dignidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png dignidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Uma sociedade fraterna https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/uma-sociedade-fraterna/ Wed, 21 Mar 2018 07:56:44 +0000 http://teste.toqueto.com/uma-sociedade-fraterna.html Li, certa vez, que o trabalho afasta do ser humano três grandes males: o tédio, o vício e a miséria. O desemprego é sempre um mal e, quando atinge determinados limites – me parece ser a situação que estamos vivendo no país! -, pode tornar-se uma verdadeira calamidade social. Ele se torna um problema particularmente dramático quando são atingidos pais de família e jovens. É doloroso acompanhar a situação de quem tem vontade de trabalhar e um desejo profundo de assumir suas próprias responsabilidades, e não vê saída para a situação em que está.

Precisamos unir nossas forças e usar os meios que tivermos ao nosso alcance para que a sociedade se sensibilize com a grave situação dos desempregados, conheça as causas que a geram e as consequências que dela decorrem. Há necessidade de trabalhar na construção de uma sociedade baseada em novos paradigmas, nos quais a pessoa esteja no centro das decisões, a vida humana não se subordine à lógica econômica e o trabalho não se reduza à mera sobrevivência. Mais: é necessário que cresça um amplo movimento de solidariedade para manter viva a esperança dos que enfrentam diretamente o problema do desemprego.

A Quaresma é um tempo de avaliação de nosso ser cristão. É discípulo de Jesus quem promove a fraternidade e imita seu amor pelos pequenos, fracos e doentes. Segundo a visão bíblica, pobre, necessitado ou pequeno, é aquele que, sozinho, não pode sair da situação em que se encontra, nem consegue caminhar sem a ajuda de algum irmão.

 Se cada um de nós olhar para as próprias mãos, descobrirá que elas estão cheias de dons. Ora, todo dom que o Senhor dá a seus filhos não é para a própria autossatisfação e proveito. Cada dom recebido é sempre para os outros, para servi-los mais e amá-los melhor. Usando, pois, nossas capacidades, saibamos fazer o que estiver ao nosso alcance para diminuir o número de desempregados.

Precisamos, além disso, de reconhecer humildemente que somos limitados. Daí a necessidade de voltarmos nosso olhar suplicante para o Senhor, como fez Salomão, ao tomar consciência de seus próprios limites na arte de governar o povo. Quando Deus lhe perguntou o que desejava obter, ouviu o pedido: “Digna-te, Senhor, conceder-me sabedoria e inteligência para que possa conduzir este povo” (2Cr 1,10). Agradou ao Senhor que Salomão não tivesse pedido riquezas, tesouros nem glórias, e lhe deu muito mais do que lhe havia pedido.

Dessa sabedoria, isto é, dessa capacidade de ver o mundo, os homens e os acontecimentos com o olhar de Deus, nossa época tem imensa necessidade. Faltam-nos sábios. Precisamos de pessoas que, com sabedoria, defendam valores como a justiça, a fraternidade e o respeito à dignidade de cada ser humano.

Por Dom Murilo S.R. Krieger – Arcebispo de Salvador

]]>
51350
A Igreja no Brasil abre suas portas para os novos migrantes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-igreja-no-brasil-abre-suas-portas-para-os-novos-migrantes/ Fri, 09 Mar 2018 10:26:40 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51202 Restaurar a dignidade, inspirar a mudança: tema da Plenária da Comissão Internacional Católica para as Migrações (Icmc), cujos membros foram recebidos ontem em audiência pelo Papa Francisco.

O Brasil é membro dessa Comissão e está representado entre outros pela Ir. Rosita Milesi, que na tarde de ontem abordou o tema “A Igreja Católica no Brasil abre suas portas para os novos migrantes e refugiados”.

Em entrevista ao Vatican News, Ir. Rosita falou dos trabalhos da Comissão e do teor de seu pronunciamento:

“Estamos aqui na assembleia geral da Comissão Católica Internacional para as Migrações. Esta assembleia tem uma finalidade também eletiva do novo conselho diretor e evidentemente que o objetivo principal é refletir sobre as migrações. O Brasil além de estar aqui participando por ser membro da Comissão, terá também uma oportunidade de fazer um brevíssimo documentário sobre a ação da Igreja no Brasil na acolhida aos novos imigrantes. Fala-se sobre os novos fluxos, mas eu diria o seguinte, que precisamos acentuar os novos fluxos pensado nos últimos dez anos. Por exemplo, os imigrantes haitianos, que foram os grandes fluxos dos últimos tempos e também aos fluxos procedentes de outros países, como é o caso da Síria.”

Por Vatican News

]]>
51202
Dom Guilherme reforça o direito da mulher reivindicar sua dignidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-guilherme-reforca-o-direito-da-mulher-reivindicar-sua-dignidade/ Thu, 08 Mar 2018 12:54:55 +0000 http://teste.toqueto.com/dom-guilherme-reforca-o-direito-da-mulher-reivindicar-sua-dignidade.html As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 08 de março dão conta de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil em Nova York, onde mais de 130 operárias morreram carbonizadas. O incidente marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas foi somente nos anos 60 que o movimento feminista ganhou corpo e em 1977 o “8 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

O bispo nomeado de Lages (SC) e presidente da Comissão para a Ação Social Transformadora, dom Guilherme Werlang afirma que é preciso lembrar sempre a origem do Dia Internacional da Mulher. Para ele, desde o princípio, a mulher reivindicou dignidade e respeito no seu trabalho, que era praticamente um “trabalho escravo”, “opressor”. “Diante da reação das mulheres no passado é que se pode hoje homenagear a todas em um dia exclusivo”, disse.

No Brasil, as movimentações em prol dos diretos da mulher surgiram no início do século 20 e como nos demais países, as mulheres buscavam por melhores condições de trabalho e de vida. A luta em si ganhou força com o movimento das sufragistas, nos anos de 1920 a 1930. Foram elas que lutaram e conseguiram o direito ao voto, que se estende até os dias atuais. “Gostaria de prestar minha homenagem às mulheres por sua coragem de indignação, por sua organização e por sua luta para superar, para vencer toda forma de violência, de injustiça, de discriminação”, salienta dom Guilherme.

Violência contra a mulher

Após a conquista do direito ao voto no Brasil, a partir dos anos 80 as mulheres embarcaram numa nova luta: a luta contra a violência às mulheres. Neste contexto, dom Guilherme afirma que apesar de todos os avanços que foram dados no passado, as mulheres ainda passam por muitas situações “vexatórias” e “machistas” atualmente. “Ainda temos muito predomínio de uma ideia machista e, isso, parte as vezes de lideranças políticas, econômicas, religiosas e acho que tudo isso deveria ser superado. Devemos nos unir e juntos devemos vencer isso”, completa o bispo.

Outra questão que ainda precisa ser vencida, de acordo com o bispo é a discriminação entre o gênero humano (masculino e feminino). Para ele ainda hoje são dados direitos e liberdades para o sexo masculino que o feminino não contempla. “Se quisermos mesmo mudar a nossa sociedade deveríamos começar pela educação, especialmente a infantil, ainda se reproduz o mesmo sistema de desigualdade entre homens e mulheres, quer dizer, crianças meninos e meninas. Temos que mudar completamente a educação na primeira infância, seja nas famílias, nas creches para podermos de fato mudar a sociedade onde o homem e a mulher tenham de fato direitos e dignidades iguais”, defende.

Ações Concretas da Igreja – Frente à violência sofrida por mulheres diariamente, a Pastoral da Mulher Marginalizada, ligada ao Setor de Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem desenvolvido um trabalho de acompanhamento e promoção das mulheres que se encontram em situação de prostituição, de fragilização social e são vítimas de tráfico humano. “Ao longo dos 50 anos de existência, a Pastoral tem desenvolvido ações de enfrentamento ao abuso e exploração sexual de mulheres e tem se posicionando frente às injustiças estruturais que causam sofrimento a vida das mulheres”, afirma a coordenadora nacional da Pastoral, irmã Elizangela Matos dos Santos.

Não só no Dia Internacional da Mulher, mas em todas as ações durante o ano a coordenadora explica que a Pastoral desenvolve trabalhos e traça agenda de atividades com temas atrelados a suas ações. “A Pastoral atende diariamente mulheres com demandas que muitas das vezes não estão em nosso poder de decisão. Ainda existe outros agravantes a serem enfrentados no nosso dia a dia que é a questão das drogas, gravidez na adolescência, aliciamentos e tantos outros tipos de violência que são vivenciados no contexto social”, explica a irmã.

No ano em que a Igreja coloca como tema da Campanha da Fraternidade: “Fraternidade e Superação da Violência”, a Pastoral continua sua missão de atender, acompanhar, orientar e encaminhar mulheres em situação de risco prezando pelo desenvolvimento de suas autonomias. “Nesse Dia Internacional da Mulher ofereço a nossa homenagem e reforço o direito da mulher reivindicar de fato a sua dignidade e que juntos sejamos construtores da cultura da Paz”, finaliza dom Guilherme.

Por CNBB

]]>
51175
Papa: vida humana possui uma dignidade intangível https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/papa-vida-humana-possui-uma-dignidade-intangivel/ Fri, 26 Jan 2018 13:04:44 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-vida-humana-possui-uma-dignidade-intangivel.html O Papa Francisco recebeu na Sala Clementina, esta sexta-feira (26/01), os participantes da plenária da Congregação para a Doutrina da Fé.

O Santo Padre agradeceu-lhes pelo compromisso cotidiano de apoio ao magistério dos bispos, pela tutela da retidão da fé e da santidade dos Sacramentos, e pela atenção a todas as questões que hoje requerem um discernimento pastoral importante, como examinar casos relativos a delitos graves e pedidos de dissolução do vínculo matrimonial em favor da fé.

Segundo o Papa, “essas tarefas são ainda mais atuais diante do horizonte, cada vez mais fluido e mutável, que caracteriza a autocompreensão do homem de hoje e influi em suas escolhas existenciais e éticas”.

“O homem de hoje não sabe mais quem ele é e faz esforço para reconhecer como agir bem.”

Francisco reconheceu o esforço da Congregação para a Doutrina da Fé no estudo “acerca de alguns aspectos da salvação cristã, com o objetivo de reafirmar o significado da redenção”, tendo como referência algumas tendências que expressam um individualismo que confia nas próprias forças para salvar-se.

“Acreditamos que a salvação consiste na comunhão com Cristo ressuscitado que, graças ao dom de seu Espírito, nos introduziu numa nova ordem de relações com o Pai e entre os homens”, afirmou o Papa.

Francisco recordou também o estudo realizado pelo organismo sobre as implicações éticas de uma antropologia adequada no campo econômico-financeiro.

“Somente uma visão do ser humano como pessoa, ou seja, como sujeito essencialmente de relação e dotado de uma racionalidade peculiar e ampla, é capaz de agir conforme a ordem objetiva da moral. O Magistério da Igreja sempre reiterou com clareza, a esse propósito, que a atividade econômica deve ser conduzida segundo as leis e os métodos próprios da economia, mas no âmbito da ordem moral.”

O Papa recordou que nessa assembleia os participantes debateram também a questão delicada do acompanhamento dos doentes terminais.

“A esse respeito, o processo de secularização, levou ao crescimento do pedido de eutanásia em muitos países, como afirmação ideológica do desejo de poder do homem sobre a vida. Isso também levou a considerar a interrupção voluntária da existência humana como uma escolha de ‘civilização’.”

Segundo o Pontífice, “é claro que onde a vida não vale por sua dignidade, mas por sua eficiência e produtividade, tudo se torna possível. Nesse cenário é preciso reiterar que a vida humana, desde a concepção até a morte natural, possui uma dignidade que a torna intangível”.

Para Francisco, “a dor, o sofrimento, o sentido da vida e da morte são realidades que a mentalidade atual luta para enfrentar com um olhar cheio de esperança. Sem uma esperança confiável que ajude o homem a enfrentar também a dor e a morte, ele não consegue viver bem e conservar uma perspectiva confiante diante de seu futuro. Este é um dos serviços que a Igreja é chamada a prestar ao homem atual”.

O Papa concluiu o discurso, afirmando que a missão da Congregação para a Doutrina da Fé é eminentemente pastoral.

“Pastores autênticos são aqueles que não abandonam o homem, nem o deixam em sua desorientação e erros, mas com verdade e misericórdia o trazem de volta para reencontrar no bem o seu rosto autêntico.”

Segundo o Papa, “autenticamente pastoral é toda ação que pega o ser humano pela mão quando ele perdeu o sentido de sua dignidade e destino, para leva-lo com confiança a redescobrir o amor paterno de Deus, seu bom destino e os caminhos para  construir um mundo mais humano”.

“Esta é a grande tarefa da Congregação para a Doutrina da Fé e toda instituição pastoral na Igreja”, concluiu Francisco. 

Por Vatican News

]]>
50536
Na ONU, Santa Sé defende respeito pela dignidade dos idosos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/na-onu-santa-se-defende-respeito-pela-dignidade-dos-idosos/ Thu, 06 Jul 2017 13:09:39 +0000 http://teste.toqueto.com/na-onu-santa-se-defende-respeito-pela-dignidade-dos-idosos.html Deve-se promover o respeito pela dignidade dos idosos, que são uma fonte de riqueza para a sociedade. Essa é uma das prioridades indicadas pelo representante da Santa Sé na ONU, Dom Bernadito Auza, que participa, em Nova Iorque, de um grupo de trabalho centralizado na questão do envelhecimento da população mundial.

Falando sobre a contribuição das pessoas idosas ao desenvolvimento social, Dom Auza destacou que a atenção para essas pessoas é sempre mais crítica, porque o número de idosos cresce rapidamente. Ele mencionou como prioridades urgentes responder às exigências dos idosos e desenvolver medidas concretas para assegurar que seus direitos sejam protegidos.

Dom Auza recordou ainda uma declaração do Papa Francisco sobre o assunto em 4 de março de 2015, na audiência geral, a tradicional catequese. “Graças aos progressos da medicina a vida se alongou: mas a sociedade não se ‘alargou’ à vida! O número dos idosos multiplicou, mas as nossas sociedades não se organizaram o suficiente para dar lugar a eles, com justo respeito e concreta consideração por sua fragilidade e dignidade”, disse o Pontífice na ocasião.

Vulnerabilidade

O representante da Santa Sé na ONU destacou que os idosos são mais vulneráveis em vários aspectos, entre os quais aqueles ligados à pobreza, ao isolamento e à saúde. Também catástrofes naturais, conflitos armados e crises financeiras trazem efeitos mais críticos, porque o acesso aos serviços de emergência, para as pessoas idosas, encontra maiores limitações devido, por exemplo, a uma reduzida mobilidade e à idade.

Os idosos também são, muitas vezes, excluídos da participação ativa na sociedade. Segundo Dom Auza, políticas e comportamentos podem colocar à margem pessoas que uma vez estiveram no centro das comunidades. Na verdade, como diz o Papa Francisco – ressalta o núncio – os idosos são “a reserva de sabedoria do nosso povo”.

Na conclusão de sua intervenção, Dom Auza enfatizou que é imprescindível trabalhar para promover políticas e práticas que reforcem o envolvimento das pessoas idosas na política e nos processos de decisão. Com relação aos idosos afetados por doenças, deficiências cognitivas e aqueles que vivem em situação de isolamento, o bispo explicou que essas pessoas estão em fase de necessidade, sendo necessário demonstrar a elas amor e respeito.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano em italiano

]]>
47264
A ruptura do pacto entre as gerações e a privatização do futuro https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-ruptura-do-pacto-entre-as-geracoes-e-a-privatizacao-do-futuro/ Tue, 02 May 2017 11:02:53 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45938 Para o economista Frederico Melo, do Dieese, a proposta da reforma previdenciária rompe um pacto entre as gerações, pois leva ao desencorajamento das contribuições dos jovens que se questionam o sentido de trabalhar durante 49 anos para ter uma aposentadoria integral.
 
O fenômeno da quinquenarização da sociedade, ou seja, do quinto setor, integrado pelos aposentados, depende do sistema solidário e de partilha entre as gerações. Kofi Hamann que foi presidente da ONU, sempre defendeu a tese de uma sociedade para todas as idades, de acordo com ele, ter pessoas anciãs, era um valioso capital humano e moral. Na perspectiva da reforma atual, voltamos a distopia (contra utopia) de Aldous Huxley, “Um maravilhoso mundo feliz”, em que as pessoas tinham um prazo de validade para viver, depois do qual tinham que ser sacrificadas. Um modelo que restringe direitos, precarizando os recursos da terceira idade, terá como efeito reduzir a expectativa de vida e inviabilizar a sobrevivência dos idosos que não tiverem amparo na sua família.
 
Ora, num quadro de 13,5 milhões de desempregados, a renda familiar diminuiu, como manter o grupo nuclear da família (país e filhos) com a necessidade (que é dever) de amparar os idosos? Quando se priorizam os lucros de possíveis aposentadorias privadas e não se olha para as pessoas, especialmente os mais pobres e desprotegidos, estamos diante de uma economia sem alma que não duvida em sacrificar o povo para fazer “caixa”.
 
Em vez de ampliar as políticas de amparo e proteção para os idosos ou contar com o apoio da cidadania deste setor em que poderíamos abrir frentes de voluntariado, se prefere seguir a lógica do capital e da ganância. Quando pensamos que as pessoas são problema em vez de solução, quando optamos por resolver a equação da partilha da renda ou dos convidados à mesa eliminando direitos consagrados, escolhemos, como afirmou a Nota da CNBB, o caminho da exclusão, da segregação e da marginalização social. Não concordamos com esta proposta de reforma previdenciária que tira do trabalhador a justa aposentadoria para seu envelhecimento com paz e dignidade. Que o Senhor de todas as idades inspire as lideranças políticas a rejeitar esta reforma descabida e arbitrária fazendo justiça a nossos trabalhadores e aposentados.
 
Deus seja louvado!
 
Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo Diocesano de Campos (RJ)
 
]]>
45938
Expectativas da pessoa humana https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/expectativas-da-pessoa-humana/ Fri, 28 Apr 2017 11:14:42 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45792 Vivemos hoje uma situação confusa em relação à dignidade da pessoa humana. De um lado, imperam o individualismo, a autonomia e a liberdade com atitudes bem egocêntricas. De outro lado, perdemos a sensibilidade humana, pois, tratamos melhor determinados animais que as pessoas e a banalização da vida nos leva a ter atitudes de vingança, violência e desrespeito pelo ser humano. Quais são, então, as expectativas da pessoa humana para que se sinta bem e seja uma pessoa centrada?

Todo ser humano deseja e gosta de ser:

1. Valorizado. Ser bem acolhida, elogiada, valorizada nos seus dons. Alegra-se quando lhe são confiadas responsabilidades e tarefas. Ela gosta de receber a confiança dos outros. Toda atitude de exclusão, humilhação, rejeição, abre feridas e traumas. Mesmo quem errou, merece confiança para poder recuperar-se.

2. Bem tratado. Toda pessoa gosta de ser notada e bem atendida nos lugares públicos, receber respostas educadas, gestos de solidariedade, ser correspondida, ser saudada e cumprimentada, ser ajudada por alguém em situações especiais.

3. Apreciado. Todos nos sentimos bem ao receber incentivo, elogio, gratidão e compreensão dos outros. Isso nos eleva e promove. A pessoa humana quer ser aceita, compreendida e isso aumenta a sua auto-estima. Como é bom a gente se sentir importante, porque assim nos sentimos amados.

4. Encorajado. Um bom conselho, palavras de consolação e de encorajamento, apoio e incentivo são fatores que dão coragem às pessoas e as levam a agir com entusiasmo, perseverança e de bom grado. Um pequeno toque, um gesto, uma palavra podem fazer milagres.

5. Reconhecido. As pessoas apreciam a gratidão, o elogio, a valorização de si. Todo gesto de atenção, de carinho, de boas maneiras faz a pessoa sentir-se importante e útil. Falar o nome, lembrar fatos positivos, retribuir o bem com bem, elogiar os dons, promover a vida e a dignidade são gestos de ouro.

6. Premiado. Receber o prêmio pelo esforço e o sacrifício realizado, colher frutos do que se plantou, obter retorno, gratificação, reconhecimento, tudo isso aumenta o estímulo para a pessoa crescer e melhorar.

7. Amado. Desde o útero a criança percebe se é amada ou rejeitada. A pior experiência é a rejeição, a máxima felicidade é a aceitação. Só as pessoas amadas crescem sadiamente, aprendem facilmente, desenvolvem-se e mudam. Só os amados mudam. A pessoa precisa saber e perceber que é amada. O amor regenera, cura, liberta, transforma.

Por Dom Orlando Brandes – Arcebispo de Aparecida (SP)

]]>
45792
Por uma cultura do trabalho decente, justa e solidária https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/por-uma-cultura-do-trabalho-decente-justa-e-solidaria/ Wed, 26 Apr 2017 10:04:35 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45713 Ao celebrarmos o Dia dos Trabalhadores evocando a luta heroica pela jornada das 8 horas acontecida em Chicago,  no 1º de maio de 1886 , quando por um atentado simulado, a justiça executou 4 operários condenados sem o devido processo legal; nos deparamos que conquistas alcançadas com o suor e sangue de irmãos do povo simples e trabalhador estão a perigo de desaparecer. 

Nunca se viu desde 1943 quando se consolidou a legislação que protege e tutela os direitos do trabalho, um ataque tão virulento e sistemático, que com a promessa de uma flexibilização  que poderia ampliar os postos de trabalho, se impõe sem escrúpulos a agenda neoliberal, do fim da segurança, empregabilidade e os princípios mais claros da justiça trabalhista qual sejam: a prioridade do trabalho sobre o capital, a irrenunciabilidade dos direitos sociais, e a tutela do mais fraco diante da desigualdade imposta pelo dinheiro.  

Criam-se as figuras do trabalho intermitente, part time, horista, terceirizado, sem vínculos nem proteção, deixando a negociação por si dessimétrica a cargo do consenso das partes. Quebra-se o pacto social e civilizatório que mantinha um marco regulatório que servia ao bem comum,  uma vez que colocava limites a torpe ganância e ao lucro predador. 

A doutrina social da Igreja pensada a partir do Evangelho é como sempre inequívoca,  é clara nas suas opções e princípios: o trabalho deve ter um salário digno que permita sustentar a família e ter aceso a propriedade, participação nos rendimentos e nas decisões, lembrando o destino universal dos bens e a função social que hipoteca e onera todo empreendimento financeiro e econômico. É verdadeiramente míope trazer de volta o capitalismo selvagem, pois  se reduz o mercado interno e se inviabiliza o verdadeiro desenvolvimento humano, integral, solidário e sustentável. 

As reformas que estão em pauta não são um salto para o futuro, mas um regresso aos piores tempos da exploração quando o “exército de reserva dos desempregados” baixava os salários e as condições do trabalho, ao nível cruel da sobrevivência e da total precariedade. A competitividade destrutiva e predatória não promove pessoas e não gera uma civilização do trabalho responsável, eficiente e verdadeiramente criativa. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos (RJ)

]]>
45713
CELAM cria "Red Clamor", de apoio a migrantes, refugiados e vítimas do tráfico https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/celam-cria-red-clamor-de-apoio-a-migrantes-refugiados-e-vitimas-do-trafico/ Thu, 20 Apr 2017 08:18:43 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45605 O Departamento Justiça e Solidariedade do CELAM (DEJUSOL) , criou oficialmente nos dias passados a “Red Clamor”, isto é, a Rede Latino-americana e do Caribe para a Pastoral de Migrantes, Refugiados e vítimas do tráfico.

O organismo, fruto de um trabalho que durou quatro anos, reúne grande parte das organizações de mobilidade humana da Igreja Católica da América Latina e do Caribe.

A cerimônia que selou a criação da nova entidade teve lugar em Santiago de Caballeros, República Dominicana.

Os membros da rede

Satisfação pela novidade foi expressa pelo Presidente do Dejusol, Dom Gustavo Rodríguez, que sublinhou “o entusiasmo dos participantes do projeto”, que “realiza um sonho e dá esperança ao futuro deste tipo de Pastoral”.

Fazem parte da Rede os escalabrinianos, o Jesuit Refugee Service, diversos Departamentos da mobilidade humana das Conferências Episcopais Latino-americanas (República Dominicana, Guatemala, Haiti, Chile), além de numerosas Congregações Religiosas.

Sinal de esperança

O Presidente da Pastoral Social da República Dominicana, Dom Julio Corniel, reiterou que “a Red Clamor” representa a consolidação de linhas concretas para o trabalho com os migrantes, para unificar os seus critérios, para sentirem-se apoiados e unidos na busca de soluções aos problemas que se apresentam. Sem dúvida, a Rede é  um grande sinal de esperança”.

Situações terríveis dos migrantes

No mesmo sentido, o Diretor do Secretariado Caritas da América Latina e do Caribe, Padre Francisco Hernández, afirmou que  “a migração é um tema fundamental, pois é um dos maiores problemas no mundo. Por isto, nos sentimos profundamente comprometidos em trabalhar como comunhão eclesial, em que a diversidade de esforços e de experiências nos permite proceder em modo concreto em favor dos migrantes que experimentam situações terríveis”.

Reconhecer dignidade dos migrantes

A “Red Clamor”, por fim, deseja ser “um hospital de campanha em que os  migrantes, os deslocados, os refugiados e as vítimas do tráfico possam ser acolhidos, protegidos e cuidados, reconhecidos em sua dignidade e ajudados a integrar-se nas comunidades de acolhida”.

Por Rádio Vaticano

]]>
45605
Papa faz apelo por desempregados: "trabalho traz dignidade" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-faz-apelo-por-desempregados-trabalho-traz-dignidade/ Wed, 15 Mar 2017 15:20:49 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-faz-apelo-por-desempregados-trabalho-traz-dignidade.html O Papa Francisco voltou a denunciar nesta quarta-feira, 15, o problema do desemprego que atinge milhões de pessoas em todo o mundo.

Após o tradicional encontro semanal com os peregrinos na Praça São Pedro, no Vaticano, ele saudou os funcionários de uma empresa televisiva italiana que correm o risco de ficar sem trabalho. Francisco deixou o seu apelo em prol dos desempregos, recordando que o trabalho traz dignidade.

“Quem por manobras econômicas, para fazer negociações não completamente claras, fecha fábricas, fecha iniciativas empresariais e tira o trabalho aos homens, esta pessoa comete um pecado gravíssimo”, disse.

O Santo Padre destacou ainda que os responsáveis pelos povos têm a obrigação de garantir um trabalho a cada homem e a cada mulher. Isso é necessário para que as pessoas possam ter a cabeça erguida e olhar para os outros com dignidade.

A dignidade trazida pelo trabalho é um dos pontos que Francisco tem ressaltado desde o início de seu pontificado. Em viagens e visitas apostólicas na própria Itália o Santo Padre gosta de se encontrar com o “mundo do trabalho”, falando a patrões e empregados.

Na viagem ao México, por exemplo, em fevereiro de 2016, o Papa se reuniu com o mundo do trabalho de Ciudad Juárez e destacou que um dos maiores flagelos a que estão expostos os jovens é a falta de oportunidades de instrução e trabalho sustentável e rentável, que lhes permitam “lançar-se na vida”. Na ocasião, ele frisou que isso gera, em muitos casos, situações de pobreza, que torna-se, por sua vez, um terreno favorável para “cair na espiral do narcotráfico e da violência.

Em mensagem à Argentina em agosto do ano passado por ocasião da festa de São Caetano, padroeiro, no país, do ‘pão e do trabalho’, o Papa destacou que uma coisa é ter pão para comer, outra é levá-lo para casa como fruto do trabalho.

“Nesta celebração de São Caetano pedimos esta dignidade que o trabalho nos dá: poder levar o pão para casa. O trabalho (junto com o teto e a terra) é a base dos direitos humanos. Quando pedimos trabalho para levar o pão para casa, estamos pedindo dignidade”, disse na ocasião.

Por Canção Nova, com informações do Vaticano

]]>
44928