Dom Ivan Jurkovic - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Dom Ivan Jurkovic - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Vaticano pede relações multilaterais justas e baseadas na solidariedade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/vaticano-pede-relacoes-multilaterais-justas-e-baseadas-na-solidariedade/ Wed, 13 Sep 2017 09:07:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48409 O arcebispo esloveno Ivan Jurkovic representou o Vaticano na Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, sigla em inglês). 

Nesta terça-feira, 12, ele chamou a atenção para a necessidade de “uma nova cultura mais justa de relações multilaterais”, baseadas na cooperação e solidariedade internacionais.

A mensagem está contida em uma declaração expressa por Dom Ivan, que é observador permanente da Santa Sé na ONU em Genebra, na Suíça. O bispo também destacou a importância dos acordos regionais para comércio e melhoria na qualidade do trabalho, além da proteção ambiental e transparência.

O arcebispo alertou ainda a respeito das relações comerciais injustas que levam à pobreza, aumentam o tráfico, a escravidão e a exclusão dos pobres e vulneráveis de participarem da economia da nação a qual pertencem.

A UNCTAD foi criada em 1964, em Genebra, na Suíça. Trata-se de um órgão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que busca promover a integração dos países em desenvolvimento e inseri-los na economia mundial.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Santa Sé: migrantes representam feição humana da globalização https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-migrantes-representam-feicao-humana-da-globalizacao/ Fri, 21 Jul 2017 09:44:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47540 “Os migrantes representam o rosto humano da globalização e podem ajudar a instaurar relações de paz entre os países, enriquecendo a cultura das sociedades em que se inserem.”

Foi o que disse o observador permanente da Santa Sé no escritório da ONU em Genebra, na Suíça, Dom Ivan Jurkovic, em pronunciamento num encontro promovido na cidade helvécia pela Organização Internacional para as Migrações.

O dever da solidariedade por parte de quem acolhe e o de respeitar as leis por parte de quem é acolhido

“Todavia, na mídia como na opinião pública, muitas vezes esses aspectos são ofuscados para dar espaço a medos, estereótipos e generalizações negativas”, prosseguiu o arcebispo esloveno, recordando duas coisas: o “dever da solidariedade” de que fala o Papa Francisco em relação às pessoas mais frágeis, pobres e vulneráveis, e a obrigação para os migrantes de respeitar as leis dos países que os acolhem, num processo de encontro que se faz nas duas direções.

O núncio apostólico informou que na próxima sessão do Conselho da Organização Internacional para as Migrações, prevista para novembro, a Representação permanente da Santa Sé está organizado, junto com outras realidades, um evento paralelo para ilustrar como melhorar, através de recomendações práticas, a integração dos migrantes nas sociedades que os acolhem.

Por Rádio Vaticano

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Santa Sé: medicamentos para todos, não apenas a poucos privilegiados https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-medicamentos-para-todos-nao-apenas-a-poucos-privilegiados/ Wed, 05 Jul 2017 09:07:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47240 “Não obstante as promessas e os esforços para realizar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, milhões de pessoas ficaram para trás.”

Foi o que disse, nesta terça-feira (04/07), o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, em Genebra, na Suíça, Dom Ivan Jurkovic, na reunião da 26ª Comissão Permanente da Organização Mundial para a propriedade intelectual. 

Durante o encontro, centrado no tema “Patentes e saúde”, foi sublinhado que o acesso a medicamentos a um custo acessível é um desafio não só para as nações pobres e os países em desenvolvimento, mas também para os Estados desenvolvidos.

Dom Jurkovic recordou o que foi escrito pelo Papa Francisco na Encíclica Laudato si: “Muitas vezes não se tem uma consciência clara dos problemas que afetam particularmente os excluídos. Eles são a maior parte do Planeta, bilhões de pessoas.”

Conforme afirmado pelo Papa Francisco, em 14 de abril de 2016, aos participantes do encontro de alto nível dos líderes das Indústrias farmacêuticas e diagnóstico, é necessário prosseguir nos esforços para garantir o acesso a medicamentos. Deve-se continuar até encontrar a vontade, experiência, recursos e métodos para garantir tal acesso a todos, não apenas a poucos privilegiados, pois não existe uma vida humana mais sagrada que a outra.

Por Rádio Vaticano

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ONU: Vaticano reforça em Genebra posição contra o aborto https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/onu-vaticano-reforca-em-genebra-posicao-contra-o-aborto/ Tue, 27 Jun 2017 15:09:59 +0000 http://teste.toqueto.com/onu-vaticano-reforca-em-genebra-posicao-contra-o-aborto.html O Vaticano manifestou-se em Genebra contra a inclusão de medidas que favoreçam a prática do aborto, no âmbito da ajuda humanitária de emergência das Nações Unidas.

Segundo um depoimento divulgado pela Santa Sé nesta terça-feira, 27, uma resolução está sendo trabalhada na sede da ONU, cuja seção sobre apoio de saúde “a mulheres e jovens em idade reprodutiva” abre portas à utilização de meios que “implicam o aborto”.

O observador permanente do Vaticano em Genebra, Dom Ivan Jurkovic, deu como exemplo a inclusão no texto de “um Pacote de Serviço Inicial Mínimo”, apoiado pelo Fundo de População das Nações Unidas, e composto por 13 kits, entre os quais “o kit 10”.

“Este integra um extrator a vácuo, que é o método mais comum de induzir o aborto, e que traz também sérios riscos à saúde da mãe”, lembrou Dom Ivan.

O arcebispo esloveno reforçou, junto dos responsáveis da ONU e de outras organizações internacionais presentes em Genebra, a posição da Igreja Católica de que a medicina deve estar sempre ao serviço da vida, de todas as vidas.

“Os cuidados de saúde nunca devem pretender – ou trabalhar – contra a vida dos mais indefesos ou dos que estão por nascer. Embora reconheçamos os riscos que mulheres e crianças enfrentam em contextos de emergência humanitária, nós não podemos aceitar uma solução que forneça ou promova o aborto”, acrescentou.

Neste contexto, a delegação da Santa Sé em Genebra quis deixar bem claro o seu “distanciamento dos parágrafos da resolução que apoiam o Pacote de Serviço Inicial Mínimo como uma resposta capaz para o drama que muitas mulheres e crianças enfrentam em cenários que desafiam a ajuda internacional”.

“A Santa Sé não considera o aborto, o acesso ao aborto ou a meios que favoreçam o aborto como parte integrante da saúde sexual e reprodutiva nem dos serviços de saúde sexual e reprodutiva”, disse Dom Ivan Jurkovic.

Na sua intervenção, o representante do Vaticano referiu-se ainda à definição de ‘gênero’, que para a Santa Sé “tem o seu fundamento na identidade e diferença sexual biológica”.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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Crianças migrantes sozinhas são insulto à dignidade humana, denuncia Santa Sé https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/criancas-migrantes-sozinhas-sao-insulto-a-dignidade-humana-denuncia-santa-se/ Tue, 13 Jun 2017 10:03:38 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46757 O observador permanente da Santa Sé na Organização das Nações Unidas falou sobre “crianças e adolescentes migrantes não acompanhados e direitos humanos”  nas Nações Unidas onde afirmou que a comunidade internacional deve combater esse “insulto à dignidade humana”.

“Este é um insulto à dignidade humana e toda a comunidade internacional deve concentrar todos os esforços para responder a tais sofrimentos e privação de direitos humanos fundamentais consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança”, afirmou Dom Ivan Jurkovicl.

Em mensagem enviada ontem, 12, à Agência Ecclesia, Dom Ivan Jurkovic disse que as crianças migrantes que fogem sozinhas “não têm acesso” a educação e cuidados de saúde e “enfrentam o grande risco de vulnerabilidade”.

Neste contexto, o arcebispo esloveno denunciou os traficantes de seres humanos, “predadores sexuais e outras pessoas sem escrúpulos que desejam causar danos a crianças e adolescentes”.

O observador permanente da Santa Sé na Organização das Nações Unidas participou num painel de discussão sobre ‘crianças e adolescentes migrantes não acompanhados e direitos humanos’, na 35.ª Sessão do Conselho dos Direitos Humanos, dia 9 de junho.

O arcebispo esloveno recordou que na última sessão do Conselho dos Direitos Humanos a Santa Sé, com a Comissão Internacional de Migração Católica (ICMC) e a Caritas Internationalis, chamou “a atenção para os motivos” de existirem tantas crianças migrantes sem proteção dos pais, ou outros familiares, e como “responder a uma escalada tão dramática”.

“A Santa Sé reitera o seu forte apelo para proteger a dignidade e os direitos fundamentais de cada pessoa e implementar, sem reservas, leis, princípios e políticas humanitárias em resposta a pessoas em movimento, especialmente não acompanhadas”, desenvolveu.

Na 35ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos na ONU, o observador permanente da Santa Sé assinalou que respeitar as crianças “é respeitar toda a humanidade”, pelo futuro e “esperança” que são, por isso, “não devem ser criminalizadas ou sujeitas a medidas punitivas” pela situação que estão a viver.

“A possibilidade de um autêntico desenvolvimento humano integral deve ser garantido para todas as crianças”, observou Dom Ivan Jurkovicl.

O arcebispo esloveno recordou a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial de Migrantes e Refugiados 2017, onde o pontífice destacou “as dificuldades e os perigos enfrentados pelas crianças migrantes” e alertou que são “invisíveis e sem voz, escondidas dos olhos do mundo”

“Estes nossos pequenos irmãos, especialmente quando não estão acompanhados, estão expostos a inúmeros perigos. E digo-vos que são muitos”, afirmou o pontífice argentino, na Praça de São Pedro, a 15 janeiro.

O observador permanente da Santa Sé na ONU disse ainda que as crianças migrantes não acompanhadas “são a evidência dramática de desigualdades” e questionou como se pode garantir a sua proteção e desenvolvimento.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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Santa Sé reitera solidariedade ao povo sírio e faz apelo de paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-reitera-solidariedade-ao-povo-sirio-e-faz-apelo-de-paz/ Thu, 16 Mar 2017 10:07:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44937 O Observador Permanente da Santa Sé na ONU, em Genebra, na Suíça, Dom Ivan Jurkovic, fez um forte apelo de paz pela Síria, nessa terça-feira, 14, durante a 34ª sessão do Conselho das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O conflito na região completou seis anos nesta quarta-feira, 15.

O arcebispo falou de uma “situação desastrosa” que provocaram milhares de mortes e feridos; destruíram infraestruturas, casas, escolas, hospitais e lugares de culto; devastação de cidades, desnutrição e assistência médica inadequadas. “Esta é a realidade triste que o povo sírio enfrenta a cada dia”, sublinhou. 

“A Santa Sé reitera a sua solidariedade ao povo sírio, sobretudo com as vítimas da violência, e encoraja a comunidade internacional a abraçar a perspectiva das vítimas. Seis anos de massacre inútil mostram mais uma vez a ilusão e a futilidade da guerra como meio para resolver as controvérsias. A ambição pelo poder político, os interesses egoístas e a cumplicidade dos que fomentam a violência e o ódio, com a venda de armas, provocaram um êxodo de 5 milhões de pessoas da Síria desde 2011, deixando para trás 13 milhões e quinhentas mil pessoas cuja metade é criança”, disse o arcebispo.

“Diante desses números, o diálogo em todos os níveis, é o único caminho que temos”, disse Dom Jurkovic, reconhecendo os pequenos passos feitos recentemente nesta direção, mas reiterando com veemência “que a situação da Síria não pode ser resolvida com uma solução militar. Não devemos ceder à lógica da violência, pois a violência gera somente violência”, acrescentou.

O representante da Santa Sé disse ainda que é inaceitável as crianças que paguem o preço mais alto. Algumas delas, ressaltou ele, não conhecem outra realidade a não ser a guerra. Outras nasceram debaixo de bombardeios e sofrem pressões psicológicas enormes. “Raramente, aparece um sorriso em seus rostos. O sofrimento se manifesta em seus olhos espantados. Acordam com os sons de explosões, de bombas e mísseis’, afirmou.

“O Papa Francisco manifestou várias vezes sua proximidade ao povo sírio, sobretudo às crianças afetadas por este conflito brutal, privadas da alegria da infância e adolescência, como também da possibilidade de brincar e ir à escola”, disse ainda Dom Jurkovic.

Por fim, Dom Ivan Jurkovic enfatizou o apelo da Igreja pela paz para o povo sírio:

“A Santa Sé faz um novo apelo para que a paz, o perdão e a reconciliação possam triunfar sobre a violência e o ressentimento. Seis anos de conflito mostram a falência da comunidade internacional. A situação na Síria é nossa responsabilidade comum como família de nações. Os direitos do povo sírio, independentemente da identidade religiosa ou étnica, devem ser tutelados a fim de que todos os sírios partilhem as aspirações pela justiça e paz, elementos fundamentais para o desenvolvimento humano integral. A este propósito, é muito importante que as minorias religiosas e étnicas não se tornem pedras de um jogo geopolítico, mas sejam plenamente envolvidas num processo negociável transparente e inclusivo, com direitos e responsabilidades iguais, pois essa é a única maneira para construir um futuro de paz”.

“A dignidade inerente a toda pessoa humana deve ter precedência sobre o poder e vingança. O sofrimento injusto das vítimas inocentes desse massacre sem sentido deveria motivar todas as partes envolvidas a se comprometer com o diálogo sério e a trabalhar pelo futuro de paz e justiça”, concluiu o arcebispo.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Santa Sé reitera “não” à pena de morte https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-reitera-nao-a-pena-de-morte/ Thu, 02 Mar 2017 15:08:14 +0000 http://teste.toqueto.com/santa-se-reitera-nao-a-pena-de-morte.html A Santa Sé reiterou sua postura contrária à pena de morte em novo pronunciamento na ONU em Genebra nesta quarta-feira, 1º. A Igreja foi representada por seu observador permanente junto à entidade, Dom Ivan Jurkovic.

O arcebispo considerou que, no estado atual, não há provas suficientes para demonstrar que a pena de morte tenha um efeito de impedimento sobre a criminalidade. Exprimindo apreço pelos esforços adotados em muitos países para a eliminação da pena capital, ele enfatizou a sacralidade da vida humana desde a concepção à morte natural e, citando Papa Francisco, reiterou que “mesmo um criminoso tem o direito inviolável à vida”.

“A justiça humana, na verdade, é falível, a pena de morte irreversível” e às vezes é aplicada também em pessoas inocentes. Por esse motivo, Dom Ivan convidou as autoridades legislativas e judiciárias a procurar sempre garantir a possibilidade para os culpados se arrependerem e pagarem por seus crimes. Ele cita ainda o Papa: “Para um Estado de direito, a pena de morte representa um fracasso, porque obriga um Estado a matar em nome da justiça. Mas a justiça nunca é alcançável através da morte de um ser humano”.

O representante da Santa Sé defendeu que existem medidas mais humanas para enfrentar o crime. Ele pontuou a necessidade de assegurar à vítima o direito à justiça e ao criminoso a possibilidade de mudar de vida. “Isso favorecerá o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária, no pleno respeito da dignidade humana”.

Por fim, confirmando o empenho da Santa Sé em conseguir a abolição do uso da pena de morte e em apoiar, como medida provisória, as moratórias estabelecidas pela resolução da Assembleia Geral 2014, Dom Ivan convidou os Estados-membro a melhorar as condições de detenção no respeito pela dignidade de cada pessoa, independente do crime cometido, e a garantir o direito dos acusados a um processo équo e justo.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano em italiano

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Santa Sé sobre diálogo inter-religioso: não tolerância, mas irmandade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-sobre-dialogo-inter-religioso-nao-tolerancia-mas-irmandade/ Mon, 13 Feb 2017 10:24:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44345 O papel do diálogo é estratégico em todos os níveis: no nível diplomático, entre credos religiosos e no plano intercultural. Em particular, o diálogo entre tradições religiosas pode contribuir notavelmente a plasmar a consciência humana.

Foi o que afirmou o observador permanente da Santa Sé no escritório da ONU e em outras organizações internacionais em Genebra, na Suíça, Dom Ivan Jurkovic, em pronunciamento esta sexta-feira (10/02) no encontro centralizado no tema “2º Diálogo sobre a Fé, construção da paz e desenvolvimento”, promovido pelas Nações Unidas e pela Organização da Cooperação Islâmica.

Amizade fraterna e harmonia sejam pontes entre religiões

No início de seu discurso, o arcebispo esloveno recordou o encontro inter-religioso realizado em 2 de outubro passado na mesquita “Heydar Aliyev” em Baku, no Azerbaijão, com o xeque dos muçulmanos do Cáucaso e com representantes das outras comunidades religiosas do país.

“É um grande sinal encontrar-nos em amizade fraterna neste lugar de oração, um sinal que manifesta aquela harmonia que as religiões juntas podem construir, a partir das relações pessoais e da boa vontade dos responsáveis”, afirmara o Papa Francisco naquela ocasião.

Não tolerância, mas irmandade

Efetivamente, nosso terreno comum não é a simples tolerância, porque esta tem um significado negativo, disse o representante vaticano.

As relações entre credos religiosos deveriam ser baseadas no conceito mais dinâmico da irmandade. Seremos responsáveis não somente pelas ações que empreenderemos, mas também por aquelas que não tomaremos. A harmonia não deve limitar-se a uma mera convivência pacífica. Seu verdadeiro sentido é o enriquecimento recíproco, explicou Dom Jurkovic.

A paz é uma conquista dinâmica

Também a paz deve ser vista com uma conotação positiva e dinâmica: a paz não significa simplesmente reconhecer o status quo, mas é uma contínua e construtiva melhora da nossa situação como família humana.

Ademais, uma paz baseada no medo e na dissuasão não pode ser considerada uma paz verdadeira. Referindo-se ao discurso que o secretário das Relações com os Estados, Dom Paul Richard Gallagher, fez em 30 de janeiro passado em Hiroshima às autoridades civis e religiosas, o prelado recordou a ameaça das armas nucleares. Não podemos aceitar que estas armas mantenham a estabilidade mundial mediante, porém, o equilíbrio do terror, ressaltou.

Na origem dos conflitos, uma visão limitada da pessoa humana

O diálogo inter-religioso e o empenho de comum acordo são cruciais para gerir eficazmente vários problemas globais, entre os quais os que estão relacionados aos direitos humanos, às migrações, às mudanças climáticas e à proteção do ambiente.

Além disso, não se deve ceder à tentação de ler as situações de tensão mediante a visão do confronto de civilização. Essa interpretação tem um impacto negativo nas religiões. Mas na origem de todas essas situações dramáticas encontra-se uma visão limitada da pessoa humana que abre o caminho para a difusão de injustiça e desigualdade, determinando desse modo situações de conflito, ponderou o representante da Santa Sé.

Paz e justiça nascem nos corações e nas mentes

A busca da paz e da justiça deve ter início em nossas mentes e em nossos corações: as religiões são chamadas a “edificar a cultura do encontro e da paz, feita de paciência, compreensão, passos humildes e concretos”, afirmara o Papa Francisco no referido encontro inter-religioso de 2 de outubro.

“A fraternidade e a partilha que desejamos fazer crescer não serão apreciadas por quem quer aumentar divisões, intensificar tensões e obter ganhos de contraposições e contrastes”, acrescentara o Papa. “Porém, são evocadas e esperadas por quem deseja o bem comum.”

A não-violência modela sociedades pacificadas e reconciliadas

Em muitas partes do mundo, a começar do Oriente Médio – disse em seguida Dom Jurkovic –, uma abordagem que preveja a construção da paz mediante o estilo da não-violência é hoje tão necessária não somente para acabar com o conflito sírio, mas também para promover sociedades plenamente reconciliadas e para renovar a pacífica convivência civil.

O diplomata vaticano acrescentou que o Papa Francisco fez do diálogo inter-religioso uma de suas prioridades. Durante a viagem à República Centro-Africana, encontrando muçulmanos, católicos e protestantes, o Santo Padre recordou, entre outras coisas, que a religião não divide as pessoas, sobretudo as une.

Manipulação da religião pode acabar em violências e conflitos

As comunidades religiosas e étnicas jamais devem tornar-se um instrumento de lógicas geopolíticas regionais e internacionais, ressaltou o arcebispo.

Na carta de 2015 aos bispos da Nigéria, o Papa ressalta que quando inocentes são assassinados em nome de Deus, a religião não deve ser chamada em causa, mas a sua manipulação para outros fins.

Em sua recente viagem apostólica à Suécia o Papa recordou também a necessidade de curar as feridas do passado, de empreender um caminho comum. Esse diálogo é possível e o demonstra o exemplo do histórico encontro em Cuba entre o Santo Padre e o Patriarca Kirill de Moscou, afirmou Dom Jurkovic.

Paz, justiça e perdão são complementares

Por fim, o representante vaticano recordou os múltiplos esforços do Papa em favor da promoção da paz. Em particular, deteve-se sobre o encorajamento à Venezuela a um diálogo social autêntico e construtivo.

Igualmente, referindo-se à delicada situação na Colômbia, o Papa Francisco ressaltou a importância da unidade, da reconciliação e do perdão. Paz, justiça e perdão são reciprocamente complementares: não pode haver paz sem justiça, nem verdadeira justiça sem perdão, concluiu.

Por Rádio Vaticano

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