consciência - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png consciência - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Entregar a vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/entregar-a-vida/ Fri, 16 Mar 2018 09:37:43 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51302 Há quem entregue a vida por causas pequenas, como a roleta russa, o exagero do consumo de drogas, a pressa em chegar ao destino desobedecendo às leis de trânsito, a violência e outros. No entanto, dar a própria vida para salvar vidas é fazer-se grande por grandes causas. O exemplo absoluto do sacrifício extremado de si é a doação total de Cristo pela humanidade.

Nenhum ser humano é capaz de transpor o abismo de si em relação ao infinito divino. Ninguém tem o poder, mesmo algum fundador de religião, de dar a vida eterna feliz para alguém. Só Deus o tem. O filho dele mostra que a salvação da humanidade se encontra na doação de si pelo bem do semelhante. Baseados na pessoa e na palavra dele, aceitamos tal desafio. Daí se origina a salvação da humanidade. Teremos, então, mais solidariedade, compaixão, justiça e fraternidade. É a recomposição da possibilidade de vida digna no planeta, tão querida por Deus. Ele é o Senhor da vida e nos ajuda a tê-la de modo realizador para todos. Basta sermos obedientes e imitarmos a doação total do Filho de Deus!

Nosso maior aliado na caminhada terrena é o próprio Criador. Além do dom da vida, Ele nos favorece com graças especiais, como a inteligência e outras capacidades para vivermos colocando tudo a serviço de todos. Quando não o fazemos, embora acumulemos recursos culturais e materiais, tornamo-nos egoístas e estragamos os meios que deveriam ser de benefício comum. Todo tipo de violência, como a doméstica, as sociais, o uso de cargos públicos e da política para o benefício escuso de minorias privilegiadas, faz-nos prejudicar a todos e a nós mesmos. Há quem realize danos aos outros e não percebe que a vida vale não para se ter mais do que os outros, mas para mostrar a grandeza de caráter de quem dá de si para beneficiar a todos. Ninguém vai levar nada para a vida eterna, a não ser a própria personalidade marcada pela bondade, justiça e amor ou, ao contrário, a marca de quem não viveu como gente humana!

Quem se condiciona positivamente para realizar na presente vida os ditames divinos, terá sua marca, conforme diz o profeta: “Imprimirei minha lei em suas entranhas e hei de inscrevê-la em seu coração” (Jeremias 31,33).  O próprio  Jesus vai à nossa frente, indicando o que fazer da vida para ela ser frutífera e promotora do bem. Ele afirma ser necessário o grão de trigo ser enterrado e morrer para brotar e da vida nova (Cf. João 12,24). Assim, quem morre para si em vista de produzir o bem, dando vida aos outros, encontra o sentido para a existência e se realiza justamente em comunicar o amor que beneficia sempre o semelhante. Hoje, para superarmos a violência produzida pelo egoísmo, precisamos nos converter para a alteridade, em que se pensa mais no bem comum. Para isso, precisamos despertar a consciência de todos  para serem grandes no caráter e mais solidários com os que sofrem por causa do mau uso dos encargos pessoais e sociais!

Por Dom José Alberto Moura- Arcebispo de Montes Claros (MG)

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Hoje nasceu para nós o Salvador! https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/hoje-nasceu-para-nos-o-salvador/ Wed, 20 Dec 2017 10:02:40 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50241 Caro amigo aproxima-se o Natal. Na cidade, é notória a mobilização das pessoas: o clima natalino invade ruas e praças, as casas são enfeitadas de luzes e todos aguardam ansiosos a troca de presentes e o sonoro “Feliz Natal!”.

Essas comemorações são legítimas quando expressam a alegria de nossos corações por nosso Pai ter-nos dado a salvação enviando-nos seu Filho único. “Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva” (Gl 4, 4s). A frágil criança deitada na manjedoura, envolvida em faixas, adorada pelos magos e pastores, nos resgatou de nossa orfandade e nos deu a dignidade de filhos de Deus.

Quando celebramos a natividade de Jesus devemos ter a consciência de que ela se manifesta a nós todos os dias e não pode ser compreendida como um evento ocorrido há mais de 2 mil anos e que não possui valor atual. Ao nascer, o Verbo encarnado abriu as portas da eternidade santificando, de uma vez por todas, o nosso tempo: os dias, os séculos, os milênios. O seu nascimento fez do tempo um “hoje” de salvação” (Cfr. Homilia de São João Paulo II, 24 dez. 2000).

A Igreja reza na liturgia: “No momento em que Vosso Filho assume nossa fraqueza, a natureza humana recebe uma incomparável dignidade: ao tornar-se ele um de nós, nós nos tornamos eternos.” (Prefácio da Or. Eucarística do Natal III).

Comemorar o Natal é, portanto, comemorar a vida eterna que nos foi dada, a garantia de que nosso natal para Deus será o coroamento da existência pois, ao nascer segundo a carne, Deus assume a nossa morte para nos levar do temor do fim para a certeza da eternidade feliz. Este nascer deve iluminar a existência humana cabendo a nós a responsabilidade de sermos seus mensageiros; conduzindo a luz de Cristo às grutas escuras e frias de nossos corações. Essas ações precisam fazer ressoar todos os dias o antigo e sempre novo anúncio do Natal do Senhor: Hoje nasceu para nós o Salvador!

Sejamos pois, inspirados pelos pastores e magos, que, iluminados pela fé, atravessaram as trevas que envolviam a terra e encontraram a “Grande Luz”. Sem dúvida, como no passado, o mundo está envolto em muitas sombras geradas pelo fechamento dos corações a uma realidade que não pode ser vivida apenas no exterior, na aparência de uma felicidade frágil e passageira. A troca de presentes deveria nos lembrar que esse menino nascido em Belém, se fez – Ele mesmo – presente para todos e nos ensinou a fazer o mesmo. “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei” (Jo 13, 34).

Só assim as nossas palavras deixarão de ser simples augúrios de uma festa anual para se converterem em compromisso na construção de uma sociedade alicerçada na concórdia, onde Justiça e Paz se abraçarão.

Um Santo e Feliz Natal a todos!

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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Lições do Dia de Finados https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/licoes-do-dia-de-finados/ Wed, 01 Nov 2017 08:33:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49310 O dia 02 de novembro, no qual comemoramos o Dia de Finados, é marcado por um rito especial: a visita aos túmulos onde foram depositados os restos mortais daqueles que fizeram parte de nossa vida e a oração por eles. O cemitério é o lugar onde os opostos convivem: o lugar é de silêncio, mas nos fala muito; tudo recorda a morte, mas, não de menos, a vida terrena e a vida eterna. A visita ao cemitério, ao mesmo tempo, fala dos que já partiram, de nós mesmos e também de Deus.

Em primeiro lugar é dia de memórias. Muitas vezes ainda é uma recordação dolorida, quando o luto ainda não foi integrado e a dor da separação ainda não foi curada. Então, cada túmulo é o ponto humano de conexão com tantas histórias, lugares, ensinamentos, alegrias e cruzes, que ainda permanecem vivas. Eles permanecem vivos na memória. Nossa oração por eles e as flores que depositamos são manifestações de nossa gratidão a Deus e a eles. Que importante ter uma memória agradecida por aqueles que nos antecederam. Continuamente, nos recordam que a história não iniciou quando nós nascemos. Eles nos precederam e nos ensinaram a viver. Por isso, alguém só morre quando ninguém se lembra mais dele.

Mas o silêncio dos que já partiram nos fala muito e fala também sobre nós, sobre nossa condição humana. Com certeza, a morte é a realidade humana que mais devemos tematizar e refletir. Nós sempre vivenciamos a morte dos outros. Mas a verdade inquestionável de nossa morte é o ponto a partir da qual lemos toda nossa vida. Embora para um mundo que preza por uma vida de fruição ilimitada a perspectiva da morte é propositalmente esquecida, no entanto, ela é certa. Aqui acabam todas as divisões sociais. A morte nos torna todos iguais. Recorda-nos a relatividade da vida terrena e a definitividade de cada dia, cada escolha, cada ato, visto que, como nos diz a Escritura, “todo homem está destinado a morrer uma só vez” (Hb 9,27). Mas, também, se formos sinceros, revela nossa mesquinhez e põe por terra todo orgulho e as pretensões humanas, como disse Jesus: “Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?” (Lc 12,20). Recordar da morte nos torna humildes e responsáveis.

Enfim, o Dia de Finados nos fala de Deus, de sua misericórdia e de seu infinito amor que a todos atrai a si, no seu Filho Jesus. No seu Filho, Deus vence a morte definitivamente, quando ressuscitou-o. Na visão cristã, morremos para viver. O que nos aguarda não é o fim de tudo, nem o nada, nem um retorno à natureza, mas os braços acolhedores de Deus Pai, que nos quer consigo. É a vida eterna, estar definitivamente com Ele.Com a morte deixamos “a mansão deste corpo para ir morar junto do Senhor” (2Cor 5,8); “se com Ele morremos, com Ele vivemos” (2 Tm 1, 22). Disse Jesus: “hei de levar-vos para junto de mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também” (Jo 14, 3).

Portanto, ao recordarmos nossos queridos que já partiram, iluminados pela morte-ressurreição de Cristo, abre-se para nosso viver a esperança. O sentido para o presente vem do futuro, da promessa da vida eterna. O cristão é portador de esperança. Vale a pena ser justo, ético, caridoso, fazer o bem e viver cada dia intensamente.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

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Fomos criados no tempo para sermos eternos https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/fomos-criados-no-tempo-para-sermos-eternos/ Mon, 30 Oct 2017 10:17:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49284 O feriado de 2 de novembro chama a atenção de todos para algumas realidades nem sempre presentes em nosso cotidiano: a saudade de quem partiu, a consciência de nossa finitude, a elaboração do luto. Enfim, o tema da morte e do morrer emergem do calendário para uma retomada de consciência sobre a vida.

Nós humanos temos uma única certeza sobre o futuro: sabemos que iremos morrer. Viver e morrer estão intimamente conectados. Presente e futuro nos fascinam, porque queremos vislumbrar as conquistas e realizações, tanto quanto nos atemorizam a frustração, o limite e o fim. Em nossos dias muitos tabus, preconceitos e mitos foram vencidos. Infelizmente, porém, cresceu o tabu a respeito do morrer. Esse assunto é indesejado e até camuflado nas conversas diárias.

A morte traz consigo novas interrogações e discussões. Cada área do conhecimento humano tem sua percepção sobre essa dimensão. Algumas respostas são mais positivas que outras. Biologicamente estamos sempre findando: células morrem, são eliminadas e outras surgem. A morte não é um instante, mas um processo biológico e espiritual. O ser humano é essencialmente um ser para a morte: aprender a viver é aprender a morrer.

As religiões são depositárias dessa sabedoria. Não é possível perceber a morte apenas como uma finitude fisiológica, como se fosse a negação da vida ou o fim do sujeito que vive no tempo e no espaço. O ser humano, diferente dos demais seres, sabe que vai morrer, tem consciência dessa limitação e por isso não nasce determinado e nem se move apenas por impulsos biológicos, mas vai construindo sua vida e se construindo. É morrendo que se vive para o eterno.

Toda pessoa que morre é parte deste mundo visível. A história, as experiências, as alegrias e os sofrimentos marcam definitivamente cada um de nós. O que mais determina nosso ser, entretanto, são as relações. Durante a vida conhecemos uma família, crescemos entre amigos, temos colegas de trabalho, escolhemos pessoas mais íntimas, formamos nova família e experimentamos a amizade, o amor e a comunhão. Dificilmente alguém é feliz na solidão e no isolamento. Somos seres essencialmente relacionáveis.  O tempo passa e com ele passamos também nós. Nascemos, crescemos, amadurecemos, envelhecemos e morremos. Este percurso da existência humana é uma realidade fascinante. Há quem sofra o horror desse princípio de impermanência de tudo o que vive. Há, contudo, quem encontre a razão de ser neste movimento de nascer, viver e morrer.

Os cristãos definem a morte como páscoa, isso é, passagem. Não passagem de uma realidade para outra totalmente diferente, mas de uma situação limitada para outra, continuada, mas descontínua. O morrer é um adormecer para este mundo limitado pelo tempo e pelo espaço e acordar nas potências infinitas do Criador. Trata-se do encontro que dá significado a toda experiência humana. Ensina o cristianismo que em Jesus Cristo, apesar de vivermos na contingência do tempo, já somos eternos, porque somos filhos da Luz. É por isso que os cristãos já sabem ser ressuscitados e a morte não pode lhes separar de Cristo, como escreve Paulo Apóstolo.

Oxalá todos pudessem perceber, além das crenças e religiões, esse elemento comum a todo ser humano: há algo em nós que não morre. Quem consegue fazer essa experiência durante a vida, percebe a morte de outra forma. O melhor sinalizador de tudo isso é que homens e mulheres edificaram crenças e religiões que afirmaram essa realidade profunda: fomos criados no tempo para sermos eternos.

Por Dom Leomar Antônio Brustolin – Bispo auxiliar de Porto Alegre

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Papa: que os cristãos sejam vigilantes para não cair na mundanidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-que-os-cristaos-sejam-vigilantes-para-nao-cair-na-mundanidade/ Fri, 13 Oct 2017 13:33:55 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-que-os-cristaos-sejam-vigilantes-para-nao-cair-na-mundanidade.html Somente Cristo crucificado nos salvará dos demônios que nos fazem “deslizar lentamente para a mundanidade”, salvando-nos até mesmo da “insensatez” da qual fala São Paulo aos Gálatas – e “da sedução”.

Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta sexta-feira na Capela da Casa Santa Marta, ao inspirar sua homilia do Evangelho de Lucas, onde Jesus diz: “Mas se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus”.

O Pontífice exorta ao exame de consciência e às obras de caridade, “aquelas que custam”, mas que “nos levarão a ser mais atentos” e vigilantes para que não entrem “astutos” personagens, ou seja, os demônios.

O Senhor – explica o Papa – “pede para sermos vigilantes”, para não cairmos em tentação. Por isto, o cristão está sempre “em vigilância, vigia, está atento”, como “um sentinela”.

O Evangelho fala da luta entre Jesus e o demônio e de “alguns” que disseram que Cristo tinha “a permissão de Belzebú” para expulsá-lo.

Jesus não conta uma parábola – observa o Papa – mas “diz uma verdade”: quando o espírito impuro “sai do homem”, vagueia “por lugares desertos” buscando um repouso e não encontrando, decide retornar para a casa de onde saiu, onde habita o homem “livre”.

Então o demônio decide trazer consigo “outros sete espíritos piores do que ele”, de forma que também a “condição daquele homem” fique “pior do que antes”.

Precisamente a palavra “pior” – evidencia o Pontífice – tem “tanta força” nesta passagem, porque os demônios entram  “na surdina”:

“Começam a fazer parte da vida. Também com as suas ideias e as suas inspirações, ajudam aquele homem a viver melhor… e entram na vida do homem, entram em seu coração e por dentro começam a mudar este homem, mas tranquilamente, sem fazer barulho. É diferente, este modo é diferente daquele da possessão diabólica que é forte: esta é uma possessão diabólica um pouco “de salão”, digamos assim. E isto é o que o diabo faz lentamente, em nossa vida, para mudar os critérios, para levar-nos à mundanidade. Mimetiza-se em nosso modo de agir, e nós dificilmente nos damos conta. E assim, aquele homem, liberto de um demônio, torna-se um homem prisioneiro, um homem oprimido pela mundanidade. E isto é aquilo que o diabo quer, a mundanidade”.

A mundanidade, por outro lado, é “um passo adiante na ‘possessão’ do demônio”, acrescenta Francisco. É um “encantamento”, é a “sedução”. Porque é o “pai da sedução”. E quando o demônio entra “tão suavemente, educadamente e toma posse de nossas atitudes”, explica o Papa, os nossos valores “vão do serviço a Deus à mundanidade”. Assim nos tornamos “cristãos mornos, cristãos mundanos” com uma “mistura” – que o Papa chama de “salada de frutas” – entre “o espírito do mundo e o espírito de Deus”. Tudo isso nos “afasta do Senhor”. Francisco responde então à questão do que fazer para “não cair” e para sair de tal situação. Reafirma o tema da “vigilância” sem “se assustar”, com “calma”:

“Vigiar significa entender o que acontece no meu coração, significa parar um pouco e examinar a minha vida. Sou cristão? Eu educo mais ou menos bem os meus filhos? Minha vida é cristã ou é mundana? E como posso entender isso? A mesma receita de Paulo: olhar para Cristo crucificado. A mundanidade só vê onde está e se destrói diante da cruz do Senhor. E este é o propósito do Crucifixo em nossa frente: não é um ornamento; É exatamente o que nos salva desses encantamentos, dessas seduções que nos levam à mundanidade”.

O Pontífice exorta a nos perguntarmos se olhamos para o “Cristo crucificado”, se fazemos “a Via Sacra para ver o preço da salvação”, não só dos pecados, mas também da mundanidade”:

“Então, como eu disse, o exame de consciência, para ver o que ocorre. Mas sempre diante do Cristo crucificado. A oração. E depois, fará bem fazer-se uma fratura, não nos ossos: uma fratura nas atitudes confortáveis: as obras de caridade. Estou confortável, mas vou fazer isso, que me custa. Visitar uma pessoa doente, ajudar alguém que precisa… não sei, uma  obra de caridade. E isso rompe a harmonia que procura fazer esse demônio, esses sete demônios com o chefe, para fazer a mundanidade espiritual”.

Por Rádio Vaticano

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Papa: remorsos da consciência são sintomas de salvação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-remorsos-da-consciencia-sao-sintomas-de-salvacao/ Thu, 28 Sep 2017 12:39:17 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-remorsos-da-consciencia-sao-sintomas-de-salvacao.html O Papa Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta, nesta quinta-feira (28/09), e em sua homilia exortou a não ter medo de dizer a verdade sobre a nossa vida, a tomar consciência de nossos pecados e confessá-los ao Senhor para que nos perdoe.

Citando o Evangelho do dia sobre o comportamento de Herodes em relação à pregação de Jesus, o Papa lembrou que alguns associavam Jesus a João Batista e a Elias, e outros o identificavam como um profeta. Herodes não sabia “o que pensar”, mas “sentia dentro” de si alguma coisa, que “não era uma curiosidade”, era “um remorso na alma, no coração”: procurava ver Jesus para tranquilizar-se. “Queria ver milagres realizados por Cristo, mas Jesus”, disse o Papa, “não fez um circo diante dele e foi entregue a Pilatos. E Jesus pagou com a morte.”

Herodes cobriu “um crime com outro, o remorso da consciência com outro crime, como quem mata por temor. O remorso da consciência não é uma simples recordação, mas uma chaga”, disse o Papa, que acrescentou:

“Uma chaga que quando na vida fizemos alguns males, dói. É uma chaga escondida, não se vê; nem eu a vejo, porque me acostumo a carregá-la e depois se anestesia. Está ali, alguns a tocam, mas a ferida está dentro. Quando esta chaga faz mal, sentimos remorso. Não somente estou consciente de ter feito o mal, mas o sinto: o sinto no coração, no corpo, na alma e na vida. Disto nasce a tentação de cobri-lo, para não mais senti-lo.”

“É uma graça sentir que a consciência nos acusa, nos diz alguma coisa”, frisou o Papa. Por outro lado, “nenhum de nós é santo” e todos somos inclinados a olhar para os pecados dos outros e não para os nossos próprios, se compadecendo, quem sabe, por quem, sofre na guerra ou por causa de “ditadores que matam as pessoas”:

“Nós devemos – permitam–me a palavra – “batizar” a chaga, isto é, dar-lhe um nome. Onde você tem a chaga?  ‘Padre como eu faço para tirá-la fora?’ – ‘Mas antes de tudo reze: Senhor, tenha piedade de mim que sou pecador’. O Senhor escuta a sua oração. Depois examine a sua vida. ‘Se eu não vejo como e onde está aquela dor, de onde vem, que é um sintoma, como posso fazer?’ – ‘Peça a alguém para ajudá-lo a tirar a chaga; que a chaga saia e depois dar-lhe um nome’. Eu tenho esse remorso de consciência porque eu fiz isso, concreto; concretude. E esta é a verdadeira humildade diante de Deus e Deus se comove diante da concretude”.

A concretude, explica o Pontífice, expressa pelas crianças na confissão. Uma concretude de dizer o que fez para que a verdade “venha para fora”. “Assim nos curamos”:

“Aprender a ciência, a sabedoria de acusar a si mesmo. Eu me acuso, sinto a dor da chaga, faço de tudo para saber de onde vem esse sintoma e depois eu me acuso. Não tenha medo dos remorsos da consciência: eles são um sintoma de salvação. Tenha medo de cobri-los, de maquiá-los, dissimulá-los, escondê-los … isto sim, mas ser claro. E assim o Senhor nos cura”.

A oração final é para que o Senhor nos dê a graça de “termos a coragem de nos acusarmos” para caminharmos no caminho do perdão.

Por Rádio Vaticano

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Anunciar o Evangelho e doar a própria vida (1Ts 2,8) https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/anunciar-o-evangelho-e-doar-a-propria-vida-1ts-28/ Thu, 14 Sep 2017 10:10:52 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48475 No mês de setembro, as comunidades eclesiais se debruçam para estudar, aprofundar e converter-se a um livro da Palavra de Deus. Este ano foi escolhida a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses com o tema: Para que Nele nossos povos tenham vida; e como lema: Anunciar o Evangelho e doar a própria vida”. Este texto configura uma mensagem cheia de esperança e vibração evangélica, sendo também um dos escritos mais antigos do Novo Testamento.

Sai ao encontro das perplexidades e dificuldades de compreender a segunda vinda de Cristo. Esta preocupação com a parusia, a volta do Senhor, está presente em todas as gerações cristãs, especialmente nos momentos de crise. Hoje, como ontem, parece que confundimos as crises e estertores da história com o fim do mundo, e a chegada definitiva do Filho do Homem. Estamos, certamente, no olho do furacão de uma crise civilizacional e global que leva a perda do fator humano e da consciência dos valores e princípios fundamentais. Mas, também é importante esclarecer, que trata-se do fim de uma ordem e paradigma civilizatório, que não tem mais condições de permanecer, mas não significa o encerramento da história e o que conhecemos como o fim do mundo.

O foco para o cristão será sempre permanecer firme, trabalhar e testemunhar para que o

Evangelho seja conhecido e semente das trasformacões verdadeiras para a humanidade, trazendo vida e salvação para todos os povos e culturas. Não é tempo para fugir ou ficarmos numa espécie de bunker, mas como cabe a nossa missão ser sal, luz, e fermento emancipador em todos os ambientes, fazendo a diferença com o amor misericordioso, a ternura e a nova justiça do Reino.

Para o cristão as coisas últimas já começaram, e o juízo da Palavra questiona e ilumina todos os acontecimentos, dando peso de eternidade ao que fazemos a partir de Cristo, partilhando com todas as pessoas e criaturas as razões da nossa esperança. A esperança cristã não decepciona, arrasta montanhas e mobiliza os corações em torno ao sonho de uma humanidade reconciliada, solidária e liberta, protagonista da civilização do amor, da responsabilidade comum e da partilha. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos (RJ)

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24 horas com o Senhor: não é slogan, mas chamada de consciência e oração https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/24-horas-com-o-senhor-nao-e-slogan-mas-chamada-de-consciencia-e-oracao/ Thu, 23 Mar 2017 08:05:57 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45074 A proposta das “24 horas com o Senhor” deveria penetrar em todos os ambientes em preparação ao tempo pascal e se revelar uma corrente que convida para tocar concretamente aquele que é um momento de amor e de oração. O Sacramento da Reconciliação espera para ser acolhido, fazendo com que cada um se transforme num instrumento anunciador de misericórdia.

Inclusive o Papa enalteceu a iniciativa no final da Audiência Geral desta quarta-feira (22), na Praça São Pedro, repleta de 15 mil fiéis. Francisco convidou as comunidades do mundo inteiro a viverem com intensidade as 24 horas com o Senhor que começam nesta sexta, 24 de março.

“Desejo que inclusive neste ano o momento privilegiado de graça, do caminho quaresmal, seja vivido em tantas igrejas para que possam experimentar o encontro alegre com a misericórdia do Pai, que todos acolhe e perdoa”, disse o Papa Francisco ao final da sua catequese.

As 24 horas com o Senhor não é um slogan de efeito de qualquer propaganda midiática. É um chamado de consciência para sair das sombras do egoísmo que, inevitavelmente, colocam-se sobre as relações humanas com Jesus Cristo, fazendo se afastar do Criador.

Misericórdia não significa ingenuidade, mas se deixar inundar pelo que pacifica a consciência. Deixar passar os dias e os anos sem se reconciliar com o Pai significa perder um grande tesouro dirigido a todas as famílias e à sociedade. Não é um gesto automático, mas um gesto de profunda fé no saber e se reconhecer criatura pobre e indigente, mas sempre filho de Deus.

A iniciativa das 24 horas com o Senhor, criada pela Santa Sé, acontece todos os anos desde 2013 para ser vivida em caráter mundial dentro das dioceses, já que incentiva a promoção de momentos de oração e de confissão, de anúncio do Evangelho e de vigília, que ajudem a viver a Quaresma, preparando para a Páscoa. A proposta é que as igrejas fiquem abertas durante 24h para que os fiéis possam participar do Sacramento da Reconciliação.

Por Rádio Vaticano

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