discípulos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png discípulos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Em homilia, Papa reflete sobre a familiaridade com Jesus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-homilia-papa-reflete-sobre-a-familiaridade-com-jesus/ Tue, 26 Sep 2017 12:57:27 +0000 http://teste.toqueto.com/em-homilia-papa-reflete-sobre-a-familiaridade-com-jesus.html Na Missa desta terça-feira, 26, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco falou do conceito de família, inspirando-se no Evangelho de Lucas proposto pela liturgia do dia. Na homilia, ele destacou a familiaridade com Jesus. 

Para Jesus, família são os que ouvem a Palavra de Deus e a colocam em prática. No Evangelho, é o Senhor que chama “mãe”, “irmãos” e “família” os que o circundavam e o ouviam na pregação. E isso, observou o Papa, faz pensar no conceito de familiaridade com Deus e com Jesus, que é algo a mais em relação ao ser “discípulos” ou “amigos”; “não é uma atitude formal nem educada e muito menos diplomática”, afirmou o Papa.

Antes de tudo, explicou Francisco, significa entrar na casa de Jesus, viver ali, contemplar, ser livres, ali. “Porque os filhos são os livres, os que moram na casa do Senhor são os livres, os que têm familiaridade com Ele com os livres. Os outros, usando uma palavra da Bíblia, são os ‘filhos da escrava’, digamos assim, são cristãos, mas não ousam se aproximar, não ousam ter esta familiaridade com o Senhor, e sempre há uma distância que os separa do Senhor”.

Francisco ressaltou que a familiaridade com Jesus, como ensinam os grandes Santos, também significa estar com Ele, olhá-Lo, ouvir a sua Palavra, tentar praticá-la, falar com Ele. E a palavra é oração, disse o Papa, aquela oração que pode ser feita até na rua: “Mas, Senhor, o que acha?”. “Esta é a familiaridade, não? Sempre. Os santos tinham isso. Santa Teresa, é bonito, porque diz que via o Senhor em todos os lugares, era familiar com o Senhor por todos os lados, mesmo entre as panelas na cozinha, era assim”.

Por fim, o Papa explicou que familiaridade é “permanecer” na presença de Jesus como Ele mesmo aconselha na Última Ceia ou como recorda o início do Evangelho, quando João indica: “este é o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. E André e João foram atrás de Jesus” e, como está escrito, “permaneceram, ficaram com Ele todo o dia”.

Esta é, portanto, reiterou o Papa, a atitude de familiaridade, não aquela dos cristãos que, porém, mantêm distância de Jesus. E então Francisco pede a cada um: “vamos dar um passo nesta atitude de familiaridade com o Senhor. Aquele cristão, com problemas, que vai no ônibus, no metrô e interiormente fala com o Senhor ou pelo menos sabe que o Senhor o vê, lhe está próximo: esta é a familiaridade, é proximidade, é sentir-se da família de Jesus. Peçamos esta graça para todos nós, entender o que significa familiaridade com o Senhor. Que o Senhor nos conceda esta graça”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa: abrir o coração ao Espírito Santo para testemunhar Jesus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-abrir-o-coracao-ao-espirito-santo-para-testemunhar-jesus/ Mon, 22 May 2017 13:09:44 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-abrir-o-coracao-ao-espirito-santo-para-testemunhar-jesus.html Somente o Espírito Santo nos ensina a dizer: “Jesus é o Senhor”. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa matutina (22/05) na Casa Santa Marta. O Pontífice destacou que devemos abrir o coração para ouvir o Espírito Santo e, assim, poder testemunhar Jesus Cristo.

Francisco desenvolveu sua homilia a partir do longo discurso de Jesus aos seus discípulos na Última Ceia. O Papa falou de modo especial sobre o Paráclito, o Espírito Santo, que – observou – nos acompanha e “nos dá a segurança de sermos salvos por Jesus”. O Espírito Santo é o Defensor enviado por Jesus para nos defender diante do Pai.

O Espírito Santo, companheiro de caminhada da Igreja

Francisco recordou que é o Espírito Santo que nos ensina a dizer: ‘Jesus é o Senhor”:

“Sem o Espírito, nenhum de nós é capaz de dizer, ouvir e viver Jesus. Em outras partes deste longo discurso, Jesus diz do Espírito: ‘Ele os conduzirá à plena Verdade’, nos acompanhará rumo à plena Verdade. ‘Ele lhes fará lembrar de todas as coisas que eu disse; lhes ensinará tudo’. Isto é, o Espírito Santo é o companheiro de caminhada de todo cristão, é o também o companheiro de caminhada da Igreja. E este é o dom que Jesus nos dá”.

Abrir o coração ao Espírito Santo para que possa entrar

O Espírito Santo, disse, é “um dom: o grande dom de Jesus”, “aquele que não nos deixa errar”. Mas onde mora o Espírito?, perguntou o Papa. Na Primeira Leitura, extraída dos Atos dos Apóstolos, encontramos a figura de Lídia, “comerciante de púrpura”, alguém que “sabia fazer as coisas”, a quem “o Senhor abriu o coração para aderir à Palavra de Deus”:

“O Senhor abriu o seu coração para que o Espírito Santo entrasse e ela se tornasse discípula. É justamente no coração que levamos o Espírito Santo. A Igreja o chama como ‘o doce hóspede do coração’: está aqui. Mas num coração fechado ele não pode entrar. ‘Ah, então onde se compram as chaves para abrir o coração?’. Não: também este é um dom. É um dom de Deus. ‘Senhor, abra-me o coração para que entre o Espírito e me faça entender que Jesus é o Senhor’”.

O Papa reiterou que esta é uma oração que devemos fazer nesses dias: “Senhor, abra-me o coração para que eu possa entender aquilo que Tu nos ensinaste. Para que eu possa recordar as Tuas palavras. Para que eu chegue à plena verdade”.

Abrir realmente o coração

Portanto, coração aberto “para que o Espírito entre, e nós, ouvir o Espírito”. Dessas duas Leituras é possível fazer duas perguntas:

“Primeira: eu peço ao Senhor a graça de ter um coração aberto? Segunda pergunta: eu busco ouvir o Espírito Santo, as suas inspirações, as coisas que Ele diz ao meu coração para que eu prossiga na vida cristã, e possa testemunhar também eu que Jesus é o Senhor? Pensem nessas duas coisas hoje: o meu coração está aberto e eu faço o esforço de ouvir o que o Espírito de me diz. E assim iremos avante na vida cristã e daremos também nós testemunho de Jesus Cristo.”

Por Rádio Vaticano

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Discípulos do Crucificado-Ressuscitado https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/discipulos-do-crucificado-ressuscitado/ Wed, 12 Apr 2017 09:04:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45436 A celebração do Tríduo Pascal, da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, preparada com empenho no tempo quaresmal, toca os pontos centrais de nossa vida cristã. A Páscoa permite que compreendamos quem é Jesus Cristo e quem somos nós, seus seguidores. 

O grande anúncio da ressurreição tem sua importância não somente pela sua absoluta novidade mas, também, porque aquele que agora vive é o mesmo que foi injustamente condenado, morto como um maldito no madeiro, “desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos”(Is 53,3). Após as aparições do Ressuscitado, os discípulos compreenderam, como Pedro que “Deus constituiu Senhor e Cristo, a esse Jesus que vós crucificastes” (At 2, 36). O homem de Nazaré, que falou com autoridade e fez prodígios e sinais, foi entregue nas mãos dos poderosos de Israel e condenado à morte na cruz. Mas este mesmo Jesus, crucificado, Deus o ressuscitou e o constituiu Senhor e Cristo. Não somente a ressurreição, em si, foi a grande notícia, mas o fato de ter sido exatamente aquele que fora crucificado. A ressurreição manifesta que Jesus e Senhor estão unidos como sujeito e predicado, pois a humilhado foi exaltado. Ao se apresentar, como ressuscitado, logo quis fazer-se reconhecer pelos seus. “Por que vocês estão perturbados e por que o coração de vocês está cheio de dúvidas? Vejam minhas mãos e o meus pés: sou eu mesmo” (Lc 24, 38-39). Como ressuscitado, traz consigo as marcas da sua história de fidelidade e, também,do pecado humano, simbolizado nas chagas que mostra solenemente ao incrédulo Tomé. O acontecimento maravilhoso e inesperado da ressurreição possibilita aos discípulos verdadeira compreensão de Jesus: é o Crucificado-Ressuscitado; o Humilhado-Exaltado. O reconhecimento evidencia, ao mesmo tempo, a continuidade e a novidade do ressuscitado em relação ao abandonado da cruz.

O discípulo de Jesus, de todos os tempos, vive guiado pelo dinamismo da Ressurreição de Cristo, qual “força de vida que penetrou o mundo. […] Esta é a força da ressurreição, e cada evangelizador é um instrumento desse dinamismo” (EG 276). Com os olhos iluminados pela luz da ressurreição, o discípulo compreende o significado das palavras, do estilo de vida e do projeto do Reino de Jesus Cristo. Esta certeza sustenta a fé e move a caridade e torna-o capaz de ser evangelizador. Na Páscoa renovamos nosso batismo e, por isso, comprometemo-nos, mais uma vez neste caminho do amor que se doa até o fim (cf. Jo 13,1). Atualizam-se em cada fiel as palavras de Jesus: “se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, permanecerá ele só; mas se morrer produzirá muito fruto” (Jo 12,24). 

O convite é que a celebração pascal renove em nós este dinamismo da ressurreição, que faz assumir com coragem, na força do Espírito Santo, a cruz de cada dia, pois uma semente de esperança foi depositada em nossos corações. O cristão não pode fugir da cruz, nem dos crucificados de nossa história, pois tem um horizonte maior diante de si, que a tudo dá sentido, o Pai que ressuscitou o Crucificado, fonte de nossa esperança e de nossa fé. Quando os apóstolos tiveram esta certeza, viveram com fidelidade até a entrega da própria vida através do martírio. É a partir da Páscoa que os discípulos de Jesus de ontem e de hoje compreendem o que é ser cristão.

Desejo que o dinamismo renovador do Ressuscitado encontre eco em cada cristão, em cada família, em nossas comunidades e, assim, “faça novas todas as coisas” (Ap 21,3).

Feliz e abençoada Páscoa do Crucificado-Ressuscitado a todos.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

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