Conselho Permanente - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Conselho Permanente - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Conselho Permanente da CNBB divulga mensagem após reunião em Brasília https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/conselho-permanente-da-cnbb-divulga-mensagem-apos-reuniao-em-brasilia/ Fri, 29 Mar 2019 15:35:17 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=54390 Reunidos entre os dias 26 e 28 de março na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), os bispos que integram o Conselho Permanente da entidade emitiram uma mensagem na qual demonstram preocupação com a Reforma da Previdência – PEC 06/2019.

No texto, os bispos reafirmam que o sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. “Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores ético-sociais e solidários” (Nota da CNBB, março/2017).

Eles reconhecem que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário adequado à Seguridade Social. Alertam, no entanto, que as mudanças contidas na PEC 06/2019 sacrificam os mais pobres, penalizam as mulheres e os trabalhadores rurais, punem as pessoas com deficiência e geram desânimo quanto à seguridade social, sobretudo, nos desempregados e nas gerações mais jovens.

Apontam também que o discurso de que a reforma corta privilégios precisa deixar claro quais são esses privilégios, quem os possui e qual é a quota de sacrifício dos privilegiados, bem como a forma de combater a sonegação e de cobrar os devedores da Previdência Social. “A conta da transição do atual regime para o regime de capitalização, proposto pela reforma, não pode ser paga pelos pobres”, reforçam.

Ainda na mensagem, os bispos fazem um apelo ao Congresso Nacional para que favoreça o debate público sobre esta proposta de reforma da Previdência que incide na vida de todos os brasileiros. “Conclamamos as comunidades eclesiais e as organizações da sociedade civil a participarem ativamente desse debate para que, no diálogo, defendam os direitos constitucionais que garantem a cidadania para todos, dizem em um dos trechos.

Confira abaixo, a mensagem, na íntegra:

MENSAGEM DO CONSELHO PERMANENTE DA CNBB

“Serás libertado pelo direito e pela justiça” (cf. Is 1,27)

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília-DF nos dias 26 a 28 de março de 2019, assistidos pela graça de Deus, acompanhados pela oração da Igreja e fortalecidos pelo apoio das comunidades eclesiais, esforçamo-nos por cumprir nossa missão profética de pastores no anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo e na denúncia de acontecimentos e situações que se opõem ao Reino de Deus.

A missão da Igreja, que nasce do Evangelho e se alimenta da Eucaristia, orienta-se também pela Doutrina Social da Igreja. Esta missão é perene e visa ao bem dos filhos e filhas de Deus, especialmente, dos mais pobres e vulneráveis, como nos exorta o próprio Cristo: “Todas as vezes que fizestes isso a um destes pequeninos que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40). Por isso, nosso olhar se volta constantemente para a realidade do país, preocupados com propostas e encaminhamentos políticos que ameacem a vida e a dignidade dos pequenos e pobres

Dentre nossas atuais preocupações, destaca-se a reforma da Previdência – PEC 06/2019 – apresentada pelo Governo para debate e aprovação no Congresso Nacional. Reafirmamos que “o sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores ético-sociais e solidários” (Nota da CNBB, março/2017).

Reconhecemos que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário, adequado à Seguridade Social. Alertamos, no entanto, que as mudanças contidas na PEC 06/2019 sacrificam os mais pobres, penalizam as mulheres e os trabalhadores rurais, punem as pessoas com deficiência e geram desânimo quanto à seguridade social, sobretudo, nos desempregados e nas gerações mais jovens. O discurso de que a reforma corta privilégios precisa deixar claro quais são esses privilégios, quem os possui e qual é a quota de sacrifício dos privilegiados, bem como a forma de combater a sonegação e de cobrar os devedores da Previdência Social. A conta da transição do atual regime para o regime de capitalização, proposto pela reforma, não pode ser paga pelos pobres. Consideramos grave o fato de a PEC 06/2019 transferir da Constituição para leis complementares regras previdenciárias como idades de concessão, carências, formas de cálculo de valores e reajustes, promovendo desconstruções da Constituição Cidadã (1988).

Fazemos um apelo ao Congresso Nacional que favoreça o debate público sobre esta proposta de reforma da Previdência que incide na vida de todos os brasileiros. Conclamamos as comunidades eclesiais e as organizações da sociedade civil a participarem ativamente desse debate para que, no diálogo, defendam os direitos constitucionais que garantem a cidadania para todos.

Ao se manifestar sobre estas e outras questões que dizem respeito à realidade político-social do Brasil, a Igreja o faz na defesa dos pobres e excluídos. Trata-se de um apelo da espiritualidade cristã, da ética social e do compromisso de toda a sociedade com a construção do bem comum e com a defesa do Estado Democrático de Direito.

O tempo quaresmal, vivido na prática da oração, do jejum e da caridade, nos leva para a Páscoa que garante a vitória, em Jesus, sobre os sofrimentos e aflições. Anima-nos a esperança que vem de Cristo e de sua cruz, como ensina o papa Francisco: “O triunfo cristão é sempre uma cruz, mas cruz que é, simultaneamente, estandarte de vitória, que se empunha com ternura batalhadora contra as investidas do mal” (Evangelii Gaudium, 85).

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda por todos os brasileiros e brasileiras!

Brasília-DF, 28 de março de 2019

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de Salvador
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

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Ideologia de gênero é tema de debate no Conselho Permanente https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ideologia-de-genero-e-tema-de-debate-no-conselho-permanente/ Thu, 22 Feb 2018 08:03:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50923 O bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Bosco Barbosa de Sousa, apresentou ao Conselho Permanente, na manhã desta quarta-feira, 21, a proposta de texto sobre a ideologia de gênero.

O documento, preparado pela Comissão com o apoio de estudiosos da área de Bioética e professores, apresentará citações do papa Francisco sobre o tema, considerações de documentos da Congregações para a educação católica e do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

De acordo com dom João Bosco Barbosa de Sousa, o texto terá um sentido pastoral e deverá ser oferecido nos moldes do subsídio sobre a recepção da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Laetitia, lançado no ano passado pela Conferência.

Na primeira parte do texto em debate pelos bispos, dom Bosco ressalta o desejo de a Igreja “não abrir mão de defender os mais frágeis”. Na sequência, é proposta uma leitura acadêmica sobre os conceitos que estão por trás da chamada ideologia de gênero, além das consequências da disseminação desses conceitos. Ainda há sugestões de ações da Igreja diante dessa realidade em várias frentes, como a família, educação, juventude, comunicação e no campo político.

Dom João Bosco destacou a intenção de oferecer o documento às pessoas que “estão com a mão na massa”, como agentes de Pastoral Familiar que apontaram para a necessidade compreender a questão dessa ideologia.

O bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, lembrou que o conselho havia apontado a necessidade de um pronunciamento da Conferência Episcopal a respeito do tema. E dedicou parte da segunda sessão da manhã desta quarta-feira para receber as contribuições dos membros do conselho. A votação do texto final deve ficar para a próxima reunião do Conselho Permanente.

Por CNBB

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CNBB prepara cartilha com orientações ao processo eleitoral https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cnbb-prepara-cartilha-com-orientacoes-ao-processo-eleitoral/ Wed, 21 Feb 2018 07:50:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50899 Reunidos durante a tarde da terça-feira, 20/02, os bispos que integram o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), atualmente formado pela presidência da entidade, presidentes das Comissões Episcopais Pastorais e presidentes dos regionais deram contribuições ao subsídio que está sendo preparado para ajudar as reflexões de grupos de base sobre as eleições 2018. A proposta do material segundo dom Leonardo, secretário-geral da CNBB é contribuir para a formação política das pessoas, assim como motivá-las a participar do processo político.

O subsídio, que está em fase de elaboração toma como exemplo a cartilha já confeccionada pelo regional Sul 2 da CNBB, que atualmente tem uma tiragem de cerca de 300 mil exemplares. De acordo com o secretário-executivo do regional, padre Mário Spaki, o subsídio do regional é elaborado numa linguagem simples, bem diagramado e conta com indicações básicas sobre o universo da política a partir do olhar da Igreja. O padre foi convidado a apresentar a cartilha aos bispos.

A cartilha apresentada pelo secretário do regional Sul buscará na parte 1, no âmbito das preocupações, abordar a crise ética pela qual passa o sistema político brasileiro, corrupção, ameaças à democracia e os sinais de esperança. Na parte 2, a Igreja e as Eleições, eles abordarão contribuição da Igreja Católica na aprovação da Lei da  Ficha Limpa (nº 135/2010) e o incentivo da participação dos cristãos leigas/as na vida pública e Lei 9.840/1999 contra a corrupção eleitoral.

Na parte 3 do material, o regional Sul 2 trabalhará as Eleições 2018 e as alterações na lei eleitoral, bem como a definição da boa políticas e as principais funções de quem será eleito. Um outro aspecto a ser abordado neste material são as “FakNews”, falsas notícias, disseminadas no processo eleitoral.

Avaliação dos bispos – Na plenária, os prelados se reuniram para dar contribuições ao material que deverá ter abrangência nacional. Dom Valério Breda, bispo de Penedo, disse que o subsídio deveria colocar não só a política em evidência, mas a vida, a família e ter um olhar mais atento aos pobres. Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari deu a ideia de o material conter relações com a Campanha da Fraternidade 2018, que tem como tema “Fraternidade e Superação da Violência” e busca promover entre outros aspectos, a paz.

O arcebispo de Diamantina e presidente da Comissão para a Comunicação, dom Darci Nicioli atentou para o fato de que todos estão dando visibilidade às eleições do executivo e esquecendo do legislativo que, segundo ele, é fundamental. Já o bispo auxiliar de Belo Horizonte, dom Joaquim Mol afirmou que é preciso que o material revalorize o papel da política. “Esse subsídio tem que ajudar as pessoas a reaver a esperança na política”, disse.

Após as contribuições feitas pelos bispos, o próximo passo é partir para a elaboração do texto, que deverá ficar pronto após a 56ª Assembleia Geral da CNBB, a ser realizada em abril. Além desse tema, os bispos discutiram ao longo do dia o cronograma da Assembleia, a realização do Ano Vocacional e a promoção de um debate com os presidenciáveis.

Por CNBB

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Aprovado texto de orientações pastorais para as mídias católicas do Brasil https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/aprovado-texto-de-orientacoes-pastorais-para-as-midias-catolicas-do-brasil/ Fri, 27 Oct 2017 13:01:19 +0000 http://teste.toqueto.com/aprovado-texto-de-orientacoes-pastorais-para-as-midias-catolicas-do-brasil.html O Conselho Permanente da CNBB, reunido entre 24 e 26 de outubro, em Brasília aprovou com emendas e correções um texto contendo orientações pastorais dirigidas aos operadores de todas as mídias que no Brasil se apresentam como católicas. O documento foi preparado com a participação de todas as comissões pastorais da Conferência e traz considerações importantes a serem observadas na TV, no Rádio, nos impressos e nas chamadas mídias sociais da Igreja.

O presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação, Dom Darci José Nicioli, coordenou todo o processo de composição do documento e foi encarregado pelo Conselho a dar continuidade ao processo que inclui a revisão, publicação, divulgação do documento por meio de ano de estudos e debates com os operadores das mídias.

Em entrevista à CNBB, Dom Darci dá mais detalhes sobre o novo documento. Confira a entrevista:

Este novo documento da CNBB com orientações para a mídia católica tem que tipo de origem? Por que foi necessário fazer esse texto?

Dom Darci José Nicioli – Todos os documentos que emanam da nossa Conferência Episcopal nascem da solicitude dos nós bispos em vista da animação da ação evangelizadora no Brasil. Nenhum desses textos é produzido sem essa mística. Em colegialidade fraterna, procuramos nos debruçar, na medida do possível, sobre todas as realidades que compõem a nossa ação pastoral. O campo da comunicação é importantíssimo! Lançamos o nosso Diretório Nacional para a Comunicação em 2014 e, desde aquele período, temos pensado em traduzi-lo em orientações explicitamente pastorais para ajudar os operadores da mídia católica e de todos os que atuam na mídia e assumem sua catolicidade.

A necessidade de orientação para campos específicos do apostolado é comum à nossa ação evangelizadora. E vivendo em tempos de grandes transformações e expansão midiática, esse ambiente da vida eclesial e social pediu dos nossos bispos uma reflexão mais específica. Foi por isso que, por longos meses, estamos trabalhando nesse texto que foi aprovado pelo Conselho Permanente da CNBB e que, logo, estará nas mãos de todos os irmãos e irmãs que atuam em todas as mídias. Não é um texto pronto e acabado, mas um instrumento de estudo que poderá receber a influência de todos os que, efetivamente, atuam em mídias em nome da Igreja.

Quem são, então, os destinatários desse documento? A CNBB apresenta essas orientações aos diretores, responsáveis ou a todos os comunicadores católicos?

Dom Darci – Os bispos decidiram falar aos operadores de todas as mídias que se apresentam como católicos diante da sociedade, tanto os que atuam em veículos da Igreja como aqueles que ocupam espaços próprios ou de terceiros e querem se comunicar a partir da experiência de fé vivida na Igreja Católica. Isso significa que o documento é dirigido a proprietários, diretores, redatores, editores, apresentadores, artistas, repórteres, produtores de conteúdo e qualquer outra pessoa – profissional ou não – que esteja na árdua tarefa de comunicar o evangelho de Cristo em todas as mídias.

Adotamos o termo mídias para respeitar a diversidade dos espaços físicos e digitais que são hoje ocupados pela comunicação. Com isso queremos chegar não apenas aos olhos e ouvidos, mas aos corações de todos aqueles que trabalham nas emissoras de TV e Rádio, ligadas à Igreja de algum modo e também aqueles que participam dos meios laicos e se apresentam neles como católicos. Um dos destinatários pensados pelos bispos – enquanto preparávamos este documento que contou com a colaboração de vários comunicadores e de todas as comissões pastorais da CNBB – é o produtor de conteúdo na internet. Queremos também dialogar com as pessoas que assumem esse novo ambiente em sites, blogs ou redes sociais.

Quais são os principais temas abordados neste documento?

Dom Darci – O texto é bem abrangente. Destaco alguns temas importantes: é fundamental o trabalho de todos, especialmente das mídias, em prol da unidade da Igreja; é fundamental que cada mídia consiga expressar a catolicidade; as mídias têm responsabilidades na formação da cidadania, conforme orientação da doutrina social da Igreja; as mídias também são importantes para a catequese litúrgica, uma vez que “fazem escola” nas comunidades locais; a ética dos agentes que interagem nas mídias, particularmente na questão comercial de produtos ligados ou não à religião; cumplicidade na missionariedade da Igreja; compromisso com a Palavra, a Tradição e o Magistério, pois é isso que define a catolicidade de uma Mídia que se diz a serviço da Igreja.

Conforme o senhor disse, o texto ainda deve fazer um percurso antes de chegar à sua redação final. Por que desse método e como ele será aplicado?

Dom Darci – A CNBB sempre agiu desse modo com todos os seus documentos oficiais. Há sempre um período para que as comunidades, os pastores, os padres, os religiosos, os leigos possam colaborar na formulação de caminhos para uma pastoral orgânica, uma ação evangelizadora participativa e que seja eficaz no anúncio do Evangelho de Cristo. Com esse documento não é diferente. O Conselho Permanente aprovou um texto que será publicado na série verde dos “Estudos CNBB” e este trabalho, em seguida, fará ainda um trajeto peregrinando entre os comunicadores da Igreja do Brasil, suscitando reflexão e engajamento.

O Conselho Permanente encarregou a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação de animar esse processo. Logo que o texto estiver finalizado – com as últimas correções pedidas – e publicado pela CNBB, apresentaremos aos comunicadores de todas as mídias um cronograma de trabalho. É desejável que na Assembleia Geral de 2019, depois do amplo trabalho de debates, correções, emendas e sugestões, apresentemos a proposta de um texto final, para a aprovação dos bispos.

Nesse tempo de estudos, quais serão as prioridades da Comissão para a Comunicação da CNBB?

Dom Darci – A primeira providência será de criar condições para que todos os comunicadores que atuam nas mídias no Brasil tenham acesso e possam conhecer a integralidade das orientações pastorais propostas pela CNBB. Acreditamos que isso não pode ser apenas confiado à adesão espontânea que, apesar de necessária, pode durar muito tempo. Vamos propor datas e encontros para a leitura desse texto, considerando a especificidade das mídias.

Uma segunda prioridade será aquela de fazer que essas orientações não sejam apenas conhecidas, mas experimentadas na prática de cada uma das mídias. Precisamos evitar promover debates da letra pela letra e trazer o elemento da prática para aprofundar o que o texto propõe. Nesse sentido, precisamos levar as orientações para as redações das TVs, dos Jornais, das revistas, dos produtores de conteúdo na internet, etc.

Ainda uma ação importante, entre outras que poderemos realizar no decorrer do processo, é estabelecer um cronograma para receber contribuições – a partir do conhecimento e da prática das orientações – para que sejam inseridas no texto a ser apresentado em 2019.

O senhor não acha que muita coisa para pouco tempo?

Dom Darci – Acho sim! Mas, comunicadores católicos são arrojados e corajosos. Ninguém brinca em serviço! São criativos e céleres! Eles têm uma capacidade de produção que a maioria de nós desconhece completamente. Quando a gente vê um programa bonito, uma reportagem bacana, uma campanha legal nas mídias, às vezes, não nos damos conta que foi um grupo enorme de pessoas que trabalhou com talento, dedicação e carinho e trouxeram aquilo para o público, a tempo e a hora. Basta um bom planejamento e a adesão dos comunicadores. Nós conseguiremos!

A Igreja no Brasil merece o nosso esforço! O compromisso da fé em Jesus Cristo, nosso Redentor, pede nossa adesão para que tenhamos todas as áreas da evangelização bem refletidas nos trabalhos que são realizados no ambiente midiático. Este documento não é da Comissão de Comunicação, é um documento da CNBB e considerou a participação de todas as grandes linhas do nosso trabalho pastoral no Brasil! Gente boa! Meu agradecimento e abraço a todos!

Por CNBB

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Mensagem sobre fundamentalismo e intolerância contra símbolos da fé https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/mensagem-sobre-fundamentalismo-e-intolerancia-contra-simbolos-da-fe/ Fri, 27 Oct 2017 10:21:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49249 Motivados por acontecimentos recentes envolvendo a utilização de símbolos religiosos da fé católica em manifestações isoladas e exposições “artísticas”, os bispos que integram o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), elaboraram a mensagem ao povo brasileiro, divulgada em Coletiva de Imprensa, realizada na sede da entidade, dia 26/10.

No documento, os bispos reconhecem que “em toda sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino”.

Contudo, recentemente, a mensagem destaca que “crescem em nosso meio o desrespeito e a intolerância que destroem esta harmonia, que deve marcar a relação da arte com a fé, da cultura com as religiões. Se, por um lado, a arte deve ser livre e criativa, por outro, os artistas e responsáveis pela promoção artística não podem desconsiderar os sentimentos de um povo ou de grupos que vivem valores, muitas vezes, revestidos de uma sacralidade inviolável”.

Integram o Conselho Permanente da CNBB, a presidência da entidade, os bispos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais (Consep) e os bispos presidentes dos 18 regionais da CNBB.

Confira, abaixo, a íntegra do documento.

MENSAGEM DA CNBB MENSAGEM DA CNBB

Vencer a intolerância e o fundamentalismo

“E Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom”  (Gn 1,31)

Os bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunidos em Brasília de 24 a 26 de outubro de 2017, dirigem esta mensagem ao povo brasileiro, diante de recentes fatos que, em nome da arte e da cultura, desrespeitaram a sexualidade humana e vilipendiaram símbolos e sinais religiosos, dentre eles o crucifixo e a Eucaristia, tão caros à fé dos católicos.

Em toda sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino. “A arte é como uma porta aberta para o infinito, para uma beleza e para uma verdade que vão mais além da vida quotidiana” (Bento XVI – 2011). O mundo no qual vivemos, ensina Paulo VI, precisa de beleza para não cair no desespero (Cf. Mensagem aos Artistas – 1965).

Reconhecemos que “para transmitir a mensagem que Cristo lhe confiou, a Igreja tem necessidade da arte” (São João Paulo II – Carta aos artistas 1999). Somos, por isso, agradecidos aos artistas pela infinidade de obras que enriquecem a cultura, animam o espírito e inspiram a fé. Merecem destaque a pintura, a música, a arquitetura, a escultura e tantas outras expressões artísticas que ressaltam a beleza da criação, do ser humano, da sexualidade, e o espírito religioso do povo brasileiro. Arte e fé, portanto, devem caminhar unidas, numa harmonia que respeita os valores e a sensibilidade de cada uma e de toda pessoa humana na sua cultura e nos seus valores.

Lamentavelmente, crescem em nosso meio o desrespeito e a intolerância que destroem esta harmonia, que deve marcar a relação da arte com a fé, da cultura com as religiões. Se, por um lado, a arte deve ser livre e criativa, por outro, os artistas e responsáveis pela promoção artística não podem desconsiderar os sentimentos de um povo ou de grupos que vivem valores, muitas vezes, revestidos de uma sacralidade inviolável. O desrespeito e a intolerância, por parte de artistas para com esses valores, fecham as portas ao diálogo, constroem muros e impedem a cultura do encontro. Preocupam, portanto, o nível e a abrangência destas intolerâncias que, demasiadamente alimentadas em redes sociais, têm levado pessoas e grupos a radicalismos que põem em risco o justo apreço pela arte, a autêntica liberdade, a sexualidade, os direitos humanos, a democracia do País.

Vivemos numa sociedade pluralista, por isto, precisamos saber conviver com os diferentes. Isso, contudo, não subtrai à Igreja o direito de anunciar o Evangelho e as verdades nele contidas, a respeito de Deus, do ser humano e da criação. Em desacordo com ideologias como a de gênero, é nosso dever ressaltar, sempre mais, a beleza do homem e da mulher, tais como Deus os criou, bem como os valores da fé, expressos também nos símbolos religiosos que, com sua arte e beleza, nos remetem a Deus. Desrespeitar estes símbolos é vilipendiar o coração de quem os considera instrumentos sagrados na sua relação com Deus, além de constituir crime previsto no Código Penal.

Animamos a sociedade brasileira a promover o diálogo e o encontro, por meio dos quais as pessoas, em suas diferenças, respeitam e exigem respeito, e permitem sentir a riqueza que cada um traz dentro de si.

Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira dos brasileiros, nos ensine o caminho da beleza e do amor, da fraternidade e da paz.

Brasília, 26 de outubro de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Por CNBB

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Bispos refletem sobre importância da evangelização na TV, rádio e novas mídias https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/bispos-refletem-sobre-importancia-da-evangelizacao-na-tv-radio-e-novas-midias/ Thu, 10 Aug 2017 10:38:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47782 Na sessão da manhã de ontem, quarta-feira, 9 de agosto, os bispos do Consep refletiram sobre a evangelização realizada pelos meios de comunicação social e das novas mídias em busca de apresentar, por parte da CNBB, contribuições para animar esse trabalho de modo a promover, sempre mais, uma constante sintonia com a palavra do episcopado e o aprofundamento da comunhão na Igreja.

Dom Darci José Nicioli, presidente da Comissão de Comunicação, apresentou ao plenário o resultado de uma pesquisa histórica com destaque para os pronunciamentos da Conferência sobre o assunto e fez um apelo sobre a necessidade de uma organização desse conteúdo de forma atualizada e útil para o trabalho realizado pelas emissoras de orientação católica tanto no campo da TV, do Rádio como das novas mídias sociais.

“Há um trabalho grandioso feito em favor da evangelização na TV, no Rádio e nas novas mídias que merecem um acompanhamento agradecido e cuidadoso”, disse dom Darci. “Entendemos que precisávamos atualizar, de forma organizada, algumas linhas de compromisso de todos para o crescimento da missão e a eficácia da trabalho desse corpo evangelizador formado pelos comunicadores da Igreja no Brasil”, acrescentou.

Comunhão com os pastores
Dom Darci lembrou ainda que todo o esforço que precisa ser feito está em consonância com a determinação do Diretório Pastoral dos Bispos que, ao referir-se aos instrumentos de comunicação, pede de forma clara e direta: “sendo católicos, devem desempenhar sua atividade em sintonia com a doutrina da Igreja e em comunhão com os Pastores”. 

Durante a exposição, o presidente da Comissão de Comunicação, lembrou também que o Diretório de Comunicação para a Igreja no Brasil, aprovado em 2014, já traz um pedido explícito:”A Igreja precisa acompanhar com especial atenção as produções e programas de cunho religioso, e também as informações fornecidas pela mídia em geral sobre aspectos da fé e da vida eclesial. É preciso investir mais a formação dos produtores, dos diretores, dos apresentadores e membros das várias redações, para os temas religiosos sejam tratados com competência, sensibilidade e autêntico profissionalismo”.

Nesta mesma linha, lembrou dom Darci, o Diretório também reconhece e exalta o papel da evangelização através das várias mídias, mas também adverte sobre a necessidade de linhas orientativas claras:”é importante a contribuição oferecida, através da mídia, por parte dos católicos especialistas nas mais variadas disciplinas do conhecimento. É necessário promover a participação do comunicador leigo no debate público, seja pela sua competência, seja para evitar uma recorrente simplificação midiática, que apresenta uma imagem demasiadamente ‘clerical’ da Igreja“.

Discussão no plenário

Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, mediou a conversa entre os membros do Consep e pediu que todas as comissões pastorais da Conferência ofereçam, até o dia 10 de setembro, uma contribuição sob a perspectiva de cada área da ação evangelizadora da Igreja para o enriquecimento da reflexão apresentada pela Comissão de Comunicação.

Os bispos tiveram oportunidade de levantar preocupações específicas sobre o conteúdo da reflexão como também sobre a modalidade de contribuição que a CNBB pode oferecer aos animadores das mídias de maneira a melhorar sempre mais o trabalho da evangelização. No final da discussão, dom Leonardo encaminhou o prosseguimento da reflexão por parte de todas as comissões para a formulação de uma proposta concreta a ser apresentada por ocasião da reunião do Conselho Permanente, no próximo mês de outubro.

Por CNBB

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Reunião de comissão criada a partir de GT de Enfrentamento ao Tráfico Humano https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/reuniao-de-comissao-criada-a-partir-de-gt-de-enfrentamento-ao-trafico-humano/ Fri, 21 Jul 2017 14:15:59 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47120 Após ser aprovada em outubro de 2016, pelo Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) reuniu-se pela primeira vez, dias 27 e 28 de junho, no Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília (DF).

A reunião teve como objetivo “refletir sobre as atribuições da Comissão e definir um Plano de Ação para os próximos 2 anos”. O bispo de Balsas (MA), dom Enemésio Angelo Lazzaris, presidente da CEPEETH, lembra que os encaminhamentos desta reunião não nascem por acaso, mas são fruto de experiências na igreja e do Grupo de Trabalho de Enfrentamento ao Tráfico Humano que vem trabalhando desde 2012.

Nos dois dias de reunião, os participantes desenvolveram a missão, o objetivo geral e os seis objetivos específicos, informou o bispo. A missão da CEPEETH, elaborada e aprovada na reunião, é: “Á luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, ser presença viva e profética no enfrentamento ao tráfico humano, como violação da dignidade e da liberdade, defendendo a vida dos filhos e filhas de Deus”.

Também foram definidos os quatro eixos de trabalho da Comissão: 1) Comunicação/Articulação; 2) Formação; 3) Incidência; 4) Sustentabilidade das Ações. “Estudamos direitinho as prioridades e determinamos encaminhamos práticos para cada um dos seis objetivos específicos. Ações práticas devem ser assumidas durante o período de dois anos”, disse o presidente da Comissão.

O rosto de Jesus Cristo no tráfico humano

Segundo dom Enemésio, as igrejas precisam tomar consciência que a vida está em primeiro lugar. “Nossas igrejas e nós cristãos temos que ter presente que o que fazemos para as pessoas em situação de tráfico, vulnerabilidade e alguém que necessita, não o fazemos por filantropia, nem por um simples sentimento humano de ir ao encontro das necessidades de alguém. Mas fazemos, sobretudo, porque vimos o rosto Jesus Cristo nestas situações”, disse.

Dom Enemésio lembrou da importância de ter uma incidência concreta na realidade. “É preciso como quer o papa Francisco que a gente não se satisfaça em ficar só nos templos, na sacristia, mas que sejamos uma igreja em saída, na praças, planícies, uma presença no mundo e uma incidência para que o ser humano seja respeitado na sua dignidade de pessoa, de cristão e filho de Deus”, disse.

Várias situações, segundo o bispo, configuram-se como tráfico humano como pessoas traficadas para exploração sexual, tráfico de órgãos e trabalho escravo. A desigualdade social, a pobreza e a miséria, para o bispo, são maiores responsáveis por tornar as pessoas mais vulneráveis à estas situações. “As pessoas, por dinheiro, aceitam qualquer proposta”.

A Comissão que atuar tanto na prevenção como atuar para que as situações deixem de ser invisíveis. “Não basta a gente enfrentar situações que já existem, é preciso atuar na prevenção”, alerta o religioso. Sobre a invisibilidade o bispo afirma: “Há muitos crimes cometidos para os quais não se dá importância e não se leva em consideração. É preciso que nós como pastorais, CNBB, sociedade e governos nos organizemos melhor para que este crime não continue acontecendo de uma maneira invisível e espantosa”, disse.

Com a transformação do GT numa Comissão, disse o presidente da Comissão a expectativa é dar mais força ao enfrentamento ao tráfico humano. “Assim teremos mais força na Igreja e sociedade. A expectativa era justamente ver o que nós podemos fazer e como podemos nos organizar para levar adiante este projeto que já vínhamos realizando como grupo de trabalho”, concluiu.

Integrantes da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH)

 

Bispos: 
Presidente: Dom Enemésio Angelos Lazzaris, Dom Adilson Pedro Busin, dom Evaristo Pascoal Spengler e dom José Luiz Ferreira Salles.

Assessor:
Frei Olavio Dotto

Secretária:
Irmã Cladina Scapini

Colabores(as): 
Elizete Sant’Anna de Oliveira, irmã Eurides Alves de Oliveira, Francisco Alan Santos Lima, Iago Rodrigues Ervanovite, Márcia Maria de Souza Miranda, Maria Cristina dos Anjos da Conceição, Maria Rosely Rodrigues Pinheiro Cândido, Marie Henriqueta Cavalcante, Rogenir Almeida Santos Costas e irmã Rosite Milesi.

Por CNBB

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Ano do Laicato estimula protagonismo dos cristãos leigos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ano-do-laicato-estimula-protagonismo-dos-cristaos-leigos/ Mon, 26 Jun 2017 08:36:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46967 A Igreja no Brasil vai celebrar, no período de 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, a 25 de novembro de 2018, o “Ano do Laicato”. Na segunda reunião ordinária do Conselho Permanente deste ano, realizada de 20 a 22 de junho, foi apresentado o projeto preparado pela Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato e em breve as Dioceses e Prelazias receberão as orientações metodológicas de como se preparar e celebrar em suas comunidades.

O tema escolhido para animar a mística do Ano do Laicato foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14. Segundo o bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen [foto], presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, pretende-se trabalhar a mística do apaixonamento e seguimento a Jesus Cristo. “Isto leva o cristão leigo a tornar-se, de fato, um missionário na família e no trabalho, onde estiver vivendo”, disse o bispo.

Segundo a presidente do Conselho Nacional do Laicato no Brasil e integrante da Comissão, Marilza Lopes Schuina, as Dioceses receberão uma proposta a partir da qual, recomenda, tenham toda a liberdade para usar a criatividade ao planejar e vivenciar as ações locais.

O Ano do Laicato terá como objetivo geral: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”.

Documento nº 105

Pretende ainda: “Dinamizar o estudo e a prática do documento 105: ‘Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade’ e demais documentos do Magistério, em especial do Papa Francisco, sobre o Laicato; e estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas, ‘verdadeiros sujeitos eclesiais’ (DAp, n. 497a), como “sal, luz e fermento” na Igreja e na Sociedade.

A Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato organizou as atividades em quatro eixos: 1) Eventos; 2) Comunicação, catequese e celebração; 3) Seminários temáticos nos Regionais; e 4) Publicações.

Segundo o presidente da comissão, dom Severino, espera-se que este ano traga um legado para a Igreja missionária autêntica, com maior entusiasmo dos cristãos leigos e leigas na vida eclesial e também na busca da transformação da sociedade. “Eu acredito que se conseguirmos estimular a participação e presença efetiva dos cristãos leigos na sociedade provocando que aconteça a justiça e a paz, será um grande legado”, disse o bispo.

Por CNBB

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Comissão mostra estudos sobre novo estatuto da CNBB a Conselho Permanente https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/comissao-mostra-estudos-sobre-novo-estatuto-da-cnbb-a-conselho-permanente/ Wed, 21 Jun 2017 13:23:35 +0000 http://teste.toqueto.com/comissao-mostra-estudos-sobre-novo-estatuto-da-cnbb-a-conselho-permanente.html Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo emérito de Aparecida (SP) e ex presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), falou aos bispos no plenário do Conselho Permanente da Conferência na manhã desta quarta-feira, 21 de junho. Ele apresentou um breve relatório sobre o trabalho da Comissão para o Estudo dos Estatutos, a qual ele preside e que trata do novo estatuto da CNBB.

Dom Damasceno apresentou a coleta de sugestões que os regionais da CNBB enviaram, até agora, para a Comissão. Ele lembrou que as questões apresentadas voltam aos regionais para eventuais acréscimos e correções para que se faça um conjunto final de propostas de modificações. Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, fez intervenção na exposição do Cardeal Damasceno, recordando aos bispos que várias sugestões a respeito da Assembleia Geral entram no âmbito das possíveis reformas dos Estatutos e do Regimento da Conferência.

Os acenos do Vaticano sobre as Conferências Episcopais, vindas das reformas em curso na Santa Sé, foram lembrados por dom Raymundo de que terão, naturalmente, que ser considerados no trabalho da Comissão sobre os Estatutos. O Cardeal Sergio da Rocha, presidente da CNBB, lembrou que já foram feitas declarações públicas pela Santa Sé, por meio do Porta-voz do Vaticano, que devem surgir novas orientações para as Conferências Episcopais.

A sugestão da moderação do plenário sugeriu que se envie uma nova carta aos presidentes dos regionais da CNBB chamando a todos para a reflexão sobre as sugestões para mudanças no Estatuto relacionadas ao modo de se realizar a Assembleia Geral. Os membros do Conselho Permanente acolheram a sugestão e votaram pelo encaminhamento da redação e envio da carta. Dom Geraldo Lyrio, arcebispo de Mariana (MG) e dom Genival Saraiva de França, administrador apostólico da Paraíba são também membros da Comissão para o estudo dos Estatutos.

Por CNBB

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CNBB: bispos analisam conjuntura política do Brasil em reunião https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cnbb-bispos-analisam-conjuntura-politica-do-brasil-em-reuniao/ Wed, 21 Jun 2017 08:25:55 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46903 Os bispos que participam da reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dedicaram parte da manhã de ontem, terça-feira, 20 de junho, para o estudo da conjuntura política e social do Brasil. Na primeira parte desse trabalho, padre Paulo Renato, assessor de Política da Conferência deu o testemunho do seu trabalho de acompanhamento da tramitação e debate a respeito das reflexões sobre os desafios da política no Congresso Nacional. No segundo do momento, os bispos contaram com a colaboração do Dr. Cézar Britto, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O Judiciário, enfoque apresentado por Dr. Cézar Britto, tem sido protagonista da vida nacional nos noticiários noticiário de hoje. Parece ser um tabu tratar do tema, mas a atuação do Judiciário é constante. Como começa esse fenômeno do debate público passar a ser judicializado? Dr. Britto considera que pode ser por falta de confiança nos outros dois poderes.

A independência do Judiciário é fundamental para a democracia, diz Dr. Britto, mas há de se conhecer melhor como é feito o recrutamento dos membros do Judiciário. Membros da classe média e classe média alta, em geral, são aqueles que têm condições de se preparar para concursos de magistratura. Em geral, os “concurseiros” que almejam emprego bem remunerado são os profissionais que são recrutados para o Judiciário. A cúpula do Judiciário é indicada pelo Executivo. E é esse o corpo de juízes que julga as questões graves do Brasil.

Por ser quem aplica a Justiça e pratica a Justiça, o Judiciário deve ser considerado de maneira profunda e constante. É dever debater o Judiciário, segundo Dr. Britto. Ele produziu um texto no qual apresenta proposta concretas de democratização do Judiciário: estabelecer mandatos; exigir maior tempo de preparação dos jovens juízes e considerar cotas na aprovação de novos membros do judiciário; ampliar os órgãos de controle do Judiciário, entre outras. O Executivo e o Legislativo são renovados por mandato, mas a sociedade não exerce um controle externo do Poder Judiciário, considera Dr. Britto.

Os bispos tiveram oportunidade de questionar o advogado que colaborou na reflexão sobre a conjuntura brasileira. Um membro do Conselho agradeceu a Dr. César Britto por tratar do tema.

Por CNBB

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