congresso internacional - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png congresso internacional - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: colaboração é a chave para proteger os menores na internet https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-colaboracao-e-a-chave-para-proteger-os-menores-na-internet/ Fri, 06 Oct 2017 12:44:58 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-colaboracao-e-a-chave-para-proteger-os-menores-na-internet.html “Trabalhar juntos para ter sempre o direito, a coragem e alegria de olhar nos olhos as crianças do mundo.” Esta foi a exortação que o Papa Francisco fez aos participantes do Congresso Internacional “A dignidade do menor no mundo digital”, recebidos em audiência, no Vaticano, esta sexta-feira (06/10).

Em seu longo discurso, o Pontífice definiu a vulnerabilidade dos menores na rede como um “problema novo e gravíssimo, característico do nosso tempo”.

De fato, observou o Papa, “vivemos num novo mundo, que quando éramos jovens não podíamos nem mesmo imaginar”. O mundo digital é fruto do progresso da ciência e da técnica e que transformou em poucas décadas o nosso ambiente de vida e o nosso modo de comunicar e de viver e está transformando inclusive o nosso modo de pensar e de ser.

De um lado, vivemos esta transformação com admiração e fascínio e, de outro, com medo e temor pelas consequências. Sentimentos contrastantes que nos levam a questionar se somos capazes de guiar os processos que nós mesmos criamos ou se estamos perdendo o controle. Para Francisco, esta é a pergunta existencial da humanidade de hoje diante dos diversos aspectos da crise global.

O Papa citou também alguns dados: dos mais de três bilhões de usuários da internet, mais de 800 milhões são menores. “O que encontram na rede? E como são considerados por quem pode administrá-la?” Não entendemos nesses anos que esconder a realidade dos abusos sexuais é um gravíssimo erro e fonte de muitos males?”, questionou Francisco.

Por isso, é preciso manter os olhos bem abertos e enfrentar o aspecto obscuro da rede, que se tornou um lugar propício para os seguintes crimes: pornografia, bullying, tráfico online de pessoas, prostituição, transmissão ao vivo de estupros e novos fenômenos como “sexting” (divulgação de conteúdos eróticos e sensuais através de celulares) e “sextortion” (extorquir através da exploração sexual sem coerção física).

Diante de tudo isso, afirmou o Papa, permanecemos certamente horrorizados, mas também, infelizmente, desorientados. A isso, se acrescenta o difícil diálogo entre a antiga e a nova geração digital.

As palavras de Francisco são, portanto, de encorajamento e de mobilização conjunta. E para que seja eficaz, o Papa convida a combater três possíveis erros de perspectiva.

O primeiro é não subestimar o dano que esses crimes provocam nos menores e inclusive nos próprios adultos.

“Seria uma grave ilusão pensar que uma sociedade em que o consumo aberrante do sexo se expande entre os adultos seja depois capaz de proteger de modo eficaz os menores.” O segundo erro é pensar que as soluções técnicas automáticas, como os filtros do computador para identificar e bloquear a difusão de imagens, sejam suficientes para combater o problema. “Certamente essas soluções são necessárias, mas também é necessário a força da exigência ética.” O terceiro erro é pensar a rede como o reino da liberdade sem limites, quando – na verdade – também necessita ser gerida por leis, com a colaboração de governos e da polícia.

Francisco manifesta seu apoio à Declaração redigida pelos participantes do Congresso e pede a colaboração também das lideranças religiosas, garantindo a disponibilidade e o empenho dos católicos.

Neste ponto, o Pontífice afirma que a Igreja Católica se tornou sempre mais consciente nos últimos anos do fato de não ter protegido suficientemente os menores dentro de suas instituições: “Vieram à luz fatos gravíssimos dos quais tivemos que reconhecer as responsabilidades diante de Deus, das vítimas e da opinião pública. Justamente por isso, a Igreja sente hoje um dever particularmente grave de se empenhar de modo sempre mais profundo para proteção dos menores e de sua dignidade”.

O Papa concluiu falando de quando os seus olhos cruzam o olhar de inúmeras crianças em suas audiências e viagens:

“Ser visto pelos olhos das crianças é um experiência que todos conhecemos e que nos toca profundamente no coração, e que nos obriga também a um exame de consciência. O que nós fazemos para que essas crianças possam nos olhar sorrindo?  O que fazemos para que esses olhos não sejam corrompidos por aquilo que encontrarão na rede? Trabalhemos portanto para ter sempre o direito, a coragem e a alegria de olhar nos olhos as crianças do mundo.”

Por Rádio Vaticano

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Signis realiza congresso e grupo brasileiro apresenta experiência do rádio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/signis-realiza-congresso-e-grupo-brasileiro-apresenta-experiencia-do-radio/ Tue, 20 Jun 2017 08:20:05 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46859 A Mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais deste ano é a base das reflexões e oficinas do Congresso Internacional da Signis Mundial, que começou ontem e vai até o dia 22 de junho, em Québec, no Canadá. Membros da Associação Católica Internacional para a Comunicação de todo o mundo estão presentes no evento cujo tema é “Promover histórias de esperança”.

Sessões plenárias e oficinas serão oferecidas nestes três dias para debater, descobrir e trocar experiências sobre o mundo da mídia e das comunicações. Logo de início, um painel de discussão em que quatro representantes de organizações católicas explicam como contar histórias de esperança. Na sequência, profissionais do audiovisual contam “como encontrar Deus em todas as coisas e filmá-lo”. Uma sessão específica será dedicada a aprofundar a reforma da comunicação do Vaticano.

Também serão aprofundados o envolvimento religioso e espiritual dos jovens nas redes sociais, onde compartilham a fé, e a relação entre música e esperança. O evento ainda contará com a exibição do filme “Silêncio”, que conta a história de três padres jesuítas perseguidos por causa de sua fé, no século XVII, no Japão. O diretor da produção, o cineasta Martin Scorsese, receberá o “Prêmio Signis pela excelência de produção cinematográfica”.

Em mensagem enviada ao prefeito da Secretaria para a Comunicação do Vaticano, monsenhor Dario Edoardo Viganò, e assinada pelo Secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, o pontífice fez votos de que o Congresso possa inspirar “uma esperança, acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do fracasso”.

Participação do Brasil

A Signis Brasil terá um momento dedicado à apresentação de experiências, como a produção colaborativa no rádio, em uma formatação já conhecida e aceita nacionalmente, com a regionalização das redes de emissora e a formatação da rede Católica no Brasil, com a distribuição de conteúdos.

“Vamos apresentar ‘A vida nos Trilhos’ – do qual foi feito um documentário em pauta conjunta com todas as mídias brasileiras, e nós vamos falar exatamente desse case, que é bem original do Brasil e que tem essa característica de comunhão e partilha da produção de conteúdos, com ênfase na realidade brasileira onde a vida está mais fragilizada”, conta o presidente da Signis Brasil, frei João Carlos Romanini.

Os interessados poderão acompanhar o congresso pela internet no site e nas redes sociais da Signis.

Por CNBB

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Dom Tomasi: "Querer bem ao próximo, alicerce da sociedade" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-tomasi-querer-bem-ao-proximo-alicerce-da-sociedade/ Fri, 31 Mar 2017 08:09:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45214 Com a participação de 4 cardeais e do Papa Francisco, o Dicastério Vaticano para o Desenvolvimento Humano Integral promove nos próximos dias 3 e 4 de abril o Congresso internacional “Perspectivas para o serviço do desenvolvimento humano integral, há 50 anos da Populorum progressio”. O evento foi apresentado aos jornalistas na manhã de quinta-feira (30/03) pelo Cardeal Peter Turkson, e por Dom Silvano Maria Tomasi, respectivamente Prefeito e Secretário do novo Dicastério.

Publicada em 26 de março de 1967, a encíclica de Paulo VI denuncia o agravamento do desequilíbrio entre países ricos e pobres, critica o neocolonialismo e afirma o direito de todos os povos ao bem-estar. Dedicado à cooperação entre os povos e ao problema dos países em desenvolvimento, o texto propõe a criação um grande Fundo mundial, sustentado por uma parte da verba das despesas militares, para vir em auxílio dos mais deserdados.

O mundo vivia o clima de guerra fria, mas Paulo VI, ao invés de dividi-lo entre Leste e Oeste, denunciava que a verdadeira ‘cortina de ferro’ era a que separava o Norte do Sul: os ‘povos da opulência’ dos ‘povos da fome’. Hoje, cinquenta anos depois, o ‘progresso dos povos’ permanece um sonho,mas a Igreja não desiste e o Papa Francisco, com o seu magistério, é um garante do desenvolvimento humano integral propagado por Paulo VI e relançado como tema protagonista da Encíclica Laudato si.

Para o arcebispo Silvano Maria Tomasi, existe grande continuidade entre o ensinamento social de Papa Paulo VI e do Concílio com o que está dizendo o Papa Francisco.

“O ponto fundamental é que a dignidade de cada pessoa deve ser respeitada e para respeitar esta dignidade, as pessoas devem ter acesso ao trabalho, devem ser integradas na sociedade e participar com pleno direito, e não excluídas. Não pode haver muros. Devemos criar relações construtivas e criativas, que ajudem as pessoas a se conhecer e a se ajudarem a crescer, criando um mundo mais vivível para todos. Assim, a exclusão feita por partidos xenófobos, o populismo, é utilizado para atacar de maneira negativa grupos, comunidades, imigrantes, refugiados, requerentes de asilo. São atitudes que excluem inteiros povos da participação social e política; não podem ser aceitas porque basicamente são contrárias ao grande princípio da vida cristã, que é querer bem ao próximo. É um princípio muito simples, mas é tão fundamental que sem ele, desaba toda a estrutura da sociedade”.

Além do Cardeal Turkson e do arcebispo Tomasi, serão relatores do Congresso, na Sala Nova do Sínodo, no Vaticano, os cardeais Muller (Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé), Parolin (Secretário de Estado) e Tagle (Presidente da Caritas Internacional).

Por Rádio Vaticano

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