desemprego - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png desemprego - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 O desemprego atinge mais de 13 milhões de brasileiros, segundo o IBGE https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/o-desemprego-atinge-mais-de-13-milhoes-de-brasileiros-segundo-o-ibge/ Sun, 29 Apr 2018 12:31:09 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=52108 O desemprego é atualmente um dos mais graves problemas sociais que o Brasil enfrenta agravados pela crise econômica e política. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o país registou 13,7 milhões de brasileiros desempregados, um aumento de 11,2% em relação ao trimestre anterior (12,3 milhões). Os dados são referentes ao trimestre terminado em fevereiro de 2018 e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad).

Ainda segundo a pesquisa, apesar de a economia estar dando sinais de melhora, inclusive com a abertura de postos de trabalho, 12,6% da força de trabalho do país estava em busca de trabalho, ou seja, pessoas que tomaram alguma providência para procurar trabalho.

A população ocupada (90,6 milhões) caiu 1,7% em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2017, quando era de 92,1 milhões. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando havia 88,9 milhões de pessoas ocupadas, o crescimento foi de 1,8%.

Assim, o nível da ocupação (53,6%) caiu 0,9 ponto percentual frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2017 (54,5%). Em relação a igual trimestre de 2017, quando o nível da ocupação foi de 53,1%, a variação foi positiva (0,5 p.p).

Oficialmente, desempregado é aquela pessoa que procura trabalho e não encontra. A falta de emprego tem causado muitos danos sociais como a perda de qualidade de vida, a capacidade de sustento da família e passa a não produzir. Muitas vezes, para sobreviver o trabalhador se sujeita a um emprego informal sem qualquer direito trabalhista.

Coragem que vem da fé

Para o arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo enfrentar essa difícil situação do desemprego sem perder a esperança não é tarefa fácil, mas é preciso ter uma coragem que vem da fé.

“A fé em Jesus e as lições do Mestre são decisivas para que não haja desânimo diante dos mais adversos cenários, o que inclui a atual situação do desemprego. Mas a fé e a esperança constituem, justamente, o ‘ponto de partida’ para que o ser humano consiga se reerguer e encontrar novas oportunidades”.

Os dados apurados pela Pnad Contínua, do IBGE, indicam que população desocupada (13,1 milhões) aumentou 4,4%, ou seja, mais 550 mil pessoas em relação ao trimestre anterior (12,6 milhões). Já em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (dez 2016/fev 2017), quando havia 13,5 milhões de desocupados, houve queda (-3,1% ou menos 426 mil pessoas nesta situação). Esses números estão diretamente ligados ao momento difícil que o país vem enfrentando na economia, na política, nos valores éticos e morais.

Reforma cidadã

Segundo dom Walmor, o Brasil pode ser um país mais justo, fraterno e solidário, mas, para isso, necessita de uma profunda reforma cidadã.

O bispo chama a atenção para o fato de que o povo brasileiro é guardião de muitas riquezas – naturais, históricas, culturais, a religiosidade, entre tantas outras, que é preciso, com urgência, agir para fazer chegar um tempo novo. Isso significa exercer a cidadania a partir de valores inegociáveis que levem todos à busca pelo bem comum.

“Os brasileiros poderão fazer escolhas mais acertadas, em momentos decisivos – a exemplo do período eleitoral que se aproxima. É preciso estar atento para escolher líderes qualificados, servidores do povo. Muita atenção também para identificar quem dedica-se apenas a interesses partidários ou de pequenos grupos privilegiados, preocupados apenas em acumular riquezas e vantagens, ” ressalta.

Diante desse drama do desemprego, o que dizer a tantas pessoas que não conseguem emprego diante da situação atual do país? Dom Walmor é categórico: Não percam a esperança e não desanimem.

“A vida pode apresentar obstáculos, mas com fé, dedicação e coragem podemos superá-los. O trabalho digno é fundamental para o ser humano, caminho para o desenvolvimento social. É compromisso cristão trabalhar para que todos tenham uma vida digna, reconhecendo que cada pessoa é filho ou filha de Deus. Por isso mesmo, os brasileiros são convocados a exercer bem a cidadania, para que tenhamos, em futuro breve, um país que ofereça mais oportunidades para todos”, conclui.

Fonte: CNBB

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Uma sociedade fraterna https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/uma-sociedade-fraterna/ Wed, 21 Mar 2018 07:56:44 +0000 http://teste.toqueto.com/uma-sociedade-fraterna.html Li, certa vez, que o trabalho afasta do ser humano três grandes males: o tédio, o vício e a miséria. O desemprego é sempre um mal e, quando atinge determinados limites – me parece ser a situação que estamos vivendo no país! -, pode tornar-se uma verdadeira calamidade social. Ele se torna um problema particularmente dramático quando são atingidos pais de família e jovens. É doloroso acompanhar a situação de quem tem vontade de trabalhar e um desejo profundo de assumir suas próprias responsabilidades, e não vê saída para a situação em que está.

Precisamos unir nossas forças e usar os meios que tivermos ao nosso alcance para que a sociedade se sensibilize com a grave situação dos desempregados, conheça as causas que a geram e as consequências que dela decorrem. Há necessidade de trabalhar na construção de uma sociedade baseada em novos paradigmas, nos quais a pessoa esteja no centro das decisões, a vida humana não se subordine à lógica econômica e o trabalho não se reduza à mera sobrevivência. Mais: é necessário que cresça um amplo movimento de solidariedade para manter viva a esperança dos que enfrentam diretamente o problema do desemprego.

A Quaresma é um tempo de avaliação de nosso ser cristão. É discípulo de Jesus quem promove a fraternidade e imita seu amor pelos pequenos, fracos e doentes. Segundo a visão bíblica, pobre, necessitado ou pequeno, é aquele que, sozinho, não pode sair da situação em que se encontra, nem consegue caminhar sem a ajuda de algum irmão.

 Se cada um de nós olhar para as próprias mãos, descobrirá que elas estão cheias de dons. Ora, todo dom que o Senhor dá a seus filhos não é para a própria autossatisfação e proveito. Cada dom recebido é sempre para os outros, para servi-los mais e amá-los melhor. Usando, pois, nossas capacidades, saibamos fazer o que estiver ao nosso alcance para diminuir o número de desempregados.

Precisamos, além disso, de reconhecer humildemente que somos limitados. Daí a necessidade de voltarmos nosso olhar suplicante para o Senhor, como fez Salomão, ao tomar consciência de seus próprios limites na arte de governar o povo. Quando Deus lhe perguntou o que desejava obter, ouviu o pedido: “Digna-te, Senhor, conceder-me sabedoria e inteligência para que possa conduzir este povo” (2Cr 1,10). Agradou ao Senhor que Salomão não tivesse pedido riquezas, tesouros nem glórias, e lhe deu muito mais do que lhe havia pedido.

Dessa sabedoria, isto é, dessa capacidade de ver o mundo, os homens e os acontecimentos com o olhar de Deus, nossa época tem imensa necessidade. Faltam-nos sábios. Precisamos de pessoas que, com sabedoria, defendam valores como a justiça, a fraternidade e o respeito à dignidade de cada ser humano.

Por Dom Murilo S.R. Krieger – Arcebispo de Salvador

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Pesquisa do IBGE aponta recuo de 0,6% no desemprego https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pesquisa-do-ibge-aponta-recuo-de-06-no-desemprego/ Wed, 01 Nov 2017 09:40:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49312 Segundo pesquisa divulgada ontem, 31/10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de pessoas desocupadas no país no terceiro trimestre (que compreende os meses de julho, agosto e setembro) ficou em 12,4% — recuo de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

Esta queda no número de desempregados, porém, está associada ao aumento da informalidade: dos 91,3 milhões de pessoas ocupadas no fechamento do trimestre encerrado em setembro, 22,9 milhões trabalhavam por conta própria, um crescimento de 1,8% na comparação com o trimestre anterior; e 10,9 milhões eram empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada.

Com este resultado, o País encerra o terceiro trimestre com 12,9 milhões de pessoas desocupadas.

O número de trabalhadores com carteira assinada, 33,3 milhões, continuou estável se comparado ao trimestre anterior (entre os meses de abril, maio e junho). A categoria de trabalhadores por conta própria cresceu 1,8%. Atualmente, são 22,9 milhões de pessoas — mais 402 mil pessoas em comparação com o trimestre que terminou em junho. Em relação ao mesmo período de 2016, a alta foi de 4,8% (mais 1,1 milhão de pessoas).

Este aumento de 1,1 milhão de pessoas trabalhando por conta própria e de 641 mil pessoas sem carteira assinada no período de um ano demonstram o avanço da informalidade no país.

O rendimento médio real do trabalhador brasileiro ficou em R$ 2.115,00. Trata-se de um resultado estável se comparado ao trimestre anterior, que ficou em R$ 2.108,00, e aos R$ 2.065,00 verificados em setembro de 2016.

Por Canção Nova, com IBGE

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Dignidade de trabalhador jamais será tirada da pessoa, diz especialista https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dignidade-de-trabalhador-jamais-sera-tirada-da-pessoa-diz-especialista/ Fri, 06 Oct 2017 09:04:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48869 O drama dos desempregados é tema das intenções de oração do Papa Francisco para este mês de outubro. Só no Brasil, o problema atinge cerca de 13,1 milhões de pessoas, segundo dados do IBGE divulgados no final de agosto.

Quem já sentiu na pele o desemprego lembra da dificuldade de superar o choque inicial e dar a volta por cima.

A universitária Euliny Fernanda Fradique de Oliveira, 23 anos, recorda que em 2015 perdeu seu emprego, o que a abalou tanto financeira, quanto emocionalmente, desenvolvendo um quadro de ansiedade e depressão. “Não conseguia lidar com as contas vencendo sem ter condições de pagar. Isso me perturbava”, lembra.

Apesar de jovem, sua realidade foi sofrida. Pernambucana, mudou-se para o Espírito Santo há três anos, após o suicídio de sua mãe. No início morava na casa de um familiar, mas com o desemprego, precisou desocupar a casa, não tinha o que comer e nem dinheiro para voltar ao seu estado de origem, onde tinha conhecidos que a ajudariam.

Mesmo com as dificuldades, ela destaca as motivações que a ajudaram a driblar o problema: “A esperança de superar os traumas do passado, de dar orgulho pra ‘mainha’, de conquistar meu espaço, de sobreviver dignamente num lugar que mal conheço (…) Deus me deu muita resiliência para enfrentar as dificuldades pelas quais passei estando desempregada”.

A volta por cima veio através de um novo empreendimento. Seu noivo, contabilista, a convidou para abrirem juntos um escritório de consultoria contábil, e mesmo recente, têm conseguido captar novos clientes.

Aos que passam hoje pelo desemprego, Fernanda pede que não se deixem levar pelo medo ou desespero, mas acreditem na vida, pois tudo tem o dedo de Deus. “Ele sabe das nossas dificuldades e aflições, por isso, a saída mais inteligente nessa hora é manter a calma, os pés no chão, fazer sua parte (buscar novas oportunidades, se reinventar) e entregar o que você não pode resolver sozinho nas mão de Deus. Na hora dEle tudo se resolve”, sugere.

Empenho de todos para driblar o problema

Um dos pedidos do Papa, em sua intenção de oração, é que “sejam assegurados a todos o respeito e a tutela dos direitos”.

Sobre isso o mestre em Ciências Sociais com especialização em Doutrina Social da Igreja, padre Antonio Aparecido Alves, conhecido como padre Toninho, esclarece que a busca dessa proteção não deve ser feita a partir de afirmações simplistas, como por exemplo, colocar a culpa na legislação trabalhista ou invocar o crescimento econômico como gerador de novos postos de trabalho.

Para o especialista, os números do desemprego impressionam porque por trás deles existem pessoas, afrontadas em sua dignidade. Ele indica que os caminhos para o pleno emprego devem ser buscados em uma atitude de diálogo entre governo, empresas, sindicatos e sociedade civil organizada. 

Da parte do empresariado, o especialista destaca a necessidade de medidas estruturais que favoreçam o emprego, como investimento no setor produtivo, ao invés do mercado financeiro.

Quanto ao desempregado, o sacerdote diz que este deve manter o ânimo, acreditar que a situação poderá ser melhor e procurar atividades alternativas para geração de renda.

E, por fim, da parte das comunidades, organizar-se em rede de assistência aos desempregados, ajudando-os com a doação de alimentos, pagamentos das tarifas públicas, balcão de empregos onde sejam disponibilizados pelas mídias paroquiais sua oferta de mão-de-obra, entre outras coisas, sugere padre Toninho.

Dignidade do trabalhador

O especialista destaca que há diferença entre trabalho e emprego. Este último refere-se à atividade remunerada por certo número de horas, destinado à produção de bens e serviços. Já o trabalho trata da capacidade criativa do ser humano, desde a criança que transforma tinta da caneta em letra, até o trabalho de um metalúrgico que transforma o aço em um automóvel.

Diante disso, padre Toninho destaca que a “dignidade de trabalhador jamais será tirada da pessoa. É preciso alimentar a autoestima de que se é um trabalhador, mesmo que esteja desempregado”.

Justamente a fim de manter essa dignidade, o Papa pede ainda, em sua intenção de oração, que “seja dada aos desempregados a possibilidade de contribuírem para a edificação do bem comum”.

“São necessárias políticas públicas que possibilitem aos desempregados contribuírem para o bem da sociedade, em frentes de trabalho, onde se assegure o mínimo necessário para sua vida e de suas famílias, bem como ações solidárias nas comunidades que abram espaço para que estas pessoas possam ajudar de alguma maneira, colocando ali seus dons e talentos a serviço de todos”, aponta.

Por Canção Nova

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Desemprego cai em todas as regiões, mostra IBGE https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/desemprego-cai-em-todas-as-regioes-mostra-ibge/ Fri, 18 Aug 2017 10:12:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48012 O desemprego no Brasil fechou o segundo trimestre do ano com retração em 11 das 27 unidades da federação. Segundo dados divulgados hoje (17), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa, que ficou em 13%, representa 13,5 milhões de pessoas sem ocupação.

Houve quedas em todas as grandes regiões. A exceção foi o Nordeste onde, embora tenha havido retração de 16,3% para 15,8%, técnicos consideram que há estabilidade.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) relativa a abril, maio e junho, comparativamente ao trimestre imediatamente anterior. A pesquisa apresenta como destaques as regiões Norte, onde a taxa de desocupação caiu de 14,2% para 12,5% e Centro-Oeste, com recuo de 12% para 10,6%.

Os dados indicam que o desemprego no Sudeste passou de 14,2% para 13,6%, e no Sul, de 9,3% para 8,4%. 

Em Pernambuco, a taxa passou de 17,1% para 18,8% e em Alagoas subiu de 17,5% para 17,8%. Já as menores taxas ocorreram em Santa Catarina (7,5%), Rio Grande do Sul (8,4%) e Mato Grosso (8,6%). Para o total do país, o desemprego caiu de 13,7% para 13%.

Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, “nos estados onde houve aumento da desocupação não foram geradas vagas suficientes para dar conta do crescimento da procura pelo emprego”.

População ocupada

Os dados indicam que a população ocupada no segundo trimestre deste ano, de 90,2 milhões de pessoas, era integrada por 68% de empregados (incluindo empregados domésticos), 4,6% de empregadores, 24,9% de pessoas que trabalham por conta própria e 2,4% de trabalhadores familiares auxiliares.

Nas regiões Norte (31,8%) e Nordeste (29,8%), o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao verificado nas demais regiões.

No segundo trimestre de 2017, 75,8% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. As regiões Nordeste (60,8%) e Norte (59%)  apresentaram as menores estimativas desse indicador. Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 30,6% deles tinham carteira de trabalho assinada.

Já a taxa de rendimento médio real de todos os trabalhos fechou o segundo trimestre em R$ 2.104, enquanto a massa de rendimento médio real ficou estável em R$ 185,1 bilhões.

Por Agência Brasil

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Conselho Permanente aprofunda reflexão sobre realidade econômica brasileira https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/conselho-permanente-aprofunda-reflexao-sobre-realidade-economica-brasileira/ Tue, 21 Mar 2017 15:08:44 +0000 http://teste.toqueto.com/conselho-permanente-aprofunda-reflexao-sobre-realidade-economica-brasileira.html Convidado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), o economista Júlio Miragaya, fez uma exposição sobre as razões da atual crise econômica brasileira. Ele apontou para equívocos recentes nas políticas monetária, cambial e fiscal por parte dos últimos governos. As consequências desses equívocos, além de outras, comprometeram o desenvolvimento econômico atingindo a produção industrial e gerou alto desemprego.

Miragaya lembrou os remédios receitados pelo capital financeiro para superar a crise atual: ajuste fiscal e reformas. Algumas sugestões de medidas que poderiam ser adotadas, segundo o economista: mudar o modelo tributário; preservar os direitos sociais e as políticas públicas de valorização do trabalho; mudar a política macroeconômica; combater a concentração da renda e da riqueza. O economista fez algumas previsões econômicas para este ano de 2017.

Os bispos tiveram oportunidade de questionar o economista sobre alguns pontos da exposição feita. A palestra de Miragaya respondeu pela prática do Conselho Permanente da CNBB que, em suas reuniões ordinárias, sempre dedica espaço para a análise da conjuntura brasileira.

Por CNBB

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Papa faz apelo por desempregados: "trabalho traz dignidade" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-faz-apelo-por-desempregados-trabalho-traz-dignidade/ Wed, 15 Mar 2017 15:20:49 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-faz-apelo-por-desempregados-trabalho-traz-dignidade.html O Papa Francisco voltou a denunciar nesta quarta-feira, 15, o problema do desemprego que atinge milhões de pessoas em todo o mundo.

Após o tradicional encontro semanal com os peregrinos na Praça São Pedro, no Vaticano, ele saudou os funcionários de uma empresa televisiva italiana que correm o risco de ficar sem trabalho. Francisco deixou o seu apelo em prol dos desempregos, recordando que o trabalho traz dignidade.

“Quem por manobras econômicas, para fazer negociações não completamente claras, fecha fábricas, fecha iniciativas empresariais e tira o trabalho aos homens, esta pessoa comete um pecado gravíssimo”, disse.

O Santo Padre destacou ainda que os responsáveis pelos povos têm a obrigação de garantir um trabalho a cada homem e a cada mulher. Isso é necessário para que as pessoas possam ter a cabeça erguida e olhar para os outros com dignidade.

A dignidade trazida pelo trabalho é um dos pontos que Francisco tem ressaltado desde o início de seu pontificado. Em viagens e visitas apostólicas na própria Itália o Santo Padre gosta de se encontrar com o “mundo do trabalho”, falando a patrões e empregados.

Na viagem ao México, por exemplo, em fevereiro de 2016, o Papa se reuniu com o mundo do trabalho de Ciudad Juárez e destacou que um dos maiores flagelos a que estão expostos os jovens é a falta de oportunidades de instrução e trabalho sustentável e rentável, que lhes permitam “lançar-se na vida”. Na ocasião, ele frisou que isso gera, em muitos casos, situações de pobreza, que torna-se, por sua vez, um terreno favorável para “cair na espiral do narcotráfico e da violência.

Em mensagem à Argentina em agosto do ano passado por ocasião da festa de São Caetano, padroeiro, no país, do ‘pão e do trabalho’, o Papa destacou que uma coisa é ter pão para comer, outra é levá-lo para casa como fruto do trabalho.

“Nesta celebração de São Caetano pedimos esta dignidade que o trabalho nos dá: poder levar o pão para casa. O trabalho (junto com o teto e a terra) é a base dos direitos humanos. Quando pedimos trabalho para levar o pão para casa, estamos pedindo dignidade”, disse na ocasião.

Por Canção Nova, com informações do Vaticano

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Brasil fecha 2016 com recorde de 12,3 milhões sem emprego https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/brasil-fecha-2016-com-recorde-de-123-milhoes-sem-emprego/ Tue, 31 Jan 2017 15:03:54 +0000 http://teste.toqueto.com/brasil-fecha-2016-com-recorde-de-123-milhoes-sem-emprego.html O Brasil encerrou 2016 com recorde de mais de 12 milhões de pessoas sem trabalho e taxa de desemprego a 12%, num claro reflexo da crise econômica enfrentada pelo país.

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada nesta terça-feira, 31, houve alta de 36% no número de desempregados nos três meses até dezembro em relação ao mesmo período de 2015, chegando ao total de 12,342 milhões de pessoas. Nos três meses até novembro eram 12,132 milhões de trabalhadores sem emprego.

“De 2014 para 2016, a desocupação cresceu 74,4%. Esse é o efeito direto da crise que começou a afetar o mercado de trabalho”, explicou o coordenador da pesquisa no IBGE, Cimar Azeredo.

A taxa de desemprego informada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subiu para 12%, marcando a nova máxima da série histórica iniciada em 2012, ante 11,9% no trimestre até novembro.

Isso aconteceu porque o número de pessoas que entraram na força de trabalho –aquelas que estão à disposição para trabalhar– não foi absorvido pelo mercado de trabalho, apesar das tradicionais contratações de fim ano.

O número de pessoas na força de trabalho aumentou 1,3% em relação ao ano anterior, chegando a 1,286 milhão de pessoas no trimestre encerrado em dezembro.

“Houve um movimento de busca por trabalho que acontece normalmente no fim do ano. Mas diante do ambiente econômico, não foram absorvidas todas as pessoas que estavam na fila do desemprego há algum tempo, nem aquelas que pensavam em um oportunidade sazonal”, completou Azeredo.

No quarto trimestre, a população ocupada permaneceu em queda, com recuo de 2,1% no período sobre 2015, ou 1,983 milhão de pessoas a menos.

A renda média do trabalhador, ainda segundo a Pnad Contínua, apresentou ganho de 0,5% sobre o mesmo período do ano anterior, a 2.043 reais.

A forte retração econômica vivida pelo país em 2016 é o principal fator por trás da fraqueza do mercado de trabalho, que fica ainda mais clara quando se compara à leitura de 9,0% da taxa de desemprego no quarto trimestre de 2015.

A estimativa na pesquisa da Reuters era de taxa de desemprego de 11,9% nos três meses até dezembro, na mediana das projeções.

Em 2016, o Brasil perdeu 1,32 milhão de postos formais de trabalho e registrou o segundo pior resultado da série histórica iniciada em 1992, de acordo com dados do Ministério do Trabalho. Somente em dezembro houve fechamento de 462.366 vagas.

Apesar de a inflação vir perdendo força diante da economia fraca e do desemprego, especialistas ainda não veem recuperação sustentada, com a pesquisa Focus do Banco Central mostrando expectativa de expansão de apenas 0,5 por cento do Produto Interno Bruto este ano.

Por Reuters

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