descriminalização do aborto - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png descriminalização do aborto - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 CNBB lança nota contra a ADI 5581, que pede descriminalização do aborto em infectadas por Zika vírus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/cnbb-lanca-nota-contra-a-adi-5581-que-pede-descriminalizacao-do-aborto-em-infectadas-por-zika-virus/ Tue, 21 Apr 2020 16:38:34 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58223 A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sintonia com segmentos, instituições, homens e mulheres de boa vontade, convocou a todos, por meio de uma nota oficial, pelo empenho em defesa da vida, contra o aborto. A entidade se dirigiu, publicamente, como o faz em carta pessoal, aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para compartilhar e ponderar argumentações, e considerar, seriamente, pelo dom inviolável da vida.

Reiterando que a fé cristã compromete, de modo inarredável, na defesa da vida, em todas as suas etapas, desde a fecundação até seu fim natural, a nota salienta que este compromisso de fé é também um compromisso cidadão, em respeito à Carta Magna que rege o Estado e a Sociedade Brasileira, como no seu artigo quinto, quando reza sobre a inviolabilidade do direito à vida.

No texto, a presidência demonstra a preocupação e perplexidades, no grave momento de luta sanitária pela vida, neste tempo de pandemia, com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de pautar para este dia 24 de abril, em sessão virtual, o tratamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI 5581, ajuizada pela Associação Nacional dos Defensores Públicos – ANADEP, que pede dentre outras questões relacionadas ao zika vírus, a descriminalização do aborto caso a gestante tenha sido infectada pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti.

Na oportunidade, a Conferência reiterou sua imutável e comprometida posição em defesa da vida humana com toda a sua integralidade, inviolabilidade e dignidade, desde a sua fecundação até a morte natural comprometida com a verdade moral intocável de que o direito à vida é incondicional, e disse que o mesmo deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana.

“Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente; causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto. São imorais leis que imponham aos profissionais da saúde a obrigação de agir contra a sua consciência, cooperando, direta ou indiretamente, na prática do aborto”, diz um trecho da nota.

A CNBB reafirma, ainda, fiel ao Evangelho de Jesus Cristo, o repúdio ao aborto e quaisquer iniciativas que atentam contra a vida, particularmente, as que se aproveitam das situações de fragilidade que atingem as famílias. “São atitudes que utilizam os mais vulneráveis para colocar em prática interesses de grupos que mostram desprezo pela integridade da vida humana. (S. João Paulo II, Carta Encíclica Evangelium Vitae, 58)”.

A entidade espera e conta que a Suprema Corte, pautada no respeito à inviolabilidade da vida, no horizonte da fidelidade moral e profissional jurídica, finalize esta inquietante pauta, fazendo valer a vida como dom e compromisso, na negação e criminalização do aborto, contribuindo ainda mais decisivamente nesta reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça, do respeito incondicional à dignidade humana e na reorganização da vivência na Casa Comum, segundos os princípios e parâmetros da solidariedade.

Confira, aqui, a nota na íntegra.

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Entidades pró-vida marcham em Brasília contra a descriminalização do aborto https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/entidades-pro-vida-marcham-em-brasilia-contra-a-descriminalizacao-do-aborto/ Wed, 31 May 2017 10:12:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46523 Movimentos sociais promoveram ontem (30), em Brasília, a 10ª edição da Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, mobilização contra a descriminalização das drogas e do aborto, na Esplanada dos Ministérios. O protesto, que seguiu da Biblioteca Nacional em direção ao Congresso, teve como objetivo chamar a atenção da população e dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para as consequências da legalização das drogas e do aborto.

A lei brasileira estabelece que o aborto é crime. O procedimento é legalizado apenas em três hipóteses: em caso de estupro, de risco de vida da gestante e de bebês com anencefalia.

A presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida, Lenise Garcia, disse que as entidades querem estimular outras pessoas a se manifestarem contra a descriminalização do aborto, que está em discussão no STF. Além disso, os ativistas defendem o Projeto de Lei 478/2007, conhecido como Estatuto do Nascituro, que já foi aprovado em duas comissões da Câmara dos Deputados e estabelece que a partir do momento em que o feto é concebido, ele já terá assegurado o direito à vida, à saúde e a políticas públicas que garantam o seu desenvolvimento.

O chamado movimento pró-vida atua há cerca de 10 anos com comitês municipais, regionais e estaduais que promovem manifestações contra o aborto. As entidades também atuam em escolas públicas e privadas com palestras.

A estudante Alessandra Vasconcelos, de 18 anos, disse que o movimento é de grande importância para a sociedade, principalmente para os jovens. “É importante para que eles se conscientizarem e salvem uma vida.”

“Nós precisamos contaminar a juventude. Se a minha geração não foi eficaz para mostrar que essa questão do aborto tem que ser discutida, aliás nem tem que ser discutida, é uma vida. Vai nascer um ser humano, assim como nós”, disse a deputada distrital Eliana Pedrosa (PPS), que participou da marcha.

Contraponto

Diante das discussões sobre o tema no STF e no Legislativo, entidades que defendem a descriminalização do aborto também têm se mobilizado para garantir que as mulheres não sejam criminalizadas pela gravidez, inclusive nos casos já autorizados pela lei.

Por Agência Brasil

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Em nota, Cardeal repudia sentença de morte a bebês https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-nota-cardeal-repudia-sentenca-de-morte-a-bebes/ Thu, 06 Apr 2017 15:22:48 +0000 http://teste.toqueto.com/em-nota-cardeal-repudia-sentenca-de-morte-a-bebes.html O Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, divulgou nesta quinta-feira, 6, uma nota de repúdio à descriminalização do aborto. 

A nota refere-se às “novas investidas contra a vida”, que envolvem políticos e ativistas que pedem aos membros do STF um novo julgamento pela descriminalização da prática do aborto até as 12 semanas de gestação.

Dom Orani afirma que a sociedade necessita de construção de um clima de respeito à vida e não de incentivo a violência de matar inocentes.

“De todas essas ameaças à dignidade, qual poderia ser maior além daquela que sentencia a morrer os cidadãos inocentes que apenas buscam viver? E os brasileiros que mais estão sob o risco dessa sentença são os filhos da pátria não-nascidos, perseguidos desde a sua concepção”,destaca o cardeal.

Na nota, Dom Orani solicita que as autoridades civis somem-se ao povo brasileiro na busca pela paz e pelo progresso da nação, que começa no direito à vida, defendido sem nenhuma exceção desde o momento de sua concepção até seu fim natural.

Leia, abaixo, a nota na íntegra:

Caríssimos irmãos em Cristo: Paz e bênção no Senhor!

Quando a sociedade vive o clima de caminhada para a Páscoa, certeza da vida que vence a morte, é imperioso que de novo saiamos em defesa da vida daqueles que não tem voz. A sociedade necessita de construção de um clima de respeito à vida e não de incentivo a violência de matar inocentes. São muitas mortes em nossa sociedade!

Vivemos em tempos em que urge a oração e a unidade do povo cristão em favor de nossa tão querida nação, diante de tantas ameaças à dignidade humana e à paz. E de todas essas ameaças à dignidade, qual poderia ser maior além daquela que sentencia a morrer os cidadãos inocentes que apenas buscam viver? E os brasileiros que mais estão sob o risco dessa sentença são os filhos da pátria não-nascidos, perseguidos desde a sua concepção, como se víssemos um tipo daquilo que mostra o Apocalipse em sua narrativa sobre “a mulher que está prestes a dar a luz a um filho e que é perseguida pelo dragão que anseia loucamente devorar o filho que lhe nascer” (cf. Ap 12,1-17). E esse dragão hoje tem um nome, é chamado “cultura de morte” e ele alça seu vôo homicida sobre nossas cabeças para, através do aborto, ceifar vidas. A guerra contra a vida é o fim da paz e o início de uma era de destruição de tudo aquilo que há de bom e valoroso.

Jesus atribui a si a vida dos padecentes, pequeninos e inocentes: “O que fizerdes ao menor dos vossos irmãos, é a Mim que o fazeis. Quando recebeis uma criança, é a Mim que recebeis. Se em Meu nome oferecerdes um copo de água, é a Mim que o fazeis (Mc 9,37; Mt 10,42)”. Se, do contrário, fizermos o mal a estes que sofrem e são inocentes pequeninos, o fazemos a Ele. E ainda nas Escrituras, depois de Saulo perseguir os cristãos com sentença de morte, ele é parado no meio do caminho por uma intervenção de Cristo: “Saulo, Saulo, por que me persegues”? (At 9,4). Ora, como poderia ser perseguido quem subiu aos céus? Nos cristãos inocentes, nos que sofrem sem amparo e defesa! E digo-vos que Cristo mais uma vez está sendo perseguido nos inocentes que não têm sequer direito de ter seu nome civil e nem mesmo o de cristão, pois morrem antes pelas mãos deste sanguinário dragão. Porém, Cristo mesmo lhes dá um nome, o seu nome quando diz: “é a mim que o fazeis”. E reitera a estes algozes: “Por que me persegues?”; e se faz advogado dos inocentes diante do Pai.

O coração do nosso pastoreio está ferido porque a lança da morte mais uma vez fere o coração de Cristo. Sofremos agora as dores que Ele toma para si porque somos um com Nosso Senhor. Advogaremos com Ele até o fim, mesmo depois de qualquer sentença dada, e não nos cansaremos de recorrer a favor da vida como direito natural dos concebidos, que para nós, cristãos, também é um direito divino, pois Jesus mesmo atesta: “Eu sou a vida” (Jo 14,6).

Emergem novas investidas contra a vida, que envolvem políticos e ativistas que apelam aos membros do STF, este que logo julgará a matéria da petição que apela pela descriminalização da prática do aborto até as 12 semanas de vida. Nós, pastores do povo de Deus, repudiamos com veemência o aborto em todas as suas formas, bem como sua descriminalização. Demandamos, em respeito à vida e ao povo brasileiro, que as autoridades civis somem-se a nós nesta busca pela paz e pelo progresso de nossa nação, que começa no direito à vida, defendido sem nenhuma exceção desde o momento de sua concepção até seu fim natural.

Que os cidadãos se manifestem pacificamente em sua opinião pública, valendo-se da democracia e de sua liberdade civil, e inclusive do caráter de constitucionalidade da defesa da vida humana. E, “não tenhais medo” (Jo 6,20), tampouco desanimeis e não desistam da vida, que é Cristo Senhor Ressuscitado.

Saudamos os participantes do movimento pró-vida, das associações e grupos de apoio à mulher e ao nascituro. Vocês não estão sozinhos. Têm a nossa oração e apoio fraterno. Convocamos que mais pessoas se unam a essa batalha pela vida. Estejamos unidos na Eucaristia, que é a força de nosso labor pela vida.

Que a Páscoa que se aproxima preencha os nossos corações com a certeza da vitória da vida sobre a morte e da caminhada histórica de um povo que não perde a esperança porque baseada n’Aquele que ressuscitou e vive presente entre nós.

Rio de Janeiro, 06 de abril de 2017

Dom Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist
Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

Por Canção Nova, com Arquidiocese do Rio

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