direito à vida - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png direito à vida - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 O Direito humano: Direito à vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-direito-humano-direito-a-vida/ Wed, 19 Feb 2020 14:53:04 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57812 Cuidar com gestos e procedimentos que geram amparo e alívio ao doente.

A vida é um dom de Deus, e a ele cabe o poder de dá-la e tirá-la. Ao que se chama erroneamente de morte doce (eutanásia), nada mais é do que uma ideia irracional e eticamente reprovável. O verdadeiro direito humano é o direito da vida, e essa vida humana, como nos diz o Papa Francisco é “sagrada, válida e inviolável, e como tal, deve ser amada, defendida e cuidada”.

O momento da enfermidade é sempre um período de fragilidade e, muitas vezes, de solidão, em que a pessoa faz a dolorosa experiência da sua incapacidade, dos seus limites e também da finitude da vida. Embora seja sofrimento, o ensinamento cristão diz que, especialmente o sofrimento dos últimos momentos da vida, tem um lugar especial nos planos salvíficos de Deus; é de fato participar da Paixão de Cristo e a união com o sacrifício redentor que Ele ofereceu em obediência a vontade do Pai. Ou seja, aos enfermos, aceitar voluntariamente ao menos uma parte do sofrimento próprio de uma maneira consciente, e associá-lo ao sofrimento de Cristo crucificado (cf. Mt 27, 34).

A expressão morrer com dignidade (eutanásia) na verdade é bem resumida na Encíclica Evangelium Vitae como uma ação/omissão que, por sua natureza e nas intenções, provoca a morte objetivando a eliminação do sofrimento. Do ponto de vista moral, a eutanásia é totalmente condenável, pois possui o fato de desviar a morte de seu curso natural antecipando a morte. E, levando em conta o que diz o Código de Ética Médica de 1931: “…um dos propósitos mais sublimes da Medicina é sempre conservar e prolongar a vida”. O enfermo tem o direito de prosseguir e aguardar o curso natural da vida. Por isso, não cabe a médicos, enfermos, nem a quem por direito são responsáveis deles, decidir quando e como se deve morrer.

Em cada visita realizada aos enfermos, é levada a misericórdia, mas ela não se realiza com palavras bonitas ou frases de efeito, ela é concreta e precisa ser exercitada. Nenhum equipamento eletrônico substitui um sorriso que devolve a alegria, um abraço que conforta, uma palavra que tranquiliza, uma oração que aumenta a fé, um olhar que dá esperança, um ouvido que escuta as dores e os medos. É o conforto e a assistência espiritual que devemos levar aos nossos irmãos, apoiando a cada um em seu momento de fragilidade. No leito de dor encontraremos o próprio Cristo sofredor: “Estive doente e me visitastes” (cf. Mt 25, 36). As pessoas

doentes devem ser amparadas para que possam levar uma vida tão normal quanto possível.

Por fim, como diz o Papa Francisco, a grande tentação hoje é de “brincar com a vida”, é um pecado contra Deus, o criador de todas as coisas. A morte não deve ser vista erroneamente, ela é um dom de Deus, e a morte é inevitável, e nem sempre representa o fracasso de um médico, fracasso é a morte desumanizada. Legítimo não é antecipar a morte, legítimo é morrer dignamente. A morte é o fim da nossa existência na terra, mas a passagem para vida imortal, e todos devem estar preparados para esse evento à luz dos valores humanos e à luz da fé. E para os que trabalham com a saúde, devem usar de todos os esforços defendendo a vida.

“Todas as vezes que fizestes isso a um dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes”. (Mt 25, 40). Comprometida com os valores cristãos da solidariedade e humanização, a Pró Saúde realiza um conjunto de ações para valorizar o dom da vida em cada um dos seus mais de um milhão de atendimentos mensais. Entre elas, está a implantação da Pastoral da Saúde em todas as unidades gerenciadas nos 12 Estados brasileiros nos quais está presente. A Pró-Saúde, que tem em sua origem de fundação a Igreja Católica, preza por manter esse conceito de fé e amor ao próximo, que norteia nosso trabalho desde sempre.

Dom Antonio Carlos Altieri
Arcebispo Emérito de Passo Fundo (RS)

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Papa Francisco: a defesa da água é a defesa da vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-a-defesa-da-agua-e-a-defesa-da-vida/ Thu, 22 Mar 2018 13:16:37 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-a-defesa-da-agua-e-a-defesa-da-vida.html Celebra-se nesta quinta-feira (22/03), o Dia Mundial da Água, bem essencial para o futuro da humanidade para o qual o Papa Francisco tem chamado a atenção.  

Por ocasião desse dia, o Santo Padre tuitou: “A defesa da terra, a defesa da água, é a defesa da vida”.

“Questiono-me então se, no meio desta «terceira guerra mundial em pedaços», que hoje estamos vivendo, não caminhamos porventura rumo à grande guerra mundial pela água”, disse o Papa em seu discurso à Pontifícia Academia das Ciências, em 24 de fevereiro de 2017.

Na Encíclica Laudato Si o Pontífice dedica um ponto específico para a questão da água, dos parágrafos 27 a 31.

O Papa recorda que “a água potável e limpa constitui uma questão de primordial importância, porque é indispensável para a vida humana e para sustentar os ecossistemas terrestres e aquáticos”.

Afirma que “a pobreza da água pública verifica-se especialmente na África, onde grandes setores da população não têm acesso a água potável segura, ou sofrem secas que tornam difícil a produção de alimento. Em alguns países, há regiões com abundância de água, enquanto outras sofrem de grave escassez.”

“Um problema particularmente sério é o da qualidade da água disponível para os pobres, que diariamente ceifa muitas vidas”, ressalta Francisco na encíclica.

“Enquanto a qualidade da água disponível piora constantemente, em alguns lugares cresce a tendência para se privatizar este recurso escasso, tornando-se uma mercadoria sujeita às leis do mercado. Na realidade, o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos.”

“Este mundo tem uma grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável, porque isto é negar-lhes o direito à vida radicado na sua dignidade inalienável”, escreve o Papa Francisco.

Em novembro de 2014, durante sua visita à FAO, em Roma, o Papa disse: “A água não é grátis, como muitas vezes pensamos. Será o grave problema que pode nos levar a uma guerra”.

Assista a vídeo com o Papa falando sobre a água aqui.

Por Vatican News

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Santa a Sé à OEA: quando magistratura é corrupta dá lugar à lei do mais forte https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-a-se-a-oea-quando-magistratura-e-corrupta-da-lugar-a-lei-do-mais-forte/ Fri, 23 Jun 2017 08:18:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46948 O Estado de direito está fortemente ligado à proteção dos direitos humanos. É o que ressalta o observador permanente da Santa Sé junto à Onu, em Nova Iorque, Dom Bernardito Auza, numa declaração dirigida à Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), concluída na quarta-feira (21/06) em Cancun, no México.

Todas as pessoas têm a mesma dignidade e valor. O direito fundamental à vida deve ser defendido e protegido em todas as fases, desde a concepção até a morte natural. Mas ainda é colocado em discussão o direito à vida dos nascituros, dos migrantes, dos pobres, dos necessitados de cuidados especiais, dos anciãos e daqueles que são condenados à morte, acrescenta o arcebispo filipino.

O trabalho entre os pilares do desenvolvimento humano

A Santa Sé encoraja a Organização dos Estados Americanos a multiplicar seus esforços para promover os direitos humanos universais e inalienáveis. Os pilares do desenvolvimento humano integral, como a habitação, o trabalho adequadamente retribuído, o acesso ao alimento e água potável, bem como a liberdade e os bens espirituais têm seu terreno comum no direito à vida, sem o qual a existência humana não é possível, ressalta o representante vaticano.

Sejam tutelados especialmente os mais vulneráveis

A delegação da Santa Sé acolhe, em particular, as iniciativas voltadas a garantir o acesso à justiça para as pessoas em situações de vulnerabilidade, entre as quais os detentos, os indigentes, os refugiados e os deslocados.

Dom Auza observa ainda que a delegação da Santa Sé está preocupada com as pessoas ilegalmente detidas, com aqueles que são injustamente acusados, com os portadores de deficiência mental e com aqueles que não têm um advogado ou os recursos para reivindicar seus direitos. Estas categorias de pessoas devem encontrar reconhecimento e tutela no seio do sistema legal.

Estado de direito ligado à liberdade de expressão

A Santa Sé quer também ressaltar o laço entre estado de direito e liberdade de opinião e de expressão. A detenção e o homicídio de jornalistas, de investigadores e de ativistas são o sinal de um interesse potente que busca evitar a identificação de responsabilidades. Isso vai contra os direitos humanos, contra a democracia e contra o estado de direito.

Magistratura seja autônoma

Ademais, o observador permanente ressalta que a independência da magistratura é um elemento fundamental do estado de direito e para uma correta administração da justiça. Por fim, recordando o que disse o Papa Francisco sobre esse tema, Dom Auza observa que quando a magistratura é corrupta, o estado de direito dá lugar ao mais forte.

Por Rádio Vaticano

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