conversão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png conversão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: a fé não é espetáculo, é preciso pensar com espírito de Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-a-fe-nao-e-espetaculo-e-preciso-pensar-com-espirito-de-deus/ Mon, 05 Mar 2018 14:51:52 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-a-fe-nao-e-espetaculo-e-preciso-pensar-com-espirito-de-deus.html A religião e a fé não são “um espetáculo”. O Papa começou a semana celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta.

Na homilia, comentou as leituras do dia: a Primeira dedicada a Naamã o Sírio e o Evangelho de Lucas, em que Jesus explica que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. O Pontífice explicou que neste tempo da Quaresma a Igreja nos faz refletir hoje sobre a conversão do pensamento, das obras e dos sentimentos.

A conversão do pensamento

“A Igreja nos diz que as nossas obras devem se converter, e nos fala do jejum, da esmola, da penitência: é uma conversão das obras. Fazer obras novas, obras com estilo cristão, o estilo que vem das Bem-aventuranças, em Mateus 25: fazer isto. Também a Igreja nos fala da conversão dos sentimentos: também os sentimentos devem se converter. Pensemos por exemplo na Parábola do Bom Samaritano: converter-se à compaixão. Sentimentos cristãos. Conversão das obras; conversão dos sentimentos; mas, hoje, nos fala da ‘conversão do pensamento’: não daquilo que pensamos, mas também de como pensamos, do estilo do pensamento. Eu penso com um estilo cristão ou com um estilo pagão? Esta é a mensagem que hoje a Igreja nos dá”.

Deus não faz espetáculo

A propósito do episódio de Naamã o Sírio, doente de lepra, o Papa lembra que ele “vai até Eliseu para ser curado” e é aconselhado a se banhar sete vezes no Jordão. Ao contrário, ele pensa que os rios de Damasco são melhores do que as águas de Israel, “fica irritado e vai embora sem fazê-lo”, recorda Francisco, porque “este homem queria o espetáculo”.

“Pensava que Deus vinha somente no espetáculo. E, dentro do espetáculo, a cura. ‘Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria’, esperava o espetáculo. E o estilo de Deus é outro: cura de outro modo. Ele deve aprender a pensar num estilo novo, deve converter o modo de pensar”.

O Pontífice notou que o mesmo acontece com Jesus que volta a Nazaré e vai até Sinagoga. Inicialmente “as pessoas o olhavam”, “estavam impressionadas”, “contentes”.

“Mas sempre tem um falador que começou a dizer: Mas este, este é o filho do carpinteiro. O que nos ensina? Em que universidade ele estudou? Sim! É o filho de José. Começam a cruzar opiniões, muda o comportamento das pessoas e querem matá-lo.  Da admiração e surpresa ao desejo de matá-lo. Eles também queriam espetáculo. Dizem que fez milagres na Galileia e nós acreditamos. Jesus explica: “Eu garanto a vocês: nenhum profeta é bem recebido em sua pátria”. Isso porque nós resistimos em dizer que alguns de nós podem nos corrigir. Deve vir alguém com o espetáculo a nos corrigir. A religião não é um espetáculo. A fé não é um espetáculo: é a Palavra de Deus e o Espírito Santo que age nos corações.”

A graça da conversão

“A Igreja”, sublinhou Francisco, “nos convida a mudar a maneira de pensar, o estilo de pensar. Podemos recitar o Credo e todos os dogmas da Igreja”, mas:

“A conversão do pensamento. Não é usual que pensemos desse modo. Não é usual. Também a maneira de pensar, a maneira de crer deve ser convertida. Podemos nos fazer uma pergunta: com que espírito eu penso? Com o espírito do Senhor ou com o próprio espírito, com o espírito da comunidade à qual pertenço ou do grupinho ou da classe social da qual faço parte, com o do partido político ao qual pertenço? Com que espírito eu penso? E procurar saber se penso realmente com o espírito de Deus. Pedir a graça de discernir quando penso com o espírito do mundo e quando penso com o espírito de Deus. Pedir a graça da conversão do pensamento.”

Por Vatican News

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Papa: nada de ameaças no confessionário, mas o perdão do Pai https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/papa-nada-de-ameacas-no-confessionario-mas-o-perdao-do-pai/ Tue, 27 Feb 2018 13:28:47 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-nada-de-ameacas-no-confessionario-mas-o-perdao-do-pai.html Quaresma é um tempo que ajuda à conversão, à reaproximação a Deus, à mudança de nossa vida e esta é uma graça a ser pedida ao Senhor. Este foi o tema da homilia do Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta terça-feira na capela da Casa Santa Marta.

Jesus Chama com doçura e confiança de pai

Inspirando-se no primeiro livro do Profeta Isaías – um verdadeiro “chamado à conversão” – o Papa Francisco mostra qual é a atitude “especial” de Jesus diante de nossos pecados: “não ameaça, mas chama com doçura, dando confiança”.

“Venha, conversemos” são as palavras do Senhor aos chefes de Sodoma e ao povo de Gomorra, a quem – explica o Papa – já indicou “o mal” a ser evitado e o “bem” a ser seguido. Assim faz conosco:

“O Senhor diz: “Venha, Venha e debatamos. Falemos um pouco”. Não nos assusta. É como o pai do filho adolescente que fez uma bobagem e deve repreendê-lo. E sabe que se vai com o bastão a coisa não acabará bem, deve então agir com confiança. O Senhor, nesta passagem, nos chama assim: “Venha. Tomemos um café juntos. Debatamos, discutamos. Não tenha medo, não quero agredi-lo”. E como sabe que o filho pensa: “Mas eu fiz coisas…” – Imediatamente: “Ainda que os seus pecados fossem como escarlate, tornar-se-ão brancos como a neve. Se fossem vermelhos como púrpura, tornar-se-ão como lã”.

Também na confissão nada de ameaças

Como o pai em relação ao filho adolescente, Jesus então, com “um gesto de confiança, aproxima ao perdão e muda o coração”.

Assim fez – recorda Francisco – chamando Zaqueu ou Mateus, e assim faz em nossa vida, nos faz ver “como dar um passo em frente no caminho da conversão”:

“Agradeçamos ao Senhor pela sua bondade. Ele não quer nos agredir e nos condenar. Deu a sua vida por nós e esta é a sua bondade. E sempre busca o modo de chegar ao coração. E quando nós sacerdotes, no lugar do Senhor, devemos ouvir as confissões, também nós devemos ter esta atitude de bondade, como diz o Senhor: “Venham, debatamos, não há problema, o perdão existe”, e não a ameaça, desde o início”.

Ir ao Senhor de coração aberto: é o pai que espera

O Papa conta a este propósito a experiência de um cardeal confessor, que justamente diante do pecado que intui ser “grande”, não se detém muito e segue em frente, continua o diálogo: “E isto abre o coração” – sublinhou o Papa – “e a outra pessoa se sente em paz”.

Assim faz o Senhor conosco. Diz: “venham, debatamos, falemos. Pegue o recibo do perdão, perdão existe”:

“Ajuda-me ver esta atitude do Senhor: o pai com o filho que se acha grande, que se acha crescido e ainda está no meio do caminho. E o Senhor sabe que todos nós estamos na metade do caminho e tantas vezes temos necessidade disto, de ouvir esta palavra: “Mas venha, não se assustes, vem. O perdão existe”. E isto nos encoraja. Ir ao Senhor com o coração aberto: é o pai que nos espera”.

Por Vatican News

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A espiritualidade da Quaresma https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/a-espiritualidade-da-quaresma/ Fri, 23 Feb 2018 16:34:42 +0000 http://teste.toqueto.com/a-espiritualidade-da-quaresma.html Embora quase esquecido, há, porém, um paradigma na teologia que não perdeu a sua validade, segundo pensa muita gente boa, inclusive modestamente eu. O esquema é este: À uma espiritualidade ou religiosidade vertical corresponde outra horizontal. Dizendo de outro modo, vertical é a relação pessoal com Deus, “Eu e Deus”, e a horizontal, a relação pessoal com os outros e o mundo, “Eu e os outros e o mundo”. Com outras expressões, diz-se vertical a que se refere à caridade-justiça de Deus ou para com Deus e a horizontal, à caridade-justiça social ou para com os outros. Como se pode perceber, é uma explicitação dos dois mandamentos da caridade: 1- “Amarás ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente”; 2- “Amarás ao próximo como a ti mesmo”. Aquele é o maior e o primeiro mandamento. Este é semelhante àquele, mas é o segundo mandamento, conforme Jesus explica em Mateus 22, 36-39. Que quero dizer com isto? Exatamente, chamar a atenção para frisar que embora as duas espiritualidades sejam semelhantes, no entanto, a vertical é a primeira, e a horizontal a segunda. Ou seja, os deveres para com Deus vêm em primeiro lugar e em segundo os para com o mundo da criação. Em outros termos, os direitos de Deus sobre cada um de nós precedem aos direitos que os outros e o mundo têm sobre nós. Os direitos de Deus e as obrigações que temos para com Deus expressam-se em tudo o que concerne à sua santa vontade e em suas leis. Basicamente, nossas obrigações consistem em conhecer a vontade de Deus para vivê-la, em observar os seus mandamentos e ensinamentos, em praticar as virtudes e as obras de misericórdia e em vencer as tentações e evitar todo pecado que é sempre uma ofensa feita a Deus pela desobediência à sua lei. Como dizemos que Deus é amor e fomos criados à sua imagem e semelhança, amar é tudo na vida, é, enfim, o absolutamente essencial. Por isso, o essencial na vida cristã é o primeiro mandamento: “Adorar a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas”. De tal maneira, com toda razão, a teologia nos diz que por causa do amor a Deus segue-se o amor aos outros e entre estes aos pobres e sofredores. Como sabemos, desde o relato de Caim e Abel, toda a Bíblia está marcada pelo amor de predileção de Deus pelos fracos e maltratados da história humana. O amor ao próximo, por conseguinte, é também essencial, mas é o segundo mandamento, o que decorre daquele amor primeiro de Deus, a quem por primeiro devemos amar. Pode-se dizer com toda certeza que amar assim como Deus nos ama e ama a sua criação deve ser a razão da nossa vida, é o que dará sentido à nossa vida, é o que nos possibilitará ser santos como o Pai do céu é santo. Em suma, é o que nos fará ser cristãos, ser discípulos de Jesus, isto é, seguir o modelo de quem se identificou com os seus “irmãos mais pequeninos” (Mt 25,40.45) e fez uma opção clara pelos excluídos do seu tempo.

Por que faço esta introdução na reflexão sobre a Quaresma? Porque hoje em dia, sobretudo, na sociedade afastada de Deus tudo virou horizontalidade. Nada ou pouco se fala de Deus. Veja, por exemplo, o projeto de intervenção federal na segurança no Rio e o anúncio da criação do Ministério da Segurança Pública, empreendidos pelo governo federal para o enfrentamento do grave problema da violência. A Campanha da Fraternidade trabalha o mesmo tema, que a Igreja desde o ano passado reconheceu-o como o maior problema da atualidade brasileira: a violência e a sua superação. É evidente que o Estado e a Igreja são instituições diferentes. Portanto, cada uma enfoca o tema a partir da sua identidade e peculiaridades.  No entanto, já que nossa nação é cristã é de se perguntar: os pressupostos básicos da nossa fé em Deus, da fraternidade humana fundada na paternidade do mesmo Deus, dos princípios filosóficos da ética cristã, dos valores morais, dos mandamentos de Deus, das leis divinas e naturais, presentes no projeto da Campanha da Fraternidade, fundamentam também, ao menos de longe, os referidos projetos de segurança do governo federal?

Pois bem, conforme a espiritualidade quaresmal, a conversão consiste em que, primeiramente, eu e você ou nós cristãos devemos voltar-nos para Deus e procurá-Lo com todo o coração como primeiro passo para podermos convocar toda a sociedade a se colocar também diante de Deus e a ouvir a sua voz convidando todos à conversão. Porquanto, como fica evidente, a conversão passa pela pessoa, deve começar com cada um de nós, depois pelos outros da comunidade e da sociedade. A conversão deve começar comigo e com você, prezado leitor. Nós precisamos voltar o coração para Deus pelos exercícios quaresmais da “oração, jejum e esmola”, e buscar a reconciliação mediante os sacramentos e a celebração pascal da paixão, morte e ressurreição do Senhor. A conversão que nos leva a mudar muita coisa em nossa vida é que renova em nós atitudes e comportamentos e que, por fim, devolve a paz ou a faz crescer em nossos corações. Por isso, a Igreja, mãe e mestra, nos ensina que somente homens e mulheres convertidos e pacificados poderão ser pacificadores e promover a justiça, a paz, a reconciliação e a fraternidade ao redor, na sociedade e no mundo. Em síntese, não haverá nunca mundo novo sem homens e mulheres novos.  A superação da violência passa pela conversão pessoal. Essa é a convocação primeira da Liturgia quaresmal para que a Campanha da Fraternidade possa ser eficaz e produzir resultados. Sem esta premissa também os projetos do governo federal para o enfrentamento da violência pouco ou nada hão de realizar.

Neste segundo domingo da Quaresma o Evangelho de Marcos 9, 2-10 relata a transfiguração de Jesus no Tabor. A glória e ressurreição de Jesus, depois de sua paixão e morte, ensinam que também a glória e a transfiguração futura do ser humano pecador passam pela penitência, conversão e mudança de vida.

Por Dom Caetano Ferrari – Diocese de Bauru

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Nona meditação: escutar a sede das periferias https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/nona-meditacao-escutar-a-sede-das-periferias/ Thu, 22 Feb 2018 15:54:26 +0000 http://teste.toqueto.com/nona-meditacao-escutar-a-sede-das-periferias.html “É essencial estar com olhos bem abertos à realidade do mundo que está em torno a nós.”

Com estas palavras, o padre José Tolentino iniciou a nona meditação no retiro do Papa Francisco com seus colaboradores da Cúria Romana. Ele ressaltou que a “voz de Deus deverá sempre confrontar-se com a pergunta feita as origens: onde está o teu irmão?”

Um dos exemplos importantes que o pregador chamou à reflexão foi o problema da falta de água nas grandes periferias do mundo. Cita um pequeno trecho da Encíclica de Papa Francisco, Laudato Si, sobre este tema: “Um problema particularmente sério é aquele da qualidade da água disponível para os pobres, que provoca mortes a cada dia”.   E afirma que “diante da sede das periferias, urge adotar uma autêntica conversão dos estilos de vida e de coração”.

Em outro tema importante da meditação sobre as periferias, o padre José recorda que Jesus é um “homem periférico”, de que Ele também foi um homem de periferia.

Jesus “não nasceu cidadão romano, não pertencia ao primeiro mundo da época, nasceu em Belém, e em Nazaré, de onde recebeu o nome, é tão insignificante em ser uma das raras localidades da Palestina. Quem escutava falar de Nazaré mostrava um ar sarcástico e perguntava, fingindo uma perplexidade: de Nazaré pode vir alguma coisa de bom? ” (Jo 1.46)

Jesus viveu completamente esta realidade de periferia, desde o seu nascimento até o momento de sua morte. Era da periferia de Israel e consequentemente da periferia do Império, do domínio romano.

Porém “a mensagem de Jesus, pega aquela via do mundo periférico. Marcos, autor da primeira narração evangélica, põe o encontro de Jesus ressuscitado com os seus discípulos ainda na periferia: ‘Ele os precede na Galileia. Ali os verão, como os disse’” (Mc 16,7).

E convidou a recordarem que a partir de Jesus, o cristianismo também se encontra em uma realidade periférica.

“O território transformou-se, e não é mais o que era antes. A população mudou de lugar. Em torno às catedrais, por exemplo, não há mais a verdadeira vida: os centros urbanos se tornaram um polo de atividades burocráticas e comerciais.”

“Também nestes lugares a Igreja é chamada a sair de si mesma e descobrir um novo ardor missionário.”

Segundo o pregador, a Igreja do Século XXI será certamente mais periférica, e nos desafiará a redescobrir que as periferias não são vazias do religioso, mas os endereços de Deus.

Dentre todas as periferias, o pregador relata várias experiências nas diversas partes da cidade, desde o abandono aos índices de criminalidade, doentes e presidiários, que para ele são periferias onde a Igreja está presente.

“Ali onde se encontra a vulnerabilidade humana devemos ser cada mais o rosto de Cristo.”

Padre José fala do perigo da separação da vivência do Sacramento da Eucaristia do Altar, com o sacramento da vida  dos pobres, citando Dom Helder Câmara, que com estas palavras exortava a Igreja do seu tempo: “O que fizemos da Igreja de Cristo? Como pode a multidão dos excluídos, dos esquecidos, dos sem tetos, dos sem nada, crer ainda que o Criador é um Pai que os ama, se nós, nós que ousamos dizer-se cristãos, nós que temos tudo, continuamos a deixar seus pratos vazios…, não sejamos somente crentes. Busquemos ser credíveis”.   

Por fim, recorda que a humanidade necessita ser abraçada, principalmente aquela que está ferida, quando se sente leprosa, diminuída, sufocada pela exclusão e pelos estigmas. E podemos dizer com a nossa presença simples e fraterna: Estou aqui, não estás sozinho.

Por Vatican News

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5 coisas que deve saber sobre a Quaresma https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/5-coisas-que-deve-saber-sobre-a-quaresma/ Wed, 14 Feb 2018 09:16:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50753 A Quaresma é um tempo litúrgico em que por 40 dias a Igreja chama os fiéis à penitência e à conversão, para se preparar verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo na Semana Santa.

Aqui estão cinco pontos que todo católico deve saber sobre a Quaresma:

1. Oração, mortificação e caridade: as três práticas quaresmais

A oração é uma condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, o cristão entra em diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça entre em seu coração e, como Maria, abre-se para a oração do Espírito cooperando com ela em sua resposta livre e generosa (ver Lc 1,38).

A mortificação se realiza cotidianamente e sem a necessidade de fazer grandes sacrifícios. Com ela, são oferecidos a Cristo aqueles momentos que geram desânimo no transcorrer do dia e se aceita com humildade, gozo e alegria, todas as diversidades que chegam.

Da mesma forma, saber renunciar a certas coisas legítimas ajuda a viver o desapego e desprendimento. Dentro dessa prática quaresmal, estão o jejum e a abstinência que serão explicados mais adiante.

A caridade é necessária como refere São Leão Magno: “Se desejamos chegar à Páscoa santificados em nosso ser, devemos pôr um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados”.

Sobre esta prática, São João Paulo II explica que este chamado a dar “está enraizado no mais profundo do coração humano: toda pessoa sente o desejo de colocar-se em contato com os outros e se realiza plenamente quando se dá livremente aos demais”.

2. O jejum e a abstinência

O jejum consiste em fazer uma refeição forte por dia, enquanto a abstinência consiste em não comer carne. Com ambos os sacrifícios, reconhecemos a necessidade de fazer obras para reparar o dano causado por nossos pecados e para o bem da Igreja.

Além disso, de forma voluntária, deixam-se de lado necessidades terrenas e se redescobre a necessidade da vida do céu. “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4,4).

O jejum não proíbe de tomar um pouco de alimento na parte da manhã e à noite. É obrigatório dos 18 aos 59 anos.

Por outro lado, a abstinência, embora proíba o consumo de carne, não é o caso de ovos, leite e qualquer condimento feito a partir de gorduras animais. O jejum é obrigatório a partir de 14 anos de idade.

3. A Quaresma começa com a Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa

Na Quarta-feira de Cinzas começam os 40 dias de preparação para a Páscoa. Após a Missa, o sacerdote abençoa e impõe as cinzas feitas de ramos de oliveira abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estas são impostas fazendo o sinal da cruz na testa e dizendo as palavras bíblicas: “Lembra-te que és pó e ao pó retornarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Desta forma, a cinza é um sinal de humildade e recorda ao cristão sua origem e seu fim.

A Quaresma termina na Quinta-feira Santa. Nesse dia, a Igreja recorda a Última Ceia do Senhor, quando Jesus de Nazaré compartilhou a refeição pela última vez com seus apóstolos antes de ser crucificado na Sexta-feira Santa.

4. A duração da Quaresma está baseada na simbologia do número 40 na Bíblia

Os 40 dias da Quaresma representam o mesmo número de dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, os quarenta dias do dilúvio, os quarenta dias da marcha do povo judeu pelo deserto, os quarenta dias de Moisés e Elias na montanha e os 400 anos que durou a estadia dos judeus no Egito.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provas e dificuldades.

5. Na Quaresma, a cor litúrgica é o roxo

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, penitência, conversão espiritual; tempo para preparar o mistério pascal.

Por ACI Digital

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Igreja em saída https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/igreja-em-saida/ Wed, 04 Oct 2017 09:09:35 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48828 A missão é constitutiva da identidade da Igreja chamada pelo Senhor a evangelizar todos os povos. Sua razão de ser e agir como fermento e como alma da sociedade, que deve renovar-se em Cristo e transformar-se em família de Deus. Neste ano em que comemoramos o 10º aniversário da V Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho em Aparecida recordamos a importância da “missão permanente” dos discípulos missionários para que nossos povos em Cristo tenham vida. É o momento de animar a vocação missionária dos cristãos, fortalecer as raízes de sua fé e despertar sua responsabilidade para que todas as comunidades cristãs ponham-se em estado dessa missão permanente. Trata-se de despertar, nos cristãos, a alegria do Evangelho para uma igreja em saída e a fecundidade de serem discípulos de Jesus Cristo, celebrando com verdadeiro gozo o “estar-com-Ele” e o “amar-com-Ele”, para serem enviados para a missão.

A missão nos leva a viver o encontro com Jesus num dinamismo de conversão pessoal, pastoral e eclesial, capaz de impulsionar à santidade e ao apostolado os batizados e de atrair pelo contágio os que abandonaram a caminho, os que estão distantes do influxo do Evangelho e os que ainda não experimentaram o dom da fé. Outubro é o mês missionário, um dos meses temáticos, assim como o mês de agosto é dedicado às vocações e setembro à Bíblia. Depois de termos iniciado no hemisfério sul a primavera, outubro é um tempo forte para se intensificar as orações e os trabalhos de missão. A dimensão missionária é a mais profunda identidade da Igreja, ou como recorda o Papa Francisco em sua mensagem para o Dia Mundial das missões: “A missão no coração da fé cristã”. A Igreja existe para continuar a missão de Cristo aqui na terra. No primeiro dia do mês a Igreja celebramos o dia de Santa Terezinha do Menino Jesus, a padroeira das missões. Uma santa doutora da Igreja que faleceu aos 24 anos, no convento, conhecida por ser uma santa com vida simples sem feitos extraordinários, mas que caminhou pela “pequena via” da missão evangelizadora. Por ser a padroeira das missões, o exemplo da vida de Santa Terezinha faz com que todos os cristãos se sintam compromissados com a evangelização, em levar a Palavra de Deus a todos os lugares e a todas as pessoas sendo o “coração da Igreja”.

A intenção em outubro é promover uma conscientização para entusiasmar os fiéis cristãos na missão de cada um. Os religiosos, religiosas, sacerdotes, membros de novas comunidades, são missionários e assim denominados, mas os leigos também têm o dever de evangelizar.

Devido este caráter missionário da Igreja, no Brasil este ano temos como tema do mês missionário: A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída” e o lema: “Juntos na missão permanente “A Missão do Messias vem do Deus da vida e por isso, traz libertação para quem sofre algum tipo de escravidão. Hoje, Jesus nos desafia a assumirmos essa mesma Missão”, complementa.

Quando falamos da atividade missionária da comunidade eclesial, precisamos passar da missão à missionariedade, do objeto (o que fazer) ao sujeito (quem vai fazer) do mandato missionário. Não é suficiente perceber a necessidade da missão, mas é fundamental tomar consciência de que toda a Igreja, e nela cada batizado ou batizada, é o sujeito da missão. Fica, pois, muito claro que toda a Igreja é por sua natureza missionária.

Os cristãos não podem permanecer passivos, reduzindo, muitas vezes, sua pertença eclesial a momentos rituais. É preciso colocar toda a Igreja em “estado permanente de missão”. A Igreja é toda missionária em seus membros que agem de diversos modos, de acordo com a multiplicidade e a variedade dos carismas e dons. É em cada um de seus membros que a comunidade cristã coloca-se a serviço da evangelização e é enviada para pregar o Evangelho a toda a criatura.

A Igreja missionária a serviço do Evangelho faz dela uma de suas características fundamentais. Optar pelo pobre “é condição necessária e irrenunciável do caráter evangélico da ação da Igreja.” (CNBB Diretrizes Gerais da ação Evangelizadora, 194) É claro que assumir, sem meios termos, a causa dos excluídos e excluídas exige uma verdadeira reviravolta na própria vida. É preciso entrar naquele processo de “metânoia” (mudança de mentalidade) do qual fala o Evangelho.

Todas as famílias e comunidades são convidadas a viverem com maior intensidade o Mês das Missões. Com isso, a nossa Igreja no Brasil se fortalece e se abre com maior generosidade para a Missão Universal além-fronteiras. Conforme o apelo do papa Francisco, “não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário!” (EG 80).

Rezemos a oração do mês missionário 2017: “Deus de misericórdia, que enviaste o Teu Filho Jesus Cristo e nos sustentas com a força do Espírito Santo, ensina-nos a caminhar juntos e, a exemplo de Maria, nossa Mãe Aparecida, na celebração dos 300 anos do encontro da imagem, sejamos, em toda a parte, testemunhas proféticas da alegria do Evangelho para uma Igreja em saída. Amém”.

Por Cardeal Orani João Tempesta – Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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O que pedir a Nossa Senhora durante a Romaria? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/o-que-pedir-nossa-senhora-durante-romaria/ Thu, 10 Aug 2017 13:34:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47773

Neste quarto dia da nossa Romaria, 08, Pe. Valdivino Borges Júnior, Reitor do Santuário de Nossa Senhora da Penha em Guarinos-GO, presidiu a Santa Missa das 19h no Santuário de Muquém. Concelebraram também Pe. Dioclésio, Vigário Geral da Diocese de Uruaçu, e Pe. Aldemir, Reitor do Santuário de Nossa Senhora d’Abadia de Muquém.

Pe. Valdivino Junior trouxe ao Santuário a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora da Penha, lembrando os romeiros de que Maria é a mesma Mãe com vários títulos. Em sua homilia, Pe. Valdivino convidou os romeiros a pedirem com fé e firmeza o socorro de Deus, e não desistir dos propósitos firmados, mas prosseguir confiando na intercessão de Nossa Senhora.

Convidou, também, os romeiros a entregarem a Ela os pedidos que trazem no coração, suplicando a graça de Deus por meio de Maria. O sacerdote exortou os romeiros a suplicarem durante esse tempo de Romaria que, por meio de Maria, Jesus nasça em cada um de nós, trazendo conversão e mudança de vida.

Por fim, lembrou aos romeiros que temos uma Mãe e um Pai no Céu, cuidando de cada um de nós, e, por este motivo, somos convidados a amar aqueles que estão próximos e, principalmente, amar a Deus.

Confira fotos

PASCOM Diocesena

 

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Pensar que Fátima esgotou sua vocação profética é ilusório https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pensar-que-fatima-esgotou-sua-vocacao-profetica-e-ilusorio/ Tue, 27 Jun 2017 10:19:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46990 No encerramento do Congresso Pensar Fátima, em Portugal, o Conselho Pontifício para a Cultura, na figura do Cardeal Gianfranco Ravasi, assinalou que “seria uma ilusão pensar que Fátima esgotou a sua vocação profética”, pois a mensagem da Virgem aos pastorinhos tem “pertinência” ainda hoje.

Segundo informa o site do Santuário de Fátima, o Cardeal Ravasi proferiu no sábado, 24 de junho, a conferência intitulada “Fátima como Promessa”, a qual encerrou o congresso mariano que aconteceu desde o dia 21 de junho, no Centro Pastoral de Paulo VI, no Santuário de Fátima.

O Purpurado ressaltou que, embora esteja ligada a determinado contexto histórico das aparições da Virgem Maria aos três pastorinhos em 1917, a mensagem de Fátima “nos dá uma chave de leitura para o nosso próprio modelo de sociedade e de cultura que assenta num outro modelo antropológico”.

Assim, citou alguns “males que nos atingem e para as quais Deus chama a atenção através de Nossa Senhora”, tais como “o secularismo – doença da nossa sociedade –, a apatia – mais grave que o agnosticismo –, a indiferença, a falta de valores e de referências, as guerras fragmentadas em todo o mundo”.

“A mensagem de Fátima é uma mensagem publica que ultrapassa as fronteiras de Portugal, chegando a tratar as vicissitudes da sociedade planetária e, embora os profetas falem sempre em contextos precisos, neste caso, esta profecia vai além do presente, mantendo uma ligação com ele”, afirmou.

O Purpurado analisou a mensagem de Fátima a partir de referências bíblicas e lembrou que a mensagem de Fátima “é uma proclamação evangélica de salvação”, destacando a importância da oração, da conversão, da reparação e do esforço pela paz.

“Fátima continua a ser uma proclamação de fé em um mundo secularizado; um anúncio de paz em um planeta sempre atormentado pelas guerras; uma escola de pobreza e simplicidade em que a escolha do último é prioritária em uma sociedade materialista e também uma escola de valores perante uma sociedade apática”, sublinhou.

Além disso, indicou que “em Fátima há um sol que convida à oração”.  “Aqui, revive-se o desenho de Deus que interpela a humanidade desde os seus primórdios: ‘onde está Abel o teu irmão?’, abrindo sempre a porta da salvação, pois o Senhor é mais forte que o mal e Nossa Senhora é a garantia materna da bondade de Deus, da esperança”, declarou.

Nesse sentido, assinalou o presidente do Conselho Pontifício, “a mensagem de Fátima nos convida a uma fé incarnada que é histórica e tornar-se guia, uma luz para o passo dos crentes”.

Por ACI Digital

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Esta foi a explicação do Cardeal Ratzinger sobre o terceiro segredo de Fátima https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/esta-foi-a-explicacao-do-cardeal-ratzinger-sobre-o-terceiro-segredo-de-fatima/ Thu, 11 May 2017 10:26:35 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46195 Em resposta a más interpretações do “terceiro segredo” de Fátima que algumas pessoas associam a um “caos apocalíptico”, o então Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e agora Papa Emérito Bento XVI, explicou o sentido do texto e como pode servir para compreender e viver melhor o Evangelho.

A terceira parte do segredo de Fátima foi revelada em 13 de julho de 1917 aos três pastorinhos na Cova da Iria e transcrita pela Irmã Lúcia em 3 de janeiro de 1944. Foi publicado pelo Secretário de Estado, Cardeal Angelo Sodano, em 13 de maio de 2000.

As mensagens transmitidas pela Virgem Maria exortam ao arrependimento, à conversão, à oração e à penitência como meios de reparação pelos pecados.

Segundo o Cardeal, o chamado à penitência é uma exortação à compreender os sinais dos tempos e à conversão. A penitência também é a resposta a um determinado momento histórico caracterizado por grandes dificuldades.

No segredo, há um elemento que se refere a um “anjo com a espada de fogo”. Para o Cardeal, este elemento não é fantasia: refere-se às armas de fogo, que o próprio homem inventou.

Outro elemento da visão é a força que se opõe à destruição: o esplendor da Mãe de Deus, que vem da penitência. Isto significa que a penitência e a oração tem o poder de mudar as predições para o bem.

O melhor exemplo, afirma, é que o Papa João Paulo II sobreviveu ao atentado de 13 de maio de 1981, na Praça de São Pedro, embora o segredo previsse a sua morte.

Sobre os três elementos que aparecem no segredo (uma montanha íngreme, uma grande cidade em meio a ruínas e uma grande cruz de troncos rústicos), Ratzinger assinala que a montanha é o caminho difícil que o homem deve atravessar e a cidade em ruínas representa as desgraças que o próprio homem causou com as guerras.

Em cima da montanha está a cruz, o objetivo final, onde a destruição se transforma em salvação. Por isso, esses símbolos têm um sentido de esperança.

O Bispo vestido de branco (o Papa) terá que subir essa montanha e atravessar a cidade em ruínas. O Papa precede os outros, cujo caminho também passa em meio aos cadáveres. Bento indica que a passagem do Papa simboliza o caminho da Igreja em meio à violência, às destruições e às perseguições.

“Na visão, podemos reconhecer o século passado como século dos mártires, como século dos sofrimentos e das perseguições contra a Igreja, como o século das guerras mundiais e de muitas guerras locais que encheram toda a sua segunda metade e fizeram experimentar novas formas de crueldade. No ‘espelho’ desta visão vemos passar as testemunhas de fé de decênios”.

Esta parte do segredo termina com um sinal de esperança: nenhum sofrimento é em vão. Porque o sangue dos mártires purifica e renova. Disto surgirá uma Igreja triunfante. O sangue derramado na cruz também representa a vivência atual do sofrimento de Cristo e da promessa de salvação.

O Terceiro Segredo de Fátima

Este é o Terceiro Segredo de Fátima, escrito pela Irmã Lúcia:

“Escrevo em ato de obediência a Vós Deus meu, que me mandais por meio de sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.

Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo na mão esquerda; ao cintilar, despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contato do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos em uma luz imensa que é Deus: “algo semelhante a como se veem as pessoas em um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fora de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trêmulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns após outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e várias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal na mão, neles recolhiam o sangue dos Mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus”.

Por ACI Digital

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Mensagem de Fátima não é só convite à conversão, mas também à esperança https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/mensagem-de-fatima-nao-e-so-convite-a-conversao-mas-tambem-a-esperanca/ Fri, 17 Mar 2017 09:14:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44955 Em encontro com o corpo diplomático na Embaixada de Portugal junto à Santa Sé, o Cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio Cardinalício, assinalou que a mensagem de Fátima não trouxe apenas um chamado à conversão, mas sobretudo um convite à esperança em um período conturbado da história.

O Cardeal Sodano se encontrou com os embaixadores na quarta-feira, 15 de março, no contexto da próxima visita do Papa Francisco à Fátima (Portugal), nos dias 12 e 13 de maio, a propósito das comemorações do centenário das aparições da Virgem Maria.

“O centenário das aparições marianas que ocorreram em Fátima a 1917, leva-nos a refletir o significado deste acontecimento para a Igreja e para o mundo”, afirmou o Purpurado.

Recordar as aparições, sublinhou, permite “refletir e compreender melhor a presença da providência de Deus no meio de nós”.

“Nos trágicos anos da guerra – indicou –, as palavras de Nossa Senhora aos três pastorinhos estavam carregadas de conforto e esperança para a humanidade: ‘No final, o meu coração imaculado triunfará!’”.

Nesse sentido, “na mensagem de Fátima não estava apenas um convite à conversão e oração, mas era igualmente um convite à esperança, lembrando a continuação da presença de Deus entre nós, mesmo nas horas mais trágicas da história”.

Cardeal Sodano, que em 2007 representou o Papa Bento XVI ao presidir a Peregrinação Internacional na celebração dos 90 anos das aparições marianas, salientou ainda que é possível entender a “riqueza do magistério da Igreja sobre a missão da Mãe de Deus e dos santos na realidade da história humana”.

Conforme explicou, há efetivamente uma “consciência pura do desenvolvimento progressivo da devoção mariana ao longo dos séculos”.

O Bispo de Leiria-Fátima, Dom António Marto, também participou do encontro com os embaixadores. Ele, por sua vez, recordou que a mensagem de Fátima continua atual e, sobretudo, necessária.

Dom Marto reforçou que a mensagem de Fátima apresenta um “programa espiritual e pastoral para a evangelização, desta vez na companhia e sob a proteção do Coração Imaculado de Maria”.

Também sublinhando o contexto histórico das aparições, o Prelado recordou que “a sombra brilhante de Fátima” abrange o século XX, “talvez o século mais cruel e sangrento da história”. Neste quadro, pontuou, a Virgem Maria aparece em Fátima “como uma visão de paz e uma luz de esperança para a Igreja e o mundo”.

Para o bispo, “provavelmente, só hoje, depois de quase um século, estamos em posição de compreender mais profundamente a verdade, a riqueza e toda a extensão desta mensagem”.

Dom António Marto ressaltou alguns aspectos da mensagem de Fátima e sua relevância para os dias de hoje, como a “afirmação da primazia de Deus”, “fazer regressar o ato de adoração a Deus ao centro da vida da Igreja e do mundo, em contraste com o ambiente de perseguição e, hoje, de ateísmo da indiferença religiosa”.

Além disso, citou outros pontos fundamentais, como o apelo à conversão, à reparação, à oração – de modo especial recitar o Terço –, o compromisso com a paz, a compaixão pelo sofrimento, a devoção ao Imaculado Coração de Maria e a abertura à comunhão católica através da unidade em torno do Papa.

Por ACI Digital

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