discipulado - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png discipulado - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Ser discípulo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/ser-discipulo/ Wed, 03 Apr 2019 14:49:36 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=54407 Na complexidade do momento histórico, vale a pena perguntar: o que significa o chamado ao discipulado de Jesus para um professor, operário, militar, político, pessoa de negócios, banqueiro, agricultor, estudante, pessoa engajada nos diferentes movimentos sociais? Não seria a questão do discipulado de Jesus uma questão para um número reduzido de pessoas? Ou seja, para aquelas pessoas que assumiriam um modo de vida especial?

A resposta a tais questões nem sempre foi fácil, recebendo as mais variadas interpretações.

Para procurar compreender o projeto de Jesus, decisivo é empenhar-se por captar o que Ele pedia das pessoas que acolhiam o convite de lançar-se no seu seguimento. Isso pressupõe o esforço para ultrapassar tradicionalismos, leis e práticas meramente humanas, ou seja, elementos demasiadamente humanos, institucionais e até mesmo doutrinais que talvez não encontrem reflexo no Evangelho. Ao mesmo tempo, porém, é necessário salvaguardar o esforço realizado por muitos ao longo da história para atualizar a mensagem de salvação anunciada pelo Homem de Nazaré.

O discipulado de Jesus é caminho de libertação do ser humano de todos os preceitos meramente humanos, de tudo o que oprime, provoca preocupações e tormentos à consciência. Não se pode esquecer o que diz o próprio Jesus: “O meu jugo é suave e o meu peso é leve” (Mt 11,30).

Compreende o que significa ser discípulo quem fez a experiência do encontro com o Senhor. A pessoa então escuta a sua Palavra, da qual nasce e se alimenta a fé. Na atenção à Palavra do Senhor e Mestre a pessoa se torna capaz de avaliar as decisões corretas em sua consciência para agir de acordo com Deus. Da escuta atenta, deriva o seguimento, ou seja, se passa a agir como discípulo, pois após ter escutado e acolhido interiormente o que o Mestre ensina, se empenha por viver de forma consequente.

Quando a pessoa se sente atingido por Jesus e seu Evangelho, percebe que “os seus mandamentos não são pesados” (1 Jo 5,3) e que Ele jamais pretende destruir a vida, mas, sim, conserva-la, promove-la, fortalece-la e cura-la.

O discipulado é alegria! É por isso que o Papa Francisco no início de sua primeira exortação apostólica afirmava que “a alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos que se deixam salvar por Ele são li­bertados do pecado, da tristeza, do vazio inte­rior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria”.

Redescobrir a alegria do Evangelho, e consequentemente do ser discípulo do Senhor, é o grande desafio que o tempo da Quaresma lança a todos que se sentem necessitados de vida e vida em abundância (cf. Jo 10,10). Este tempo provoca e convoca a cultivar de forma ainda mais determinada o caminho do seguimento de Jesus Cristo. Trata-se de um caminho com reflexos na vida pessoal, comunitária e social. Por isso, a cada ano, a Igreja do Brasil apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão quaresmal. O Evangelho – versão de Deus para a humanidade de todos os tempos – pressupõe a conversão pessoal e repercute na vida comunitária e social.

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre

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Audiência: a única força do cristão é o Evangelho https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/audiencia-a-unica-forca-do-cristao-e-o-evangelho/ Wed, 28 Jun 2017 12:15:56 +0000 http://teste.toqueto.com/audiencia-a-unica-forca-do-cristao-e-o-evangelho.html Cerca de 20 mil pessoas participaram da Audiência Geral com o Papa Francisco na Praça S. Pedro

Tratou-se da última antes da pausa de verão – as audiências serão retomadas em agosto -. O Papa dedicou a sua catequese à esperança como força dos mártires.

Ao enviar os discípulos em missão, explicou Francisco, Jesus adverte que o anúncio do Reino comporta sempre uma oposição: “Vocês serão odiados por causa do meu nome”. “Os cristãos amam, mas nem sempre são amados”, disse o Papa. Portanto, os cristãos são homens e mulheres contracorrente, que vivem seguindo um estilo de vida indicado por Jesus – um estilo que Francisco definiu “estilo de esperança”.

A única força é o Evangelho

Para se parecer com Cristo, é preciso ser desapegado das riquezas e do poder. O cristão percorre o seu caminho com o essencial, mas com o coração repleto de amor. De fato, jamais deve usar a violência. A única força é o Evangelho. A perseguição, portanto, não é uma contradição. Se perseguiram o Mestre, porque seríamos poupados da luta? Porém, em meio à batalha, o cristão jamais deve perder a esperança. Há Alguém que é mais forte do que o mal: mais forte do que as máfias, de quem lucra sobre a pele dos desesperados, de quem espezinha os outros com prepotência.

Os cristãos, portanto, devem sempre estar na outra margem do mundo, aquela escolhida por Deus: não perseguidores, mas perseguidos; não arrogantes, mas mansos; não impostores, mas honestos.

Perfume de discipulado

Esta fidelidade ao estilo de Jesus foi chamada pelos primeiros cristãos com o nome de “martírio”, que significa “testemunho”. O vocabulário oferecia muitas outras possibilidades: heroísmo, abnegação, sacrifício de si. Mas os primeiros cristãos escolheram um nome “com perfume de discipulado”.

“Os mártires não vivem para si, não combatem para afirmar as próprias ideias, e aceitam morrer somente por fidelidade ao evangelho. O martírio não é nem mesmo o ideal supremo da vida cristã, porque acima dele está a caridade, isto é, o amor a Deus e ao próximo. A ideia de que quem comete atentados suicidas seja chamado mártir repugna os cristãos: neste ato, não há nada que possa se aproximar da atitude de filhos de Deus.

 “Que Deus nos doe sempre a força de ser suas testemunhas. Que Ele nos doe viver a esperança cristã sobretudo no martírio confidencial de fazer o bem e com amor os nossos deveres de todos os dias.”

Ao final da Audiência, o Papa concedeu a sua bênção apostólica.

Por Rádio Vaticano

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