação de graças pela canonização na basílica de São Pedro. Também estão presentes o arcebispo de Salvador (BA) e vice-presidente da Conferência, dom Murilo Krieger, e o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral, dom Leonardo Steiner.

Para as cerimônias relacionadas à canonização dos primeiros mártires do território brasileiro, estiveram presentes o arcebispo de Natal (RN), dom Jaime Vieira Rocha, o arcebispo emérito de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, e alguns bispos do regional Nordeste 2 da CNBB (na foto, da direita para a esquerda): o emérito de Cajazeiras (PB), dom José González Alonso; o de Caicó (RN), dom Antônio Carlos Cruz Santos; o de Afogados da Ingazeira (PE), dom Egídio Bisol; o de Nazaré (PE), dom Francisco de Assis Dantas de Lucena; e o bispo de Mossoró (RN), dom Mariano Manzana.

Agenda em Roma
Nesta terça-feira, a Presidência da CNBB visita a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, cujo prefeito é o cardeal brasileiro dom João Braz de Aviz, e a Congregação para a Doutrina da Fé. Amanhã, a agenda é na Congregação para os Bispos.

Está marcado para quinta-feira o encontro com o papa Francisco. Este será o terceiro desta presidência com o pontífice.

No mesmo dia, acontecerá a visita ao Dicastério para os Leigos, a família e a Vida, cujo secretário é o padre brasileiro Alexandre Awi Mello e o prefeito cardeal Kevin Joseph Farrell.  Também haverá um momento no Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, criado recentemente pelo papa. Na sexta-feira, a programação segue na Congregação para o Clero, na Secretaria de Estado e na Comissão para a América Latina.

“Sábado acompanharemos os padres do Colégio Pio Brasileiro que serão recebidos pelo papa”, conta dom Leonardo Steiner sobre o último compromisso marcado para o período da visita.

Celebração em ação de graças

Com a presença de muitos brasileiros, em grande número os potiguares, foi celebrada na Basílica de São Pedro, no altar da cátedra, a missa em ação de graças pela canonização dos mártires de Cunhaú e Uruaçu. A Eucaristia presidida pelo cardeal Sergio da Rocha contou com a presença de dom Murilo e dom Leonardo, do cardeal Hummes, e dos bispos do Nordeste 2 que participam das celebrações relacionadas aos protomártires.

Em sua homilia, dom Sergio expressou “sincera gratidão e o agradecimento da Igreja no Brasil” ao papa Francisco e aos que se empenharam no processo de canonização dos Santos Mártires potiguares. Para o presidente da CNBB, os novos santos do Brasil são intercessores e modelos de como seguir a Cristo. Em sua reflexão, o cardeal ressaltou as atitudes dos mártires de fidelidade a Jesus; do amor à Igreja e da perseverança na Igreja; e da fé no Santíssimo Sacramento testemunhada através da participação na Eucaristia e na doação da própria vida.

“Uma comunidade que vive da Eucaristia não reage às ofensas e às perseguições, com violência e vingança. Ao invés disso, continua a celebrar a Eucaristia e a vivê-la, como fez a Igreja naquela região do Brasil, em 1645. É admirável o testemunho da comunidade que, em meio a perseguições, continuou a celebrar a Eucaristia, que é o alimento dos que buscam construir a paz, por meio do amor e do perdão. Esta atitude eucarística dos que foram martirizados no Rio Grande do Norte torna-se ainda mais importante nos dias de hoje, com tantas situações de agressividade e intolerância difundindo-se no Brasil e no mundo”. (Cardeal Sergio da Rocha)

Dom Sergio ainda recordou os leigos, que formavam quase que a totalidade dos mártires em Cunhaú e Uruaçu: “O Laicato foi o grão de trigo que se consumiu naquele martírio, juntamente com os sacerdotes. O Laicato continua a ser na Igreja, hoje, o grão de trigo que se consome no dia a dia de nossas comunidades, no serviço pastoral, na evangelização e pelo testemunho cotidiano na família e na sociedade. Os leigos são chamados a santidade e, pela graça de Deus, têm dado testemunho de santidade no passado e no presente da Igreja no Brasil”.

Leia a homilia na íntegra clicando aqui.

Por CNBB

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