dízimo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:01:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png dízimo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Orientações sobre contribuições na Igreja Católica https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/orientacoes-sobre-contribuicoes-na-igreja-catolica/ Tue, 04 Feb 2020 19:53:22 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57712 Hoje vamos falar sobre as diversas formas de contribuição financeira e periódica que o cristão oferece livremente para a comunidade, à qual pertence e da qual participa, com o objetivo de ajudar a fim de que possa acontecer tudo o que envolve a evangelização na comunidade, razão de ser da própria Igreja (cf. EN 14). Com o dízimo ou outra forma de contribuição permite-se que a comunidade sobreviva, se mantenha, possa prestar seus serviços, consiga ajudar os necessitados, enfim, realize sua missão evangelizadora. Junto com a contribuição financeira, a comunidade precisa dos dons e talentos de cada membro, de seu envolvimento concreto e voluntário. Por isso, o dízimo é, antes de tudo, um compromisso de fé e de amor com a comunidade, em que assumimos nosso batismo como membros participantes e coerentes, onde vivemos o espírito da partilha e da doação, fundamentados no mandamento do amor, centro do evangelho. O dízimo é também um sinal concreto de amor e gratidão a Deus pelos dons que recebemos, sobretudo, pelo seu imenso amor que nos quer participantes de sua vida.

E como agir diante de tantos pedidos de contribuição pelos Meios de Comunicação católicos, através de visitas em casas ou ainda por outras formas? Esta é uma orientação: Pelo batismo, todo fiel é acolhido numa comunidade de fé e a ela pertence. Como discípulo missionário sente-se comprometido pela vida e missão da sua comunidade e Diocese. Para que a Igreja possa exercer sua missão, conta com a partilha e solidariedade dos seus membros através do dízimo, coletas e outras formas de contribuição.

O dízimo é considerado uma contribuição do fiel para o sustento da comunidade. É uma expressão de sua gratidão a Deus, corresponsabilidade com a Igreja, atenção aos necessitados e sensibilidade missionária. A Igreja local é o lugar principal onde o fiel é chamado a contribuir, pois nela vive todo processo de iniciação à vida cristã, celebra os sacramentos e é assistido pelos padres e outros agentes de pastoral. Ela tem a responsabilidade de formar os membros da comunidade, sobretudo os ministros ordenados e leigos comprometidos com a evangelização. Também tem a obrigação com a manutenção dos bens que estão a serviço do povo de Deus: dioceses, paróquias, seminários, centros de pastoral, etc. Por isso, cada batizado é chamado a contribuir com o dízimo na sua comunidade onde vive e celebra a sua fé.

Além do dízimo, existem as coletas que são previstas anualmente, como forma de participação em sentido eclesial mais amplo: Coleta da Solidariedade – CF; Coleta para Terra Santa; Coleta de Pentecostes; Óbolo de São Pedro; Coleta Missionária e Coleta da Evangelização. Também, algumas dioceses organizam coletas próprias para necessidades específicas, como para as vocações sacerdotais.

Para os fiéis que, além disso, têm condições de contribuir para outras instituições e lugares, deixamos estas orientações: a) O sentido de pertença à comunidade pede que a prioridade seja com a Igreja local e, somente depois disto, partilhar com solicitações que vem de fora da Diocese; b) Ao receber pedidos, através de visitas domiciliares, meios de comunicação, revistas, boletos bancários, etc., é importante ter critérios sobre sua destinação. O senso de partilha do povo de Deus é louvável, desde que não se omita o compromisso com a Igreja local. Que Maria, Mãe de Deus e da Igreja, nos ensine o caminho da comunhão com seu Filho Jesus Cristo e a partilha com os irmãos e irmãs”.

Dom Aloísio Alberto Dilli
Bispo de Santa Cruz do Sul

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“Gestão Eclesial e Dízimo” é tema da Atualização do Clero, que acontece no CTL https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/gestao-eclesial-e-dizimo-e-tema-da-atualizacao-do-clero-que-acontece-no-ctl/ Tue, 17 Sep 2019 19:26:10 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56761 Começou ontem (16) e segue até o próximo dia 19, a Atualização do Clero da Diocese de Uruaçu. O evento anual acontece no CTL, em Uruaçu, com o tema “Gestão Eclesial e Dízimo” e tem assessoria do padre Wagner Scarponi, da Arquidiocese de São Paulo (SP).

Além do momento formativo, o encontro tem o objetivo também de ser um espaço de convivência, partilha e fortalecimento da amizade e da vocação dos padres.

A Atualização é promovida pela Pastoral Presbiteral, cuja missão é contribuir para o processo de formação permanente intelectual e afetiva dos Presbíteros da Diocese, levando-se em consideração as grandes transformações contemporâneas e os desafios da missão e da ação pastoral.

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O dízimo cristão https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-dizimo-cristao/ Tue, 26 Feb 2019 02:49:35 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=54125 Hoje vamos falar sobre o dízimo ou outras formas de colaboração equivalentes, normalmente entendida como aquela contribuição financeira e periódica que o cristão oferece livremente para a comunidade, à qual pertence e da qual participa, com o objetivo de ajudar a fim de que possa acontecer tudo o que envolve a evangelização na comunidade, razão de ser da própria Igreja, pois ela existe para evangelizar (cf. EN 14). O dízimo permite que a comunidade sobreviva, se mantenha, possa prestar seus serviços, consiga ajudar os necessitados, enfim, realize sua missão evangelizadora. Junto com a contribuição financeira, a comunidade precisa dos dons e talentos de cada membro, de seu envolvimento concreto e voluntário. Pensando assim, o dízimo é, antes de tudo, um compromisso de fé e de amor com a comunidade, em que assumimos nosso batismo como membros participantes e coerentes, onde vivemos o espírito da partilha e da doação, fundamentados no mandamento do amor, síntese de todo evangelho. O dízimo é também um sinal concreto de amor e gratidão a Deus pelos dons que recebemos, sobretudo, pelo seu imenso amor que nos quer participantes de sua vida. Para ajudar-nos na reflexão, vejamos como escreve São Paulo aos Coríntios, ao motivar uma coleta em benefício dos cristãos de Jerusalém, em urgente necessidade: “É bom lembrar: ‘Quem semeia pouco também colherá pouco, e quem semeia com largueza colherá também com largueza’. Que cada um dê conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois ‘Deus ama quem dá com alegria’. Deus é poderoso para vos cumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra para empregar em alguma boa obra” (2Cor 9, 6-8). Neste texto bíblico, como em outros, percebemos que o dízimo ou outras contribuições praticadas nas primeiras comunidades cristãs tornam-se expressão de um ato de fé, de gratidão, de amor a Deus e aos irmãos.

‘Quem semeia pouco também colherá pouco, e quem semeia com largueza colherá também com largueza’.

Pelo que vimos acima, o dízimo não pode ser confundido com pagamento de taxa de sócio, como se a Igreja fosse um clube ou uma sociedade, a qual existe apenas para prestar determinados serviços (sacramentos, enterros…) e muito menos ainda como se fosse uma instância para comprar as bênçãos de Deus, seus favores e milagres. Portanto, o dízimo não é imposto, pagamento ou taxa. A graça de Deus não tem preço e não pode ser comprada. Assim compreendemos que o dízimo é uma devolução generosa, um sinal de gratidão e partilha consciente e responsável, dentro do espírito do verdadeiro sentido de nosso batismo, quando nos tornamos filhos de Deus e irmãos dos outros. A atitude filial e fraterna da fé abre os corações dos fiéis e tornam a partilha um gesto normal e coerente; enquanto que atitudes egoístas e avarentas fecham os corações e consideram a partilha como algo difícil e até desnecessário.

Segundo o verdadeiro espírito do dízimo cristão, todo batizado é convidado a ajudar em sua comunidade, proporcionalmente com sua situação de vida; a contribuição dos pobres, por menor que seja, é também muito valiosa e importante, pois ninguém é tão pobre que não tenha nada a repartir; o que lembra a oferta da viúva, elogiada por Jesus no evangelho (Mc 12, 41-44). E quem tem mais recursos ajude generosamente na proporção de suas possibilidades. O dízimo não é imposição, mas ato generoso, coerente com a vida cristã, orientado pelo mandamento do amor, que Jesus nos deixou.

Dom Aloísio Alberto Dilli
Bispo de Santa Cruz do Sul

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O dízimo em vista da evangelização https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-dizimo-em-vista-da-evangelizacao/ Wed, 15 Feb 2017 10:18:10 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44464 O recente Documento “O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas”, (CNBB, Doc. 106) ajuda-nos a corrigir erros e aponta o seu verdadeiro sentido. “Por meio do dízimo, que é uma contribuição motivada pela fé, os fiéis vivenciam a comunhão, a participação e a corresponsabilidade na evangelização” (Doc. 106, n. 5). A missão da Igreja é o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo. Para isto ela existe e se organiza em comunidades. Pressupõe cristãos evangelizados, que se sintam comprometidos com a comunidade na transmissão e amadurecimento da fé dos batizados. 

Por isso, em primeiro lugar, o dízimo é uma questão de fé e não uma forma de captação de recursos para as pastorais e a manutenção das estruturas eclesiais. Ele está relacionado com a experiência de Deus e com o amor fraterno. “A decisão de contribuir com o dízimo nasce de um coração agradecido por ter encontrado o Deus da vida e experimentado a beleza de sua presença amorosa no dia a dia.” (Doc. 106, n.12). Reconhecemos que tudo vem dele e, por gratidão, o melhor devemos dar a Ele (cf. 1Sm 2,29). Ao contribuir, de maneira espontânea, “segundo tiver decidido em seu coração” (2Cor 9,7), o cristão confia-se inteiramente a Deus, manifestando que sua segurança está n´Ele depositada. Um exemplo bíblico é o da viúva pobre que doa duas moedas, que era tudo o que tinha (Mc 12,41-44). Ela manifesta total desapego e, ao mesmo tempo, total confiança e segurança em Deus. Ainda enquanto ligado à fé, ele expressa o vínculo do fiel, sua pertença e ativa participação na vida da comunidade, da Igreja. Porque somos Igreja, somos responsáveis pela sua missão, a evangelização. 

Dízimo é sinônimo de gratuidade. Tudo em Deus é gratuito. Ele não tem nada a negociar, para comprar ou vender. É errada a compreensão do dízimo como pressuposto para ter direitos em troca: para poder realizar catequese, para poder realizar a celebração do matrimônio ou até para receber graças especiais. Não faz sentido, por exemplo, contribuir com o dízimo unicamente para poder um dia ser sepultado no cemitério.Quem contribui com o dízimo não pede nada em troca, pois já se sente agraciado por Deus por tantas bênçãos dele recebidas. As graças que recebemos sempre partem da bondade e misericórdia de Deus, nunca são um direito adquirido por um valor a Ele ofertado. Disso tudo que falamos, compreendemos que o dízimo não é uma taxa ou um pagamento de um imposto. Tem a ver com a maturidade de nossa fé, com o vínculo com a comunidade e com a missão de toda a Igreja. Há, também, quem faz da contribuição do dízimo a única forma de participação comunitária. Com sua contribuição,julga-se isento do comprometimento com a caminhada pastoral da comunidade. A corresponsabilidade dos leigos, religiosos e ministros ordenados perpassa todos os âmbitos da ação evangelizadora, nos diferentes serviços e ministérios. Por isso, é lógico que a contribuição do dízimo seja feita na comunidade de fé em que a pessoa participa. Por ser dizimista sabe-se ainda mais ligado a Jesus Cristo e com a missão da Igreja.

À medida que o dízimo for consciente, fruto de uma decisão de fé madura, não será mais necessário buscar recursos por meio de festas ou com a comercialização de bebidas alcoólicas, que, muitas vezes, são um contratestemunho. As festas terão seu verdadeiro significado como a oportunidade da comunidade se encontrar, rezar e festejar, sem a preocupação de obter recursos para investimentos materiais. Compreenderemos, aos poucos, que o melhor investimento que uma comunidade pode fazer é na formação cristã de seus membros e na ajuda aos necessitados.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

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