Dia Mundial dos Pobres - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Dia Mundial dos Pobres - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: cuidado com os falsos “messias”, o ser humano é o verdadeiro templo de Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/papa-cuidado-com-os-falsos-messias-o-ser-humano-e-o-verdadeiro-templo-de-deus/ Mon, 14 Nov 2022 14:32:45 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=64985 No Dia Mundial dos Pobres, Francisco celebrou a missa na Basílica de São Pedro com a participação de milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade. Na homilia, exortou os fiéis a romperem a “surdez interior” que impede de ouvir o grito de sofrimento dos mais frágeis. E convidou a refletir sobre o que fazer diante da III Guerra Mundial.

O ser humano é o verdadeiro templo de Deus: foi o que recordou o Papa Francisco ao celebrar a missa na Basílica de São Pedro neste Dia Mundial dos Pobres.

O Pontífice inspirou a sua homilia no Evangelho deste XXXIII Domingo do Tempo Comum, em que Jesus faz duas exortações: não vos deixeis enganar e dai testemunho.

Jesus quer nos livrar da tentação de ler os fatos mais dramáticos de modo supersticioso ou catastrófico, como se estivéssemos já perto do fim do mundo não valendo a pena empenhar-nos em algo de bom. Durante as crises, nunca faltam magos, gurus, horóscopos e teorias fantasiosas propostas por qualquer “messias” da última hora. “E muitos cristãos buscam o horóscopo como se fosse a voz de Deus”, lamentou. Por sua vez, o discípulo do Senhor não cede ao desânimo nem mesmo nas situações mais difíceis, porque o seu Deus é o Deus da ressurreição e da esperança.

A arte tipicamente cristã: reagir ao mal com o bem
Assim, a segunda exortação é justamente esta: Tereis ocasião de dar testemunho. E Francisco acentuou a palavra “ocasião”, ressaltando que é uma “arte tipicamente cristã” não ficar refém daquilo que acontece, mas aproveitar a oportunidade de construir mesmo a partir de situações negativas. “O cristão não permanece vítima daquilo que acontece”, recordou o Papa. Portanto, situações de prova, de perda de controle, de insegurança são ocasiões para testemunhar o Evangelho. “Também eu me faço esta pergunta hoje: o que está nos dizendo o Senhor diante desta III Guerra Mundial?”

A crise, explicou ainda Francisco, é abertura, enquanto o mau espírito trabalha para que a crise se torne conflito. “O conflito é sempre fechamento, sem horizonte e sem saída. Não! Vivamos a crise como pessoas humanas, como cristãos, sem as transformar em conflito porque toda crise é uma possibilidade e oferece ocasião de crescimento.”

O Papa convidou cada um a se interrogar: “Diante desta III Guerra Mundial tão cruel, diante da fome de tantas crianças, de tantas pessoas: eu posso desperdiçar, desperdiçar dinheiro, desperdiçar a minha vida, desperdiçar o sentido da minha vida sem tomar coragem e ir avante?”

O sofrimento do povo ucraniano
E este é o convite que ressoa neste Dia Mundial dos Pobres, para romper esta surdez interior que nos impede de ouvir o grito de sofrimento, sufocado, dos mais frágeis.
Também hoje vivemos em sociedades feridas e assistimos, tal como nos disse o Evangelho, a cenários de violência, “é só pensar na crueldade que está sofrendo o povo ucraniano”, de injustiça e de perseguição; há a crise gerada pelas alterações climáticas e pela pandemia; ampliam-se os conflitos, estamos diante da “calamidade da guerra”; há desemprego e migração forçada. E os pobres são os mais penalizados.

“Mas, se o nosso coração estiver blindado e indiferente, não conseguiremos ouvir o seu flébil grito de dor, chorar com eles e por eles, ver quanta solidão e angústia se escondem mesmo nos cantos esquecidos das nossas cidades, vê-se ali tanta miséria, tanta dor e tanta pobreza descartada.”

Não dar ouvidos aos falsos “messias”
Portanto, prosseguiu o Papa, façamos nosso o convite forte e claro do Evangelho a não nos deixarmos enganar. Não vamos dar ouvidos aos profetas da desgraça, às sirenes do populismo, aos falsos “messias” que, em nome do lucro, proclamam receitas úteis apenas para aumentar a riqueza de poucos.

Ao contrário, vamos dar testemunho: aproveitar a ocasião para testemunhar o Evangelho da alegria e construir um mundo mais fraterno; empenhando-nos em prol da justiça, da legalidade e da paz, permanecendo ao lado dos mais frágeis. “Não fujamos para nos defender da história, mas lutemos para dar a esta história que estamos vivendo um rosto diferente.”

A força vem da confiança em Deus. Abrindo o nosso coração a Ele, aumentará em nós a capacidade de amar e “este é o caminho: crescer no amor”. Deixemo-nos interrogar: como cristãos, que atitude tomar diante desta civilização que descarta os pobres, os velhos e os nascituros? Francisco recordou uma tradição italiana, na ceia de Natal, de reservar um lugar vazio à mesa para o Senhor que poderá bater à porta. E questionou: “O seu coração tem sempre um lugar vazio para aquela gente, ou estamos tão atarefados com os amigos, os eventos sociais, as obrigações? Nunca temos um lugar vazio para aquelas pessoas. Amados por Ele, decidamo-nos amar os filhos mais descartados. Ele se identifica com o pobre.”

“Não podemos ficar – como aqueles de quem fala o Evangelho – a admirar as belas pedras do templo, sem reconhecer o verdadeiro templo de Deus, o ser humano, o homem e a mulher, especialmente o pobre, em cujo rosto, em cuja história, em cujas feridas está Jesus. Foi Ele que o disse… Nunca o esqueçamos!”

Fotos: Vatican Media

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O Dia dos Pobres https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-dia-dos-pobres/ Fri, 15 Nov 2019 20:24:50 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57156 No próximo domingo, dia 17, por instituição do Papa Francisco, se celebrará o terceiro Dia Mundial dos Pobres, com o lema: “A esperança dos pobres jamais se frustrará” (Sl 9, 19). Estas palavras são de incrível atualidade. Expressam uma verdade profunda, que a fé consegue gravar sobretudo no coração dos mais pobres: a esperança perdida devido às injustiças, aos sofrimentos e à precariedade da vida será restabelecida, são palavras do Papa Francisco.

E o Papa nos explica: “A opção pelos últimos, por aqueles que a sociedade descarta e lança fora, é uma escolha prioritária que os discípulos de Cristo são chamados a abraçar para não trair a credibilidade da Igreja e dar uma esperança concreta a tantos indefesos. É neles que a caridade cristã encontra a sua prova real, porque quem partilha os seus sofrimentos com o amor de Cristo recebe força e dá vigor ao anúncio do Evangelho”.

“O compromisso dos cristãos, por ocasião deste Dia Mundial e sobretudo na vida ordinária de cada dia, não consiste apenas em iniciativas de assistência que, embora louváveis e necessárias, devem tender a aumentar em cada um aquela atenção plena, que é devida a toda a pessoa que se encontra em dificuldade. Esta atenção amiga é o início duma verdadeira preocupação pelos pobres, buscando o seu verdadeiro bem. Não é fácil ser testemunha da esperança cristã no contexto cultural do consumismo e do descarte, sempre propenso a aumentar um bem-estar superficial e efêmero. Requer-se uma mudança de mentalidade para redescobrir o essencial, para encarnar e tornar incisivo o anúncio do Reino de Deus”.

“Queridos irmãos e irmãs, exorto-vos a procurar, em cada pobre que encontrais, aquilo de que ele tem verdadeiramente necessidade; a não vos deter na primeira necessidade material, mas a descobrir a bondade que se esconde no seu coração”

“A esperança comunica-se também através da consolação que se implementa acompanhando os pobres, não por alguns dias permeados de entusiasmo, mas com um compromisso que perdura no tempo. Os pobres adquirem verdadeira esperança, não quando nos veem gratificados por lhes termos concedido um pouco do nosso tempo, mas quando reconhecem no nosso sacrifício um ato de amor gratuito que não procura recompensa”.

“Queridos irmãos e irmãs, exorto-vos a procurar, em cada pobre que encontrais, aquilo de que ele tem verdadeiramente necessidade; a não vos deter na primeira necessidade material, mas a descobrir a bondade que se esconde no seu coração, tornando-vos atentos à sua cultura e modos de se exprimir, para poderdes iniciar um verdadeiro diálogo fraterno. Coloquemos de parte as divisões que provêm de visões ideológicas ou políticas, fixemos o olhar no essencial que não precisa de muitas palavras, mas dum olhar de amor e duma mão estendida. Nunca vos esqueçais que a pior discriminação que sofrem os pobres é a falta de cuidado espiritual. É certo que os pobres também se aproximam de nós porque estamos a distribuir-lhes o alimento, mas aquilo de que verdadeiramente precisam ultrapassa a sopa quente ou a sanduíche que oferecemos. Os pobres precisam das nossas mãos para se reerguer, dos nossos corações para sentir de novo o calor do afeto, da nossa presença para superar a solidão. Precisam simplesmente de amor…”.

Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

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Papa surpreende os pobres ao visitar Posto de Saúde e inaugurar Centro de Acolhimento https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/papa-surpreende-os-pobres-ao-visitar-posto-de-saude-e-inaugurar-centro-de-acolhimento/ Fri, 15 Nov 2019 20:02:35 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57153 Não bastasse o dia com a agenda cheia de compromissos, o Papa Francisco enfrentou o mau tempo e as chuvas torrenciais da tarde desta sexta-feira (15) em Roma para se deslocar até a Praça São Pedro onde está instalado um Posto de Saúde. Desde o início do semana, 8 ambulatórios atendem gratuitamente no local os pobres e mais necessitados, por ocasião do Dia Mundial dos Pobres, comemorado no domingo (17).

A visita-surpresa, caracterizada justamente pelas Sextas-Feiras da Misericórdia do Papa Francisco, foi emocionante sobretudo para quem estava no local, fazendo exames, na hora em que o Pontífice chegou, pouco depois das 16h. O Pontífice foi acolhido com calorosos aplausos e todos querendo saudá-lo e abraça-lo.

Na visita a essa espécie de “hospital temporâneo”, o Papa estava acompanhado do presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, que apresentou ao Pontífice os médicos, enfermeiros e voluntários que trabalham nos 8 ambulatórios. Segundo um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, Francisco ficou muito satisfeito com a estrutura montada para oferecer um verdadeiro serviço de emergência. O Pontífice também recebeu palavras de agradecimento por parte dos profissionais sanitários que realizam um trabalho voluntário, alguns inclusive que decidiram pegar dias de férias para poder compartilhar a experiência em favor de tantos necessitados.

O Papa Francisco fez uma breve oração, saudou de novo todos os presentes e concluiu a sua visita-surpresa, em meio a muita gratidão e alegria dentro do Posto de Saúde.

Segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé, centenas de pobres estão usufruindo todos os dias dos serviços especializados, disponíveis aos pobres até domingo (17), que seguem a orientação da Associação Nacional dos Médicos Genéricos, com o auxílio das Enfermeiras da Cruz Vermelha.

Papa inaugura Centro de Acolhimento para moradores de rua
Depois de visitar o Posto de Saúde, o Papa foi inaugurar o Centro de Acolhimento para moradores de rua que vai atender tanto de dia como de noite no Palácio Migliori. O edifício do Vaticano de quatro andares, dotado de um elevador para facilitar o acesso de idosos e pessoas com algum tipo de deficiência, foi construído em 1800 e fica a poucos metros da Colunata da Praça São Pedro. O local, confiado à Elemosineria Apostólica, tem capacidade para receber 50 pessoas e será administrado pela Comunidade de Sant’Egidio, uma organização italiana não-governamental.

No local, Francisco foi acolhido pelo cardeal Konrad Krajewski, esmoleiro do Papa, que conduziu a uma breve visita ao local, inclusive à capela do Centro de Acolhimento dedicada a São Jorge. “A beleza cura”, expressou Francisco ao contemplar os ambientes bem decorados.

Segundo um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, depois o Papa visitou o andares dedicados aos quartos e ao refeitório, onde aproveitou para fazer um lanche com algumas pessoas que vivem no local e também com voluntários – entre eles, alguns que moravam pela estrada e que agora encontraram um trabalho e uma renda estável e se empenham como voluntários na estrutura.

Durante o rápido encontro com eles, o Papa falou da cultura do descarte e da necessidade de recuperar um sentido de responsabilidade pelos pobres. Francisco também escutou a história de vida dos voluntários, que há muitos anos levam o jantar a quem vive pela estrada, e as dificuldades enfrentadas para organizar os funerais deles.

Enfim, o Papa Francisco também lembrou durante a conversa que, quando era jovem, tinha o hábito de deixar um prato pronto durante as refeições, especialmente nos dias de festa, para quem precisasse. Dessa forma, o Pontífice mostrava a necessidade de “educar os jovens à compaixão”.

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Papa Francisco: na fragilidade dos pobres há uma força salvífica https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-na-fragilidade-dos-pobres-ha-uma-forca-salvifica/ Mon, 20 Nov 2017 09:07:11 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49469 “Amar o pobre significa lutar contra todas as pobrezas, espirituais e materiais”, afirmou o Papa Francisco durante a Missa por ocasião do 1º Dia Mundial dos Pobres instituído pelo mesmo Pontífice.

Na manhã de ontem, Francisco presidiu uma Eucaristia em que muitos pobres participaram e também disse que “Nos pobres manifesta-se a presença de Jesus, que, sendo rico, se fez pobre”.

“Por isso neles, na sua fragilidade, há uma força salvífica. E, se aos olhos do mundo têm pouco valor, são eles que nos abrem o caminho para o Céu, são o nosso passaporte para o paraíso”.

Ao comentar o Evangelho do dia, o qual nos traz a parábola dos talentos, pediu “reconhecer” que somos “talentosos aos olhos de Deus”.

“É por isso que ninguém pode ser considerado inútil, ninguém pode acreditar que é tão pobre que não possa dar algo aos outros. Nós fomos escolhidos e abençoados por Deus, que deseja dar-nos os seus dons, muito mais do que o pai ou a mãe querem para os seus filhos. E Deus, aos olhos de Quem nenhum filho pode ser descartado, confia uma missão a cada um”.

Francisco expressou que “muitas vezes também nos parece não ter feito nada de mal e com isso nos contentamos, presumindo que somos bons e justos. Mas, assim, corremos o risco de nos comportar como o servo mau: também ele não fez nada de mal, não estragou o talento, aliás, guardou-o bem na terra”.

O Santo Padre também disse que “não é fiel a Deus quem se preocupa apenas em conservar, em manter os tesouros do passado”.

Nesse sentido, “a omissão é também o grande pecado contra os pobres”. “É olhar para o outro lado quando o irmão está em necessidade, é mudar de canal, logo que um problema sério nos indispõe, é também indignar-se com o mal mas sem fazer nada. Deus, porém, não nos perguntará se sentimos justa indignação, mas se fizemos o bem”.

Segundo o Bispo de Roma, que denunciou o pecado da “indiferença” em relação aos pobres, “a verdadeira fortaleza” não é “punhos cerrados e braços cruzados, mas mãos operosas e estendidas aos pobres, à carne ferida do Senhor”.

Portanto, “para nós, é um dever evangélico cuidar deles, que são a nossa verdadeira riqueza; e fazê-lo não só dando pão, mas também repartindo com eles o pão da Palavra, do qual são os destinatários mais naturais”.

“Para mim, o que conta na vida? Onde invisto? Na riqueza que passa, da qual o mundo nunca se sacia, ou na riqueza de Deus, que dá a vida eterna?”, perguntou.

“Diante de nós, está esta escolha: viver para ter na terra ou dar para ganhar o Céu. Com efeito, para o Céu, não vale o que se tem, mas o que se dá, e ‘quem amontoa para si’ não é ‘rico em relação a Deus’”.

O Santo Padre sublinhou que “isso nos fará bem, aproximar-nos de quem é mais pobre do que nós, tocará a nossa vida. E nos ajudará recordar o que conta verdadeiramente: amar a Deus e ao próximo”.

Almoço no Vaticano

Ao término do Angelus, neste domingo (19/11), o Papa deslocou-se do palácio apostólico até a Sala Paulo VI, no Vaticano, para participar do almoço festivo com 1.500 pobres e necessitados acompanhados por voluntários de associações do mundo inteiro. Iniciativas análogas foram verificadas em refeitórios, abrigos e paróquias de Roma e de todas as dioceses italianas.

Logo após a saudação do presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, o Papa dirigiu aos presentes uma breve saudação e fez uma oração:

“Sejam todos bem-vindos! Preparemo-nos para este momento juntos: cada um de nós com o coração repleto de boa vontade e de amizade para com os outros, partilhar o almoço e desejando-nos o melhor uns aos outros. E agora pedimos ao Senhor que abençoe, que abençoe esta refeição, abençoe aqueles que a prepararam, abençoe todos nós, abençoe nossos corações, nossas famílias, nossos desejos, a nossa vida e nos dê saúde e força. Amém. Também uma bênção a todos aqueles que estão nos outros refeitórios espalhados por Roma, porque Roma hoje está repleta dessas refeições, hoje. Daqui, uma saudação e um aplauso para eles.”

Por ACI Digital e Rádio Vaticano

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Pobres devem estar no centro de nossas comunidades, diz Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pobres-devem-estar-no-centro-de-nossas-comunidades-diz-papa/ Mon, 20 Nov 2017 08:00:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49467 Para seguir adiante e crescer no caminho da vida é preciso não ter medo, é preciso ter confiança. Foi a exortação do Santo Padre no Angelus deste domingo, 19, 1º Dia Mundial dos Pobres celebrado pela Igreja Católica. A partir do Evangelho dominical (Mt 25,14-30), sobre a parábola dos talentos, Francisco pediu aos cristãos que não desperdicem os dons dados por Deus.

Ao referir-se ao comportamento do terceiro servo que por medo de seu senhor enterrou o talento que lhe fora confiado, o Papa ressaltou a falta de confiança na relação entre o servo e seu patrão, e o medo que paralisa. Francisco afirmou que a parábola remete a importância do verdadeiro entendimento de Deus.

“Não devemos pensar que Ele seja Senhor inclemente, duro e severo que quer nos punir. Se dentro de nós há esta imagem equivocada de Deus, então nossa vida não poderá ser fecunda, porque viveremos no medo e isso não nos levará a nada de bom. Somos chamados a refletir para descobrir qual é verdadeiramente nossa ideia de Deus”, afirmou.

Segundo o Santo Padre, Jesus sempre mostra que Deus não é um Senhor severo e intolerante, mas um Pai repleto de amor, de ternura, um Pai cheio de bondade. “Jesus nos mostra a generosidade e a solicitude do Pai em muitos modos: com a sua palavra, com seus gestos, com seu acolhimento a todos, especialmente para com os pecadores, os pequenos e os pobres, mas também com suas advertências, que revelam seu interesse a fim de que não desperdicemos inutilmente nossa vida,” comentou.

Para Francisco a parábola dos talentos chama a uma responsabilidade pessoal e a uma fidelidade que se torna também capaz de colocar todos em novas estradas, sem “enterrar o talento”, ou seja, os dons que Deus confiou, e dos quais nos pedirá conta.

Após a oração mariana, o Papa lembrou aos presentes na Praça São Pedro que este sábado foi proclamado Beato em Detroit, nos EUA, Francisco Solano, sacerdote da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.

“Humilde e fiel discípulo de Cristo, distinguiu-se por um incansável serviço aos pobres. Seu testemunho ajuda sacerdotes, religiosos e leigos a viver com alegria a união entre anúncio do Evangelho e amor aos pobres. (…) Faço votos de que os pobres estejam no centro de nossas comunidades não somente em momentos como este, mas sempre; porque eles estão no coração do Evangelho, neles encontramos Jesus que nos fala e nos interpela através de seus sofrimento se de suas necessidades”, rogou o Papa.

Francisco recordou também as populações que vivem uma dolorosa pobreza por causa da guerra e dos conflitos, renovando à comunidade internacional um veemente apelo a fazer todo esforço possível em favor da paz, em particular no Oriente Médio. “Dirijo um pensamento especial ao querido povo libanês e rezo pela estabilidade do país, a fim de que possa continuar sendo uma ‘mensagem’ de respeito e convivência para toda a região e para o mundo inteiro”, afirmou.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Arquidioceses se mobilizam para Dia Mundial dos Pobres https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/arquidioceses-se-mobilizam-para-dia-mundial-dos-pobres/ Fri, 17 Nov 2017 09:12:59 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49448 O Dia Mundial dos Pobres será celebrado neste domingo, 19, pela primeira vez. A data instituída pelo Papa Francisco na conclusão do Jubileu da Misericórdia terá como tema “Não amemos com palavras, mas com obras”. Este será um dia em que o Papa convida todos a refletir acerca da partilha com os mais necessitados como sinal de fraternidade.

No Vaticano, haverá uma Missa com o Papa Francisco que deve reunir quatro mil pessoas necessitadas. Após a celebração, 1500 delas serão recebidas na Sala Paulo VI para um almoço com o Papa. Para as demais, também será oferecido um almoço em vários colégios católicos de Roma. Além disso, várias iniciativas estão em curso desde o início da semana, como um posto de atendimento de saúde gratuito. 

No Brasil, as arquidioceses também estão atentas a este dia especial e programaram eventos específicos para lembrar a data. A arquidiocese de São Paulo, por exemplo, nesta sexta-feira, 17, realizará um trabalho junto aos moradores de rua, oferecendo cortes de cabelo e barba, além de momentos de louvor e adoração. À tarde, haverá uma procissão com a Imagem de Nossa Senhora Aparecida e, às 22h, uma Missa presidida pelo padre Julio Lancelotti.

No sábado, 18, a arquidiocese paulista preparará logo cedo, às 8h, um café da manhã especial aos fiéis e, às 11h, uma Missa para celebrar o Dia Mundial dos Pobres.

Já a arquidiocese de Belo Horizonte organizou para ontem, quinta-feira, 16, um mutirão dedicado aos mais pobres com orientações jurídicas e ações psicossociais. O trabalho foi feito em parceria com a Defensoria Pública. Na quarta-feira, 15, houve uma celebração eucarística no Santuário Nossa Senhora da Conceição. Por fim, no domingo, 19, haverá uma peregrinação da Pastoral de Rua ao Santuário Nossa Senhora da Piedade ― Padroeira de Minas Gerais. O arcebispo, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, celebrará uma missa às 8h, na Ermida da Padroeira, junto às pessoas em situação de rua que são acompanhadas pela pastoral.

Redespertar da consciência

No Rio de Janeiro, os vicariatos da arquidiocese estão preparando diversas ações organizadas pelas equipes de assistentes sociais. No sábado, 11, por exemplo, houve o Fórum Pastoral de Diálogo com a Sociedade: Educação, Saúde, Habitação, Trabalho/Renda. Já na segunda-feira, 13, foi realizado o Encontro Ecumênico Arquidiocesano.

No dia 19, sábado, a arquidiocese carioca organizará um café da manhã para os moradores de rua na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Centro. Em seguida, às 10h, será celebrada uma Missa, presidida pelo arcebispo, Cardeal Orani João Tempesta, junto aos agentes de pastorais e movimentos sociais, além de membros de novas comunidades.

De acordo com o bispo referencial para a Caridade Social na arquidiocese, Dom Joel Portella Amado, o Papa Francisco espera que a humanidade não se acostume à indiferença social. “O Pontífice está preocupado com a globalização da indiferença. Ou seja, são tantos pobres que começamos a nos ‘acostumar’ com eles. Por meio do Dia Mundial dos Pobres, o Papa convida ao despertar ou ‘redespertar’ da consciência. São filhos e filhas de Deus que sofrem com a fome, a falta de moradia e ausência de pátria”, disse o bispo.

Dom Fernando Saburido, responsável pela arquidiocese de Olinda e Recife, visitará as pastorais regionais neste fim de semana. Trata-se de um trabalho já realizado em outros anos por Dom Fernando, que pretende estreitar os laços com os fiéis. No sábado, 18, por exemplo, o arcebispo visitará oito comunidades, rurais e urbanas, no bairro Cavaleiro, que fica no município de Jaboatão dos Guararapes.

Já na manhã de domingo, 19, o arcebispo visitará o Hospital Nossa Senhora de Lourdes e o Abrigo Cristo Redentor (de idosos). Nas Missas que celebrará no final de semana, Dom Fernando refletirá sobre as situações dos pobres, lembrando o dia.

No sul do país, a arquidiocese de Porto Alegre (RS) terá uma missa em comemoração à data no sábado, a partir das 15h.

Por Canção Nova, com arquidioceses

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Calendário de eventos do Papa Francisco para os próximos meses https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/calendario-de-eventos-do-papa-francisco-para-os-proximos-meses/ Tue, 24 Oct 2017 13:38:39 +0000 http://teste.toqueto.com/calendario-de-eventos-do-papa-francisco-para-os-proximos-meses.html A Viagem Apostólica ao Chile e ao Peru, de 15 a 22 de janeiro de 2018, a Missa de 2 de novembro no Cemitério americano de Netuno e a Missa por ocasião do primeiro Dia Mundial dos Pobres no dia 19 de novembro na Basílica de São Pedro: estes são alguns dos compromissos do Papa Francisco para os meses de novembro, dezembro de 2017 e janeiro de 2018, confirmados no calendário de celebrações presididas pelo Pontífice e divulgado pelo Escritório para as Celebrações Litúrgicas.

O Papa celebra a Missa por ocasião de finados, no dia 2 de novembro, na cidade italiana de Netuno, e depois, no dia 3, na Basílica do Vaticano, celebra a Missa em sufrágios dos cardeais e bispos que morreram durante o ano. No dia 19 está prevista a Missa na comemoração do Dia Mundial dos Pobres, instituído no final do Jubileu da Misericórdia, e no domingo sucessivo, 26 de novembro, a partida para a viagem apostólica a Myanmar e Bangladesh.

Em 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, Francisco realiza o tradicional ato de veneração à Imaculada na Praça de Espanha, no centro de Roma. No dia 12 de dezembro, como todos os anos desde o início do pontificado, na Basílica de São Pedro, o Santo Padre celebra a Missa na Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América. Serão realizadas na Basílica Vaticana todas as celebrações de Natal: da Missa da Noite, às 21h30, (hora local) de domingo 24 de dezembro, à Solenidade da Epifania do Senhor, no sábado, 6 de janeiro.

No domingo, 7 de janeiro, o Papa Francisco celebra a Missa na Festa do Batismo de Jesus na Capela Sistina, onde batiza algumas crianças. As celebrações do mês de janeiro se encerram no Chile e Peru na peregrinação que o Papa realiza de 15 a 22 àquele mês.

Por Rádio Vaticano

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Primeiro Dia Mundial dos Pobres: caridade e solidariedade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/primeiro-dia-mundial-dos-pobres-caridade-e-solidariedade/ Tue, 13 Jun 2017 13:40:49 +0000 http://teste.toqueto.com/primeiro-dia-mundial-dos-pobres-caridade-e-solidariedade.html Foi publicada, na manhã desta terça-feira, 13 de junho, no Vaticano, a Mensagem do Papa para o Primeiro Dia Mundial dos Pobres, que tem como tema: “Não amemos com palavras, mas com obras”.

O Dia Mundial dos Pobres foi instituído por Francisco, na conclusão do Ano Santo extraordinário da Misericórdia, com uma Carta Apostólica intitulada “Misericórdia e mísera”. A celebração, sinal concreto do Ano Jubilar, se realizará no 33° Domingo do Tempo Comum, que este ano cai em 19 de novembro.

O Papa inicia sua Mensagem, com a citação evangélica do tema central: “Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade”.

Estas palavras do apóstolo São João – diz Francisco – são um imperativo do qual nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo “discípulo amado” até aos nossos dias, tem pleno sentido diante das palavras vazias que saem da nossa boca.

O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus: “Ele nos amou primeiro, a ponto de dar a sua vida por nós”.

Deste modo, a misericórdia, que brota do coração da Trindade, se concretiza e gera compaixão e obras de misericórdia pelos irmãos e irmãs mais necessitados.

Neste sentido, o Santo Padre fez diversas referências da vida de Jesus, que ecoou, desde o início, na primeira Comunidade eclesial, que assumiu a assistência e o serviço aos pobres, com base no ensinamento do Mestre, que proclamou os pobres “bem-aventurados e herdeiros do Reino dos Céus”.

Contudo, aconteceu que alguns cristãos não deram a devida atenção a este apelo, deixando-se contagiar pela mentalidade mundana. Mas, o Espírito Santo soprou sobre muitos homens e mulheres que, de várias formas, dedicaram toda a sua vida ao serviço dos pobres.

O Papa recordou que, nestes Dois mil anos, numerosas páginas da história foram escritas por cristãos que, com simplicidade e humildade, se colocaram a serviço dos seus irmãos mais pobres.

Aqui, citou alguns nomes que mais se destacaram na caridade, como São Francisco de Assis, testemunha viva de uma pobreza genuína.

O Santo Padre lembra que, para os cristãos, discípulos de Cristo, a pobreza é, antes de tudo, uma vocação; é seguir Jesus pobre; é o metro para avaliar o uso correto dos bens materiais.

O nosso mundo, muitas vezes, não consegue identificar a pobreza dos nosso dias, com suas trágicas consequências: sofrimento, marginalização, opressão, violência, torturas, prisão, guerra, privação da liberdade e da dignidade, ignorância, analfabetismo, enfermidades, desemprego, tráfico de pessoas, escravidão, exílio e miséria. A pobreza é fruto da injustiça social, da miséria moral, da avidez de poucos e da indiferença generalizada!

Diante deste cenário, não se pode permanecer inertes e resignados, afirmou Francisco. Todos estes pobres – como dizia o Beato Paulo VI – pertencem à Igreja por “direito evangélico” e a obriga à sua opção fundamental.

Por isso, o Papa conclui sua Mensagem para o Dia Mundial dos Pobres convidando toda a Igreja a fixar seu olhar, neste dia, a todos os estendem suas mãos invocando ajuda e solidariedade.

Que este Dia sirva de estímulo para reagir à cultura do descarte, do desperdício e da exclusão e a assumir a cultura do encontro, com gestos concretos de oração e de caridade, para uma maior evangelização no mundo. Os pobres – diz por fim Francisco – não são um problema, mas “um recurso para acolher e viver a essência do Evangelho”.

Por Rádio Vaticano

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