criação - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png criação - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: "Valorizar a criação e administrá-la com responsabilidade" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-valorizar-a-criacao-e-administra-la-com-responsabilidade/ Thu, 08 Mar 2018 09:06:38 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51171 Confirmar o esforço em promover uma valorização mais profunda do dom de nossa casa comum e administrar a criação com responsabilidade: é o pedido do Papa Francisco contido em uma mensagem enviada ao Cardeal Peter Kodowo Appiah Turkson, Prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

O cardeal pronunciou a palestra de abertura da conferência internacional “Uma radical conversão ecológica depois da Laudato Sì. Pela descoberta do valor intrínseco de todas as Criaturas, Humanas e não-Humanas”. (“Radical Ecological Conversion After Laudato Si’. Discovering the intrinsic Value of all Creatures, Human and Non-human”).

O encontro foi aberto na manhã de quarta-feira (07/03) na Pontifícia Universidade Gregoriana, por iniciativa das embaixadas de Geórgia, Alemanha e Países Baixos junto à Santa Sé, em colaboração com a mesma Universidade e o Faculdade de Ecologia Integral combinada das Universidades Pontifícias.

Quaresma, renovação e responsabilidade

Na mensagem lida pelo Card. Turkson, o Papa se diz “particularmente consciente, neste período da Quaresma, da importância da conversão na renovação da vida cristã, o que inclui a administração responsável da Criação”.

Francisco encoraja os participantes da Conferência a “reafirmar seu compromisso em promover uma maior valorização do dom constituído pela nossa Casa Comum” e faz votos que suas decisões possam comunicar ao mundo a bela verdade que “cada criatura é objeto da ternura do Pai que lhe atribui um lugar no mundo”.

“Até a vida efêmera do ser mais insignificante é objeto do seu amor e, naqueles poucos segundos de existência, Ele envolve-o com o seu carinho.”

Assim conclui o Papa, citando o n. 77 da Laudato si.

Por Vatican News

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Há 17 anos, São João Paulo II criou Cardeal o agora Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/ha-17-anos-sao-joao-paulo-ii-criou-cardeal-o-agora-papa-francisco/ Wed, 21 Feb 2018 12:50:13 +0000 http://teste.toqueto.com/ha-17-anos-sao-joao-paulo-ii-criou-cardeal-o-agora-papa-francisco.html No dia 21 de fevereiro de 2001, há 17 anos, São João Paulo II criou Cardeal o então Arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, que fazia parte do primeiro grupo de 43 novos cardeais do terceiro milênio.

Alguns anos depois, em 27 de abril de 2014, o Papa Francisco declarou santos São João Paulo II e São João XXIII, em uma cerimônia histórica e sem precedentes, na qual reuniu os quatro Pontífices, com a presença do Papa Emérito Bento XVI.

João Paulo II, que criou 231 cardeais durante aproximadamente 27 anos de pontificado, assinalou em 2001 que estes eram “os primeiros cardeais criados no novo milênio” e destacou que, “após ter bebido em abundância nas fontes da misericórdia divina durante o Ano Santo”, a barca mística da Igreja se preparava “para ‘se fazer novamente ao largo’, para transmitir ao mundo a mensagem da salvação”.

Naquela ocasião, o Papa Wojtyla disse aos novos cardeais que “o mundo está se tornando cada vez mais complexo e mutável, e a consciência viva de discrepâncias existentes gera ou aumenta as contradições e os desequilíbrios”.

“O enorme potencial do progresso científico e técnico, assim como o fenômeno da globalização, que ampliam continuamente novas áreas, nos exigem estar abertos ao diálogo com toda pessoa e com toda instância social a fim de dar a todos uma razão da esperança que levamos em nossos corações”, expressou.

“A fim de responder adequadamente às novas tarefas, é necessário cultivar uma comunhão cada vez mais íntima com o Senhor. A própria cor púrpura de vossas vestes recorda- vos essa urgência. Essa cor não é o símbolo do amor apaixonado a Cristo? Nesse vermelho rutilante não está o fogo ardente do amor à Igreja que deve igualmente alimentar em vós a disponibilidade, se necessário, até o supremo testemunho do sangue?”.

“Ao contemplá-los, o povo de Deus deve poder encontrar um ponto de referência concreto e luminoso que o estimule a ser verdadeiramente luz do mundo e sal da terra”, encorajou São João Paulo II.

Por ACI Digital

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I Pregação de Advento: "Que lugar ocupa Cristo no universo?" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/i-pregacao-de-advento-que-lugar-ocupa-cristo-no-universo/ Fri, 15 Dec 2017 12:54:53 +0000 http://teste.toqueto.com/i-pregacao-de-advento-que-lugar-ocupa-cristo-no-universo.html O Papa Francisco e seus colaboradores mais próximos participaram na manhã de sexta-feira (15/12) da primeira pregação do Advento 2017, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano. O pregador oficial do Vaticano, o capuchinho Raniero Cantalamessa, é o autor dos sermões semanais, e este teve como tema “Tudo foi criado por Ele e para Ele; Cristo e a criação”.

As meditações do Advento deste ano têm como proposta recolocar a pessoa divina-humana de Cristo no centro dos dois grandes componentes que, em conjunto, constituem “o real”, isto é: o cosmos e a história, o espaço e o tempo, a criação e o homem. O objetivo final é colocar Cristo “no centro” de nossa vida pessoal e de nossa visão de mundo, no centro das três virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade.

Cristo e o cosmos, Criação e encarnação

Como primeira meditação, Frei Cantalamessa sugeriu a reflexão sobre o relacionamento entre Cristo e o cosmos. “No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas”  (Gn 1, 1-2).  Segundo ele, esta relação, entre criação e encarnação está bem expressa no Livro do Gênesis e na encíclica Laudato si’.

“É uma questão de saber qual lugar ocupa a pessoa de Cristo em todo o universo”, afirmou, questionando: “Existe, então, algo que nos permita escapar do perigo de fazer de Cristo “um intruso ou uma pessoa deslocada na esmagadora e hostil imensidão do Universo”? Em outras palavras, Cristo tem algo a dizer sobre o problema urgente da ecologia e da salvaguarda da criação, ou isso é totalmente marginal a ele, como um problema que afeta quando muito a teologia, mas não a cristologia?

O Espírito Santo é a força misteriosa que impele a criação para a sua realização. Ele que é “o princípio da criação das coisas”, é também o princípio da sua evolução no tempo. Na verdade, isso não é outra coisa senão a criação que continua. Em outras palavras, o Espírito Santo é aquele que, por sua natureza, tende a fazer a criação passar do caos ao cosmos, a fazer disso algo bonito, limpo: um “mundo” precisamente, de acordo com o significado original desta palavra.

Como Cristo atua na criação

O frei capuchinho levantou ainda uma questão: Cristo tem algo a dizer sobre os problemas práticos que o desafio ecológico coloca para a humanidade e para a Igreja? Em que sentido podemos dizer que Cristo, trabalhando através do seu Espírito, é o elemento-chave para um ecologismo cristão saudável e realista?

“Penso que sim”, respondeu Frei Cantalamessa. “Cristo desempenha um papel decisivo também nos problemas concretos da proteção da criação, mas o faz indiretamente, trabalhando no homem e – através do homem – na criação”. Acontece como no início da criação: Deus cria o mundo e confia a custódia e a salvaguarda ao homem.  

Como agir global e localmente

 Como todas as coisas, também o cuidado da criação tem dois níveis: o nível global e o nível local. Um slogan moderno convida a pensar globalmente, mas agir localmente: Think globally, act locally. Isso quer dizer que a conversão deve começar do indivíduo, isto é, de cada um de nós. Francisco de Assis costumava dizer aos seus frades: “Nunca fui um ladrão de esmolas, pedindo-as ou usando-as além da necessidade. Peguei sempre menos do que eu precisava, para que os outros pobres não fossem privados de sua parte; porque, de outra forma, seria roubar”.(14)

Hoje esta regra poderia ter uma aplicação muito útil para o futuro da Terra. Também nós devemos propor-nos: não ser ladrões de recursos, usando-os mais do que o necessário e retirando-os, assim, daqueles que virão depois de nós. Em primeiro lugar, nós que trabalhamos normalmente com o papel, poderíamos tentar não contribuir com o desperdício enorme e desconsiderado que é feito desta matéria-prima, privando assim a mãe terra de uma árvore menos.

Sobriedade e parcimônia, para que todos tenham

O Natal é um forte chamado a esta sobriedade e parcimônia no uso das coisas. Quem nos dá o exemplo é o próprio Criador que, tornando-se homem, se satisfez com um estábulo para nascer. ..”

Todos nós, crentes e não-crentes, somos chamados a comprometer-nos com o ideal da sobriedade e do respeito pela criação, mas nós, cristãos, devemos fazê-lo por uma razão e com uma intenção a mais e diferente. Se o Pai Celestial fez tudo “por meio de Cristo e em vista de Cristo”, também nós devemos tentar fazer tudo assim: “por meio de Cristo e em vista de Cristo”, isto é, com sua graça e para a sua glória. Também o que fazemos neste dia.

Por Rádio Vaticano

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Papa: "Artistas, ajudem-nos a redescobrir a beleza da Criação" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-artistas-ajudem-nos-a-redescobrir-a-beleza-da-criacao/ Mon, 07 Aug 2017 09:38:55 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47694 “As artes expressam a beleza da fé e proclamam a mensagem da grandeza da criação de Deus. Por isso, quando admiramos uma obra de arte ou uma maravilha da natureza, descobrimos como cada coisa nos fala Dele e de Seu amor”.

Este é o teor da videomensagem do Papa Francisco divulgada sexta-feira (04/08) com a intenção de oração proposta para o mês de agosto:

“Peçamos pelos artistas do nosso tempo, para que, através das obras de sua criatividade, nos ajudem a descobrir a beleza da criação”.

As intenções de oração do Santo Padre são confiadas ao Apostolado da Oração, uma rede mundial ao serviço dos desafios da humanidade e da missão da Igreja.

A participação é aberta a qualquer cristão, independentemente da sua pertença a espiritualidades ou grupos específicos dentro da Igreja. 

Assista ao vídeo aqui.

Por Rádio Vaticano

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O cuidado com a Criação como obra de misericórdia https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-cuidado-com-a-criacao-como-obra-de-misericordia/ Fri, 04 Aug 2017 06:28:20 +0000 http://teste.toqueto.com/o-cuidado-com-a-criacao-como-obra-de-misericordia.html No ano passado fomos convidados a viver o Ano da Misericórdia. Como se sabe, o Papa Francisco teve uma experiência forte da misericórdia ainda jovem, quando, ao participar da Missa na festa de São Mateus, ouviu a narração da vocação deste apóstolo.

Ao ser eleito Bispo, em 1992, escolheu como lema episcopal uma expressão da homilia de São Beda sobre a vocação de Mateus que diz: “Misericordiando atque eligendo”, isto é, “com misericórdia o olhou e escolheu”, lema que continuou em seu brasão pontifício.

Em sua Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia Misericordiae Vultus (MV) o Santo Padre, citando Santo Tomás de Aquino, enfatiza que Deus é todo-poderoso no perdão e na misericórdia (MV 6) e é assim que se manifesta seu poder. A misericórdia é uma qualidade da onipotência de Deus.

 

Redescobrir as obras de misericórdia

Foi um vivo desejo do Papa Francisco que os cristãos redescobrissem as sete obras de misericórdia corporais e as sete obras espirituais, para despertar a consciência adormecida diante de dramáticas situações de pobreza (MV 15).

No entanto, no dia 1º de setembro de 2016, em sua Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, o Pontífice acrescentou uma oitava obra a cada um destes elencos: “cuidar da criação”, porque, segundo ele, todas as obras convergem para o cuidado com a vida.

Nas obras de misericórdia corporais, esse cuidado se manifesta com pequenos gestos de respeito ao meio ambiente; nas obras espirituais, manifesta-se como um louvor ao Criador por todas as suas obras. Assim como São João Paulo II, que acrescentou um mistério ao Rosário, para responder à fé do povo, o Papa Francisco o fez com relação às obras de misericórdia, acrescentando mais uma, para responder aos desafios de nosso tempo.

 

A fé sem obras é estéril

Assevera o Papa Francisco que a prática das obras de misericórdia permite a todos nós aferirmos se vivemos ou não como discípulos de Jesus (MV 15). Afinal de contas, não nos será perguntado pelo número de comunhões que fizemos, de terço que rezamos ou adorações de que participamos, porque precisamos disto tudo para praticar aquilo que é o mais importante: as obras de misericórdia.

Sem elas, tudo o mais ficará ritualismo vazio e estéril, que não servirá para nada, pois a fé, sem obras, é morta em si mesma (Tg 2,17). Como adverte o Papa, não poderemos escapar das palavras do Senhor em base às quais seremos julgados, a saber: Eu tive fome…tive sede…estava nu…estive doente ou preso…fui estrangeiro (MV 15).

Não basta, no entanto, a prática assistencialista destas obras. Com relação ao social, diz-se que os cristãos são ótimos enfermeiros, isto é, atendem às consequências, mas péssimos médicos, quer dizer, não eliminam as causas. Sem deixar de preocupar-se com as necessidades mais imediatas e com as situações de emergência representadas pelas obras de misericórdia corporais, é necessário ter um horizonte maior, que se preocupe com a transformação das estruturas geradoras da miséria e da fome.

Isto implica, segundo o Papa Francisco, em um compromisso, tanto para transformar uma economia geradora de morte, quanto para realizar pequenos gestos de solidariedade com os mais sofredores (EG 53;188).

Enfim, devemos fazer um encontro com o rosto misericordioso de Deus, revelado em Jesus Cristo, para sermos sinal da misericórdia no mundo. Como diz o Papa, “não nos deixemos cair na indiferença que humilha, na habituação que anestesia o espírito /…/ e no cinismo que destrói” (MV 15). Afinal, somente os misericordiosos alcançarão misericórdia (Mt 5,7).

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Padre Antonio Aparecido Alves é Mestre em Ciências Sociais com especialização em Doutrina Social da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e Doutor em Teologia pela PUC-Rio. Professor na Faculdade Católica de São José dos Campos e Pároco na Paróquia São Benedito do Alto da Ponte em São José dos Campos (SP).

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Papa envia mensagem para a CF 2017: "O criador foi pródigo com o Brasil" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-envia-mensagem-para-a-cf-2017-o-criador-foi-prodigo-com-o-brasil/ Wed, 01 Mar 2017 13:37:15 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-envia-mensagem-para-a-cf-2017-o-criador-foi-prodigo-com-o-brasil.html A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu oficialmente, nesta Quarta-feira de Cinzas, dia primeiro de março, a Campanha da Fraternidade 2017 (CF 2017).  O tema  da Campanha: “Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida”,O lançamento foi na sede da entidade, em Brasília (DF).

A campanha, que tem como lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), alerta para o cuidado da Casa Comum, de modo especial dos biomas brasileiros. Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase à diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem, sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.

O Papa Francisco enviou uma mensagem por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade 2017. Eis a íntegra do texto:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Desejo me unir a vocês na Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2017, tem como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, lhes animando a ampliar a consciência de que o desafio global, pelo qual toda a humanidade passa, exige o envolvimento de cada pessoa juntamente com a atuação de cada comunidade local, como aliás enfatizei em diversos pontos na Encíclica Laudato Si’, sobre o cuidado de nossa casa comum.

O criador foi pródigo com o Brasil. Concedeu-lhe uma diversidade de biomas que lhe confere extraordinária beleza. Mas, infelizmente, os sinais da agressão à criação e da degradação da natureza também estão presentes. Entre vocês, a Igreja tem sido uma voz profética no respeito e no cuidado com o meio ambiente e com os pobres. Não apenas tem chamado a atenção para os desafios e problemas ecológicos, como tem apontado suas causas e, principalmente, tem apontado caminhos para a sua superação. Entre tantas iniciativas e ações, me apraz recordar que já em 1979, a Campanha da Fraternidade que teve por tema “Por um mundo mais humano” assumiu o lema: “Preserve o que é de todos”. Assim, já naquele ano a CNBB apresentava à sociedade brasileira sua preocupação com as questões ambientais e com o comportamento humano com relação aos dons da criação.

O objetivo da Campanha da Fraternidade deste ano, inspirado na passagem do Livro do Gênesis (cf. Gn 2,15), é cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho. Como “não podemos deixar de considerar os efeitos da degradação ambiental, do modelo atual de desenvolvimento e da cultura do descarte sobre a vida das pessoas” (LS, 43), esta Campanha convida a contemplar, admirar, agradecer e respeitar a diversidade natural que se manifesta nos diversos biomas do Brasil – um verdadeiro dom de Deus – através da promoção de relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles vivem. Este é, precisamente, um dos maiores desafios em todas as partes da terra, até porque as degradações do ambiente são sempre acompanhadas pelas injustiças sociais.

Os povos originários de cada bioma ou que tradicionalmente neles vivem nos oferecem um exemplo claro de como a convivência com a criação pode ser respeitosa, portadora de plenitude e misericordiosa. Por isso, é necessário conhecer e aprender com esses povos e suas relações com a natureza. Assim, será possível encontrar um modelo de sustentabilidade que possa ser uma alternativa ao afã desenfreado pelo lucro que exaure os recursos naturais e agride a dignidade dos pobres.

Todos os anos, a Campanha da Fraternidade acontece no tempo forte da Quaresma. Trata-se de um convite a viver com mais consciência e determinação a espiritualidade pascal. A comunhão na Páscoa de Jesus Cristo é capaz de suscitar a conversão permanente e integral, que é, ao mesmo tempo, pessoal, comunitária, social e ecológica. Reafirmo, assim, o que recordei por ocasião do Ano santo Extraordinário: a misericórdia exige “restituir dignidade àqueles que dela se viram privados” (Misericordia vultus, 16). Uma pessoa de fé que celebra na Páscoa a vitória da vida sobre a morte, ao tomar consciência da situação de agressão à criação de Deus em cada um dos biomas brasileiros, não poderá ficar indiferente.

Desejo a todos uma fecunda caminhada quaresmal e peço a Deus que a Campanha da Fraternidade 2017 atinja seus objetivos. Invocando a companhia e a proteção de Nossa Senhora Aparecida sobre todo o povo brasileiro, particularmente neste Ano mariano, concedo uma especial Bênção Apostólica e peço que não deixem de rezar por mim.

Vaticano, 15 de fevereiro de 2017.

Por Rádio Vaticano

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