dignidade humana - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png dignidade humana - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Avanços e retrocessos https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/avancos-e-retrocessos/ Mon, 27 Nov 2017 14:56:56 +0000 http://teste.toqueto.com/avancos-e-retrocessos.html A sociedade sofre com as consequências das mentalidades equivocadas de seus cidadãos, particularmente dos atores políticos, formadores de opinião e líderes diversos. Incontestavelmente, as percepções, interpretações e juízos definem dinâmicas e rumos, determinam avanços e retrocessos. E as perdas não são poucas, pesam sobre a vida de todos. Esse passivo relaciona-se com graves problemas na articulação entre conhecimentos, informações, interesses, sentido social e político, exercício da cidadania. Por subjugar-se a mentalidades questionáveis, a sociedade brasileira não aproveita todo o seu potencial, considerando o privilégio das riquezas naturais que integram o tesouro do Brasil. Perde-se a chance de edificar uma nação mais solidária, fraterna, com apreço à justiça e à cultura da paz.

Na contramão dessas possibilidades todas, a sociedade brasileira desconsidera suas riquezas naturais, culturais, artísticas e relacionadas à religiosidade, que poderiam qualificar sua identidade. Com isso, naufraga no lamaçal da corrupção, da indiferença com os mais pobres, dos interesses que favorecem oligarquias. As mentalidades
oligárquicas – um sentido falso de cidadania – impedem o surgimento de novos cenários no contexto nacional. Não há compromisso com a igualdade e, desse modo, convive-se passivamente com situações de miséria. A doença da ganância limita entendimentos, impede que demandas urgentes sejam consideradas, gerando, assim, incompetência para que se dê um passo novo no caminho que leva ao bem de todos.

A falta de dinâmicas capazes de imprimir velocidade no desenvolvimento integral do conjunto da sociedade não se deve à carência de referências tecnológicas ou de recursos intelectuais. Um percurso acadêmico, a conquista de conhecimentos técnicos, pouco valem para promover avanços sociais se não houver também qualificada mentalidade, pois se torna inviável o lúcido entendimento do contexto atual, da cultura e das oportunidades para que o bem de todos seja alcançado. Se o conhecimento técnico não se alicerça em valores, princípios e inventividades que configurem o compromisso com o bem comum, os retrocessos são inevitáveis. Esse conhecimento permanece enjaulado nos interesses mesquinhos ou na leitura equivocada da realidade.

Fenômeno estarrecedor é a distorcida visão de indivíduos que não conseguem enxergar “para além de um palmo adiante do nariz”, conforme o dito popular. Essa cegueira causa impactos não apenas no âmbito pessoal, mas também no contexto familiar, na comunidade religiosa, nas dinâmicas de uma cidade – grande ou pequena.
Sem enxergar o que está para além dos próprios interesses, todos permanecem na mediocridade e sacrificam o bem comum. E diante dessa situação, a sociedade continua a conviver de forma apática com os retrocessos.

A falta de lucidez tem sérias consequências que requerem muito tempo e esforço para serem reparadas. Urge um tratamento sistêmico da mentalidade vigente, sobretudo no mundo da política e em todos os outros segmentos que deveriam ser construtores de uma sociedade pluralista. Trata-se de caminho que leva à clarividência necessária para compreender o verdadeiro sentido de desenvolvimento integral. Trilhá-lo permitirá conquistar práticas e legislações que poderão tirar o Brasil da obscuridade.

Muitas situações devem ser ponto de partida para romper com a mediocridade, que se manifesta, claramente, nas dificuldades que a representação política tem para elaborar as reformas, a exemplo da trabalhista, para que sejam vetores de avanços, e nunca de retrocessos, no respeito à dignidade humana. Entre muitos parâmetros e
princípios, a mentalidade contemporânea precisa orientar-se pela busca do bem comum. Esse é o fundamento da ética social, que possibilita o respeito à vida humana, o reconhecimento de sua sacralidade. A ética social, quando assumida como princípio, resulta no desabrochar da competência para a criatividade e o discernimento,
permitindo o aproveitamento das oportunidades que levam a novas e esperadas respostas. Por isso, desafiadora e muito necessária é a tarefa de retrabalhar mentalidades para que, em lugar de retrocessos, a sociedade deslize sobre os trilhos dos avanços.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

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Centesimus Annus: dignidade e bem comum ao centro da economia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/centesimus-annus-dignidade-e-bem-comum-ao-centro-da-economia/ Fri, 19 May 2017 11:04:13 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46343 Não observadores, mas protagonistas que deem respostas concretas para que a economia e o mercado na época atual, marcada por uma conturbação global, estejam sempre mais a serviço da dignidade humana.

Esta é a proposta dos cerca de 300 participantes do simpósio aberto esta quinta-feira (18/05) em Roma, com a presença de representantes de 18 países, em resposta aos pedidos do Papa Francisco feito pela Fundação Centesimus Annus em 2016. O Coordenador do Comitê Científico, Professor Giovanni Marguerra, conversou com a Rádio Vaticano:

“A nossa Fundação, fiel a sua identidade – que por um lado é dada pela Encíclica Centesimus Annus “ e por outro pelo “ensinamento do Papa Francisco – procura, com as suas convenções e nos  seus encontros territoriais – quer na Itália como no exterior –   prosseguir enfrentando as emergências globais que neste momento sacodem o mundo, olhando porém para elas como momentos em que se tenta fazer mais integração, se procura introduzir um modelo social em que a inclusão das pessoas seja a norma. Nós temos uma sociedade profundamente desintegrada, profundamente desigual, entre quem está dentro e quem está fora. E o que nos diz o Papa é para promover a participação e a responsabilidade. A integração não é algo que acontece por si só, mas acontece se alguém que está dentro assume a responsabilidade de fazer participar quem está fora”.

Partindo da orientação da Doutrina Social da Igreja, três sessões de trabalho debaterão temas prioritários, verdadeiras “emergências planetárias”.

Se começará pelos desafios apresentados pela digitalização ao mundo do trabalho, não somente ameaça de desemprego e exclusão, porque mais dados, mas serviços, mais produtos também podem – dizem os participantes – “servir oa bem comum” e ser “uma oportunidade para aprender e envolver”.

Fundamental neste contexto é a educação, como explica o Prof Giovanni Marguerra:

“O desemprego é um problema que atinge a carne viva de nossa sociedade, não é somente uma questão de jovens ou de idosos. É também uma questão de quem tem as competências para conseguir resistir a uma mudança tecnológica impactante e quem, pelo contrário, não a tem e é expulso do meio do trabalho. Sob este aspecto, procurar dar uma maior valorização à educação – não somente à formação, durante toda a vida de trabalho – porque isto é já  aquilo que devemos fazer se quisermos sobreviver em um mundo que muda assim tão rapidamente – é sempre mais crucial o papel da família, como crucial sempre foi em termos educativos, evidentemente”.

Perguntaremos aos participantes nas sessões sucessivas do encontro – refere o Presidente da Fundação, Domingo Bickel – também propostas concretas sobre como enfrentar os efeitos de uma economia criminal – como o tráfico de seres humanos – e de como incentivar a solidariedade e as virtudes sociais.

Participarão, nestes casos, expoentes da Europol, do voluntariado e renomados economistas. “O tema é empenhativo e requer coragem e aliança – explica ainda, o Prof. Giovanni Marguerra – mas para dar seguimento ao ideal de fraternidade que tantas vezes o Papa nos recomenda, não temos outro caminho senão este:

“Assistimos a contextos em que o homem e a mulher são instrumentalizados, não sendo valorizada a sua dignidade. Cada um tem a sua dignidade e acredito que o ensinamento a ser seguido com mais atenção da doutrina social é justamente este da valorização e da promoção da dignidade humana em cada circunstância”.

Por Rádio Vaticano

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Sair do túmulo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/sair-do-tumulo/ Sun, 16 Apr 2017 09:41:47 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45487 É próprio de cada criatura viva preservar-se e defender-se de tudo o que a tente levar para a sepultura. No entanto, os mecanismos de morte acontecem se cada um de nós não trabalhar para a preservação da vida de todos. O solo terrestre, com tudo o que ele tem em baixo ou em cima da superfície, está sendo ameaçado, arruinado ou destruído. Não vale o “só cada um por si”! Enquanto todos não estiverem dispostos a se ajudarem para a superação da destruição e não tiverem o cuidado com a vida de cada um (solo, minas d’água, biomas, vegetação, animais e seres humanos), todos são prejudicados.

Jesus deu-se totalmente pela causa abraçada de mudar o rumo da história do planeta e do ser humano. Não reservou sequer a última gota d’agua e do sangue jorrados do alto da cruz. Mostrou o que devemos fazer para preservar e desenvolver a vida na terra. Sua ressurreição nos garante a certeza de que não seguimos simplesmente um fundador de religião humano a mais. Entregou a vida na natureza humana, mas a ressuscitou porque tem também a natureza divina. Com Ele somos capazes de também dar de nós pelo bem da natureza e da vida humana. Mesmo que tenhamos infelizmente caído no “sepulcro” de nossos egoísmos, injustiças, degradação da terra e das relações com o semelhante, há esperança de ressurreição. Podemos e devemos mudar a mentalidade da ganância, da busca do ter a todo custo,  da concentração das riquezas nas mãos de poucos e consequentes injustiças sociais, da monocultura em diversas regiões, da destruição de grande parte das matas ciliares, das mineradoras que destroem e poluem, da falta de políticas públicas que não levam em conta a preservação do meio ambiente e a promoção de benefícios sociais principalmente às classes mais prejudicadas…

A solidariedade é uma das virtudes que marcam a vida de quem comunga com a Páscoa de Jesus. É possível corrigir a corrupção que domina negativamente boa parte da política. Esta deve ressuscitar para a vida nova de serviço ao povo e não de busca desenfreada de benefícios para si e poucos, através da prática do ilícito em prejuízo para o povo. Ele é o mandatário e não deve ser o escravo, sendo sepultado em sua dignidade.

Precisamos muito de testemunhas qualificadas, como os Apóstolos de Jesus, para anunciar e garantir a todos que Ele ressuscitou. Quem quer viver com Ele a própria ressurreição, deve aceitar a missão de dar de si para a ressurreição das inter-relações humanas promotoras de vida de sentido e dignidade a todos. Como é importante fazer a Páscoa de Jesus acontecer para todos! Nosso esforço de promover a vida nos deve defendê-la desde a concepção até sua morte natural. O aborto e todos os mecanismos de morte devem ser abolidos de nossa sociedade. Leis que os favoreçam devem ser rechaçadas por todos!

Pedro e João, avisados por Maria Madalena que Jesus não estava mais no túmulo, foram correndo para ver a sepultura e constataram que, de fato, o corpo do Mestre lá não estava mais. Eles acreditaram na ressurreição do Senhor (Cf. João 20,1-9), que apareceu depois a eles e aos demais discípulos.

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo de Montes Claros (MG)

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Dom Tomasi: "Querer bem ao próximo, alicerce da sociedade" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-tomasi-querer-bem-ao-proximo-alicerce-da-sociedade/ Fri, 31 Mar 2017 08:09:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45214 Com a participação de 4 cardeais e do Papa Francisco, o Dicastério Vaticano para o Desenvolvimento Humano Integral promove nos próximos dias 3 e 4 de abril o Congresso internacional “Perspectivas para o serviço do desenvolvimento humano integral, há 50 anos da Populorum progressio”. O evento foi apresentado aos jornalistas na manhã de quinta-feira (30/03) pelo Cardeal Peter Turkson, e por Dom Silvano Maria Tomasi, respectivamente Prefeito e Secretário do novo Dicastério.

Publicada em 26 de março de 1967, a encíclica de Paulo VI denuncia o agravamento do desequilíbrio entre países ricos e pobres, critica o neocolonialismo e afirma o direito de todos os povos ao bem-estar. Dedicado à cooperação entre os povos e ao problema dos países em desenvolvimento, o texto propõe a criação um grande Fundo mundial, sustentado por uma parte da verba das despesas militares, para vir em auxílio dos mais deserdados.

O mundo vivia o clima de guerra fria, mas Paulo VI, ao invés de dividi-lo entre Leste e Oeste, denunciava que a verdadeira ‘cortina de ferro’ era a que separava o Norte do Sul: os ‘povos da opulência’ dos ‘povos da fome’. Hoje, cinquenta anos depois, o ‘progresso dos povos’ permanece um sonho,mas a Igreja não desiste e o Papa Francisco, com o seu magistério, é um garante do desenvolvimento humano integral propagado por Paulo VI e relançado como tema protagonista da Encíclica Laudato si.

Para o arcebispo Silvano Maria Tomasi, existe grande continuidade entre o ensinamento social de Papa Paulo VI e do Concílio com o que está dizendo o Papa Francisco.

“O ponto fundamental é que a dignidade de cada pessoa deve ser respeitada e para respeitar esta dignidade, as pessoas devem ter acesso ao trabalho, devem ser integradas na sociedade e participar com pleno direito, e não excluídas. Não pode haver muros. Devemos criar relações construtivas e criativas, que ajudem as pessoas a se conhecer e a se ajudarem a crescer, criando um mundo mais vivível para todos. Assim, a exclusão feita por partidos xenófobos, o populismo, é utilizado para atacar de maneira negativa grupos, comunidades, imigrantes, refugiados, requerentes de asilo. São atitudes que excluem inteiros povos da participação social e política; não podem ser aceitas porque basicamente são contrárias ao grande princípio da vida cristã, que é querer bem ao próximo. É um princípio muito simples, mas é tão fundamental que sem ele, desaba toda a estrutura da sociedade”.

Além do Cardeal Turkson e do arcebispo Tomasi, serão relatores do Congresso, na Sala Nova do Sínodo, no Vaticano, os cardeais Muller (Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé), Parolin (Secretário de Estado) e Tagle (Presidente da Caritas Internacional).

Por Rádio Vaticano

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