crucifixo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png crucifixo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa recomenda olhar Cristo ensanguentado para superar momentos escuros https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-recomenda-olhar-cristo-ensanguentado-para-superar-momentos-escuros/ Tue, 20 Mar 2018 12:26:45 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-recomenda-olhar-cristo-ensanguentado-para-superar-momentos-escuros.html A partir da primeira leitura desta terça-feira, 20 de março, na qual são narradas as penúrias do povo de Israel após a fuga do Egito, o Papa Francisco explicou na Missa celebrada na Casa Santa Marta como olhar para Cristo ensanguentado na cruz pode ajudar a superar os momentos de desilusão no caminho de conversão que, inclusive, podem incitar na lama sentimentos de rejeição a Deus.

O povo de Israel, apesar de tudo o que tinham recebido de Deus, o maná quando lhes faltava o que comer, a água quando lhes faltava o que beber, mostrou sua rejeição a Moisés e a Deus quando chegaram à fronteira com a terra de Caná e comprovaram que estava habitada por um povo poderoso fortemente armado.

O Santo Padre explicou que “o povo não suportou a viagem”, assim como as pessoas “iniciam uma vida para seguir o Senhor, para estar perto do Senhor, mas chegam a certo ponto em que as provações parecem superá-las”.

Chega-se, então, a um momento em que a pessoa diz “chega! Eu paro e volto para trás”. E pensa no passado com remorso: “Quanta carne, quantas cebolas, quantas coisas boas comiam ali”, em referência à nostalgia que, em um momento concreto, alguns israelitas sentiram da escravidão no Egito.

“Essas são as ilusões que o diabo traz: mostra o lado bom de algo que você deixou, do qual você se converteu no momento da desolação do caminho, quando você ainda não chegou à promessa do Senhor”.

O Bispo de Roma comparou esta situação com o caminho da Quaresma. “Sim, podemos pensar assim; conceber a vida como uma Quaresma: sempre existem as provações e as consolações do Senhor, tem o maná, a água, existem os pássaros que nos dão de comer… mas aquela comida era melhor. Mas não se esqueça de que comia à mesa da escravidão”.

Essa tentação que os israelitas experimentaram no deserto é a mesma que afeta qualquer pessoa quando se quer seguir o Senhor, mas fica preso. O erro, quando isso acontece, é “criticar Deus e envenenar a alma” porque acha que Deus não quer ajudar.

O Papa seguiu explicando o significado da primeira leitura e, especificamente, da cena em que Deus envia serpentes que começam a morder os israelitas que tinham murmurado contra Ele. Então, Moisés intercede por eles e o Senhor ordena que faça uma serpente de bronze e que a coloque no alto de uma haste. Todo aquele que tivesse sido mordido e olhasse para a serpente de bronze, ficaria curado.

Longe de ser um elemento de idolatria, o Santo Padre assinalou que a serpente de bronze sobre a haste é um elemento profético: “É a figura de Cristo sobre a cruz”.

“Está aqui a chave da nossa salvação, a chave da nossa paciência no caminho da vida, a chave para superar os nossos desertos: olhar o crucifixo. Olhar Cristo crucificado”.

Por isso, o Pontífice convidou a, nos momentos de dificuldade no caminho, “olhar o crucifixo”, “olhar as chagas”. Em concreto, convidou a olhar os crucifixos “feios”, mas “realistas”. “Porque os artistas fizeram crucifixos bonitos, artísticos”, ao que “nem sempre é mundanidade”, porque assim o artista pretende mostrar “a glória da cruz, a glória da ressurreição”.

Mas, para os momentos em que se sente desfalecer no caminho, o Papa recomendou olhar os crucifixos que mostram Cristo coberto de sangue, em vez daqueles em que se mostra a glória. E, depois, contemplar a glória da ressurreição.

O Bispo de Roma finalizou a homilia fazendo uma recomendação: “Ensinem seus filhos a olhar para o crucifixo e para a glória de Cristo. Mas nós, nos maus momentos, em momentos difíceis, envenenados um pouco por ter dito em nossos corações qualquer desilusão contra Deus, olhemos para as feridas”.

Leitura comentada pelo Papa Francisco:

Nm 21,4-9

Naqueles dias, 4os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom.

Durante a viagem, o povo começou a impacientar-se, 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”.

6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”.

Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente abrasadora e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.

Por ACI Digital

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Papa Francisco: a cruz não é um enfeite para usar, mas o símbolo da fé cristã https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-a-cruz-nao-e-um-enfeite-para-usar-mas-o-simbolo-da-fe-crista/ Mon, 13 Mar 2017 08:06:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44823 Em suas palavras antes da oração do Ângelus neste domingo, o Papa Francisco convidou os fiéis que, na Quaresma, contemplar “com devoção a imagem do crucifixo”, porque não é um enfeite a mais para carregar, mas “é o símbolo da fé cristã, é o emblema de Jesus, morto e ressuscitado por nós”.

“A cruz cristã não é uma mobília da casa ou um ornamento a ser usado, mas a cruz cristã é uma recordação do amor com o qual Jesus se sacrificou para salvar a humanidade do mal e do pecado”, expressou o Santo Padre aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

Em suas palavras antes da oração mariana, Francisco refletiu sobre o Evangelho do segundo domingo da Quaresma, que relata o episódio da Transfiguração do Senhor.

Jesus “levou consigo três dos apóstolos, Pedro, Tiago e João. Ele subiu com eles uma alta montanha e lá aconteceu este singular fenômeno: o rosto de Jesus brilhou como o sol e suas vestes se tornaram brancas como a luz”.

Deste modo, indicou Francisco, “o Senhor fez resplandecer em sua própria pessoa a glória divina que se podia acolher com fé em sua pregação e em seus gestos milagrosos. E a transfiguração se acompanha, na montanha, da aparição de Moisés e Elias, ‘que conversam com Ele’”.

O Papa explicou que “a luminosidade que caracteriza este evento extraordinário simboliza sua finalidade: iluminar as mentes e os corações dos discípulos para que possam compreender claramente quem é seu Mestre”.

Esta luz, disse o Papa, ilumina toda a pessoa de Cristo, que quer preparar os seus frente ao que acontecerá em Jerusalém.

“Agora, decididamente a caminho de Jerusalém, onde deverá sofrer a condenação à morte por crucificação, Jesus quer preparar os seus para este escândalo muito forte para a fé deles e, ao mesmo tempo, anunciar sua ressurreição, manifestando-se como o Messias, o Filho de Deus”, assinalou.

“Na verdade, Jesus estava se mostrando um Messias diferente do esperado, daquele que imaginavam como seria o Messias: não um rei poderoso e glorioso, mas um servo humilde e desarmado; não um senhor de grande riqueza, sinal de bênção, mas como um homem pobre que não tem onde reclinar a cabeça; não um patriarca com uma numerosa descendência, mas um solteiro sem casa e sem ninho”.

“É realmente uma revelação de Deus de cabeça para baixo”, afirmou o Papa e indicou que “o sinal mais desconcertante” é a cruz.

“Mas, precisamente por meio da cruz, Jesus chegará à gloriosa ressurreição” e que será definitiva. “Jesus transfigurado no Monte Tabor quis mostrar aos seus discípulos a sua glória, não para evitar a eles que passassem pela cruz, mas para indicar aonde leva a cruz. O que morre com Cristo, com Cristo ressuscitará. E a cruz é a porta da ressurreição. Quem luta junto a Ele, com Ele triunfará”, afirmou.

Francisco disse que “esta é a mensagem de esperança que a cruz de Jesus contém, exortando à fortaleza em nossa existência”.

Por isso, incentivou os cristãos a, neste tempo de Quaresma, contemplar “com devoção a imagem do crucifixo, Jesus na cruz: esse é o símbolo da fé cristã, é o emblema de Jesus, morto e ressuscitado por nós. Façamos de modo que a cruz marque as etapas de nosso caminho quaresmal para compreender sempre mais a gravidade do pecado e o valor do sacrifício com o qual o Redentor nos salvou, a todos nós”.

“A Virgem Santa soube contemplar a glória de Jesus escondida na sua humanidade. Que Ela nos ajude a estar com Ele na oração silenciosa, a deixar-se iluminar pela sua presença, para levar no coração, através das noites escuras, um reflexo da sua glória”, concluiu.

Por ACI Digital

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