dom Armando Bucciol - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png dom Armando Bucciol - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Dom Armando Bucciol fala sobre o sentido e os tipos de jejum durante a quaresma https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/dom-armando-bucciol-fala-sobre-o-sentido-e-os-tipos-de-jejum-durante-a-quaresma/ Fri, 22 Mar 2019 15:22:33 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=54356 O tempo da Quaresma proporciona uma preparação intensa, profunda e orante para a celebração da Páscoa. Nele, os cristãos são convidados a percorrer um itinerário espiritual com 40 dias, que vão da quarta-feira de Cinzas até o Domingo de Ramos. Dom Armando Bucciol, presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirma que a liturgia propõe, especialmente na quarta-feira de cinzas, a escuta do Evangelho de Mateus. Nele, o bispo explica que Jesus, por três vezes, repete: “Não sejais como os hipócritas”.

Nesta parte, dom Armando diz que Jesus é muito duro para com os que disfarçam comportamentos religiosos de forma ‘narcisista’, só para ‘mostrar a cara’. “Seus discípulos devem agir diferente, olhar somente para Deus e não importar do juízo dos homens; se não, ‘já receberam a sua recompensa”, afirma o bispo.

A igreja, fiel a esta tradição bíblica e ao exemplo de Jesus, propõe aos seus fiéis a prática do jejum, sobretudo na quaresma. Mas, em que consiste? Como praticá-lo hoje? Para compreender melhor, dom Armando afirma que é preciso recordar o que escreve o apóstolo Paulo aos Filipenses (3,18-19): “Há muitos que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o estômago… só pensam em coisas terrenas”.

Segundo dom Armando, ninguém nega o prazer de uma boa comida, pois precisa do alimento para viver. Então, questionado sobre o sentido do jejum, ele diz que pensa, antes de tudo, que é para estar na vida de uma maneira diferente. “A palavra sobriedade expressa o modo melhor no uso das ‘coisas’ desse mundo. Viver com sábia sobriedade, valendo-se do que a vida oferece sem se deixar amarrar o coração”, diz.

O bispo alega que o desejo descontrolado pode levar aos excessos que estragam a procura do que mais faz crescer a humanidade. “Sem essa atitude interior, poderíamos nos perder, destruídos pelas paixões que fazem guerra ao nosso espírito”, salienta.

Hoje, bombardeados por mil mensagens muito chamativas, dom Armando afirma que é preciso abrir novos horizontes ao jejum, e de maneira mais exigente. “Trata-se de controlar os instintos mais destruidores e viver numa sábia sobriedade em todas as dimensões do ser humano”, argumenta.

Em tempos de uso (e abuso) das palavras, das redes sociais, das relações humanas cotidianas, dom Armando reitera que a renúncia na vida cristã visa não tanto o negativo, mas o positivo, isto é, o crescimento interior, a busca sincera do essencial, para acolher o projeto do Senhor que é não julgar, partilhar, ser solidário, doar, amar. “Seremos julgados não pelo jejum que fizemos, mas pela disponibilidade sincera e constante em ser pessoas que vivem relações humanas autênticas, com os outros e com Deus”, afirma o bispo.

Dom Armando recorda que Jesus jejuou por quarenta dias, no deserto, antes de iniciar sua missão. “Preparou-se, desse modo, ao anúncio do Reino que nele torna-se escolha e estilo de vida ao lado dos pobres, dos excluídos e marginalizados. Escolha que o Pai confirma e sustenta até à cruz. Nesse sentido, procuremos ser fieis às mensagens de vida nova propostas pela Palavra”, estimula.

Por fim, dom Armando explica que na quarta-feira de Cinzas, a oração depois da comunhão pede que “o jejum de hoje vos seja agradável e nos sirva de remédio”. A ideia é, de acordo com ele que o jejum ajude as pessoas a serem mais transparentes e livres daquela liberdade interior que permite colher e viver o que mais nos torna humanos, da mesma humanidade de Jesus, repleta de amor cativante. “Esse é o jejum que mais vale aos olhos do Senhor”, finaliza.

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Dom Armando Bucciol enumera cinco princípios para evitar abusos litúrgicos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-armando-bucciol-enumera-cinco-principios-para-evitar-abusos-liturgicos/ Sat, 05 May 2018 04:13:23 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=52190 As redes sociais transmitem com extraordinária velocidade imagens de sacerdotes que, em diferentes contextos litúrgicos, usam posturas e comportamentos que não correspondem às orientações da Igreja Católica. Sem julgar as motivações desse agir, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA), diz que estas posturas são expressões de ‘criatividade selvagem’ e que acabam difundindo a imagem de uma liturgia ‘show’, de baixa ou equivoca coerência com a identidade da liturgia da Igreja. “Estes vídeos não refletem o que acontece na grande maioria das comunidades eclesiais”, defende o religioso.

O bispo aponta que é preciso melhorar, sempre e muito, mas defende que não é um ‘desastre’ a vida litúrgica nas igrejas, como pode aparecer pelas imagens veiculadas que tomam uma proporção ‘midiática’. Para dom Armando a grande maioria dos ministros ordenados celebra com fé, competência e espiritualidade. “Se deslizes superficiais, abusos litúrgicos, expressões banais, às vezes, recebem a honra (ou desonra) da rápida e ambígua difusão mediática, tenho certeza, e experiência, de que as milhares de celebrações que acontecem pelo País são bem preparadas, vividas e ali-mentam a fé, em Jesus, de tantos irmãos e irmãs”, disse.

Os abusos, na avaliação do presidente da Comissão para a Liturgia, não podem ser ignorados e justificados. Eles são fruto de insuficiente ou errada compreensão do que é liturgia e do ‘papel’ do ministro. Frente a este contexto, dom Armando acha necessário recordar alguns ‘princípios’ essenciais que deveriam nortear quem preside e quem colabora nas celebrações litúrgicas. Abaixo, o presidente da comissão enumera cinco princípios que devem nortear quem preside e colabora nas celebrações litúrgicas.

1) Antes e acima de tudo, o protagonista (‘primeiro ator’) é Jesus Cristo que, no Espírito Santo, une a sua Igreja na perene louvação ao Pai, em sua entrega por amor. É Ele que deve aparecer e resplandecer, não o ‘servo’”.

2) Os ‘ministros’ são só (indignos) ‘servos’, de Cristo e da Igreja. Ninguém é ‘dono’ nesta delicada e exigente missão, que pede muitas competências e uma verdadeira ‘vida no Espírito’, isto é, oração – diálogo íntimo e eclesial com o Senhor.

3) É preciso adquirir um estilo celebrativo amadurecido, na formação teológica (‘profissional’ do ministro) e na experiência de fé, a começar pela iniciação cristã, antes, e pela vivência litúrgica nas casas de formação. A liturgia exige a compreensão do que somos e do que devemos fazer.

4) Na liturgia, não é suficiente seguir à risca as rubricas (o que é importante, mas não basta). Pede-se muito mais. Trata-se de compreender e viver ‘de dentro, o mistério pascal de Cristo, com todas as consequências que comporta, em nível pessoal e pastoral.

5) Quem preside não é um ‘ator’ (ou comediante) que deve embelezar cerimônias para entreter o seu público que, satisfeito pelo espetáculo, bate palmas e…’gostou’! Nada disso tem a ver com o que celebramos quando ‘anunciamos a morte do Senhor’!

Fonte: CNBB Nacional

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Semana Santa: o que a Igreja nos convida a vivenciar? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/semana-santa-o-que-a-igreja-nos-convida-a-vivenciar/ Fri, 23 Mar 2018 17:23:58 +0000 http://teste.toqueto.com/semana-santa-o-que-a-igreja-nos-convida-a-vivenciar.html A Igreja inicia no próximo domingo (25) a Semana Santa – período no qual se celebra de maneira especial os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. “Celebrar esta semana, com suas diferentes e intensas expressões litúrgicas e da piedade popular – comporta, para os cristãos, reviver o sentido profundo do mistério celebrado; mistério no sentido dado pela liturgia, isto é, como ‘evento de graça’, ‘momento marcante’ de encontro com o amor de Jesus”, explica o bispo de Livramento e presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol.

Tendo início no Domingo de “Ramos” e da “Paixão”, neste dia em especial os católicos recordam a entrada de Jesus em Jerusalém. O Evangelho da Paixão, segundo dom Armando, lembra que Jesus foi rejeitado pelas autoridades judaicas e romanas, as mesmas que mandavam no povo e se uniram para concretizar sua morte.

Nos dias seguintes – segunda, terça e quarta-feira – a liturgia recorda alguns acontecimentos de Jesus em Jerusalém. Dom Armando explica que nestes dias, os cristãos são convidados a intensificar sua preparação espiritual por meio da reflexão e a oração para entrar no Tríduo pascal, os três dias em que a liturgia faz memória da paixão, morte e ressurreição do Senhor, acontecimento que segundo dom Armando é fundamental à fé dos cristãos.

Na sequência, na Quinta-feira santa abre-se o Tríduo Pascal. Neste dia, as hóstias são tiradas do sacrário, que fica vazio. “Feita a proclamação da Palavra e a homilia, segue o lava-pés, gesto que recorda o que Jesus fez no início da sua última Ceia”, afirma dom Armando. O bispo explica que é neste dia que se recorda a entrega do mandamento “amem-se como eu amei vocês” aos discípulos. O lava-pés, segundo dom Armando, lembra a entrega por amor.

Dando continuidade, o próximo tempo é a Sexta-feira santa, dia do Crucificado. Nela a Igreja comemora seu nascimento. Neste dia, dom Armando afirma que os fiéis são convidados a viver o jejum pascal, que de acordo com ele deve ser seguido até após a Vigília pascal. Já o Sábado Santo é considerado o dia do Sepultado. “É muito oportuno que a comunidade se reúna para a celebração da Oração da manhã (Laudes), em profunda contemplação daquele que por nós morreu, e permaneça junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e morte, a sua descida à mansão dos mortos, e esperando na oração e no jejum a sua ressurreição”, aponta dom Armando.

Por fim, o Domingo de Páscoa, dia do Ressuscitado é o tempo que, segundo dom Armando, o Senhor fez para todos.  Ele caracteriza esse tempo como sendo ‘dia de alegria’ e explica que a celebração deve começar com a aspersão da água abençoada na Vigília: “Muito aconselhado é terminar este dia santo com a celebração das Vésperas batismais, na tarde”, diz.

“Lembremos que a celebração da Páscoa continua durante os 50 dias do Tempo Pascal como um ‘grande domingo’, destacando os ‘oito primeiros dias’, ‘celebrados como solenidades do Senhor’”, finaliza dom Armando.

Por CNBB

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Cetel dá continuidade à revisão da tradução do missal romano https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cetel-da-continuidade-a-revisao-da-traducao-do-missal-romano/ Fri, 02 Mar 2018 08:06:05 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51061 Dando continuidade ao trabalho de acompanhamento e revisão da tradução do missal romano, a Comissão Episcopal de Textos Litúrgicos (Cetel) realiza a primeira reunião do ano na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF). Participam da iniciativa o presidente da Comissão, dom Armando Bucciol; dom Aloísio Dilli; dom Geraldo Lyrio Rocha; dom Manoel João Francisco; dom Alberto Taveira Corrêa; dom José Aparecido Gonçalves; o novo assessor da Comissão para a Liturgia, padre Leonardo José de Souza Pinheiro e o padre José Weber.

Dom Armando Bucciol explica que o empenho da Comissão em revisar a tradução do missal já dura cerca de 15 anos. “É um trabalho minucioso, delicado, exigente, difícil e pede muita paciência, muita calma, discussão entre nós para encontrarmos as palavras que na fidelidade ao texto original alcancem uma expressividade, uma compreensão digna da linguagem litúrgica”, pontua.

“O trabalho pede que examinemos o texto para que possamos encontrar aquela expressão que mais diga o conteúdo da oração e o diga de uma forma bela e expressiva para quem participa da oração litúrgica”, argumenta dom Armando.

A revisão da tradução do missal atende a uma ordem vinda da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos através da quinta instrução Liturgiam Authenticam, de 2001, que serve de comentário sobre as traduções em língua vernácula dos textos da liturgia romana. O trabalho tem sido realizado pelas Conferências Episcopais de todo o mundo. No Brasil, a CNBB designa a Cetel para este fim.

Segundo dom Manoel João Francisco, membro da Comissão, o trabalho desenvolvido por eles garante que a liturgia do Brasil tenha uma linguagem poética e agradável aos ouvidos. “A liturgia tem que ter um português agradável, que soe bem ao ouvido e que não tenha expressões ambíguas”, afirma. Para ele, é a Comissão que traz clareza e compreensão à liturgia.

Agenda – Até ontem,  1º de março, os membros da Cetel ficaram reunidos e concentrados em terminar boa parte da revisão da tradução do missal. Os prelados procedem à revisão das orações para as circunstâncias públicas, aquelas que dizem respeito ao início do ano civil, a semeadura ou ao trabalho humano, por exemplo. A ideia é levar o que já se tem produzido para a apreciação e revisão do episcopado brasileiro na 56ª Assembleia Geral da CNBB, a ser realizada em abril, em São Paulo. Após esse processo, o texto ainda é encaminhado para Roma, onde sofre as últimas alterações.

“Vamos enviar agora para a Assembleia uma parte, porque depois da Comissão é a Assembleia Geral que vai apreciar e aprovar. Depois o texto passará pela aprovação em Roma, é um tipo de reconhecimento que será feito”, explica dom Armando. A ideia é que até o final de 2018, após a realização ainda de três reuniões, a Comissão finalize o trabalho para que a nova edição do missal, a terceira, seja publicada em 2020.

Por CNBB

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Entenda: por que jejuar nas sextas-feiras da Quaresma? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/entenda-por-que-jejuar-nas-sextas-feiras-da-quaresma/ Thu, 01 Mar 2018 10:32:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51055 Durante a Quaresma – período de preparação para a festa da Páscoa – a Igreja recomenda que os fieis façam jejum e abstinência, principalmente às sextas-feiras. A prática é muito comum durante este tempo litúrgico, mas também no decorrer do ano. Mas porque jejuar nas sextas-feiras quaresmais?

“Para tornar mais verdadeira, autêntica e transparente a nossa vida diante de Deus”, explica o bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol.

“A finalidade proposta é viver o jejum como renúncia de algo que nos dá prazer imediato e, porém, não é só o aspecto negativo da renúncia, mas impositivo. Eu insisto, o jejum é para tornar mais autentica, transparente e verdadeira conosco mesmo no relacionamento com os ouros e no final com Deus a nossa existência terrena”, explicou.

O bispo ressalta ainda que sexta-feira na tradição da Igreja é o dia da morte do Senhor. Portanto, desde os primeiros séculos se tornou um dia litúrgico. Isto é, em que se recordava a morte do Senhor de uma maneira especial.

“O fato de ter um dia de Jejum é para viver juntos como Igreja Universal um gesto que manifeste a nossa busca de uma espiritualidade mais profunda, mais autêntica ligada ao sofrimento de Cristo”, destaca.

De acordo com o Código de Direito Canônico – leis que orientam a Igreja Católica – o jejum é a “forma de penitência que consiste na privação de alimentos”. Para tal prática, a orientação tradicional é que se faça apenas uma refeição completa durante o dia e, caso haja necessidade, pode-se tomar duas outras pequenas refeições, que não sejam iguais em quantidade à habitual.

Segundo dom Armando, a Igreja enriquecida por uma longa história documentada pela Bíblia, fala muitas vezes da necessidade de jejuar. Na Sagrada Escritura, o profeta Isaías insiste que não basta um jejum como obra exterior. É importante jejuar como purificação interior.

“Nós como Igreja temos essa obra durante a Quaresma com o intuito da vivência mais profunda com nós mesmo e com Deus para que a nossa vida se torne mais pura, autêntica e fiel”.

Conforme as orientações da Igreja, o jejum e a abstinência são obrigatórios na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa e estão obrigados ao jejum os que tiverem completado 18 anos até os 59 completos. Os outros podem fazer, mas sem obrigação. Grávidas e doentes estão dispensados do jejum, bem como aqueles que desenvolvem árduo trabalho braçal ou intelectual no dia do jejum.

Sobre a abstinência, o Direito Canônico diz que “consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre”. Segundo o documento, a tradição da Igreja indica a abstenção de carne, pelo menos nas sextas-feiras da Quaresma. “Mas poderá ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, sobretudo os mais requintados e dispendiosos [caros] ou da especial preferência de cada um”, orienta o documento.

Para dom Armando, o jejum quaresmal é um momento para entrar em si mesmos e ver na transparência do mistério de Deus a proposta cristã o que torna a vida mais bela, transparente.

“Quem ganha com o jejum não é Deus, somos nós. São as nossas vidas que se tornam mais verdadeiras em si mesmas. É claro a motivação não é de ordem só estética ou física, mas espiritual. Mas, Deus é aquele que, mais do que todos, procura o nosso bem e a Igreja, fiel a uma longa tradição de espiritualidade, convida seus filhos a fazer renúncias que não são tanto para honrar a Deus, é para tornar o nosso relacionamento com Ele mais puro, rico, belo, mais fiel ao projeto que Ele nos deixou”, finaliza o bispo.

Por CNBB

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Esmola, jejum e oração: tripé da espiritualidade quaresmal https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/esmola-jejum-e-oracao-tripe-da-espiritualidade-quaresmal/ Thu, 15 Feb 2018 09:09:10 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50779 A Igreja começou o tempo quaresmal. Iniciar o período significa inaugurar um tempo de penitência, em preparação para a Páscoa do Senhor. Essa etapa certamente desperta em todos os cristãos a necessidade de revisão de vida, tanto em nível pessoal como social. Neste sentido, o portal da CNBB realizou uma entrevista exclusiva com o bispo de Livramento de Nossa Senhora e presidente da Comissão para a Liturgia, dom Armando Bucciol, que falou sobre a espiritualidade e intensidade do tempo quaresmal.

Desde quando a Quaresma é vivenciada como tempo intenso de preparação para a Páscoa?

Para celebrar a festa das festas, a Páscoa, a Igreja propõe desde o início de sua caminhada uma adequada preparação. Depois nos primeiros séculos, após ter focalizado no Dia do Senhor o centro de sua vida espiritual, em meados do segundo século, eis que se celebra a Festa da Páscoa. A Páscoa anual é celebrada com uma solene vigília. Ao redor desse núcleo forma-se o tríduo sagrado e a Páscoa é celebrada em três dias. A solenidade da Páscoa se prolonga numa festa de 50 dias até o Pentecostes. O desejo de se reproduzir os fatos da vida de Jesus, sobretudo por parte da Igreja de Jerusalém faz nascer algumas celebrações daquela que será chamada de Semana Santa. Elemento importante foi a conversão do Batismo durante a vigília pascoal no começo do terceiro século e a missa para a reconciliação dos penitentes desde o quinto século, a partir disso, forma-se a Quaresma como preparação à Páscoa.

Quais foram os primeiros testemunhos sobre a existência da Quaresma e como era feita a preparação para o período?

Temos os primeiros testemunhos sobre a existência da Quaresma já no século IV, um tempo de preparação de três semanas. Vários testemunhos de quarenta dias de preparação para a Páscoa se encontram ao longo do IV século. Para o desenvolvimento da Quaresma contribuiu a organização do catecumenato, tempo de preparação aos ensinamentos de Iniciação à Vida Crista para os Adultos que nesse século alcança seu apogeu. No Sábado Santo celebravam-se o Batismo com a unção crismal e a celebração da Eucaristia, neste período a Quaresma torna-se tempo forte de penitência para a reconciliação dos pecadores e acontecia uma grande celebração de acolhida na Quinta-feira da Semana Santa pela manhã. As características ‘batismal e penitencial’ permanecem na celebração da Quaresma até os dias atuais, o Sacrosanctum Concilium Sobre a Liturgia Sagrada as reconhece quando tanto na liturgia quanto na catequese litúrgica esclarece-se a dupla índole do tempo quaresmal que, principalmente, pela lembrança ou preparação do Batismo e pela penitência fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência a Palavra de Deus e entregarem-se a oração os dispõe a celebração pascoal.

Qual o significado e origem do nome “Quaresma”?

O nome Quaresma lembra quarenta dias de purificação e penitência. Quarenta é um número que recorda muitas páginas bíblicas. Só para lembrar um pouco temos os quarenta dias do Dilúvio; Moisés no Monte Sinai; os quarenta anos da caminhada do Povo de Deus pelo deserto; o profeta Elias que caminha quarenta dias e quarenta noites até o Monte Horebe e o profeta Jonas que dá um tempo de quarenta dias para o povo de Nínive se converter, mas sobretudo lembremos nos Evangelhos o espírito que fez sair Jesus para o Deserto e lá por 40 dias foi posto à prova por Satanás e ele convivia com feras e os anjos o serviam.

Como podemos celebrar e viver a espiritualidade desse tempo quaresmal?

Na celebração da Quaresma temos como já vimos os testemunhos já nos primeiros séculos da Igreja, mas hoje celebramos a Quaresma no dia de abertura na Quarta-Feira de Cinzas. Três palavras são propostas como características da espiritualidade da quaresma: esmola, jejum e oração. A oração sobretudo deve animar a espiritualidade da Quaresma. Uma oração feita no silêncio do próprio quarto, da interioridade para meditar a Palavra, para deixar que a Palavra compenetre e transforme a nossa vida, então aí sim seremos capazes de jejum. Lembrando que não é só jejum da carne, dos alimentos, mas de palavras inúteis, do uso do celular em excesso, do uso das redes sociais em excesso, uma esmola que se torna sensibilidade social, atenção aos mais pobres, solidariedade. São todas as coisas que poderíamos melhorar, que podemos e devemos melhorar olhando para o Senhor Jesus que nos amou até dar a sua vida, que preparou a sua missão como os grandes profetas, como o seu povo lá no Deserto, purificando-se, orando, entrando em diálogo com o Pai.

Qual mensagem deixaria para que todos possam mergulhar no mistério quaresmal?

Desejo a todos irmãos e irmãs que possamos viver mesmo correndo intensamente, abrindo nossos corações e nossas mentes para que iluminados com a Palavra de Deus sejamos prontos a viver com intensidade, renovando a nossa vida também e celebrando com maior intensidade espiritual o sacramento da reconciliação, passando a viver a plenitude da luz pascal em nossa vida.

Por CNBB

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Dom Armando Bucciol explica participação nas celebrações do domingo, 24/12 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-armando-bucciol-explica-participacao-nas-celebracoes-do-domingo-24-12/ Thu, 21 Dec 2017 07:50:23 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50247 O Catecismo da Igreja Católica ensina que a celebração dominical do Dia e da Eucaristia do Senhor está no coração da vida da Igreja, que “O domingo, em que se celebra o mistério pascal, por tradição apostólica, deve guardar-se em toda a Igreja como o primordial dia festivo de preceito”. No próximo dia 24 de dezembro, um domingo, acontecerá algo que tem deixado vários fiéis em dúvida em relação à participação nas celebrações que acontecem no mesmo dia: a do 4º domingo do Advento e a da Vigília do Natal ou a do Natal do Senhor, no caso da celebração da I Véspera da Solenidade do dia seguinte, 25 de dezembro.

O dia do Natal de Jesus está entre aqueles que devem ser guardados e cuja participação dos fiéis é obrigatória, no dia festivo ou na tarde antecedente. Por isso, o bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol, explica “de maneira essencial” o que os fiéis podem fazer:

“Cada um, cada uma, faça o possível para participar no sábado à noite ou no domingo pela manhã da missa do 4º domingo do Advento, para participar também da missa da noite do Natal e/ou do dia de Natal, que tem as duas celebrações características litúrgicas e espirituais próprias. Esse é o ideal que todo cristão católico é convidado a viver”.

Dom Armando, porém, compreende “e vive” a situação da maioria das comunidades do Brasil. Responsável por uma diocese no interior da Bahia, dom Armando reconhece as dificuldades presentes onde há somente uma missa e de costume à noite. “A missa da noite do dia 24 abre para a celebração do Natal do Senhor, com a missa da noite de Natal. Nesse caso, aconselho os irmãos e as irmãs para que, se puderem, vivam com fé, em profunda oração o 4º domingo do Advento, esperando com Maria, e como Maria – ela é a protagonista do quarto domingo do Advento – esperando a chegada do Senhor”.

O presidente da Comissão para a Liturgia da CNBB convida para a vivência no espírito litúrgico do Advento, que abre para a acolhida do Natal do Senhor, e recorda o ensinamento do papa São João Paulo II, para quem a participação semanal na Eucaristia “‘deve ser uma exigência, mais do que uma obrigação’. Trata-se de uma espiritualidade litúrgica que deve informar e formar a vida toda do cristão”.

“Se é verdade que as duas celebrações – 4º domingo e Vigília de Natal – tem características próprias, leituras e uma liturgia própria, nos pedem de participar de ambas. Mas quem não puder, por motivo de alguma concreta dificuldade, eu insisto: viva com fé e alegria o dia de domingo com intensidade espiritual e em atitude de orante espera.”

Dom Armando finaliza lembrando a antífona da entrada da missa da Noite de Natal, que diz “alegremo-nos todos no Senhor, hoje nasceu o Salvador do mundo, desceu do céu a verdadeira paz” e deseja: “Que possamos nos dispor com intensa espiritualidade para acolher o Salvador do Mundo e a sua verdadeira paz”.

Por CNBB

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“Orar pelos mortos expressa uma profunda comunhão e ajuda recíproca” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/orar-pelos-mortos-expressa-uma-profunda-comunhao-e-ajuda-reciproca/ Wed, 01 Nov 2017 14:39:32 +0000 http://teste.toqueto.com/orar-pelos-mortos-expressa-uma-profunda-comunhao-e-ajuda-reciproca.html “Como membros da família humana, orar uns pelos outros, num eterno presente de Deus, expressa um profundo sentido de comunhão e de ajuda recíproca”, desta forma o bispo da diocese de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol define o sentido da oração pelos mortos, por ocasião do Dia de Finados, 2 de novembro.

A Comemoração dos Fiéis Defuntos, como é chamada a celebração litúrgica do dia 2 de novembro, é uma continuação da Festa de Todos os Santos, vivida no dia anterior. “A Igreja quer abraçar a todos os que pelo batismo mergulhamos em Cristo morto e ressuscitado e pertencemos ao corpo místico por esta comunhão dos santos que cria e gera um laço profundo”, disse.

Segundo dom Armando, a oração pelos mortos tem sua razão na comunhão que existe entre todos os que pertencem ao corpo místico de Cristo. “Sendo Jesus o salvador da humanidade existe por meio dele uma comunhão com a esta”, disse.

A origem da Comemoração de todos os Fiéis Defuntos vem de longe, recorda o religioso. O culto aos mortos, no sentido de respeitosa e comovida recordação, pertence à história mais antiga da humanidade. Os cristãos, desde os primórdios, mantiveram o costume, dando a este rito o toque próprio da fé na “ressurreição”, elemento essencial e fundamental da visão cristã da vida e da morte.

Ao longo da história, há abundante documentação a respeito da necessidade de orar pelos falecidos. Desde o livro dos Macabeus se fala da necessidade de rezar pelos mortos afim de que sejam absolvidos de seus pecados. O Dia de Finados adquire rosto e data, como hoje o conhecemos, no início do segundo milênio por obra do santo Odilon, abade da famosa e importante abadia de Cluny, na França.

A Igreja, desde o início de sua caminhada, deu culto especial aos mártires, pessoas que ganharam a coroa do martírio. Disso, começou a devoção aos santos – irmãos e irmãs que fizeram da própria vida um dom, ficando fieis até o fim, imitando Jesus, o Mártir, a testemunha fiel como canta o livro do Apocalipse.

Para quem crê: a morte não é o fim

A visita aos cemitérios juntos aos túmulos dos entes queridos é expressão de comunhão, feita de dor e saudade. Mas pela fé que ilumina os que creem em Jesus Cristo, afirma dom Armando, deve permanecer a certeza, como canta a liturgia, de que a vida não é tirada, mas transformada.

Para o religioso ao ir ao cemitério refletimos sobre a morte que pertence à nossa condição humana. Por outro lado, ele adverte que a correria cotidiana, a superficialidade, a banalização da vida e o progresso da medicina, entre outros fatores, contribuem para que não se pense na morte e se viva na ilusão da imortalidade. “A liturgia da Igreja fala a linguagem da realidade e da esperança. Convida a pensar na morte, porém não como perca, mas como passagem que gera dor e não desespero”, disse.

“O discípulo de Jesus caminha da fé para esperança, que é a salvação definitiva. Apesar de não termos superado ainda todas as alienações das quais a morte é a última expressão, caminhamos sob o impulso do amor desinteressado de Deus com o compromisso de sermos gratos e gratuitos em nossa vida. Vivamos, portanto com a nossa fé este dia que com certeza enriquece a nossa espiritualidade, o nosso relacionamento com a vida e com os demais irmãos e irmãs da caminhada do dia a dia”, concluiu.

Por CNBB

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Ecumenismo é ponto central dos trabalhos dos bispos nesta terça https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ecumenismo-e-ponto-central-dos-trabalhos-dos-bispos-nesta-terca/ Tue, 02 May 2017 12:27:31 +0000 http://teste.toqueto.com/ecumenismo-e-ponto-central-dos-trabalhos-dos-bispos-nesta-terca.html Nesta terça-feira, 02, quinto dia de trabalhos dos bispos reunidos na 55ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), o tema central das reflexões é o ecumenismo.

Outros assuntos também estão na pauta do dia. O episcopado irá ouviu as experiências das Pastorais da Sobriedade e Pastoral de Rua e houve votação sobre o texto Ministério da Palavra.

À tarde será apresentada a experiência evangelizadora da cooperação da Igreja do Brasil com a Igreja de Guiné-Bissau. Por meio de uma parceria com a Infância Missionária, a Igreja do Brasil conseguiu 15 mil bíblias, traduzidas para o idioma local, que serão enviadas ao país. As novas formas de comunidade e as novas formas de consagração também serão abordadas ao longo do dia.

Na coletiva das 15h, o tema volta a ter destaque. Participarão da entrevista o bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA), Dom Armando Bucciol, que abordará o tema: Ministério da Palavra; o bispo de Barra do Piraí – Volta Redonda (RJ), Dom Francesco Biasin, presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Religioso, que abordará os 500 anos da Reforma Protestante; e o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, que falará sobre o momento Brasil.

E no final da tarde, às 18h, acontecerá uma celebração ecumênica, com foco nos 500 da Reforma Protestante.

4º Meeting Point

Em paralelo às atividades tradicionais da 55ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que acontece em Aparecida (SP), o Bispo de Sorocaba (SP), Dom Julio Endi Akamine, participou nesta terça-feira, 2, do 4º Meeting Point sobre o “Ensino Religioso e a Reforma da Base Curricular Comum”.

O assunto, que repercute em todo Brasil, se tornou um desafio nacional, pois ele visa orientar e elaborar currículos escolares, assim como políticas educacionais, avaliando o aprendizado dos estudantes. De acordo com o Dom Julio, o país tem cerca de 49 milhões de estudantes matriculados na educação básica e oito milhões no ensino superior, o que é preocupante, pois estas pessoas tendem a se adaptar às novas regras escolares.

“A base nacional comum curricular serve para muitas coisas, como indicar com precisão as competências que os alunos devem desenvolver e os conteúdos essenciais para cada etapa da educação, mas a finalidade mais importante é a superação das desigualdades sociais. Infelizmente a situação atual da educação é a de reproduzir ainda as desigualdades sociais e estas bases é um instrumento importante para caminharmos para a superação destas diferenças”, afirma.

Um dos pontos com destaque nesta nova base curricular é a retirada da disciplina Ensino Religioso. O Ministério da Educação (MEC), alega que respeita a lei que determina que o tema seja optativo e que é competência dos sistemas de ensino estadual e municipal defina regulamentação.

De acordo com o Bispo de Sorocaba (SP), o Ensino Religioso não se trata de catequizar os estudantes, mas de informar e ensinar as diferenças das tradições religiosas, colocando o aluno em contato com outras doutrinas e para que isso ocorra, existem um desafio maior. “O desafio maior é poder definir se o Ensino Religioso das escolas públicas devem ser convencional ou não” acrescenta.

Para que a disciplina seja bem lecionada é preciso que haja uma formação de professores, pois não é qualquer um que consegue ensinar tal disciplina, pois ela exige fé e diálogo.

“Precisamos preparar professores que tenham identidade religiosa e que ao mesmo tempo tenham uma grande abertura ao diálogo. O fato de termos convicções religiosas e não abdicar delas, não significa que iremos criar uma “guerra santa” dentro da escola, pelo contrário, é a partir desta identidade que a gente consegue se abrir para o diferente e dialogar com o outro, sem exigir que ele também se abdique das suas convicções religiosas”.

Para Dom Julio, é de extrema importância que crianças e adolescentes tenham contato com tradições religiosas e a ausência desta disciplina nas escolas pode interferir em tais desenvolvimentos.

Por Canção Nova

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CF inserida no tempo da Quaresma convida à conversão ecológica https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cf-inserida-no-tempo-da-quaresma-convida-a-conversao-ecologica/ Thu, 02 Mar 2017 10:07:59 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44654 A Igreja iniciou nesta Quarta-feira de Cinzas, 1º de março, o Tempo da Quaresma, ocasião em que se prepara a celebração da Páscoa, centro da fé católica. No Brasil, este período também é marcado pela Campanha da Fraternidade (CF), cuja finalidade principal é vivenciar e assumir a dimensão comunitária e social da Quaresma. A CF ilumina de modo particular os gestos fundamentais desse tempo litúrgico: a oração, o jejum e a esmola.

O texto-base da CF 2017, cujo tema é “Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida”, orienta que “as práticas quaresmais da esmola, da oração, do jejum, a conversão e a Campanha da Fraternidade tornam-se oportunidades de experimentar a espiritualidade pascal capaz de gerar, ao mesmo tempo, a conversão pessoal, comunitária e social”.

Para o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, a Quaresma é um tempo precioso da vida da Igreja, das comunidades, mas também da vida pessoal. “Ele nos leva ao encontro de Jesus crucificado, de ressuscitado, o Reino plenificado. Por isso a Igreja sempre toma esse tempo como um tempo precioso, salvífico, de transformação, de conversão. E é neste tempo que a igreja no Brasil sempre reflete e reza uma realidade”, explica. Para dom Leonardo, a CF busca sempre uma realidade para que, no tempo da conversão, “nós também ajudemos a transformar uma realidade, nos convertamos para essa realidade”.

Em sua mensagem enviada à CNBB por ocasião da abertura da CF 2017, o papa Francisco ressaltou que a iniciativa é “um convite a viver com mais consciência e determinação a espiritualidade pascal”. Para o pontífice, a comunhão na Páscoa de Jesus Cristo é capaz de suscitar a conversão permanente e integral, que é, ao mesmo tempo, pessoal, comunitária, social e ecológica. “Uma pessoa de fé que celebra na Páscoa a vitória da vida sobre a morte, ao tomar consciência da situação de agressão à criação de Deus em cada um dos biomas brasileiros, não poderá ficar indiferente”, alertou Francisco.

O bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB, dom Armando Bucciol, explica que, desde antigamente a Igreja dedica um tempo como preparação para que a Páscoa do Senhor seja devidamente compreendida e vivida: a Quaresma. “Nestes 40 dias, a igreja toda coloca-se em atitude de escuta da Palavra e à luz dela e pelo seu incentivo, abre-se para uma maior coerência em sua fidelidade ao projeto de Jesus”, afirma dom Armando.

Quaresma é tempo forte “para rever a nossa vida e, eis que a Campanha da Fraternidade se insere dentro deste processo de conversão”. As temáticas deste ano – biomas, natureza, povos originários e a encíclica Laudato Si’ do papa Francisco – “nos incentivam e convidam para que a nossa vida seja mais coerente em harmonia com o projeto de vida cristã”, observa dom Bucciol.

Por CNBB

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