Dom Gil Antônio Moreira - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Dom Gil Antônio Moreira - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 As Igrejas que compõem a unidade Católica https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/as-igrejas-que-compoem-a-unidade-catolica/ Mon, 09 Sep 2019 18:16:43 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56684 Quando Cristo rezou prevendo sua morte, pediu ao Pai, por três vezes, a unidade de seus seguidores. Tal oração encontra-se no evangelho de São João, onde se pode ler: “Pai, que todos sejam um, como eu e Tu, para que o mundo creia” (cf Jo. 17, 21). Na força desta oração, tem origem o termo Católico, cuja raiz está na língua grega (Katolikòs) que significa universal, totalidade, unidade de um povo.

Quando nos referimos ao termo Católico, normalmente pensamos na Igreja latina, sem nos recordarmos que, além do rito romano, há muitas outros que compõem a catolicidade da Igreja. Na verdade, existem hoje 24 igrejas sui iuris, ou seja, com organização própria tanto no seu ordenamento jurídico como na liturgia, mas todas unidas na comunhão romana, com a mesma doutrina, e reconhecendo o Papa como legítimo Sucessor de Pedro, prestando-lhe obediência.

De fato, a Igreja do rito latino, ou romano, é a maior em número, abrangendo todo o Ocidente e algumas áreas orientais. Muitas outras, porém, existem com certa autonomia em suas expressões e em sua organização interna. As mais conhecidas, no Brasil, são as dos ritos melquita, ucraniano, ortodoxo católico, além da Igreja Maronita, a Igreja Armênica.

O Concilio E. Vaticano II publicou o Decreto Orientalium Ecclesiarum com normativas para as Igrejas Orientais e diz em sua introdução: “A Igreja Católica aprecia as instituições, os ritos litúrgicos, as tradições eclesiásticas e a disciplina cristã das Igrejas Orientais. Com efeito, ilustres em razão da sua veneranda antiguidade, nelas brilha aquela tradição que vem dos Apóstolos através dos Padres e que constitui parte do patrimônio divinamente revelado e indiviso da Igreja universal”.

Porém, o termo Sui Iuris não foi usado pelo Concílio, que se refere às Igrejas Orientais como Ritos e teve certo cuidado ao usar o termo Igrejas Particulares referindo-se a elas, reconhecendo nelas algo específico em relação às dioceses do rito latino. As Igrejas sui iuris, agindo em comunhão plena com o Bispo de Roma, reconhecem nele não só símbolo, mas garantidor e responsável pela unidade entre os cristãos, pela autoridade que lhe cabe tanto nas áreas administrativas quanto teológicas.

No Codex Iuris Canonici Ecclesiae Orientalis, promulgado a 8 de outubro de 1990, pelo Papa João Paulo II, o termo aparece para designar tais grupos de cristãos organizados no Oriente de fortíssima tradição histórica, cujas bases se encontram na primitiva organização eclesial dos cinco patriarcados – Roma, Constantinopla (ou Bizâncio), Jerusalém, Antioquia e Alexandria – que já reconheciam o primado da Igreja de Roma.

Unidos como autênticos irmãos de várias tradições, vivendo em paz e harmonia com o Sucessor de Pedro, os cristãos reunidos numa única Igreja Católica, prosseguem seu caminho rumo à Igreja celeste, onde prevalece a mais perfeita unidade, na comunhão perpétua dos santos, regida pela Trindade Santíssima.

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo de Juiz de Fora

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Santuário Nacional de Aparecida recebe 10ª Romaria do Terço dos Homens https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santuario-nacional-de-aparecida-recebe-10a-romaria-do-terco-dos-homens/ Tue, 20 Feb 2018 08:04:45 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50878 Foi iniciada oficialmente na última sexta-feira, 16 de fevereiro, a 10º Romaria Nacional do Terço dos Homens no Santuário de Aparecida. O evento, que durou três dias, reuniu mais de 70 mil homens à Casa da Mãe Aparecida, se tornando a maior romaria recebida no Santuário Nacional.

Seguindo o tema “Terço dos Homens, em Comunhão com as Vocações, resgatando Famílias”, o Padre João Batista, que celebrou a Missa do primeiro dia ressaltou que o Terço dos Homens apesar de ser uma novidade no Brasil, deixou de ser um modismo para se tornar uma profissão de Fé. “Alguns grupos do terço dos homens têm trazido verdadeiros testemunhos de conversões”, afirmou.

Além disso, o reitor do Santuário de Aparecida contou também que a recitação do terço também opera o resgate da família, explicando que quem é fiel ao terço, com certeza é também fiel a família. “O Terço dos Homens tem mostrando o quanto se pode realizar transformações a partir da força da fé”.

No dia seguinte, 17, o evento foi iniciado às 07h30, em frente à Tribuna Papa Bento XVI, onde uma multidão de homens de todas as idades se reuniu como seus terços para louvar a Mãe de Deus. “Na primeira romaria nós tínhamos seiscentos homens e agora depois de dez anos nós temos essa multidão que não cabe mais dentro do Santuário. É uma multidão incalculável. Então, esse crescimento é uma grande bênção para a Igreja no Brasil. É um movimento que nasceu no meio dos leigos com o apoio da Igreja”, assinalou Dom Gil Antônio Moreira, Bispo referencial do movimento, e Arcebispo de Juiz de Fora (MG) em entrevista ao A12.

Dom Gil presidiu uma Santa Missa na qual tratou sobre o papel de Nossa Senhora na transformação das famílias. “Na ‘Evangelii Gaudium’ o Papa Francisco afirmou: ‘Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais em casa de Jesus, com pobres paninhos e uma montanha de ternura’. Muitas vezes nossos lares podem se parecer muito mais com um curral de animais, com materialismo e até com violências, mas Maria indo a essa casa sabe transformá-la em casa de Jesus”, exortou em sua homilia.

No período da tarde os romeiros participaram da recitação do Santo Terço no Altar Central. A oração puxada pelo coordenador da Romaria do Terço dos Homens, Irmão Viveiros, contou com a presença de Dom Gil Antônio Moreira, do reitor do Santuário Nacional de Aparecida e do Padre Antônio Maria, além de sacerdotes que acompanhavam os diversos grupos.

Ao término do evento o reitor do Santuário anunciou a data da próxima Romaria do Terço dos Homens que será realizada nos dias 15 e 16 de fevereiro de 2019. (EPC)

Por Gaudium Press, com A12

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Nossa Senhora Aparecida conduz o povo a Cristo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/nossa-senhora-aparecida-conduz-o-povo-a-cristo/ Fri, 13 Oct 2017 10:20:13 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48986 Todo o Brasil se engalanou para a grande festa. São 300 anos de bênçãos concedidas por Deus através do singelo símbolo. Uma pequena e graciosa imagem traduz algo mais que a simples aparência. Assim falam os símbolos. Como a aliança na mão dos casais ou a bandeira nacional que tremula sobre um mastro ou uma pequena nota de dinheiro que vale o que nela está estampado, os símbolos nos falam muito além do que a simples vista humana pode alcançar. Para entender os símbolos é necessário mais que apenas visualizá-los, é preciso contemplá-los com a alma. Como num ditado chinês que diz que o sábio aponta para a lua e o tolo olha a ponta do dedo, podemos cair no equívoco de parar com nossos olhos onde o símbolo ainda não chegou com toda a sua mensagem.

A devoção mariana marca a alma do povo brasileiro desde seu início. Através de imagens, Maria de Nazaré vem conduzindo-o para Cristo, e repetindo a cada gesto, o que aconteceu em Caná da Galileia, conforme narrativa de João (cf. Jo 2,1-12). Eis aí a fundamentação bíblica que explica toda a confiança que nossa gente deposita em Nossa Senhora Aparecida.  Foi no momento de apuro em Caná, que ela interveio em favor da família, suplicando a seu Filho solução. E ele a atendeu. O milagre que Deus faz através da intercessão da Mãe de seu Filho, Verbo Encarnado, continua na história através das mais variadas formas, inclusive por meio da devoção popular, pois grande é sua misericórdia e seu amor não conhece limites.

Ao lançar o Ano Mariano preparatório para a festa que culminou no dia 12 passado, o Presidente da CNBB, Cardeal Sérgio da Rocha, afirmava que este seria “um ano para celebrar, para comemorar, para louvar a Deus, mas também para reaprender com Nossa Senhora como seguir Jesus Cristo, como ser cristão hoje”. E prosseguiu: “Nós esperamos muito que o Ano Mariano possa ser de intensa evangelização com Maria, contando com a sua proteção, seguindo os seus exemplos, mas sendo essa Igreja em saída, essa Igreja misericordiosa, que a exemplo de Nossa Senhora vai ao encontro dos irmãos para compartilhar a alegria do Evangelho de Jesus Cristo, alegria da fé em Cristo”.

Escrevendo aos Bispos reunidos na XXXVI Assembleia da Conferência Episcopal Latino Americana, em maio passado, o Papa Francisco afirmou: “Em Aparecida, encontramos a dinâmica do povo fiel que se confessa pecador e salvo (…), um povo consciente de que suas redes, sua vida, está cheia de uma presença que o anima a não perder a esperança; uma presença que se esconde no cotidiano do lugar e das famílias, nestes silenciosos espaços em que o Espírito Santo continua apontando ao nosso Continente. Tudo isto nos apresenta o formoso ícone que a nós pastores convida a contemplar”.

O Papa Francisco valorizou a celebração e o amor do povo brasileiro a Nossa Senhora, com outros expressivos gestos. Concedeu indulgência plenária, durante o Ano Mariano, aos peregrinos do Santuário Nacional e das Paróquias a ela dedicadas, mandou edificar, nos jardins do Vaticano, monumento à Padroeira do Brasil, enviou mensagens, escreveu linda oração, mandou seu Legado para as celebrações e, por fim, ofereceu a Rosa de Ouro ao Santuário de Aparecida, prêmio raro e singular que a Santa Sé reserva para ocasiões muito especiais, tendo afirmado anteriormente, que “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe”.

Com olhos fixos na Mãe do Senhor, o povo brasileiro prossegue seu caminho na construção de uma sociedade justa e fraterna, ouvindo de seus lábios, outra vez: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2, 5).

Por Dom Gil Antônio Moreira – Arcebispo de Juiz de Fora

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Por que a Páscoa não tem data fixa? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/por-que-a-pascoa-nao-tem-data-fixa/ Fri, 31 Mar 2017 09:46:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45220 Ao chegar a Páscoa, muitos se perguntam: em que dia cairá? Por que não há uma data fixa?

Sabemos que a Páscoa cristã se celebra sempre num domingo, mas a cada ano variam-se as semanas e, às vezes, o mês. Entre os católicos, costumeiramente se diz que não há Páscoa antes de São José (19 de março) nem depois de São Marcos (25 de abril). 

As expressões “Páscoa baixa”, “Páscoa média” e “ Páscoa alta” estão relacionadas a esta movimentação da maior das efemérides cristãs que transita entre as últimas semanas de março e a última de abril. 

Para se calcular a data da Páscoa, quando se celebra a jubilosa Ressurreição do Senhor, são importantes duas referências: a história do povo de Israel e a ciência da astronomia. Na verdade, as duas coisas andam juntas. Na Páscoa judaica (Pessah, na língua hebraica), recorda-se a passagem da noite em que povo hebreu ficou livre da escravidão do Egito, depois de uma série de inequívocas intervenções de Deus, primeiro com pragas enviadas ao Faraó opressor, e uma sequência de bênçãos prodigiosas, como a passagem do Anjo Exterminador, a travessia do Mar Vermelho, o Maná do Deserto, as codornizes, a água que brotou da rocha e outros sinais. Tal libertação se deu no primeiro plenilúnio após o equinócio da primavera do hemisfério norte, que acontece entre os dias 19 a 21 de março. 

A morte de Cristo também se deu numa sexta-feira, antes da festa da Páscoa do povo hebreu, repousando na penumbra do sepulcro no Shabat (sábado) e ressuscitando na manhã clara do primeiro dia da semana, que os cristãos desde então chamam de Domingo, ou seja, Dies Domini (Dia do Senhor).

O equinócio é um fenômeno natural constatado pela astronomia, quando o sol, pela sua posição em relação à Terra e à Lua, emite seus raios de forma exatamente perpendicular à linha do equador, ocorrendo então a equiparação das horas do dia e da noite, tendo cada um pontualmente 12 horas. O termo ‘equinócio’ tem origem na língua latina: aequus (igual) e nox (noite). No ano há dois equinócios: o de março, entre os dias 19 e 21, que dá início a estação da primavera no hemisfério norte e outono, no hemisfério sul; e o de setembro, entre os dias 20 e 23, que estabelece o início das novas estações nos dois hemisférios, de forma inversa à anterior.

Pelos estudos cronológicos, a data fixa da morte de Cristo teria sido, mais ou menos, no dia correspondente ao 3 de abril do nosso calendário atual. A imprecisão se verifica, porque nossos calendários não conseguem ser matematicamente exatos, por haver certa discordância entre a forma de contar os dias e a realidade da incidência da luz proveniente dos astros. Vejamos que o ano não tem exatamente 365 dias, mas se compõe ainda de algumas horas, minutos e segundos (365d 5h 48m 46s). É necessário também levar em consideração o desenvolvimento da astronomia e da cronologia na história. Em vários momentos foi necessário haver medidas para acertar e corrigir distorções na organização do tempo. Por exemplo, nos tempos modernos, no ano de 1582, o Papa Gregório XIII, orientado por estudiosos da astronomia, determinou a eliminação de 10 dias no calendário, exatamente de 5 a 14 de outubro, pois havia desencontro entre a realidade solar e a contagem dos dias no ano. Isto veio também ajustar a data da Páscoa. Por causa desta louvável iniciativa do Papa mencionado, o calendário que se usa hoje se chama Calendário Gregoriano.

Vejamos, portanto, que não há Páscoa sem lua cheia e nem sem mudança de estação. Na Páscoa tudo se renova, tudo revive, tudo se ilumina da forma mais exuberante possível, pois, segundo a fé dos judeus e a dos cristãos, assim é que se revela a grande misericórdia de Deus que não quer a morte do pecador, nem a escravidão da criatura humana nas trevas do erro e da ilusão, mas quer que ele viva, e seja feliz.

A Páscoa preside todo o calendário litúrgico cristão, estando as festas móveis sujeitas à data da Páscoa, como, por exemplo, a 4ª feira de Cinzas, que dá início à quaresma quarenta dias antes da celebração pascal, além das festas posteriores à Páscoa, como Pentecostes, Corpus Christi e outras celebrações móveis.

Por Dom Gil Antônio Moreira – Arcebispo de Juiz de Fora

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Outra vez ideologia de gênero https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/outra-vez-ideologia-de-genero/ Fri, 24 Mar 2017 09:48:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45091 Sei que há opiniões divergentes. A questão “gênero” é uma das polêmicas mais debatidas na atualidade. O que deverão prevalecer? As correntes do modismo, os interesses particularizados de minorias, ou o bom senso da razão?  O que se está propondo (ou impondo) é uma revolução dos conceitos e dos costumes. As revoluções podem ser boas ou más, mudar para melhor ou para pior. Elas são geralmente resultado de uma ideia que, de alguma forma, pegou. Porém, também nem sempre o que pegou é bom. A ideias nazistas e fascistas pegaram, à época, mas não eram boas e geraram guerra mundial. As consequências vão demonstrar onde está a verdade. Mas, pela experiência da história, podemos evitar desastres desnecessários. 

O critério para decisões nas horas acaloradas não pode ser outro senão o respeito à ordem natural das coisas, a dignidade das pessoas, e a legitimidade do método.  No caso da agenda de gênero, me parece haver vários enganos que poderão causar danos irreparáveis. Em primeiro lugar, afirmar que ninguém nasce homem ou mulher e que isso é resultado pura e simplesmente das influências sociais, é evidente e clamoroso equívoco, uma vez que desconhece, de forma absoluta, o dado biológico. Por natureza, os seres vivos são criados em machos e fêmeas, e isso não é apenas um acaso, mas a ordem natural que possibilita a procriação e a harmonia entre os seres vivos. A natureza já nos traz prontos e isto não pode ser encarado como uma agressão da mesma. Há coisas que devem ser recebidas como um dom e não como uma imposição. Seria uma deformação psicológica ver em tudo opressão. Você, se nasceu no Brasil, nasceu brasileiro, se nasceu no Japão, será sempre japonês. Ainda que você, por opção, se naturalize em outro país, a sua origem nunca poderá ser negada. Há, portanto, um dado original que lhe determina a existência. 

No campo da sexualidade, se ao caminhar da vida algo de diferente apareceu no organismo psicológico ou em opções pessoais, trata-se de exceção e deve ser visto, respeitosamente, como tal. As pessoas não têm culpa de terem esta ou aquela tendência. Mas é preciso tratar as coisas com objetividade. Se você, por exemplo, se sente japonês num corpo brasileiro, todos o respeitarão, mas seria um contra-senso exigir que a todos nasçam sem nacionalidade ou naturalidade definida, e tentar criar legislação que proibisse todas as pessoas de se reconhecerem como tais, dando-lhes o pseudodireito, antinatural, de esperar ter a idade da razão para saber se quer ser brasileiro, japonês, ou ter qualquer outra naturalidade.  

Se se procura com o respeito pelas opções, é necessário observar que a liberdade das opções tem limites e consequências. Mesmo as opções por algo que julgo bom, devem ser averiguadas. É preciso saber se vão causar danos a alguém, ao grupo humano de que fazemos parte e até à humanidade inteira. Por exemplo, a opção pelo desmatamento pode ser julgada por alguém como algo bom, pois poderá gerar lucros e para estes autores da desflorestização o lucro é tentador. Mas, sabemos que tal ato causa um grande prejuízo ao meio ambiente e gera situações de morte para pessoas humanas e outros seres vivos. 

Os métodos para conseguir prevalecer ideias devem ser legítimos e respeitosos. Não me parece que isto esteja acontecendo, com relação à ideologia de gênero. A instrumentalização da mídia com casuísmos dramáticos, com exemplos particularizados, a forma de impor tal agenda nos planos municipais de educação, de juventude, da mulher e outros, além do uso de material didático, verdadeira literatura pornográfica, já distribuído nos últimos anos sem nenhuma aprovação, não tem nada de democrático. 

O direito das famílias de educarem seus filhos conforme suas consciências e suas crenças é totalmente desprezado, não lhe reconhecendo nenhum direito de falar, de argumentar ou de optar por algo que lhe seja valor inalienável, e se o fizer será pejorativamente criticado com termos como conservadorismo, homofobia, atitude contra os direitos das mulheres e outros. 

Aos cristãos, sejam católicos ou evangélicos, constituidores da grande maioria do povo brasileiro, eu ofereceria a Palavra do Senhor que nos chama a lutar com destemor: “No mundo tereis provações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16, 33). Já enfrentamos coisas piores na história, mas sempre venceu o bom senso e a ordem estabelecida por Deus. No espírito da Quaresma que prepara a Páscoa, lutemos com as aramas da paz e da justiça, do respeito, da coragem e do amor, certos de que a vitória será da vida, pois Cristo venceu o pecado e a morte, ressuscitou e está vivo para sempre.

Por Dom Gil Antônio Moreira – Arcebispo de Juiz de Fora

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Romaria do Terço dos Homens supera expectativa e reúne 70 mil https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/romaria-do-terco-dos-homens-supera-expectativa-e-reune-70-mil/ Tue, 21 Feb 2017 09:06:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44533 No ano em que a Igreja no Brasil celebra os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, a 9ª Romaria do Terço dos Homens aos Santuário Nacional registrou um recorde nos dias 17 e 18 de fevereiro. Eram esperados 50 mil romeiros de todo o país, mas 70 mil homens acorreram à Casa da Virgem Aparecida para este momento de oração.

“São 70 mil famílias representadas na Casa de Maria. É a romaria dos 300 anos”, disse Dom Gil Antônio Moreira, o Arcebispo de Juiz de Fora (MG) e referencial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para o Terço dos Homens, que presidiu a Missa na Basílica Nacional.

A 9ª Romaria Nacional do Terço dos Homens aconteceu no último fim de semana, 17 e 18 de fevereiro, tendo início com a Missa no altar central da Basílica. Em seguida, os romeiros participaram de uma procissão luminosa até o Porto Itaguaçu, onde foi encontrada a imagem da Virgem de Aparecida.

Ainda na noite de sábado, começaram uma vigília e adoração ao Santíssimo que durou até a manhã de domingo, quando se reuniram em frente à Tribuna Papa Bento XVI. Neste local, conforme relata o portal A12, do Santuário de Aparecida, muitos ficaram surpresos com a grande quantidade de peregrinos. “Parece o dia em que o Papa Francisco esteve aqui”, diziam.

No domingo pela manhã, Dom Gil Antônio Moreira presidiu a Santa Missa, quando reforçou a ideia da necessidade de “lançar as redes” e ressaltou que “rezar o terço é instrumento catequético que reaviva a fé e fortalece a comunhão com Deus”.

Após a celebração, a romaria seguiu com a reza do terço e, por fim, a Consagração à Nossa Senhora Aparecida.

O movimento Terço dos Homens foi fundado no Brasil por Frei Peregrino, religioso Francisco de Penedo (AL), em um povoado de Sergipe, no dia 8 de setembro de 1936. Depois de 80 anos de sua fundação, milhares de homens se reúnem semanalmente em todo o país para rezar o Santo Terço.

Por ACI Digital

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