Dom Aloísio Alberto Dilli - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Tue, 04 Feb 2020 19:53:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Dom Aloísio Alberto Dilli - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Orientações sobre contribuições na Igreja Católica https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/orientacoes-sobre-contribuicoes-na-igreja-catolica/ Tue, 04 Feb 2020 19:53:22 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57712 Hoje vamos falar sobre as diversas formas de contribuição financeira e periódica que o cristão oferece livremente para a comunidade, à qual pertence e da qual participa, com o objetivo de ajudar a fim de que possa acontecer tudo o que envolve a evangelização na comunidade, razão de ser da própria Igreja (cf. EN 14). Com o dízimo ou outra forma de contribuição permite-se que a comunidade sobreviva, se mantenha, possa prestar seus serviços, consiga ajudar os necessitados, enfim, realize sua missão evangelizadora. Junto com a contribuição financeira, a comunidade precisa dos dons e talentos de cada membro, de seu envolvimento concreto e voluntário. Por isso, o dízimo é, antes de tudo, um compromisso de fé e de amor com a comunidade, em que assumimos nosso batismo como membros participantes e coerentes, onde vivemos o espírito da partilha e da doação, fundamentados no mandamento do amor, centro do evangelho. O dízimo é também um sinal concreto de amor e gratidão a Deus pelos dons que recebemos, sobretudo, pelo seu imenso amor que nos quer participantes de sua vida.

E como agir diante de tantos pedidos de contribuição pelos Meios de Comunicação católicos, através de visitas em casas ou ainda por outras formas? Esta é uma orientação: Pelo batismo, todo fiel é acolhido numa comunidade de fé e a ela pertence. Como discípulo missionário sente-se comprometido pela vida e missão da sua comunidade e Diocese. Para que a Igreja possa exercer sua missão, conta com a partilha e solidariedade dos seus membros através do dízimo, coletas e outras formas de contribuição.

O dízimo é considerado uma contribuição do fiel para o sustento da comunidade. É uma expressão de sua gratidão a Deus, corresponsabilidade com a Igreja, atenção aos necessitados e sensibilidade missionária. A Igreja local é o lugar principal onde o fiel é chamado a contribuir, pois nela vive todo processo de iniciação à vida cristã, celebra os sacramentos e é assistido pelos padres e outros agentes de pastoral. Ela tem a responsabilidade de formar os membros da comunidade, sobretudo os ministros ordenados e leigos comprometidos com a evangelização. Também tem a obrigação com a manutenção dos bens que estão a serviço do povo de Deus: dioceses, paróquias, seminários, centros de pastoral, etc. Por isso, cada batizado é chamado a contribuir com o dízimo na sua comunidade onde vive e celebra a sua fé.

Além do dízimo, existem as coletas que são previstas anualmente, como forma de participação em sentido eclesial mais amplo: Coleta da Solidariedade – CF; Coleta para Terra Santa; Coleta de Pentecostes; Óbolo de São Pedro; Coleta Missionária e Coleta da Evangelização. Também, algumas dioceses organizam coletas próprias para necessidades específicas, como para as vocações sacerdotais.

Para os fiéis que, além disso, têm condições de contribuir para outras instituições e lugares, deixamos estas orientações: a) O sentido de pertença à comunidade pede que a prioridade seja com a Igreja local e, somente depois disto, partilhar com solicitações que vem de fora da Diocese; b) Ao receber pedidos, através de visitas domiciliares, meios de comunicação, revistas, boletos bancários, etc., é importante ter critérios sobre sua destinação. O senso de partilha do povo de Deus é louvável, desde que não se omita o compromisso com a Igreja local. Que Maria, Mãe de Deus e da Igreja, nos ensine o caminho da comunhão com seu Filho Jesus Cristo e a partilha com os irmãos e irmãs”.

Dom Aloísio Alberto Dilli
Bispo de Santa Cruz do Sul

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O sinal da Santa Cruz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-sinal-da-santa-cruz/ Tue, 14 Jan 2020 18:19:47 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57584 A cruz é, por excelência, sinal de identificação do cristão. Já no Batismo ele é traçado pelo ministro na fronte de quem recebe este sacramento da iniciação cristã; é como uma marca indelével em sua vida. Jesus Cristo fez da cruz um sinal de salvação, pois nela morreu por amor à humanidade: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 13). Com sua ressurreição, o que era sinal de morte tornou-se sinal de vida. Sua Páscoa (morte e ressurreição) venceu as trevas do pecado e fez emergir a luz da imortalidade para os que nele creem.

Há inúmeras formas para externar esse ser cristão. O primeiro deles é ser testemunha de vida cristã autêntica que, em sua forma extrema, pode chegar até ao martírio, ou seja, dar a vida pela causa de Cristo, como fizeram muitos cristãos, através dos séculos. Ainda hoje temos testemunhos de martírio, em partes do mundo, onde pessoas são mortas por professarem a fé cristã. Mas nem todos os que se identificam com o sinal da cruz chegarão ao martírio. Muitas pessoas vivem coerentemente seu cristianismo no dia a dia de sua vida: dentro de suas famílias, de suas comunidades e em meio à sociedade. Isso se manifesta no seu modo de ser, de relacionar-se, de agir, em seu estado de vida e em sua profissão, tomando cada dia a cruz, seguindo o Senhor como discípulos missionários (cf. Mc 8, 34-35).

Pelo mundo afora, vemos inúmeros sinais, onde a cruz está presente. Em nossas igrejas, em lugares públicos, em nossas praças, nossos caminhos, seguidamente nos defrontamos com esse símbolo da identidade cristã. Nossos antepassados (imigrantes) cravavam uma cruz ao chegarem em sua nova terra, como primeiro sinal de identificação cristã. Como é significativo, ainda hoje, observar as pessoas que traçam o sinal da cruz ao passarem na frente de uma igreja; outros usam a cruz em seu peito, em objetos de trabalho e até em tatuagens pelo corpo. Quantos se assinalam com a cruz, qual invocação de bênção, ao iniciarem o dia e qual ação de graças, ao deitarem à noite?! Outros o repetem nos momentos significativos do dia; até os atletas sabem fazê-lo ao se aproximarem do objetivo maior de seu esporte. Como diz o Documento de Aparecida: é uma espiritualidade encarnada na cultura dos simples, mas nem por isso menos espiritual e que não pode ser desprezada (cf. DAp 263).

Reconhecemos como legitima a laicidade do Estado, mas também percebemos a reação imediata do povo cristão e de pessoas de bom senso a atitudes laicistas, como afirmações e comportamentos hostis a qualquer manifestação religiosa, como o desrespeito à presença de símbolos religiosos, cristãos ou não. O que nos faz lembrar intolerantes movimentações contra a presença da cruz em repartições públicas e cenas chocantes de desrespeito a símbolos religiosos em manifestações de rua. Estas pessoas ou grupos desejarão tirar também o Cristo do Corcovado ou mudar o nome dos Estados de São Paulo, de Santa Catarina, do Espírito Santo e, inclusive, de Santa Cruz do Sul? Se a laicidade do Estado é legítima, o laicismo não o é, pois este quer erradicar a religião da vida pública, a todo custo, desrespeitando a alteridade, por vezes até com atitudes radicais e agressivas que contradizem as bandeiras minoritárias que defendem. Esquecem que nosso povo vive e se identifica com uma cultura cristã de séculos, certamente não perfeita, mas que não será mudada com decretos ou atitudes hostis. Com o sinal da cruz, que nos identifica como cristãos, abençoamos a todos.

Dom Aloísio Alberto Dilli
Bispo de Santa Cruz do Sul

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Semana da Família https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/semana-da-familia/ Mon, 26 Aug 2019 13:42:58 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56612 Mesmo em meio a tantas crises de nosso tempo e também em muitos lares sentimos necessidade de destacar a celebração da Semana da Família. Vosso Irmão-bispo saúda as famílias em nome da grande família diocesana, que louva e agradece a Deus, porque, em vós e através de vós, Ele continua a realizar as maravilhas de seu amor. A Igreja sempre deu grande valor à família, considerando-a “patrimônio da humanidade, um dos tesouros mais preciosos dos nossos povos”. O Documento de Aparecida a considera “lugar e escola de comunhão, fonte de valores humanos e cívicos, lar onde a vida humana nasce e se acolhe generosa e responsavelmente”. Ela também se torna escola de fé, fazendo dos pais os primeiros catequistas de seus filhos. É com eles que acontece o verdadeiro caminho da iniciação cristã. Assim ela é considerada santuário da vida e pequena Igreja, isto é, Igreja doméstica (cf. DAp 302-303).

A Família de Nazaré é modelo referencial da família cristã. Mesmo em meio aos limites humanos, nossas famílias também têm muito de santo e sagrado. O Papa Francisco afirma: “A grande missão da família é dar lugar a Jesus que vem, acolhê-lo na família, na pessoa dos filhos, do marido, da esposa, dos avós. Jesus está ali”.

O Padre José A. Pagola se pergunta: Como seria hoje uma família inspirada em Jesus? Apresentaremos sua própria resposta, no texto a seguir: “A família, segundo Jesus, tem sua origem no mistério do Criador, que atrai a mulher e o homem a ser ‘uma só carne’, partilhando a sua vida numa entrega mútua, animada por um amor livre e gratuito. Esta é a primeira coisa, e a mais decisiva. Esta experiência amorosa dos pais pode gerar uma família saudável. Seguindo o chamado profundo do seu amor, os pais convertem-se numa fonte de vida nova. É a sua tarefa mais emocionante, aquilo que pode dar uma profundidade e um novo horizonte para o seu amor. Aquilo que pode consolidar para sempre a sua obra criadora no mundo. Os filhos são um presente e uma responsabilidade. Um desafio difícil e uma satisfação incomparável. A ação de Jesus, sempre defendendo os pequenos e abraçando e abençoando as crianças, sugere a atitude básica: cuidar da vida frágil daqueles que começam a caminhar neste mundo. Ninguém lhes pode oferecer nada melhor… É Jesus quem encoraja, sustenta e orienta a vida saudável da família cristã. A casa torna-se então um espaço privilegiado para viver as experiências mais básicas da fé: a confiança num Deus bom, amigo do ser humano; a atração pelo estilo de vida de Jesus; a descoberta do projeto de Deus para construir um mundo mais digno, justo e amável para todos… Num lar onde se vive o seguimento de Jesus com fé simples, mas com grande paixão, cresce uma família acolhedora, sensível ao sofrimento dos mais necessitados, onde se aprende a partilhar e a comprometer-se com um mundo mais humano”.

Neste espírito, rezemos pelas nossas famílias:

Ó Deus Trindade, comunhão perfeita no amor. Nossas famílias vos louvam e agradecem, por serem chamadas a realizar as maravilhas do vosso amor, no aconchego de seus lares. Sejam ambientes onde a vida humana nasce e se acolhe, generosa e responsavelmente. Cada família possa tornar-se escola de fé, fazendo dos pais os primeiros catequistas de seus filhos, começando em casa o processo da iniciação à vida cristã. Possam tornar-se santuário da vida e Igreja doméstica. Afastai delas o egoísmo, que fere de morte o amor e o compromisso com a vida. Ó Deus Trindade, por intercessão da Família de Nazaré, abençoai nossos lares e transformai-os em vivos sacrários de amor. Amém.

Dom Aloísio Alberto Dilli
Bispo de Santa Cruz do Sul

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Comunidades presbiterais https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/comunidades-presbiterais/ Tue, 06 Aug 2019 16:14:05 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56412 Estamos no mês vocacional. Lembrando de nossos padres, continuamos a refletir sobre as Comunidades Presbiterais, que sempre mais serão constituídas, seja por ideal ou mesmo por necessidade em nossas dioceses. O Cardeal Dom Aloísio Lorscheider, em seu livro sobre a Identidade e Espiritualidade do Padre Diocesano, afirma que o presbitério (união de todos os padres) é um dos elementos fundamentais de seu ministério. Da correta compreensão de presbitério depende muito a vida do padre diocesano.

Já nos primórdios da história da Igreja, Santo Inácio de Antioquia acentua que o presbítero está ligado, unido aos outros presbíteros. No presbitério, os padres estão unidos entre si por particulares vínculos de caridade apostólica, de ministério e de fraternidade. O princípio desta unidade é a ordenação sacerdotal e a consequente ligação comum com o bispo. O presbítero, através de seu bispo, entra na sucessão apostólica (Pastores Dabo Vobis 17). “A mesma sagrada ordenação e a mesma missão criam, entre os presbíteros, laços de íntima fraternidade, que deve traduzir-se espontânea e alegremente na ajuda mútua, espiritual e material, pastoral e pessoal, nas reuniões, na comunhão de vida, de trabalho e de caridade (LG 28)”. A fisionomia do presbitério é a de uma verdadeira família, de uma fraternidade, criada a partir da graça sacramental da ordenação (PDV 74).

Faz igualmente parte da vida dos presbíteros a missão apostólica para o serviço, numa Igreja particular, junto ao Povo de Deus que lhes é confiado. Bispo e presbitério formam um todo na propagação da fé, na celebração dos sacramentos e no pastoreio do povo. Sob a ação do Espírito Santo, estão intimamente ligados pelo caráter sacramental e pelo serviço à comunidade eclesial (missão). Seu ministério é um serviço como fraternidade presbiteral ou como comunidade presbiteral. Dessa relação de amor e fraternidade todos buscarão forças para sua vida espiritual e dela brotará a necessária eficácia pastoral. A fecundidade de nossa ação evangelizadora dependerá da qualidade de nossa vida fraterna.

Bispo e presbitério formam um todo na propagação da fé, na celebração dos sacramentos e no pastoreio do povo.

A partir desta reflexão e da necessidade que sempre mais vai se criando em nossas dioceses, mesmo talvez não tendo sido formados com este espírito, chegamos a formar mais Comunidades Presbiterais, ou seja, comunidades de padres, residindo juntos e atendendo várias Paróquias e municípios, de forma mais colegial, possivelmente a partir do mesmo lugar. Os membros da comunidade presbiteral vivem juntos, rezam juntos, planejam juntos, atendem conjuntamente.

Um dos aspectos positivos neste encaminhamento das comunidades presbiterais é a disposição dos padres e adesão dos fiéis das Paróquias a esta forma de vida comunitária, considerando-a ideal para os presbíteros e para um atendimento qualificado às comunidades. O Espírito Santo nos acompanhe em nossa caminhada diocesana; é preciso ouvir sua voz.

Dom Aloísio Alberto Dilli
Bispo de Santa Cruz do Sul

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