Cristo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Cristo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Reflexão de Advento: "Cristo é o centro do meu tempo?" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/reflexao-de-advento-cristo-e-o-centro-do-meu-tempo/ Fri, 22 Dec 2017 15:19:34 +0000 http://teste.toqueto.com/reflexao-de-advento-cristo-e-o-centro-do-meu-tempo.html Nesta sexta-feira (22/12), o Pregador capuchino Frei Raniero Cantalamessa propôs ao Papa Francisco e a seus colaboradores a sua segunda e última meditação do tempo de Advento.

Na capela Redemptoris Mater, no Vaticano, Frei Cantalamessa intitulou a reflexão “Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre”, iniciando-a com ‘a onipresença de Cristo no tempo’.

Cristo e o tempo

“Cristo, afirmou o pregador, está no mundo, mas não é do mundo; está na história e no tempo, mas transcende a história e o tempo. Não é uma presença abstrata e uniforme, pois atua de modo diferenciado nas diversas fases da história da salvação”.

Cristo: figura, evento e sacramento

“Ele está presente no Antigo Testamento como figura, está presente no Novo Testamento como evento e está presente no tempo da Igreja como sacramento. A figura anuncia, antecipa e prepara o evento, enquanto o sacramento o celebra, o torna presente, o atualiza e, em certo sentido, o prolonga”.  

A constatação de que Cristo é reconhecido como o pivô e o eixo do tempo não deve ser para um cristão um motivo de orgulho e triunfalismo, mas uma oportunidade para um exame de consciência. Frei Cantalamessa sugeriu as seguintes questões:

“Cristo também é o centro da minha vida, da minha pequena história pessoal? Do meutempo? Ele ocupa um lugar central apenas na teoria, ou também de fato?”

“Cristo não é apenas o centro, ou o baricentro, da história humana, aquele que, com a sua vinda, cria um antes e um depois no passar do tempo: Ele também é aquele que preenche todos os momentos deste tempo; é “a plenitude”, também no sentido ativo que enche de si a história da salvação: primeiro como figura, depois como evento e, finalmente, como sacramento.

O encontro que muda a vida

Conduzindo a reflexão ao plano pessoal, o capuchinho afirmou que isso significa que Cristo também deve preencher nosso tempo: “Preencher de Jesus mais instantes possíveis da própria vida não é um programa impossível, não é uma questão de passar todo o tempo pensando em Jesus, mas de “perceber” sua presença, abandonando-se à sua vontade”.

E mencionou um exemplo prático e vivido recentemente por ele mesmo, quando em uma viagem, ficou algum tempo sem conexão à internet até consegui-la, finalmente. “E o que é essa conexão em comparação com aquela que se realiza quando alguém se “conecta” pela fé com Jesus Ressuscitado e vivo? No primeiro caso, a pessoa se abre para um pobre e trágico mundo dos homens; aqui, a pessoa se abre ao mundo de Deus, porque Cristo é a porta, é o caminho que conduz à Trindade e ao infinito”.

Chegando à conclusão, o Frei afirmou:

“ Diante de Deus, o melhor momento da vida não é o mais cheio de possibilidades e atividades, mas o tempo mais repleto de Cristo porque esse já se insere na eternidade”.

Pensando já no que vem, quando os jovens estarão no centro da atenção da Igreja com o sínodo sobre “Os jovens e a fé”, propôs que os ajudemos “a preencher de Cristo a sua juventude, oferecendo-lhes o dom mais bonito”.

Por Vatican News

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I Pregação de Advento: "Que lugar ocupa Cristo no universo?" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/i-pregacao-de-advento-que-lugar-ocupa-cristo-no-universo/ Fri, 15 Dec 2017 12:54:53 +0000 http://teste.toqueto.com/i-pregacao-de-advento-que-lugar-ocupa-cristo-no-universo.html O Papa Francisco e seus colaboradores mais próximos participaram na manhã de sexta-feira (15/12) da primeira pregação do Advento 2017, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano. O pregador oficial do Vaticano, o capuchinho Raniero Cantalamessa, é o autor dos sermões semanais, e este teve como tema “Tudo foi criado por Ele e para Ele; Cristo e a criação”.

As meditações do Advento deste ano têm como proposta recolocar a pessoa divina-humana de Cristo no centro dos dois grandes componentes que, em conjunto, constituem “o real”, isto é: o cosmos e a história, o espaço e o tempo, a criação e o homem. O objetivo final é colocar Cristo “no centro” de nossa vida pessoal e de nossa visão de mundo, no centro das três virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade.

Cristo e o cosmos, Criação e encarnação

Como primeira meditação, Frei Cantalamessa sugeriu a reflexão sobre o relacionamento entre Cristo e o cosmos. “No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas”  (Gn 1, 1-2).  Segundo ele, esta relação, entre criação e encarnação está bem expressa no Livro do Gênesis e na encíclica Laudato si’.

“É uma questão de saber qual lugar ocupa a pessoa de Cristo em todo o universo”, afirmou, questionando: “Existe, então, algo que nos permita escapar do perigo de fazer de Cristo “um intruso ou uma pessoa deslocada na esmagadora e hostil imensidão do Universo”? Em outras palavras, Cristo tem algo a dizer sobre o problema urgente da ecologia e da salvaguarda da criação, ou isso é totalmente marginal a ele, como um problema que afeta quando muito a teologia, mas não a cristologia?

O Espírito Santo é a força misteriosa que impele a criação para a sua realização. Ele que é “o princípio da criação das coisas”, é também o princípio da sua evolução no tempo. Na verdade, isso não é outra coisa senão a criação que continua. Em outras palavras, o Espírito Santo é aquele que, por sua natureza, tende a fazer a criação passar do caos ao cosmos, a fazer disso algo bonito, limpo: um “mundo” precisamente, de acordo com o significado original desta palavra.

Como Cristo atua na criação

O frei capuchinho levantou ainda uma questão: Cristo tem algo a dizer sobre os problemas práticos que o desafio ecológico coloca para a humanidade e para a Igreja? Em que sentido podemos dizer que Cristo, trabalhando através do seu Espírito, é o elemento-chave para um ecologismo cristão saudável e realista?

“Penso que sim”, respondeu Frei Cantalamessa. “Cristo desempenha um papel decisivo também nos problemas concretos da proteção da criação, mas o faz indiretamente, trabalhando no homem e – através do homem – na criação”. Acontece como no início da criação: Deus cria o mundo e confia a custódia e a salvaguarda ao homem.  

Como agir global e localmente

 Como todas as coisas, também o cuidado da criação tem dois níveis: o nível global e o nível local. Um slogan moderno convida a pensar globalmente, mas agir localmente: Think globally, act locally. Isso quer dizer que a conversão deve começar do indivíduo, isto é, de cada um de nós. Francisco de Assis costumava dizer aos seus frades: “Nunca fui um ladrão de esmolas, pedindo-as ou usando-as além da necessidade. Peguei sempre menos do que eu precisava, para que os outros pobres não fossem privados de sua parte; porque, de outra forma, seria roubar”.(14)

Hoje esta regra poderia ter uma aplicação muito útil para o futuro da Terra. Também nós devemos propor-nos: não ser ladrões de recursos, usando-os mais do que o necessário e retirando-os, assim, daqueles que virão depois de nós. Em primeiro lugar, nós que trabalhamos normalmente com o papel, poderíamos tentar não contribuir com o desperdício enorme e desconsiderado que é feito desta matéria-prima, privando assim a mãe terra de uma árvore menos.

Sobriedade e parcimônia, para que todos tenham

O Natal é um forte chamado a esta sobriedade e parcimônia no uso das coisas. Quem nos dá o exemplo é o próprio Criador que, tornando-se homem, se satisfez com um estábulo para nascer. ..”

Todos nós, crentes e não-crentes, somos chamados a comprometer-nos com o ideal da sobriedade e do respeito pela criação, mas nós, cristãos, devemos fazê-lo por uma razão e com uma intenção a mais e diferente. Se o Pai Celestial fez tudo “por meio de Cristo e em vista de Cristo”, também nós devemos tentar fazer tudo assim: “por meio de Cristo e em vista de Cristo”, isto é, com sua graça e para a sua glória. Também o que fazemos neste dia.

Por Rádio Vaticano

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Uma verdade para todo homem e para a história https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/uma-verdade-para-todo-homem-e-para-a-historia/ Mon, 07 Aug 2017 11:17:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47698 Caros amigos, a Eucaristia é um tesouro inexaurível de graça e vida cristã. Precisamos conhecê-la melhor, para melhor vivê-la e melhor “comunicá-la”.

Na transmissão da Boa Nova ao mundo, objeto próprio da missão, a Eucaristia aparece como um verdadeiro “critério de valorização de tudo o que o cristão encontra nas diversas expressões culturais” (Sacramentum Caritatis, 78).

Sabemos que Jesus Cristo viveu em um tempo e lugar concretos e aí pregou a Boa Nova; os apóstolos transmitiram posteriormente esta mensagem a outros povos, num primeiro movimento de “inculturação do Evangelho”. A Santa Igreja continuamente experimentou, e experimenta, em sua história esta mesma tarefa.

Na verdade, a “inculturação” não só é necessária para que a Palavra de Deus ganhe espaço em sociedades estranhas ao cristianismo, mas também se faz urgente em nossos países de maioria cristã. Também eles precisam passar por uma nova evangelização com novos meios e novo ardor. Para tanto, um critério que não pode ser esquecido é que a medida desta adaptação será sempre o Mistério de Cristo, e não uma cultura determinada ou uma ideologia. O Sínodo sobre a Eucaristia do ano de 2005 nos ensinou que: “O mistério eucarístico nos põe em diálogo com as várias culturas, mas também as desafia”. (Idem). Poderíamos, então, nos perguntar: De que modo as desafia?

Assim o explica o Concílio Vaticano II: “A boa nova de Cristo restaura constantemente a vida e a cultura do homem decaído, combate e remove os erros e os males decorrentes da sempre ameaçadora sedução do pecado. Purifica e eleva incessantemente os costumes dos povos. Com as riquezas do alto ele fecunda, como que por dentro, as riquezas do espírito e os dotes de cada povo e de cada idade, fortifica-os, aperfeiçoa-os e restaura-os em Cristo. Deste modo a Igreja, cumprindo a própria missão, por isso mesmo estimula a civilização humana e contribui para ela, e, por sua ação, também litúrgica, educa o homem para a liberdade interior”. (GS, 58). E ainda: “a cultura deve estar subordinada à perfeição integral da pessoa humana, ao bem da comunidade e da humanidade inteira” (Idem, 59).

Assim, nossa missão não é propagar um modelo determinado, mas evangelizar as culturas e os corações, para que todos cheguem à perfeição em Cristo. “Temos a obrigação de promover convictamente a evangelização das culturas, na certeza de que o próprio Cristo é a verdade de todo homem e da história humana inteira”. (Sacramentum Caritatis, 78).

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo  de Nova Friburgo (RJ)

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Papa adverte: cuidado ao escutar outras vozes que não sejam a do Bom Pastor https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-adverte-cuidado-ao-escutar-outras-vozes-que-nao-sejam-a-do-bom-pastor/ Mon, 08 May 2017 08:04:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46124 Depois da ordenação de 10 novos sacerdotes na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco presidiu a oração do Regina Coeli e advertiu sobre ouvir a voz de falsas sabedorias que não são as do Bom Pastor.

“Às vezes, racionalizamos muito a fé e corremos o risco de perder a percepção do timbre daquela voz, da voz de Jesus, Bom Pastor, que estimula, que fascina”. Para Jesus, “nunca somos estranhos, mas amigos e irmãos”, disse o Papa.

Entretanto, “nem sempre é fácil distinguir a voz do bom pastor. Existe sempre o perigo do ladrão, do bandido e do falso pastor”, advertiu

“Existe o risco de ser distraído pelo som de outras vozes”, por isso, “hoje somos convidados a não nos deixar distrair por falsas sabedorias deste mundo, mas seguir Jesus, Ressuscitado, como única guia segura que dá sentido à nossa vida”.

O Papa explicou que no Evangelho se apresentam duas imagens: a do pastore a da porta do redil. “O rebanho, que somos todos nós, tem como moradia um redil que serve de refúgio, onde as ovelhas vivem e descansam após o cansaço do caminho. E o redil tem um recinto com uma porta, onde há um guardião”.

“Várias pessoas se aproximam do rebanho. Há quem entra no recinto pela porta e quem sobe por outro lado. O primeiro é o pastor, o segundo um estranho que não ama as ovelhas, que quer entrar, mas por outros interesses. Jesus se identifica com o primeiro e manifesta uma relação de familiaridade com as ovelhas, expressa através da voz, com a qual chama e que elas reconhecem e seguem”.

“Cristo, Bom Pastor, tornou-se a porta da salvação da humanidade, porque ofereceu a sua vida pelas ovelhas. Jesus, bom pastor e porta das ovelhas, é um chefe cuja autoridade se expressa no serviço, um chefe que, para comandar, doa a vida e não pede aos outros para sacrificá-la”, acrescentou.

“É possível confiar em um chefe assim, como as ovelhas que escutam a voz do seu pastor, porque sabem que ele leva a campos bons e abundantes. Basta um sinal, um chamado, que elas o seguem, obedecem, caminham em direção da voz daquele que ouvem como presença amiga, forte e doce, que conduz e protege, consola e cuida”.

“Assim é Cristo para nós”, destacou o Papa. “Há uma dimensão da experiência cristã que talvez deixamos um pouco de lado: a dimensão espiritual e afetiva, o sentirmo-nos ligados por um vínculo especial ao Senhor como as ovelhas ao seu pastor”.

Por último, o Papa pediu que a Virgem Maria “acompanhe os dez novos sacerdotes que ordenei há pouco e sustente com sua ajuda os que são chamados, para que estejam dispostos e sejam generosos ao seguir sua voz”.

Por ACI Digital

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O cristianismo é vida e alegria porque Cristo ressuscitou, diz Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/o-cristianismo-e-vida-e-alegria-porque-cristo-ressuscitou-diz-papa-francisco/ Wed, 19 Apr 2017 12:22:19 +0000 http://teste.toqueto.com/o-cristianismo-e-vida-e-alegria-porque-cristo-ressuscitou-diz-papa-francisco.html Como não poderia ser diferente, o Papa Francisco dedicou a catequese da Audiência Geral à Páscoa: “Cristo ressuscitado, nossa esperança” foi o tema escolhido, com o qual incentivou a ver Cristo Ressuscitado diante dos fracassos da vida e assinalou que o cristianismo é alegria, surpresa e vida.

O cristianismo “não é tanto a nossa busca em relação a Deus, mas a busca de Deus em relação a nós. Jesus nos tomou, nos agarrou e nos conquistou, para não nos deixar jamais. O cristianismo é graça, é surpresa, e por esse motivo pressupõe um coração capaz de receber maravilhas”.

“Aqui está felicidade, alegria e vida, onde todos pensavam que existisse somente tristeza, derrotas e trevas. Deus faz crescer suas flores mais belas em meio às pedras mais áridas”, acrescentou.

Em seguida, Francisco disse: “se olhando para nossa vida vemos que somamos tantos insucessos… na manhã de Páscoa podemos fazer como aquelas pessoas das quais nos fala o Evangelho: ir até o sepulcro de Jesus, ver a grande pedra que foi removida e pensar que Deus está realizando por mim, por todos nós, um futuro inesperado”.

Para sua catequese, o Pontífice se baseou na primeira carta de São Paulo aos Coríntios na qual fala da ressurreição. “Falando aos seus cristãos, Paulo parte de um dado incontestável, que não é resultado de uma reflexão de qualquer homem sábio, mas um fato, um simples fato que interveio na vida de algumas pessoas”.

“O cristianismo nasce daqui. Não é uma ideologia, não é uma corrente filosófica, mas um caminho de fé que parte com um evento testemunhado pelos primeiros discípulos de Jesus”.

“A fé nasce da ressurreição” e “aceitar que Cristo morreu, e morreu crucificado, não é um ato de fé”. Entretanto, “crer que ressuscitou sim é”.

“A nossa fé nasce na manhã de Páscoa” e São Paulo “faz um elenco de pessoas às quais Jesus ressuscitado aparece. Temos aqui uma pequena síntese de todas as narrações pascais e de todas as pessoas que entraram contato com o Ressuscitado”.

O último precisamente é ele mesmo, Paulo, “como o menos digno de todos” e que utiliza a expressão “como um aborto”. O Pontífice recordou que Paulo se autodenomina assim “porque sua história pessoal é dramática: ele era um perseguidor da Igreja, orgulhoso das próprias convicções; sentia-se um homem poderoso, com uma ideia muito clara do que era a vida com seus deveres”.

Mas, “um dia aconteceu o que era absolutamente imprevisível: o encontro com Jesus Ressuscitado, no caminho de Damasco”.

“Ser cristãos significa não partir da morte, mas do amor de Deus por nós, que derrotou a nossa grande inimiga. Deus é maior do que o nada, e basta somente uma vela acesa para vencer a mais escura das noites”.

Francisco explicou, então, que isso “é o núcleo central da fé”. “Se, de fato, tudo tivesse terminado com a morte, nele teríamos um exemplo de dedicação suprema, mas isto não poderia gerar a nossa fé”.

Por ACI Digital

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Papa Francisco: Cristo é o irmão forte que cuida de nós https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-cristo-e-o-irmao-forte-que-cuida-de-nos/ Wed, 22 Mar 2017 12:47:32 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-cristo-e-o-irmao-forte-que-cuida-de-nos.html O Papa Francisco afirmou que os fortes devem proteger os fracos seguindo o exemplo de Cristo, que é “irmão forte que cuida de cada um de nós”.

Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, o Santo Padre continuou refletindo sobre as cartas de São Paulo nas quais o Apóstolo explica em que consiste a esperança cristã.

Francisco refletiu sobre as palavras do Apóstolo quando diz que “nós que somos fortes, devemos suportar a fraqueza dos fracos e não procurar o que nos agrada”.

“Esta expressão, ‘nós que somos fortes’ – explicou o Pontífice –, pode parecer presunçosa, mas na lógica do Evangelho sabemos que não é assim, é justamente o contrário, pois sabemos que a nossa força não vem de nós, mas do Senhor”.

“Quem experimenta na própria vida o amor fiel de Deus e a sua consolação é capaz, ou melhor, tem a obrigação de estar próximos aos fiéis mais frágeis, assumindo as suas fragilidades. E pode fazer isto sem autossatisfação, mas sentindo-se simplesmente como um ‘canal’ que transmite os dons do Senhor; e assim se torna concretamente um ‘semeador’ de esperança”.

Francisco assinalou que “se permanecemos próximos ao Senhor, teremos a necessária fortaleza para permanecer próximos aos mais fracos, aos mais necessitados, e consolá-los e dar-lhes força. E com essa força, Deus nos pede para sermos semeadores de esperança”.

Entretanto, o Bispo de Roma negou que São Paulo esteja falando de “cristãos de primeira” e “cristãos de segunda”.

“O fruto deste estilo de vida não é uma comunidade em que alguns são de ‘série A’, isto é os fortes, e outros de ‘série B’, isto é, os fracos”. De fato, Francisco recordou que “também o ‘forte’ experimenta, cedo ou tarde, a fragilidade e tem necessidade do conforto dos outros; e vice-versa, na fraqueza se pode sempre oferecer um sorriso ou uma mão ao irmão em dificuldade”.

“Tudo isso é possível se somente se coloca no centro Jesus e a sua Palavra. Porque Ele é forte, Ele é o que te dá a fortaleza, a paciência, a esperança, a consolação. Ele é o irmão forte que se cuida de cada um de nós”.

“Perseverança” e “consolação” são os dois pontos centrais do fragmento da Carta de São Paulo aos Romanos. “Qual é o seu significado mais profundo, mais verdadeiro? E de que modo ilumina a realidade da esperança?”, perguntou-se.

“Podemos definir a perseverança como a paciência: é a capacidade de suportar, permanecer fiel, mesmo quando o peso que devemos suportar parece demasiado grande, insustentável, e somos tentados a julgar negativamente e a abandonar tudo e todos”.

“A consolação, ao contrário, é a graça de saber perceber e manifestar em todas as circunstâncias, mesmo quando marcadas pela decepção e sofrimentos, a presença e a ação compassiva de Deus”.

Nesse sentido, “São Paulo nos recorda que a perseverança e a consolação nos são transmitidas de modo particular pelas Escrituras, pela Bíblia. De fato, a Palavra de Deus, em primeiro lugar, nos leva a dirigir o olhar para Jesus, a conhecê-lo melhor e a nos assemelharmos sempre mais a Ele”.

“Em segundo lugar, a Palavra nos revela que o Senhor é verdadeiramente ‘o Deus da perseverança e da consolação’, que permanece sempre fiel ao seu amor por nós e também cuida de nós, recobrindo nossas feridas com a carícia da sua bondade e da sua misericórdia”.

“Deus não se cansa de nos amar. É perseverante. Sempre nos ama, nos consola. Não se cansa de nos consolar”, concluiu.

Por ACI Digital

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Exercícios espirituais: morte de Jesus, verdadeira porque escandalosa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/exercicios-espirituais-morte-de-jesus-verdadeira-porque-escandalosa/ Thu, 09 Mar 2017 15:27:24 +0000 http://teste.toqueto.com/exercicios-espirituais-morte-de-jesus-verdadeira-porque-escandalosa.html Da Cruz, Cristo oferece o lado do qual brotarão água e sangue “para o perdão dos pecados”. Essa é uma das passagens da sétima meditação de Pe. Giulio Michelini, durante os Exercícios espirituais propostos ao Papa e à Cúria Romana.

Em andamento desde domingo passado na Casa Divino Mestre de Ariccia, nas proximidades de Roma, o Retiro espiritual quaresmal do Papa e da Cúria Romana chega esta quinta-feira (10/09) a seu penúltimo dia.

Um olhar de “amor profundo” a Cristo crucificado. O frade menor o evocou na reflexão matutina, detendo-se sobre a morte do Messias narrada no Evangelho segundo São Mateus. Uma morte “real”, não “aparente”, esclareceu imediatamente o pregador franciscano.

“Não somente os discípulos têm dificuldade de acreditar que tenha voltado à vida, e isso é verdade; mas isso é possível propriamente porque morreu verdadeiramente.”

E os detalhes que descrevem a morte de Jesus são tão “incômodos”, tão cruentos, como por exemplo o grito na Cruz, que fazem parte daqueles que são habitualmente definidos “critérios de desconcerto”, que nos levam a dizer que tais particulares não podem ter sido criadas: efetivamente, foram escritas porque dizem realmente “algo daquilo que aconteceu”.

Em primeiro lugar, deve ser analisado “o sentido de abandono que Jesus viveu na Cruz” – quando pronuncia: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes” – agravado pela incompreensão “por parte de quem está assistindo ao espetáculo cruento” da Paixão de Cristo.

Há quem acredite que Jesus estivesse chamando Elias, explicou o franciscano repercorrendo os Evangélicos sinóticos:

“Quem podia ser Elias, que Jesus invocava? Claro, o profeta que teria voltado: mas o que poderia ter feito? Fazê-lo descer da Cruz? Ou talvez, como se dizia – e lemos nos Evangelhos –, Elias já tinha vindo e era o Batista? Da Cruz, Jesus chamava talvez seu amigo? Evidentemente se trata de um grande mal-entendido: Jesus não está pedindo ajuda a Elias e nem mesmo ao Batista; Jesus está – com um grito – chamando o Pai. Mas o Pai silencia.”

Propriamente o fato de o Pai não intervir é “outro elemento desconcertante de toda a narração da morte de Jesus”, explicou Pe. Michelini. Em todo caso, o sentimento que Cristo está vivendo, o sentimento de abandono da parte do Pai é algo real e tão “escandaloso” que resulta difícil ser inventado.

Jesus “se lamenta” não porque se sinta abandonado por Deus ou pela dor, mas porque suas forças físicas “vacilam”. No entanto, dois Evangelhos, o de João e o de Lucas, não trazem o grito de Cristo: é “por demais escandaloso”, ressaltou o pregador dos Exercícios espirituais.

A “última tortura” para Jesus é que não seja compreendido “nem mesmo estando na Cruz”: é “algo desconcertante”, é “incompreendido”, disse Pe. Michelini.

Por que acaba sendo incompreendido? – perguntou-se o pregador, recorrendo a uma experiência pessoal: o colóquio tido com um casal em que a mulher através de mensagens no celular dele havia descoberto a traição do marido.

Duas pessoas que carregavam consigo “uma grande ferida”, o adultério: “no fundo, aquele era o problema que os impedia de compreender-se reciprocamente”, disse o frade menor. Jesus, refletiu o pregador, quando pode, intervém para “explicar e explicar novamente”. Mas da Cruz “não consegue explicar mais nada”:

“Naturalmente, sabemos que a Cruz explica tudo. Mas Jesus não pode nem mesmo mais dizer porque está chamando o Pai e não está chamando Elias. Pode fazer somente uma coisa: confiar-se ao Espírito que efetivamente doará, para que seja o Espírito a explicar aquilo que não tinha conseguido fazer entender. Ou então, terá que esperar ressurgir e estar com seus discípulos, deter-se com eles à mesa durante 40 dias –diz o início dos Atos dos Apóstolos – para acompanhar os discípulos segurando-os pelas mãos, eles que não entendem.”

Em seguida, o pregador dos Exercícios espirituais recordou que “além” desta última tortura, há também a “lança do centurião”. E repropôs o episódio de Cafarnaum: outro centurião “provavelmente armado” se dirige a Jesus porque mortificado com a enfermidade de um “filho” ou um “servo” seu”. E Cristo não lhe nega “um gesto de amor”:

“Ora, segundo algumas importantes testemunhas textuais de Mateus, Cristo foi morto propriamente com o golpe da lança de um soldado. Jesus ofereceu a outra face aos soldados, como havia ensinado no sermão da montanha: havia dado sua disponibilidade ao centurião de Cafarnaum. Agora, da Cruz, podia somente oferecer seu lado do qual brotará água e sangue, para o perdão dos pecados.”

Em seguida, examinou a passagem do Evangelho segundo São Mateus que explica que o golpe de lança foi dado “antes” da morte de Jesus e não depois, como no Evangelho segundo São João. Embora – observou o pregador – tenha acabado por prevalecer na Igreja a interpretação do quarto Evangelho: o golpe de lança “após” a morte do Senhor.

Por fim, a meditação deteve-se sobre as mulheres presentes na cena da crucifixão. Segundo Mateus, são “muitas”, entre as quais Maria “mãe de Tiago e José”; para alguns essa figura é a “Mãe do Senhor”, que está presente “aos pés da Cruz” como no Evangelho segundo São João:

“Talvez também aqui, como alguns notaram, o evangelista Mateus – que poderia até mesmo ter inspirado João – queira dizer que Ela está presente, mas num modo muito oblíquo, até mesmo com um realce, uma estratégia retórica não chamando-a ‘a Mãe do Senhor’, mas ‘Maria, a mãe de Tiago e de José’. Por qual motivo? Alguém escreveu – é uma hipótese interessante – que Maria, a Mãe de Jesus, não é mais simplesmente Ela e Jesus, não é mais simplesmente o Filho e Maria. Como depois Maria, no Evangelho segundo São João, não será mais simplesmente a Mãe de Jesus, mas a Mãe do discípulo amado e, portanto, Mãe da Igreja. Do mesmo modo Maria, na Paixão narrada por São Mateus, está presente e seria, porém, a mãe de Tiago e de José, isto é, de seus irmãos: e, por conseguinte, também para nós, para este Evangelho, a Mãe da Igreja.”

Por fim, o pregador dos Exercícios espirituais convidou a perguntar-se se, devido a “fechamentos” ou por orgulho, não se entendem os outros, não tanto porque as coisas que dizem “são pouco claras”, mas simplesmente porque “não querem compreender”.

Em seguida, pediu que se busque compreender se existe um “defeito” na comunicação com os outros, exortando a “melhorá-la”, crescendo “na humildade”, e a perguntar-se se se consegue “colher a presença de Deus” também no “ordinário do cotidiano” ou no “olhar do outro”.

Por Rádio Vaticano

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Papa: na Quaresma, ressoa forte convite à conversão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-na-quaresma-ressoa-forte-convite-a-conversao/ Thu, 02 Mar 2017 13:39:04 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-na-quaresma-ressoa-forte-convite-a-conversao.html O Papa Francisco celebrou, como de costume, a Missa na Casa Santa Marta nesta quinta-feira, 2. O destaque foi para o tempo de Quaresma que a Igreja vivencia até a Páscoa, um período em que ressoa forte o convite à conversão.

A liturgia de hoje coloca este convite diante de três realidades: o homem, Deus e o caminho. A realidade do homem é a de escolher entre o bem e o mal. “Deus nos criou livres. A escolha é nossa, mas não nos deixa sozinhos”, disse o Papa, lembrando que Deus indica o caminho do bem com os Mandamentos.

Depois, há a realidade de Deus: para os discípulos, era difícil entender o caminho da cruz de Jesus. Deus tomou sobre si toda a realidade humana, menos o pecado. Não há Deus sem Cristo. Um deus sem Cristo é desencarnado. Um deus que não é real.

“A realidade de Deus é Deus que se fez Cristo, por nós. Para nos salvar. Quando nos distanciamos dessa realidade e nos distanciamos da Cruz de Cristo, da verdade das chagas do Senhor, nos distanciamos também do amor, da caridade de Deus, da salvação e caminhamos numa estrada ideológica de Deus, distante do Deus que veio até nós para nos salvar, do Deus que morreu por nós. Esta é a realidade de Deus. Deus é Cristo. Não há Deus sem Cristo”.

O Papa citou o diálogo entre um agnóstico e um fiel que acreditava em Deus, criado por um escritor francês do século passado. “O agnóstico de boa vontade perguntava ao fiel: ‘Mas, como é possível! Para mim, o problema é como Cristo é Deus: Não posso entender isso. Como Cristo é Deus?’. E o fiel respondeu: ‘Para mim, isso não é um problema. O problema seria se Deus não tivesse se tornado Cristo’. Esta é a realidade de Deus: Deus que se fez Cristo, Deus que se fez carne e este é o fundamento das obras de misericórdia. As chagas de nossos irmãos são as chagas de Cristo, são as chagas de Deus, porque Deus se fez Cristo. Esta é a segunda realidade. Não podemos viver a Quaresma sem esta realidade. Devemos nos converter não a um Deus abstrato, mas a um Deus concreto que se fez Cristo”.

Enfim, a terceira realidade comentada pelo Papa é a do caminho. Jesus diz: “Se alguém quer me seguir, renegue a si mesmo, tome a sua cruz a cada dia e me siga”.

“A realidade do caminho é a de Cristo: seguir Cristo, fazer a vontade do Pai e como Ele pegar as cruzes de cada dia e renegar a si mesmo para seguir Cristo. Não fazer o que eu quero, mas o que Jesus quer. Seguir Jesus. Ele fala que nessa estrada nós perdemos a vida para ganhá-la depois. É perder a vida continuamente, deixar de fazer o que eu quero, perder as comodidades, estar sempre na estrada de Jesus que estava a serviço dos outros, e adorar Deus. Esta é a estrada certa. O único caminho seguro é seguir Cristo crucificado, escândalo da Cruz. Estas três realidades, o homem, Deus e o caminho são a bússola que não deixa o cristão errar o caminho”, concluiu o Papa.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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