discurso - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png discurso - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco vai inaugurar reunião pré-sinodal com os jovens https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-vai-inaugurar-reuniao-pre-sinodal-com-os-jovens/ Thu, 15 Mar 2018 16:02:11 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-vai-inaugurar-reuniao-pre-sinodal-com-os-jovens.html Enquanto os jovens já estão debatendo no Facebook as questões relativas ao Sínodo dos Bispos, em Roma estão sendo ultimados os preparativos para a reunião pré-sinodal, de 19 a 24 de março.

Durante uma semana, mais de 300 jovens representando conferências episcopais, movimentos e instituições de dentro e fora da Igreja se reunirão no Pontifício Colégio Internacional “Maria Mater Ecclesiae”.

Inauguração com o Papa

E ali irá o Papa Francisco para fazer a abertura do evento. O Pontífice é aguardado às 8h45 da manhã de segunda-feira. Às 9h, a reunião será aberta com um momento de oração, a saudação do Cardeal Lorenzo Baldisseri, o discurso do Santo Padre e o testemunho de cinco jovens.

Depois de uma breve pausa, os trabalhos serão retomados com a Assembleia Plenária, que consiste no diálogo com o Papa, em que o Pontífice responderá a algumas perguntas dos participantes e, na sequência, a apresentação dos conteúdos da reunião.

Com o Papa Francisco estará uma comitiva de brasileiros, entre eles o Secretário Nacional da Pastoral da Juventude, Davi Rodrigues da Silva, que falou de sua expectativa para o Vatican News: ouça aqui.

Por Vatican News

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Encontro com os jovens concluiu viagem do Papa a Bangladesh https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/encontro-com-os-jovens-concluiu-viagem-do-papa-a-bangladesh/ Mon, 04 Dec 2017 08:50:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49722 “Finalmente nos encontramos!”. Assim como em Mianmar, foi com os jovens que Francisco concluiu sua visita a Bangladesh, a 3ª visita ao sudeste asiático, no último sábado, 2/12.

O encontro estava marcado para o Notre Dame College, de Daca, fundado pela Congregação da Santa Cruz em 1949. Aberto a estudantes de todas as Confissões religiosas, a instituição transferiu-se para o bairro atual em 1954.

O Papa foi acolhido pelo encarregado da Pastoral Juvenil, o Bispo de Barisal, Dom Subroto Howlader CSC, pelo Reitor da Universidade e pelo Diretor da Escola Notre Dame, ambas mantidas pela Congregação da Santa Cruz.

Francisco abençou a pedra fundamental do novo prédio “Notre Dame University Bangladesh” e uma placa comemorativa.

Sete mil jovens esperavam pelo Papa no campo esportivo da instituição. O palco, muito simples, foi montado com um material muito comum na região: o bambu.

Danças e cânticos de um coral receberam o Santo Padre, que. após ouvir testemunhos de dois jovens, dirigiu algumas palavras ao presentes em italiano, com tradução simultânea em bengali em um telão.

Ao dirigir-se aos jovens, agradeceu pelas palavras-chaves oferecidas em seus testemunhos, como “sabedoria” e “esperança”.

Ao comentar as palavras da jovem Upasana, Francisco referiu-se a um conhecido escritor bengalês, Kazi Nazrul Islam, que definiu a juventude do país como «arrojada», «habituada a arrancar a luz do ventre das trevas», observando:

“Os jovens estão sempre prontos para avançar, fazer com que as coisas aconteçam e correr riscos. Encorajo-vos a avançar com este entusiasmo nas circunstâncias boas e nas más. Avançar, especialmente nos momentos em que vos sentis oprimidos pelos problemas e pela tristeza e, olhando para fora, parece que Deus não Se faz ver no horizonte”.

Mas ao avançar – foi o seu alerta –  “certificai-vos de escolher o caminho certo”. Mas, o que significa isto?, perguntou, respondendo:

“Significa saber viajar na vida, não vagar sem rumo. A nossa não é uma vida sem direção; tem um objetivo, que nos foi dado por Deus. Ele guia-nos, orientando-nos com a sua graça. É como se tivesse colocado dentro de nós um software, que nos ajuda a discernir o seu programa divino e a responder-lhe livremente. Mas, como qualquer software, também este precisa de ser constantemente atualizado. Mantennham atualizado o vosso programa, prestando ouvidos ao Senhor e aceitando o desafio de fazer a sua vontade”.

O testemunho do jovem Anthony, ofereceu ao Papa “uma outra chave”, a palavra “sabedora”:

“Quando se passa do viajar ao vagar sem rumo, perdeu-se toda a sabedoria! A única coisa que nos orienta e faz avançar pelo caminho certo é a sabedoria, a sabedoria que nasce da fé. Não é a falsa sabedoria deste mundo. É a sabedoria que se vislumbra nos olhos dos pais e dos avós, que puseram a sua confiança em Deus.”

E é justamente esta sabedoria – disse o Santo Padre – que nos ajuda a identificar e rejeitar as promessas falsas de felicidade:

“Uma cultura que faz promessas falsas não pode libertar; conduz apenas a um egoísmo que enche o coração de escuridão e amargura. Pelo contrário, a sabedoria de Deus ajuda-nos a saber como acolher e aceitar aqueles que agem e pensam de forma diferente de nós. É triste quando começamos a fechar-nos no nosso pequeno mundo e nos retraímos em nós próprios. Então adotamos o princípio «ou é como digo eu, ou não se faz nada», acabando enredados, fechados em nós mesmos”.

Quando um povo, uma religião ou uma sociedade se tornam um «pequeno mundo» – observou o Papa – perdem o melhor que têm e precipitam numa mentalidade presunçosa, que faz dizer «eu sou bom, tu és mau».

Neste sentido – explicou o Papa – “a sabedoria de Deus abre-nos aos outros. Ajuda-nos a olhar para além das nossas comodidades pessoais e das falsas seguranças que nos deixam cegos perante os grandes ideais que tornam a vida mais bela e digna de ser vivida”.

Em um país onde os católicos são minoria, 0,2% da população, Francisco expressou a sua alegria pela presença no encontro de “amigos muçulmanos e de outras religiões”:

“Com o fato de vos encontrardes aqui hoje, mostrais a vossa determinação de promover um clima de harmonia, onde se estende a mão aos outros, apesar das vossas diferenças religiosas”.

A sabedoria de Deus ajuda-nos também a olhar para além de nós mesmos para intuir a bondade do nosso patrimônio cultural:

“A vossa cultura ensina-vos a respeitar os idosos. Como disse antes, os idosos ajudam-nos a apreciar a continuidade das gerações. Possuem a memória e a sabedoria feita de experiência, que nos ajudam a evitar a repetição dos erros do passado. Os idosos têm o «carisma de colmar as distâncias», assegurando que os valores mais importantes sejam transmitidos aos filhos e aos netos. Através das suas palavras, do seu amor, do seu carinho e da sua presença, compreendemos que a história não começou connosco, mas somos parte de um antigo «viajar» e que a realidade é maior do que nós”.

Falai com os vossos pais e avós – exortou Francisco – não passeis o dia inteiro com o celular, ignorando o mundo ao vosso redor!.

Por fim, o Papa fala de outra palavra presente nos dois testemunhos, a esperança:

“A sabedoria de Deus fortalece em nós a esperança e ajuda-nos a enfrentar o futuro com coragem. Nós, cristãos, encontramos esta esperança no encontro pessoal com Jesus na oração e nos Sacramentos, e no encontro concreto com Ele nos pobres, doentes, atribulados e abandonados. Em Jesus, descobrimos a solidariedade de Deus, que caminha constantemente ao nosso lado”.

“Ao despedir-me hoje do vosso país – concluiu o Papa – asseguro-vos a minha oração, para que todos possais continuar a crescer no amor de Deus e do próximo. E, por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Isshór Bangladeshké ashirbád Korun [Deus abençoe Bangladesh].

Por Rádio Vaticano

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Papa chega a Bangladesh e se reúne com autoridades do país https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-chega-a-bangladesh-e-se-reune-com-autoridades-do-pais/ Thu, 30 Nov 2017 14:01:57 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-chega-a-bangladesh-e-se-reune-com-autoridades-do-pais.html O Papa Francisco deixou Mianmar, nesta quinta-feira (30/11), e se dirigiu para Bangladesh, segunda etapa de sua 21ª viagem apostólica internacional. 

O avião papal aterrissou no aeroporto internacional de Daca às 5h da manhã, horário de Brasília. Ao descer do avião, o Papa foi acolhido pelo Presidente bengalês, Abdul Hamid. Duas crianças, com vestidos tradicionais, ofereceram ao Papa flores e um vaso de terra que foi abençoado pelo Pontífice. 

Acolheram também o Papa demais autoridades políticas e civis, bispos, fiéis e quarenta crianças que executaram danças tradicionais.

Após a cerimônia de boas-vindas, no aeroporto de Daca, o Santo Padre visitou o Memorial Nacional dos Mártires, em Savar, e fez uma homenagem ao Pai da Pátria no Bangabandhu Memorial Museum e assinou o Livro de Honra.

Mais tarde, o Papa Francisco encontrou-se, no Palácio Presidencial, em Daca, com as autoridades, com o Corpo diplomático e a sociedade civil. 

O Pontífice agradeceu ao Presidente bengalês, Abdul Hamid, pelo convite a visitar esta nação e por suas palavras de boas-vindas.

“Seguindo as pegadas de dois dos meus Predecessores, os Papas Paulo VI e João Paulo II, estou aqui para rezar com os meus irmãos e irmãs católicos e oferecer-lhes uma mensagem de estima e encorajamento”, disse Francisco.

“Bangladesh é um Estado jovem e todavia ocupou sempre um lugar especial no coração dos Papas, que desde o princípio expressaram solidariedade ao seu povo, procurando acompanhá-lo na superação das dificuldades iniciais e apoiando-o na tarefa exigente da construção da nação e do seu desenvolvimento. Agradeço a oportunidade de me dirigir a esta assembleia, que reúne homens e mulheres com responsabilidades especiais na tarefa de dar forma ao futuro da sociedade bengalesa.”

O Papa disse que durante o voo para Daca, recordaram a ele que Bangladesh – “«Golden Bengal» – é uma nação interligada por uma vasta rede fluvial e por vias navegáveis, grandes e pequenas. Creio que esta beleza natural é emblemática de sua particular identidade como povo. Bangladesh é uma nação que se esforça para alcançar uma unidade de linguagem e cultura com o respeito pelas diferentes tradições e comunidades, que fluem como inúmeros riachos, vindo enriquecer o grande curso da vida política e social do país”.

“No mundo de hoje, nenhuma comunidade, nação ou Estado pode sobreviver e progredir no isolamento. Como membros da única família humana, precisamos uns dos outros e dependemos uns dos outros. O Presidente Sheikh Mujibur Rahma compreendeu e procurou incorporar este princípio na Constituição Nacional. Imaginou uma sociedade moderna, pluralista e inclusiva, onde cada pessoa e cada comunidade pudesse viver em liberdade, paz e segurança, respeitando a inata dignidade e igualdade de direitos de todos. O futuro desta jovem democracia e a saúde da sua vida política dependem essencialmente da fidelidade a esta visão fundadora. Com efeito, só através dum diálogo sincero e do respeito pelas legítimas diversidades é que um povo pode reconciliar as divisões, superar perspectivas unilaterais e reconhecer a validade de pontos de vista divergentes. Uma vez que o diálogo autêntico aposta no futuro, ele constrói unidade ao serviço do bem comum e está atento às necessidades de todos os cidadãos, especialmente dos pobres, dos desfavorecidos e daqueles que não têm voz.”

Francisco recordou que “nos meses passados, pôde-se observar de maneira bem tangível o espírito de generosidade e solidariedade – sinais caraterísticos da sociedade de Bangladesh – no seu ímpeto humanitário a favor dos refugiados chegados em massa do Estado de Rakhine, proporcionando-lhes abrigo temporário e provisões para as necessidades primárias da vida. Isto foi conseguido à custa de não pouco sacrifício; e foi realizado também sob o olhar do mundo inteiro. Nenhum de nós pode deixar de estar consciente da gravidade da situação, do custo imenso exigido de sofrimentos humanos e das precárias condições de vida de tantos dos nossos irmãos e irmãs, a maioria dos quais mulheres e crianças amontoados nos campos de refugiados. É necessário que a comunidade internacional implemente medidas resolutivas diante dessa grave crise, não só trabalhando para resolver as questões políticas que levaram à massiva deslocação de pessoas, mas também prestando imediata assistência material a Bangladesh em  seu esforço de responder eficazmente às urgentes carências humanas.”

“Apesar da minha visita ser primariamente dirigida à Comunidade católica do Bangladesh, considero um momento privilegiado o meu encontro que terá lugar amanhã em Ramna com os Responsáveis ecumênicos e inter-religiosos. Juntos, rezaremos pela paz e reafirmaremos o nosso compromisso de trabalhar pela paz. Bangladesh é conhecido pela harmonia que tradicionalmente existe entre os seguidores de várias religiões. Esta atmosfera de respeito mútuo e um clima crescente de diálogo inter-religioso permitem aos fiéis expressar livremente as suas convicções mais profundas sobre o significado e a finalidade da vida. Assim, podem contribuir para promover os valores espirituais que são a base segura para uma sociedade justa e pacífica. Num mundo onde muitas vezes a religião é – escandalosamente – usada para fomentar a divisão, revela-se ainda mais necessário um tal gênero de testemunho do seu poder de reconciliação e união. Isto manifestou-se de forma particularmente eloquente na reação comum de indignação que se seguiu ao brutal ataque terrorista do ano passado aqui em Daca e na mensagem clara enviada pelas autoridades religiosas da nação, segundo a qual o santíssimo nome de Deus não pode jamais ser invocado para justificar o ódio e a violência contra outros seres humanos, nossos semelhantes.”

Segundo o Papa, “embora em número relativamente reduzido, os católicos de Bangladesh procuram desempenhar um papel construtivo no desenvolvimento da nação, especialmente através das suas escolas, clínicas e dispensários. A Igreja aprecia a liberdade – de que beneficia toda a nação – de praticar a sua fé e realizar as suas obras sócio-caritativas, incluindo a de oferecer aos jovens, que representam o futuro da sociedade, uma educação de qualidade e um exercício de saudáveis valores éticos e humanos. Em suas escolas, a Igreja procura promover uma cultura do encontro, que tornará os alunos capazes de assumir as suas próprias responsabilidades na vida da sociedade. Com efeito, nestas escolas, a grande maioria dos estudantes e muitos dos professores não são cristãos, mas provêm de outras tradições religiosas. Tenho a certeza de que a Comunidade católica, de acordo com a letra e o espírito da Constituição Nacional, continuará a gozar da liberdade de levar adiante estas boas obras como expressão de seu empenho a favor do bem comum”.

Senhor Presidente, queridos amigos!

Agradeço a sua atenção e asseguro-lhes as minhas orações, para que, em suas nobres responsabilidades, sejam sempre inspirados pelos altos ideais de justiça e serviço aos seu concidadãos. De bom grado invoco, sobre vocês e sobre todo o povo de Bangladesh, as bênçãos divinas da harmonia e da paz.

Por Redação, com Rádio Vaticano

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O futuro de Mianmar deve ser a paz, diz Papa às autoridades do país https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/o-futuro-de-mianmar-deve-ser-a-paz-diz-papa-as-autoridades-do-pais/ Tue, 28 Nov 2017 15:41:16 +0000 http://teste.toqueto.com/o-futuro-de-mianmar-deve-ser-a-paz-diz-papa-as-autoridades-do-pais.html A paz foi o tema que perpassou o primeiro discurso do Papa Francisco em Mianmar, durante o encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático do país. O Santo Padre destacou a necessidade de compromisso com justiça e o respeito pelos direitos humanos no processo de paz.

Francisco foi acolhido pela conselheira de Estado de Mianmar, Aung San Suu Kyi, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1991. Ela fez um discurso manifestando a alegria e satisfação por receber o Papa. “Obrigada por ter vindo até aqui. O senhor trouxe até nós a força e a esperança em nosso entendimento, a nosso esforço pela paz, à reconciliação nacional e à harmonia social”, disse San Suu Kyi, lembrando que o Papa visita o país seis meses após o estabelecimento formal das relações diplomáticas entre Mianmar e a Santa Sé.

Francisco disse que é um contentamento sua visita se realizar depois desse acontecimento, um fato que ele vê como sinal do empenho da nação em prosseguir no diálogo e cooperação dentro da comunidade internacional.

Dos tesouros de Mianmar, o maior deles, segundo o Papa, é o povo, que sofreu e continua sofrendo em virtude de conflitos e hostilidades que criaram divisões. Agora, o país trabalha para restaurar a paz e o Santo Padre destacou que esse processo só pode avançar através do compromisso com a justiça e do respeito pelos direitos humanos.

“O futuro do Myanmar deve ser a paz, uma paz fundada no respeito pela dignidade e os direitos de cada membro da sociedade, no respeito por cada grupo étnico e sua identidade, no respeito pelo Estado de Direito e uma ordem democrática que permita a cada um dos indivíduos e a todos os grupos – sem excluir nenhum – oferecer a sua legítima contribuição para o bem comum”.

Comunidades religiosas

Não faltou no discurso do Papa uma menção ao papel que as comunidades religiosas de Mianmar têm nesse trabalho de reconciliação e integração nacional. Ele afirmou que as diferenças religiosas devem ser uma força em prol da unidade e da tolerância, não uma fonte de divisão. Nesse sentido, ele considerou um sinal de esperança o compromisso dos líderes das várias tradições religiosas do país em trabalhar juntos, com respeito mútuo, pela paz e auxílio aos pobres.

O Papa mencionou ainda no discurso os jovens como “um dom a estimar e encorajar”, mas esse é um investimento que só trará bom rendimento com oportunidades reais de emprego e educação de qualidade, ressaltou. Ele também mencionou nesse ponto a necessidade de compromisso com o meio ambiente, de modo que esse não esteja corrompido pela ganância e depredação humana.

“Nestes dias, quero encorajar os meus irmãos e irmãs católicos a perseverar na sua fé e a continuar a expressar a sua mensagem de reconciliação e fraternidade através de obras caritativas e humanitárias, de que toda a sociedade possa beneficiar. Espero que, na respeitosa cooperação com os seguidores de outras religiões e com todos os homens e mulheres de boa vontade, contribuam para abrir uma nova era de concórdia e progresso para os povos desta amada nação”, finalizou.

Outros compromissos

Antes do encontro com as autoridades, ocasião de seu primeiro discurso público, o Santo Padre participou da cerimônia de boas vindas no Palácio Presidencial e logo em seguida fez uma visita de cortesia ao presidente do país, Htin Kyaw. Ele também se encontrou com a conselheira de Estado e ministra das Relações Exteriores, Aung San Suu Kyi.

Após o encontro com as autoridades, o Papa segue para Yangon, onde passa a noite e se prepara para os compromissos de amanhã: Santa Missa, encontro com o Conselho Supremo “Sangha” dos Monges budistas e encontro com os bispos de Mianmar.

Por Canção Nova

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Papa: civilizar o mercado na perspectiva de uma ética amiga do ser humano https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-civilizar-o-mercado-na-perspectiva-de-uma-etica-amiga-do-ser-humano/ Fri, 20 Oct 2017 13:00:24 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-civilizar-o-mercado-na-perspectiva-de-uma-etica-amiga-do-ser-humano.html O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta sexta-feira (20/10), na Sala Clementina, no Vaticano, os membros da Pontifícia Academia das Ciências Sociais que participam de um encontro promovido pelo organismo.

Instituída por São João Paulo II, com o objetivo de promover o estudo e o progresso das ciências sociais, econômicas, políticas e jurídicas, e oferecer à Igreja elementos a serem usados no estudo e no desenvolvimento da doutrina social, a Academia tem também a tarefa de refletir sobre a aplicação dessa doutrina na sociedade atual.

“O aumento endêmico e sistêmico das desigualdades e da exploração do Planeta, e o trabalho que não dignifica a pessoa humana são as duas causas específicas que alimentam a exclusão e as periferias existenciais”, frisou o Papa em seu discurso.

“A desigualdade e a exploração não são uma fatalidade e nem uma constante histórica. Não são uma fatalidade porque dependem, além dos vários comportamentos individuais, das regras econômicas que uma sociedade se dá. O lucro prevalece como finalidade e a democracia se torna uma plutocracia na qual aumentam as desigualdades e também a exploração do Planeta.” 

Em relação à segunda causa de exclusão social, o Papa chamou a atenção para que no mundo do trabalho existam “pessoas abertas, empreendedoras, capazes de relações fraternas”, evidenciando uma necessidade fundamental: 

“Desvincular-se das pressões de lobistas públicos e privados que defendem interesses setoriais. Também é necessário superar as formas de preguiça espiritual. Ação política deve ser colocada a serviço da pessoa humana, do bem comum e do respeito pela natureza.”

“Valores fundamentais como a democracia, a justiça, a liberdade, a família e a criação” não podem ser sacrificadas no “altar da eficiência”. “Devemos mirar a civilização do mercado, na perspectiva de uma ética amiga do ser humano e seu ambiente.”

Segundo o Papa,  é preciso repensar a figura e o papel do Estado-nação no novo contexto da globalização:

“O Estado não pode conceber-se como único e exclusivo detentor do bem comum, não permitindo a corpos intermediários da sociedade civil de expressarem plenamente seu pleno potencial. Esta seria uma violação do princípio de subsidiariedade que, junto com o da solidariedade, forma uma coluna da doutrina social da Igreja. O desafio aqui é o de como vincular os direitos individuais ao bem comum”.

Enfim, o Papa citou as palavras do escritor francês Charles Péguy a propósito do papel específico da sociedade civil e da virtude da esperança: “Como uma irmã pequena está no meio das outras duas virtudes, fé e caridade, segurando-as pela mão e puxando-as para frente. Parece-me ser esta a posição da sociedade civil: puxar para frente o Estado e o mercado a fim de que repensem sua razão de ser e seu modo de agir.”

Por Rádio Vaticano

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Mons. Arellano sobre discurso do Papa na FAO: corajoso e original https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/mons-arellano-sobre-discurso-do-papa-na-fao-corajoso-e-original/ Thu, 19 Oct 2017 11:31:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49099 “Corajoso” e “original”: com esses dois adjetivos, o observador permanente da Santa Sé junto à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, Mons. Fernando Chica Arellano, define o discurso do Papa na Fao na segunda-feira (16/10), por ocasião do Dia Mundial da Alimentação.

A coragem de falar de “amor” como parte integrante das “relações internacionais” e de insistir na importância da “vontade” no contexto do combate à fome: “agir, mas com amor” – foi a síntese feita pelo representante vaticano.

Ademais, referindo-se sobre a relevância dada pelo Papa acerca da mais que necessária “distribuição equânime dos frutos da terra”, mas, sobretudo, acerca do “direito de todo ser humano a alimentar-se segundo as próprias necessidades, o observador permanente da Santa Sé fala de conceitos revolucionários neste mundo marcado por tantas desigualdades.

Mons. Fernando Chica Arellano:- “Parece-me ter sido um discurso corajoso, com os pés no chão; um discurso muito original, porque o Papa dirigiu um grande apelo à comunidade internacional a fim de que nas relações internacionais apareça a palavra ‘amor’. Muitas vezes, quando pensamos no amor cremos tratar-se de uma virtude somente para as micro relações, para as relações domésticas ou para uma relação muito circunscrita. Ao invés, o Papa falou da caridade, do amor como chave da ‘relação internacional’. O amor – explicou o Papa – não é uma palavra intimista, não é um sentimento ‘teórico’; o amor deve levar a realmente derrotar a fome, a acabar com esta migração forçada, obrigada, onde as pessoas fogem porque não têm o pão de cada dia para suas crianças, seus entes queridos, para si mesmos.”

RV: O Santo Padre disse que “a fome não é uma doença incurável”; é preciso buscar distribuir as riquezas porque a produção mundial é enorme…

Mons. Fernando Chica Arellano:- “Com certeza, e o Papa disse isso muito bem: não é uma doença incurável; a fome é a origem de muitas doenças, mas se pode debelar. Basta apenas uma coisa: querer isso. Falta boa vontade. Faltando isso, a fome continuará sendo um flagelo que está aí, que espezinha todas as pessoas, sobretudo os mais pobres. Foi um grande apelo a passar das palavras às obras. É tempo de agir com amor, buscando o bem-estar de todos, não somente de um pequeno grupo.”

RV: Muitas guerras são feitas por causa da falta de alimento. Essas guerras são feitas também por porções de território. Tem-se a impressão de que curando a fome, se curam, ao mesmo tempo, muitas guerras…

Mons. Fernando Chica Arellano:- “Pior ainda. Muitas vezes a fome é uma arma de guerra. É uma coisa verdadeiramente assustadora. Para acabar com a fome é preciso investir na paz. Com a paz tudo pode ser alcançado. A paz é como um imã que atrai muitos bens; a guerra é um imã que atrai muitos, muitos males.”

Por Rádio Vaticano

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No Dia Mundial da Alimentação, Papa visita sede da FAO em Roma https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/no-dia-mundial-da-alimentacao-papa-visita-sede-da-fao-em-roma/ Mon, 16 Oct 2017 12:42:23 +0000 http://teste.toqueto.com/no-dia-mundial-da-alimentacao-papa-visita-sede-da-fao-em-roma.html Nesta segunda-feira, 16, Dia Mundial da Alimentação, o Papa Francisco visitou a sede do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma. O tema da data deste ano é: Mudar o futuro da migração. Investir na segurança alimentar e no desenvolvimento rural. 

Após agradecer ao diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, e demais autoridades, o Papa recordou, em seu discurso, que em 16 de outubro de 1945, os governos decidiram eliminar a fome no mundo através do desenvolvimento do setor agrícola, instituindo a FAO.

Nessa época, havia uma grave insegurança alimentar e grandes deslocamentos da população, recordou o Pontífice, com milhões de pessoas procurando sobreviver à miséria e às adversidades causadas pela guerra. Ainda hoje, a realidade exige, segundo pontuou o Papa, maior responsabilidade para garantir a alimentação a todos. 

“A realidade atual exige uma maior responsabilidade em todos os níveis, não só para garantir a produção necessária ou a distribuição equitativa dos frutos da terra – isso deve ser dado por certo – mas sobretudo para garantir o direito de todo ser humano de alimentar-se segundo as próprias necessidades, participando das decisões que o afetam e na realização das próprias aspirações, sem ter que se separar de seus entes queridos”.

Francisco ressaltou que, diante de tal objetivo, está em jogo a credibilidade de todo o sistema internacional. “Sabemos que a cooperação está cada vez mais condicionada por compromissos parciais, limitando inclusive a ajuda nas emergências. Também as mortes por causa da fome e o abandono da própria terra são notícias comuns, com o perigo da indiferença. Precisamos urgentemente encontrar novas maneiras de transformar as possibilidades que dispomos numa garantia que permita a cada pessoa encarar o futuro com confiança, e não apenas com alguma ilusão”.

O Santo Padre mencionou ainda que o cenário das relações internacionais mostra uma capacidade crescente de responder às expectativas da família humana. E isso também com a contribuição da ciência e da tecnologia que, ao estudarem os problemas, propõem soluções adequadas.

“No entanto, essas novas conquistas não conseguem eliminar a exclusão de grande parte da população mundial: quantos são vítimas de desnutrição, de guerras e mudanças climáticas! Quantos precisam de trabalho ou de bens necessários e são obrigados a abandonar suas terras, expondo-se a muitas e terríveis formas de exploração. Valorizar a tecnologia para o desenvolvimento é certamente um caminho a seguir, desde que sejam tomadas ações concretas para reduzir o número de pessoas que passam fome ou para controlar o fenômeno da migração forçada”.

Segundo o Papa, é preciso ir à raiz do problema para enfrentar a relação entre fome e migração. Nesse sentido, ele disse que os estudos realizados pela ONU, como aqueles feitos por outras organizações da sociedade civil, apontam para dois obstáculos a serem superados: conflitos e mudanças climáticas. 

“Como os conflitos podem ser superados? O direito internacional nos indica os meios para preveni-los ou resolvê-los rapidamente, evitando que se prolonguem e produzam fome e destruição do tecido social. Pensemos nas populações martirizadas por guerras que duram décadas e que poderiam ter sido evitadas, propagando efeitos desastrosos e cruéis como a insegurança alimentar e o deslocamento forçado de pessoas”. 

O Santo Padre voltou a defender a necessidade de diálogo e de boa vontade para frear os conflitos e um compromisso total contra o desarmamento gradual e sistemático, conforme previsto pela ONU.  “Do que adianta denunciar que por causa dos conflitos milhões de pessoas são vítimas da fome e da desnutrição, se não agimos de forma eficaz em favor da paz e do desarmamento?”, questionou.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa: colaboração é a chave para proteger os menores na internet https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-colaboracao-e-a-chave-para-proteger-os-menores-na-internet/ Fri, 06 Oct 2017 12:44:58 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-colaboracao-e-a-chave-para-proteger-os-menores-na-internet.html “Trabalhar juntos para ter sempre o direito, a coragem e alegria de olhar nos olhos as crianças do mundo.” Esta foi a exortação que o Papa Francisco fez aos participantes do Congresso Internacional “A dignidade do menor no mundo digital”, recebidos em audiência, no Vaticano, esta sexta-feira (06/10).

Em seu longo discurso, o Pontífice definiu a vulnerabilidade dos menores na rede como um “problema novo e gravíssimo, característico do nosso tempo”.

De fato, observou o Papa, “vivemos num novo mundo, que quando éramos jovens não podíamos nem mesmo imaginar”. O mundo digital é fruto do progresso da ciência e da técnica e que transformou em poucas décadas o nosso ambiente de vida e o nosso modo de comunicar e de viver e está transformando inclusive o nosso modo de pensar e de ser.

De um lado, vivemos esta transformação com admiração e fascínio e, de outro, com medo e temor pelas consequências. Sentimentos contrastantes que nos levam a questionar se somos capazes de guiar os processos que nós mesmos criamos ou se estamos perdendo o controle. Para Francisco, esta é a pergunta existencial da humanidade de hoje diante dos diversos aspectos da crise global.

O Papa citou também alguns dados: dos mais de três bilhões de usuários da internet, mais de 800 milhões são menores. “O que encontram na rede? E como são considerados por quem pode administrá-la?” Não entendemos nesses anos que esconder a realidade dos abusos sexuais é um gravíssimo erro e fonte de muitos males?”, questionou Francisco.

Por isso, é preciso manter os olhos bem abertos e enfrentar o aspecto obscuro da rede, que se tornou um lugar propício para os seguintes crimes: pornografia, bullying, tráfico online de pessoas, prostituição, transmissão ao vivo de estupros e novos fenômenos como “sexting” (divulgação de conteúdos eróticos e sensuais através de celulares) e “sextortion” (extorquir através da exploração sexual sem coerção física).

Diante de tudo isso, afirmou o Papa, permanecemos certamente horrorizados, mas também, infelizmente, desorientados. A isso, se acrescenta o difícil diálogo entre a antiga e a nova geração digital.

As palavras de Francisco são, portanto, de encorajamento e de mobilização conjunta. E para que seja eficaz, o Papa convida a combater três possíveis erros de perspectiva.

O primeiro é não subestimar o dano que esses crimes provocam nos menores e inclusive nos próprios adultos.

“Seria uma grave ilusão pensar que uma sociedade em que o consumo aberrante do sexo se expande entre os adultos seja depois capaz de proteger de modo eficaz os menores.” O segundo erro é pensar que as soluções técnicas automáticas, como os filtros do computador para identificar e bloquear a difusão de imagens, sejam suficientes para combater o problema. “Certamente essas soluções são necessárias, mas também é necessário a força da exigência ética.” O terceiro erro é pensar a rede como o reino da liberdade sem limites, quando – na verdade – também necessita ser gerida por leis, com a colaboração de governos e da polícia.

Francisco manifesta seu apoio à Declaração redigida pelos participantes do Congresso e pede a colaboração também das lideranças religiosas, garantindo a disponibilidade e o empenho dos católicos.

Neste ponto, o Pontífice afirma que a Igreja Católica se tornou sempre mais consciente nos últimos anos do fato de não ter protegido suficientemente os menores dentro de suas instituições: “Vieram à luz fatos gravíssimos dos quais tivemos que reconhecer as responsabilidades diante de Deus, das vítimas e da opinião pública. Justamente por isso, a Igreja sente hoje um dever particularmente grave de se empenhar de modo sempre mais profundo para proteção dos menores e de sua dignidade”.

O Papa concluiu falando de quando os seus olhos cruzam o olhar de inúmeras crianças em suas audiências e viagens:

“Ser visto pelos olhos das crianças é um experiência que todos conhecemos e que nos toca profundamente no coração, e que nos obriga também a um exame de consciência. O que nós fazemos para que essas crianças possam nos olhar sorrindo?  O que fazemos para que esses olhos não sejam corrompidos por aquilo que encontrarão na rede? Trabalhemos portanto para ter sempre o direito, a coragem e a alegria de olhar nos olhos as crianças do mundo.”

Por Rádio Vaticano

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Papa discursa à Pontifícia Academia para a Vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-discursa-a-pontificia-academia-para-a-vida/ Thu, 05 Oct 2017 15:12:43 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-discursa-a-pontificia-academia-para-a-vida.html O Papa Francisco recebeu em audiência nesta quinta-feira, 5, os participantes da Assembleia Geral dos Membros da Pontifícia Academia para a Vida. O tema da Assembleia é “Acompanhar a vida. Novas responsabilidades na era tecnológica”.

Esse também foi o ponto de partida do discurso do Papa. Francisco afirmou que este é um tema desafiador, mas ao mesmo tempo necessário, pois o mesmo aborda o entrelaçamento de oportunidades e criticidades que interpela o humanismo planetário, em referência aos recentes desenvolvimentos tecnológicos das ciências da vida.

“O poder das biotecnologias, que permite manipulações da vida até ontem impensáveis, apresenta enormes problemas”, disse o Papa, ressaltando, portanto, a necessidade de intensificar o estudo sobre os efeitos de tal evolução da sociedade no sentido tecnológico, a fim de articular uma síntese antropológica que esteja à altura desde desafio do tempo atual.

Francisco fez algumas reflexões considerando, primeiramente, as perguntas, novas e antigas, sobre o sentido da vida, sobre sua origem e seu destino. “O traço emblemático desta passagem pode ser brevemente reconhecido na rápida disseminação de uma cultura obsessivamente centrada na soberania do homem”. Segundo o Papa, alguns falam até em “egolatria”, ou seja, verdadeira adoração do ego, em que a pessoa olha tanto para si a ponto de se tornar incapaz de olhar para os outros e para o mundo. “A difusão desta atitude tem sérias consequências para todas as suas afeições e laços da vida”, pontuou.

Uma teologia da Criação e da Redenção que saiba se traduzir em palavras e gestos do amor por cada vida e por toda a vida é hoje mais do que nunca necessária para acompanhar o caminho da Igreja no mundo atual, disse. O Papa acrescentou, nesse sentido, que a Encíclica Laudato si é como um manifesto dessa retomada do olhar de Deus e do homem sobre o mundo, a partir da grande narração de revelação que é oferecida nos primeiros capítulos do Livro do Gênesis.

Aliança entre homem e mulher

Não faltou no discurso do Papa uma menção à aliança entre homem e mulher. Ele disse que essa aliança é chamada a tomar em suas mãos a direção de toda a sociedade, um convite à responsabilidade pelo mundo, na cultura, política, trabalho, economia e também na Igreja.

“Não se trata apenas de oportunidades iguais ou de reconhecimento recíproco. Trata-se, sobretudo, de compreensão dos homens e das mulheres sobre o significado da vida e sobre o caminho dos povos. O homem e a mulher são chamados não apenas a falar-se de amor, mas a falar-se com amor, do que eles devem fazer para que a convivência humana se realize na luz do amor de Deus por cada criatura”.

Francisco destacou que não é correta a hipótese recentemente avançada de reabrir o caminho para a dignidade da pessoa neutralizando radicalmente a diferença sexual e, portanto, a compreensão do homem e da mulher. “Em vez de contrastar as interpretações negativas da diferença sexual, que mortificam seu valor irredutível para a dignidade humana, se deseja cancelar o fato de tal diferença, propondo técnicas e práticas que a tornam irrelevante para o desenvolvimento da pessoa e para as relações humanas”.

Nesse sentido, o Papa explicou que a utopia do “neutro” remove seja a dignidade humana da constituição sexualmente diferente, seja a qualidade pessoal da transmissão generativa da vida. “A manipulação biológica e psíquica da diferença sexual, que a tecnologia biomédica permite vislumbrar como totalmente disponível à escolha da liberdade – enquanto não o é! – corre o risco assim de desmontar a fonte de energia que alimenta a aliança do homem e da mulher e a torna criativa e fecunda”.

O último ponto de reflexão do Papa em seu discurso foi sobre o acompanhamento e o cuidado da vida ao longo de toda a sua história individual e social, o que exige a reabilitação de um “ethos” da compaixão ou da ternura pela geração e regeneração do humano na sua diferença.

“Trata-se, antes de tudo, de reencontrar sensibilidade pelas diversas idades da vida, especialmente pelas das crianças e dos idosos. Tudo aquilo que neles é delicado e frágil, vulnerável e corruptível, não é uma questão que deve se referir apenas à medicina e o bem-estar. Estão em jogo partes da alma e da sensibilidade humana que pedem para ser ouvidas e reconhecidas, preservadas e apreciadas, por cada indivíduo e pela comunidade. Uma sociedade na qual tudo isso só pode ser comprado e vendido, burocraticamente regulado e tecnicamente predisposto, é uma sociedade que já perdeu o sentido da vida”, afirmou.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Dom Paglia: missão da PAV é colocar-se a serviço da vida humana https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-paglia-missao-da-pav-e-colocar-se-a-servico-da-vida-humana/ Wed, 04 Oct 2017 07:48:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48824 A Pontifícia Academia para a Vida (PAV) tem “uma nova estruturação”, e a sua “Carta Magna” será o discurso que o Papa Francisco pronunciará amanhã, 5 de outubro, primeiro dia da assembleia do Organismo pontifício após sua reorganização, programada no Vaticano com o tema “Acompanhar a vida. Novas responsabilidades na era tecnológica”.

Foi o que anunciou o presidente da PAV, Dom Vincenzo Paglia, durante a coletiva de imprensa de apresentação da assembleia geral do organismo vaticano, feita na segunda-feira (02/10) na Sala de Imprensa da Santa Sé.

A renovação querida pelo Papa Francisco com a publicação, no ano passado, do último Estatuto, tem sido realizada até então mediante a nomeação dos novos acadêmicos, provenientes de 37 países: 4 membros honorários e 45 membros ordinários, 87 membros correspondentes e (uma das novidades previstas pelo novo Estatuto) 13 jovens pesquisadores.

Colocar-se a serviço da vida humana em todas as suas fases

“A tarefa específica da Academia é colocar-se a serviço da vida humana em todas as suas fases, ao mesmo tempo, ampliando os temas enfrentados e as competências envolvidas”, recordou o arcebispo.

“A situação atual, como claramente indicada pela Carta encíclica Laudato si, exige de nós uma reflexão sobre a vida humana que leve em consideração as novas tecnologias que têm um impacto neste campo e os múltiplos fatores incidem na  transformação dos contextos sociais”, acrescentou.

Significado da vida para além do que afirmam as ciências naturais

“É cada vez mais preciso evidenciar o significado da vida humana, que não pode ser reduzido somente àquilo que nos dizem as ciências naturais”, afirmou Dom Paglia a propósito do necessário alargamento do contexto de “vida”, que “vai bem além da bioética” e se torna necessário também após a criação, por vontade do Papa Francisco, do novo Dicastério para os Leigos, a família e a vida”.

“As graves questões com as quais o mundo se confronta interpelam nossa fé”, prosseguiu o arcebispo, explicando que “o Papa pediu à Academia que se fizesse lugar de diálogo e de debate, recorrendo ao rico patrimônio da tradição evangélica e envolvendo – nesse apoio total à vida humana – aliados em toda cultura e tradição humana e religiosa”.

Perigosa pretensão da tecnologia de tornar-se nova religião

A assembleia geral é a primeira grande ocasião de colocar-se à obra segundo essa perspectiva:

“Durante o workshop público e o debate interno entre os acadêmicos será abordada a delicada ligação entre o acompanhamento nas várias idades da vida e o papel desempenhado pela tecnologia, com as imensas possibilidades que ela oferece e, ao mesmo tempo, a perigosa pretensão desta de tornar-se nova religião em que sacrificar todo e qualquer outro valor.

Conjugar rigor científico, sabedoria humana e paixão pela verdade

“A Pontifícia Academia para a Vida tem a ambição de abordar esses temas conjugando rigor científico e sabedoria humana, paixão pela verdade e cotejamento entre as várias competências e visões do mundo”, explicou ainda o Arcebispo Paglia.

Por Rádio Vaticano

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