dom Erwin Kräutler - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png dom Erwin Kräutler - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Dom Erwin Kräutler: “São ‘inimigos da Cruz de Cristo’ os que querem separar a fé da vida” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/dom-erwin-krautler-sao-inimigos-da-cruz-de-cristo-os-que-querem-separar-a-fe-da-vida/ Fri, 07 Jun 2019 12:08:23 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55569 “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Este é o tema escolhido pelo Papa Francisco para a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos deste ano, que acontecerá entre os dias 6 e 27 de outubro. Em entrevista à revista Bote Fé, da Edições CNBB, o bispo emérito do Xingu (PA), dom Erwin Kräutler, que é coordenador da Rede Eclesial Pan-Amazônica no Brasil (REPAM-Brasil), apresenta as principais reflexões que estão na pauta do Sínodo desde a convocação feita pelo Papa Francisco em 2017. Ele também comenta o trabalho desenvolvido no âmbito da REPAM-Brasil, organismo vinculado à Comissão Episcopal Especial para a Amazônia da CNBB, da qual também é um dos membros.

Dom Erwin também fala da preocupação por parte do governo brasileiro com o Sínodo. Para ele, quem deu maior publicidade ao Sínodo para a Amazônia foi o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, “com seu pavor de toda essa movimentação nas comunidades amazônicas afetar a ‘soberania’ nacional. Se nós bispos e peritos falamos na Aula Sinodal no Vaticano em exigências de necessidade básica dos povos na Amazônia, será que isso pode ser taxado de intromissão indébita na política do governo ou, pior, agressão à soberania nacional?”, questiona.

Confira a entrevista na íntegra:

A Assembleia do Sínodo dos Bispos conta com um processo de escutas nas realidades abordadas pelo tema proposto pelo papa. Neste Sínodo especial para a Amazônia o que foi possível escutar dos povos amazônicos, quais os principais desafios neste contexto dos novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral?

O método que já foi usado nos Sínodos sobre a Família e sobre os Jovens é a “Escuta” como primeira etapa. O papa Francisco insistiu que se ouvisse as bases. Não quis apenas uma análise de conjuntura elaborada por um cientista ou perito, um “Ver” a partir da cátedra de um professor que conhece a Amazônia. O Ver da preparação para o Sínodo é mais um Escutar o que falam os indígenas, os ribeirinhos, os quilombolas, as comunidades do campo e da cidade. Para chegar a uma consulta abrangente, o Conselho Pré-sinodal convocado pelo papa elaborou uma introdução com quesitos a serem respondidos. O papa queria saber o que pensa o Povo de Deus sobre “as ameaças e dificuldades para a vida, o território e a cultura; sobre as aspirações e desafios dos povos amazônicos em relação à Igreja e ao mundo; que esperança oferece a presença da Igreja às comunidades amazônicas para a vida, o território e a cultura; como a comunidade cristã pode responder ante a situações de injustiça, pobreza, desigualdade, violências (droga, exploração sexual, discriminação dos povos indígenas, migrantes etc.) e de exclusão.”

Outra preocupação é que 70% das comunidades na Amazônia brasileira têm a graça de participar da celebração eucarística apenas três a quatro vezes por ano. A Eucaristia, em vez de ser “a fonte e o ápice de toda a vida cristã” (Concílio Vaticano II, Lumen Gentium 11) se torna um ato litúrgico de exceção, “coisa de padre”, quando ele aparece algumas poucas vezes ao ano. Por isso, o Conselho Pré-sinodal formulou uma pergunta específica: “Um dos grandes desafios pastorais da Amazônia é a impossibilidade de celebrar a Eucaristia com frequência e em todos os lugares. Como responder a essa situação?” Outra importante questão para o papa é o papel dos leigos, especialmente das mulheres. Por isso os questionamentos: Como reconhecer e valorizar o papel dos leigos nos diferentes âmbitos pastorais (nos campos catequéticos, litúrgicos e sociais)? A participação das mulheres em nossas comunidades é de suma importância. Como reconhecer e valorizar essa participação no horizonte dos novos caminhos?”

O que o Sínodo para a Amazônia sinaliza e pede à Igreja no Brasil como um todo?

Em 15 de outubro 2017 o papa convocou uma Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazônia. Não será realizada em um dos países que compõem a Amazônia, mas em Roma para, por um lado, dar uma ênfase especial no âmbito do mundo todo à realidade dessa macrorregião e, por outro, para ele mesmo poder participar integralmente do evento. Obviamente, em primeiro lugar, são chamadas todas as dioceses da Amazônia para detectar novos caminhos de Evangelização e engajar-se em favor de uma ecologia integral. Por ocasião da Jornada Mundial da Juventude em 2013, no Rio de Janeiro, o papa Francisco chamou a Amazônia de “teste decisivo, banco de prova para a Igreja e a sociedade brasileiras”. A defesa da Amazônia na realidade não é apenas um teste decisivo para o Brasil, mas para a Pan-Amazônia e toda a humanidade.

Os novos caminhos exigem novas atitude e até conversão. A Igreja vai se “converter” como esperam os povos?

A “conversão” é um esforço permanente de toda a Igreja. “Ecclesia semper reformanda” é um ditame cunhado originalmente pela Reforma Protestante, mas posteriormente também usado pelos papas João Paulo II, Bento XVI e o atual papa Francisco. De fato, embora as grandes verdades de nossa fé sejam imutáveis há realidades que são perfeitamente modificáveis de acordo com as culturas dos diversos povos, a época em que se vive e ciências que abrem novos caminhos de compreensão. O Concílio Vaticano II não alterou dogmas, mas seguiu a orientação do papa São João XXIII que o convocou. João XXIII insistiu num “aggiornamento”, numa atualização da ação pastoral e evangelizadora aos novos tempos.

Por exemplo, não entendemos mais a Igreja Missionária no sentido do Concílio de Trento (1545 – 1563), mas baseamos nosso empenho em tantas frentes missionárias no Decreto “Ad gentes” que nos exige uma outra aproximação em nome do Evangelho aos povos e às pessoas respeitando as suas culturas e sua história.

A Santa Missa que hoje celebramos segundo Paulo VI fundamentalmente não se distingue da Santa Missa proposta pelo papa Pio V, mas a liturgia se adaptou a compreensão dos fiéis em nossos tempos e deve adaptar-se cada vez mais para tornar-se uma celebração sempre mais participativa. Será que se justifica que na Amazônia se celebre os Sacramentos do mesmo jeito como na Basílica de São Pedro? As culturas originárias dos diversos povos não devem ser levadas em conta?

Nesse contexto, conversão, “metanoia”, significa mudar de mentalidade a partir das culturas autóctones e não continuar a subjugá-las ou substituí-las por culturas estranhas. A Igreja nos seus primórdios se esmerou em respeitar idiomas, culturas e tradições dos diversos povos que aderiram ao “Caminho” (Cf. At 9,2; 22,4). Do mundo semítico passou para o mundo grego e daí para o mundo romano que até hoje, de certa forma, exerce sua predominância. Não se trata de abolir as verdades eternas, mas de cambiar a roupagem em que as apresentamos.

O senhor e dom Cláudio estão à frente desse trabalho da REPAM e já são bispos eméritos. O que representam para o senhor, para seu ministério, estes acontecimentos recentes, desde a fundação da Rede Eclesial Pan-Amazônica?

Somos, sim, bispos “eméritos”, mas isso não significa que penduramos definitivamente as chuteiras e viramos peças de museu. Por causa de nossa idade, fomos dispensados pelo papa de coordenar e presidir uma diocese. Assim, dispomos agora de mais tempo para servirmos a causas supra-diocesanas. Somos solicitados a assumir ministérios que um bispo diocesano dificilmente poderia assumir integralmente.

A REPAM foi criada em setembro de 2014 e o papa Francisco quer que seja uma rede que abranja todos os países que compõem a Amazônia. Dom Cláudio assim elucida a finalidade da REPAM: “A Igreja na Amazônia quer se juntar a uma rede para somar esforços, para encorajar uns aos outros e ter uma voz profética nos níveis internacionais mais importantes, quando a Amazônia e seus povos estão em questão”. Há em nível da CNBB a Comissão Episcopal para a Amazônia que se preocupa com a parte brasileira da Amazônia. A REPAM ultrapassa as fronteiras brasileiras e neste momento se preocupa primordialmente com o Sínodo. Já antes da convocação do Sínodo a REPAM prestou um grande serviço na divulgação da Encíclica “Laudato Sì” colaborando com dioceses e regionais no estudo deste documento tão importante que agora se torna base para deliberarmos sobre a segunda parte do objetivo do Sínodo, a “Ecologia Integral”.

Como avalia esta ofensiva do Governo brasileiro na tentativa de interferir na assembleia sinodal?

Todo o movimento nas comunidades cristãs na etapa do estudo e da consulta ficou quase despercebido fora da Amazônia e não parecia ser tema de grande interesse para a Igreja no Brasil além da Amazônia. Havia até gente que se perguntava: Para quê um Sínodo para uma região só? Essa falta de interesse de repente foi substituída por um alvoroço em nível nacional e internacional. O que aconteceu? Quem ajudou o Sínodo para a Amazônia se tornar assunto de primeira página de jornais e de manchetes nos noticiários dos diversos canais de televisão? Foi o excelentíssimo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno com seu pavor de toda essa movimentação nas comunidades amazônicas afetar a “soberania“ nacional. Pondera ainda o ministro-chefe do GSI: “Achamos que isso é interferência em assunto interno do Brasil”.

Por trás de toda essa preocupação militar existe uma visão tremendamente equivocada sobre a missão da Igreja. No Brasil já passamos um longo período em que membros da Igreja, defensores intransigentes dos direitos e da dignidade humanos foram vigiados e investigados. Não nos metemos em política partidária. Procuramos, sim, viver os compromissos que emergem do Evangelho. Não devemos ser ”sal da terra” (Mt 5,13), ”luz do mundo” (Mt 5,14), ”fermento na massa” (cfr. Mt 13,33; Lc 13,20-21)? Se estruturas e medidas governamentais são iníquas, perversas, desumanas, excludentes, não cabe a todos os fiéis e, por excelência, aos bispos exigir que sejam respeitados a dignidade e os direitos de quem foi criado à imagem e semelhança de Deus? A Igreja não legisla sobre políticas públicas, mas exige de cada governo que se esmere em implementar programas de saúde, educação, habitação, segurança, transporte, saneamento básico para os cidadãos e cidadãs do país.

O Sínodo é um acontecimento da e para a Igreja e abrange todas as dimensões de sua ação e de seu empenho. Ao lado da dimensão samaritana existe a dimensão profética que procura as causas da pobreza, da violência, da exclusão, das injustiças que atingem tão fortemente a Amazônia. Se nós bispos e peritos falamos na Aula Sinodal no Vaticano em exigências de necessidade básica dos povos na Amazônia, será que isso pode ser taxado de intromissão indébita na política do governo ou, pior, agressão à soberania nacional? Nós não vivemos a nossa fé em ambiente asséptico, mas no meio do mundo. São ”inimigos da Cruz de Cristo“ (Fil 3,18) aqueles que querem separar a fé da vida e confiná-la no recinto fechado do templo e de sua sacristia. A Constituição pastoral “Gaudium et Spes” do Vaticano II formula magistralmente qual é o papel da Igreja: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e mulheres de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos e discípulas de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração” (GS 1,1).

E a instrumentalização da opinião pública, apontando os temas da ecologia integral como “pautas de esquerda”, como enxerga esta questão?

É de uma incrível ignorância, para não dizer uma estupidez alguém considerar os temas da Ecologia “pautas de esquerda”. Trata-se da defesa do meio ambiente sem o qual o gênero humano não sobrevive. Aí não há direita ou esquerda. Há, sim, uma responsabilidade que cabe a todos os homens e mulheres desse planeta. Deixo o papa Francisco falar na sua Encíclica “Laudato Si’”: “Lanço um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos a construir o futuro do planeta. Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental, que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós” (LS 14).

]]>
55569
Comissão Especial elabora propostas ao Sínodo da Amazônia em 2019 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/comissao-especial-elabora-propostas-ao-sinodo-da-amazonia-em-2019/ Thu, 22 Mar 2018 08:01:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51363 A Comissão Episcopal para Amazônia (CEA) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reuniu-se de 20 a 21/02, em Brasília-DF. Entre as discussões, na pauta, está a preparação do Sínodo para Amazônia cujo tema é “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”, que será realizado em outubro de 2019 em Roma, mas para isso, a Comissão e Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil) buscam sinalizar caminhos para uma efetiva participação das comunidades da região Amazônica na preparação do mesmo. Outro assunto da pauta se refere à proposta de tema e a definição da programação para o “III Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal”, que se realiza a cada dois anos e conta com a participação de todos os bispos e coordenadores de pastoral dos regionais da CNBB na Amazônia Legal e pessoas convidadas. O encontro será realizado em agosto deste ano, em Manaus (AM).

Diante dos grandes desafios na Amazônia, o presidente da CEA e da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), dom Cláudio Cardeal Hummes, convida a partir da convocação do papa Francisco para o Sínodo da Amazônia a rever os caminhos da Igreja na região. “A Igreja precisa rever sua presença, seus caminhos. Formular e construir novos caminhos, não pode ficar sentada, acomodada, numa rotina pastoral e missionária dentro de um certo esquema, precisamos ser capazes de se levantar e ter a coragem de caminhar e aceitar o novo”, enfatiza o cardeal. Dom Cláudio, lembra ainda que é preciso ser uma Igreja presente, vizinha que também cuida da natureza, envolvida com a temática ecológica.

O Cardeal recordou o papa Francisco na Encíclica Laudato si’ “que trata justamente desta crise global, que afeta todo o planeta e não apenas algumas regiões”. Dom Claudio observou que o papa convoca a sociedade humana a somar forças para superar a crise e que a Igreja também precisa se envolver neste esforço. “O papa diz que a terra é nossa casa comum, que está correndo risco iminente de não poder mais oferecer condições de vida aos seres deste Planeta”, lembro a bispo. “O risco é iminente e fatal. Contudo, ainda há tempo para afastar este risco, mas não muito. Por isso, é urgente uma ação também da Igreja”, sinaliza dom Cláudio.

“A Igreja também orienta a humanidade para cuidar da terra, segundo as indicações de Deus. Porém, o mais importante em nossa fé cristã, relativo à terra, é que o Filho de Deus se fez homem para nos salvar da morte e de todos os males. Fez-se homem e tomou o nome de Jesus. O corpo de Jesus, como qualquer corpo humano, é feito dos elementos da terra. Assim, Deus se uniu definitivamente e de modo radical com nosso planeta. Este corpo de Jesus morreu na cruz e depois ressuscitou glorioso e vencedor e está definitivamente junto de Deus. Ora, nesta morte e ressurreição gloriosa a terra toda, presente no corpo de Cristo, toma parte. Assim, há em Cristo uma nova criação e no final dos tempos todo o universo criado de alguma forma misteriosa participará do Reino definitivo de Deus, como nova criação”, afirma dom Cláudio.

O secretário da CEA e coordenador da REPAM-Brasil, dom Erwin Krautler, fala sobre a articulação que a Comissão e a REPAM-Brasil pretendem realizar na Amazônia brasileira nos próximos dois anos em vista da caminhada da Igreja na Região e a preparação para o Sínodo. “Fizemos um apanhado de ideias, com peritos e o resultado é que agora devemos partir para a nossa contribuição de Amazônia brasileira. O Sínodo não vai acontecer se não ouvir o clamor dos povos. A preparação para o Sínodo tem de ficar bem articulado com as bases, temos que ouvir o que o povo vive e sente. E quando falo povo quero dizer: os indígenas, os ribeirinhos, o povo que está na cidade, as comunidades quilombolas e especialmente aqueles que estão marginalizados e que estão menos favorecidos”, indica dom Erwim.

“O objetivo principal do Sínodo é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta”, sinalizou o papa Francisco, em outubro de 2018, ao convocar o Sínodo para a Amazônia.

Por CNBB/Osnilda Lima, fsp – REPAM-Brasil

]]>
51363
Papa escolhe tema e divulga nomeações para Sínodo Pan-Amazônico https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-escolhe-tema-e-divulga-nomeacoes-para-sinodo-pan-amazonico/ Thu, 08 Mar 2018 15:37:30 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-escolhe-tema-e-divulga-nomeacoes-para-sinodo-pan-amazonico.html “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Este será o tema do próximo Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônia estabelecido pelo Papa Francisco nesta quinta-feira, 8. Além do tema, o Santo Padre divulgou o nome dos 18 membros escolhidos para integrar o Conselho Pré-sinodal que preparará a Assembleia Especial do Sínodo marcada para outubro de 2019.

[Na foto, encontro da da Rede Rede Eclesial Pan-Amazônica, em Manaus.]

Entre os membros do Conselho Pré-sinodal estão os brasileiros Cardeal Cláudio Hummes — nomeado Presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônia, o arcebispo de Porto Velho (RO), Dom Roque Paloschi, e o bispo do Mato Grosso, Dom Neri José Tondello. O australiano Dom Erwin Kräutler, bispo emérito do Xingu (Pará) também está entre os membros do Conselho.

O grupo que auxiliará na realização do Sínodo Pan-Amazônico 2019 é composto também pelo Cardeal mexicano Carlos Aguiar Retes, pelo bispo peruano Pedro Ricardo Barreto, o arcebispo Paul Richard Gallagher, o bispo paraguaio Edmundo Ponciano Valenzuela, o bispo argentino Óscar Vicente, o bispo Karel Martinus, o bispo venezuelano José Ángel Divassón, o bispo Rafael Cob García, o bispo boliviano Eugenio Coter, o bispo colombiano Joaquín Humberto e o bispo peruano David Martínez. A irmã María Irene Lopes e o secretário-executivo da REPAM, Maurício Lópes também foram nomeados membros pelo Papa.

Francisco anunciou a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônia, no dia 15 de outubro do ano passado, 2017, antes de rezar a oração mariana do Angelus. Na época, o Santo Padre explicou que a reunião discutirá novos métodos para que a palavra do Evangelho chegue aos indígenas.

“O objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão do nosso planeta. Que os novos Santos intercedam por este evento eclesial para que, no respeito da beleza da Criação, todos os povos da terra louvem a Deus, Senhor do universo, e por Ele iluminados, percorram caminhos de justiça e de paz”, disse Francisco na época.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

]]>
51177
“Extinção da Renca vilipendia democracia brasileira”, afirma Repam em nota https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/extincao-da-renca-vilipendia-democracia-brasileira-afirma-repam-em-nota/ Tue, 29 Aug 2017 07:57:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48173 A Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) divulgou nota ontem, segunda-feira, 28, na qual repudia a extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), feita pelo Governo Federal na última quarta-feira. No texto, o organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) considera que o decreto baixado pelo Executivo “vilipendia a democracia brasileira, pois com o objetivo de atrair novos investimentos ao país o Governo brasileiro consultou apenas empresas interessadas em explorar a região”.

De acordo com a Repam, nenhuma consulta aos povos indígenas e comunidades tradicionais foi realizada, como manda o Artigo 231 da Constituição Federal de 1988 e a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). “O Governo cede aos grandes empresários da mineração que solicitam há anos sua extinção e às pressões da bancada de parlamentares vinculados às companhias extrativas que financiam suas campanhas”, lê-se no texto.

A manifestação da Repam ainda cita como consequências à extinção da área o aumento do desmatamento; a perda irreparável da biodiversidade; a impossibilidade de garantir a proteção da floresta, das unidades de conservação e das terras indígenas; além de representar uma ameaça política para o Brasil inteiro, “impondo mais pressão sobre as terras indígenas e Unidades de Conservação”.

Leia o texto na íntegra, que é assinado pelo presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB e também da Repam, cardeal Cláudio Hummes, e pelo Presidente da Repam-Brasil e Secretário da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, dom Erwin Kräutler:

Brasília, 28 de agosto de 2017

Nota de repúdio ao Decreto Presidencial que extingue a RENCA

Ouvimos o grito da terra e o grito dos pobres

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), ligada ao Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (CELAM), e no Brasil organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com a Comissão Episcopal para a Amazônia, da CNBB, por meio de sua Presidência, unida à Igreja Católica da Pan-Amazônia e à sociedade brasileira, em especial aos povos das Terras Indígenas Waãpi e Rio Paru D’Este, vem a público repudiar o anúncio antidemocrático do Decreto Presidencial, altamente danoso, que extingue a Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (RENCA) na última quarta-feira (23).

A RENCA é uma área de reserva, na Amazônia, com 46.450 km2 – tamanho do território da Dinamarca. A região engloba nove áreas protegidas, sendo três delas de proteção integral: o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, as Florestas Estaduais do Paru e do Amapá; a Reserva Biológica de Maicuru, a Estação Ecológica do Jari, a Reserva Extrativista Rio Cajari, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru e as Terras Indígenas Waiãpi e Rio Paru d`Este. A abertura da área para a exploração mineral de cobre, ouro, diamante, ferro, nióbio, entre outros, aumentará o desmatamento, a perda irreparável da biodiversidade e os impactos negativos contra os povos de toda a região.

O Decreto de extinção da RENCA vilipendia a democracia brasileira, pois com o objetivo de atrair novos investimentos ao país o Governo brasileiro consultou apenas empresas interessadas em explorar a região. Nenhuma consulta aos povos indígenas e comunidades tradicionais foi realizada, como manda o Artigo 231 da Constituição Federal de 1988 e a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O Governo cede aos grandes empresários da mineração que solicitam há anos sua extinção e às pressões da bancada de parlamentares vinculados às companhias extrativas que financiam suas campanhas.

Ao contrário do que afirma o Governo em nota, ao abrir a região para o setor da mineração, não haverá como garantir proteção da floresta, das unidades de conservação e muito menos das terras indígenas – que serão diretamente atingidas de forma violenta e irreversível. Basta observar o rastro de destruição que as mineradoras brasileiras e estrangeiras têm deixado na Amazônia nas últimas décadas: desmatamento, poluição, comprometimento dos recursos hídricos pelo alto consumo de água para a mineração e sua contaminação com substâncias químicas, aumento de violência, droga e prostituição, acirramento dos conflitos pela terra, agressão descontrolada às culturas e modos de vida das comunidades indígenas e tradicionais, com grandes isenções de impostos, mas mínimos benefícios para as populações da região.

Riscos ambientais e sociais incalculáveis ameaçam o “pulmão do Planeta repleto de biodiversidade” que é a Amazônia, como nos lembra Papa Francisco na carta encíclica Laudato Si, alertando que “há propostas de internacionalização da Amazônia que só servem aos interesses econômicos das corporações internacionais” (LS 38). A política não deve submeter-se à economia e aos ditames e ao paradigma eficientista da tecnocracia, pois a prioridade deverá ser sempre a vida, a dignidade da pessoa e o cuidado com a Casa Comum, a Mãe Terra. Em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em 9 de julho de 2015, o papa Francisco não hesitou em proclamar: “digamos não a uma economia de exclusão e desigualdade, onde o dinheiro reina em vez de servir. Esta economia mata. Esta economia exclui. Esta economia destrói a mãe terra”.

Na LS, o papa Francisco alerta ainda que “o drama de uma política focalizada nos resultados imediatos (…) torna necessário produzir crescimento a curto prazo” (LS 178).

Ao contrário, para ele “no debate, devem ter lugar privilegiado os moradores locais, aqueles mesmos que se interrogam sobre o que desejam para si e para os seus filhos e podem ter em consideração as finalidades que transcendem o interesse econômico imediato” (LS 183).

A extinção da Renca representa uma ameaça política para o Brasil inteiro, impondo mais pressão sobre as terras indígenas e Unidades de Conservação, e abrindo espaço para que outras pautas sejam flexibilizadas, como a autorização para exploração mineral em terras indígenas, proibida pelo atual Código Mineral.

Por todos esses motivos, nos unimos às Dioceses locais do Amapá e de Santarém, aos ambientalistas e à parcela da sociedade que, por meio de manifestações nas redes sociais e de abaixo-assinados, pedem a imediata sustação do Decreto Presidencial que extingue a Reserva.

Convocamos as senhoras e os senhores parlamentares a defenderem a Amazônia, impedindo que mais mineradoras destruam um dos nossos maiores patrimônios naturais.

Não nos resignemos à degradação humana e ambiental! Unamos esforços em favor da vida dos povos que vivem no bioma amazônico. O futuro das gerações vindouras está em nossas mãos!

Que Deus nos anime no mais fundo de nossos corações e nos ilumine e confirme na busca da tão sonhada Terra Sem Males.

Dom Cláudio Cardeal Hummes
Presidente da REPAM e da Comissão Episcopal para a Amazônia

Dom Erwin Kräutler
Presidente da REPAM-Brasil e Secretário da Comissão Episcopal para a Amazônia

Por CNBB

]]>
48173
Igreja se manifesta diante dos trágicos naufrágios em águas brasileiras https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-se-manifesta-diante-dos-tragicos-naufragios-em-aguas-brasileiras/ Fri, 25 Aug 2017 14:07:17 +0000 http://teste.toqueto.com/igreja-se-manifesta-diante-dos-tragicos-naufragios-em-aguas-brasileiras.html Diante das duas tragédias envolvendo naufrágios, uma na Baía de Todos os Santos, na região metropolitana de Salvador (BA), na manhã de quinta-feira (24) e a outra no rio Xingu, no Pará, na terça-feira (22), a Igreja se manifesta através de uma nota assinada pelo arcebispo de Salvador (BA), dom Murilo Krieger e uma poema/prece escrito pelo bispo emérito da Prelazia do Xingu (PA), dom Erwin Krautler.

Leia as mensagens na íntegra:

O silêncio da morte paira sobre o Xingu.
Corpos inertes flutuam de braços erguidos
Nas águas verdes-esmeralda.
Uma mulher sem vida,
agarrada às suas crianças!

Xingu majestoso,
Xingu misterioso,
By-tire dos Índios!
Por que te revoltaste?
Por que ficaste tão furioso?
Por que agrediste o navio
Que singrava tuas águas?

Ou foram homens que te provocaram?
Ávidos de lucro, te desrespeitaram?
Ultrapassaram os limites de carga e passageiros?

Ó minha Porto de Moz querida,
Cidade de um povo
alegre e sorridente!
Agora o luto enche tuas casas,
A aflição e tristeza te abalam.
Gritos de dor ecoam pelas ruas,
Defuntos são levados à derradeira morada,
Insônia e pesadelos povoam a noite.

Ó minha Porto de Moz querida,
O silêncio sufocante da morte te invadiu!

Mas será da morte a última palavra?
Não! Jamais! A morte foi tragada pela Vida!

Mesmo com o rosto desfigurado pelas lágrimas
Adoramos a tua Cruz, Senhor.
Mesmo com o coração traspassado de dor
Professamos nossa fé na Ressurreição.
Mesmo com a alma atônita,
Confiamos a Ti nossos irmãos e irmãs.

24 de agosto de 2017

Dom Erwin Krautler
Bispo emérito da Prelazia do Xingu (PA)

————————

Nota da Arquidiocese de São Salvador da Bahia diante do trágico acidente na Baía de Todos os Santos

Neste momento de imenso sofrimento por que passa a população baiana, pelo trágico acidente ocorrido na manhã de hoje na Baía de Todos os Santos, nós, da família da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, fazemos também nossa a dor de todas e de cada uma das famílias atingidas com a perda de um ente querido. Pedimos a Deus que as reconforte e as ajude a superarem tanta dor. Nós nos unimos às orações que fazem pelo descanso eterno daqueles que amavam, lembrados das palavras de Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, mesmo se houver morrido viverá” (Jo 11, 25).

Sabemos que, em situações como esta, não há palavra que conforte o suficiente. Mas sabemos também o quanto é importante estarmos ao lado de quem foi atingido pela dor. Pedimos, pois, que cada qual procure manifestar sua proximidade com todos aqueles que sofrem porque, direta ou indiretamente, todos fomos atingidos por essa tragédia.

Mais do que nunca, em horas assim, somos convidados a ouvir o convite de Jesus: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso” (Mt 11, 28).

A todos, com muita solidariedade, a minha bênção.

Salvador, 24 de agosto de 2017.

Dom Murilo S. R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Primaz do Brasil

Por CNBB

]]>
48126
Histórias de vida e missão de D. Erwin Kräutler reunidas em publicação inédita https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/historias-de-vida-e-missao-de-d-erwin-krautler-reunidas-em-publicacao-inedita/ Fri, 09 Jun 2017 08:33:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46723 A trajetória do bispo emérito da prelazia do Xingu, dom Erwin Kräutler, está compilada em 24 histórias redigidas pelo próprio prelado, num livro preparado pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e pela Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O amor pelo Xingu nutrido desde criança, a inspiração vocacional no tio missionário, a chegada à nova terra na qual naturalizou-se, o ministério episcopal no meio do povo, de seus sofrimentos e lutas, a doação da vida e a companhia dos “mártires da caminhada”, reflexões sobre a missão e o envolvimento com a causa da Amazônia: tudo isso está contado pelo próprio dom Erwin nas páginas de “No Coração da Amazônia – Depoimento de dom Erwin Kräutler”.

O livro será distribuído para agentes pastorais e participantes de encontros e retiros promovidos pela Repam ou pregados por dom Erwin. A publicação faz o leitor imergir-se na história de vida e missão de dom Erwin, como uma prosa de quem recorda detalhes da vida e compartilha com seu interlocutor. As 24 histórias abordam as dimensões da comunidade, como um diretório pastoral, o qual indica à Igreja ser samaritana, profética e orante, celebrativa e contemplativa. “É sempre a mística do Evangelho que sustenta a pessoa e a comunidade”, escreveu o bispo.

Também são contadas histórias sobre o caminho percorrido pela Igreja na Amazônia nos últimos 50 anos, com as mudanças oriundas das transformações sociais que sucederam dos projetos de integração e de desenvolvimentismo na região. “Naquele tempo realizou-se, de 24 a 30 de maio de 1972, em Santarém, o Encontro Inter-regional dos Bispos da Amazônia. Considero este encontro como marco decisivo para a evangelização na Amazônia nas décadas subsequentes até os dias de hoje”, recordou.

Nascido na Áustria, em 1939, dom Erwin naturalizou-se brasileiro em 1978. Filho de um professor e com outros cinco irmãos, trabalhou como ajudante de pedreiro para ajudar os pais no sustento da casa. A experiência na Juventude Católica Operária o fez descobrir que “a melhor contribuição que poderia dar para o mundo seria como padre”.

O livro é encerrado com um artigo que recorda o Magnificat de Nossa Senhora: dom Erwin demonstra felicidade e proclama na conclusão desta obra com seu perfil e história “as maravilhas do Senhor”.

Por CNBB

]]>
46723
Dom Erwin: brasileiros devem voltar sua atenção para a Amazônia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-erwin-brasileiros-devem-voltar-sua-atencao-para-a-amazonia/ Tue, 02 May 2017 14:38:21 +0000 http://teste.toqueto.com/dom-erwin-brasileiros-devem-voltar-sua-atencao-para-a-amazonia.html Neste 7º dia da Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o dia teve início com a celebração da Eucaristia no Santuário Nacional, presidida pelo Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer. Em sua homilia, Dom Odilo recordou os bispos falecidos e a vida deles dedicada ao reino de Deus.

“Rezamos em ação de graças pela vida dos nossos irmãos bispos falecidos, sua vida dedicada ao reino de Deus em nossas dioceses, na CNBB e nosso Brasil. Eles receberam de Deus o prêmio de sua fé, de sua esperança, de sua caridade pastoral”, disse Dom Odilo.

O tema central da assembleia, a Iniciação à vida Cristã, também esteve presente nas palavras do Cardeal.

“Uma iniciativa tão necessária para formar discípulos missionários verdadeiros de Jesus Cristo, o que é isto se não ajudar as pessoas, ajudar o povo a se aproximarem de Jesus Cristo e se saciarem dele”.

Antes de finalizar, o arcebispo de São Paulo fez uma reflexão citando a vida e obra de Santo Atanásio que foi bispo, teólogo, pregador, iniciador da fé e que deu ao seu povo o verdadeiro pão do céu.

Os trabalhos prosseguiram com uma sessão privativa no subsolo do Santuário e depois no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida.

Sobre o andamento dos trabalhos e temas discutidos nós conversamos com o Arcebispo de Sorocaba, SP. Dom Julio Akamine…

No encontro com a imprensa nos dias passados Dom Erwin Krautler, bispo emérito da Prelazia do Xingu recordou o chamado à evangelização da Amazônia, os desafios e exigências relacionados à área e ressaltou o apreço do Papa Francisco pelo trabalho que ali deve ser desenvolvido.

“O Papa Paulo VI, já nos anos 1970, disse que ‘Cristo aponta para a Amazônia’. Mas nenhum dos papas recentes colocou a Amazônia tanto no coração como o Papa Francisco. A Amazônia é para ele, por assim dizer, uma orientação, um desafio e uma exigência”, disse Dom Erwin.

Dom Erwin citou a encíclica do papa Francisco Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum, que em dois parágrafos cita a Amazônia e os povos indígenas. A carta do papa é uma das motivações para a articulação do trabalho realizado nos nove países que possuem território da floresta amazônica e que compõem a chamada Pan-Amazônia.

Ele ainda reforça que os brasileiros devem voltar sua atenção para a Amazônia, que “até agora estava muito distante, especialmente no Sul do país”. 

Por Rádio Vaticano

]]>
45977