consumismo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png consumismo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 “Sem Jesus não tem Natal”, diz dom Guilherme Werlang https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/sem-jesus-nao-tem-natal-diz-dom-guilherme-werlang/ Wed, 20 Dec 2017 15:05:54 +0000 http://teste.toqueto.com/sem-jesus-nao-tem-natal-diz-dom-guilherme-werlang.html Numa época marcada pelo consumo, o bispo de Iparemi (GO), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora, dom Guilherme Werlang lembra que o comércio não pode nos dar a paz. O religioso afirma que estamos vivendo numa época comandada pelo dinheiro, definido pelo papa Francisco com um “falso deus” em sua encíclica Laudato Sí.

“O Natal só pode ser celebrado se tivermos o menino Jesus e o comércio roubou dos cristãos e da humanidade a criança. Trocou a essência do Natal pelo papai Noel”, afirmou. Para dom Guilherme, as luzes e os enfeites podem ser importantes, mas só se sua finalidade for para homenagear a verdadeira luz.

O verdadeiro sentido do Natal, roubado pelo sentido comercial que a data adquiriu, precisa ser recuperado na avaliação de dom Guilherme. “Se você perguntar para 100 crianças se preferem o menino Jesus ou o Papai Noel? A maioria dirá que prefere o papai Noel, inclusive os filhos das famílias cristãs. Muitas crianças de famílias cristãs não sabem dizer uma ou três frases sobre o menino Jesus”.

Para o bispo é necessário revolver este problema encontrando novamente a criança, o menino Jesus, na gruta de Belém, filho de Maria, concebido pelo poder do Espírito Santo. “Só ele pode nos trazer a paz, o amor, a reconciliação, a justiça, o perdão. Sem essa criança, que Deus nos envia, como a luz do mundo, nós continuaremos a tatear na escuridão da noite da humanidade”, disse.

Partilha e solidariedade – O Natal deve ser uma época para, na visão de dom Guilherme, além de compartilhar a vida e esperança, viver a solidariedade. “Nesta época, precisamos compartilhar dos bens que possuímos, especialmente o alimento”, disse.

Dom Guilherme conta que na diocese de Ipameri (GO), a Catedral do Divino Espírito Santo, as pastorais sociais e o movimento de Cursilho de Cristandade junto com a rádio local realizam todo ano o Natal da Solidariedade. Uma equipe passa, durante os três sábados que antecedem a data, em todos os supermercados arrecadando alimentos que são doados para famílias mais pobres cadastradas. Em 2016 foram 400 cestas básicas. Este ano pretendem chegar a 500 cestas.

O Natal quando não for baseado no consumo, mas no amor e na solidariedade, será capaz de fazer o que previu Isaías: anunciar ao povo brasileiro que é hora da alegria, de reacender a esperança no coração da humanidade, de olhar pra frente e dizer com Deus nós seremos vencedores. “Que o Natal possa nos fazer superar o egoísmo, o egocentrismo, o consumismo e possa plantar em nosso coração a semente do amor, da justiça e da paz”, desejou.

Por CNBB

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Papa: "Adolescência é fase difícil, mas não é uma doença!" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-adolescencia-e-fase-dificil-mas-nao-e-uma-doenca/ Tue, 20 Jun 2017 11:54:11 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-adolescencia-e-fase-dificil-mas-nao-e-uma-doenca.html Uma cultura sem raízes, uma família sem raízes é uma família sem história, sem memória”. Foi o que disse o Papa na abertura do Congresso diocesano de Roma, na Basílica de S. João de Latrão, na noite de segunda-feira (19/06). Francisco também convidou a estar ao lado dos adolescentes, recordando que esta fase da vida é ‘difícil’, mas não é uma ‘patologia.

A oração em ‘romanesco’

O Congresso diocesano deste ano tem como tema “Acompanhar os pais na educação dos filhos adolescentes”. Dirigindo-se às famílias, o Papa disse: “Vocês vivem as tensões desta grande cidade: o trabalho, a distâncias, o tempo reduzido, o dinheiro que nunca é suficiente. Por isso, para simplificar, rezem em dialeto, pensando nas suas famílias e em como formar seus filhos no âmbito desta realidade”.

Atenção à sociedade ‘desenraizada’

“Muitas vezes – disse o Papa – oferecemos a nossos filhos uma formação excessiva em campos que consideramos importantes para seu futuro e pretendemos que eles deem o máximo. Mas não damos tanta importância ao fato que devem conhecer sua terra, suas raízes”.

Adolescência, fase de crescimento para os jovens

Para o Papa, a adolescência “é um tempo precioso na vida dos filhos; um tempo difícil, de mudanças e instabilidade… uma fase que traz riscos e dúvidas, mas crescimento para eles e para toda a família”.

Francisco disse também que lhe preocupa a tendência atual dos pais de ‘medicar’ precocemente os jovens. “Parece que tudo se resolve medicando ou controlando tudo com o slogan ‘desfrutar o tempo ao máximo’ e assim, a agenda dos jovens fica pior do que a de um executivo”. Portanto, “a adolescência não é uma patologia que precisamos combater; faz parte do crescimento natural”.

“Eles querem se sentir – logicamente – protagonistas”, “procuram muitas vezes sentir aquela ‘vertigem’ que os faça sentir vivos”. “Assim, temos que encorajá-los a transformar seus sonhos em projetos! Proponhamos grandes objetivos e ajudemo-los a realizá-los!”.

Atenção à juventude eterna e ao consumismo

“Hoje há uma espécie de competição entre pais e filhos: o paradigma e modelo de sucesso é ‘a eterna juventude’. Ao que parece, crescer e envelhecer é ‘um mal’, é sinônimo de frustração e de uma vida acabada. Tudo deve ser mascarado e dissimulado”. “Como é triste que as pessoas façam ‘lifting’ no coração! É doloroso que se queira cancelar as rugas dos encontros, das alegrias e tristezas!”.

O outro perigo é o consumismo

“Educar à austeridade é uma riqueza incomparável. Desperta a criatividade, gera possibilidades e especialmente, abre ao trabalho em grupo, à solidariedade; abre aos outros”.

O agradecimento ao Cardeal Vallini

Enfim, o Papa agradeceu o Card. Agostino Vallini, que deixa seu cargo de Vigário-geral de Roma a Dom Angelo De Donatis. “Nestes anos – disse Francisco – o Card. Vallini “me manteve com os pés no chão”.

Por Rádio Vaticano

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Páscoa ecológica https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/pascoa-ecologica/ Wed, 12 Apr 2017 09:16:24 +0000 http://teste.toqueto.com/pascoa-ecologica.html A cultura mercantil da modernidade perverte até mesmo símbolos densamente religiosos, entre os quais a Páscoa. Para muitos, ela se reduz ao conto do coelhinho e aos ovos de chocolate, largamente comercializados, que cultivam fantasias vazias de sentido, sobretudo nas crianças. No entanto, muitas delas, educadas por adultos conscienciosos, não se deixam manipular. Gugu Gaiteiro e Carol, duas crianças brasileiras, em um belo vídeo que pode ser acessado na internet, são belos exemplos.

Assim cantam eles: “Não foi o coelhinho que morreu na cruz. Quem foi crucificado foi o meu Jesus. Na sexta ele morreu, mas morto não ficou; domingo de manhã ele ressuscitou. Na Páscoa comemoram a ressurreição, mas muita gente não se lembra disso, não. Existe muita gente que não dá valor ao grande sacrifício do meu Salvador”. 

A atitude responsável dos educadores dessas crianças, desafia-me a partilhar uma reflexão que visa ser também educativa, associando à Páscoa uma temática ecológica, proposta, novamente este ano, pela Campanha da Fraternidade da Igreja Católica. Esta reflexão é, em síntese, minha mensagem de Páscoa dirigida a todas as pessoas de boa vontade, dedicadas à construção de uma sociedade justa, fraterna e saudável, que as próprias crianças, em primeiro lugar, têm direito.

Ao celebrarmos a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, reafirmamos que ele é vencedor do pecado e da morte, e assumimos com ele a condição de ressuscitados (cf. Cl 3,1). Nele nos tornamos novas criaturas, comprometidas em preservar a vida de toda a criação, na qual estamos inseridos e com a qual interagimos. Dependemos da vida de nossos ecossistemas. No entanto, muitos, em lugar de preservarem a natureza, exploram-na abusivamente, com intuito sobretudo mercantil.

Esse alerta feito pela Campanha da Fraternidade, denunciando a degradação de nossos Biomas, expressa nossa indignação diante de gestões públicas e particulares inadequadas, de nossos recursos naturais. Além de pouco ou nenhum investimento em educação ambiental, permite-se a ampla e acelerada devastação de florestas, e a intensa contaminação do solo, da água e do ar, por meio de dejetos não tratados, e agrotóxicos e poluentes químicos e gasosos extremamente nocivos.

Essa Campanha da Fraternidade, com o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15), sugere-nos uma profunda mudança de princípios e atitudes, bem como iniciativas corajosas que deem provas de conversão, propósito este da quaresma. Nossa Páscoa será autêntica se mudarmos nosso estilo de vida pessoal e social, libertando-nos dos mecanismos que degradam a vida humana e o planeta no seu todo. Pequenas mudanças são possíveis em função de grandes mudanças necessárias.

Valorizemos, divulguemos e apoiemos as muitas iniciativas de educação ambiental que estão sendo realizadas em diversas áreas da sociedade, sobretudo com as novas gerações. Crianças, adolescentes e jovens têm demonstrado um especial interesse e motivação por projetos e ações ecológicas. São louváveis as iniciativas de muitos trabalhadores e trabalhadoras do campo, especialmente jovens, de produzirem, organicamente, alimentos de qualidade e os comercializarem de modo cooperativo.

Transformemos, pois, nosso suposto desenvolvimento econômico destruidor do meio ambiente, concentrador de recursos, socialmente excludente e conflituoso, em desenvolvimento econômico ecologicamente sustentável, cooperativo, socialmente includente e harmonizador de relações. Nossa sociedade necessita fazer a passagem daquele a este sistema de vida. É para essa Páscoa que lutamos. É essa Páscoa que já festejamos, pois Cristo está vivo entre nós, garantindo-nos a vitória.

Por Dom Reginaldo Andrietta – Bispo de Jales

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Pesquisa revela que jovens compram por impulso https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pesquisa-revela-que-jovens-compram-por-impulso/ Wed, 15 Feb 2017 08:06:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44458 Uma das preocupações de educadores financeiros e de setores da economia é que as pessoas controlem melhor os gastos.  Isso não acontece com os jovens.  Um levantamento mostra que quase 80 por cento deles compram por impulso.

Assista à reportagem aqui.

Por Canção Nova

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Papa Francisco: Quaresma é forte chamado à conversão e abertura aos demais https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-quaresma-e-forte-chamado-a-conversao-e-abertura-aos-demais/ Tue, 07 Feb 2017 12:51:17 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-quaresma-e-forte-chamado-a-conversao-e-abertura-aos-demais.html A Quaresma é uma época propícia para a conversão, para se renovar por meio dos sacramentos, para reconhecer-se pecador, buscar o perdão de Deus e começar de novo o caminho para a Páscoa, “a vitória de Cristo sobre a morte”.

É o que assinala o Papa Francisco em sua mensagem por ocasião da Quaresma de 2017, que, com o título “A Palavra é um dom. O outro é um dom”, foi divulgada nesta terça-feira.

Francisco explica que, mediante o jejum, a oração e a esmola, a Quaresma é o tempo mais adequado “para intensificarmos a vida espiritual”.

Na mensagem, o Pontífice afirma que “a Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte”.

“E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus ‘de todo o coração’, não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor”, afirma o Santo Padre.

A mensagem do Papa se articula em torno da parábola do homem rico e o pobre Lázaro. A partir dessa parábola, o Pontífice estabelece três pontos temáticos: “O outro é um dom”; “O pecado cega-nos”; e “A Palavra é um dom”.

1. O outro é um dom

O Papa Francisco indica que, nesta parábola, “Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido”.

Neste sentido, convida a “abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza conosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor”.

2. O pecado cega-nos

Em sua reflexão a partir desta parábola, o Papa chama a atenção sobre como “a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente”.

Nessa atitude do rico se entrevê, “dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba”.

O Santo Padre insiste mais uma vez sobre os perigos do material: “o dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico”.

“Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz”, adverte.

Quanto à vaidade, em sua mensagem afirma que “a ganância do rico fá-lo vaidoso”. “A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efêmera da existência”.

Em seguida, está a soberba, “o degrau mais baixo desta deterioração moral”. “O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar”.

3. A Palavra é um dom

O verdadeiro problema do rico, a raiz de seus males, “é não dar ouvidos à Palavra de Deus”, indica o Santo Padre. “Isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus”.

O Pontífice alertou: “Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão”.

Abrir o coração

A Sala de imprensa da Santa Sé apresentou a mensagem do Papa em uma coletiva de imprensa da qual participaram o Cardeal Peter Turkson, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, e Chiara Amirante, fundadora da Comunidade Novos Horizontes, uma organização internacional que tem o objetivo de levar alegria a quem perdeu a esperança mediante ações solidárias com pessoas que se encontram em grave dificuldade.

O Cardeal Turkson sublinhou que “a chave da mensagem é como a pessoa se relaciona com o outro”. Explicou que Jesus condena o rico não por ser rico, “mas por ter o coração fechado ao outro”.

Recordou que a atitude de um cristão não deve ser fechar-se em si mesmo, mas “ser uma pessoa que se abre ao outro”.

Em sua intervenção, Chiara Amirante destacou a necessidade, apontada pelo Papa Francisco, de “abrir o coração” aos demais. Insistiu também no dom de Deus presente em sua Palavra, “um dom que leva a mudar a vida, a se converter”.

Esse dom se concretiza no “privilégio de encontro o pobre”. Amirante explicou que “há muitas novas formas de pobreza” e, em concreto, assinalou a situação em que muitos jovens e menores vivem, “vítimas do abuso das drogas, do abuso do álcool, do abuso da sexualidade…, jovens que são vítimas de violência, jovens que sofrem depressão”.

Diante disso, fez um chamado a desenvolver “a civilização do amor, baseada na força da caridade, da solidariedade, da fraternidade”.

Em sua análise da mensagem pontifícia, destacou três conceitos que, segundo assegurou, “me parece que afetam o homem de hoje: o apego ao dinheiro, a vaidade e a soberba”.

“O veneno do consumismo, que entrou no âmbito das relações entre pessoas, nos leva a problemas como o hedonismo, o relativismo ou o narcisismo, que nos impedem de nos relacionarmos com os demais”, ressaltou.

Por ACI Digital

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