dinheiro - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png dinheiro - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco e o livro-entrevista "Deus é jovem" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-e-o-livro-entrevista-deus-e-jovem/ Tue, 20 Mar 2018 09:32:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51324 O livro-entrevista tem lançamento hoje (20/3) em vista da Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada no próximo Domingo de Ramos, no Vaticano e nas dioceses dos cinco continentes. Mais de 20 países lançam simultaneamente o segundo livro do Papa Francisco. Após ‘O nome de Deus é misericórdia’ (2016), que ultrapassou a cifra de 200.000 exemplares vendidos só no Brasil, a Editora Planeta traduziu com exclusividade a edição em português para o Brasil e a confiou ao Pe. João Carlos Almeida, scj (Padre Joãozinho).

Os jovens são profetas com asas

O jovem tem algo de profeta, e deve perceber isso. Deve estar ciente de ter as asas de um profeta, a atitude de um profeta, a capacidade de profetizar, de dizer mas também de fazer. Um profeta do hoje tem a capacidade, sim, de condenação, mas também de perspectiva. Os jovens têm essas duas qualidades. Eles sabem condenar, mas muitas vezes eles não expressam bem a sua condenação. E eles também têm a capacidade de examinar o futuro e olhar para frente.

Os jovens de hoje estão crescendo em uma sociedade desenraizada

Para entender um jovem hoje você tem que entendê-lo em movimento, não pode ficar parado e pretender estar no seu comprimento de onda. Se queremos dialogar com um jovem, devemos ser “móveis”, e então será ele a diminuir a velocidade para nos ouvir, será ele a decidir fazê-lo. E quando diminuirá a velocidade, começará outro movimento: um movimento no qual o jovem começará a seguir o passo mais lentamente para ser ouvido, e os idosos acelerarão para encontrar o ponto de encontro. Ambos se esforçarão: os jovens a caminharem mais lentamente e os idosos a irem mais rápidos. Isso poderia marcar o progresso. (…) Os adultos muitas vezes desenraízam os jovens, erradicam suas raízes e, em vez de ajudá-los a serem profetas pelo bem da sociedade, os tornam órfãos e descartados. Os jovens de hoje estão crescendo em uma sociedade desarraigada.

Pedir perdão aos nossos jovens

Devemos pedir perdão aos nossos jovens porque nem sempre os levamos a sério. Nós nem sempre os ajudamos a ver a estrada e a construir os meios que podem permitir a eles de não serem descartados. Muitas vezes, não sabemos como fazê-los sonhar e não somos capazes de entusiasmá-los. É normal procurar dinheiro para construir uma família, um futuro, e para sair do papel de subordinação aos adultos que os jovens hoje têm por muito tempo. O que importa é evitar experimentar a ânsia da acumulação.

É o trabalho, a comida da alma e não dinheiro

O trabalho deveria ser para todos. Todo ser humano deve ter a possibilidade concreta de trabalhar, de demonstrar a si mesmo e a seus entes queridos que ele pode ganhar a vida. Não se pode aceitar a exploração, não se pode aceitar que muitos jovens sejam explorados pelos empregadores com falsas promessas, com pagamentos que nunca chegam, com a desculpa de que são jovens e devem fazer experiência. Não se pode aceitar que os empregadores pretendam dos jovens um trabalho precário e até mesmo gratuito, como acontece (…). Os jovens nos pedem para serem ouvidos e nós temos o dever de escutá-los e acolhê-los, não de explorá-los. Não há desculpas para isso.

Muitos pais criam seus filhos à cultura do efêmero

Parece que crescer, envelhecer, amadurecer, é ruim. É sinônimo de vida terminada, insatisfeita. Hoje, parece que tudo é manipulado e mascarado. Como se o fato de viver não tivesse sentido. Recentemente eu falei sobre o quão seja triste que alguém queira fazer o “lifting” também ao coração! Como é doloroso que alguém queira cancelar as rugas de tantos encontros, de tantas alegrias e tristezas! Muitas vezes, há adultos que brincam de ser jovens, que sentem a necessidade de colocarem-se ao nível do adolescente, mas não entendem que é um engano. É um jogo do diabo. Não consigo entender como é possível que um adulto se sinta em competição com um jovem, mas, infelizmente, acontece cada vez mais isso. (…) Há muitos pais adolescentes na cabeça, que querem viver a vida efêmera eterna e, conscientemente ou não, fazem suas crianças vítimas deste perverso jogo do efêmero. Porque, de um lado, criam crianças encaminhadas à cultura do efêmero e, do outro, as fazem crescer sempre mais enraizadas, numa sociedade que eu chamo de “desarraigada”.

Velhos sonhadores e jovens profetas são a salvação da nossa sociedade desarraigada

Os adultos muitas vezes desarraigam os jovens, erradicando suas raízes e, em vez de ajudá-los a serem profetas pelo bem da sociedade, os tornam órfãos e descartados. Os jovens de hoje estão crescendo em uma sociedade desarraigada. (…) Hoje, as redes sociais parecem nos oferecer esse espaço de conexão com os outros; a web faz os jovens se sentirem parte de um único grupo. Mas o problema que a Internet comporta é a sua virtualidade: a web deixa os jovens no ar e por esta razão extremamente voláteis. (…) Um caminho forte para no salvar, creio seja o diálogo, o diálogo dos jovens com os idosos: uma interação entre idosos e jovens, até ultrapassando provisoriamente, os adultos. Jovens e idosos devem conversar uns com os outros e devem fazer isso cada vez mais frequentemente: isso é muito urgente! E devem ser os idosos, como também os jovens, a tomarem a iniciativa. (…) Mas esta sociedade descarta uns e outros, descarta os jovens como também descarta os idosos. No entanto, a salvação dos idosos é dar aos jovens a memória, isso torna os idosos verdadeiros sonhadores do futuro; enquanto a salvação dos jovens é pegar esses ensinamentos, esses sonhos e levá-los avante na profecia. (…) Os idosos sonhadores e os jovens profetas são o caminho da salvação da nossa sociedade desarraigada: duas gerações de descartados podem salvar todos.

Deus é jovem porque “faz novas todas as coisas” e é social

Deus é Aquele que renova sempre, porque Ele é sempre novo: Deus é jovem! Deus é o Eterno que não há tempo, mas é capaz de renovar, rejuvenescer-se continuamente e rejuvenescer tudo. As características mais peculiares dos jovens são também as Suas. É jovem porque “faz novas todas as coisas” e gosta de novidades; porque surpreende e ama o estupor; porque sabe sonhar de deseja os nossos sonhos; porque ele é forte e entusiasmado; porque constrói relacionamentos e nos pede para fazermos o mesmo, é social. Penso na imagem de um jovem e vejo que ele também tem a possibilidade de ser “eterno”, colocando em jogo toda a sua pureza, criatividade, coragem, energia, acompanhado pelos sonhos e sabedoria dos idosos. É um ciclo que se fecha, que cria uma nova continuidade e me recorda a imagem da eternidade.

Por Vatican News

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Pátio dos Gentios: crentes e não crentes debatem sobre ética e dinheiro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/patio-dos-gentios-crentes-e-nao-crentes-debatem-sobre-etica-e-dinheiro/ Tue, 24 Oct 2017 15:02:19 +0000 http://teste.toqueto.com/patio-dos-gentios-crentes-e-nao-crentes-debatem-sobre-etica-e-dinheiro.html O Pátio dos Gentios desembarcou em Madri nesta segunda-feira, 23, onde permanece até hoje, 24, prosseguindo nos dias seguintes, 25 e 26, em Salamanca. É o terceiro ano consecutivo que a iniciativa se realiza nestas duas cidades espanholas. 

Trata-se de um espaço de diálogo entre crentes e não-crentes promovido pelo Pontifício Conselho para a Cultura, presidido pelo Cardeal italiano Gianfranco Ravasi, segundo o qual “esta edição tem um programa muito interessante, que pode ser comprovado também com a qualidade humana e intelectual dos relatores”.

A edição 2017 tem o tema “Ética e dinheiro” e é organizada pelo Fórum Ecumênico Social em colaboração com várias universidades”, tem a participação de filósofos, catedráticos e empresários. Foi aberta pelo padre italiano que trabalhou 25 anos na Argentina, Francesco Ballarini, amigo do Papa Francisco. 

A primeira reunião do Pátio dos Gentios ocorreu em março de 2011 em Paris, por iniciativa do então Papa Bento XVI e prosseguiu em várias cidades da Europa e da América. Dando continuidade à iniciativa, a intenção do Papa Francisco é promover o diálogo e a cultura do encontro com a ajuda de especialistas que a analisam de diferentes perspectivas. 

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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A cegueira dos sábios https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-cegueira-dos-sabios/ Fri, 14 Jul 2017 08:46:18 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47430 Quem é muito focado em si mesmo não consegue enxergar as realidades sofridas da sociedade. A soberba e o individualismo sobem tanto na cabeça, que até provocam escândalos no exercício do poder e do dinheiro. Podemos até dizer de uma sabedoria “burra”, fadada a ser negociada pela justiça, porque a injustiça tem pernas curtas. Mais cedo ou mais tarde aparecem as consequências.

O coração humano é um terreno fértil. É uma terra de onde brotam e crescem as práticas do bem e do mal. Ele é responsável pela execução dos diversos valores, para construir ou destruir a vida da sociedade. No coração das pessoas está implantada a sabedoria divina, a capacidade para colocar em prática a Palavra do Evangelho, que indica os passos que conduzem para se chegar a uma vida feliz.

Muitos sábios preferem a mentira em vez da verdade de Deus. Passam a ser cegos conduzindo cegos, porque são terrenos ruins, sem hombridade, e injustos. As riquezas e as propostas do mundo transformam os corações irresistentes, que passam a agir cegamente produzindo frutos amargos para si mesmos. São bem-aventurados aqueles que são abertos aos valores do Reino de Deus.

Muitas pessoas não se dão conta da gravidade, quando provocam atos de violência, de intolerância, de ganância, de desvios públicos e de todos os males que deixam nosso espírito doente. Essa tem sido a constante prática de muitos políticos brasileiros, deixando a população do país totalmente decepcionada e fragilizada na expectativa de seu futuro e de sua dignidade cidadã.

As decepções dos brasileiros são muito grandes e o povo, cansado de ouvir promessas, não acredita mais em receitas mágicas. Não podemos continuar cegos diante do cenário político brasileiro. Novas eleições veem por aí. Creio ser a hora dos eleitores darem o troco, eliminando quem trai a Nação, não “desagarra” do poder e não cumpre com dignidade as tarefas de seu ofício.

As pessoas, na realidade, precisam se deixar transformar pelo amor gratuito de Deus para agir com responsabilidade. A cegueira mata e não tem futuro promissor. É por isso que o Brasil vai mal, está desorganizado e sem perspectiva imediata de recuperação. É impossível querer um país desenvolvido sem autenticidade de seus governantes. Os impuros são tendentes para atos também impuros.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba

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Veja dicas para movimentar as férias da criançada com pouco dinheiro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/veja-dicas-para-movimentar-as-ferias-da-criancada-com-pouco-dinheiro/ Fri, 07 Jul 2017 10:17:41 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47285 As férias tão esperadas e merecidas chegaram pra muitos brasileiros neste mês de julho. O período, principalmente para os estudantes, é um alívio, depois de meses encarando os livros e as salas de aula. Para as crianças, a festa também é grande já que chegou a hora de dormir até tarde, brincar com os amigos e curtir a família sem a “preocupação” das aulas.

A pedagoga Juciele Siqueira afirma que as férias são essenciais para o desenvolvimento pessoal da criança, já que neste período elas podem realizar atividades físicas e criativas com a aproximação entre pais e filhos. Também é importante para o crescimento cultural, no caso de crianças que viajarão e conhecerão outros lugares.

O problema é que o período acompanhado de crise econômica não combina. A ideia de férias vem carregada de planos de viagens, dos projetos de conhecer novos lugares, de se divertir até cansar e etc. Todavia, se a verba é curta, o jeito é usar a criatividade.

Em se tratando das crianças, Juciele Siqueira sugere que os momentos com a família podem ser uma boa saída para aproveitar as férias e se divertir gastando pouco. “O momento ‘pais e filhos’ é de grande importância; por causa da correria do dia a dia, trabalho e compromisso, as crianças sentem falta dessa presença”, diz a especialista.

Ela pontuou algumas dicas práticas direcionadas aos pais e/ou responsáveis para entreter a criançada:

“Para começar, algo bem prazeroso seria um piquenique com direito a toalha na grama, estreitando assim o momento de partilha e comunicação, com brincadeiras de roda e cantigas também. As crianças aprendem muitas cantigas na escola, peça para que lhe ensine. Seu filho sentirá a valorização do que aprende na escola e se sentirá importante para você”, observa.

“Confeccionar petecas, brinquedos com papelão (veja receitas no YouTube) e depois brincar com esses brinquedos será bem divertido, pois quando a criança produz o próprio brinquedo coloca nele sua identidade e sua criatividade. Ou até mesmo, sentar juntos para fazer e colorir um desenho. Tenho lembranças de momentos assim com meus pais, pois é de carinho e atenção que as crianças necessitam. São momentos simples, mas que ficarão com carinho na memória e no coração das crianças”, afirma.

Resgate o sonho e planeje-se

Contudo, não custa pensar que no ano que vem será melhor e que a crise pode, até lá, ter passado e, assim, o plano da tão sonhada viagem de férias possa retornar. Para isso, o planejamento deve ser o ponto de partida. Para o administrador Rodolfo Rosa, a falta de dinheiro não pode ser a desculpa para não curtir as férias. Para quem sonha em viajar, o segredo é se preparar com antecedência, mesmo que seja pensando nas férias do próximo ano.

“Você não precisa ser rico para viajar, mas o planejamento pode proporcionar um passeio bem mais completo com um orçamento bem menor e principalmente evitar endividamento”, disse.

Segundo ele, a pesquisa prévia ajuda a conseguir melhores oportunidades. Confira algumas dicas importantes para negociar bons descontos:

“Compre a passagem com antecedência; pesquise diferentes destinos e evite alta temporada – quando pensarmos em viajar, observar várias opções pode ser importante; utilize o poder de pagar à vista – lojistas pagam taxas de 4% a 10% para a utilização de cartões de débito ou crédito e isso pode ser revertido em um bom desconto; viaje em grupo sempre que possível – pode ser mais barato além de poder dividir um número grande de despesas; estabeleça um valor de gasto diário – através deste podemos controlar melhor os gastos extras; peça desconto – pedir desconto não é pecado, além de muitos lojistas já estarem preparados para isso”, pontuou o especialista.

“O planejamento é peça chave para um bom programa de férias, guardar dinheiro para esse fim evita endividamento desnecessário e pagamento de juros altos. Sendo que quanto maior o tempo de antecedência, melhores descontos e ofertas podemos aproveitar”, acrescentou.

Custo mínimo

Para as crianças, qualquer passeio é válido, diz Rodolfo, e aproveitar em família é o importante. Veja o que ele sugere para curtir as férias a um custo mínimo:

– Brincadeira da Tarde: junte as crianças e seus amiguinhos para uma tarde de brincadeiras;

– Piquenique: uma manhã ou uma tarde embaixo de uma árvore ou em um parque municipal, com bons quitutes podem render boas conversas e risadas;

– Festa do Pijama: junte os amigos e faça uma festa antes de dormir;

– Festas Culturais Gratuitas: muitas cidades oferecem atividades gratuitas, tanto para crianças como para adultos, em locais bem diversificados.

“Criatividade, paciência e proatividade fazem com que as férias sejam bem melhores sempre”, conclui Rodolfo.

Por Canção Nova

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Mundo das aparências https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/mundo-das-aparencias/ Wed, 22 Mar 2017 10:23:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45062 A confusão está tanta que todos nós ficamos perdidos no meio da lama. Reina certa escuridão no cenário brasileiro. O que é apresentado diante do nosso visual não reflete a identidade do que está por trás das aparências. É a lamentável cultura da corrupção e das falcatruas, onde a desonestidade tem sido o carro chefe. A sensação é de que não sabemos para onde estamos caminhando.

A identidade dos políticos nos preocupa. A pergunta tem sido: “em quem votar na próxima eleição?”. Está diante de nós esse grande desafio, porque mesmo os de confiança são envolvidos no clima da corrupção. Talvez a única solução fosse “jogar tudo por terra”, e começar uma geração nova de políticos, que ainda não estão contaminados pela esperteza dos donos do poder e do dinheiro.

No tempo do Antigo Testamento, Davi, um humilde pastor, foi escolhido como rei para governar o povo com justiça. Ele era um indivíduo iluminado, porque confiava em Javé. Quem vive na experiência de Deus se torna uma pessoa iluminada, e age com liberdade e autenticidade, porque não tem “rabo preso”, e nada para esconder e de se envergonhar. Falta isso em nossos governantes.

As autoridades não têm sido “segundo o coração de Deus”. Por isso, poucos estão no poder por causa do povo. A política se transformou em cabide de emprego e num privilegiado caminho de ações desonestas. É como trampolim para enriquecimento ilícito, agindo de forma a ludibriar a sensibilidade da população. Aí está o país do desconforto, consequência dessas atitudes levianas.

Deus conhece perfeitamente o coração das pessoas e não se deixa conduzir pelas aparências. Nas palavras proferidas por Jesus existe um indicativo: “Muitos dos primeiros serão os últimos, e muito dos últimos, os primeiros” (Mt 19,30). Falta hoje abertura para a luz de Deus. Por isso os frutos não são de bondade, justiça e verdade. Reinam os frutos das “obras infrutuosas das trevas”.

Parece existir uma cegueira generalizada na nova cultura, que impede as pessoas de enxergar um mundo diferente daquele das simples aparências. Os olhos não miram para o pedido de Jesus, “para que todos tenham vida, e vida em abundância” (Jo 10,10). Há uma ideologia desconcertante e de “olhos tapados” produzindo um clima de “cegos guiando outros cegos” (Mt 15,14). Abramos os olhos.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba, MG

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Educador Financeiro dá dicas para utilizar o recurso do FGTS https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/educador-financeiro-da-dicas-para-utilizar-o-recurso-do-fgts/ Wed, 15 Feb 2017 09:23:42 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44462 A partir do próximo dia 3 de março, mais de 30 milhões de trabalhadores terão direito a retirar o dinheiro retido nas contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 

De acordo com o Governo Federal, são mais de R$ 43 bilhões parados nessas contas e a estimativa é que R$ 34 bilhões sejam sacados pelos trabalhadores.

Mais da metade dos beneficiários tem, no máximo, R$ 500 para sacar, segundo o governo. Outros 24% têm saldo entre R$ 500 e R$ 1.500. Os dois grupos representam 80% do total de pessoas com direito a sacar o dinheiro. Os demais têm mais de R$ 1.500 a receber.

O fato é que esse dinheiro terá um impacto significativo e positivo na economia do país, sobretudo, neste momento de crise. Mas, para o educador financeiro, José Roberto Romoaldo, a grande questão agora é o que o trabalhador fará com esse recurso.

“O interessante é que ele consiga antecipar um sonho que ele tenha, caso não tenha dívidas. Já a pessoa que possui uma dívida e está conseguindo paga-la mês a mês, o interessante é que ela faça uma reserva, porque, a dívida que está sendo paga em dia, não precisa ser mexida. Somente em casos de inadimplência é que a pessoa deve usar esse recurso para fazer uma negociação e sair dessa situação”, disse.

“Em caso de inadimplência, a sugestão é que ela faça uma boa negociação e pague o valor. Caso a dívida seja maior que o dinheiro [do FGTS], a pessoa deve fazer uma reserva e assim que tiver a quantia, refazer a negociação e quitar a dívida”, explicou.

Aplicação

O especialista acredita que a poupança não seja a melhor opção para quem quer fazer uma aplicação do recurso sacado. Segundo ele, a pessoa deve procurar outra formas, como a aplicação em renda fixa.

“O Brasil é o país da renda fixa. Nós temos grandes opções de investimentos com relação a renda fixa que realmente geram riqueza, fazendo com que o dinheiro cresça, com um pouco de risco, ou quase nenhum”, afirmou.

A indicação é que o trabalhador procure um especialista ou mesmo o gerente de seu banco para auxiliar na busca pelas melhores alternativas.

Repensar o dinheiro

O especialista José Roberto indica que, antes de pensar na aplicação, em onde gastar o dinheiro, ou mesmo já sair comprando desenfreadamente, é bom para o trabalhador fazer um diagnóstico das finanças e passar a olhar mais para os sonhos.

“Eu acho que é isso que move as pessoas para que elas façam novas coisas. Se motivar através dos sonhos seria um primeiro passo. Depois, começar a repensar o dinheiro. Como essa questão do recurso do FGTS, muitos estão olhando como algo a mais – apesar de ser uma renda extra – mas é parte do suor do trabalhador. Então, a partir do momento que as pessoas tomam consciência de que aquilo é resultado do próprio trabalho, elas começam a valorizar. É essa consciência que tem que ser despertada nas pessoas”.

Por Canção Nova, com colaboração de Osvaldo Luiz

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Papa Francisco: Quaresma é forte chamado à conversão e abertura aos demais https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-quaresma-e-forte-chamado-a-conversao-e-abertura-aos-demais/ Tue, 07 Feb 2017 12:51:17 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-quaresma-e-forte-chamado-a-conversao-e-abertura-aos-demais.html A Quaresma é uma época propícia para a conversão, para se renovar por meio dos sacramentos, para reconhecer-se pecador, buscar o perdão de Deus e começar de novo o caminho para a Páscoa, “a vitória de Cristo sobre a morte”.

É o que assinala o Papa Francisco em sua mensagem por ocasião da Quaresma de 2017, que, com o título “A Palavra é um dom. O outro é um dom”, foi divulgada nesta terça-feira.

Francisco explica que, mediante o jejum, a oração e a esmola, a Quaresma é o tempo mais adequado “para intensificarmos a vida espiritual”.

Na mensagem, o Pontífice afirma que “a Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte”.

“E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus ‘de todo o coração’, não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor”, afirma o Santo Padre.

A mensagem do Papa se articula em torno da parábola do homem rico e o pobre Lázaro. A partir dessa parábola, o Pontífice estabelece três pontos temáticos: “O outro é um dom”; “O pecado cega-nos”; e “A Palavra é um dom”.

1. O outro é um dom

O Papa Francisco indica que, nesta parábola, “Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido”.

Neste sentido, convida a “abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza conosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor”.

2. O pecado cega-nos

Em sua reflexão a partir desta parábola, o Papa chama a atenção sobre como “a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente”.

Nessa atitude do rico se entrevê, “dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba”.

O Santo Padre insiste mais uma vez sobre os perigos do material: “o dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico”.

“Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz”, adverte.

Quanto à vaidade, em sua mensagem afirma que “a ganância do rico fá-lo vaidoso”. “A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efêmera da existência”.

Em seguida, está a soberba, “o degrau mais baixo desta deterioração moral”. “O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar”.

3. A Palavra é um dom

O verdadeiro problema do rico, a raiz de seus males, “é não dar ouvidos à Palavra de Deus”, indica o Santo Padre. “Isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus”.

O Pontífice alertou: “Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão”.

Abrir o coração

A Sala de imprensa da Santa Sé apresentou a mensagem do Papa em uma coletiva de imprensa da qual participaram o Cardeal Peter Turkson, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, e Chiara Amirante, fundadora da Comunidade Novos Horizontes, uma organização internacional que tem o objetivo de levar alegria a quem perdeu a esperança mediante ações solidárias com pessoas que se encontram em grave dificuldade.

O Cardeal Turkson sublinhou que “a chave da mensagem é como a pessoa se relaciona com o outro”. Explicou que Jesus condena o rico não por ser rico, “mas por ter o coração fechado ao outro”.

Recordou que a atitude de um cristão não deve ser fechar-se em si mesmo, mas “ser uma pessoa que se abre ao outro”.

Em sua intervenção, Chiara Amirante destacou a necessidade, apontada pelo Papa Francisco, de “abrir o coração” aos demais. Insistiu também no dom de Deus presente em sua Palavra, “um dom que leva a mudar a vida, a se converter”.

Esse dom se concretiza no “privilégio de encontro o pobre”. Amirante explicou que “há muitas novas formas de pobreza” e, em concreto, assinalou a situação em que muitos jovens e menores vivem, “vítimas do abuso das drogas, do abuso do álcool, do abuso da sexualidade…, jovens que são vítimas de violência, jovens que sofrem depressão”.

Diante disso, fez um chamado a desenvolver “a civilização do amor, baseada na força da caridade, da solidariedade, da fraternidade”.

Em sua análise da mensagem pontifícia, destacou três conceitos que, segundo assegurou, “me parece que afetam o homem de hoje: o apego ao dinheiro, a vaidade e a soberba”.

“O veneno do consumismo, que entrou no âmbito das relações entre pessoas, nos leva a problemas como o hedonismo, o relativismo ou o narcisismo, que nos impedem de nos relacionarmos com os demais”, ressaltou.

Por ACI Digital

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