diálogo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png diálogo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco dialoga com universitários em Tóquio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-dialoga-com-universitarios-em-toquio/ Tue, 19 Dec 2017 09:31:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50204 Em um clima de muita alegria e descontração, o Papa Francisco de sua biblioteca do palácio apostólico, no Vaticano, dialogou segunda-feira (18/12) com estudantes da Universidade Católica Sofia de Tóquio. A universidade é considerada uma das melhores dentre as mais conceituadas do Japão. O diálogo aconteceu no modo de perguntas e respostas e das 100 perguntas feitas pelos alunos, 8 foram escolhidas

Falando em sua língua materna, com a espontaneidade que o caracteriza, o Pontífice falou sobre temas abordados pelos próprios jovens: dos seus sentimentos depois de ser eleito Papa, de como vencer a pobreza e cuidar do meio ambiente, passando por sua opinião sobre os objetivos dos estudos universitários.

As muitas alegrias do Papa

Dentre as perguntas feitas ao Papa destacam-se três, a primeira sobre o seu pontificado: “Qual foi a sua maior alegria depois de ter sido eleito Papa?” à qual o Papa respondeu com a simplicidade típica da sua personalidade: “não é só uma, eu tenho muitas alegrias. Sobretudo fico muito contente quando posso conversar com as pessoas, quando posso saudá-las , de modo especial as crianças, os anciãos e os doentes”.

A segunda foi direcionada aos estudantes universitários: “Qual o principal objetivo dos estudos universitários?”. Compreendendo os anseios e preocupações dos jovens, Francisco respondeu com muita clareza e mansidão, dizendo que não podemos viver a lógica da “meritocracia” de uma sociedade competitiva, correndo o risco de mirar somente na carreira.

A importância da educação e dos estudos para servir

Segundo o Papa, “a educação que não mira servir aos outros é uma educação que caminha em direção à falência. É uma educação que não evolui, que olha para si mesma e isto é perigoso. O lema desta universidade é a educação para os outros, uma universidade para os outros, uma universidade de serviço. E esta é uma grande riqueza.”

E na terceira pergunta, o Papa respondeu dirigindo-se a todos os jovens: “quais são as maiores preocupações e esperanças para os jovens de hoje?”. Como um pastor que tem no coração um grande amor pela juventude, o Papa respondeu que sua maior preocupação é quando o jovem “perde a sua raiz e a sua memória”. Ele afirmou ainda “que um jovem sem raiz não consegue se desenvolver”. E para isso,  deixou uma solução infalível: “O caminho mais adequado para encontrar as raízes é encorajar os jovens a dialogar com os idosos.”

Amazônia, meio ambiente e pobreza

Outros temas foram abordados, como a importância da religião, o meio ambiente, ocasião colhida pelo Papa para falar sobre o desmatamento na Amazônia; a pobreza, e a questão do migrante no mundo. No final, respondeu sobre a imagem que tem do Japão, de um “povo com ideais, com uma profunda capacidade religiosa, um povo trabalhador, um povo que sofreu muito”; mas ressaltou também que é um país que enfrenta alguns problemas, como “a excessiva concorrência, a competividade e o consumo”.

Francisco afirmou já ter recebido um convite oficial para visitar o Japão. Demonstrou seu amor por este povo, informou que não saberia quando seria possível realizá-la devido a uma agenda já repleta e contou de sua felicidade por esta iniciativa de diálogo.

Universidade Jesuíta

A universidade Sofia foi fundada pela Companhia de Jesus em 1913.  O nome em japonês, Jochi daigaku, literalmente se traduz como Universidade de Grande Sabedoria.

Por Vatican News

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Mudança de época: diálogo ou polarizações https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/mudanca-de-epoca-dialogo-ou-polarizacoes/ Wed, 22 Nov 2017 09:24:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49509 A sociedade, as Igrejas e as instituições como um todo estão vivendo uma profunda mudança de época com transformações rápidas e radicais que atingem a cultura dos povos. Até poucas décadas atrás uma geração era definida pelo tempo e pela generatividade: num século contavam-se quatro gerações, uma a cada 25 anos. Hoje uma geração é definida a partir da mentalidade, da influência exercida pela cultura sobre os indivíduos e as massas e das tendências sociais sobre o comportamento humano. Calcula-se que a cada cinco anos haja uma profunda mudança e que uma geração hoje não passe desse período cronológico.

Outros fatores sociais, entre os quais a necessidade de segurança, tendem a fixar as pessoas em idéias ou tendências ideológicas blindadas em si mesmas, deixando assim de favorecer o diálogo entre as gerações ou entre grupos e promovendo o fundamentalismo em todas as suas vertentes.

Assistimos desse modo a confrontos acirrados não só de idéias, mas de pessoas ou de grupos que querem a todo custo impor a sua visão de mundo, de religião, de Igreja e de sociedade sobre os outros, sem considerar a primazia da liberdade e da pessoa humana sobre qualquer sistema e ideologia.

O confronto entre as gerações, assim como entre grupos ideológica ou  religiosamente definidos, não pode ter como finalidade a subjugação, ou pior ainda, a eliminação do outro, mas a integração do positivo que há no outro. Não é correto pensar: “Ou eu ou o nada! Ou o meu grupo ou o deserto!”. Dessa forma a humanidade está fadada ao suicídio cultural, moral e social!

Portanto é de se evitar radicalmente toda forma de fundamentalismo, toda postura de ódio contra quem não pensa e age como eu e o meu grupo. As considerações feitas até aqui atingem a convivência humana dentro de uma visão equilibrada.

Se nós partirmos de uma visão cristã, bem mais exigente e sublime será o comportamento e se tornarão as atitudes: o cristianismo surgiu plural, não monolítico. O próprio Cristo não se deixou engaiolar na mentalidade excludente dos poderosos e mestres do seu tempo: deixou as pessoas livres, sem com isso condená-las. Teve comportamentos diferenciados de acordo com a situação de vida da cada pessoa e a resposta gradual que ela podia dar. Deu bronca aos discípulos que queriam atear fogo nos samaritanos que não o tinham aceito em suas cidades. Não quis impedir que uma pessoa usasse o seu nome para operar o bem, embora não fazendo parte do grupo dos seus seguidores, afirmando: “Quem não está contra nós está a nosso favor!”. E diante dos inimigos apelou para o amor: “Amai os vossos inimigos! Fazei o bem a quem vos persegue!”. Foi assim que Jesus e seus seguidores conquistaram as pessoas de todas as culturas e dentre todos os povos, pois o amor tudo vence!

A atitude que se nos impõe é a atitude do diálogo! Por ele escuta-se e fala-se, valoriza-se a pessoa antes de suas idéias, instaura-se o vai e vem do positivo que existe em todos, não prevalece o resultado e as vantagens das tratativas, mas a paciente espera da maturidade de cada um. O diálogo é o caminho de Deus com a humanidade: deve ser o nosso caminho para o encontro fecundo com o outro!

Por Dom Francisco Biasin – Bispo de Volta Redonda (RJ)

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Pátio dos Gentios: crentes e não crentes debatem sobre ética e dinheiro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/patio-dos-gentios-crentes-e-nao-crentes-debatem-sobre-etica-e-dinheiro/ Tue, 24 Oct 2017 15:02:19 +0000 http://teste.toqueto.com/patio-dos-gentios-crentes-e-nao-crentes-debatem-sobre-etica-e-dinheiro.html O Pátio dos Gentios desembarcou em Madri nesta segunda-feira, 23, onde permanece até hoje, 24, prosseguindo nos dias seguintes, 25 e 26, em Salamanca. É o terceiro ano consecutivo que a iniciativa se realiza nestas duas cidades espanholas. 

Trata-se de um espaço de diálogo entre crentes e não-crentes promovido pelo Pontifício Conselho para a Cultura, presidido pelo Cardeal italiano Gianfranco Ravasi, segundo o qual “esta edição tem um programa muito interessante, que pode ser comprovado também com a qualidade humana e intelectual dos relatores”.

A edição 2017 tem o tema “Ética e dinheiro” e é organizada pelo Fórum Ecumênico Social em colaboração com várias universidades”, tem a participação de filósofos, catedráticos e empresários. Foi aberta pelo padre italiano que trabalhou 25 anos na Argentina, Francesco Ballarini, amigo do Papa Francisco. 

A primeira reunião do Pátio dos Gentios ocorreu em março de 2011 em Paris, por iniciativa do então Papa Bento XVI e prosseguiu em várias cidades da Europa e da América. Dando continuidade à iniciativa, a intenção do Papa Francisco é promover o diálogo e a cultura do encontro com a ajuda de especialistas que a analisam de diferentes perspectivas. 

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Teimosias https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/teimosias/ Mon, 09 Oct 2017 10:13:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48891 Característica humana e tema complexo, a teimosia pode ser detalhada em uma poesia, gênero literário consagrado a partir de inspirados e talentosos autores. Nas culturas e na história, a poesia é um alicerce sustentador capaz de gerar o sentido necessário para a vida humana. Afinal, o que seria de nosso mundo sem a força poética? A poesia é um recurso imprescindível para pensar e agir com parâmetros que vão além do conhecimento técnico. E é nesse sentido, que a teimosia pode inspirar os poetas a novas composições capazes de transformar modos de agir a partir de diferentes sensibilidades. Mas, aqui, a reflexão sobre as teimosias se faz em prosa: um convite para que cada pessoa pense sobre o significado de ser “cabeça-dura” no contexto de instituições, famílias e no exercício da cidadania.

Ser teimoso, intransigente, remete à ignorância, à falta de formação humanística. Evidencia também desajustes na dimensão psicoafetiva – obscuridade que gera uma postura fechada ao diálogo. Essa teimosia se alimenta e também contribui com a síndrome do pensamento único, que gera muitos danos. Há também, entre os diferentes tipos de teimosias, uma que não gera prejuízos. Trata-se da esperada perseverança em continuar agindo no bem e pelo bem, mesmo que sejam enfrentadas inúmeras dificuldades.

Esse tipo de teimosia permite não desistir, avançar sempre, até o fim, cultivando o compromisso de fazer o bem. Cada pessoa é desafiada a percorrer, assim, o itinerário da própria vida, como um peregrino, perseverante no exercício da bondade. Isso requer um processo de revisão pessoal. Além de buscar uma vida saudável do ponto de vista psicológico, esse exercício exige vencer os radicalismos. É preciso, pois, debelar o crescimento assustador das intolerâncias que alimentam preconceitos e acirram as disputas. Desse modo serão enfrentados diferentes tipos de violência – desde torcedores que se matam em nome da paixão por um time de futebol a atiradores que atacam multidões.

Para avaliar criticamente se a teimosia é construtiva ou prejudicial, deve-se rastrear as dinâmicas da estrutura psicológica de cada pessoa. Nesse processo, é preciso observar se há alguma “enfermidade” que compromete a insubstituível competência moral, tão necessária para o fecundo exercício da cidadania, cultivo da honestidade, adoção de gestos marcados por fraterna solidariedade. As teimosias patológicas precisam ser combatidas por diferentes instituições – familiar, educativas, religiosas e tantas outras. Essas instituições sociais não podem ser reféns das loucuras de ditadores, das inoperâncias de quem quer apenas conquistar benefícios, sem priorizar a busca pelo bem do semelhante. É também questão prioritária de saúde pública investir no equilíbrio dos cidadãos, pois a violência, a incontrolável busca por dinheiro, o prazer mórbido pelo poder e outras situações que geram prejuízos para a sociedade podem ser loucuras que merecem tratamento.

Importante destacar ainda o dever das instituições que se dedicam aos processos de formação humana. Essas instituições precisam combater a “síndrome do pensamento único”, capaz de formar agrupamentos a partir de objetivos questionáveis, gerando campo fértil para fundamentalismos e radicalismos.  Nas instituições, a “síndrome do pensamento único” ainda faz com que pessoas se encastelem nos seus próprios posicionamentos, trazendo prejuízos tanto para o indivíduo, fechado ao diálogo, quanto para o lugar de onde recebe seu sustento.  Essas teimosias descompassam a sociedade.

Por isso, a humanidade precisa investir na compreensão das diferentes teimosias. O desafio é contribuir para cultivar um jeito teimoso que signifique dedicar, perseverantemente, à prática do bem, sem nunca desistir. Desse modo, os projetos e as causas que contribuam para a paz no planeta, a Casa Comum, ganharão mais apoiadores.  Haverá uma teimosia crescente que se desdobra no altruísmo, capacidade humana de agir pelo bem, de não desistir dos bons projetos, ainda que demorem décadas para serem assimilados e compreendidos. Essa é a teimosia da perseverança no bem, na verdade e na luta pela justiça, que não permite radicalismo ou fundamentalismo, alicerça-se sempre na busca pelo diálogo.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo de Belo Horizonte

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A Palavra é diálogo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-palavra-e-dialogo/ Fri, 01 Sep 2017 09:25:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48227 No caminho de formação humano-cristã nosso povo vai descobrindo, cada vez mais, o lugar único que assume a Palavra de Deus. Ela está no centro dos encontros de catequese, dos momentos de formação, dos cursos, das celebrações nas comunidades e nos grupos de reflexão e, portanto, da vida cristã. A metodologia da Leitura Orante está se mostrando muito eficaz, pois aproxima Palavra e vida, aprofundamento teórico e oração, estabelecendo um verdadeiro diálogo entre Deus, a pessoa e a comunidade. Auxilia a superar uma formação unicamente doutrinal e moral, permitindo que a pessoa se reconheça inserida no diálogo amoroso entre Deus e a humanidade.

Exatamente este é o ponto mais importante: a Palavra revela Deus em diálogo, Deus que fala, que sai de si e se volta para nós, que deseja falar conosco. Esta Palavra se fez concreta, visível, palpável no seu Filho. Nele, Deus se mostrou, tem um rosto. Está aberto, para sempre o caminho para Deus. “Nos tempos antigos, muitas vezes e de muitos modos Deus falou aos antepassados por meio dos profetas. No período final em que estamos, falou a nós por meio do Filho” (Hb 1,1). Por isso, no episódio da Transfiguração, ouviu-se a voz do Pai: “Este é o meu Filho amado, que muito me agrada. Escutai-o” (Mt 17,5).

O grande segredo é saber “escutar”. Treinar a escuta todos os dias. “A cada manhã o Senhor desperta o meu ouvido para que eu o escute como um discípulo” (Is 50,4). A Palavra cotidiana é o bom dia de Deus em nossa vida. É a Palavra preparada para o “hoje” de nossa vida, como alimento que é oferecido, como “luz para meus passos” (Sl 119,105). Se nos abeirarmos dela com docilidade, ela será sempre nova e nos surpreende a cada vez, mesmo quando confirma o que já sabemos. Como seria bom se a primeira palavra do dia fosse sempre a Palavra de Deus. Do que fala esta Palavra? Fala de Deus, de seu amor em ação pela humanidade. Mas fala também de mim, de nós, do mundo. Somos lidos por ela, pois fala de nossos projetos e de tudo o que habita nosso interior, permitindo que os interpretemos e compreendamos. Assim, deve ser guardada no coração, como fez Maria (cf. Lc2,19.51). “Se conservares e guardares a Palavra, de modo que ela desça à profundeza da tua alma e se transfunda nos teus afetos e nos teus costumes […], não há dúvidas que serás conservado por ela” (São Bernardo).

Por ser diálogo, a Palavra cotidianamente escutada, acolhida, meditada, guardada, pede nossa resposta. Trata-se de fazer com que a Palavra seja critério de discernimento para a vida, para as escolhas, lugar donde amadurecem os valores e a consciência moral. Para isto é preciso apostar na Palavra, mesmo quando não se compreende tudo, como fez Pedro (Lc 5,5) e Maria: “faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc 1,37). Esta aposta, que envolve a vida inteira, é a fé, qual livre entrega de si a Deus. Momento importante deste diálogo é a oração, quando respondemos a Deus a partir das provocações que a Palavra trouxe. “Quando lês, é Deus que te fala; quando rezas, és tu que falas a Deus” (Santo Agostinho).

Assim, mesmo com o turbilhão de atividades e preocupações que fazem parte de nossa vida, mantemo-nos sempre “em diálogo”, conectados com Deus, por meio de sua Palavra. Afinal, Deus quer dialogar conosco sempre e nós precisamos d´Ele.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta (RS)

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Cardeal Parolin: a exemplo de Santo Agostinho, Papa indica caminho do diálogo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-parolin-a-exemplo-de-santo-agostinho-papa-indica-caminho-do-dialogo/ Thu, 31 Aug 2017 09:16:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48212 A contribuição que Santo Agostinho “dá a nossos tempos difíceis do ponto de vista geopolítico” é “a lição do diálogo”, caminho que “também o Papa Francisco não cessa de indicar-nos para fazer a paz”. É o que afirma o secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin, em entrevista publicada no último número do semanário da diocese italiana de Pavia “Il Ticino”.

Por nascimento, um encontro entre dois mundos

“Agostinho, africano da Numídia, era filho de uma mãe (Mônica) de raça berbera – um povo ainda existente na atual Argélia, razão pela qual os argelinos o reconhecem como compatriota – e de um pai (Patrício) talvez colono romano. Portanto, nele já se realizava por nascimento um encontro entre dois mundos”, explica o Cardeal Parolin.

Após os estudos e o ensino em Cartago, veio primeiro a Roma e depois foi para Milão, capital de então do império romano do Ocidente.

Graças também a sua mãe, Santa Mônica, abraçou a fé católica

Em Milão, graças ao sacerdote Simplício e ao bispo Ambrósio, abraçou a fé cristã da Igreja católica, transmitida também por sua mãe, acrescenta o purpurado que esta segunda-feira (28/08) presidiu na Basílica de São Pedro in Ciel d’Oro de Pavia – norte da Itália – à celebração eucarística por ocasião da memoria litúrgica do santo doutor da Igreja.

Capacidade de dialogar com todos

“A sua experiência africana e romana, em particular, do cristianismo milanês, fez dele uma síntese única e intelectual” que o predispôs “à capacidade de dialogar com todos”: representantes das instituições romanas e grupos divergentes dentro da comunidade eclesial, observa o purpurado.

Construir pontes de diálogo, indica-nos também Francisco

“Considero que propriamente a lição do diálogo constitua a contribuição que o grande bispo de Hipona dá a nossos tempos difíceis do ponto de vista geopolítico. Construir sempre pontes de diálogo com os outros é o caminho que também o Papa Francisco não cessa de indicar-nos para fazer a paz”, conclui o secretário de Estado vaticano.

Por Rádio Vaticano

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Dia contra testes nucleares: Francisco por um mundo sem armas atômicas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dia-contra-testes-nucleares-francisco-por-um-mundo-sem-armas-atomicas/ Tue, 29 Aug 2017 14:09:47 +0000 http://teste.toqueto.com/dia-contra-testes-nucleares-francisco-por-um-mundo-sem-armas-atomicas.html Celebra-se este 29 de agosto o Dia internacional contra os testes nucleares, aprovado em 2009 pela Assembleia da ONU, com o objetivo de promover o princípio de que “deveria ser feito todo esforço para dar fim aos testes nucleares e desse modo eliminar seus efeitos devastadores sobre a vida das pessoas”. Desde o início de seu Pontificado, Francisco tem se pronunciado com veemência em favor da eliminação das armas nucleares.

Em 7 de dezembro de 2014 o Santo Padre enviou uma mensagem para a Conferência de Viena, na Áustria, sobre o impacto humanitário das armas nucleares. Para o Papa “é preciso uma ética global se quisermos reduzir a ameaça nuclear e trabalhar por um desarmamento nuclear”.

Impacto sobre as gerações vindouras e sobre o planeta

Francisco afirma que as armas nucleares constituem um problema global tendo impacto sobre as gerações vindouras, bem como sobre o planeta – que é nossa casa comum.

Evidencia a necessidade de uma ética global se quisermos diminuir a ameaça nuclear e trabalhar para o desarmamento nuclear. Evocando a encíclica Sollicitudo rei socialis, n. 38, de João Paulo II, reitera que agora, mais do que nunca, a independência tecnológica, social e política exige urgentemente uma ética de solidariedade.

Ao lembrar que as consequências humanitárias das armas nucleares são previsíveis e planetárias, com potencialidade de destruir nós e a civilização, adverte que em vez de nos concentrarmos muitas vezes sobre a potencialidade das armas nucleares para os massacres em massa, deveríamos prestar mais atenção aos “sofrimentos desnecessários” causados pelo seu uso.

Contrastar lógica do medo com ética da responsabilidade

Outro ponto importante de grande atualidade destacado por Francisco é o de que a dissuasão nuclear e a ameaça da destruição recíproca assegurada não podem ser a base de uma ética de fraternidade e de coexistência pacífica entre povos e Estados. “Agora é o tempo de contrastar a lógica do medo com a ética da responsabilidade, de forma a promover um clima de confiança e de diálogo sincero”, exorta o Pontífice.

Francisco chama a atenção para o fato que gastar em armas nucleares dilapida a riqueza das nações e que quando estes recursos são desperdiçados, os pobres e os mais frágeis que vivem às margens da sociedade pagam o preço.

A paz não “é ausência de guerra; nem se reduz ao estabelecimento do equilíbrio entre as forças adversas, nem resulta de uma dominação despótica”, lembra ainda o Pontífice citando uma passagem solene do documento conciliar Gaudium et spes, 78.

Mediante a confiança recíproca estabelecer paz verdadeira e duradoura

Devemos estar profundamente comprometidos em fortalecer a confiança recíproca, pois só mediante esta confiança é possível estabelecer uma paz verdadeira e duradoura entre as Nações: é a exortação do Pontífice fazendo eco às palavras do Papa João XXIII na histórica encíclica Pacem in terris, n. 113.

Em março deste ano Francisco encorajou com uma mensagem os participantes da Conferência da Onu para a aprovação de um tratado sobre a proibição das armas nucleares.

Empenhar-se por um mundo sem armas nucleares

O Pontífice reiterou a urgência de empenhar-se por um mundo sem armas nucleares. “Devemos também perguntar-nos como é possível um equilíbrio baseado no medo, quando este tende efetivamente a aumentar o medo e a minar as relações de confiança entre os povos – escreve na referida mensagem.

“O objetivo final da eliminação total das armas nucleares torna-se tanto um desafio quanto um imperativo moral e humanitário”, conclui o Papa.

Por Rádio Vaticano

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Papa, atento às ocasiões de diálogo, satisfeito com resultado de visita a Moscou https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-atento-as-ocasioes-de-dialogo-satisfeito-com-resultado-de-visita-a-moscou/ Fri, 25 Aug 2017 12:17:52 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-atento-as-ocasioes-de-dialogo-satisfeito-com-resultado-de-visita-a-moscou.html Uma viagem para construir pontes,  marcada por um clima de escuta e diálogo. Após retornar da Rússia, o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, concedeu uma entrevista exclusiva à Secretaria para a Comunicação, na pessoa do colega do Programa italiano, Alessandro Gisotti.

RV: Eminência, havia uma grande expectativa por esta sua viagem à Rússia. Com que sentimentos o senhor retorna ao Vaticano?

“Acredito que o balanço desta viagem seja um balanço substancialmente positivo e portanto, obviamente, os meus sentimentos são sentimentos de gratidão ao Senhor por me ter acompanhado durante estes dias. Pudemos cumprir o programa que estava fixado, ter os encontros previstos, e devo dizer que estes encontros – quer a nível das autoridades, quer com o Presidente Putin como com o Ministro do Exterior Lavrov, e depois com os expoentes da hierarquia da Igreja Ortodoxa russa, isto é, o Patriarca Kirill e o Metropolita Hilarion – foram caracterizados justamente por um clima de cordialidade, um clima de escuta, um clima de respeito. Eu os definiria como encontros significativos, foram encontros também construtivos e me sinto no dever de acentuar um pouco esta palavra: “encontros construtivos”. Obviamente, depois, houve também a parte do encontro com a comunidade católica. Sobretudo graças à conversação e ao diálogo que tivemos com os bispos na Nunciatura, foi possível conhecer um pouco mais de perto a realidade, a vida da comunidade católica na Rússia, as suas alegrias, as suas esperanças, mas também os desafios e as dificuldades que deve enfrentar. Em relação a estas últimas, em parte, foi possível também apresentá-las, expô-las às autoridades. Cito uma delas: o tema da restituição de algumas igrejas que foram confiscadas nos tempos do regime comunista e pelas quais não foi ainda providenciada a restituição diante das necessidades da comunidade católica de ter locais de culto adequados. Portanto, eu diria que no final – para dizer numa palavra – foi uma viagem útil, foi uma viagem interessante, foi uma viagem construtiva”.

Rv: O senhor já teve a oportunidade de falar com o Santo Padre sobre a viagem? O que poderia ser compartilhado daquilo que falaram?

“Sim, naturalmente, assim que eu retornei encontrei o Santo Padre para fazer a ele um brevíssimo, sintético relatório, quer sobre conteúdos como dos resultados da viagem, e naturalmente, transmiti a ele também as saudações que me foram confiadas por todas as partes que encontrei, do afeto e da proximidade da comunidade católica, das diferentes saudações das autoridades. Recordo que o Presidente Putin – acredito que tenha sido gravada a parte pública do encontro – sublinhou precisamente a recordação viva que mantém de seus encontros com o Papa Francisco, em 2013 e em 2015. E a fraterna saudação depois do Patriarca Kirill. Obviamente o Papa ficou tocado por estas impressões, destes resultados positivos que transmiti a ele; o Papa, como sabemos  – o repetiu também nesta circunstância – está muito, muito atento a todas as ocasiões de diálogo que existem e está muito contente quando se dá passos em frente nesta direção”.

RV: Quais foram os temas principais tratados no encontro com o Patriarca Kirill?

“Eu diria que fundamentalmente se concentraram um pouco sobre este novo clima, esta nova atmosfera que reina nas relações entre a Igreja Ortodoxa Russa e a Igreja Católica; este novo clima, esta nova atmosfera que se instaurou nos últimos anos e que naturalmente teve um momento particularmente significativo e de forte aceleração também graças ao encontro de Havana entre os Patriarca e o Papa, depois do qual se seguiu este acontecimento. Realmente, percebi nos interlocutores ortodoxos, como ficaram tocados por esta experiência da visita das relíquias de São Nicolau de Bari a Moscou e São Petersburgo, mas no sentido de terem sido tocados pela fé e pela religiosidade do povo. Foi sublinhado também como muitos russos que pertencem à tradição ortodoxa mas que não frequentam, os não-praticantes, nesta ocasião se aproximaram da Igreja. Foi realmente um evento grandioso, quer no que se refere às dimensões – fala-se de dois milhões e meio de fiéis que visitaram as relíquias – quer no que diz respeito ao impacto de fé e de espiritualidade que este acontecimento produziu. Passamos depois em resenha os passos dados e aqueles que serão, que deverão ser os passos a serem dados no futuro. Me parece que da parte deles – como naturalmente também da nossa parte – não se deseja exaurir os potenciais que esta nova fase abriu e naturalmente a colaboração pode ocorrer em vários âmbitos, em vários níveis: da colaboração cultural – aquela acadêmica – àquela humanitária. Se insistiu muito sobre este ponto, que as duas Igrejas, diante das tantas situações de conflito que existem no mundo, podem realmente realizar uma obra humanitária incisiva e eficaz. Tratou-se também – com respeito e ao mesmo tempo com franqueza – temas um pouco espinhosos, nas relações entre as duas Igrejas; porém, se procurou dar – ao menos a meu ver, foi o que eu percebi – um sentido antes positivo, isto é, explorar caminhos compartilhados para enfrentar e para tentar buscar soluções para estes problemas. E naturalmente, também estas vias compartilhadas, estas propostas concretas que emergiram deverão ser verificadas e possivelmente implementadas depois de um adequado discernimento e aprofundamento”.

RV: Eminência, a propósito dos temas sensíveis: a questão da Ucrânia é um dos temas mais delicados nas relações entre Santa Sé e Rússia. O senhor mesmo visitou a Ucrânia, há um ano. Existe alguma novidade após a sua viagem?

“Novidades, ao menos até agora, não existem. Talvez seja prematuro pensar em alguma novidade. O Senhor – esperamos – fará germinar e frutificar as sementes que tiverem sido semeadas. Porém, como é sabido, a questão ucraniana é uma das questões de grande preocupação para a Santa Sé: o Papa se pronunciou várias vezes sobre o tema. É óbvio que não podia não ser tratado este tema; não podia ser esquecido nesta circunstância. Eu diria, sobretudo, no sentido de procurar ver, de avaliar se havia alguns passos concretos que poderiam ser dados em direção a uma solução duradoura e justa do conflito, no contexto dos instrumentos atualmente disponíveis, que são praticamente os Acordos alcançados entre as duas partes. E é sabido também que a Santa Sé insistiu sobretudo nos aspectos humanitários a partir da grande iniciativa do Papa pela Ucrânia. Neste sentido, por exemplo, um dos temas é o da libertação dos prisioneiros: este é um dos temas do “humanitário” que poderiam realmente ser importantes para dar um novo impulso a todo o processo, também político, para sair desta situação de paralisia e fazer avançar – por exemplo – também o tema da trégua, o tema do cessar-fogo, o tema das condições de segurança sobre o território, o tema, também, das condições políticas para poder fazer progressos na solução global. Esperamos que algo possa ajudar para caminhar na justa direção, levando em consideração – quando falamos de situações, destas questão humanitárias – que estamos falando de pessoas e estamos falando do sofrimento. E acredito que é isto que todos deveriam ter em mente justamente para tentar realizar um esforço suplementar para ir na justa direção”.

RV: A imprensa deu naturalmente muita atenção ao seu encontro em Sochi com Vladimir Putin. Como foi o colóquio com o Presidente russo?

“Eu diria que também o colóquio com o Presidente Putin entra um pouco na avaliação que fiz no início: foi um encontro cordial, foi um encontro respeitoso, em que se pode tratar sobre todos os temas que ao menos para nós, estavam a peito que fossem tratados, como aquele, por exemplo, do Oriente Médio, da situação na Síria em particular, e neste contexto também o tema da presença dos cristãos: sabemos que uma das convergências que existem entre a Rússia e a Santa Sé é justamente esta da atenção à situação dos cristãos, o tema das perseguições aos cristãos, que tendem a sem ampliar a todos os grupos religiosos – naturalmente – e a todas as minorias, buscando envolver também os muçulmanos, como foi feito por exemplo naquele seminário realizado em Genebra, no ano passado.  Bem sobre o tema da Ucrânia já falamos; o tema da Venezuela: vi que também a imprensa divulgou algumas declarações que haviam sido dadas neste sentido. Portanto, além dos temas bilaterais, eu falava no início, apresentamos algumas situações um pouco de dificuldades da comunidade católica. Eu procurei sobretudo dizer isto, esta era a mensagem que queria transmitir: isto é, que a Rússia, pela sua posição geográfica, pela sua história, pela sua cultura, pelo seu passado, pelo seu presente, tem um grande papel a desempenhar na comunidade internacional, no mundo. Um grande papel a desempenhar! E portanto, tem uma particular responsabilidade em relação a paz: quer o país, quer os seus líderes, têm uma grande responsabilidade em relação à construção da paz e devem realmente esforçar-se para colocar os interesses superiores da paz acima de todos os outros interesses”.

RV: Por fim eminência: além dos encontros mais significativos, existe algum outro assunto ou aspecto particular que o senhor gostaria de sublinhar?

“Sim, houve o bonito momento da Missa, junto com a comunidade católica. A Catedral estava repleta de fiéis e foi um pouco uma surpresa, porque era um dia normal e portanto não se esperava que houvesse tanta gente; depois, naturalmente, me toca sempre a fé e a devoção destas pessoas: como participam da Missa, com qual atenção, com qual reverência, com qual silencio estão presentes. E acredito que tenham ido sobretudo para expressar o seu apego ao Papa e o fato de serem membros da Igreja universal. Portanto, aquele foi um belo momento. Um outro momento bonito foi a breve visita às Irmãs de Madre Teresa que trabalham em Moscou. Pudemos encontrar e saudar todas as pessoas que elas assistem, também ali foi manifestado um grande afeto pelo Papa. E depois, a última coisa que gostaria de recordar: me impressionou muito a visita que fizemos à Catedral de Cristo Salvador, a Catedral ortodoxa de Moscou; Catedral que havia sido explodida durante o regime comunista. E portanto foi também um momento para recordar esta história muito dolorosa da época em que se pretendia erradicar completamente a fé do coração dos fiéis e eliminar todo sinal da presença de Deus e da Igreja naquela terra. Coisa que não se conseguiu, porque Deus é maior dos que os projetos dos homens”.

Por Rádio Vaticano

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Núncio em Moscou comenta visita do Cardeal Parolin à Rússia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/nuncio-em-moscou-comenta-visita-do-cardeal-parolin-a-russia/ Tue, 22 Aug 2017 07:56:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48049 Teve início ontem, segunda-feira, 21, a viagem de quatro dias que o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, faz à Rússia. O convite partiu das próprias autoridades religiosas russas.

“Faço votos de que esta visita facilite o diálogo e o entendimento entre a Igreja Católica e a Ortodoxa e contribua para a resolução de inúmeras tensões internacionais”, disse o Núncio Apostólico em Moscou, Dom Celestino Migliore, ex-Observador Permanente da Santa Sé na ONU. 

O itinerário do primeiro dia em solo russo para o Cardeal Parolin envolveu encontros com bispos e a comunidade católica local. Hoje e nos próximos dias, haverá reuniões com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o Ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, bem como conversas com o Patriarca Kirill e o Metropolita Hilarion. A situação internacional, com especial atenção aos aspectos de caráter humanitário, estarão na pauta dos encontros com as autoridades civis russas e com expoentes da Igreja Ortodoxa.

“O Cardeal Secretário de Estado vem a Moscou, fazendo-se intérprete da solicitude do Papa Francisco em relação às várias crises mundiais existentes. A Santa Sé acompanha com atenção e preocupação todas estas situações e deseja dar a própria contribuição para uma específica resolução, fazendo apelo também à boa vontade, às possibilidade e ao entendimento dos maiores protagonistas no cenário internacional”.

No ano passado, Dom Migliore foi enviado a Moscou, após o encontro entre o Papa e o Patriarca Kirril, para acompanhar as relações com o Patriarcado. Ele faz votos de que esta visita aumente o conhecimento e a estima recíproca entre as duas comunidades cristãs. Por sua experiência, ele constata que em nível cultural, religioso, social e humanitário há iniciativas comuns que ajudam esta aproximação..

 “A iniciativa que me parece mais pertinente ao objetivo é a de criar de todos os modos nas populações esta ideia de que não temos mais razão para termos medo um do outro. Obviamente, existe todo um passado que pesa, mas existe também a urgência do presente, do futuro que nos chama a seguir em frente e a deixar para trás estas recriminações do passado”, reiterou.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Em videomensagem, Papa enfatiza cultura do encontro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-videomensagem-papa-enfatiza-cultura-do-encontro/ Wed, 05 Jul 2017 15:13:49 +0000 http://teste.toqueto.com/em-videomensagem-papa-enfatiza-cultura-do-encontro.html Em videomensagem a estudantes israelenses e palestinos reunidos em um congresso da Scholas Occurrentes [foto], o Papa Francisco convidou viver a cultura do encontro.

A intervenção foi transmitida hoje, no final do Congresso das ‘Cátedras Escolas’, organizado pela fundação pontifícia ‘Scholas Occurrentes’, em Jerusalém. A iniciativa teve como tema ‘Entre a Universidade e a Escola, construindo a paz através da cultura do encontro’, com uma dimensão inter-religiosa.

Mais de 70 jovens israelenses, palestinos e de outros países estiveram presentes num encontro que contou com acadêmicos de 41 universidades e representantes da Santa Sé.

“Quero saudar estes dias vividos aí em Jerusalém, porque vós mesmos, a partir das vossas diferenças, chegastes à unidade”, disse o Papa, na videomensagem.

Francisco convidou a uma “abertura” dos olhares para que todos consigam “alargar a alma” ao outro. “A nossa utopia, a de todos nós que, de alguma forma, fazemos parte das Scholas, é criar com esta educação uma cultura do encontro”, precisou o Pontífice, que apoia este projeto desde o seu tempo como arcebispo de Buenos Aires, na Argentina.

O Papa alertou para esta necessidade de unidade e encontro num “mundo tão atomizado”. “Este mundo tem medo da diferença, que a partir deste medo constrói muros, às vezes, que acabam por tornar realidade o pior pesadelo, ou seja, viver como inimigos”, advertiu.

O encontro em Jerusalém concluiu-se com a plantação de uma oliveira, simbolizando o diálogo entre judeus, cristãos e muçulmanos.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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