Cúria Romana - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Cúria Romana - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Quarta pregação da Quaresma: a obediência a Deus na vida cristã https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/quarta-pregacao-da-quaresma-a-obediencia-a-deus-na-vida-crista/ Fri, 16 Mar 2018 14:25:34 +0000 http://teste.toqueto.com/quarta-pregacao-da-quaresma-a-obediencia-a-deus-na-vida-crista.html O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana participaram na manhã de sexta-feira (16/03) da quarta pregação de Quaresma feita pelo Fr. Raniero Cantalamessa. Com o tema: “A obediência a Deus na vida cristã”.

Frei Cantalamessa inicia a sua meditação recordando que “Devemos ir à descoberta da obediência ‘essencial’, a partir da qual surgem todas as obediências particulares, inclusive aquela às autoridades civis”. De fato, “há uma obediência que diz respeito a todos – superiores e súditos, religiosos e leigos – , que é a mais importante de todas, que governa e vivifica todas as outras, e esta obediência não é a obediência do homem ao homem, mas a obediência do homem a Deus”. A obediência a Deus é o fio do alto: tudo é construído sobre ela, mas ela não pode ser esquecida nem mesmo após a conclusão da construção”.

Em seguida fala sobre a obediência a Cristo, dizendo que “é relativamente simples descobrir a natureza e a origem da obediência cristã: basta ver com base em qual concepção da obediência Jesus é definido, pela Escritura, ‘o obediente’. A obediência recobre toda a vida de Jesus. A grandeza da obediência de Jesus é medida objetivamente “pelas coisas que sofreu” e subjetivamente pelo amor e pela liberdade com que ele obedeceu”.

Frei Cantalamessa continua falando sobre a obediência como graça, ou seja, o batismo. Porque “pelo batismo, todos os cristãos são ‘votados’ à obediência, fizeram, em certo sentido, ‘voto’. A redescoberta deste dado comum, fundado no batismo, atende uma necessidade vital dos leigos na Igreja.

Devemos recordar sempre – continua Cantalamessa –a obediência como um ‘dever’: a imitação de Cristo.

Jesus aceitou a obediência externa e se sujeitou aos homens, mas, ao fazê-lo assim, não negou, mas realizou a obediência ao Pai. Precisamente isso, de fato, o Pai queria. Obedecer apenas quando o que o superior diz corresponde exatamente às nossas idéias e às nossas escolhas, não é obedecer a Deus, mas a nós mesmos; não é fazer a vontade de Deus, mas a própria vontade.

Finaliza afirmando que a obediência é aberta a todos. A obediência a Deus é a obediência que sempre podemos fazer. Quanto mais alguém obedece, mais as ordens de Deus se multiplicam, porque ele sabe que este é o dom mais lindo que pode fazer, aquele que fez ao seu amado Filho Jesus. Qualquer coisa que eu decida fazer, regulando-me com os critérios comuns de discernimento, será obediência a Deus. É dessa forma que se entregam as rédeas da vida a Deus!

Por Vatican News

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Lançado o livro “Todos os homens de Francisco – Falam os novos cardeais” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/lancado-o-livro-todos-os-homens-de-francisco-falam-os-novos-cardeais/ Fri, 02 Mar 2018 09:36:59 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51063 O livro do “vaticanista” Fabio Marchese Ragona, é “uma inédita volta ao mundo, desde as Ilhas de Tonga ao Chile, chegando enfim à Itália e à Cidade do Vaticano, ponto de partida da viagem”.

Na quarta-feira (28) foi realizada a apresentação de um livro que mostra um singular panorama do catolicismo contemporâneo, “Todos os homens de Francisco – Falam os novos cardeais”. O encontro foi realizado na sede do Vatican News e moderado pela jornalista Cesara Buonamici, vice-diretora do Telejornal TG5. Além do autor, também participaram o cardeal Andrés Rodriguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa (Guatemala) e Mons. Dario Edoardo Viganò, Prefeito da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé.

Ao apresentar o livro, o cardeal Maradiaga, que escreveu o prefácio, contou que o Papa está trabalhando em um documento centralizado na santidade, falou também sobre a reforma da Cúria Romana. A reforma – disse –, não se refere somente às estruturas, mas também às pessoas. Depois lembrou que nesta data, em 28 de fevereiro de 2013, o Papa Bento XVI renunciava ao ministério petrino.

Uma viagem inédita que parte do coração da cristandade

Até agora, Papa Francisco criou 49 cardeais eleitores. Alguns dos novos cardeais – pode-se ler na introdução do livro – foram acordados em plena noite, outros foram avisados por parentes e amigos até por mensagens no celular, ou também encontravam-se em aeroportos, na savana ou almoçando.

No prefácio sublinha-se que os cardeais “explicam como a Igreja de hoje se confronta com um mundo cada vez mais globalizado, da África à Oceania, entre pobreza e guerras civis, crises de vocações, secularização e proliferação de seitas, com a certeza de que as feridas da Igreja estão lentamente se curando”.

Para o autor, o livro parte do coração da cristandade, a Cidade do Vaticano.

Por Vatican News

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Semeraro: para o Papa os exercícios espirituais são a reforma em andamento https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/semeraro-para-o-papa-os-exercicios-espirituais-sao-a-reforma-em-andamento/ Fri, 23 Feb 2018 08:07:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50949 Na próxima segunda-feira, 26 de fevereiro, terá início a 23ª reunião do Papa Francisco com os Cardeais Conselheiros. Trata-se da primeira reunião do C9 de 2018, em um caminho iniciado há mais de 4 anos com a instituição – em 28 de setembro de 2013 – deste novo organismo com a tarefa de ajudar o Pontífice “no governo da Igreja universal e estudar um projeto de revisão da Constituição Apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana”. Para enquadrar as perspectivas futuras do trabalho do C9, recolhemos a reflexão do secretário do Conselho dos Cardeais, o bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro:

“Eu diria que na próxima sessão vamos retomar as questões já colocadas na agenda, também porque, no cominho que estamos fazendo, alguns passos se tornaram mais claros. Portanto, digamos que o olhar, por parte do Conselho dos Cardeais sobre dicastérios fundamentais, já está na fase final. Estamos no momento de uma releitura também a partir de uma reflexão sobre o trabalho realizado. O trabalho realizado também ajudou a esclarecer algumas questões que, no início, não pareciam urgentes”.

Em um recente artigo para a revista “O Reino”, o senhor enfatizou que a dimensão mais importante da reforma é a espiritual, não a estrutural ou a funcional. Qual é o significado, portanto, dos Exercícios que precisamente nestes dias o Papa realiza com a Cúria Romana em Ariccia?

“Precisamente na manhã desta quarta-feira eu estive lá na Casa do Divino Mestre para cumprimentar o Santo Padre, para lhe assegurar a oração da diocese. Tive uma breve conversa com ele no final da meditação. O Santo Padre enfatizou mais uma vez que os Exercícios Espirituais da Cúria Romana que interrompem o trabalho ordinário – também através do gesto simbólico de se afastar do habitual local de trabalho para intensificar um encontro com Deus – é uma reflexão que vê um ao lado do outro, os diversos colaboradores do Papa na Cúria Romana. Já os Exercícios Espirituais são reforma em andamento! O que o Santo Padre quer nos dizer com isso? Que a reforma coloca em movimento realidades de organizações, mudanças nas estruturas, mas a primeira mudança que deve ser feita – e permanentemente – é uma mudança na mentalidade.O que a reforma da Cúria pretende expressar é, em primeiro lugar, uma sintonia com o que o Papa escreveu na Exortação Evangelii Gaudium, portanto, colocar-se naquele paradigma de missionaridade, de anúncio do Evangelho, à luz do qual depois são enfrentadas todas as outras realidades organizativas e institucionais. Em segundo lugar, reformar significa colocar mais em evidência a relação de serviço”.

“A reforma é um movimento”, disse o Papa na última reunião  do C9 em dezembro passado. Que significado tem uma reforma entendida deste modo, que podemos definir profundamente inaciano, de Santo Inácio de Loyola.

“No entanto, a reforma da Cúria Romana nasceu de um movimento a ser entendido, realmente domo ele disse, no sentido inaciano. Houve uma moção dos espíritos nos cardeais nas reuniões precedentes ao último Conclave. E deste confronto emergiu a instância que o novo Papa deveria dar atenção à reforma da Cúria Romana, reforma não entendida no sentido de ajustar algo que vai mal, que não está bem, mas reforma no sentido daquele semper reformanda que normalmente se aplica à Igreja, mas ainda mais diretamente, pode-se dizer da Cúria Romana. A Cúria sempre conheceu, também com Pio X, Paulo VI, João Paulo II e também Bento XVI, intervenções que podem ser chamadas “de reforma”. Isto significa tornar uma realidade sempre mais transparente, sempre mais correspondente ao objetivo. Neste sentido, acredito que se deva também dizer que a reforma comportará sempre ajustes. A reforma da Cúria não se faz de uma vez para sempre!”

Dentro de poucos dias recorre o quinto aniversário da eleição de Francisco à Cátedra de Pedro. Fazer uma síntese é obviamente muito difícil. Mas mesmo pessoalmente, e como bispo antes de tudo, se o senhor tivesse que indicar uma dimensão que o toca em particular do Magistério do Papa Bergoglio, qual o senhor indicaria?

“Para além dos conteúdos específicos que o Papa nos apresenta  e que temos também nos grandes documentos – e é pensável que o Papa possa nos presentear com algum novo documento que expresse a linha do Pontificado – porém eu a resumiria nisto: o Papa nos pede para assumir um ponto de observação novo. Nos pede para ter pontos de observação múltiplos para considerar a realidade. Não por nada uma das palavras que lhe é mais familiar, mas também isto vem da sua espiritualidade inaciana, é a palavra ‘olhar’”.

Por Vatican News

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Quinta meditação: "A sede de Jesus" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/quinta-meditacao-a-sede-de-jesus/ Wed, 21 Feb 2018 09:01:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50901 O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana prosseguem os exercícios espirituais na Casa Divino Mestre, em Ariccia.

“A sede de Jesus” foi o tema proposto na quinta meditação pelo pregador do retiro, Pe. José Tolentino de Mendonça, na tarde desta terça-feira (20/02).

O sacerdote português iniciou a meditação com um trecho do Evangelho de João em que Jesus, após ter sido pregado na cruz, diz: “Tenho sede.”

Os Padres da Igreja interpretaram essa sede de Jesus sobretudo como “sede corporal”, não dando muito valor ao sentido  metafórico contido nessa declaração.

“A sede física documentava de forma convincente que Jesus era de carne e osso como toda pessoa”, mas tinha sede “da salvação dos homens”.

A sede da samaritana e a sede de Jesus

No encontro com a samaritana, Jesus pede água, mas é ele quem dá de beber e promete-lhe a “água viva”. A samaritana não entende imediatamente as palavras de Jesus, “as interpreta como sede física, mas desde o início Jesus dava um sentido espiritual”.  

“O seu desejo sempre visava outra sede”, conforme explicou à samaritana: «Se você conhecesse o dom de Deus, e quem lhe está pedindo de beber, você é que lhe pediria. E ele daria a você água viva.»

Segundo Pe. Tolentino, “a sede Jesus parece se extinguir somente quando ele se proclama fonte de água viva e abre à promessa do dom do Espírito”.

“A sede é o selo do cumprimento de sua obra e, ao mesmo tempo, do forte desejo de doar o Espírito, verdadeira água viva capaz de saciar radicalmente a sede do coração humano.”

O pregador do retiro explicou que a sede da qual Jesus fala é uma sede existencial que se extingue, quando a nossa vida se converge em direção ao Senhor.

“Ter sede, é ter sede Dele. Somos chamados a viver de uma centralidade cristológica: sair de nós mesmos para buscar em Cristo aquela água que sacia a nossa sede, vencendo a tentação da autorreferencialidade que nos deixa doentes e tiraniza”.

“A sede de Jesus é a sede de dar água viva, a sede de conceder à Igreja o dom da água viva. Para os fiéis, a sede de água viva é a sede de aprofundamento da fé, sede de penetrar no mistério de Jesus, sede do Espírito. Para Jesus, a sede é o desejo de comunicar todos esses dons.”

A sede de Jesus revela a sede humana

Segundo Pe. Tolentino, “a sede de Jesus ilumina e responde à sede de Deus à falta de sentido e verdade, ao desejo de todo ser humano de ser salvo, mesmo que seja um desejo oculto ou enterrado debaixo dos detritos existenciais”.

O “Tenho sede”, proclamado por Jesus, envolve a Igreja de todos os tempos, em particular a nossa.

A esse propósito, o sacerdote português citou como exemplo Madre Teresa de Calcutá, que em 10 de setembro de 1946, a bordo de um trem que ligava Siliguri a Darjeeling, na Índia, viveu uma forte experiência espiritual: “de forma quase física sentiu a sede de Jesus que a chamava a dar a vida a serviço da sede dos pobres e rejeitados, dos últimos dos últimos. O coração e a alma das Missionárias da Caridade é somente este: a sede do coração de Jesus escondido no pobre.”

Acolher o Espírito, dom da sede

O Espírito continua nos fazendo ouvir a voz de Jesus que nos diz: “Tenho sede!”

“Ele é o dinamismo do Ressuscitado em nós. O Espírito é a continuação dessa história, uma continuação que não é repetida, não é sempre a mesma. É a fantasia do Espírito, a sua criatividade que difunde em nós dons diferentes, carismas diferentes, competências complementares a fim de construirmos o Reino de Deus onde quer que estejamos.”

O Espírito “é a força motriz da vida da Igreja e da vida de todo cristão. Por isso, precisamos do Espírito Santo e devemos redescobrir a fé em seu poder. Muitas vezes o Espírito Santo permanece completamente esquecido. Devemos redescobrir o Espírito Santo, porque sem Ele a Igreja é somente memória, o que fazemos é somente uma recordação do que foi. É o Espírito que diz: o cristianismo é também presente e futuro”, disse Pe. Tolentino.

“Somos chamados a viver na esperança toda situação da vida. Às vezes, somos uma Igreja em que falta a vivacidade do Espírito, a juventude do Espírito. É o Espírito que nos dá o sentido de plenitude, o sentido da missão e que nos torna uma Igreja em saída.”

Por Vatican News

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Superar desequilíbrios e intrigas é pedido de Papa à Cúria Romana https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/superar-desequilibrios-e-intrigas-e-pedido-de-papa-a-curia-romana/ Thu, 21 Dec 2017 12:57:23 +0000 http://teste.toqueto.com/superar-desequilibrios-e-intrigas-e-pedido-de-papa-a-curia-romana.html O Papa Francisco apresentou nesta quinta-feira, 21, seus votos de bom Natal à Cúria Romana. No encontro, direcionado a todos os organismos da Santa Sé, o Santo Padre destacou o Natal como uma festa da fé. “Deus (…) se fez Homem para devolver à humanidade a dignidade filial que havia perdido por culpa do pecado e da desobediência”, recordou.

O Natal é também apontado pelo pontífice como uma ocasião em que Deus faz germinar nas pessoas sementes de esperança, de caridade e de fé, sementes que segundo Francisco, têm também de brotar dentro da Igreja Católica.“Que este Natal nos faça abrir os olhos e abandonar o que é supérfluo, falso, malicioso e enganoso, e perceber o que é essencial, verdadeiro, bom e autêntico (…) Uma Cúria encerrada em si mesma atraiçoaria o objetivo da sua existência e esta acabaria por cair na autorreferencialidade, e condenada à autodestruição”, afirmou o Santo Padre.

A tradicional sessão de cumprimentos do Papa à Cúria Romana foi dedicada à abordagem de diversos pontos do trabalho da Igreja Católica, a partir de dentro e no mundo. Francisco sublinhou a importância de superar na Igreja Católica uma lógica desequilibrada e degenerada de intrigas e de pequenos grupos que na realidade representam – apesar das suas justificações e boas intenções – um cancro que leva à autorreferencialidade. Um contexto, que segundo o pontífice, se infiltra também nos organismos eclesiásticos e, em particular, nas pessoas que neles trabalham.

O Papa falou sobre a reforma em curso da Cúria Romana e às pessoas que nela estão a trabalhar, e alertou para o perigo da quebra de confiança, dos que se aproveitam da maternidade da Igreja. “Pessoas que foram selecionadas com cuidado para dar corpo e vigor à reforma mas, sem compreenderem a importância das suas responsabilidades, se deixam corromper pela ambição e a vanglória, que quando são delicadamente retiradas autointitulam-se como mártires do sistema, do Papa desinformado, da velha guarda, em vez de reconhecer culpa própria”, concretizou Francisco.

No entanto, o Santo Padre relembrou que junto a estas pessoas há outras que seguem o seu trabalho na Cúria, a quem é dado tempo para retomar o caminho justo, com a esperança de que encontrem na paciência da Igreja uma ocasião de conversão e não para aproveitamento pessoal. “Estou ciente da grande maioria de pessoas que aqui trabalham com admirável compromisso, fidelidade, competência, dedicação e também santidade”, finalizou o Papa aos responsáveis da Santa Sé.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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Conselho de Cardeais discute a Cúria como instrumento de evangelização https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/conselho-de-cardeais-discute-a-curia-como-instrumento-de-evangelizacao/ Wed, 13 Dec 2017 15:56:55 +0000 http://teste.toqueto.com/conselho-de-cardeais-discute-a-curia-como-instrumento-de-evangelizacao.html O Papa Francisco participou na segunda-feira, 12, do encontro do Conselho dos 9 Cardeais (C9), que ficou reunido no Vaticano até esta quarta-feira, 13. A reunião discutiu a importância da Cúria como instrumento de evangelização e serviço para o Papa e para as igrejas locais.

Esta é a décima segunda edição do evento, em que os Cardeais aprofundaram questões relativas a quatro dicastérios: do Clero, da Evangelização dos Povos, da Educação Católica e da Cultura.

Outra parte dos trabalhos deste encontro foi dedicada aos relatórios apresentados pelos Superiores do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida; da Secretaria para a Comunicação e da Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

O Prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Cardeal Kevin Farrel, ilustrou a formação do novo Dicastério, instituído em 1º de setembro de 2016, com uma atenção especial à relação do Dicastério com os jovens.

Reforma na comunicação

O Prefeito da Secretaria para a Comunicação, Monsenhor Dario Viganò, apresentou as últimas iniciativas relativas à reforma da mídia vaticana, mostrando o organograma do Dicastério e das diferentes Direções, a partir da qual será elaborada a tabela orgânica do novo Dicastério, que será submetida à Secretaria de Estado.

Durante o encontro, foi informado que os prazos e as propostas iniciais de redução de pessoal e de custos foram cumpridos. Também foram apresentadas as novas modalidades de produção multimídia, com a apresentação do novo site que nos próximos dias será apresentado na versão beta e que representa “uma primeira expressão visível e concreta” da reforma.

Aos cardeais foi dito que a Secretaria para a Comunicação não é um departamento mas um Dicastério da Santa Sé, do qual passará a fazer parte, a partir de 1º de janeiro de 2018, também a Tipografia Vaticana, da qual fazem parte o L’Osservatore Romano e o Serviço Fotográfico Vaticano.

Os cardeais ainda foram informados que a seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral será submetida diretamente ao Santo Padre. O objetivo deste setor é assistir as Igrejas locais na elaboração e realização de uma resposta pastoral eficaz e adequada aos desafios do mundo contemporâneo, concernentes aos migrantes, refugiados e vítimas do tráfico.

Por fim, o cardeal Sean Patrick O’malley atualizou os outros membros do Conselho sobre os trabalhos da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, especialmente em relação aos trabalhos de ajuda às Igrejas locais.

A próxima reunião do Conselho de Cardeais acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro de 2018.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Vaticano: 22ª reunião do Conselho de Cardeais https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/vaticano-22a-reuniao-do-conselho-de-cardeais/ Tue, 12 Dec 2017 07:46:55 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49966 Teve início na manhã de ontem (11/12), na presença do Papa Francisco, a 22ª Reunião do Conselho de Cardeais Conselheiros (C9).

Até amanhã, 13, os cardeais convocados pelo Santo Padre para ajudá-lo no governo da Igreja universal, darão continuidade ao trabalho de revisar a Constituição Apostólica Pastor bonus sobre a Cúria Romana.

A última reunião, realizada de 11 a 13 de setembro deste ano, foi dedicada a um estudo sobre o estado das propostas entregues pelo Conselho ao Pontífice para a reforma da Cúria.

Entre os temas discutidos, o papel da Cúria como instrumento de evangelização e de serviço, não somente para o Papa, mas também para as Igrejas locais, a descentralização, o papel das Nunciaturas Apostólicas e a seleção do pessoal, para que possa ser menos clerical e mais internacional, com o incremento de jovens e de mulheres.

O bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro, Secretário do Conselho de Cardeais, em entrevista concedida naquela ocaisão, observou que, no que diz respeito ao processo de reforma da Cúria Romana, “o percurso está além de três quartos: se está na fase de concluir as propostas a serem feitas ao Papa”.

O Santo Padre – explicou ele – “terá depois à disposição as propostas que dizem respeito a todos os dicastérios e caberá a ele decidir como e quando implementá-las. Francisco está acompanhando no momento o projeto de uma mudança gradual”.

Por Rádio Vaticano

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Secretário do C9 comenta andamento do processo de reforma da Cúria Romana https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/secretario-do-c9-comenta-andamento-do-processo-de-reforma-da-curia-romana/ Mon, 11 Sep 2017 13:00:10 +0000 http://teste.toqueto.com/secretario-do-c9-comenta-andamento-do-processo-de-reforma-da-curia-romana.html Começou nesta segunda-feira, 11, no Vaticano, a 21ª Reunião do Conselho de Cardeais (C9), que prossegue até quarta-feira, 13.

O organismo, instituído pelo Papa Francisco em 28 de setembro de 2013, é composto por nove cardeais e tem a tarefa de ajudar o Santo Padre no governo da Igreja universal e estudar um projeto de revisão da Constituição Apostólica “Pastor bonus”, sobre a reforma da Cúria Romana. 

Em entrevista à Secretaria para a Comunicação do Vaticano, o secretário do Conselho de Cardeais, Dom Marcello Semeraro [foto], também bispo de Albano, na Itália, falou sobre as atividades do C9.

Dom Semeraro destaca que o Papa Francisco não se sente um “reformador” e iniciou os trabalhos de reforma da Cúria Romana por causa das sugestões que emergiram nas reuniões antes do Conclave.

“Vemos que ele escolheu, pelo menos no início, os componentes do Conselho de Cardeais entre os purpurados que estão à frente das dioceses, responsáveis pelas Igrejas locais espalhadas pelos continentes. Portanto, há o seguinte procedimento: ouvir as vozes das Igrejas para prosseguir também na reforma da Cúria Romana”, destacou o bispo.

Confira a entrevista completa:

Como o senhor descreveria o método de trabalho do C9? 

Dom Semeraro: “O método de trabalho eu o definiria através de alguns verbos. Primeiramente, o Conselho de Cardeais escutou e escuta. Tudo teve início em outubro de 2013 com os relatórios sobre as contribuições enviadas pelos episcopados, pelos dicastérios da Cúria Romana e também por muitas pessoas que escreveram, que mandaram suas contribuições. Depois de ouvir, o Conselho de Cardeais, reflete. Reflete sobre as propostas e também sobre como proceder; faz também verificações. Portanto, ouvir, refletir e verificar. A seguir, faz uma proposta ao Papa, pois o Conselho de Cardeais não decide; o Conselho de Cardeais propõe ao Papa.”

O Conselho de Cardeais pode ser definido como um momento daquela sinodalidade que está no coração do Papa Francisco?

Dom Semeraro: “O Papa os escolheu como membros desse Conselho de bispos, os escolheu para que sejam de alguma forma antenas sensíveis que possam de alguma forma captar as instâncias das Igrejas locais. O Conselho de Cardeais é uma estrutura sinodal. Sendo formado por bispos, é um organismo que se coloca dentro da colegialidade episcopal. Por outro lado, trabalha não somente em ajuda ao Papa, mas também a serviço das Igrejas particulares.”

O Papa intervém ativamente nos trabalhos, nos debates sobre vários temas? Qual é a sua abordagem em relação aos trabalhos do C9?

Dom Semeraro: “O Papa está presente, habitualmente, e está presente, sobretudo, ouvindo. Intervém quando é o caso de citar  suas experiências pessoais de quando era Arcebispo de Buenos Aires ou de situações atuais na vida da Igreja. Além disso, o Conselho de Cardeais não foi constituído, como eu dizia, somente para a reforma da Cúria. A finalidade principal, quando será concluída esta fase de reforma da Cúria Romana, permanecerá a tarefa primária de colaborar ou dar conselhos, pareceres ao Papa naquelas circunstâncias em que ele achar importante. Por exemplo, muitas vezes o Conselho de Cardeais chamou a atenção para a realidade triste de abuso contra menores. Esse assunto não faz parte da reforma da Cúria Romana, mas o Papa ouviu o Conselho também sobre essa questão. Quando é o caso de ressaltar ou intervir, o Papa intervém, mas com muita discrição. Ele prevalentemente ouve.”

Depois de tantas reuniões, existe também um clima de familiaridade?

Dom Semeraro: “Sim. É óbvio que o ambiente também psicológico é muito familiar. Há um clima de familiaridade. A minha tarefa de secretário é também a de coordenar um pouco s sessões. O clima é sempre muito familiar, sereno. Eles fazem pausas para tomar um café, contam alguma piada, e se ri de alguma notícia, de alguma coisa, com muita familiaridade: como se faz num grupo sim, de pessoas muito responsáveis, mas também num contexto muito fraterno”. 

Muitos se perguntam a que ponto se encontra a reforma.

Dom Semeraro: “Diria que em relação ao processo de reforma da Cúria Romana, o percurso está bem além: está para se completar. Está para se completar no âmbito de proposta feita ao Papa. Sabemos que ele logo tomou consciência de algumas incorporações dos pontifícios conselhos: sobre os leigos, família e vida existe uma homogeneidade e consequencialidade temática; o Dicastério para a promoção do desenvolvimento humano integral não se contenta apenas com a retomada das estruturas precedentes, mas executa unilateralmente o projeto do documento conciliar “Gaudium et Spes”; de grande relevância é também outro dicastério, o da Secretaria para a Comunicação que absorve funções certamente pastorais, anteriormente exercidas pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. Junto com a tarefa pastoral de orientação, a Secretaria para a Comunicação tem também uma enorme responsabilidade administrativa. Pela importância do tema da comunicação é um dicastério central no projeto de reforma da Cúria Romana”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Cardeais propõem descentralização de alguns aspectos do governo da Igreja https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeais-propoem-descentralizacao-de-alguns-aspectos-do-governo-da-igreja/ Wed, 14 Jun 2017 14:40:15 +0000 http://teste.toqueto.com/cardeais-propoem-descentralizacao-de-alguns-aspectos-do-governo-da-igreja.html O Conselho de Cardeais criado pelo Papa para o auxiliar na reforma da Cúria Romana concluiu, nesta quarta-feira, 14, no Vaticano, a sua 20ª reunião, dedicada à “descentralização” de alguns aspectos do governo central da Igreja Católica.

O porta-voz do Vaticano, Greg Burke, apresentou aos jornalistas os temas que estiveram em debate no terceiro encontro de 2017 entre Francisco e os cardeais dos cinco continentes, iniciado na segunda-feira, 12.

Os participantes debateram formas para que a Cúria Romana possa “servir melhor as Igreja locais”, propondo, por exemplo, “uma consulta mais ampla, constituída também por membros de vida consagrada e leigos, sobre os candidatos propostos para a nomeação como bispo”.

Entre outras propostas, acrescenta o diretor da sala de imprensa da Santa Sé, foi estudada a possibilidade de “transferir algumas faculdades dos dicastérios romanos” para os bispos ou conferências episcopais, “num espírito de sã descentralização”.

Um dos casos apresentados como exemplo é o da ordenação sacerdotal de um diácono permanente que tenha ficado viúvo.

Os trabalhos abordaram também o andamento da Secretaria para a Economia e a Secretaria para a Comunicação da Santa Sé.

Esta foi a 20ª reunião de um órgão que foi constituído a 28 de setembro de 2013 para apoiar Francisco na reforma da Cúria Romana e que já interveio em áreas como a organização econômica da Santa Sé e na criação de novas estruturas como as congregações para as áreas dos ‘Leigos, Família e Vida’ e ‘Justiça, Paz e Migrações’.

O próximo encontro está marcado para 11, 12 e 13 de setembro.

por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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Padre Cantalamessa: V pregação da Quaresma https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/padre-cantalamessa-v-pregacao-da-quaresma/ Fri, 07 Apr 2017 12:24:24 +0000 http://teste.toqueto.com/padre-cantalamessa-v-pregacao-da-quaresma.html Frei Raniero Cantalamessa, Pregador oficial da Casa Pontifícia, fez, na manhã desta sexta-feira, (07) na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano, a sua quinta e última pregação de Quaresma 2017. “Manifestou-se a Justiça de Deus” – Como fazer do V centenário da Reforma protestante uma ocasião de graça e de reconciliação para toda a Igreja, foi o tema da meditação da qual participou o Papa Francisco e membro da Cúria.

O Espírito Santo que – vimos nas meditações anteriores – nos insere na plena verdade da pessoa de Cristo e no seu mistério pascal, nos ilumina também sobre um aspecto crucial da nossa fé em Cristo, ou seja, sobre a maneira pela qual a salvação alcançada por ele chega a nós hoje na Igreja. Em outras palavras, sobre o grande problema da justificação do homem pecador por meio da fé. Acredito – disse o pregador – que tentar lançar luz sobre a história e sobre o estado atual deste debate seja a melhor forma para fazer do acontecimento do V centenário da Reforma protestante uma ocasião de graça e de reconciliação para toda a Igreja.

Ainda hoje, na pessoa religiosa mediana, em certos países do Norte da Europa, tal doutrina é o divisor de águas entre catolicismo e protestantismo. Eu mesmo ouvi de vários fieis leigos luteranos a pergunta: “Você crê na justificação pela fé?”, como a condição para poder ouvir aquilo que eu dizia. Esta doutrina é definida pelos próprios iniciadores da Reforma “o artigo com o qual a Igreja está em pé ou cai”.

É importante recordar que a tese da justificação pela fé e não pelas obras, não foi o resultado da polêmica com a Igreja da época, mas a sua causa. Foi uma verdadeira iluminação do alto, uma “experiência Erlebnis, tal como foi definida por ele próprio.

Então, a Reforma Protestante foi um caso de “muito barulho por nada”? Fruto de um equívoco? Devemos responder com firmeza: não! As revoluções, no entanto, não surgem pelas ideias ou pelas teorias abstratas, mas por situações históricas concretas, e a situação da Igreja, há tempo, não refletia realmente aquelas convicções. A vida, a catequese, a piedade cristã, a direção espiritual, por não falar depois da pregação popular: tudo parecia afirmar o contrário, ou seja, que o que conta são as obras, o esforço humano.

Depois que o cristianismo se tornou religião do Estado, a fé era absorvida naturalmente através da família, da escola, da sociedade. Não era tão importante insistir no momento em que se chega à fé e na decisão pessoal com a qual se torna crentes, mas insistir nas exigências práticas da fé, em outras palavras, na moral, nos costumes.

A doutrina da justificação gratuita pela fé  – disse Frei Cantalamessa – não é uma invenção do Apóstolo Paulo, mas a mensagem central do Evangelho de Cristo, independente da forma que tenha sido conhecida pelo Apóstolo: se por revelação direta do ressuscitado, ou pela “tradição”, que ele diz ter recebido e que não era certamente limitada às poucas palavras do kerygma. Se não fosse assim, teriam razão aqueles que dizem que Paulo, não Jesus, é o verdadeiro fundador do cristianismo.

O núcleo da doutrina está contido já na palavra “Evangelho”, boa notícia, que Paulo com certeza não inventou do nada.

Falando ainda Reforma, o pregador disse que é vital que o centenário da Reforma não seja desperdiçado permanecendo prisioneiros do passado, procurando ver quem errou ou quem tem razão, talvez em um tom mais conciliador do que no passado. Devemos, pelo contrário, dar um passo à frente, como quando um rio chega a um estreitamente de leito e retoma o seu curso em um nível mais alto.

A situação mudou desde então. Os problemas que causaram a separação entre a Igreja de Roma e a Reforma foram particularmente as indulgências e o modo como ocorre a justificação do ímpio. Mas podemos dizer que estes são os problemas que levantam ou derrubam a fé do homem de hoje? Em uma ocasião recordo que o cardeal Kasper fez esta observação: para Lutero o problema existencial número um era como superar o sentido de culpa e obter um Deus benevolente; hoje o problema é exatamente o oposto: como dar novamente ao homem o sentido do pecado que desapareceu totalmente.

A justificação gratuita por meio da fé em Cristo deveria ser pregada hoje por toda a Igreja e com mais vigor do que nunca. Não, no entanto, em oposição às “obras” mencionadas no Novo Testamento, mas em contraste com a pretensão do homem pós-moderno de salvar-se sozinho com a sua ciência e tecnologia ou com espiritualidades improvisadas e tranquilizantes. Estas são as “obras” em que o homem moderno confia. Estou convencido de que, se Lutero voltasse à vida, esta seria a maneira pela qual ele também pregaria hoje a justificação pela fé.

Outra coisa importante devemos aprender todos, luteranos e católicos, do iniciador da Reforma. Para ele a justificação gratuita pela fé era acima de tudo uma experiência vivida e só mais tarde teorizada.

Nunca devemos perder de vista o ponto principal da mensagem paulina. Aquilo que o Apóstolo quer por acima de tudo afirmar em Romanos 3 não é que somos justificados pela fé , mas que somos justificados pela fé em Cristo; não é tanto que somos justificados pela graça, mas que somos justificados pela graça de Cristo. É Cristo o coração da mensagem, antes mesmo que a graça e a fé. É ele, hoje, o artigo com o qual a Igreja está em pé ou cai: uma pessoa, não uma doutrina.

Por Rádio Vaticano

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