cruz - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png cruz - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Serpente e Cruz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/serpente-e-cruz/ Wed, 07 Mar 2018 15:19:40 +0000 http://teste.toqueto.com/serpente-e-cruz.html Na travessia do deserto para a terra prometida os judeus foram surpreendidos pela picada de serpentes. Eles recorreram a Moisés para superarem a morte devido ao veneno daqueles répteis. Deus mandou que se fizesse uma serpente de bronze hasteada ao alto. Quem olhasse para ela ficaria curado. Da mesma forma Jesus foi elevado ao alto da cruz e ali morreu. Na comparação da serpente e da morte do Filho de Deus vemos a superação da morte pela ação divina. No entanto, no caso da cobra, a vida física foi salva. Com Jesus se deu a libertação de abrangência total. Ele veio regenerar o ser humano de todas as gerações. Seu sacrifício foi redentor. Ele se deixou sacrificar para demonstrar que o amor não tem limites. É doação total. Nele nós temos a oblação da humanidade inteira aceita por Deus. Olhando-o, pendente da cruz, ou seja, aceitando suas coordenadas de amor, estamos salvos, pois, nossa vida, e a de toda a humanidade só tem sentido e salvação quando vivida na doação total do amor.

Na cruz de Jesus está o segredo da vida de doação. Assumida com a interajuda de uns com os outros, temos a chave da revelação do tesouro escondido dentro de nós para solucionarmos os problemas da caminhada. Ajudando a carregar o peso dos problemas e dificuldades  do semelhante encontramos a razão de ser de nosso relacionamento de irmãos e irmãs. Jesus mostra isso sobejamente. Sua vida, feito um de nós, foi somente doação, ajuda ao erguimento dos caídos em seus sofrimentos e dificuldades.

Esse período quaresmal desemboca na realidade da ressurreição do Senhor. Caminhando com Ele, imitando-o e realizando o que nos ensina, temos a certeza de que não caminhamos em vão com nossa solidariedade em relação a quem precisa de nossa ajuda. Afinal, nossas renúncias de conforto exagerado e a doação de nosso tempo para servirmos quem não tem nenhum apoio para viver dignamente, serão recompensadas já na terra e, um dia, plenamente na eternidade. Se continuarmos a viver como pagãos, só buscando nossos interesses, fazemos guerras,  injustiças , deterioração do meio ambiente e todo tipo de insanidade, com desvantagem para todos.

Superamos os venenos das serpentes dos ódios e da falta de amor, com o olhar cheio de esperança para aquele que se deixou crucificar para que também nós nos despojemos de toda maldade e todo o egoísmo. Superamos todo tipo de violência e injustiça.

O evangelista lembra:  “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto assim é necessário que o Filho do homem seja levantado” (João3,14). Todos os que nele colocarem fé alcançarão a vida plena. Nossa fé nele vem corroborada justamente na sua superação da morte, através da qual Ele nos prova suficientemente sua natureza divina. Ele nos mostra que somente somos divinizados quando vivemos de forma profundamente humana com o semelhante.

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros (MG)

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Angelus: Jesus não nos tira a cruz, mas a carrega conosco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/angelus-jesus-nao-nos-tira-a-cruz-mas-a-carrega-conosco/ Mon, 10 Jul 2017 08:03:57 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47306 Jesus não tira os fardos de nossa vida, mas a angústia de nosso coração: foi o que disse o Papa neste quente domingo de julho (09/07), ao rezar o Angelus com os fiéis na Praça S. Pedro.

Na alocução que precede a oração mariana, Francisco comentou o Evangelho do dia, em que Jesus diz: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados, e eu vos darei descanso” (Mt 11,28).

“Jesus sabe quanto a vida pode ser dura: desilusões e feridas do passado, fardos a carregar e incertezas e preocupações pelo futuro”, disse o Papa, acrescentando que diante disto, a primeira palavra de Jesus é um convite a se mexer e a reagir: “Vinde”.

Areias movediças

“O erro, quando as coisas não vão bem, é permanecer onde se está. Parece evidente, mas quanto é difícil reagir e abrir-se!”, afirmou Francisco. Jesus, disse ele,  quer nos tirar das “areias movediças” de ficar fechado em si mesmo, remoendo quanto a vida é injusta, quanto os outros são ingratos e como o mundo é malvado.

“O caminho para sair está na relação, em estender a mão e em levantar o olhar para quem realmente nos ama”, afirmou o Pontífice. Todavia, advertiu, sair de si não basta, é preciso saber para onde ir, porque muitas metas são ilusórias, são “fogos de artifício”.

Cristo caminha conosco

Por isso, Jesus indica onde ir: “Vinde a mim”. É sempre válido buscar um amigo ou um especialista quando estamos com um problema, mas não se deve esquecer Jesus.

“Não nos esqueçamos de nos abrir a Ele e de contar-lhe a nossa vida, confiar-lhe as pessoas e as situações. Ele nos espera, não para resolver magicamente nossos problemas, mas para nos fortalecer neles. Jesus não tira os fardos da vida, mas a angústia do coração; não nos tira a cruz, mas a carrega conosco.”

Com Jesus, a paz

E com Ele, disse ainda o Papa, todo fardo se torna leve, porque Ele é o descanso que buscamos. E concluiu:

“Quando Jesus entra na vida, chega a paz, aquela que permanece inclusive nas provações. Vamos até Jesus, dediquemos a Ele nosso tempo, vamos encontrá-Lo diariamente na oração, num diálogo confiante e pessoal; vamos nos familiarizar com a sua Palavra, redescobrir sem medo o seu perdão, matar a nossa fome com seu Pão de vida: nos sentiremos amados e consolados por Ele.”

Fiéis poloneses

Ao final do Angelus, Francisco saudou os grupos na Praça e os parabenizou pela “coragem” de estarem ali não obstante o calor. De modo especial, dirigiu uma saudação aos poloneses da família da Rádio Maria que realizam uma peregrinção aos santuário de Czestochowa, rezando com os fiéis uma Ave-Maria para acompanhá-los nesta peregrinação.

Desabamento em Nápoles

Neste domingo, Francisco manifestou seu pesar pelo desabamento de um prédio na região de Nápoles, que matou oito pessoas, inclusive duas crianças. Em telegrama, o Pontífice garante sua oração pelos mortos e consolação aos familiares e feridos.

Por Rádio Vaticano

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O mundo nos anestesia para que não possamos ver a Cruz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/o-mundo-nos-anestesia-para-que-nao-possamos-ver-a-cruz/ Tue, 16 May 2017 14:35:19 +0000 http://teste.toqueto.com/o-mundo-nos-anestesia-para-que-nao-possamos-ver-a-cruz.html “O mundo nos ensina o caminho da paz com a anestesia: nos anestesia para não ver outra realidade da vida: a Cruz. Por isso Paulo diz que se deve entrar no Reino dos céus através do caminho com tantas tribulações”.

“Mas, pode-se ter paz na tribulação?”, perguntou. “De nossa parte, não: nós não somos capazes de fazer uma paz de tranquilidade, uma paz psicológica, uma paz feita por nós porque há tribulações: há quem tenha uma dor, uma doença, uma morte… existem. A paz que Jesus dá é um presente: é um dom do Espírito Santo”.

O Santo Padre acrescentou: “E esta paz está no meio das tribulações e segue em frente. Não é uma espécie de estoicismo, o que faz o faquir: não. É outra coisa”.

Francisco disse que Jesus, depois ter dado a paz aos seus discípulos, “oferece tudo à vontade do Pai e sofre, mas não falta o consolo de Deus”. E no Horto das Oliveiras “lhe apareceu um anjo do céu para consolá-lo”.

“A paz de Deus é uma paz real, que está na realidade da vida, que não nega a vida: a vida é assim. Há sofrimento, há os doentes, há tantas coisas ruins, há guerras… mas a paz de dentro, que é um dom, não se perde, mas se vai em frente carregando a Cruz e o sofrimento”.

“Uma paz sem Cruz não é a paz de Jesus: é uma paz que se pode comprar. Podemos fabricá-la nós mesmos. Mas não é duradoura: termina”, comentou.

O Pontífice afirmou que quando alguém fica com raiva diz que se “perde a paz”. Quando meu coração “fica turbado é porque não está aberto à paz de Jesus” e não é capaz de “levar a vida como ela vem, com as cruzes e as dores que vêm”.

Ao finalizar, Francisco convidou os fiéis a pedir a graça de “entrar no Reino de Deus através de muitas tribulações. A graça da paz, de não perder a paz interior”.

Por ACI Digital

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Dia de jejum e oração pela Síria convida a rezar por vítimas dos conflitos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dia-de-jejum-e-oracao-pela-siria-convida-a-rezar-por-vitimas-dos-conflitos/ Fri, 07 Apr 2017 14:08:29 +0000 http://teste.toqueto.com/dia-de-jejum-e-oracao-pela-siria-convida-a-rezar-por-vitimas-dos-conflitos.html A Caritas Italiana e a organização católica Pax Chirsti propõem, para a próxima quarta-feira, 12, um dia de jejum e oração pela Síria, na véspera do Tríduo Pascal. Será uma ocasião para não esquecer, para viver a paixão e a cruz de tantos inocentes no mistério da Paixão de Cristo, na luz da esperança da Páscoa.

No comunicado conjunto da Caritas Italiana e da Pax Christi recordam-se as palavras do Papa Francisco na Missa celebrada no Sacrário Militar de Redipuglia, em 13 de setembro de 2014. “Também hoje – havia dito o Santo Padre – as vítimas são tantas…Como é possível isso?”. “É possível – acrescentou o Pontífice – porque também hoje nos bastidores há interesses, planos geopolíticos, ganância por dinheiro e por poder, há a indústria das armas, que parece ser tão importante! E estes planejadores do terror, estes organizadores do confronto, bem como os empreendedores das armas, escreveram no coração: ‘que me importa?’”.

O comunicado reitera que toda guerra é crime, loucura, suicídio da humanidade, aventura sem retorno. “Estamos e continuamos com as vítimas não somente para ajudá-las a sobreviver à guerra, mas também para construir um futuro durável de paz, baseado na cultura da não-violência. Só graças aos jovens, a não-violência poderá finalmente voltar a florescer na sofredora nação síria”. Da mesma forma, os organismos se colocam ao lado das vítimas do Congo, Sudão do Sul e Iêmen, onde os bombardeios acontecem também com armas italianas.

A Síria sofre com a guerra civil há mais de seis anos. O conflito entre grupos rebeldes e o governo de Bashar Al-Assad, somado à presença de grupos extremistas como o Estado Islâmico, já causou centenas de mortos e refugiados, estabelecendo uma grande crise humanitária no país.

Nessa semana, na cidade de Idlib, pelo menos 100 pessoas morreram e 400 ficaram feridas em um ataque químico. Em resposta, os Estados Unidos atacaram a mesma base aérea que lançou o ataque químico.

“Falou-se do uso de armas químicas, de gás. Sabemos que na guerra a verdade é a primeira vítima, mas pedimos em alta voz que seja apurada. Enquanto isso, pedimos firme empenho para colocar fim a esta loucura, evitando o risco real de vício e resignação diante de uma terceira guerra mundial combatida em ‘pedaços’. Convidamos à oração pelas vítimas, mas também à indignação contra a guerra e as armas, incluindo aquelas nucleares”, conclui o comunicado.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano em italiano

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A cruz de Cristo e a nossa cruz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-cruz-de-cristo-e-a-nossa-cruz/ Thu, 06 Apr 2017 07:45:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45339 As palavras de Jesus que convida os discípulos a segui-lo ressoam de maneira especial nestes dias que nos aproximamos da celebração da sua Paixão, Morte e Ressurreição: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me” (Lc 9,23). A vida cristã é via crucis, iluminada pela luz da Ressurreição. Já compreendeu assim Paulo, quando expressou seu desejo de uma vida totalmente identificada com Cristo e, chegando ao extremo de “tornar-me semelhante a ele em sua morte” (Fl 3,10). A cruz não foi somente um “fim trágico” da vida de Jesus, mas a acompanhou durante toda a sua vida, como ele próprio anunciou aos seus discípulos, por três vezes: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto, e ressuscitar depois de três dias” (Mc 8,31). Pelos evangelhos podemos ver claramente a crescente oposição que Jesus encontrou da parte dos que tramaram sua morte. A cruz do Nazareno revela, ao mesmo tempo, a violência que foi descarregada sobre ele e o amor intenso que nele estava sempre presente.  

Na cruz, o pecado do mundo se evidencia, se escancara. Ela é, claramente, a consequência do mal pensado, orquestrado, com interesses.  Cada vez que contemplamos o Crucificado nos é recordada a injustiça humana, que mata o inocente. O pecado que se revelou na morte de Jesus, continua presente e se tornou um poder que governa as estruturas da sociedade humana.  Por isso, a paixão de Cristo revela a paixão do mundo, que continua na história: migrações forçadas, refugiados de guerras, sistema político-econômico que exclui e mata, projetos que desejam tirar os direitos dos menos favorecidos, indiferença diante do sofrimento do outro, crescente ódio ao invés do diálogo, violência familiar, violência no trânsito, projetos para descriminalizar a morte de indefesos no ventre materno, situação caótica das penitenciárias, depredação do meio ambiente, sem contar os pecados e violências pessoais. 

Porém, o que torna a morte de Jesus na cruz uma boa notícia é o modo como Ele a viveu. O que Jesus realizou na cruz é o resumo de sua vida. Em primeiro lugar, a resiliência, a persistência de Jesus diante da provação, do sofrimento, permanecendo fiel até o fim. Nossa geração precisa aprender o valor da perseverança e que o sofrimento, quando é consequência de uma opção de vida e de valores, tem sua razão de ser e faz parte da vida. Não esmorecer diante das dificuldades da vida. Em segundo lugar, a morte de Jesus na cruz estabelece um fato marcante para toda a história da humanidade: o ódio e a violência foram superados pelo amor; o círculo vicioso do mal foi vencido pelo bem. É possível amar e fazer o bem mesmo diante do mal. A cruz revela o que Jesus fez durante toda sua vida: perdoar. Conservou até o fim seu amor perdoador. Ao contemplar o Crucificado vemos que, em Jesus, Deus nos perdoa. Sua morte é redentora. Solidariamente, carregou o peso de nosso mal, nosso pecado e, assim, “pelas suas chagas fomos curados” (Is 53,5). Também, o Crucificado soube transformar a morte violenta que lhe foi imposta num ato de entrega. Fez de sua vida uma entrega ao Pai. Entrega-se totalmente ao Pai e a nós, atingindo sua perfeição na cruz. O modo como viveu e morreu mostra-nos que a chave da vida está na entrega de si. 

Enfim, é preciso deixar que o amor curador do Crucificado alcance nossa vida e nos transforme em construtores do bem, da vida, como “fonte de água que jorra para a vida eterna” (Jo 4,14). Somos abraçados e envolvidos pelos braços abertos de Cristo na cruz.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

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Papa Francisco: a cruz não é um enfeite para usar, mas o símbolo da fé cristã https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-a-cruz-nao-e-um-enfeite-para-usar-mas-o-simbolo-da-fe-crista/ Mon, 13 Mar 2017 08:06:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44823 Em suas palavras antes da oração do Ângelus neste domingo, o Papa Francisco convidou os fiéis que, na Quaresma, contemplar “com devoção a imagem do crucifixo”, porque não é um enfeite a mais para carregar, mas “é o símbolo da fé cristã, é o emblema de Jesus, morto e ressuscitado por nós”.

“A cruz cristã não é uma mobília da casa ou um ornamento a ser usado, mas a cruz cristã é uma recordação do amor com o qual Jesus se sacrificou para salvar a humanidade do mal e do pecado”, expressou o Santo Padre aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

Em suas palavras antes da oração mariana, Francisco refletiu sobre o Evangelho do segundo domingo da Quaresma, que relata o episódio da Transfiguração do Senhor.

Jesus “levou consigo três dos apóstolos, Pedro, Tiago e João. Ele subiu com eles uma alta montanha e lá aconteceu este singular fenômeno: o rosto de Jesus brilhou como o sol e suas vestes se tornaram brancas como a luz”.

Deste modo, indicou Francisco, “o Senhor fez resplandecer em sua própria pessoa a glória divina que se podia acolher com fé em sua pregação e em seus gestos milagrosos. E a transfiguração se acompanha, na montanha, da aparição de Moisés e Elias, ‘que conversam com Ele’”.

O Papa explicou que “a luminosidade que caracteriza este evento extraordinário simboliza sua finalidade: iluminar as mentes e os corações dos discípulos para que possam compreender claramente quem é seu Mestre”.

Esta luz, disse o Papa, ilumina toda a pessoa de Cristo, que quer preparar os seus frente ao que acontecerá em Jerusalém.

“Agora, decididamente a caminho de Jerusalém, onde deverá sofrer a condenação à morte por crucificação, Jesus quer preparar os seus para este escândalo muito forte para a fé deles e, ao mesmo tempo, anunciar sua ressurreição, manifestando-se como o Messias, o Filho de Deus”, assinalou.

“Na verdade, Jesus estava se mostrando um Messias diferente do esperado, daquele que imaginavam como seria o Messias: não um rei poderoso e glorioso, mas um servo humilde e desarmado; não um senhor de grande riqueza, sinal de bênção, mas como um homem pobre que não tem onde reclinar a cabeça; não um patriarca com uma numerosa descendência, mas um solteiro sem casa e sem ninho”.

“É realmente uma revelação de Deus de cabeça para baixo”, afirmou o Papa e indicou que “o sinal mais desconcertante” é a cruz.

“Mas, precisamente por meio da cruz, Jesus chegará à gloriosa ressurreição” e que será definitiva. “Jesus transfigurado no Monte Tabor quis mostrar aos seus discípulos a sua glória, não para evitar a eles que passassem pela cruz, mas para indicar aonde leva a cruz. O que morre com Cristo, com Cristo ressuscitará. E a cruz é a porta da ressurreição. Quem luta junto a Ele, com Ele triunfará”, afirmou.

Francisco disse que “esta é a mensagem de esperança que a cruz de Jesus contém, exortando à fortaleza em nossa existência”.

Por isso, incentivou os cristãos a, neste tempo de Quaresma, contemplar “com devoção a imagem do crucifixo, Jesus na cruz: esse é o símbolo da fé cristã, é o emblema de Jesus, morto e ressuscitado por nós. Façamos de modo que a cruz marque as etapas de nosso caminho quaresmal para compreender sempre mais a gravidade do pecado e o valor do sacrifício com o qual o Redentor nos salvou, a todos nós”.

“A Virgem Santa soube contemplar a glória de Jesus escondida na sua humanidade. Que Ela nos ajude a estar com Ele na oração silenciosa, a deixar-se iluminar pela sua presença, para levar no coração, através das noites escuras, um reflexo da sua glória”, concluiu.

Por ACI Digital

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Exercícios espirituais: morte de Jesus, verdadeira porque escandalosa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/exercicios-espirituais-morte-de-jesus-verdadeira-porque-escandalosa/ Thu, 09 Mar 2017 15:27:24 +0000 http://teste.toqueto.com/exercicios-espirituais-morte-de-jesus-verdadeira-porque-escandalosa.html Da Cruz, Cristo oferece o lado do qual brotarão água e sangue “para o perdão dos pecados”. Essa é uma das passagens da sétima meditação de Pe. Giulio Michelini, durante os Exercícios espirituais propostos ao Papa e à Cúria Romana.

Em andamento desde domingo passado na Casa Divino Mestre de Ariccia, nas proximidades de Roma, o Retiro espiritual quaresmal do Papa e da Cúria Romana chega esta quinta-feira (10/09) a seu penúltimo dia.

Um olhar de “amor profundo” a Cristo crucificado. O frade menor o evocou na reflexão matutina, detendo-se sobre a morte do Messias narrada no Evangelho segundo São Mateus. Uma morte “real”, não “aparente”, esclareceu imediatamente o pregador franciscano.

“Não somente os discípulos têm dificuldade de acreditar que tenha voltado à vida, e isso é verdade; mas isso é possível propriamente porque morreu verdadeiramente.”

E os detalhes que descrevem a morte de Jesus são tão “incômodos”, tão cruentos, como por exemplo o grito na Cruz, que fazem parte daqueles que são habitualmente definidos “critérios de desconcerto”, que nos levam a dizer que tais particulares não podem ter sido criadas: efetivamente, foram escritas porque dizem realmente “algo daquilo que aconteceu”.

Em primeiro lugar, deve ser analisado “o sentido de abandono que Jesus viveu na Cruz” – quando pronuncia: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes” – agravado pela incompreensão “por parte de quem está assistindo ao espetáculo cruento” da Paixão de Cristo.

Há quem acredite que Jesus estivesse chamando Elias, explicou o franciscano repercorrendo os Evangélicos sinóticos:

“Quem podia ser Elias, que Jesus invocava? Claro, o profeta que teria voltado: mas o que poderia ter feito? Fazê-lo descer da Cruz? Ou talvez, como se dizia – e lemos nos Evangelhos –, Elias já tinha vindo e era o Batista? Da Cruz, Jesus chamava talvez seu amigo? Evidentemente se trata de um grande mal-entendido: Jesus não está pedindo ajuda a Elias e nem mesmo ao Batista; Jesus está – com um grito – chamando o Pai. Mas o Pai silencia.”

Propriamente o fato de o Pai não intervir é “outro elemento desconcertante de toda a narração da morte de Jesus”, explicou Pe. Michelini. Em todo caso, o sentimento que Cristo está vivendo, o sentimento de abandono da parte do Pai é algo real e tão “escandaloso” que resulta difícil ser inventado.

Jesus “se lamenta” não porque se sinta abandonado por Deus ou pela dor, mas porque suas forças físicas “vacilam”. No entanto, dois Evangelhos, o de João e o de Lucas, não trazem o grito de Cristo: é “por demais escandaloso”, ressaltou o pregador dos Exercícios espirituais.

A “última tortura” para Jesus é que não seja compreendido “nem mesmo estando na Cruz”: é “algo desconcertante”, é “incompreendido”, disse Pe. Michelini.

Por que acaba sendo incompreendido? – perguntou-se o pregador, recorrendo a uma experiência pessoal: o colóquio tido com um casal em que a mulher através de mensagens no celular dele havia descoberto a traição do marido.

Duas pessoas que carregavam consigo “uma grande ferida”, o adultério: “no fundo, aquele era o problema que os impedia de compreender-se reciprocamente”, disse o frade menor. Jesus, refletiu o pregador, quando pode, intervém para “explicar e explicar novamente”. Mas da Cruz “não consegue explicar mais nada”:

“Naturalmente, sabemos que a Cruz explica tudo. Mas Jesus não pode nem mesmo mais dizer porque está chamando o Pai e não está chamando Elias. Pode fazer somente uma coisa: confiar-se ao Espírito que efetivamente doará, para que seja o Espírito a explicar aquilo que não tinha conseguido fazer entender. Ou então, terá que esperar ressurgir e estar com seus discípulos, deter-se com eles à mesa durante 40 dias –diz o início dos Atos dos Apóstolos – para acompanhar os discípulos segurando-os pelas mãos, eles que não entendem.”

Em seguida, o pregador dos Exercícios espirituais recordou que “além” desta última tortura, há também a “lança do centurião”. E repropôs o episódio de Cafarnaum: outro centurião “provavelmente armado” se dirige a Jesus porque mortificado com a enfermidade de um “filho” ou um “servo” seu”. E Cristo não lhe nega “um gesto de amor”:

“Ora, segundo algumas importantes testemunhas textuais de Mateus, Cristo foi morto propriamente com o golpe da lança de um soldado. Jesus ofereceu a outra face aos soldados, como havia ensinado no sermão da montanha: havia dado sua disponibilidade ao centurião de Cafarnaum. Agora, da Cruz, podia somente oferecer seu lado do qual brotará água e sangue, para o perdão dos pecados.”

Em seguida, examinou a passagem do Evangelho segundo São Mateus que explica que o golpe de lança foi dado “antes” da morte de Jesus e não depois, como no Evangelho segundo São João. Embora – observou o pregador – tenha acabado por prevalecer na Igreja a interpretação do quarto Evangelho: o golpe de lança “após” a morte do Senhor.

Por fim, a meditação deteve-se sobre as mulheres presentes na cena da crucifixão. Segundo Mateus, são “muitas”, entre as quais Maria “mãe de Tiago e José”; para alguns essa figura é a “Mãe do Senhor”, que está presente “aos pés da Cruz” como no Evangelho segundo São João:

“Talvez também aqui, como alguns notaram, o evangelista Mateus – que poderia até mesmo ter inspirado João – queira dizer que Ela está presente, mas num modo muito oblíquo, até mesmo com um realce, uma estratégia retórica não chamando-a ‘a Mãe do Senhor’, mas ‘Maria, a mãe de Tiago e de José’. Por qual motivo? Alguém escreveu – é uma hipótese interessante – que Maria, a Mãe de Jesus, não é mais simplesmente Ela e Jesus, não é mais simplesmente o Filho e Maria. Como depois Maria, no Evangelho segundo São João, não será mais simplesmente a Mãe de Jesus, mas a Mãe do discípulo amado e, portanto, Mãe da Igreja. Do mesmo modo Maria, na Paixão narrada por São Mateus, está presente e seria, porém, a mãe de Tiago e de José, isto é, de seus irmãos: e, por conseguinte, também para nós, para este Evangelho, a Mãe da Igreja.”

Por fim, o pregador dos Exercícios espirituais convidou a perguntar-se se, devido a “fechamentos” ou por orgulho, não se entendem os outros, não tanto porque as coisas que dizem “são pouco claras”, mas simplesmente porque “não querem compreender”.

Em seguida, pediu que se busque compreender se existe um “defeito” na comunicação com os outros, exortando a “melhorá-la”, crescendo “na humildade”, e a perguntar-se se se consegue “colher a presença de Deus” também no “ordinário do cotidiano” ou no “olhar do outro”.

Por Rádio Vaticano

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