construir a paz - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png construir a paz - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Paz na Terra https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/paz-na-terra/ Mon, 04 Dec 2017 10:19:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49724 “Os olhos de todos, na sinagoga, estavam fixos nele” (Lc 4,20). Foi esta a reação das pessoas diante da pregação de Jesus, em Nazaré da Galileia. O tempo litúrgico do Advento, que iniciou neste domingo, direciona o olhar dos cristãos para o Natal, isto é, para mistério da encarnação. Fixar o olhar no Natal direciona nossas preocupações, escolhas e ações para o mais importante, pois não faltam convites e tentações que afastam do acontecimento central. A liturgia da Igreja ajuda a manter o foco no central.

O salvador nosso, Jesus Cristo, se encarnou para todas as gerações. Neste sentido preparar o Natal é dispor-se a acolher, no tempo presente, no hoje, aquele que vem. Surpreender-se sempre de novo com o modo que Deus escolheu para aproximar-se dos humanos. Aproximar-se do menino Deus e colocar-se no seu caminho. É tempo de alegre espera. Quem vem vindo é o Salvador. A espera já é a antecipação. A vigilância é movimento que tira da indiferença e desafia a aprofundar o mistério a ser celebrado.

A liturgia no tempo do Advento e depois do tempo do natal celebra uma riqueza de fatos e ressalta várias qualidades do menino Deus que vem. Na noite de Natal recordamos o anúncio dos anjos aos pastores. “Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra, paz aos que são do seu agrado! ” (Lc2, 14). Diante dos índices alarmantes de violência no país e no mundo, a Igreja Católica está convidando seus fiéis e todas as pessoas de boa vontade para serem construtores da paz. Em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade de 2018, o regional Sul 3 da CNBB, em seus encontros de preparação para o Natal propõe o tema: “Paz na terra”.

É tempo de construir a paz. Para quem já acompanhou a construção de uma casa, sabe muito bem que construir é um processo complexo. A paz é construção. Como se diz popularmente, “não cai pronta do céu” e nem é feita por um herói e, muito menos, com a força bruta das armas e da repressão. A “paz depende da comunhão com Deus, consigo mesmo e com o próximo”, escreveu Santo Agostinho (354+430) no seu livro “Cidade de Deus”. As pessoas de fé cultivam constantemente a comunhão com Deus. Um Deus de ternura e de paz que se aproxima da humanidade na fragilidade de uma criança. Os anjos anunciam a paz aos homens, porque eles agradam a Deus, mesmo com seus pecados.

Como a paz é comunhão com o próximo, os mais próximos, são as pessoas da casa. Cotidianamente apresentam-se novas situações e muitos problemas são imprevisíveis como os temporais. Durante o temporal, não há condições para construir, apenas há tempo para se proteger e evitar uma tragédia maior. É construir a “casa sobre a rocha” (Mt 7, 24) em tempos de calmaria. Os pequenos gestos de cordialidade, o olhar carinhoso, o cumprimento, o sorriso, o beijo, o abraço qualificam as relações. A preparação para o Natal é tempo oportuno para colocar a minha família diante de Deus, agradecer por tudo que edifica a paz e, ao mesmo tempo, assumir e corrigir o que for necessário.

Todos vivemos em ambientes para além da casa, seja no trabalho, no grupo de amigos, na Igreja, na vizinhança, no bairro, no país e no mundo todo. É preciso estar atento ao individualismo que faz pensar demais em si mesmo e de menos nos outros. Pensar nos outros, é assumir corresponsavelmente a construção da paz, isto envolve atitudes éticas da promoção da justiça, da verdade, da tolerância, da fraternidade e da caridade.

“Vem, Senhor Jesus, o mundo precisa de ti!”, canta uma bela canção de Advento, pois ao mundo falta paz, amor e vida.

Por Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo

]]>
49724
Papa destaca que é preciso caminhar juntos e ser construtores da paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-destaca-que-e-preciso-caminhar-juntos-e-ser-construtores-da-paz/ Fri, 08 Sep 2017 09:05:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48330 O segundo dia da visita do Papa Francisco à Colômbia terminou com a Celebração da Santa Missa no Parque Símon Bolívar, em Bogotá.

Na homilia, Francisco refletiu sobre o Evangelho (Lc 5,1-11) que recorda o chamado dos primeiros discípulos de Jesus, nas margens do Lago de Genesaré.

O Santo Padre lembra que é a única vez, em todo o Evangelho de Lucas, que Jesus prega junto do chamado mar da Galileia. Jesus tem atrás de si o mar e à sua frente uma multidão que O seguiu para ouvi-Lo.

“A Palavra de Jesus tem algo de especial que não deixa ninguém indiferente. A sua Palavra tem o poder de converter os corações, mudar planos e projetos. É uma Palavra corroborada pela ação, não são conclusões redigidas no escritório, expressões frias e distantes do sofrimento das pessoas; por isso, é uma Palavra que serve tanto para a segurança da margem como para a fragilidade do mar”, destacou.

O Papa afirmou que também em Bogotá vivem multidões que anseiam por uma palavra de vida, que ilumine os esforços e mostre o sentido e a beleza da existência humana. E lembrou que o mandato de lançar as redes não é dirigido apenas a Simão Pedro.

“Em Bogotá e na Colômbia, peregrina uma comunidade imensa, que é chamada a tornar-se uma rede vigorosa que congregue a todos na unidade, trabalhando na defesa e cuidado da vida humana, particularmente quando é mais frágil e vulnerável: no seio materno, na infância, na velhice, nas condições de invalidez, e nas situações de marginalização social”.

Francisco destacou ainda que as multidões que vivem na Colômbia podem tornar-se verdadeiras comunidades vivas, justas e fraternas, se escutarem e acolherem a Palavra de Deus.

“Nestas multidões evangelizadas, hão de surgir muitos homens e mulheres tornados discípulos que, com um coração verdadeiramente livre, sigam a Jesus; homens e mulheres capazes de amar a vida em todas as suas fases, de a respeitar e promover”.

O Santo Padre afirmou que é necessário chamar uns pelos outros, voltar a considerarem-se irmãos, companheiros de estrada, sócios desta empresa comum que é a pátria.

E concluiu sua homilia, convidando os presentes a perder medos que não vêm de Deus, que paralisam e atrasam a urgência de ser construtores da paz e promotores da vida.

Por Canção Nova

]]>
48330