diplomacia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png diplomacia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Cinco anos com o Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cinco-anos-com-o-papa-francisco/ Tue, 13 Mar 2018 14:34:33 +0000 http://teste.toqueto.com/cinco-anos-com-o-papa-francisco.html Cinco anos atrás, no dia 13 de março de 2013, era eleito Papa Francisco. Alguns dados para sintetizar esses anos de Pontificado: duas encíclicas (Lumen fidei, sobre a fé, que continua o que fora escrito por Bento XVI e Laudato si, sobre o cuidado da casa comum, preservar a Criação não é dever dos verdes, mas dos cristãos), duas Exortações apostólicas (Evangelii gaudium, texto programático do Pontificado para uma Igreja em saída, fortemente missionária, e Amoris laetitia sobre o amor na família), 23 Motu próprio (reforma da Cúria Romana, gestão e transparência econômica, reforma do processo de nulidade matrimonial, tradução de textos litúrgicos, com indicações para uma maior descentralização e mais poderes às Conferências Episcopais), dois Sínodos sobre a família, um Jubileu dedicado à Misericórdia, 22 viagens internacionais com mais de 30 países visitados e 17 visitas pastorais na Itália, 8 ciclos de catequese na audiência geral das quartas-feiras (Profissão de fé, Sacramentos, Dons do Espírito Santo, Igreja, família, misericórdia, esperança cristã, Santa Missa), quase 600 homilias sem texto nas Missas em Santa Marta, mais de 46 milhões de seguidores no Twitter e mais de 5 milhões no Instagram. Sem contar os inúmeros discursos, mensagens e cartas, e os milhões de homens, mulheres e crianças de todo o mundo, encontrados, abraçados, acariciados.

Uma igreja com as portas abertas

O primeiro Papa jesuíta, primeiro proveniente das Américas, primeiro com o nome do Pobrezinho de Assis, Francisco, 265º Sucessor de Pedro, deseja uma Igreja com as portas abertas que saiba anunciar a todos a alegria e a frescor do Evangelho. Uma igreja acolhedora, “onde há espaço para todos com sua vida fadigada”, não um dogma que controle a graça em vez de facilitá-la. Uma Igreja que corra o risco de ser “ acidentada, ferida e suja” para chegar e estar no meio do povo, em vez de uma Igreja doente pelo fechamento e o conforto de se apegar às suas próprias seguranças”. Pede para abandonar um estilo defensivo e negativo, de mera condenação, para propor a beleza da fé, que é encontrar Deus.

O Espírito Santo perturba

O convite de Francisco é um convite para deixar-se surpreender pelo Espírito Santo, o verdadeiro protagonista da Igreja, que continua a falar e a nos contar coisas novas. Uma das palavras fortes do Pontificado, Francisco a pronunciou em Istambul em novembro de 2014: o Espírito Santo “perturba”, porque “move, faz caminhar, empurra a Igreja a ir para frente”, enquanto é muito mais fácil e mais seguro” reclinar-se nas próprias posições estáticas e inalteradas”. É muito mais reconfortante acreditar que a verdade seja “possuir” um pacote de doutrinas, muito bem confeccionado, que possamos gerenciar bem, ao invés de pertencermos nós mesmos à Verdade: é o Espírito que nos guia à verdade toda inteira. O cristão ainda tem muito a aprender porque Deus revela-se cada vez mais. Tanto que Francisco pode dizer que ele tem muitas dúvidas: “em um sentido positivo” – explica – “são um sinal de que queremos conhecer melhor Jesus e o mistério de seu amor por nós”. “Essas dúvidas nos fazem crescer”. Também Pedro, diante dos pagãos pôde dizer: ““Estou compreendendo que Deus não faz discriminação entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que perten­ça” (Atos 10: 34-35). Cresce a inteligência da fé.

Papa de direita ou de esquerda?

Inicialmente, todos ou quase falavam bem de Francisco. Aos poucos as críticas chegaram. Uma boa notícia recordando as palavras de Jesus: “Ai de vocês quando todos falarão bem de vocês”. A direita acusa o Papa de ser comunista, porque ele ataca o atual sistema econômico liberal: “é injusto na raiz”, “esta economia mata”, prevalece a “lei do mais forte” que “come o mais fraco”. E fala demais sobre os migrantes e sobre os pobres: hoje “os excluídos não são só explorados, mas são resíduos, são restos”. A esquerda, acusa o Papa de estar parado em questões éticas: defende a vida, contra o aborto e a eutanásia: “não é ser progressista pretender resolver problemas eliminando uma vida humana”. Defende a família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher, condena a teoria do gênero, “erro da mente humana” e a ditadura do pensamento único e as colonizações ideológicas, também nas escolas, que correm o risco de se tornarem campos de reeducação. Ele adverte sobre questões da diminuição do direito à objeção de consciência. Ele observa a proliferação de direitos individuais, “individualistas”, diz, mas sem se preocupar com os deveres, e enquanto se fala de novos direitos – afirma – há pessoas que ainda passam fome.

Crítica interna

Aumentaram também as críticas dentro da Igreja. Há quem que até mesmo chama de herege o Papa, que diz que rompe com a Tradição secular da Igreja, que se irrita porque “bate” em quem está perto e acaricia quem está distante; há quem o contrapõe aos Papas precedentes. No entanto, Bento XVI já havia convidado a refletir sobre o discernimento para a Comunhão aos divorciados e recasados em certos casos especiais. João Paulo II já havia respondido a Dom Lefebvre, 40 anos atrás, explicando o verdadeiro significado da Tradição que “tem origem nos Apóstolos, progride na Igreja sob a assistência do Espírito Santo”. De fato, “a compreensão, tanto das coisas quanto das palavras transmitidas, cresce (…) com a reflexão e o estudo dos crentes”. Mas é “acima de tudo contraditória” – afirmava São João Paulo II – “uma noção de Tradição que se opõe ao Magistério universal da Igreja, do qual é detentor o Bispo de Roma e o Corpo dos Bispos. Não se pode permanecer fiel à Tradição, rompendo o vínculo eclesial com o qual Cristo mesmo, na pessoa do apóstolo Pedro, confiou o ministério da unidade na sua Igreja”. “A autodestruição ou o fogo amigo – afirma o Papa Francisco – é o perigo mais sorrateiro. É o mal que ataca de dentro; e, como disse Cristo, todo reino dividido acaba em ruínas”. O Papa cita frequentemente o diabo: é Ele que tenta destruir a Igreja. A sua “é uma guerra suja” e “nós ingénuos estamos ao seu jogo”.

Canteiros abertos

Duas ações fortemente promovidas por Francisco estão ainda em andamento: a primeira é a reforma da Cúria, devido à complexidade da reorganização de uma instituição secular (“fazer reformas em Roma é como limpar a Esfinge do Egito com uma escova de dentes” disse o Papa, citando Dom De Mérode). Mas também os escândalos, como Vatileaks2, não detém Bergoglio. A segunda ação é a luta contra os abusos sexuais na Igreja. Alguns membros da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, criada por Francesco, renunciaram, denunciando resistências e atrasos. O Papa reitera a “tolerância zero” porque “não há lugar no ministério para aqueles que abusam de crianças”. E vai avante.

Diplomacia da paz

Francisco promove a cultura do encontro, em campo ecuménico, inter-religiosos, na frente social e política e no nível meramente humano. Ele se move em direção à unidade, mas sem cancelar as diferenças e as identidades. Importante o seu papel no desgelo entre os Estados Unidos e Cuba, assim como no processo de paz na Colômbia e na África Central. Ataca quem fabrica e vende armas. Ao mesmo tempo denuncia fortemente as perseguições dos cristãos, talvez hoje mais graves do que ontem, no “silêncio cúmplice de tantas potências” que podem detê-las. Lança apelos contra o tráfico de seres humanos, “uma nova forma de escravidão”.

Tempo de misericórdia, mas até um certo ponto

É incontestável que a palavra central deste pontificado seja “misericórdia”: é o sentido da Encarnação do Verbo. É uma palavra que escandaliza. Francisco percebe isso. Deus é excessivo no amor pelas suas criaturas. No entanto, há um limite: a corrupção. O corrupto é quem não sabe que é corrupto, que recusa a misericórdia divina. E Deus não se impõe. Existe um juízo final. É por isso que o Papa sempre propõe o capítulo 25 do Evangelho de Mateus: “Eu estava com fome e você me deu comer…”. No ocaso da vida, seremos julgados pelo amor.

Menos clericalismo na Igreja, mais espaço aos leigos, mulheres e jovens

Francisco se opõe ao clericalismo, porque o pastor deve “servir” e ter “o cheiro das ovelhas”. Ele afirma que os leigos devem descobrir cada vez mais sua identidade na Igreja: eles não devem permanecer à margem das decisões. Basta com os “bispos piloto”. Relança o papel das mulheres, mas olhando para o seu mistério, não à sua funcionalidade: não se trata de uma luta pelo poder ou de reivindicações impossíveis, como o sacerdócio. Trata-se de refletir sobre a hermenêutica da mulher porque – reitera – Maria é mais importante do que os Apóstolos. Convida os jovens a terem um maior protagonismo e a incomodarem os pastores com sua criatividade.

Evangelizadores com Espírito

O Papa pede a todos os cristãos que sejam “evangelizadores com Espírito” para “anunciar a novidade do Evangelho com audácia, em voz alta e em todos os momentos e lugares, também contracorrente”, tocando “a carne sofrida dos outros”, dando “razão da nossa esperança, mas não como inimigos que apontam o dedo e condenam”. “Se eu consigo ajudar uma só pessoa a viver melhor – afirma Francesco – isso já é suficiente para justificar o dom da minha vida”.

Por Vatican News

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Cardeal Parolin com Putin: clima positivo de escuta e respeito recíproco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-parolin-com-putin-clima-positivo-de-escuta-e-respeito-reciproco/ Thu, 24 Aug 2017 08:53:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48093 “Tenho a honra de transmitir-lhe a saudação de Sua Santidade, Papa Francisco, o qual recorda muito bem os encontros mantidos com o senhor tanto em 2013 quanto em 2015.” Foi o que disse o secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin, encontrando na tarde desta quarta-feira (23/08) em Sochi o Presidente russo Vladimir Putin, em seu último dia de visita à Rússia.

“Obrigado por seu convite e das autoridades deste país e obrigado também pelo acolhimento e a possibilidade de encontrar-nos neste dia”, acrescentou o purpurado.

A Rússia “aprecia o diálogo construtivo e de confiança” com o Vaticano. Declarou por sua vez o Presidente Putin. “Recordo como me acolheram de modo caloroso no Vaticano e recordo bem o colóquio com o Pontífice”, continuou o líder russo.

“Os acordos alcançados durante meus contatos com o Papa Francisco são constantemente aplicados e somos muito contentes que o diálogo entre as Igrejas continue”, acrescentou segundo refere a agência oficial russa Tass.

Por sua vez, o secretário de Estado vaticano disse ainda estar “muito contente com a visita, que se coloca num momento particular de nossas relações, tanto a nível de Santa Sé e Federação Russa, quanto de Igreja católica e Igreja ortodoxa russa”, destacou.

Referindo-se à relação com a Federação Russa, disse: “creio que podemos considerar-nos satisfeitos, há muitas ocasiões de diálogo, existem essas trocas de opiniões, há preocupações e iniciativas comuns”.

Segundo nota da Sala de Imprensa da Santa Sé, o encontro, que “se realizou num clima positivo, cordial, de respeito e escuta recíproca, com troca de visões sobre vários temáticas, internacionais e relativas às relações bilaterais”, durou cerca de uma hora.

Ao término do colóquio o secretário de estado vaticano presenteou ao Presidente Putin uma representação em bronze de um ramo de oliveira, símbolo da paz. O Presidente russo ofereceu de presente uma série de moedas da coleção dedicadas às olimpíadas de Sochi 2014, lê-se ainda na nota vaticana.

Hoje (24/08) o Cardeal Parolin celebra a santa missa de forma privada na nunciatura apostólica em Moscou, retornando em seguida para Roma.

Por Rádio Vaticano

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Encontros com Putin e Kirill na agenda do Cardeal Parolin em Moscou https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/encontros-com-putin-e-kirill-na-agenda-do-cardeal-parolin-em-moscou/ Fri, 18 Aug 2017 13:11:35 +0000 http://teste.toqueto.com/encontros-com-putin-e-kirill-na-agenda-do-cardeal-parolin-em-moscou.html O Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin estará em visita à Federação Russa de 20 a 24 de agosto, a convite das autoridades do país.

A Santa Sé divulgou o programa da visita do Cardeal Secretário  que estará acompanhado por Dom Visvaldas Kulbokas, Conselheiro da Nunciatura, Oficial do Departamento para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado.

“O objetivo da visita é encontrar as mais altas Autoridades civis e os expoentes da Igreja Ortodoxa Russa – refere um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé. Será também ocasião para manifestar a proximidade espiritual do Papa  à comunidade católica local”.

Nos vários colóquios, além das temáticas relativas à questões de interesse bilateral, figuram aquelas pertinentes à situação internacional, em particular, à busca de soluções pacíficas aos conflitos existentes, com precípua atenção aos aspectos de caráter humanitário.

A agenda

Para a segunda-feira, 21 de agosto, está prevista uma reunião do Cardeal com os bispos católicos do país.  Na parte da tarde será celebrada uma Missa na Catedral da Imaculada Conceição em Moscou, seguida por um momento de convivência e partilha com os representantes do clero e do laicato.

No mesmo dia, o Cardeal Parolin deverá encontrar o Metropolita Hilarion de Volokolams, Presidente do Departamento para as Relações Externas do Patriarcado de Moscou.

A terça-feira, 22 de agosto, será dedicada a um encontro de trabalhos com o Ministro dos Assuntos Exteriores Sergey Lavrov e, na parte da tarde, a visita ao Patriarca Kirill.

Na quarta-feira, 23, o Secretário de Estado irá à Sochi para um encontro com o Presidente Vladimir Putin.

Na manhã de quinta-feira, 24 de agosto, o Cardeal retorna à Roma.

Por Rádio Vaticano

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Santa Sé defende "negociação séria e sincera" para crise na Venezuela https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-defende-negociacao-seria-e-sincera-para-crise-na-venezuela/ Thu, 22 Jun 2017 11:08:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46931 Responder à crise na Venezuela com uma negociação séria e sincera entre as partes. É o que defende a Santa Sé – por meio de seu Observador Permanente na ONU, Dom Bernardito Auza – na declaração dirigida à Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), reunida até hoje em Cancun, no México.

A Santa Sé reitera desta forma a posição que vem adotando em relação à grave situação vivida na Venezuela. Em diversas ocasiões desde o início da crise – recorda Dom Auza – o Papa Francisco, o Secretário de Estado Pietro Parolin e a Conferência Episcopal venezuelana, pediram às instituições e às forças políticas – superando interesses das partes e ideologias – para ouvir a voz do povo.

A Santa Sé – sublinha o prelado – sempre exortou todos os líderes políticos a não medirem esforços para por fim à violência.

Condições para uma negociação séria

O caminho para uma solução pacífica – acrescenta Dom Auza – pode ser buscado por uma negociação a ser articulada com base nas indicações ilustradas na carta de primeiro de dezembro de 2016, escrita pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin.

No documento – observa o Núncio – o purpurado pedia, entre outras coisas, que fosse adotado um caminho que levasse à eleições livres e solicitava medidas para fornecer ajudas humanitárias, alimento e remédios.

Na carta de 2016 – sublinha Dom Auza – o Secretário de Estado exortava também a serem tomadas medidas que levassem à libertação dos presos políticos.

Negociação apoiada pela comunidade internacional

Neste cenário de crise, marcado pela violência que atingiu também a Igreja venezuelana, existem ulteriores riscos. A recente decisão do governo de convocar uma Assembleia Constituinte – sublinha em particular Dom Auza – ao invés de ajudar a resolver os problemas, pode complicar a situação e colocar em perigo o futuro democrático do país.

Ao concluir, o Observador Permanente da Santa Sé afirmou que é bem vista a iniciativa de que um grupo de países da região e eventualmente de outros continentes – escolhidos quer pelo governo como pela oposição – acompanhem a negociação na qualidade de garantes.

Desde o início de abril ao menos 75 pessoas morreram nos choques entre manifestantes e polícia e continua a faltar alimentos e remédios.

Por Rádio Vaticano

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Pe. Spadaro: diplomacia de Francisco constrói pontes e abate muros https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pe-spadaro-diplomacia-de-francisco-constroi-pontes-e-abate-muros/ Tue, 23 May 2017 10:00:50 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46374 “O Atlas de Papa Francisco. Como o Papa vê o mundo?” foi o tema da mesa-redonda realizada no dia 20 de maio na sede da revista dos jesuítas “La Civiltà Cattolica” em Roma.

Em entrevista à Rádio Vaticano, o diretor da publicação, Padre Antonio Spadaro, falou sobre os critérios que norteiam a ação diplomática do Santo Padre, marcada pela misericórdia e pela cultura do encontro:

“Encontrando nós jesuítas da Civiltà Cattolica, o Papa disse que a crise é global e que portanto é necessário dirigir o nosso olhar aos critérios por meio dos quais vemos o bem e o mal no mundo, procurando entender como funciona. Neste sentido, o Papa vê o mundo como uma realidade complexa de grande diversidade onde o risco é que sejam construídas barreiras, que sejam construídos muros. Muitas vezes referiu-se ao risco de populismos e nacionalismos que fecham as nações dentro de si mesmas. Assim, o Papa vê o mundo como abraçado por um desejo de encontro, de superação das barreiras, mas também um mundo em que existem feridas abertas que podem, porém, se tornar portas. Foi assim, por exemplo, para Lampedusa e para a Ilha de Cuba. Portanto, poderíamos dizer um mundo em movimento, que porém, tem necessidade de uma alma”.

RV: Obviamente quando se fala de Atlas, o pensamento se volta, naturalmente, para as viagens do Papa. O senhor escreveu várias vezes que muitas destas viagens, como por exemplo ao Egito, têm um “valor terapêutico”. Qual o significado desta expressão?

“O Papa ama confrontar-se com a realidade assim como é, e muitas vezes esta realidade é dramática. Existem fortes tensões nos países que o Papa tocou, ao menos em muitos destes países estão acontecendo tensões muito fortes e o Papa quis tocar com a mão, às vezes até mesmo os próprios muros fisicamente, os muros que existem, como foi em sua viagem à Terra Santa, o muro de Auschwitz – que tem um valor histórico – e situações complexas e de divisões, como foi em Cuba, em Bangui, etc. Portanto o Papa quer confrontar-se com esta dramaticidade, mas quer fazê-lo como fez o Senhor, isto é, tocando com a mão para curar e então a sua abordagem e o seu contato direto, eu diria físico, com esta realidade complexa e difícil e cheio de tensões é um contato que quer restabelecer a fluidez, os contatos, as pontes. Quer curar as feridas”.

RV: O Papa Francisco propõe uma “diplomacia da misericórdia” – afirmou recentemente o Premier italiano Gentiloni em um encontro promovido pela Civiltà Cattolica. Quais seriam, na sua opinião, os pontos fortes em que se expressa esta diplomacia assim tão particular?

“Substancialmente significa que nunca nada deve ser considerado como definitivamente perdido, não somente nas relações entre as pessoas, mas também entre os Estados ou entre os vários quadrantes conflituais encontrados hoje em nosso mundo. Assim, neste sentido, o Papa é aberto ao diálogo com todos, porque sabe bem que muitas vezes não está em jogo o bem contra o mal, mas é toda uma questão de interesses, e portanto é necessário falar com todos, porque somente deste modo se consegue alcançar uma solução mediada, portanto diplomática, sabendo que nunca nada deve ser considerado como perdido”.

RV: Em 24 de maio o Papa Francisco receberá no Vaticano o Presidente estadunidense Trump. O Papa disse aos jornalistas no voo de volta de Portugal: “Escutarei ele sem preconceitos”. Aqui se percebe também o realismo do cristão, poderíamos dizer com a Evangelii gaudium, de que “a realidade é superior à ideia”…

“Para o Papa sempre a realidade é superior à ideia e o encontro é superior a qualquer outra coisa, porque o Papa não raciocina em termos de ideias ou de preconceitos. Portanto é perfeitamente consciente das dificuldades que existem em cada encontro, mas ao mesmo tempo não quer colocar premissas, “a prioris”, prefere encontrar as pessoas e naquele contexto ser sincero, franco. Somente a partir de um encontro, de um encontro realístico em que cada um diz aquilo que pensa, é possível sair com perspectivas para o futuro”.

Por Rádio Vaticano

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Papa receberá em audiência o presidente Donald Trump https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-recebera-em-audiencia-o-presidente-donald-trump/ Fri, 05 May 2017 08:27:59 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46107 O Papa Francisco receberá em audiência o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira, 24 de maio, às 8h30min, no Palácio Apostólico, no Vaticano.

A data do encontro entre os dois líderes foi confirmada no final da tarde de ontem, quinta-feira, pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Após o encontro com o Pontífice, o Presidente estadunidense manterá um colóquio com o Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin, acompanhado pelo Secretário para as Relações com os Estados, Arcebispo Paul Gallagher.

Trump será recebido pelo Santo Padre dois dias antes da reunião de cúpula que reunirá em Taormina (Sicília), os Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7).

Durante a viagem de retorno a Roma, vindo do Egito, em 29 de abril passado, Francisco havia reafirmado sua disponibilidade em encontrar o Presidente estadunidense. “O pedido oficial ainda não chegou à Secretaria de Estado, mas eu recebo todo Chefe de Estado que o pedir”, afirmou o Papa na ocasião.

Por Rádio Vaticano

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