cultura do encontro - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png cultura do encontro - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Em Bangladesh, Papa destaca esforços comuns das religiões pela paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-bangladesh-papa-destaca-esforcos-comuns-das-religioes-pela-paz/ Fri, 01 Dec 2017 14:17:28 +0000 http://teste.toqueto.com/em-bangladesh-papa-destaca-esforcos-comuns-das-religioes-pela-paz.html O último compromisso oficial do Papa Francisco, nesta sexta-feira, 1º, durante viagem a Dhaka, Bangladesh, foi o encontro inter-religioso e ecumênico pela paz no Jardim do Arcebispado. Participaram representantes de diversas comunidades religiosas de Bangladesh.

Em seu discurso, o Santo Padre destacou que o encontrou constitui um momento muito significativo de sua visita ao país. “Reunimo-nos para aprofundar a nossa amizade e para expressar o desejo comum do dom duma paz genuína e duradoura (…) Que o nosso encontro desta tarde seja um sinal claro dos esforços empreendidos pelos líderes e seguidores das religiões presentes neste país para viverem juntos no respeito mútuo e na boa vontade”.

Francisco destacou que em Bangladesh o direito à liberdade religiosa é um princípio fundamental e desejou que o encontro pela paz seja um apelo firme e respeitoso a quem procura fomentar divisão, ódio e violência em nome da religião.

Ele afirmou ainda que é um sinal reconfortante o fato de os crentes e pessoas de boa vontade se sentirem cada vez mais chamados a cooperar na formação de uma cultura do encontro, diálogo e colaboração ao serviço da família humana.

“Isto requer mais do que simples tolerância; estimula-nos a estender a mão ao outro numa atitude de mútua confiança e compreensão, para construir uma unidade que considere a diversidade, não como ameaça, mas como potencial fonte de enriquecimento e crescimento. Anima a exercitar-nos na abertura do coração, para ver os outros como um caminho e não como um obstáculo”.

Características essenciais para uma cultura do encontro

No discurso, o Papa destacou algumas características essenciais desta “abertura do coração”, que é a condição para uma cultura do encontro.

Segundo o Pontífice, em primeiro lugar, é uma porta. Não é uma teoria abstrata, mas uma experiência vivenciada. “Permite-nos empreender, não um mero intercâmbio de ideias, mas um diálogo de vida. Requer boa vontade e acolhimento, mas não deve ser confundida com a indiferença ou a hesitação em expressar as nossas convicções mais profundas”.

Francisco explicou que a abertura do coração é semelhante a uma escada que alcança o Absoluto. Ao lembrar desta dimensão transcendente, fica evidente a necessidade de purificar os próprios corações, para poder ver todas as coisas na sua verdadeira perspectiva.

“Passo a passo, ir-se-á tornando mais clara a nossa visão e receberemos a força para perseverar no compromisso de compreender e valorizar os outros e o seu ponto de vista. Assim, encontraremos a sabedoria e a força necessárias para estender a todos a mão da amizade”, disse.

Ele lembrou ainda que a abertura do coração é um caminho, que leva à busca de bondade, justiça e solidariedade. “Induz a procurar o bem do nosso próximo (…) A solicitude religiosa pelo bem do nosso próximo, que brota dum coração aberto, flui como um grande rio, irrigando as terras áridas e desertas do ódio, da corrupção, da pobreza e da violência que lesa imenso as vidas humanas, divide as famílias e desfigura o dom da criação”.

Caminho de compromisso

Por fim, o Papa destacou que as várias comunidades religiosas do Bangladesh abraçaram de modo particular este caminho no compromisso pelo cuidado da terra, a casa comum, e na resposta aos desastres naturais que afligiram a nação nos últimos anos.

“Um espírito de abertura, aceitação e cooperação entre os crentes não é simplesmente mais um contributo para uma cultura de harmonia e de paz; é o seu coração pulsante. Quanto necessita o nosso mundo que este coração bata com força, para contrastar o vírus da corrupção política, as ideologias religiosas destrutivas, a tentação de fechar os olhos às necessidades dos pobres, dos refugiados, das minorias perseguidas e dos mais vulneráveis! Quanta abertura é necessária para acolher as pessoas ao nosso redor, especialmente os jovens que às vezes se sentem sozinhos e confusos na busca do sentido da vida!”

E agradeceu os esforços das várias comunidades religiosas do país por promover a cultura do encontro e disse rezar para que seja possível ajudar todos os crentes a crescerem na sabedoria e na santidade e a cooperarem para construir um mundo sempre mais humano, unido e pacífico.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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Pátio dos Gentios: crentes e não crentes debatem sobre ética e dinheiro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/patio-dos-gentios-crentes-e-nao-crentes-debatem-sobre-etica-e-dinheiro/ Tue, 24 Oct 2017 15:02:19 +0000 http://teste.toqueto.com/patio-dos-gentios-crentes-e-nao-crentes-debatem-sobre-etica-e-dinheiro.html O Pátio dos Gentios desembarcou em Madri nesta segunda-feira, 23, onde permanece até hoje, 24, prosseguindo nos dias seguintes, 25 e 26, em Salamanca. É o terceiro ano consecutivo que a iniciativa se realiza nestas duas cidades espanholas. 

Trata-se de um espaço de diálogo entre crentes e não-crentes promovido pelo Pontifício Conselho para a Cultura, presidido pelo Cardeal italiano Gianfranco Ravasi, segundo o qual “esta edição tem um programa muito interessante, que pode ser comprovado também com a qualidade humana e intelectual dos relatores”.

A edição 2017 tem o tema “Ética e dinheiro” e é organizada pelo Fórum Ecumênico Social em colaboração com várias universidades”, tem a participação de filósofos, catedráticos e empresários. Foi aberta pelo padre italiano que trabalhou 25 anos na Argentina, Francesco Ballarini, amigo do Papa Francisco. 

A primeira reunião do Pátio dos Gentios ocorreu em março de 2011 em Paris, por iniciativa do então Papa Bento XVI e prosseguiu em várias cidades da Europa e da América. Dando continuidade à iniciativa, a intenção do Papa Francisco é promover o diálogo e a cultura do encontro com a ajuda de especialistas que a analisam de diferentes perspectivas. 

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Em videomensagem, Papa enfatiza cultura do encontro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-videomensagem-papa-enfatiza-cultura-do-encontro/ Wed, 05 Jul 2017 15:13:49 +0000 http://teste.toqueto.com/em-videomensagem-papa-enfatiza-cultura-do-encontro.html Em videomensagem a estudantes israelenses e palestinos reunidos em um congresso da Scholas Occurrentes [foto], o Papa Francisco convidou viver a cultura do encontro.

A intervenção foi transmitida hoje, no final do Congresso das ‘Cátedras Escolas’, organizado pela fundação pontifícia ‘Scholas Occurrentes’, em Jerusalém. A iniciativa teve como tema ‘Entre a Universidade e a Escola, construindo a paz através da cultura do encontro’, com uma dimensão inter-religiosa.

Mais de 70 jovens israelenses, palestinos e de outros países estiveram presentes num encontro que contou com acadêmicos de 41 universidades e representantes da Santa Sé.

“Quero saudar estes dias vividos aí em Jerusalém, porque vós mesmos, a partir das vossas diferenças, chegastes à unidade”, disse o Papa, na videomensagem.

Francisco convidou a uma “abertura” dos olhares para que todos consigam “alargar a alma” ao outro. “A nossa utopia, a de todos nós que, de alguma forma, fazemos parte das Scholas, é criar com esta educação uma cultura do encontro”, precisou o Pontífice, que apoia este projeto desde o seu tempo como arcebispo de Buenos Aires, na Argentina.

O Papa alertou para esta necessidade de unidade e encontro num “mundo tão atomizado”. “Este mundo tem medo da diferença, que a partir deste medo constrói muros, às vezes, que acabam por tornar realidade o pior pesadelo, ou seja, viver como inimigos”, advertiu.

O encontro em Jerusalém concluiu-se com a plantação de uma oliveira, simbolizando o diálogo entre judeus, cristãos e muçulmanos.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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Papa: indicar caminho para um futuro melhor de nossas sociedades https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-indicar-caminho-para-um-futuro-melhor-de-nossas-sociedades/ Thu, 22 Jun 2017 10:24:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46929 Antes da Audiência Geral de ontem (21/06), o Papa Francisco recebeu, na saleta dentro da Sala Paulo VI, no Vaticano, uma delegação estadunidense da Liga Nacional de Futebol.

“Assim como vocês, eu também sou apaixonado por futebol, mas em meu país se joga de forma muito diferente”, sublinhou o Pontífice em seu discurso.

“O mundo em que vivemos e especialmente os jovens precisam de modelos, de pessoas que nos mostrem como fazer emergir o melhor de nós mesmos a fim de frutificar os dons e os talentos doados por Deus, e ao fazer isso, indicar o caminho para um futuro melhor de nossas sociedades”, disse o Papa.

“O trabalho em equipe, o jogo leal e o procurar o melhor são valores, também no sentido religioso do termo, que guiam o nosso compromisso no jogo. Todavia, há grande necessidade desses valores também fora de campo, em todas as dimensões da vida comunitária.” 

“São valores que ajudam a construir uma cultura do encontro, na qual prevenimos e socorremos as necessidades de nossos irmãos e irmãs, e combatemos o individualismo exagerado, a indiferença e a injustiça que nos impedem de viver como uma só família humana. Quanto o mundo precisa dessa cultura do encontro!”
 
O Papa concluiu seu discurso, desejando que esta visita a Roma da Liga Nacional de Futebol estadunidense, possa aumentar a sua gratidão pelos dons recebidos e inspirar a partilha generosa em prol da construção de um mundo mais fraterno.

Por Rádio Vaticano

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Dia Mundial das Comunicações Sociais: comunicar esperança e confiança https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dia-mundial-das-comunicacoes-sociais-comunicar-esperanca-e-confianca/ Mon, 29 May 2017 09:07:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46488 Celebrou-se  ontem, domingo (28/5), solenidade da Ascensão do Senhor, o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais.

O tema da mensagem do Papa para esse dia “Não tenhas medo, que Eu estou contigo. Comunicar esperança e confiança no nosso tempo” foi divulgado no dia litúrgico de São Francisco de Sales, patrono dos escritores e jornalistas, celebrado em 24 de janeiro.

Com este tema, Francisco propõe um estilo “aberto e criativo” para comunicar a esperança. Por isso, encoraja todos os que trabalham neste campo a comunicar de modo construtivo, rejeitando preconceitos e promovendo uma cultura do encontro.

Com efeito, em sua mensagem, o Santo Padre ressalta: “ O protagonista da notícia não pode ser o mal – que nos leva à apatia, ao desespero e a anestesiar a consciência –, mas a solução dos problemas, com um estilo aberto e criativo”.

“Em um sistema de comunicação, – frisa o Papa – onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção e, por conseguinte, não se torna notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente se tornam espetáculo, somos tentados a anestesiar a consciência ou a cair no desespero”.

A realidade não tem um significado unívoco – afirma o Papa -; tudo depende do modo com que a encaramos. Portanto, o ponto de partida ideal, para se encarar a realidade, é a “Boa Nova por excelência”, ou seja, o Evangelho de Jesus Cristo.

Esta boa notícia, – diz por fim Francisco – comporta sofrimento, porque o sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do amor de Cristo ao Pai e à humanidade.

Em Cristo, – concluiu o Pontífice – Deus se fez solidário com toda a situação humana, revelando que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca esquece seus filhos.

Por Rádio Vaticano

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Dom Auza: migração, passar da indiferença à cultura do encontro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-auza-migracao-passar-da-indiferenca-a-cultura-do-encontro/ Wed, 24 May 2017 10:05:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46396 “O número total de migrantes que atravessam as fronteiras alcançou, na história, níveis recordes. O fenômeno da migração é uma realidade complexa cujas necessidades e expectativas dos  envolvidos deveriam levar a uma solidariedade maior.”

Foi o que disse o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, Dom Bernardito Auza, em seu pronunciamento na segunda-feira (22/05), em Nova Iorque, no encontro sobre o tema “Compactação Global por uma migração segura, ordenada e regular”. 

Na primeira parte de seu discurso, Dom Auza se deteve no tema do desenvolvimento sustentável. “É necessário uma mudança de comportamento em relação aos migrantes e refugiados. Deve-se passar do medo e da indiferença à cultura do encontro”, frisou. 

“A responsabilidade e a repartição dos encargos devem levar em conta a riqueza e o nível de desenvolvimento de um país. A crise econômica persistente limita as possibilidades da resposta de um Estado às emergências. A chaga da seca em algumas partes do mundo reduz a possibilidade de fornecer assistência humanitária a um número crescente de refugiados e deslocados.” 

“Nesse contexto, é indispensável o envolvimento ativo dos parceiros internacionais. O Papa Francisco recorda que trabalhar juntos por um mundo melhor requer que os países se ajudem reciprocamente, num espírito de cooperação. A iniciativa da Compactação Global promovida pela ONU para a migração é uma ocasião única para desenvolver políticas coordenadas e investimentos”, sublinhou Dom Auza. 

Na segunda parte de seu discurso, o arcebispo filipino se deteve na ligação entre crise humanitária e migração. “A Santa Sé reitera que a cada pessoa deve ser garantido o direito de permanecer no próprio país num contexto marcado pela paz e segurança econômica. As pessoas não se sentirão obrigadas a deixar suas casas se lhes forem garantidas as condições de uma vida digna e se as causas dos fluxos migratórios forem enfrentadas adequadamente.” 

“Se o direito de permanecer no próprio país precede ao de imigrar, os fluxos migratórios se tornarão voluntários, regulares e seguros. Consequentemente, tais fluxos se tornarão mais gerenciáveis e sustentáveis. Quando o direito de permanecer num país é respeitado, a migração se torna uma escolha e não uma decisão obrigatória”, disse o prelado.

“No mundo, mais da metade dos refugiados, de migrantes forçados e deslocados internos foram obrigados a fugir de seus países por causa de conflitos e violência. Quando chegam ao país de destino, ao invés de encontrar um lugar seguro, enfrentam em muitos casos discriminação, nacionalismo extremo, racismo e falta de políticas claras que regulem o sistema de acolhimento.”

“A maneira mais eficaz para impedir a migração forçada é pôr fim a guerras e conflitos. Dentre as causas da migração estão a pobreza extrema, a falta de bens e serviços de base, degradação ambiental grave e catástrofes. É preciso ajudar as populações em dificuldade em seus próprios países. Este é o único caminho eficaz para conter as formas dramáticas de exploração”, concluiu Dom Auza.

Por Rádio Vaticano

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Pe. Spadaro: diplomacia de Francisco constrói pontes e abate muros https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pe-spadaro-diplomacia-de-francisco-constroi-pontes-e-abate-muros/ Tue, 23 May 2017 10:00:50 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46374 “O Atlas de Papa Francisco. Como o Papa vê o mundo?” foi o tema da mesa-redonda realizada no dia 20 de maio na sede da revista dos jesuítas “La Civiltà Cattolica” em Roma.

Em entrevista à Rádio Vaticano, o diretor da publicação, Padre Antonio Spadaro, falou sobre os critérios que norteiam a ação diplomática do Santo Padre, marcada pela misericórdia e pela cultura do encontro:

“Encontrando nós jesuítas da Civiltà Cattolica, o Papa disse que a crise é global e que portanto é necessário dirigir o nosso olhar aos critérios por meio dos quais vemos o bem e o mal no mundo, procurando entender como funciona. Neste sentido, o Papa vê o mundo como uma realidade complexa de grande diversidade onde o risco é que sejam construídas barreiras, que sejam construídos muros. Muitas vezes referiu-se ao risco de populismos e nacionalismos que fecham as nações dentro de si mesmas. Assim, o Papa vê o mundo como abraçado por um desejo de encontro, de superação das barreiras, mas também um mundo em que existem feridas abertas que podem, porém, se tornar portas. Foi assim, por exemplo, para Lampedusa e para a Ilha de Cuba. Portanto, poderíamos dizer um mundo em movimento, que porém, tem necessidade de uma alma”.

RV: Obviamente quando se fala de Atlas, o pensamento se volta, naturalmente, para as viagens do Papa. O senhor escreveu várias vezes que muitas destas viagens, como por exemplo ao Egito, têm um “valor terapêutico”. Qual o significado desta expressão?

“O Papa ama confrontar-se com a realidade assim como é, e muitas vezes esta realidade é dramática. Existem fortes tensões nos países que o Papa tocou, ao menos em muitos destes países estão acontecendo tensões muito fortes e o Papa quis tocar com a mão, às vezes até mesmo os próprios muros fisicamente, os muros que existem, como foi em sua viagem à Terra Santa, o muro de Auschwitz – que tem um valor histórico – e situações complexas e de divisões, como foi em Cuba, em Bangui, etc. Portanto o Papa quer confrontar-se com esta dramaticidade, mas quer fazê-lo como fez o Senhor, isto é, tocando com a mão para curar e então a sua abordagem e o seu contato direto, eu diria físico, com esta realidade complexa e difícil e cheio de tensões é um contato que quer restabelecer a fluidez, os contatos, as pontes. Quer curar as feridas”.

RV: O Papa Francisco propõe uma “diplomacia da misericórdia” – afirmou recentemente o Premier italiano Gentiloni em um encontro promovido pela Civiltà Cattolica. Quais seriam, na sua opinião, os pontos fortes em que se expressa esta diplomacia assim tão particular?

“Substancialmente significa que nunca nada deve ser considerado como definitivamente perdido, não somente nas relações entre as pessoas, mas também entre os Estados ou entre os vários quadrantes conflituais encontrados hoje em nosso mundo. Assim, neste sentido, o Papa é aberto ao diálogo com todos, porque sabe bem que muitas vezes não está em jogo o bem contra o mal, mas é toda uma questão de interesses, e portanto é necessário falar com todos, porque somente deste modo se consegue alcançar uma solução mediada, portanto diplomática, sabendo que nunca nada deve ser considerado como perdido”.

RV: Em 24 de maio o Papa Francisco receberá no Vaticano o Presidente estadunidense Trump. O Papa disse aos jornalistas no voo de volta de Portugal: “Escutarei ele sem preconceitos”. Aqui se percebe também o realismo do cristão, poderíamos dizer com a Evangelii gaudium, de que “a realidade é superior à ideia”…

“Para o Papa sempre a realidade é superior à ideia e o encontro é superior a qualquer outra coisa, porque o Papa não raciocina em termos de ideias ou de preconceitos. Portanto é perfeitamente consciente das dificuldades que existem em cada encontro, mas ao mesmo tempo não quer colocar premissas, “a prioris”, prefere encontrar as pessoas e naquele contexto ser sincero, franco. Somente a partir de um encontro, de um encontro realístico em que cada um diz aquilo que pensa, é possível sair com perspectivas para o futuro”.

Por Rádio Vaticano

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Mons. Viganò: Papa convida a abrir espirais de esperança https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/mons-vigano-papa-convida-a-abrir-espirais-de-esperanca/ Wed, 25 Jan 2017 10:18:22 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44112 O olhar de quem relata é central, porque a realidade não tem um significado unívoco. Assim se expressou o prefeito da Secretaria para a Comunicação, Mons. Dario Edoardo Viganò, que apresentou na manhã desta terça-feira (24/01) na Sala de Imprensa da Santa Sé, no Vaticano, a Mensagem do Papa para o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Substancialmente, Francisco pede uma comunicação construtiva, a lógica da boa notícia, que não significa contar o mundo de Heidi, explica o prelado, mas abrir espirais de esperança. Eis o que disse Mons. Viganò em entrevista concedida à Rádio Vaticano:

Mons. Dario Edoardo Viganò:- “Romper a espiral de uma comunicação negativa, que leva também ao anestesiamento da consciência, significa que, é claro, a história é feita de cinza, de preto por vezes, mas que mantém sempre espirais que se abrem num horizonte de esperança, de proximidade. É isso que somos chamados a fazer: procurar fazer de modo que o mal jamais seja o protagonista vencedor.”

RV: Mesmo tragédias como terremotos, avalanches, catástrofes naturais podem ser, de certo modo, cenário de algumas boas notícias?

Mons. Dario Edoardo Viganò:- “Isso não significa ceder à ingenuidade irenista de um relato inexistente da realidade, mas, por exemplo, contar o mundo de bem que floresce de uma situação tão trágica: penso no fato que homens e mulheres concretamente e pessoalmente se façam próximos dessa situação. É como dizer: ‘Olhe que a situação é difícil, porém, faço com você um trecho do caminho’.”

RV: Todos conhecemos o poder de propagação das más notícias, especialmente nas mídias sociais, e também a dificuldade de desmentir quando estas são falsas. Francisco pede aos comunicadores que sejam canais vivos da Boa Notícia. Como a mídia vaticana pode realizar isso?

Mons. Dario Edoardo Viganò:- “A mídia vaticana pode ajudar a mídia internacional sobretudo mostrando os processos e os contextos nos quais se situam e se colocam os anúncios e as mensagens do Santo Padre, porque muitas vezes são descontextualizadas e, por conseguinte, perdem também aquela força própria, aquela pertinência que, ao invés, elas têm.”

RV: Como se pode fazer isso? Oferecendo também um olhar sobre a história, ajudando a entender a realidade?

Mons. Dario Edoardo Viganò:- “Absolutamente sim, porque todo pronunciamento de um Pontífice jamais é um partir novamente do zero, mas é um inserir-se numa sucessão apostólica que – não nos esqueçamos – é sempre uma história do Espírito Santo: quando primeiro Bento XVI e agora o Papa Francisco convidam a um critério para ler o que tange à Igreja, é o critério de uma hermenêutica espiritual.”

RV: Na Mensagem se ressalta que as imagens e metáforas, mais do que os conceitos, são o caminho privilegiado para comunicar “a vida nova” em Cristo. Isso responde propriamente ao estilo do Papa Francisco: a sua comunicação é espiritual e não sociológica. Isso porque uma linguagem que comunica com os gestos é mais inclusiva?

Mons. Dario Edoardo Viganò:- “Aquilo que é espiritual não é inconsistente. O espiritual tem a ver com a história, com a densidade da argila da qual a vicissitude do homem é permeada, e o homem é feito de uma comunicação que sabe usar muito bem não somente o aspecto argumentativo-conceitual, mas também os gestos e a proximidade. E os gestos e a proximidade expressam o calor, o inclusivo. Portanto, creio que o Papa Francisco é um mestre nisso, provavelmente por tradição cultural, por formação própria. Mas creio, que a ideia de uma comunicação tão metafórica – que é parábola, relato – diz também como é possível ter comunicações que sejam relações, relações também de proximidade.”

Esta terça-feira, 24 de janeiro, dia em que a Igreja recorda São Francisco de Sales, Patrono dos jornalistas, Mons. Dario Edoardo Viganò presidiu à santa missa na capela do Palácio Pio – sede da Rádio Vaticano.

“Peçamos que o nosso trabalho seja sempre um instrumento de construção”, disse, “que saiba repelir a tentação de fomentar o confronto”, mas favoreça “a cultura do encontro”.

Por Rádio Vaticano

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