cristãos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png cristãos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco: cristãos não devem buscar títulos de honra, mas servir os outros https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-cristaos-nao-devem-buscar-titulos-de-honra-mas-servir-os-outros/ Mon, 06 Nov 2017 08:33:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49371 No Ângelus deste domingo, o Papa Francisco explicou que os cristãos estão chamados a servir e, portanto, não devem buscar os títulos de honra, nem os primeiros assentos, assim como rechaçar a tentação da aparência.

Deste modo, o Evangelho do dia conta “os últimos dias da vida de Jesus em Jerusalém; dias cheios de expectativas e tensões”, disse o Papa. “Jesus denuncia abertamente alguns comportamentos negativos dos escribas e dos fariseus”.

Francisco denunciou que “um defeito frequente das pessoas que têm autoridade, é exigir algumas coisas dos outros, muitas vezes são coisas justas, mas que eles não praticam em primeira pessoa”.

“Esta atitude é um mau exercício da autoridade, que, em vez disso, deveria ter sua primeira força precisamente no bom exemplo”.

“A autoridade nasce do bom exemplo – continuou -, para ajudar os outros a praticarem o que é correto e apropriado, sustentando-os nas provas que se encontram no caminho do bem. A autoridade é uma ajuda, mas se for exercitada mal, torna-se opressiva, não deixa as pessoas crescerem e cria um clima de desconfiança e hostilidade”.

O Pontífice também advertiu contra a “atitude de viver somente da aparência” e recordou que os cristãos não devem buscar títulos de honra, mas a humildade.

“Nós, discípulos de Jesus, não devemos buscar títulos de honra, de autoridade ou de supremacia. Eu digo a vocês que eu fico triste ver pessoas que psicologicamente vivem correndo atrás da vaidade das honras. Não devemos de modo algum fazer isso, pois entre nós deve existir uma atitude simples e fraterna. Somos todos irmãos e não devemos dominar os outros, olhá-los de cima para baixo”.

Enfim, “se nós recebemos qualidades do Pai Celeste, devemos colocá-las ao serviço dos irmãos e não se aproveitar delas para a nossa satisfação pessoal”.

“Não devemos nos considerar superiores aos outros; a modéstia é essencial para uma existência que deseja se conformar ao ensinamento de Jesus, que é gentil e humilde de coração. Ele veio não para ser servido, mas para servir”.

Por ACI Digital

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Na Terra Santa, Cardeal Sandri recorda êxodo de cristãos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/na-terra-santa-cardeal-sandri-recorda-exodo-de-cristaos/ Fri, 20 Oct 2017 11:09:45 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49110 Os fiéis da Igreja greco-melquita experimentaram o drama que “há muitos anos aflige a Síria e outras áreas do Oriente Médio” por causa do sofrimento “infligido também, ou em certos casos, somente por causa do nome de Jesus”.

Foi o que sublinhou em Haifa o Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, durante o encontro com os sacerdotes da Arquieparquia de Akka dos greco-melquitas.

Êxodo dos inocentes

Na segunda e terceira etapa da viagem que está realizando à Terra Santa, o purpurado quis recordar o êxodo de milhares de pessoas obrigadas a fugir e a deixar o que tinham, porque, como a Santa Sagrada Família em Belém, não havia lugar para eles. Mas “esta vez não na hospedaria, mas naquela que até poucas horas antes era a própria casa”.

O sofrimento inocente do povo cristão – comentou o Cardeal –  que “em certos casos chegou até mesmo a um verdadeiro martírio, por meio de sequestros ou até mesmo a tortura e a morte”, pela graça do Senhor “torna-se um tesouro de graça para a Igreja inteira, que lava as próprias vestes – às vezes cheias de pó – no sangue do Cordeiro Imolado”.

O Prefeito, depois, observou como existe uma “participação cotidiana e consciente possível para cada um de nós na obra de edificação e santificação da Igreja”, que passa pelos “nossos “sim” cotidianos, ao Senhor antes de tudo, por meio da oração, a celebração dos Sacramentos”,  e pelos “nossos “sim” aos irmãos, graças ao ministério da caridade”.

Uma solidariedade concreta pelos mais pobres no sentido material, mas também “pela pobreza interior com que se pode entra em contato”.

Nos países do Ocidente, esta é representada por um estilo de vida “como se Deus não existisse”, enquanto no Oriente poderia existir “o risco de uma pertença confessional forte – “sou cristão, sou católico, sou melquita, armênio, latino, caldeu” – que em alguns casos leva “a viver com um coração e um estilo não exatamente desejoso de um sincero estilo evangélico nas relações internas às comunidades ou com as outras comunidades, entre nós padres, entre nós e o bispo”.

Monte Carmelo

Sucessivamente, o Cardeal visitou a Igreja do Monte Carmelo, onde rezou na gruta do Profeta Elias e encontrou a comunidade das Carmelitas Descalças, provenientes da Terra Santa, da Itália, do Peru, de Madagascar e de outros países.

O purpurado deteve-se por um momento em partilha com as religiosas, confiando às suas orações as intenções do Papa Francisco, pela Igreja, e especialmente pelo Oriente Médio.

Nazaré

Após, deslocou-se até Nazaré, junto à Basílica da Anunciação, onde foi acolhido Reitor e Guardião da Basílica da Anunciação, Bruno Varriano e pela comunidade.

O purpurado celebrou Missa em uma capela próxima à gruta da Anunciação, onde recordou o Fiat de Maria e o grande mistério que naquele local é contemplado, detendo-se, em particular, na recordação do Beato Paulo VI.

“Em Nazaré – disse o Cardeal – o sim de Maria foi preparado no silêncio, e no silencio foi guardado o mistério da encarnação, do crescimento de Jesus no escondimento”.

Disto, o convite à sociedade e à Igreja , em meio ao “barulho da comunicação que invade os nossos dias”, a encontrar “o silêncio como lugar fecundo do qual nasce a vida verdadeira e autêntica”.

Por Rádio Vaticano

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Papa: que os cristãos sejam vigilantes para não cair na mundanidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-que-os-cristaos-sejam-vigilantes-para-nao-cair-na-mundanidade/ Fri, 13 Oct 2017 13:33:55 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-que-os-cristaos-sejam-vigilantes-para-nao-cair-na-mundanidade.html Somente Cristo crucificado nos salvará dos demônios que nos fazem “deslizar lentamente para a mundanidade”, salvando-nos até mesmo da “insensatez” da qual fala São Paulo aos Gálatas – e “da sedução”.

Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta sexta-feira na Capela da Casa Santa Marta, ao inspirar sua homilia do Evangelho de Lucas, onde Jesus diz: “Mas se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus”.

O Pontífice exorta ao exame de consciência e às obras de caridade, “aquelas que custam”, mas que “nos levarão a ser mais atentos” e vigilantes para que não entrem “astutos” personagens, ou seja, os demônios.

O Senhor – explica o Papa – “pede para sermos vigilantes”, para não cairmos em tentação. Por isto, o cristão está sempre “em vigilância, vigia, está atento”, como “um sentinela”.

O Evangelho fala da luta entre Jesus e o demônio e de “alguns” que disseram que Cristo tinha “a permissão de Belzebú” para expulsá-lo.

Jesus não conta uma parábola – observa o Papa – mas “diz uma verdade”: quando o espírito impuro “sai do homem”, vagueia “por lugares desertos” buscando um repouso e não encontrando, decide retornar para a casa de onde saiu, onde habita o homem “livre”.

Então o demônio decide trazer consigo “outros sete espíritos piores do que ele”, de forma que também a “condição daquele homem” fique “pior do que antes”.

Precisamente a palavra “pior” – evidencia o Pontífice – tem “tanta força” nesta passagem, porque os demônios entram  “na surdina”:

“Começam a fazer parte da vida. Também com as suas ideias e as suas inspirações, ajudam aquele homem a viver melhor… e entram na vida do homem, entram em seu coração e por dentro começam a mudar este homem, mas tranquilamente, sem fazer barulho. É diferente, este modo é diferente daquele da possessão diabólica que é forte: esta é uma possessão diabólica um pouco “de salão”, digamos assim. E isto é o que o diabo faz lentamente, em nossa vida, para mudar os critérios, para levar-nos à mundanidade. Mimetiza-se em nosso modo de agir, e nós dificilmente nos damos conta. E assim, aquele homem, liberto de um demônio, torna-se um homem prisioneiro, um homem oprimido pela mundanidade. E isto é aquilo que o diabo quer, a mundanidade”.

A mundanidade, por outro lado, é “um passo adiante na ‘possessão’ do demônio”, acrescenta Francisco. É um “encantamento”, é a “sedução”. Porque é o “pai da sedução”. E quando o demônio entra “tão suavemente, educadamente e toma posse de nossas atitudes”, explica o Papa, os nossos valores “vão do serviço a Deus à mundanidade”. Assim nos tornamos “cristãos mornos, cristãos mundanos” com uma “mistura” – que o Papa chama de “salada de frutas” – entre “o espírito do mundo e o espírito de Deus”. Tudo isso nos “afasta do Senhor”. Francisco responde então à questão do que fazer para “não cair” e para sair de tal situação. Reafirma o tema da “vigilância” sem “se assustar”, com “calma”:

“Vigiar significa entender o que acontece no meu coração, significa parar um pouco e examinar a minha vida. Sou cristão? Eu educo mais ou menos bem os meus filhos? Minha vida é cristã ou é mundana? E como posso entender isso? A mesma receita de Paulo: olhar para Cristo crucificado. A mundanidade só vê onde está e se destrói diante da cruz do Senhor. E este é o propósito do Crucifixo em nossa frente: não é um ornamento; É exatamente o que nos salva desses encantamentos, dessas seduções que nos levam à mundanidade”.

O Pontífice exorta a nos perguntarmos se olhamos para o “Cristo crucificado”, se fazemos “a Via Sacra para ver o preço da salvação”, não só dos pecados, mas também da mundanidade”:

“Então, como eu disse, o exame de consciência, para ver o que ocorre. Mas sempre diante do Cristo crucificado. A oração. E depois, fará bem fazer-se uma fratura, não nos ossos: uma fratura nas atitudes confortáveis: as obras de caridade. Estou confortável, mas vou fazer isso, que me custa. Visitar uma pessoa doente, ajudar alguém que precisa… não sei, uma  obra de caridade. E isso rompe a harmonia que procura fazer esse demônio, esses sete demônios com o chefe, para fazer a mundanidade espiritual”.

Por Rádio Vaticano

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Papa Francisco: Os cristãos são portadores de um “pedaço de céu” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-os-cristaos-sao-portadores-de-um-pedaco-de-ceu/ Wed, 04 Oct 2017 12:25:12 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-os-cristaos-sao-portadores-de-um-pedaco-de-ceu.html Na Audiência Geral que presidiu nesta quarta-feira, 4 de outubro, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco afirmou que a ressurreição de Cristo deu aos cristãos uma capacidade ilimitada de amar, “como se os fiéis fossem pessoas com um ‘pedaço de céu a mais’ sobre suas cabeças”.

Sublinhou que “a força da ressurreição torna os cristãos capazes de amar mesmo quando o amor parece ter perdido as suas razões. Existe um ‘a mais’ que habita a existência cristã, que não se explica simplesmente com a força de vontade ou por um maior otimismo. A fé, a nossa esperança, não é somente um otimismo, é muito mais”.

Em sua catequese, que foi sobre o tema “Missionários de esperança hoje”, o Papa ressaltou que “o cristão não é um profeta de desgraças. A essência de seu anúncio é o contrário: é Jesus morto por amor e que Deus ressuscitou na manhã de Páscoa. Este é o núcleo da fé cristã”.

“Se o Evangelho parasse na sepultura de Jesus – continuou em sua explicação –, a história desse profeta iria se acrescentar a tantas biografias de personagens heroicos que consumaram sua vida por um ideal. O Evangelho seria, então, um libro edificante e consolador, mas não seria um anúncio de esperança”.

Entretanto, “o Evangelho não se fecha com a Sexta-feira Santa, vão além, e é precisamente esse fragmento posterior o que transforma nossas vidas”.

O Santo Padre assinalou como os discípulos de Jesus estavam abatidos naquele Sábado Santo, depois de sua crucificação, “aquela pedra rolada sobre a porta do sepulcro tinha também fechado três anos entusiasmados vividos junto com seu Mestre de Nazaré. Parecia que tudo tinha terminado, e alguns, desiludidos e com medo, já estavam deixando Jerusalém”.

“Mas, Jesus ressuscita!”, exclamou. “Este fato inesperado transforma a mente e o coração dos discípulos. Porque Jesus não ressuscita só para si mesmo, como se sua ressurreição fosse uma prerrogativa da qual ser invejoso: sobe ao Pai porque quer que sua ressurreição seja participada por cada ser humano e leve para o alto toda criatura”.

Em sua catequese, Francisco convidou a anunciar a ressurreição de Jesus não só com palavras, mas com fatos e com o testemunho de vida. “Jesus não quer discípulos capazes somente de repetir fórmulas de memória. Quer testemunhos, pessoas que propaguem esperança com seu modo de acolher, de sorrir, de amar. Sobretudo de amar”.

Deste modo, “a tarefa dos cristãos neste mundo é a de abrir espaços de salvação, como células regeneradoras capazes de restituir a seiva vital àquilo que parecia perdido para sempre”.

“Quando o céu se apresenta todo nublado, é uma bênção a pessoa que sabe falar do sol. Por isso, o verdadeiro cristão não é assim, lamuriento nem mal-humorado, mas convencido, pela força da ressurreição, de que nenhum mal é infinito, nenhuma noite é sem fim, nenhum homem é definitivamente errado, nenhum ódio é invencível diante do amor”.

Francisco reconheceu que, efetivamente, “em algumas ocasiões, os discípulos pagarão caro por essa esperança entregue a eles por Jesus. Pensemos em tantos cristãos que não abandonaram o seu povo, quando veio o tempo da perseguição. Ficaram ali, onde havia incerteza sobre o amanhã, onde não se podia fazer projetos de nenhum tipo, ficaram esperando em Deus”.

“E pensemos em nossos irmãos, em nossas irmãs do Oriente Médio que dão testemunho de esperança e também oferecem a vida por este testemunho. Estes são verdadeiros cristãos! Eles trazem o céu no coração, olham além”.

“Quem teve a graça de abraçar a ressurreição de Jesus pode ainda esperar no inesperado.  Os mártires de todos os  tempos, com sua fidelidade a Cristo, falam que a injustiça não é a última palavra na vida”, finalizou.

Por ACI Digital

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Dom Pizzaballa: salvação do cristianismo será o estar radicado em Cristo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-pizzaballa-salvacao-do-cristianismo-sera-o-estar-radicado-em-cristo/ Tue, 29 Aug 2017 10:22:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48179 “O Oriente Médio encontra-se totalmente fragmentado, as guerras dizimaram as populações, a presença cristã foi reduzida a números decimais. Na Síria, onde a guerra parece caminhar para o fim, o maior desafio é convencer as pessoas a voltar, a entrar novamente em suas casas. Mas as perspectivas são incertas, as vidas devem ser construídas, nada será como antes. Há iniciativas louváveis levadas adiante pelas Igrejas locais, pelos franciscanos, pelos jesuítas, pelos salesianos. Mas não basta. Muitos cristãos esperam emigrar definitivamente, como testemunham tantos jovens iraquianos deslocados com os quais tipo oportunidade de falar.”

Foi o que disse o administrador apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, Dom Pierbattista Pizzaballa, durante pronunciamento no Encontro de Rimini – centro-norte da Itália – concluído no último sábado (26/08).

Para o religioso franciscano “não basta reconstruir, é preciso dar uma orientação. Ligar nossa esperança e nosso futuro a soluções políticas ou sociais criará somente frustração”, acrescentou o administrador apostólico citando as palavras de um jovem palestino que havia encontrado.

Testemunhar o belo, o bom e o verdadeiro que existe no Evangelho e na Tradição

“Aquilo que salvará o cristianismo será o estar radicado em Cristo. Os cristãos são chamados a evangelizar e a testemunhar o belo, o bom e o verdadeiro que existe no Evangelho e na Tradição, sem lamentar-se por aquilo que foi perdido.”

Cristo é o que de melhor se pode encontrar

“É preciso ser capazes de um anúncio compreensível e atraente. Não se pode falar de valores cristãos sem dizer que Cristo é o que se pode encontrar de melhor”, explicou o arcebispo.

“Nada de muros que separam porque não há nada que não possa ser valorizado pela experiência do Evangelho”. Que é uma experiência “grande” porque “é desejo de esperança”. “Nossos pais com esse desejo construíram catedrais e fizeram tudo aquilo que vemos.”

Reconhecer a glória de Deus no cotidiano

Aquilo que fazemos deve ser caracterizado pelo estilo cristão com um anúncio e uma proposta que encontrará expressão na vida civil, social, política e econômica. É o modo cristão de dizer que Cristo se fez homem. Reconhecer a glória de Deus no cotidiano. O que conta é a transmissão do desejo de uma geração para a outra.

O homem dos nossos dias espera essa tal ‘boa nova’

Portanto, recordar “não por saudade, mas para despertar o desejo. É o modo com o qual nossos pais testemunharam que se pode viver com estímulo, com satisfação”. E precisa encontrar os modos para comunicar a beleza, “porque o homem contemporâneo, inconscientemente, está esperando essa tal ‘boa nova’, que o revela a si mesmo”, afirmou ainda o administrador do Patriarcado Latino de Jerusalém.

Por Rádio Vaticano

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Todos os cristãos são responsáveis por reforma da Igreja, não só o Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/todos-os-cristaos-sao-responsaveis-por-reforma-da-igreja-nao-so-o-papa/ Tue, 22 Aug 2017 02:00:00 +0000 http://teste.toqueto.com/todos-os-cristaos-sao-responsaveis-por-reforma-da-igreja-nao-so-o-papa.html “A reforma da Igreja é uma escolha precisa, um processo explícito do qual são responsáveis não somente o Papa, mas todos os cristãos.” Essa é a mensagem do primeiro dia da Semana teológica do Meic (Movimento eclesial de cunho cultural), em andamento no mosteiro de Camaldoli – na região italiana da Toscana –, intitulada “Forma e reforma da Igreja. Ideias e propostas para caminhar junto com Francisco”.

“Vejo o risco de uma inflação do termo ‘reforma’ que pode levar a identificá-lo com um conteúdo por demais genérico”, advertiu o teólogo paduano e vice-presidente da Faculdade de Teologia do Triveneto, Pe. Riccardo Battocchio.

Reforma requer escolhas precisas da parte de todos

Para ele “este tempo, os novos processos culturais, a experiência cristã que se tornou uma entre tantas outras possíveis num mundo pluralista e fragmentário, nos pede que pensemos uma reforma que requer escolhas precisas da parte de todos aqueles que constituem a comunidade eclesial, cada um com seus papeis, tarefas e carismas”.

Por sua vez, a vice-presidente da Associação teológica italiana, Serena Noceti, enquadrou os elementos em torno dos quais se perfaz o processo de renovação eclesial.

“A reforma deve agir ao mesmo tempo em três níveis: o da autoconsciência coletiva; o das novas reformas relacionais, comunicativas e participativas; e o de uma transformação das estruturas do corpo eclesial.”

Chamado do Papa é apelo a todos à responsabilidade

Para a eclesiologista, docente da Faculdade teológica da Itália central, “a visão da Igreja como povo de Deus, apresentada na Lumen Gentium, nos pede uma nova tomada de consciência. O chamado do Papa Francisco à reforma da Igreja, a partir de seu pronunciamento no Congresso eclesial de Florença de 2015, é um apelo à responsabilidade para todos e para todas nós”.

Para Noceti “aquilo que o Papa nos pede é que acolhamos a visão eclesiológica e eclesial do Concílio Vaticano II: não se trata, por tanto, de uma novidade absoluta, mas o que é novo é o processo, o caminho de mudança que com Francisco começamos a desenvolver”.

Evangelização volte ao centro da nossa vida eclesial

“Houve uma reconstrução do imaginário simbólico do papado como primeiro elemento de referência e agora devemos viver um percurso de aprofundamento rumo a uma Igreja inclusiva, da misericórdia, na qual a evangelização volte ao centro da nossa vida eclesial”.

“O desafio é grande, a responsabilidade de todas e todos é igualmente relevante, cabe a nós refletir sobre como servir ao processo de reforma e ao mesmo tempo cabe a nós entrar numa dinâmica de conversão estrutural hoje mais do que nunca necessária”, concluiu.

Por Rádio Vaticano

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Para Ir. Roger, cristãos deveriam ser testemunhas de comunhão e reconciliação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/para-ir-roger-cristaos-deveriam-ser-testemunhas-de-comunhao-e-reconciliacao/ Thu, 17 Aug 2017 07:49:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47984 “Encontrei a minha verdadeira identidade de cristão reconciliando em mim mesmo a fé das minhas origens com o mistério da fé católica, sem romper a comunhão com ninguém”.

Estas palavras do Irmão Roger, fundador da Comunidade de Taizé, sintetizam seu mais forte legado 12 anos após a sua morte, ocorrida em 16 de agosto de 2005, quando uma desequilibrada o esfaqueou durante a oração das Vésperas na Igreja da Reconciliação, em Taizé, onde estavam reunidos 2.500 jovens de diversas partes do mundo.

Roger Schutz consagrou a vida justamente à reconciliação entre os cristãos, sobretudo no encontro entre protestantes e católicos. Fundou a comunidade monástica em Taizé, próximo à Cluny, na França,  em 1940, movido não somente por um profundo desejo de oração, mas também por um espírito de acolhida.

No contexto da II Guerra Mundial, sempre o chamado para ajudar as pessoas provadas pelo conflito. E o faz precisamente no pequeno povoado de Taizé, na Borgonha, onde ficou profundamente tocado pela súplica de uma senhora idosa habitante do lugarejo, que lhe pedia ajuda.

Iniciou assim o caminho espiritual que no decorrer dos decênios enriqueceu-se sempre com novos membros. Hoje são cerca de cem, de diversas Confissões cristãs, originários de 30 países. A comunidade tornou-se um polo de atração para tantos jovens, que irmão Roger amava encontrar e escutar, como testemunha um de seus confrades, Irmão Charl Eugene:

“Penso que talvez as palavras mais fortes da sua vida eram “reconciliação”, “paz” e “comunhão”. A sua mensagem fundamental é esta: se Deus é amor, os cristãos deveriam – devem – ser testemunhas de comunhão e de reconciliação, e não de separação. E ele continuamente – e é isto que talvez gostaríamos de continuar a fazer – chamava a viver, a ser testemunhas de reconciliação neste mundo às vezes muito difícil”.

RV: Irmão Roger permanece como um dos protagonistas do renascimento religioso, sobretudo entre os jovens…

“Sim, é verdade. Pensava que fosse essencial escutar os jovens e fazer com que a voz deles fosse ouvida tanto na Igreja como na sociedade. Às vezes dizia que quando era adolescente gostaria de ter podido se expressar mais, ser ouvido. Naquela época se fazia pouco, as novas gerações eram levadas pouco a sério. Então ele pensou: “Agora, quando nos tornamos mais velhos, devemos ser pessoas que ouvem os jovens”.

RV: Na sua opinião, seria este o elemento que ainda atrai tanto os jovens para a comunidade? A escuta?

“É verdade que permanece muito importante para nós esta imagem que Irmão Roger nos dava, de nós mesmos: não devemos ser mestres espirituais que dizem aos jovens: “Devem fazer assim, devem fazer assim”, mas ser homens de escuta antes de tudo. Depois, cada um deve encontrar o próprio caminho, mas a escuta pode ajudá-los”.

RV: Qual é o papel da comunidade neste momento?

“Perseverar,  antes de tudo, na nossa oração. Depois, a acolhida, estendê-la aos refugiados, porque agora recebemos um certo número e nos parece muito importante”.

Por Rádio Vaticano

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Em videomensagem, Papa enfatiza cultura do encontro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-videomensagem-papa-enfatiza-cultura-do-encontro/ Wed, 05 Jul 2017 15:13:49 +0000 http://teste.toqueto.com/em-videomensagem-papa-enfatiza-cultura-do-encontro.html Em videomensagem a estudantes israelenses e palestinos reunidos em um congresso da Scholas Occurrentes [foto], o Papa Francisco convidou viver a cultura do encontro.

A intervenção foi transmitida hoje, no final do Congresso das ‘Cátedras Escolas’, organizado pela fundação pontifícia ‘Scholas Occurrentes’, em Jerusalém. A iniciativa teve como tema ‘Entre a Universidade e a Escola, construindo a paz através da cultura do encontro’, com uma dimensão inter-religiosa.

Mais de 70 jovens israelenses, palestinos e de outros países estiveram presentes num encontro que contou com acadêmicos de 41 universidades e representantes da Santa Sé.

“Quero saudar estes dias vividos aí em Jerusalém, porque vós mesmos, a partir das vossas diferenças, chegastes à unidade”, disse o Papa, na videomensagem.

Francisco convidou a uma “abertura” dos olhares para que todos consigam “alargar a alma” ao outro. “A nossa utopia, a de todos nós que, de alguma forma, fazemos parte das Scholas, é criar com esta educação uma cultura do encontro”, precisou o Pontífice, que apoia este projeto desde o seu tempo como arcebispo de Buenos Aires, na Argentina.

O Papa alertou para esta necessidade de unidade e encontro num “mundo tão atomizado”. “Este mundo tem medo da diferença, que a partir deste medo constrói muros, às vezes, que acabam por tornar realidade o pior pesadelo, ou seja, viver como inimigos”, advertiu.

O encontro em Jerusalém concluiu-se com a plantação de uma oliveira, simbolizando o diálogo entre judeus, cristãos e muçulmanos.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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A vida cristã é tão simples https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-vida-crista-e-tao-simples/ Mon, 03 Jul 2017 08:35:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47182 Nos dias passados recebendo membros do Serra Clube Internacional Francisco cunhou mais uma de suas frases que tocam e ficam gravadas: “melhor caminhar mancando do que permanecer parados fechados no próprio nicho”. O Papa disse que é muito triste ver homens e mulheres de igreja que não sabem ceder o seu lugar, reafirmando que o cristão deve sempre colocar em discussão si mesmo se deseja viver verdadeiramente o encontro com Cristo.

Francisco convida todo cristão a sair de si mesmo para iniciar a viver a festa do encontro com Cristo e percorrer as estradas às quais ele envia todos nós. Mas para caminhar, – fez uma advertência -, é preciso colocar-se em discussão: “Não avança em direção da meta quem tem medo de perder si mesmo”.

Nenhum navio navegaria em alto mar se tivesse medo de deixar a segurança do porto. Da mesma maneira, nenhum cristão pode entrar na experiência transformadora do amor de Deus se não estiver disposto a colocar em discussão si mesmo, se continuar ligado aos próprios projetos e às próprias aquisições consolidadas.

O cristão, ao invés, “sabe poder descobrir as surpreendentes iniciativas de Deus quando tem a coragem de ousar, quando não permite ao medo de prevalecer sobre a criatividade”. Quando não se fecha diante das novidades e sabe abraçar os desafios que o Espírito apresenta, até mesmo quando lhe pedem para mudar de direção e sair dos esquemas.

É melhor caminhar mancando, às vezes caindo, mas confiando sempre na misericórdia de Deus, do que ser “cristãos de museus”, que temem as mudanças e que, recebendo um carisma ou uma vocação, ao invés, de colocar-se ao serviço da eterna novidade do Evangelho, defendem si mesmos e os próprios cargos.

O Papa Francisco, olhando para dentro de casa disse como é triste ver que, às vezes, precisamente os homens de Igreja não sabem ceder o seu lugar, não conseguem deixar as suas tarefas com serenidade; fadigam para deixar nas mãos dos outros as obras que Deus lhe confiou.

Celebrando a Santa Missa nos dias passados na capela da Casa Santa Marta, Francisco voltou a tocar a tecla sobre o estilo do cristão. “O cristão verdadeiro – disse – não é aquele que se instala e fica parado, mas aquele que confia em Deus e se deixa guiar num caminho aberto às surpresas do Senhor”.

O ser cristão tem sempre a dimensão do despojamento. Os cristãos, acrescentou o Papa, “devem ter a capacidade de serem despojados, caso contrário não são cristãos autênticos, como não são aqueles que não se deixam despojar e crucificar com Jesus. 

“O cristão não tem um horóscopo para ver o futuro. Não procura a necromante que tem a bola de cristal, para que leia a sua mão. Não. Não sabe aonde vai. Deve ser guiado. Somos homens e mulheres que caminham para uma promessa, para um encontro, para algo”. 

O caminho começa todos os dias na parte da manhã; o caminho de confiar em Deus; o caminho aberto às surpresas do Senhor, muitas vezes não boas, muitas vezes feias.

Muitas vezes, acrescenta o Pontífice, estamos acostumados “a não falar bem” do próximo, quando “a língua se move um pouco como quer”, em vez de seguir o mandamento de Deus de caminhar, deixando-se “despojar” pelo Senhor e confiando em suas promessas, para sermos irrepreensíveis. Pensamentos profundos a serem resumidos em poucas palavras: a vida cristã é “tão simples”, basta vivê-la com intensidade.

Por Silvonei José para Rádio Vaticano

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Um cristão jamais deve ser hipócrita, afirma Papa em homilia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/um-cristao-jamais-deve-ser-hipocrita-afirma-papa-em-homilia/ Tue, 06 Jun 2017 14:48:54 +0000 http://teste.toqueto.com/um-cristao-jamais-deve-ser-hipocrita-afirma-papa-em-homilia.html Na Missa desta terça-feira, 6, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco falou sobre a hipocrisia entre os doutores da Lei. Ele reiterou que a hipocrisia não deve fazer parte da vida do cristão. 

“A hipocrisia não era a linguagem de Jesus e tampouco deve ser a dos cristãos. Logo a sua linguagem deve ser verdadeira. Por isso, advertiu os fiéis para as tentações da hipocrisia e da adulação. Um cristão não pode ser hipócrita e um hipócrita não é cristão. O hipócrita é sempre um adulador, quem mais, quem menos”.

Os Doutores da Lei procuravam adular Jesus, explicou o Papa, e por este motivo Jesus os chamava hipócritas. Os hipócritas sempre começam com a adulação e a adulação é não dizer a verdade, é exagerar e aumenta a vaidade.

Assim, Francisco comentou o caso de uma padre, que conheceu há muito tempo, que aceitava todas as adulações que lhe faziam; tais adulações eram a sua fraqueza.
Jesus faz ver a realidade que é o contrário da hipocrisia e da ideologia. A adulação, frisou Francisco, começa com a má intenção.

Era o caso dos Doutores da Lei, que colocavam Jesus à prova, começando com a adulação e, depois, fazendo-lhe a pergunta: “É justo pagar a Cesar”? E o Papa respondeu: “O hipócrita tem duas caras. Mas, Jesus conhecendo a sua hipocrisia, disse claramente: ‘Por que vocês me colocam à prova? Tragam-me uma moeda, quero vê-la. Assim Jesus responde sempre aos hipócritas e responde concretamente à realidade das ideologias”.

A realidade é assim, bem diferente da hipocrisia ou da ideologia. Eles entregam a moeda a Jesus e Ele lhes responde com sabedoria, partindo da imagem de Cesar na moeda: “Dar a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”.

A seguir, Francisco refletiu sobre um terceiro aspecto: a linguagem da hipocrisia é a linguagem do engano; é a mesma linguagem da serpente com Eva. Começa-se com a adulação para depois destruir as pessoas, a ponto de “extirpar a personalidade e a alma de uma pessoa”. Logo, a hipocrisia mata as comunidades. Quando há hipócritas em uma comunidade, ela corre um grande perigo, um perigo terrível.

O Santo Padre convidou os fiéis a seguir os conselhos de Jesus: “Que seu modo de falar seja “sim, sim, “não, não”. O supérfluo pertence ao maligno. Assim, afirmou com amargura, a hipocrisia mata a comunidade cristã e faz tanto mal à Igreja e adverte aqueles cristãos que têm este comportamento pecaminoso, que mata.

“O hipócrita é capaz de matar uma comunidade. Fala com docilidade, mas julga brutalmente as pessoas. O hipócrita é um assassino, pois começa com a adulação. No final, utiliza a mesma linguagem do diabo para destruir as comunidades”.

O Papa concluiu sua homilia convidando os presentes a pedir ao Senhor a graça “de jamais sermos hipócritas, mas que saibamos dizer a verdade. Se não pudermos dizê-la, calemos. O importante é nunca ser hipócritas”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano 

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