cristão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png cristão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: o cristão dá a vida pelo outro e não pensa em seu próprio interesse https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-o-cristao-da-a-vida-pelo-outro-e-nao-pensa-em-seu-proprio-interesse/ Mon, 19 Mar 2018 08:43:53 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51314 Uma semana antes de entrar na Semana Santa com o Domingo de Ramos, o Papa Francisco presidiu a oração do Ângelus e explicou o que significa dar a vida pelo próximo para obter fruto.

O Papa comentou que o Evangelho do dia “conta um episódio que aconteceu nos últimos dias da vida de Jesus” e a cena “se desenvolve em Jerusalém, onde Ele se encontra pela festa da Páscoa judaica”.

“Para esta celebração ritual, chegaram também alguns gregos. São homens animados por sentimentos religiosos, atraídos pela fé do povo judeu e que, tendo ouvido falar deste grande profeta, se aproximaram de Filipe, um dos doze apóstolos” e pedem para ver Jesus.

Francisco disse, então, que “quem quer conhecer Jesus deve olhar para a cruz, onde a sua glória é revelada”.

“O Evangelho de hoje nos convida a dirigir nosso olhar ao crucifixo, que não é um objeto de decoração ou um acessório de uma roupa do qual às vezes se abusa, mas um sinal religioso a ser contemplado e compreendido”.

Além disso, “na imagem de Jesus crucificado se revela o mistério da morte do Filho de Deus como supremo ato de amor, fonte de vida e de salvação para a humanidade de todos os tempos”.

Também explicou o versículo que diz: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto”.

“Jesus deixar claro que seu ato extremo, ou seja, a cruz – morte e ressurreição –, é um ato de fecundidade que dará frutos para muitos”.

Desse modo, “compara-se a si mesmo com o grão de trigo que, caindo na terra, gera vida nova”. “Com a encarnação, Jesus veio à terra, mas isso não basta: deve também morrer para resgatar os homens da escravidão do pecado e dar-lhes uma nova vida reconciliada no amor”.

O Papa assinalou que também seus discípulos eram chamados a “perder a vida” e, portanto, todos os cristãos são chamados ao mesmo. “O que significa perder a vida?”, perguntou. “Significa pensar menos em si mesmo, nos interesses pessoais, em saber ‘ver’ e ir ao encontro dos mais necessitados, do próximo, especialmente dos últimos”.

“Cumprir com alegria obras de caridade aos que sofrem no corpo e no espírito é a maneira mais autêntica de viver o Evangelho, é o fundamento necessário para que nossas comunidades cresçam na fraternidade e no acolhimento recíproco”, sublinhou.

Por ACI Digital

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Todos podem exercitar alguma função de liderança https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/todos-podem-exercitar-alguma-funcao-de-lideranca/ Wed, 14 Mar 2018 10:17:37 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51265 O Antigo Testamento conheceu e ofereceu ao Povo de Deus profetas, reis e sacerdotes, homens chamados a funções de liderança, com a responsabilidade de manter viva a esperança no cumprimento das promessas de Deus. No confronto com outras nações, não se pode dizer que o povo escolhido tenha encontrado pleno sucesso em suas empresas, sendo até considerado pequeno e frágil, diante dos poderes que com frequência o oprimiram. Faz parte de sua história a escravidão no Egito, o confronto com os Filisteus, o Exílio na Babilônia, perseguições, tudo o que se pode pensar em termos de crises de relacionamento com as nações. Além disso, não foram raras as crises internas, brigas pelo poder, infidelidades constantes, próprias de um povo de cabeça dura!

Mesmo assim, um “santo orgulho” sustentou a sua história, a certeza de ter sido escolhido como sinal para as nações, coragem para anunciar a fé num Deus único e verdadeiro, busca de fidelidade ao Senhor. Um profeta, Elias, tornou-se ponto de referência para este ministério, caracterizado pela capacidade de ler os acontecimentos à luz da vontade de Deus. Moisés, cuja presença sintetiza toda a lei dada por Deus ao seu povo, é também chamado profeta (Cf. Dt 18,15-20). Exerceu uma função de liderança, conduzindo-o pelas vicissitudes do deserto, malgrado todas as reações negativas daqueles que caminhavam em busca da terra prometida. Certo de que seus dias caminhavam para o ocaso, Moisés anunciou um novo profeta semelhante a ele, em cuja boca estariam plenamente as palavras do Senhor.

Jesus de Nazaré

O correr dos séculos manteve viva a esperança, passaram outros profetas, homens e mulheres tiveram funções importantes na caminhada do povo, mas tudo evoluiu para expectativa do Messias, aquele que realizaria todas as promessas, vindo com autoridade e força. A figura de Jesus de Nazaré, como no-lo apresenta o início do Evangelho de São Marcos (Cf. Mc 1, 14-28), encontra um povo admirado, estupefato diante de suas palavras e seu modo de agir. Anuncia a chegada do Reino de Deus, proclama a necessidade de conversão, mostra que nele os tempos se completaram. As páginas dos Evangelhos relatam prodígios e sinais, força diante dos elementos da natureza, cura das enfermidades e a morte, poder sobre a ação do demônio.

Na Sinagoga de Cafarnaum, Jesus é admirado pelos seus ensinamentos e pela decisão com que enfrenta o poder do maligno. Jesus é portador de uma doutrina nova, oferecida dom autoridade, diferente das desgastadas autoridades religiosas do tempo. O Evangelho de São Marcos é um roteiro para conhecer a identidade de Jesus. Já em suas primeiras páginas as pessoas se interrogam: “Que é isto? Um ensinamento novo, e com autoridade: ele dá ordens até aos espíritos impuros, e eles lhe obedecem!” (Mc 1, 27). O tempo vai mostrar que seu poder tem uma fonte, o fato de ser filho de Deus. Será necessário que um soldado romano, um pagão, o proclame quando Jesus morre na Cruz (Cf. Mc 15,v19). “E sua fama se espalhou rapidamente por toda a região da Galileia” (Mc 1,v28).

Responsabilidades confiadas aos cristãos

As qualidades e as misérias humanas acompanharam também a história da Igreja. Quantas vezes apanhamos por aceitar compromissos inadequados com grupos e estruturas de poder! Quanto precisamos nos converter para escolher o serviço, no modelo do lava-pés! Todas as responsabilidades confiadas aos cristãos, ao longo da história da Igreja, deverão ter como ponto de referência o seu Senhor e Salvador. Vale sempre a pena, seja qual for a tarefa confiada a cada um de nós, fazer a pergunta a respeito do modo como Jesus enfrentaria cada uma das situações desafiadoras de cada época, inclusive a nossa!

E justamente a nossa época e em nosso país se espalha uma grave crise de lideranças em todas as áreas da sociedade. Basta observar as nuvens no horizonte quanto às eleições que se aproximam. Pessoas, grupos e partidos estão de tal modo corroídos que se cria um significativo impasse. Independente das correntes partidárias existentes, ainda sobrou alguém em que se possa confiar no espectro político? Mesmo quando se busca uma renovação radical, onde será possível apegar-se? E vale para outras áreas da vida social, num tempo em que as pessoas estudam mais, qualificam-se profissionalmente, mas são frágeis para assumir autênticas lideranças.

Bem comum

Algumas indicações podem ser úteis, na constituição de novos quadros para a sociedade e, também, para a Igreja. Um passo fundamental é a convicção clara a respeito dos princípios que norteiam o comportamento. Clareza de objetivos, conceitos bem trabalhados, coerência de vida, na qual se supera a tão comum esquizofrenia entre a fé e a vida. Conhecemos pessoas extremamente simples e ao mesmo tempo retilíneas em seu comportamento, nas quais o sim é sim e o não é não. Não mudam de opinião e nem mesmo de partido a cada momento.

Para tal coerência, faz-se necessário optar por uma escala de valores consistente e verdadeira. Para dar apenas um exemplo, é bom redescobrir uma referência tão decisiva quanto rara em nossos dias, a ideia do bem comum. Sem uma verdadeira conversão, na capacidade de priorizar o que constrói o bem de todos, não é possível levar adiante a sociedade. Os grupos de interesse existentes na sociedade hão de renunciar às suas escolhas diante do bem maior, o que corresponde aos valores da vida, a convivência sadia e equilibrada, a capacidade de perder para o outro ganhar.

Em que nível cada um de nós pode exercer liderança?

Uma liderança autêntica pede ainda a fidelidade à palavra dada. Quem dera os nossos políticos prometessem menos para fazer mais e adquirissem um senso de maior realismo, que os leve a priorizar o que edifica o bem dos mais pobres e não apenas obras de grande visibilidade. Seria muito bom verificar os governos, em todos os níveis, para ver a distância existente entre os projetos apresentados e a realidade posterior.

Em que nível cada um de nós pode exercer liderança? Cedo ou tarde, começando pelas funções de pais e mães, passando pelas escolas, até pelos times que praticam esportes, chegando à chefia ou responsabilidade numa área de trabalho, todos podem exercitar alguma função de liderança. Ou ainda, a liderança do bom exemplo e da boa companhia, o esforço para não escandalizar quem quer que seja, com nossas palavras e atitudes. Sempre aparecerá a ocasião para cada um responder, em primeira pessoa, ao chamado de Deus que o faz responsável pela vida da Igreja e do mundo. Aí também resplandeça “um ensinamento novo, dado com autoridade”.

Por Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo da Arquidiocese de Belém (PA)

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2,18 bilhões de pessoas dizem professar a fé cristã segundo instituto https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/218-bilhoes-de-pessoas-dizem-professar-a-fe-crista-segundo-instituto/ Mon, 22 May 2017 10:08:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46355 Atualmente, o planeta possui cerca de 7 bilhões de pessoas e aproximadamente 2,18 bilhões de pessoas que dizem professar a fé cristã. Esses dados foram revelados em um relatório do instituto de pesquisa americano Pew Research Center, e mostra uma predominância entre as duas maiores tradições cristãs do planeta: catolicismo e protestantismo. De acordo com o Pew Research, as principais tradições cristãs são a católica, com 51,4% dos fiéis; os evangélicos, 36% (sendo que a maioria segue a linha pentecostal); e os ortodoxos, que somam 12,6%.

O Anuário Pontifício 2017 e o Anuarium Statisticum Ecclesiae 2015, do Departamento Central de Estatística da Igreja do Vaticano, indica que o Brasil ocupa o primeiro lugar no conjunto de dez países do mundo com maior consistência de católicos batizados, com 172,2 milhões de católicos. Ficando à frente de países como o México, com 110,9 milhões, Filipinas com 83,6 milhões, Estados Unidos da América (72,3), entre outros. O número de católicos brasileiros representa 26,4% de católicos no continente americano.

Na pesquisa do Instituto Pew Research Center, o Brasil figura na lista dos maiores países cristãos do planeta, com aproximadamente 175 milhões de seguidores de Jesus, atrás apenas dos Estados Unidos, 246 milhões, e à frente do México, terceiro colocado, com 107 milhões.

A partir dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa constatou que o catolicismo ainda é predominante no Brasil, que forma a maior população católica do mundo, com aproximadamente 133 milhões de fiéis.

Nos anos 1980, os católicos eram 90%, e 20 anos depois, na primeira década do novo milênio, a redução constatada em duas décadas foi significativa, com os fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana somando 73,6% da população, enquanto os evangélicos eram 15,4%. O Pew destaca que os 6,8% percentuais representou, em número de pessoas, um salto de 26,2 milhões de evangélicos para 42 milhões, formado em sua maioria por pentecostais (60%), seguidos de protestantes missionários (18,5%) e 21,8% de tradições diversas, incluindo os neopentecostais.

Evangélicos no Brasil
Em 2010, o IBGE registrou um significativo aumento de evangélicos, com relação ao Censo de 2000, com 60% de aumento do número de pessoas filiadas às denominações evangélicas. O salto foi de 15,4% para 22,21%, contra 64,6% de católicos.A maior percentagem de católicos no Brasil, por estado, está no Piauí, com 85,1%, enquanto a maior concentração percentual de evangélicos está em Rondônia, com 33,8% da população local.

Segundo o Instituto de Pesquisa DataFolha, três em cada dez (29%) brasileiros com 16 anos ou mais atualmente são evangélicos, dividindo-se entre aqueles que podem ser classificados como evangélicos pentecostais (22%), em maior número e frequentadores de igrejas como Assembleia de Deus, Universal do Reino de Deus, Congregação Cristã e Quadrangular do Reino de Deus, e 7%, como evangélicos não pentecostais, pertencentes a igrejas como Batista, Presbiteriana e Metodista, entre outras.

Esse segmento evangélico fica abaixo do formado por católicos (50%), e ainda há 14% sem religião, 2% de espíritas, kardecistas e espiritualistas, 1% de umbandistas, 1% de praticantes do candomblé, 1% de ateus e 2% de outras religiões.

Projeções
Em 2050 o mundo terá quase tantos muçulmanos quanto cristãos e o número de pessoas sem religião diminuirá, indica o estudo americano “O futuro das religiões no mundo: projeções 2010-2050”, do Pew Research Center. Segundo o instituto, se as tendências atuais continuarem, até 2050 “o número de muçulmanos igualará quase o de cristãos”, mas este último continuará sendo o maior grupo religioso do mundo.

O documento, no qual são estudadas projeções que se baseiam principalmente na taxa de fertilidade, na idade da população, nas migrações e nas tendências de conversão, indica que o número de muçulmanos no mundo alcançará 2,76 bilhões (1,6 bilhão em 2010) em 2050, enquanto no mesmo ano haverá 2,92 bilhões de cristãos (2,17 bilhões em 2010).

Assim, os cristãos continuarão sendo mais numerosos, com uma proporção estável de 31,4%, e os muçulmanos constituirão 29,7% da população mundial, contra 23,2% em 2010. Nas próximas quatro décadas, o Islã “crescerá mais rápido que qualquer outra religião”, afirma o documento, com um aumento – graças a uma população jovem e a uma taxa de fertilidade alta – de 75% com base em uma progressão de 35% da população mundial.

No entanto, o Pew afirma que estas projeções se baseiam em números em mudança constante. Vários eventos, como guerras, movimentos sociais e políticos, catástrofes naturais ou alterações nas condições econômicas “podem modificar as tendências demográficas de forma imprevisível”, afirma o instituto.

Por CNBB

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Cristãos no Oriente Médio devem se envolver na paz, afirma Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cristaos-no-oriente-medio-devem-se-envolver-na-paz-afirma-papa-francisco/ Wed, 03 May 2017 11:42:39 +0000 http://teste.toqueto.com/cristaos-no-oriente-medio-devem-se-envolver-na-paz-afirma-papa-francisco.html Na Audiência Geral desta quarta-feira, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco exortou os cristãos do Egito e do Oriente Médio a se envolver na paz na região, porque “os cristãos, no Egito como em cada nação da terra, são chamados a ser fermentos de fraternidade”.

“E isso é possível se vivem entre eles a comunhão de Cristo”, afirmou o Santo Padre.

Em sua reflexão, Francisco fez um balanço da viagem apostólica que realizou ao Egito em 28 e 29 de abril. Lembrou que sua intenção era levar “um sinal de paz para o Egito e para toda aquela região, que infelizmente sofre com os conflitos e o terrorismo. De fato, o tema da viagem era ‘O Papa da paz no Egito da paz’”.

O Pontífice sublinhou como um dos pontos centrais da viagem a visita à Universidade de Al-Azhar, “a mais antiga universidade islâmica e máxima instituição acadêmica do Islã sunita”. Explicou que essa visita teve um duplo horizonte: “o diálogo entre cristãos e muçulmanos e, ao mesmo tempo, a promoção da paz no mundo”.

O Santo Padre explicou que, no contexto do encontro com o Grande Imã de Al-Azhar e sua intervenção na Conferência Internacional para a Paz, ofereceu uma reflexão “que valorizou a história do Egito como terra de civilidade e terra de alianças”.

Para o Pontífice, o Egito, como sinônimo de antiga civilização, de tesouros artísticos e de conhecimento, “nos recorda que a paz se constrói mediante a educação, a formação da sabedoria, de um humanismo que compreende como parte integrante a dimensão religiosa, o relacionamento com Deus, como recordou o Grande Imã em seu discurso”.

“A paz se constrói também partindo da aliança entre Deus e o homem, fundamento da aliança entre todos os homens, baseada no Decálogo escrito em tábuas de pedra no Sinai, mas muito mais profundamente no coração de cada homem de cada tempo e lugar, lei que se resume nos dois mandamentos do amor a Deus e ao próximo”.

Por isso, advogou por “uma paz estável e duradoura, que se apoie não no direito da força, mas na força do direito”, à qual o Egito pode contribuir graças ao seu peso histórico e religioso e ao seu papel na região.

Na catequese, o Bispo de Roma enfatizou o importante valor ecumênico da viagem. Nesse sentido, recordou o encontro e oração comum junto ao Papa Tawadros II. “Um forte sinal de comunhão, graças a Deus, pudemos dar junto com o meu caro irmão Papa Tawadros II, Patriarca dos Coptas Ortodoxos. Renovamos o empenho, também assinando uma Declaração Comum, de caminhar juntos e de nos esforçarmos para não repetir o batismo administrado nas duas Igrejas”.

“Juntos rezamos pelos mártires dos recentes atentados que atingiram tragicamente aquela venerável Igreja; e o sangue deles fecundou este encontro ecumênico, do qual participou também o Patriarca de Constantinopla Bartolomeu: o patriarca ecumênico, meu caro irmão”.

Em sua reflexão diante dos fiéis reunidos na Praça de São Pedro, Francisco também relembrou os momentos vividos junto à pequena comunidade católica do Egito, à qual exortou a “reviver a experiência dos discípulos de Emaús: a encontrar sempre no Cristo, palavra e pão da vida, a alegria da fé, o ardor da esperança e a força de testemunhar no amor que ‘encontramos o Senhor’”.

Também lembrou o encontro com sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas, nos quais viu “a beleza da Igreja no Egito”.

O Papa Francisco finalizou a catequese agradecendo a todos os que fizeram esta viagem possível, “especialmente a tantas pessoas que ofereceram as suas orações e seus sofrimentos”.

Por ACI Digital

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Papa Francisco: Não sejam cristãos de fachada, mas de substância https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-nao-sejam-cristaos-de-fachada-mas-de-substancia/ Mon, 13 Feb 2017 08:02:50 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44337 Ser cristãos de substância, não de fachada, foi a reivindicação do Papa Francisco aos fiéis reunidos durante a oração do Angelus hoje na Praça de São Pedro, e também os incentivou a ir à raiz do mal e não ofender o irmão.

“Que Nossa Senhora, mulher da doce escuta e da obediência jubilosa, nos ajude a nos aproximarmos sempre mais ao Evangelho, para sermos cristãos não “de fachada”, mas de substância! E isso é possível com a graça do Espírito Santo, que nos permite de fazer tudo com amor, e assim realizar totalmente a vontade de Deus”.

Em suas palavras de antes da oração do Angelus, o Santo Padre se referiu à relação que deve haver com o próximo.

“Não injurieis, quem ofende a um irmão o assassina no coração”, advertiu o Papa Francisco. Deste modo, o Pontífice pretendia que é necessário evitar o risco de cair no formalismo no momento de interpretar os Dez Mandamentos, e que devemos ir à raiz do mal.

O Santo Padre explicou que “Jesus quer ajudar os discípulos a realizar uma releitura da lei de Moisés. Aquilo que foi dito na antiga aliança não era tudo: Jesus veio para cumprir e promulgar de maneira definitiva a lei de Deus, evitando o risco do formalismo”.

“Especialmente no Evangelho de hoje, Jesus examina três aspectos: o homicídio, o adultério e o juramento”, sublinhou.

A respeito do mandamento “não matarás”, Jesus “afirma que este mandamento é violado não somente pelo homicídio efetivo, mas também por aqueles comportamentos que ofendem a dignidade da pessoa humana, incluídas as palavras injuriosas. Claro, esta não têm a mesma gravidade e culpabilidade do assassínio, mas se colocam na mesma linha, porque são premissas deste e revelam a mesma maldade”.

Outro aspecto analisado por Jesus no Evangelho é lei matrimonial. “O adultério era considerado uma violação do direito de propriedade do homem sobre a mulher. Jesus, ao contrário, vai à raiz do mal. Assim como se chega ao homicídio por meio de injúrias e ofensas, também se chega ao adultério com as intenções de posse em relação a uma mulher que não é a própria esposa. O adultério, como o furto, a corrupção e todos os outros pecados, são antes concebidos em nosso íntimo e, uma vez realizados no coração a escolha errada, ganham forma no comportamento concreto”.

Finalmente, recordou que “Jesus também diz aos seus discípulos de não jurar, já que o juramento é sinal da insegurança e da duplicidade com as quais se desenrolam as relações humanas. Se instrumentaliza a autoridade de Deus para dar garantia às nossas coisas humanas. Em vez, somos chamados a instaurar entre nós, nas nossas famílias e nas nossas comunidades um clima de clareza e confiança recíproca, para sermos sinceros sem recorrer a intervenções superiores para sermos credíveis”, expressou.

Por ACI Digital

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Papa: não se refugiar na rigidez dos mandamentos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-nao-se-refugiar-na-rigidez-dos-mandamentos/ Mon, 06 Feb 2017 12:17:35 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-nao-se-refugiar-na-rigidez-dos-mandamentos.html O Papa iniciou a semana celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta. Francisco desenvolveu sua homilia partindo do Salmo 103, um canto de louvor a Deus por suas maravilhas.

“O Pai trabalha para fazer esta maravilha da criação e para fazer com o Filho esta maravilha da recriação. O Pontífice recordou que uma vez uma criança lhe perguntou o que Deus fazia antes de criar o mundo. E a sua resposta foi: “Ele amava”.

Não se refugiar na rigidez dos mandamentos

Por que então Deus criou o mundo? “Simplesmente para compartilhar a sua plenitude – afirmou o Papa – para ter alguém a quem dar e com o qual compartilhar a sua plenitude”. E na re-criação, Deus envia o seu Filho para “re-organizar”: faz “do feio, bonito; do erro, verdade; do mau, bom”.

“Quando Jesus diz: ‘O Pai sempre atua; também eu atuo sempre’, os doutores da lei se escandalizaram e querem matá-lo por isso. Por quê? Porque não sabiam receber as coisas de Deus como um dom! Somente como justiça: ‘Estes são os mandamentos. Mas são poucos, vamos fazer mais. E ao invés de abrir o coração ao dom, se esconderam, procuraram refúgio na rigidez dos mandamentos, que eles tinham multiplicado por 500 vezes ou mais … Não sabiam receber o dom. E o dom somente se recebe com a liberdade. E esses rígidos tinham medo da liberdade que Deus nos dá; tinham medo do amor”.

O cristão é escravo do amor, não do dever

Por isso querem matar Jesus depois que diz isso, observou Francisco. Porque Ele disse que o Pai fez esta maravilha como dom. Receber o dom do Pai!”:

“E por isso hoje louvamos o Pai: ‘És grande Senhor! Nós te queremos bem porque me destes este dom. Salvou-me, me criou’. E esta é a oração de louvor, a oração de alegria, a oração que nos dá a alegria da vida cristã. E não aquela oração fechada, triste, da pessoa que não sabe receber um dom porque tem medo da liberdade que um dom sempre traz consigo. Somente sabe fazer o dever, mas o dever fechado. Escravos do dever, mas não do amor. Quando você se torna escravo do amor, está livre! Esta é uma bela escravidão! Mas eles não entediam isso”.

Receber o dom da redenção

Eis as “duas maravilhas do Senhor”: a maravilha da criação e a maravilha da redenção, da re-criação. O Papa então se questionou: Como recebe essas maravilhas?”:

“Como eu recebo isto que Deus me deu – a criação – como um dom? E se o recebo como um dom, amo a criação, protejo a Criação? Porque foi um dom! Como recebo a redenção, o perdão que Deus me deu, o fazer-me filho com o seu Filho, com amor, com ternura, com liberdade ou me escondo na rigidez dos mandamentos fechados, que sempre sempre são mais seguros – entre aspas – mas não dão alegria, porque não o faz livre. Cada um de nós pode perguntar-se como vive essas duas maravilhas, a maravilha da criação e ainda mais a maravilha da re-criação. E que o senhor nos faça entender esta grande coisa e nos faça entender aquilo que Ele fazia antes de criar o mundo: amava! Nos faça entende o seu amor por nós e nós podemos dizer – como dissemos hoje – ‘És tão grande Senhor! Obrigado, obrigado!’. Vamos adiante assim”.

Por Rádio Vaticano

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