crise - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png crise - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Em aniversário de Fundação, Papa relembra crise na América Latina https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-aniversario-de-fundacao-papa-relembra-crise-na-america-latina/ Tue, 12 Dec 2017 16:34:37 +0000 http://teste.toqueto.com/em-aniversario-de-fundacao-papa-relembra-crise-na-america-latina.html O Papa Francisco enviou uma saudação aos membros da Fundação Populorum Progressio, reunidos em Roma para comemorar os 25 anos de criação do organismo. Instituída pelo Papa São João Paulo II, a instituição nasceu do desejo de manifestar a proximidade do Papa às pessoas que não têm nem mesmo o indispensável para viver.

A Fundação, criada para auxiliar as comunidades mais vulneráveis, é vista como um organismo que encarna a opção preferencial pelos mais pobres. “As iniciativas levadas avante por este organismo querem ser uma manifestação do amor de Deus e da presença materna da Igreja em meio a todos os homens, em especial aos mais pobres entre os pobres”, escreveu Francisco.

Na mensagem, o Papa citou os cerca de 4.400 projetos implantados nos 25 anos da fundação e direcionou sua preocupação à América Latina. “De fato, não obstante as potencialidades dos países latino-americanos, a atual crise econômica e social (….) atingiu a população e incrementou a pobreza, o desemprego e a desigualdade social e, ao mesmo tempo, contribuiu para a exploração e para o abuso da nossa casa comum, num nível que jamais teríamos imaginado antes”, alertou.

Segundo o pontífice, quando um sistema econômico põe no centro somente o dinheiro, se desencadeiam políticas de exclusão e não há mais lugar nem para o homem nem para a mulher, apenas para a cultura do descarte. “Um compromisso mais sólido, a fim de melhorar as condições de vida de todos, sem excluir ninguém, lutando contra as injustiças e a corrupção”, foi o pedido de Francisco.

Para o Santo Padre, o organismo poderá encontrar no Sínodo para a Amazônia, em 2019, uma fonte de inspiração para o futuro e para a evangelização do continente. “Eu os encorajo em seu trabalho a favor do desenvolvimento humano integral e do bem comum no nosso continente americano”, exortou o pontífice durante a mensagem.

“Que a colaboração entre todos contribua para criar um mundo sempre mais justo e mais humano, que veja a face de Cristo em cada irmão e irmã das populações mais marginalizadas da América Latina, seguindo o exemplo que Santa Teresa de Calcutá nos deixou”, concluiu Francisco, que confiou posteriormente este aniversário da Fundação à intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

]]>
50000
A família e seus desafios https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-familia-e-seus-desafios/ Wed, 06 Dec 2017 08:04:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49806 Em várias oportunidades, nos encontros pastorais, surge de pais e mães uma pergunta que me inquieta: diante de todas as mudanças que estamos assistindo na realidade familiar, como será a família de amanhã? Que sociedade e humanidade estamos construindo? Compreendo que, mais do que a resposta, trata-se da seriedade desta pergunta, diante da qual não podemos ficar indiferentes. É inquestionável que a instituição família, como outras instituições que serviram de base sólida para a formação humana, espiritual e social, estão em crise. A crise, porém,deve ser uma provação, para construir novas sínteses e avançar.Apresento dois pontos que merecem destaque ao lermos a situação atual da família.

O primeiro é o esvaziamento da base antropológica da família. Os recentes fatos ligados a exposições em museus, telenovelas e posicionamentos públicos de alguns artistas, bem como alguns conteúdos escolares, são manifestações da conhecida ideologia do gênero. Com razão, a maioria da sociedade brasileira desaprova estas posturas. Esta ideologia “nega a diferença e a reciprocidade natural de homem e mulher. Ela apresenta uma sociedade sem diferenças de sexo, esvaziando a base antropológica da família. Esta ideologia induz a projetos educativos e orientações legais que promovem uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente desvinculadas da diversidade biológica entre homem e mulher. A identidade humana é entregue a uma opção individualista, também variável no tempo. […] Não caiamos no pecado de pretender substituir-nos ao Criador. Somos criaturas, não somos onipotentes” (Papa Francisco, AmorisLaetitia, n. 56). Cada pessoa, independente de sua orientação sexual, deve ser respeitada e acolhida na dignidade de criatura e imagem de Deus. Porém, outra realidade é pretender ensinar ou induzir as crianças de que elas podem escolher seu sexo. Esta é, certamente, “uma grande maldade”, fruto de uma “colonização ideológica”, no dizer do Papa.

O segundo desafio é a falta de solidez no pacto conjugal. As expressões que indicam esta situação são: “até quando houver amor” ou “até quando der certo”. Compreende-se que a sociedade líquida já não preza pelo que é permanente, fiel, eterno, por toda a vida, com doação total de si. Ligada a esta liquidez humana está a diminuição drástica da procura pelo sacramento do matrimônio. Aqui, especificamente para nós católicos, além da influência de uma cultura do descartável, revela-se uma falha na iniciação cristã. Sim, trata-se de uma questão de evangelização, diz respeito à fé. Afinal, as pessoas hoje não se sentem obrigadas a seguir “tradições”. Só procura o sacramento quem encontra seu sentido. Iniciar a família a partir do sacramento do matrimônio leva a compreender que o casal nunca estará sozinho, mas “toda a vida em comum dos esposos, toda a rede de relações que hão de tecer entre si, com os seus filhos e com o mundo, estará impregnada e robustecida pela graça do sacramento que brota do mistério da Encarnação e da Páscoa” (AmorisLaetitia, n. 54). Ao casarem-se, os esposos cristãos são um para o outro o “sinal” do amor de Deus.

Enfim, estas preocupações que envolvem a vida humana e familiar merecem nosso aprofundamento, discernimento e olhar crítico. Não deixemos que nos roubem a família!

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta (RS)

 
]]>
49806
Papa encoraja trabalho pelo bem comum no continente americano https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-encoraja-trabalho-pelo-bem-comum-no-continente-americano/ Fri, 30 Jun 2017 15:51:38 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-encoraja-trabalho-pelo-bem-comum-no-continente-americano.html Os desafios da América Latina e a necessidade de enfrentá-los estiveram no centro do discurso do Papa Francisco nesta sexta-feira, 30, na audiência com cerca de 200 membros da Organização Internacional Ítalo-Latino-Americana. Eles se encontraram com o Papa por ocasião dos 50 anos da organização.

“Encorajo-os no compromisso de vocês em favor do bem comum em nosso continente americano, e a colaboração entre todos possa favorecer a construção de um mundo sempre mais humano e mais justo”, disse. 

O Santo Padre destacou, entre as finalidades da organização, promover o desenvolvimento e a coordenação, bem como identificar as possibilidades de assistência recíproca e de ação comum entre os países-membro. Ele articulou seu discurso em três aspectos que considera importantes para o momento atual: identificar as potencialidades, coordenar e promover.

Os países da América Latina são ricos de história, cultura e recursos naturais e têm um povo bom e solidário com os outros povos, lembrou o Papa. Esses valores sociais estão presentes, mas devem ser apreciados e reforçados.

“Apesar desses bens do continente, a atual crise econômica e social atingiu a população e produziu o aumento da pobreza, do desemprego, da desigualdade social, bem como a exploração e o abuso da nossa casa comum. Diante dessa situação é preciso uma análise que leve em consideração a realidade das pessoas concretas, a realidade do nosso povo”.

Levar ao desenvolvimento

Destacando o segundo aspecto, o Papa frisou que é preciso coordenar os esforços para dar respostas concretas e para fazer frente às instâncias e às necessidades dos filhos e das filhas desses países.

“Coordenar não significa deixar que os outros façam e no final aprovar, ao invés, comporta muito tempo e muito esforço; é um trabalho que não aparece e é pouco apreciado, mas necessário”, observou, atendo-se em seguida ao fenômeno da emigração na América Latina.

“Diante de um mundo globalizado e sempre mais complexo, a América Latina deve unir os esforços para fazer frente ao fenômeno da emigração; e grande parte de suas causas já deveriam ter sido enfrentadas há muito tempo, mas nunca é tarde demais”.

Francisco lembrou que a emigração sempre existiu, mas nos últimos anos teve um incremento jamais visto antes. Na busca por um “novo oásis”, muitas vezes as pessoas sofrem a violação de seus direitos; muitas crianças e jovens são vítimas do tráfico de seres humanos e são exploradas, ou caem nas redes da criminalidade e da violência organizada.

“A emigração é um drama de divisão: dividem-se as famílias, os filhos se separam dos pais, distanciam-se da terra de origem, e os próprios governos e os países se dividem diante dessa realidade. É preciso uma política conjunta de cooperação para enfrentar esse fenômeno. Não se trata de buscar culpados e de esquivar-se de responsabilidades, mas todos somos chamados a trabalhar de maneira coordenada e conjunta”.

Promover o diálogo

Por fim, o Papa destacou a necessidade de promover a cultura do diálogo. Ele reconheceu que alguns países da América Latina estão passando por momentos difíceis em nível político, social e econômico.

“Os cidadãos que dispõem de menos recursos são os primeiros a perceber a corrupção que existe nos vários estratos sociais e a má distribuição das riquezas. Sei que muitos países trabalham e lutam para realizar uma sociedade mais justa, promovendo uma cultura da legalidade”, reconheceu Francisco.

O Santo Padre considerou que a promoção do diálogo político é essencial, tanto entre os vários membros desta Associação, quanto com os países de outros continentes, de modo especial com os da Europa, por laços que os unem.

O diálogo é indispensável, concluiu Francisco, “mas não o ‘diálogo entre surdos’! Requer uma atitude receptiva que acolha sugestões e partilhe aspirações.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

]]>
47144
O dom da alegria https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-dom-da-alegria/ Fri, 30 Jun 2017 10:05:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47050 “Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito: alegrai-vos!” (Fl 4,4). É difícil acreditar que esse convite do apóstolo Paulo à alegria tenha sido escrito não em um momento de sucesso ou de festa, mas quando ele se encontrava na prisão. Não sei o que Paulo escreveria, se vivesse no Brasil de hoje. Tenho minhas dúvidas, contudo, de que se contentasse em aumentar o coro dos pessimistas – isto é, daqueles que são levados pela onda de reclamações, críticas e insatisfações.

Nossos problemas são, reconheçamos, sérios e graves, gerando inquietação e insegurança. Como, pois, ser alegres? De que maneira, para usar a linguagem de Paulo (2Cor 7,4), estar cheios de consolação e transbordar de alegria?

Todos desejam ser felizes. Mas nossa alegria é sempre incompleta e frágil. O homem moderno, que pela técnica consegue multiplicar ocasiões de prazer, não conseguiu, ainda, “fabricar” a alegria autêntica. E, por isso mesmo, tem como constantes companheiros o tédio e a tristeza, a angústia e o desespero, a solidão e o vazio…

A  alegria somente será possível se se  fizer um renovado esforço para que todos tenham um mínimo de segurança, de justiça e bem-estar. Não há alegria em um ambiente onde  falta o sentimento de fraternidade e não se tem uma  visão poética das coisas boas que acontecem ao nosso redor.  Sem um  coração de poeta e  de criança, somos  incapazes de alegrar-nos diante da vida, do amor, da natureza, do trabalho bem feito, do dever cumprido, da partilha, do sacrifício…

A alegria duradoura, que levou Paulo a desejar experimentá-la  mesmo em  meio a  inquietações, passa pela experiência da fé. Experiência que fez o apóstolo e evangelista João exclamar: “Deus é amor!” (1 Jo 4,16 ). E Agostinho lamentar: “Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei!” (Confissões X, 27).

A alegria é para ser desfrutada por todos. Quando Maria Santíssima a experimentou na casa de Isabel, externou-a  num cântico  em que engrandece o Senhor (Lc 1,46-55). Jesus fez da alegria um tema constante de suas pregações. Lembrou que ela é sentida pela mulher que encontra a moeda perdida e pelo semeador que faz a colheita; pelo homem que acha um tesouro e pelo pastor que reencontra a ovelha extraviada; pelo pai que acolhe o filho e pelos pequenos que recebem a revelação do Reino. O Filho de Deus desejou que sentíssemos  a sua alegria para que, assim, a nossa fosse completa e duradoura (Jo 15,11).

Em meio a nossa crise, precisamos nos recordar de que, assim como só o poeta vê o invisível, ou seja, a essência dos acontecimentos, da natureza e das pessoas, só quem tiver o Espírito de Deus será capaz de saborear a alegria, esse dom que caracteriza os seguidores de Jesus de Nazaré.

Por Dom Murilo S. R. Krieger – Arcebispo de São Salvador 

]]>
47050
Devoção verde-amarela tinge Jardins do Vaticano. Entrevista com Card. Aviz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/devocao-verde-amarela-tinge-jardins-do-vaticano-entrevista-com-card-aviz/ Mon, 26 Jun 2017 10:04:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46971 Sábado, 24 de junho, os Jardins do Vaticano se tingiram de verde e amarelo quando cerca de 150 representantes das comunidades brasileiras em Roma peregrinaram ao monumento dedicado à Nossa Senhora Aparecida. O evento fez parte da programação que celebra os 300 anos do encontro da imagem no Rio Paraíba.

Em nome da nossa equipe da RV, Jackson Erpen participou do evento, transmitindo-o também ao vivo em nossa página no Facebook. Sob o quente sol da tarde destes primeiros dias de verão, o Cardeal João Braz de Aviz conversou com ele e inicialmente explicou o significado da iniciativa.

“Naturalmente ao lado de Nossa Senhora Aparecida há uma identidade nacional, mas há também uma alma religiosa que está no nosso povo e que está também em todos os brasileiros que estão aqui por Roma estudando, trabalhando, fazendo alguma missão especial nas várias mansões. Eu fiquei muito contente porque organizaram isso muito bem; nós caminhamos pelos Jardins fazendo o terço dos mistérios gozosos com meditações sobre a Campanha da Fraternidade e com um momento de reflexão sobre o nosso país. Foi muito bom”.

Cada mistério foi ligado a uma região do país e a um bioma 

“Isto está muito no espírito do que estamos meditando hoje no Brasil com a Carta (Laudato si, ndr) do Papa. Neste sentido, para nós, é um ‘tomar consciência’, junto com Nossa Senhora, de que nós somos aqueles que administramos a vida como ela, que deixou que o Senhor da vida entrasse nela”.

O que Nossa Senhora Aparecida nos ensina?

“Temos que depurar a política e o comportamento moral, sobretudo o comportamento ético-social. Naturalmente, também o pessoal, porque é do pessoal que vem o comportamento social. Viemos a descobrir agora que aqueles  que deveriam ser para nós os responsáveis  de tudo que é a vida, o esforço, o trabalho de um povo são aqueles que desviaram a maior parte destes bens de um modo violento, violentando todo o nosso povo. Não esperamos um salvador da pátria, porque isto não é necessário para o Brasil. Agora quem tem que tomar à frente é a consciência do povo. Nós precisamos também nos unir; há muita acusação de grupo contra grupo, que muitas vezes não traz perspectivas de solução. Penso que confiar agora numa espécie de ‘novo Messias’ não é o caso, já vimos que não dá. Precisamos que cresça a consciência popular, a participação, o comportamento ético, e preservar como sagrado o que é do nosso povo”.

“Queremos ver nossas escolas funcionar, nossos professores valorizados, nossos hospitais cuidando realmente do doente, precisamos ver nossos médicos não correndo atrás de dinheiro e de enriquecimento, mas da vida humana… e assim por diante. Isto para nós agora é o importante”.

O que é mais exigido do povo brasileiro diante da crise?

“Agora devemos pensar não só na gente, em nosso grupo, mas pensar no país inteiro. É o meu país, é o meu Brasil, é a minha pátria, o lugar onde eu nasci, onde eu estou crescendo e onde eu estou vivendo e realizando minha profissão, etc. É meu ambiente de vida, meu lugar, e é sagrado para mim. Tenho que me identificar com meu povo, que é diversificado. Temos que aprender a colher, como estamos acolhendo tanta gente, não criar facções que prejudicam o caminho. É o momento do olhar comum, do aprender a olhar para fora, olhar para todos. Olhar e ajudar a construir”.

Por Rádio Vaticano

]]>
46971
Santa Sé defende "negociação séria e sincera" para crise na Venezuela https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-defende-negociacao-seria-e-sincera-para-crise-na-venezuela/ Thu, 22 Jun 2017 11:08:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46931 Responder à crise na Venezuela com uma negociação séria e sincera entre as partes. É o que defende a Santa Sé – por meio de seu Observador Permanente na ONU, Dom Bernardito Auza – na declaração dirigida à Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), reunida até hoje em Cancun, no México.

A Santa Sé reitera desta forma a posição que vem adotando em relação à grave situação vivida na Venezuela. Em diversas ocasiões desde o início da crise – recorda Dom Auza – o Papa Francisco, o Secretário de Estado Pietro Parolin e a Conferência Episcopal venezuelana, pediram às instituições e às forças políticas – superando interesses das partes e ideologias – para ouvir a voz do povo.

A Santa Sé – sublinha o prelado – sempre exortou todos os líderes políticos a não medirem esforços para por fim à violência.

Condições para uma negociação séria

O caminho para uma solução pacífica – acrescenta Dom Auza – pode ser buscado por uma negociação a ser articulada com base nas indicações ilustradas na carta de primeiro de dezembro de 2016, escrita pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin.

No documento – observa o Núncio – o purpurado pedia, entre outras coisas, que fosse adotado um caminho que levasse à eleições livres e solicitava medidas para fornecer ajudas humanitárias, alimento e remédios.

Na carta de 2016 – sublinha Dom Auza – o Secretário de Estado exortava também a serem tomadas medidas que levassem à libertação dos presos políticos.

Negociação apoiada pela comunidade internacional

Neste cenário de crise, marcado pela violência que atingiu também a Igreja venezuelana, existem ulteriores riscos. A recente decisão do governo de convocar uma Assembleia Constituinte – sublinha em particular Dom Auza – ao invés de ajudar a resolver os problemas, pode complicar a situação e colocar em perigo o futuro democrático do país.

Ao concluir, o Observador Permanente da Santa Sé afirmou que é bem vista a iniciativa de que um grupo de países da região e eventualmente de outros continentes – escolhidos quer pelo governo como pela oposição – acompanhem a negociação na qualidade de garantes.

Desde o início de abril ao menos 75 pessoas morreram nos choques entre manifestantes e polícia e continua a faltar alimentos e remédios.

Por Rádio Vaticano

]]>
46931
A crise na Vida Consagrada https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-crise-na-vida-consagrada/ Thu, 01 Jun 2017 14:09:57 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46563

Vive-se hoje no mundo uma decadência dos valores, da moral, da ética, da verdade e de tantos outros princípios que deveriam nortear a vida do ser humano. Outrora, percebia-se um definhar sutil do ser humano, hoje se toca escandalosamente este desedificar que tanto vem fazendo mal às pessoas e ao mundo. Realidade que não é só perceptível na vida quotidiana das pessoas em suas diversidades existenciais, mas também na vida religiosa, na vida consagrada como um todo.

O Cardeal Jean Daniélou já apontava sobre esta decadência, enfatizando a vida religiosa. “ Atualmente, penso que haja uma crise muito grave na vida religiosa e que não se deve falar de renovação, mas, de decadência[1].”

Percebemos isso na diminuição das vocações, não somente devido à escassez de filhos que as famílias possuem, ou da pouca entrada de rapazes e moças nos seminários, institutos religiosos, congregações ou novas comunidades, mas, sobretudo, o arrefecimento de vocações autênticas  que estão dispostas a dar a vida, a enfrentar as mais diversas situações e desafios existenciais numa realidade onde o ser consagrado experimenta um mundo incrédulo, apático, indiferente e insensível à fé e ao Transcendente.

Segundo o Cardeal Jean Daniélou, esta crise se manifesta em todos os âmbitos. “Os conselhos evangélicos não são mais considerados como consagração a Deus, mas vistos sob uma perspectiva sociológica e psicológica. Têm-se a preocupação de não se apresentar uma fachada burguesa, mas sob o plano individual a pobreza não é praticada. Se substitui a obediência religiosa pela dinâmica de grupo, como pretexto de reagir contra o formalismo[2]…” Não somente contra o formalismo, entendido aqui como disciplina, mas tudo que se exige uma regularidade, uma estrutura firme e consistente. A vida quotidiana de oração, silêncio e ascese é abandonada, gerando uma confusão na vida dos vocacionados que deixaram o mundo desorganizado, desestruturado e vazio para buscar algo diferente, todavia, acabam vivenciando o mesmo contexto existencial em que se encontravam, porém agora, disfarçado de Deus. “Cada regularidade da vida de oração é abandonada e as consequências deste estado de confusão são, antes de tudo, o desaparecimento das vocações, visto que os jovens pedem uma formação séria[3]Urge, nos hodiernos tempos, se educar os jovens para uma vida de solidão e oração, que permita a eles se reestabelecerem nas vicissitudes da vida para retomarem, dia após dia, o árduo combate que a vocação e a missão exigem. “Grandes momentos de uma vida são as horas de sua oração e adoração. Eles geram o ser, formam nossa verdadeira identidade, enraízam uma existência no mistério. Quando vivemos a Paixão, é necessário que nos retiremos ao jardim do Getsêmani na solidão da noite.”[4]

Outro fator que intensifica esta crise são os consagrados, padres, religiosos e religiosas que abandonam a vida consagrada e renegam o compromisso que os ligava ao povo de Deus. Se colocam para servirem por um tempo e depois dizem: “já dediquei o tempo que podia. Agora tenho que cuidar de mim”. O sentido da vida consagrada está além. A pessoa que se consagra deve saber que sua consagração porta uma alteridade Divina, esplêndida, magnífica: a alteridade da paixão, morte e ressurreição. A consagração é a inserção no Tu de Deus sem perder a identidade pessoal, mas a enriquecendo através da presença divina atuante no eu humano.  Isto nos leva à certeza de se servir para sempre. “Todos vós tendes vontade de dar a vida para sempre a Cristo! Agora vós aplaudis, fazeis festa, porque é tempo de núpcias… Mas quando acaba a lua de mel, o que acontece? Ouvi um seminarista, um bom seminarista, que dizia que queria seguir Cristo, mas por dez anos, e depois pensará em começar outra vida… Isto é perigoso! Ouçam bem: todos nós, também nós mais velhos, também nós, estamos sob a pressão desta cultura do provisório; e isto é perigoso, porque não se joga a vida de uma vez para sempre. Eu caso-me enquanto o amor dura; eu faço-me freira, mas por um ‘tempinho…’, ‘um pouco de tempo’, e depois verei; eu faço-me seminarista para ser padre, mas não sei como vai acabar a história. Não pode ser assim com Jesus!”[5]

Mas quais seriam as causas desta crise? Para o Cardeal Jean Daniélou é uma falsa interpretação do Concílio Vaticano II. Por que? Porque houve uma substituição das diretrizes do Vaticano II pelas ideologias errôneas colocadas em circulação pelas revistas, conferências e teólogos. Dentre estes erros, segundo o Cardeal Jean Daniélou, se destaca a secularização. “O Vaticano II declarou que os valores humanos devem ser levados a sério. Porém, jamais disse que nós entraríamos em um mundo secularizado no sentido que a dimensão religiosa não seria mais presente na civilização, e é em nome de uma falsa secularização que religiosos e religiosas renunciaram seus hábitos religiosos, abandonando suas obras, seus trabalhos na missão para inserirem-se nas instituições seculares, substituindo a adoração a Deus pelas atividades sociais e políticas.”[6]  Não podemos nos esquecer de que Deus “não nos pediu para que criássemos obras pessoais, mas que transmitíssemos a fé…que fôssemos mensageiros fiéis e intendentes dos mistérios cristãos”.

Para permanecer firme até o fim não se deve responder a Deus com uma resposta encontrada numa terapia, numa emoção passageira, numa falsa concepção de liberdade que traz consigo uma desvalorização as constituições, as regras, onde se exalta a espontaneidade e a improvisação[7], mas sim, numa reposta que se funda na amizade com Deus, que leve a um encontro de um porque para suportar qualquer como. 

Diante das assombrosas transformações em que se vive no mundo, pode-se se perguntar: como lidar com tantas mudanças, variações, e até mesmo, mutações na vida do ser humano? E quando toca a vida consagrada como um todo: como ser? Que caminho tomar? Diante desta dramática existência e questionamentos não se pode esquecer que “mesmo se os contextos mudam, os elementos constitutivos da Igreja e do homem são permanentes.”[8]

Não se pode esquecer que a vida dos padres, dos consagrados e dos religiosos é chamada a um grande futuro promissor na civilização técnica; mas esta se desenvolverá, quanto mais se fazer sentir a necessidade da manifestação de Deus. Este é, precisamente, o escopo da vida religiosa, mas, para compreender sua missão, ocorre que ela reencontre o seu autêntico significado e rompa radicalmente com uma secularização que a destrói na sua essência e a impede de atrair vocações. 

Assim, é essencial redescobrir quotidianamente o centro vitalizante da vida consagrada: Jesus Cristo, Aquele Único que dá Vida, o Caminho e a Verdade. É o Senhor que atrai! É preciso deixar-se envolver por Sua graça para viver com Ele, por Ele e Nele. A vida consagrada sonhada por Deus, não é proposta por ideologias que revelam mais o egoísmo humano que o verdadeiro amor de Deus; não é ter uma diluída vida fraterna chegando a ser só vida comum é, antes de tudo, o romper radical com uma secularização que a destrói em sua essência e impede o suscitar das vocações. Por fim, é um abrir-se ao “Espírito da Verdade, que conduzirá à plena verdade”[9] .

Pe. Rogério Alves Gomes[10]


[1] DANIÉLOU, Cardeal Jean. Entrevista à Rádio Vaticana em 23 de outubro de 1972

[2] DANIÉLOU, Cardeal Jean. Entrevista à Rádio Vaticana em 23 de outubro de 1972.

[3]_______________. Idem

[4] SARAH, Cardeal Robert. Deus ou nada. 1.ed. São Paulo: Fons Sapientiae, 2016. p. 88

[5] ENCONTRO COM OS SEMINARISTAS, OS NOVIÇOS E AS NOVIÇAS, Sala Paulo VI, Sábado, 6 de julho de 2013.

[6] ___________________. Entrevista à Rádio Vaticana em 23 de outubro de 1972.

[7] DANIÉLOU, Cardeal Jean. Entrevista à Rádio Vaticana em 23 de outubro de 1972.

[8] ______________________. Idem

[9] João 16,13

[10] Especialista em Docência do Ensino Superior, Professor no Seminário São José e na Faculdade Serra da Mesa em Uruaçu-GO, Professor convidado do Seminário Maior Dom Settimio Arturo Ferrazzetta, Guiné Bissau/África e Instituto Filippo Smaldone, Roma/Itália.

]]>
46563
CELAM cria comissão para acompanhar situação na Venezuela https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/celam-cria-comissao-para-acompanhar-situacao-na-venezuela/ Thu, 11 May 2017 16:28:27 +0000 http://teste.toqueto.com/celam-cria-comissao-para-acompanhar-situacao-na-venezuela.html O Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) criou uma comissão para acompanhar a situação na Venezuela. 

O CELAM iniciou, na última terça-feira (09/05), na capital salvadorenha, San Salvador, sua 36ª Assembleia geral ordinária que prossegue até amanhã, dia 12. 

O Bispo auxiliar de Morelia, México, Dom Juan Espinoza, Secretário-Geral do CELAM, informa numa nota, enviada à Agência Fides, que este organismo fará uma declaração sobre a degeneração dos direitos humanos na Venezuela e que foi criada uma comissão para estudar o que está acontecendo nesse país. 

A declaração sublinha a situação grave que o país sul-americano está vivendo, onde a repressão dos protestos da oposição causou mais de quarenta mortos. Os manifestantes foram à sede da Conferência Episcopal da Venezuela para pedir o apoio da Igreja para por fim à violência da parte das forças do Estado. 

A Comissão que acompanhará a situação na Venezuela será presidida pelo Arcebispo de Manágua, Nicarágua, Cardeal Leopoldo Brenes. Fazem parte também da comissão o Bispo de Cumana, Venezuela, Dom Diego Rafael Padrón, o Bispo auxiliar de Medellín, Colômbia, Dom Elkin Fernando Álvarez, o Arcebispo de Assunção, Paraguai, Dom Edmundo Valenzuela, e Elvy Monzat, do Departamento Justiça e Paz do CELAM.

Nesta terça-feira, na abertura dos trabalhos da assembleia do CELAM, foi lida a carta enviada pelo Papa Francisco para incentivar o compromisso dos Pastores que, junto aos leigos, devem levar adiante a Igreja missionária na América, uma Igreja em saída, como afirmado pelo Papa em sua carta, olhando o exemplo de Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem celebra este ano os 300 anos de aparição.

Por Rádio Vaticano

]]>
46215
Dom Joaquim Mol afirma que a Igreja diz ao povo: “Erga a cabeça!” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-joaquim-mol-afirma-que-a-igreja-diz-ao-povo-erga-a-cabeca/ Wed, 03 May 2017 08:05:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46023 O bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Giovani Mol, falou aos jornalistas na tarde desta terça-feira, dia 2 de maio, sobre o atual momento nacional. A crise ética na política, a questão econômica e algumas preocupações do episcopado tiveram lugar na fala do prelado, como o da questão da violência, dos direitos das comunidades tradicionais, da criminalização dos movimentos sociais, do desemprego e a da degradação do meio ambiente.

A palavra de dom Mol foi de análise conjuntural, apresentando as situações que se colocam na realidade e algumas causas e pontuando papéis importantes na sociedade para a superação do quadro em que o país se encontra. Para o bispo, a reconstrução do país deverá salvaguardar quatro pontos fundamentais: a dignidade da pessoa humana, a liberdade, a paz e a justiça. “Temos esperança de que o povo brasileiro alcançará [a reconstrução] porque a nossa esperança está fundada em Jesus Cristo Nosso Senhor”, afirmou esperançoso.

Dom Joaquim Mol revelou que está sendo objeto de reflexão da 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) um texto sobre o atual momento que o Brasil vive. Na manhã de hoje, os bispos debateram uma prévia do que será um pronunciamento oficial da entidade.

A Igreja, como serva da humanidade, assim chamada por Paulo VI no fim do Concílio Vaticano II, deve dar as contribuições à luz do Evangelho sobre tudo que diz respeito ao bem da humanidade, de acordo com dom Mol.

Situação atual

O momento é de perplexidade e de falta de perspectiva da população, segundo o bispo. Dom Mol começou abordando a situação da corrupção e desprezo da ética por parte de agentes púbicos e privados.

“Esta perplexidade tem causado um mal muito grande à nossa sociedade, que leva a população brasileira a desacreditar, a se desencantar com os poderes no Brasil, Legislativo, Executivo e Judiciário. E isso é não só muito ruim, mas grave, porque trata-se de instituições que têm que ter perenidade, elas garantem o desenvolvimento da sociedade, a organização da sociedade”, ponderou.

Para o bispo, o descrédito por parte da população não contribui para a solução dos problemas. Ele ressalta que a voz da Igreja vai no sentido de dizer ao povo: “erga a cabeça! Precisamos compreender o que está acontecendo há vários anos para tomarmos parte de tudo isso: viver, praticar uma democracia verdadeiramente participativa”. Tal envolvimento é uma obrigação com os atos acompanhar, zelar, questionar, ajudar e rezar pelas pessoas que representam a população.

Economia

O contexto econômico é de “verdadeiro suplício”, de acordo com dom Joaquim Mol. Ele explica a expressão lembrando de uma fala do papa Francisco: “uma economia que não coloca a pessoa humana à frente como primazia, ela mata as pessoas, porque, no lugar das pessoas, coloca o mercado, o capital”. Dom Mol recordou ainda que a Doutrina da Igreja evidencia a primazia da pessoa humana sobre o mercado e do trabalho sobre o capital, “exatamente o contrário do que propõe a economia de mercado”. O pensamento da Igreja é aquilo que satisfaz a condição humana de viver com dignidade sobre a face da terra.

“Quando a economia inverte esses valores, ela se torna um suplício para boa parte da população”, alerta dom Mol. Neste sentido, para uma pequena parte da população a economia é “escandalosamente” benéfica, por conta do acúmulo de riquezas. O bispo ressaltou a necessidade de o Estado ser o regulador do mercado.

Os últimos pontos da análise apresentada pelo bispo foram: a questão dos direitos das populações tradicionais, a criminalização dos movimentos sociais, o desemprego e a violência, também gerada pela falta do trabalho. “É uma violência para a família”, disse referindo-se ao desemprego.

“É violência também esse esforço que tantas pessoas fazem de incutir ideias, privações e legitimações nas nossas cabeças de forma escravizante. A isso a gente dá o nome de ideologias escravizantes, totalitárias, que vão nos fazendo mover dentro da na sociedade, não na perspectiva de transformar a sociedade, mas de mantê-la assim, como satisfaz apenas a um pequeno grupo”, denunciou.

Dom Mol ainda falou da falta de perspectiva para os jovens que, sem direcionar seu olhar para o futuro, procura-o “de maneira fantasiosa através de outros recursos que ele pensa que são favoráveis à sua vida”, gerando um terreno fértil para a entrada das drogas e outros males. Outra preocupação dos bispos apresentada é a degradação e exploração irracional do meio ambiente.

Papeis importantes

O Poder Judiciário e a imprensa têm um papel importante no processo de reconstrução do país. O primeiro na medida em que garante o direito e a justiça, porque esse é seu papel, mas é esperada uma atuação independente, autônoma, fundada no cumprimento da lei, isonômica, igual para todos. E a mídia, à qual cabe informar e colocar-se a serviço da verdade. “No nosso entender, deve ser uma atuação livre, plural e independente”, afirmou o bispo que concluiu: “entendemos que o caminho do diálogo até a exaustão em momentos de crise e de acirramento é fundamental para que o país possa se entender, se compreender para criar condições de desenvolvimento para todos”.

Por CNBB
]]>
46023
Resgate de credibilidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/resgate-de-credibilidade/ Mon, 03 Apr 2017 10:01:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45284 A crise de credibilidade que impacta diferentes instituições na sociedade contemporânea exige a participação de todos na busca por soluções – de igrejas a pequenos produtores, incluindo, obviamente, grandes empresários e os três poderes da República. A credibilidade é um importante bem em todas as instituições.  A Igreja Católica, por exemplo, deve continuamente aprimorar seus serviços religiosos, sociais e educativos, primando pela credibilidade. O compromisso principal da Igreja é, em todas as ações, proclamar a Palavra de Deus, fonte perene de valores, dos parâmetros éticos e morais que devem guiar todos os trabalhos. Nessa missão, cada pessoa que se dedica aos muitos serviços da Igreja deve se empenhar para aperfeiçoar processos e procedimentos e, assim, continuamente, qualificar o trabalho prestado ao Povo de Deus. Assim é possível contribuir para que muitos cultivem a fé e colaborem, decisivamente, na construção de uma sociedade mais justa. 

Sem credibilidade, a Igreja não pode desempenhar a sua missão. E do mesmo modo, as diferentes instituições precisam da credibilidade, ou vão amargar prejuízos. Caso exemplar e recente é a crise no mercado a partir das denúncias da Operação Carne Fraca. Estabeleceu-se um clima de insegurança que afetou negativamente esse setor com reflexo nos indicadores da economia brasileira. Prova de que a credibilidade é mesmo um bem precioso. Quando perdido, compromete os resultados e os serviços prestados. Por isso, sublinha-se a responsabilidade cidadã, nas diferentes atividades, de sempre cultivar e preservar esse bem. 

Instituições e segmentos diversos pagarão caro toda vez que seus representantes agirem fora dos parâmetros da honestidade, transparência e do altruísmo. E para recuperar a credibilidade, é preciso percorrer um longo caminho. Por isso, cada pessoa deve ser verdadeira no que faz e fala.  Não se avançará sem o “ouro” da credibilidade. Conquistá-la e fortalecê-la deve ser a meta de todos. Isso implica agir com lisura nos mais diferentes processos. Um compromisso de primeira grandeza.

Há de se despertar o gosto pelos parâmetros que sustentam a credibilidade. Quem é verdadeiro e honesto abre mão de privilégios. Esse é que deve assumir a linha de frente. Como Diógenes, com a lanterna na mão, precisa inspirar todos a cultivar esse valor. Importante nesse caminho é superar um péssimo hábito que contamina o tecido da cultura: considerar elogiável quem consegue o que quer valendo-se de trapaças e mentiras. 

Assim, todos são convocados para uma autoavaliação com o objetivo de identificar atitudes que ameacem a credibilidade das instituições. Essa é uma tarefa inadiável para renovar o fundamento da cultura. Agir com seriedade é condição para que a sociedade alcance o patamar que já deveria ter conquistado. Nas mãos de cada um está a chance de renovar as instituições. Para isso, todos se empenhem no resgate desse importante bem.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

]]>
45284