crise econômica - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png crise econômica - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Mudanças mais radicais https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/mudancas-mais-radicais/ Fri, 26 Jan 2018 07:52:45 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50525 A atual crise econômica brasileira, manifestada sobretudo pelo altíssimo índice de desemprego, sugere análises. Essa crise decorre somente da política econômica atual? Certamente não, pois o sistema econômico, não afrontado até mesmo por governos mais populares, gera excluídos. Os detentores do capital aperfeiçoam seus mecanismos de exploração, maximizando os investimentos tecnológicos e a financeirização da economia. Aos pobres restam “migalhas”.

Qual lógica está por detrás desse sistema? Como nossa prática socioeconômica revela nossas “crenças”, proponho uma reflexão sobre essa questão sob o prisma teológico-pastoral. Qual conceito de Deus nossa sociedade cultiva, hoje? Aquele que é gerador de comunhão entre os humanos ou propulsor da concorrência e do sucesso individual, finalmente, um ídolo? Qual crença nos propomos ter?

“Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24). O “dinheiro”, mencionado por Cristo, simboliza o capital que, ao longo da história, tem sido acumulado, tendo, hoje, um grau elevado de virtualidade. O mercado financeiro é feito por dinheiro que gera dinheiro, sem lastro real. O capital, nessa forma, dá impressão de ser um “deus que gera a si mesmo”. Esse extremo resulta de uma economia sob a lógica da mercantilização total, fundada na exploração desenfreada dos recursos naturais e da mão-de-obra, cujo lucro é canalizado para a geração de mais lucro.

Essa “economia sem coração” não está em função da coletividade humana. Ela se funda na liberdade e na concorrência de mercado que sacrifica vidas humanas. Essa lógica sacrificial foi explicitamente questionada por Jesus: “Ide, pois, e aprendei o que significa: ‘eu quero misericórdia e não sacrifício’” (Mt 9,13). Hoje, a classe trabalhadora tem sido imolada, ou seja, sacrificada no altar do “trabalho explorado” ou do “não trabalho”, em oferenda ao “deus capital”.

A impossibilidade do trabalho, o trabalho precário e o trabalho com função antissocial resultam de uma lógica econômica idolátrica, cruelmente mortal. A fé no Deus verdadeiro, de inspiração judaico-cristã, sinaliza uma lógica totalmente oposta. Deus, segundo essa tradição é fonte de vida. Ele é, portanto, libertador de sistemas que causam a morte, a exemplo da libertação dos hebreus no Egito, relatada no livro do Êxodo.

 A identidade libertadora de Deus se manifestou, também, na conquista da “terra prometida”, na atuação dos profetas e na missão de Cristo, o Verbo encarnado (cf. Lc 4,16-21). Este assumiu a “condição de escravo”, isto é, de trabalhador do seu tempo (cf. Fl 2,5-11), adentrando a realidade de morte gerada sobretudo pelo trabalho opressor, para resgatar os oprimidos e dar-lhes vida. O próprio Jesus o diz: “O ladrão vem só para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Jesus foi um trabalhador manual, identificado com trabalhadores comuns. Seu “trabalho” evoluiu para a “obra” que o Pai lhe confiou e assumiu-a até o fim (cf. Jo 17,4). Sua doação total para a salvação da humanidade, tornou-se missão dos que nele creem. A sociedade brasileira se inspira, hoje, no Deus revelado em Cristo ou na falsa crença de um desenvolvimentismo que concede à maior parte da população somente as “sobras dessa festa macabra”? Se nos orientamos por uma fé falsa, certamente nossa crise é maior do que parece, necessitando mudanças mais radicais.

Por Dom Reginaldo Andrietta – Bispo de Jales

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Pesquisa com mais de 3,6 mil artesãos mostra que atividade é opção para crise https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pesquisa-com-mais-de-36-mil-artesaos-mostra-que-atividade-e-opcao-para-crise/ Thu, 13 Jul 2017 10:47:59 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47416 A produção artesanal de objetos proporciona um complemento para a renda e é ainda um trabalho informal para a maioria dos artesãos, conforme apontou pesquisa realizada pela plataforma digital Clube de Artesanato e divulgada na abertura da feira Mega Artesanal, que pode ser visitada pelo público em geral desde ontem (12) na capital paulista.

O levantamento, realizado com 3.649 entrevistados de todo o país nos meses de maio e junho, mostrou que apenas 17,7% dos artesões são legalizados como microempreendedor individual (MEI). O restante permanece na informalidade, sendo que 45,8% disseram que não têm interesse em se registrar e 21,5% afirmaram que não saem da informalidade porque não têm incentivos do governo nem como arcar com os custos altos de uma empresa.

“De acordo com o nosso levantamento, 70% das pessoas fazem artesanato e vendem entre amigos e familiares, e apenas 8% têm uma pequena loja, o que comprova, mais uma vez, a informalidade neste ramo de negócio”, disse Lucas Ferreira, gestor de marketing do Clube de Artesanato, na abertura da feira, ocorrida na terça-feira (11).

A motivação de 49% dos entrevistados que trabalham com artesanato é a complementação da renda familiar. Em 63% das residências, há apenas uma pessoa com trabalho fixo e, em momento de crise, o artesanato ajudou 56% dos entrevistados. Além disso, 31% dos artesãos sustentam entre duas e quatro pessoas com a renda de seu trabalho.

“Muitas pessoas estão migrando hoje [para o trabalho artesanal], por uma dificuldade de recolocação [no mercado] e de novo emprego. [O artesanato] é uma solução prática e rápida para se gerar um complemento de renda. Frente ao momento econômico que o país vem atravessando, [com] quase 14 milhões de pessoas desempregadas, o movimento do artesanato foi muito potencializado”, avaliou Ferreira.

Apesar da característica de auxílio na renda, Ferreira afirmou que há possibilidade de o artesanato se tornar a fonte principal de faturamento. “A maioria utiliza [o artesanato] como complemento de renda. O que naturalmente acontece, e podemos ver na feira, é que, mesmo como um complemento de renda, o negócio vai crescendo, e aí aquela ação despretensiosa vira uma ação de resultado financeiro, se torna uma empresa, cresce e vira um negócio de sucesso. Existem exemplos aqui na feira que o público vai conseguir observar”, disse.

Feira

Na Mega Artesanal, que é a maior feira de produtos e técnicas de artes manuais e artesanato da América Latina, apresenta ao público insumos, máquinas, ferramentas, acessórios, peças prontas, exposições, desafio de moda entre alunos de escolas técnicas estaduais (ETECs), lançamentos de livros, performances de artistas, além de cerca de 10 mil vagas diárias em cursos e oficinas – gratuitos em sua maioria – para aprender alguma técnica de trabalho manual.

A feira está aberta até 16 de julho, na São Paulo Expo, que fica na Rodovia dos Imigrantes, km 1,5. Vans gratuitas saem da Estação Jabaquara do metrô todos os dias para a feira. A entrada custa R$ 20,00, inteira; e R$ 10,00, meia entrada. Outras informações no site .

Por Agência Brasil

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Veja dicas para movimentar as férias da criançada com pouco dinheiro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/veja-dicas-para-movimentar-as-ferias-da-criancada-com-pouco-dinheiro/ Fri, 07 Jul 2017 10:17:41 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47285 As férias tão esperadas e merecidas chegaram pra muitos brasileiros neste mês de julho. O período, principalmente para os estudantes, é um alívio, depois de meses encarando os livros e as salas de aula. Para as crianças, a festa também é grande já que chegou a hora de dormir até tarde, brincar com os amigos e curtir a família sem a “preocupação” das aulas.

A pedagoga Juciele Siqueira afirma que as férias são essenciais para o desenvolvimento pessoal da criança, já que neste período elas podem realizar atividades físicas e criativas com a aproximação entre pais e filhos. Também é importante para o crescimento cultural, no caso de crianças que viajarão e conhecerão outros lugares.

O problema é que o período acompanhado de crise econômica não combina. A ideia de férias vem carregada de planos de viagens, dos projetos de conhecer novos lugares, de se divertir até cansar e etc. Todavia, se a verba é curta, o jeito é usar a criatividade.

Em se tratando das crianças, Juciele Siqueira sugere que os momentos com a família podem ser uma boa saída para aproveitar as férias e se divertir gastando pouco. “O momento ‘pais e filhos’ é de grande importância; por causa da correria do dia a dia, trabalho e compromisso, as crianças sentem falta dessa presença”, diz a especialista.

Ela pontuou algumas dicas práticas direcionadas aos pais e/ou responsáveis para entreter a criançada:

“Para começar, algo bem prazeroso seria um piquenique com direito a toalha na grama, estreitando assim o momento de partilha e comunicação, com brincadeiras de roda e cantigas também. As crianças aprendem muitas cantigas na escola, peça para que lhe ensine. Seu filho sentirá a valorização do que aprende na escola e se sentirá importante para você”, observa.

“Confeccionar petecas, brinquedos com papelão (veja receitas no YouTube) e depois brincar com esses brinquedos será bem divertido, pois quando a criança produz o próprio brinquedo coloca nele sua identidade e sua criatividade. Ou até mesmo, sentar juntos para fazer e colorir um desenho. Tenho lembranças de momentos assim com meus pais, pois é de carinho e atenção que as crianças necessitam. São momentos simples, mas que ficarão com carinho na memória e no coração das crianças”, afirma.

Resgate o sonho e planeje-se

Contudo, não custa pensar que no ano que vem será melhor e que a crise pode, até lá, ter passado e, assim, o plano da tão sonhada viagem de férias possa retornar. Para isso, o planejamento deve ser o ponto de partida. Para o administrador Rodolfo Rosa, a falta de dinheiro não pode ser a desculpa para não curtir as férias. Para quem sonha em viajar, o segredo é se preparar com antecedência, mesmo que seja pensando nas férias do próximo ano.

“Você não precisa ser rico para viajar, mas o planejamento pode proporcionar um passeio bem mais completo com um orçamento bem menor e principalmente evitar endividamento”, disse.

Segundo ele, a pesquisa prévia ajuda a conseguir melhores oportunidades. Confira algumas dicas importantes para negociar bons descontos:

“Compre a passagem com antecedência; pesquise diferentes destinos e evite alta temporada – quando pensarmos em viajar, observar várias opções pode ser importante; utilize o poder de pagar à vista – lojistas pagam taxas de 4% a 10% para a utilização de cartões de débito ou crédito e isso pode ser revertido em um bom desconto; viaje em grupo sempre que possível – pode ser mais barato além de poder dividir um número grande de despesas; estabeleça um valor de gasto diário – através deste podemos controlar melhor os gastos extras; peça desconto – pedir desconto não é pecado, além de muitos lojistas já estarem preparados para isso”, pontuou o especialista.

“O planejamento é peça chave para um bom programa de férias, guardar dinheiro para esse fim evita endividamento desnecessário e pagamento de juros altos. Sendo que quanto maior o tempo de antecedência, melhores descontos e ofertas podemos aproveitar”, acrescentou.

Custo mínimo

Para as crianças, qualquer passeio é válido, diz Rodolfo, e aproveitar em família é o importante. Veja o que ele sugere para curtir as férias a um custo mínimo:

– Brincadeira da Tarde: junte as crianças e seus amiguinhos para uma tarde de brincadeiras;

– Piquenique: uma manhã ou uma tarde embaixo de uma árvore ou em um parque municipal, com bons quitutes podem render boas conversas e risadas;

– Festa do Pijama: junte os amigos e faça uma festa antes de dormir;

– Festas Culturais Gratuitas: muitas cidades oferecem atividades gratuitas, tanto para crianças como para adultos, em locais bem diversificados.

“Criatividade, paciência e proatividade fazem com que as férias sejam bem melhores sempre”, conclui Rodolfo.

Por Canção Nova

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