cultura - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png cultura - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Fé: uma luz que deve incidir sobre todas as relações sociais https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/fe-uma-luz-que-deve-incidir-sobre-todas-as-relacoes-sociais/ Fri, 25 Aug 2017 09:44:47 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48114 A sociedade há de encontrar na fé a nota indispensável e insubstituível da sua sinfonia perdida. Pensam muitos que para se conquistar essa harmonia basta a correção no âmbito da política partidária. Trata-se de aspecto importante, mas que não é suficiente. Há um longo caminho de reconstrução das cidadanias para vencer mediocridades. É preciso reagir, com investimentos urgentes e indispensáveis, na educação, em reformas, no cultivo da sensibilidade social, da consciência de que se pertence a um povo. De modo especial, é importante investir na fé, tesouro que
alicerça a vida, ilumina a razão, inspira e equilibra a conduta humana.

A Palavra de Deus, na Carta aos Hebreus, capítulo 11, bem define esse tesouro: “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se veem”. Cultivá-la provoca transformações profundas que são capazes de devolver, a cada pessoa, o brilho sagrado que reside no coração humano. Por isso mesmo, não é permitida a nenhuma confissão religiosa contemporizar com as manipulações a respeito dos entendimentos sobre Deus e a fé n’Ele professada, para alcançar certos objetivos questionáveis.

Cultura e sociedade

Os líderes religiosos têm grande responsabilidade e não podem retardar a reação diante dessas manipulações que ocorrem a partir de meios de comunicação bem estruturados, de certas práticas alicerçadas na irracionalidade que, por isso mesmo, são incapazes de gerar transformações necessárias na cultura e na sociedade. Situações diversas que impedem o surgimento de novos horizontes, só alcançados pela fé, por sua vivência, a partir da coragem profética e mística de seu testemunho.

Compreende-se a fé não como prática piedosa, no sentido de se reservá-la a sacristias, ou como força a ser buscada simplesmente pelo viés milagreiro, conduta que muitas vezes apenas alimenta cofres, justifica nomes e deixa, em segundo plano, o que é essencial e urgente no que se refere a respostas cidadãs. A fé é uma luz que deve incidir sobre todas as relações sociais, desdobrando-se em gestos de solidariedade.

Toda autêntica manifestação da fé é experiência de fraternidade, sustentada pelo reconhecimento da paternidade de Deus. No centro dessa experiência está o amor do Pai, que não deixa obscurecer a preciosidade singular da vida humana. Assim, a fé leva o homem a preservar o seu lugar no universo, sem que se extravie da sua natureza. Quem cultiva a fé torna-se cada vez mais consciente da própria responsabilidade moral, demove-se da pretensão de ser árbitro absoluto de tudo e não corre o risco oneroso e destruidor de achar que tem o direito de manipular outras pessoas.

Justiça

É verdade que a justa ordem da sociedade e do estado é dever da política e, como afirma Santo Agostinho, “um estado que não se rege segundo a justiça, se reduz a uma grande banda de ladrões, porque a justiça é o objetivo e a medida intrínseca de toda política”. Na busca pela realização da justiça, a política necessita da fé, que tem propriedades para iluminar a razão a partir da experiência do encontro com o Deus. Essa experiência ultrapassa a dimensão simplesmente racional. Nesse sentido, a fé possibilita à razão realizar melhor a sua tarefa de configurar a cidadania nos parâmetros necessários para a construção de uma sociedade melhor.

Por tudo isso, é possível reconhecer a importância de cultivar e sempre ter apreço pelo patrimônio da fé enraizado na cultura de um povo. Um dom que exige atenção redobrada no seu cuidado. Eis um compromisso de todos, de governos também, para que a genuinidade da fé fecunde cidadanias e reconduza a sociedade aos caminhos da
justiça, do bem, às veredas da verdade e da fraternidade.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte

]]>
48114
Museu de Arte Sacra de São Paulo oferece exposições, cursos e palestras https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/museu-de-arte-sacra-de-sao-paulo-oferece-exposicoes-cursos-e-palestras/ Tue, 27 Jun 2017 09:27:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46988 Conhecida, entre outros aspectos, por suas numerosas atrações culturais, São Paulo (SP) é uma forte candidata à capital nacional da conjunção dos mais variados espetáculos, shows e exposições, que reúnem uma heterogeneidade populacional, característica da cidade. Essa miscigenação de São Paulo se vê representada na amplitude da cultura paulistana. Segundo dados do MonitoraSP, a cidade possui 282 salas de cinema, 101 museus, 164 teatros, 39 centros culturais, 146 bibliotecas, entre outras opções.

Em se tratando de museus, para muitos, vem rapidamente à mente imagens do MASP ou Museu do Ipiranga. Mas não pode-se esquecer de outros locais com extrema relevância histórica para a cidade, como é o caso do Museu de Arte Sacra de São Paulo. Uma das principais instituições brasileiras voltadas ao estudo, conservação e exposição de objetos da produção artística do sagrado, o Museu apresenta uma vasta gama de imagens sacras de grande valor na evolução escultórica e histórica do país. Seu acervo também é composto por coleções de altares, oratórios, pratarias e ourivesaria religiosas, joias, mobiliários, pinturas, entre outros, totalizando mais de 4000 peças.

Quem deseja visitar o museu pode conferir 800 das 4000 peças presentes na instituição. O Museu também oferece diversas exposições temporárias, cursos e palestras voltados ao sagrado. Portanto, o público tem a chance não apenas de conhecer mais sobre a arte sacra, como se aprofundar no tema. Confira a programação completa aqui: www.museuartesacra.org.br

 Cristianismo em Construção

Para os apaixonados por arte, história, arquitetura, religião, entre outros temas, o Museu de Arte Sacra de São Paulo promove um curso livre sobre o tema “O Cristianismo em Construção: culto e arquitetura”. Ministrado pelo Professor Doutor Jack Brandão, pesquisador da arte medieval, renascentista e seiscentista, o curso objetiva apresentar a relação existente entre culto e arquitetura no seio do Cristianismo e, de modo especial, como essa relação se estabeleceu ao longo dos séculos. 

Os encontros se destinam a estudiosos de arte, historiadores, profissionais ligados à literatura e comunicação social, religiosos, pesquisadores, professores que pretendam desenvolver o tema em sala de aula, profissionais de todas as áreas, estudantes universitários e interessados em geral. Portanto, mesmo quem não for ligado a área poderá se encantar e se aprofundar nestes temas. No final do curso o aluno receberá o certificado.

Confira aqui mais informações sobre o curso

Informações sobre o curso:

Período: de 21 de agosto a 23 de outubro de 2017 (segundas-feiras) Horário: 19h às 21h (intervalo para o café)  Carga horária: 20h Valor: R$ 500 (à vista) ou R$ 540 (02 vezes) Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br Informações: (11) 5627 5393 Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Metrô Tiradentes Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso): Rua Jorge Miranda, 43 – Sujeito a lotação

Serviço:

Museu de Arte Sacra de São Paulo

Informações: (11) 5627 5393 Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Metrô Tiradentes

Horário de Funcionamento: terça a domingo, das 9h às 17h

R$ 6,00 / Grátis aos sábados

A bilheteria funciona até 30 minutos antes do fechamento do Museu

Por A12

]]>
46988
Papa: "Adolescência é fase difícil, mas não é uma doença!" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-adolescencia-e-fase-dificil-mas-nao-e-uma-doenca/ Tue, 20 Jun 2017 11:54:11 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-adolescencia-e-fase-dificil-mas-nao-e-uma-doenca.html Uma cultura sem raízes, uma família sem raízes é uma família sem história, sem memória”. Foi o que disse o Papa na abertura do Congresso diocesano de Roma, na Basílica de S. João de Latrão, na noite de segunda-feira (19/06). Francisco também convidou a estar ao lado dos adolescentes, recordando que esta fase da vida é ‘difícil’, mas não é uma ‘patologia.

A oração em ‘romanesco’

O Congresso diocesano deste ano tem como tema “Acompanhar os pais na educação dos filhos adolescentes”. Dirigindo-se às famílias, o Papa disse: “Vocês vivem as tensões desta grande cidade: o trabalho, a distâncias, o tempo reduzido, o dinheiro que nunca é suficiente. Por isso, para simplificar, rezem em dialeto, pensando nas suas famílias e em como formar seus filhos no âmbito desta realidade”.

Atenção à sociedade ‘desenraizada’

“Muitas vezes – disse o Papa – oferecemos a nossos filhos uma formação excessiva em campos que consideramos importantes para seu futuro e pretendemos que eles deem o máximo. Mas não damos tanta importância ao fato que devem conhecer sua terra, suas raízes”.

Adolescência, fase de crescimento para os jovens

Para o Papa, a adolescência “é um tempo precioso na vida dos filhos; um tempo difícil, de mudanças e instabilidade… uma fase que traz riscos e dúvidas, mas crescimento para eles e para toda a família”.

Francisco disse também que lhe preocupa a tendência atual dos pais de ‘medicar’ precocemente os jovens. “Parece que tudo se resolve medicando ou controlando tudo com o slogan ‘desfrutar o tempo ao máximo’ e assim, a agenda dos jovens fica pior do que a de um executivo”. Portanto, “a adolescência não é uma patologia que precisamos combater; faz parte do crescimento natural”.

“Eles querem se sentir – logicamente – protagonistas”, “procuram muitas vezes sentir aquela ‘vertigem’ que os faça sentir vivos”. “Assim, temos que encorajá-los a transformar seus sonhos em projetos! Proponhamos grandes objetivos e ajudemo-los a realizá-los!”.

Atenção à juventude eterna e ao consumismo

“Hoje há uma espécie de competição entre pais e filhos: o paradigma e modelo de sucesso é ‘a eterna juventude’. Ao que parece, crescer e envelhecer é ‘um mal’, é sinônimo de frustração e de uma vida acabada. Tudo deve ser mascarado e dissimulado”. “Como é triste que as pessoas façam ‘lifting’ no coração! É doloroso que se queira cancelar as rugas dos encontros, das alegrias e tristezas!”.

O outro perigo é o consumismo

“Educar à austeridade é uma riqueza incomparável. Desperta a criatividade, gera possibilidades e especialmente, abre ao trabalho em grupo, à solidariedade; abre aos outros”.

O agradecimento ao Cardeal Vallini

Enfim, o Papa agradeceu o Card. Agostino Vallini, que deixa seu cargo de Vigário-geral de Roma a Dom Angelo De Donatis. “Nestes anos – disse Francisco – o Card. Vallini “me manteve com os pés no chão”.

Por Rádio Vaticano

]]>
46871