Congregação para a Doutrina da Fé - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Congregação para a Doutrina da Fé - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Aprouve a Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/aprouve-a-deus/ Fri, 02 Mar 2018 16:25:45 +0000 http://teste.toqueto.com/aprouve-a-deus.html Acaba de ser publicada (01 de março) a Carta Placuit Deo, da Congregação para a Doutrina da Fé. A Igreja sempre atenta aos “sinais dos tempos” procura com o seu magistério esclarecer as questões surgidas nesta “mudança de época” e iluminar a vida do povo de Deus procurando sempre voltar às origens da revelação cristã. É um importante serviço que se presta à mensagem de Jesus que precisa sempre estar pura e clara para o nosso povo. A carta foi aprovada pelo Papa Francisco e trata de temas muito importantes para os atuais momentos da Igreja.

A expressão que dá nome ao novo documento significa “aprouve a Deus”. O título, nos documentos do Magistério da Igreja, é sempre tomado das primeiras palavras do próprio documento. Neste caso, elas são uma citação da Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II sobre a Revelação Divina (Dei Verbum – A Palavra de Deus). Este é o ponto de partida da Carta “sobre alguns aspectos da salvação cristã” (título), na qual são recordadas verdades de fé que a Igreja proclamou desde o princípio, mas que as transformações culturais atuais (n. 1) tornam necessário retomar e refletir com profundidade.

Trata-se de desafios que hoje se encontram muito presentes e que têm semelhança com outros que no passado a Igreja teve de enfrentar. O Papa Francisco se referiu várias vezes a eles. A primeira vez foi aqui no Rio de Janeiro, no Centro de Estudos do Sumaré, quando se encontrou com os Bispos responsáveis pelo Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), dia 28 de julho de 2013. Tratando das “tentações contra o discipulado missionário”, ele falou de várias formas de ideologização da mensagem evangélica, entre as quais estão “a proposta gnóstica” e “a proposta pelagiana”. Também na Exortação apostólica Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), número 94. Essas duas tendências se assemelham, em vários aspectos, a duas antigas heresias, e o Papa as descreve com seus antigos nomes: pelagianismo e gnosticismo.

O pelagianismo é uma tendência a supervalorizar a capacidade humana em vista da salvação. Como se, por nossas próprias capacidades, nos pudéssemos salvar. Essa tendência, atualmente se apresenta como um “individualismo centrado no sujeito autônomo”, que “tende a ver o homem como um ser cuja realização depende somente das suas forças” (n. 2).

O gnosticismo tende a desvalorizar o corpo e a valorizar unilateralmente o espírito e o intelecto. Sua versão atual consiste numa “visão de salvação meramente interior, que talvez suscita uma forte convicção pessoal ou um sentimento intenso de estar unido a Deus, mas sem assumir, curar e renovar as nossas relações com os outros e com o mundo criado” (n.2).

 “Seja o individualismo neo-pelagiano que o desprezo neo-gnóstico do corpo, descaracterizam a confissão de fé em Cristo, único Salvador universal” (n. 4). Posicionando-se diante dessas tendências, a Carta reafirma que nossa salvação consiste na união com Deus: “Diante destas tendências, esta Carta pretende reafirmar que, a salvação consiste na nossa união com Cristo, que, com a sua Encarnação, vida, morte e ressurreição, gerou uma nova ordem de relações com o Pai e entre os homens, e nos introduziu nesta ordem graças ao dom do seu Espírito” (idem).

Nos números 5 a 7, a Carta trata da correta compreensão da pessoa humana e da sede universal de felicidade e de salvação. Estas não se realizam plenamente naquilo que nós mesmos podemos fazer ou conquistar. Só Deus pode preencher plenamente o coração humano. “E a pessoa inteira, em corpo e alma, criada pelo amor de Deus à sua imagem e semelhança, que é chamada a viver em comunhão com Ele” (n. 7).

Cristo, Salvador e Salvação, é apresentado nos números 8 a 11. A reflexão sobre o modo como Deus nos salva em Cristo, deixa claro que “a salvação que Jesus trouxe na sua própria pessoa não se realiza somente de modo interior” e que “para poder comunicar a cada pessoa a comunhão salvífica com Deus, o Filho se fez carne” (cf. Jo 1,14) (n. 10). Tornou-se Ele mesmo o caminho, que não é apenas interior, sem relação com os outros e com o mundo. Ele assumiu integralmente a nossa humanidade, viveu plenamente a vida humana, em comunhão com o Pai e conosco. Diante disso, não se pode compreender corretamente a salvação de modo pelagiano, individualista; nem de modo gnóstico, meramente interior. “A salvação consiste em incorporar-se na vida de Cristo, recebendo o seu Espírito (cf. 1 Jo 4,13)” (n. 11).

“O lugar onde recebemos a salvação trazida por Jesus é a Igreja” (n. 12). Por isso, a Carta trata da dimensão eclesial da nossa salvação nos números 12 a 14). A dimensão eclesial-comunitária da salvação contradiz o individualismo. Contradiz também o espiritualismo gnóstico: as relações são concretas, a Igreja é uma fraternidade. A participação na Igreja se fundamenta nos sacramentos. Estes são matéria assumida por Deus e transformada em sinais eficazes da sua graça e da salvação. “O corpo humano foi modelado por Deus, que nele inscreveu uma linguagem que convida a pessoa humana a reconhecer os dons do Criador e a viver em comunhão com os irmãos. O Salvador restabeleceu e renovou, com a sua Encarnação e o seu mistério pascal, esta linguagem originária, e comunicou-a na economia corporal dos sacramentos”, afirma a Congregação, no número 14.

Ainda no âmbito eclesial e com relação aos sacramentos, nos é recordado que estar inseridos no Corpo de Cristo graças aos sacramentos, exige de nós “o cuidado pela humanidade sofredora de todos os homens, através das obras de misericórdia corporais e espirituais” (n. 14).

A experiência da salvação em Cristo impulsiona à missão, a proclamar a todos as pessoas humanas a alegria e a luz do Evangelho (n. 15), e a dialogar de modo sincero e construtivo com os crentes de outras religiões.

 Por fim, na Carta se recorda que “a salvação integral, da alma e do corpo, é o destino final ao qual Deus chama todos os homens”, pois “a salvação será plena” somente quando “participaremos plenamente da glória de Cristo ressuscitado, que leva à plenitude a nossa relação com Deus, com os irmãos e com toda a criação” (n. 15).

Fazemos nossa a invocação da Santa Virgem Maria, “a primeira dos que foram salvos”, pedindo-lhe que nos acompanhe na missão de evangelizar, anunciando a todos o amor salvador de Deus e superando toda e qualquer forma de reducionismo da fé e da vida cristã.

Por Cardeal Orani João Tempesta – Arcebispo do Rio de Janeiro

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Salvação cristã é tema da carta Placuit Deo aos bispos da Igreja Católica https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/salvacao-crista-e-tema-da-carta-placuit-deo-aos-bispos-da-igreja-catolica/ Thu, 01 Mar 2018 13:37:41 +0000 http://teste.toqueto.com/salvacao-crista-e-tema-da-carta-placuit-deo-aos-bispos-da-igreja-catolica.html A Congregação para a Doutrina da Fé enviou nesta quinta-feira, 1, uma carta apostólica aos bispos da Igreja Católica, nomeada ‘Placuit Deo’, sobre a necessidade de aprofundamento da verdade de Deus e da salvação dos homens. O documento foi assinado pelo prefeito da Congregação, Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, e pelo secretário, Dom Giacomo Morandi.

Na carta, a revelação de Cristo é atrelada à revelação da verdade, sendo atribuída à Igreja a missão de, com amor, anunciar aos homens os desígnios de Deus. Papa Francisco é citado como referência junto a grande tradição da fé católica para a compreensão da salvação cristã diante das recentes transformações culturais vividas mundialmente.

A tendência ao pelagianismo e o gnosticismo, por vezes discutidos pelo Santo Padre, foram apresentados como aspectos presentes na atualidade. O pelagismo, quando o homem radicalmente autônomo pretende salvar-se a si mesmo sem reconhecer que ele depende, no mais profundo do seu ser, de Deus e dos outros, e o gnosticismo, apresentado em uma salvação meramente interior, fechada no subjetivismo.

Estes questionamentos, que vão contra a fé cristã e condicionam o homem a uma visão individualista de Jesus e da religião, têm centrado uma visão autônoma de salvação meramente interior. De acordo com a Congregação, este pensamento não basta, sendo a carta um convite para uma cura e renovação das relações com os outros e com o mundo, por meio da constatação de um Deus que se fez membro da família humana e assumiu a história da humanidade para a salvação.

“Como poderia Cristo mediar a Aliança da família humana inteira, se o homem fosse um indivíduo isolado, que se autorrealiza somente com as suas forças? E como poderia chegar até nós a salvação mediante a Encarnação de Jesus, a sua vida, morte e ressurreição no seu verdadeiro corpo, se aquilo que conta fosse somente libertar a interioridade do homem dos limites do corpo e da matéria?”, foram os questionamentos da Congregação.

As respostas para as perguntas e desejos humanos são encontrados, de acordo com a ‘Placuit Deo’, no desejo de salvação, no compromisso na direção de um bem maior que conserva característica de resistência e de superação da dor. Recordar que Jesus é Salvador é apontado como primeiro passo.

“Ele não se limitou a mostrar-nos o caminho para encontrar Deus, isto é, um caminho que poderemos percorrer por nós mesmos, obedecendo às suas palavras e imitando o seu exemplo. Cristo, todavia, para abri-nos a porta da libertação, tornou-se Ele mesmo o caminho (…), esse caminho não é um percurso meramente interior, à margem das nossas relações com os outros e com o mundo criado. (…) Cristo é Salvador porque Ele assumiu a nossa humanidade integral e viveu em plenitude a vida humana, em comunhão com o Pai e com os irmãos”, constatou a carta.

A partir desta constatação, a Igreja é creditada como o lugar onde o homem recebe a salvação trazida por Jesus. “Compreender esta mediação salvífica da Igreja é uma ajuda essencial para superar qualquer tendência reducionista. De fato, a salvação que Deus nos oferece não é alcançada apenas pelas forças individuais, mas através das relações nascidas do Filho de Deus encarnado e que formam a comunhão da Igreja”, observou.

Comunicar a fé e esperar o Salvador é segundo a ‘Placuit Deo’ a consciência da vida plena. “A salvação do homem será plena somente quando, depois de ter vencido o último inimigo, a morte (cf 1 Cor 15,26), participaremos plenamente da glória de Cristo ressuscitado, que leva à plenitude a nossa relação com Deus, com os irmãos e com toda a criação. A salvação integral, da alma e do corpo, é o destino final ao qual Deus chama todos os homens. Fundamentados na fé, sustentados pela esperança, operantes na caridade, seguindo o exemplo de Maria, a Mãe do Salvador e a primeira dos que foram salvos”.

Papa Francisco aprovou a carta apostólica no dia 16 de fevereiro de 2018, que teve sua publicação decidida na Sessão Plenária da Congregação no dia 24 de janeiro de 2018.

Confira a íntegra da carta apostólica Placuit Deo aqui.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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Papa: vida humana possui uma dignidade intangível https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/papa-vida-humana-possui-uma-dignidade-intangivel/ Fri, 26 Jan 2018 13:04:44 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-vida-humana-possui-uma-dignidade-intangivel.html O Papa Francisco recebeu na Sala Clementina, esta sexta-feira (26/01), os participantes da plenária da Congregação para a Doutrina da Fé.

O Santo Padre agradeceu-lhes pelo compromisso cotidiano de apoio ao magistério dos bispos, pela tutela da retidão da fé e da santidade dos Sacramentos, e pela atenção a todas as questões que hoje requerem um discernimento pastoral importante, como examinar casos relativos a delitos graves e pedidos de dissolução do vínculo matrimonial em favor da fé.

Segundo o Papa, “essas tarefas são ainda mais atuais diante do horizonte, cada vez mais fluido e mutável, que caracteriza a autocompreensão do homem de hoje e influi em suas escolhas existenciais e éticas”.

“O homem de hoje não sabe mais quem ele é e faz esforço para reconhecer como agir bem.”

Francisco reconheceu o esforço da Congregação para a Doutrina da Fé no estudo “acerca de alguns aspectos da salvação cristã, com o objetivo de reafirmar o significado da redenção”, tendo como referência algumas tendências que expressam um individualismo que confia nas próprias forças para salvar-se.

“Acreditamos que a salvação consiste na comunhão com Cristo ressuscitado que, graças ao dom de seu Espírito, nos introduziu numa nova ordem de relações com o Pai e entre os homens”, afirmou o Papa.

Francisco recordou também o estudo realizado pelo organismo sobre as implicações éticas de uma antropologia adequada no campo econômico-financeiro.

“Somente uma visão do ser humano como pessoa, ou seja, como sujeito essencialmente de relação e dotado de uma racionalidade peculiar e ampla, é capaz de agir conforme a ordem objetiva da moral. O Magistério da Igreja sempre reiterou com clareza, a esse propósito, que a atividade econômica deve ser conduzida segundo as leis e os métodos próprios da economia, mas no âmbito da ordem moral.”

O Papa recordou que nessa assembleia os participantes debateram também a questão delicada do acompanhamento dos doentes terminais.

“A esse respeito, o processo de secularização, levou ao crescimento do pedido de eutanásia em muitos países, como afirmação ideológica do desejo de poder do homem sobre a vida. Isso também levou a considerar a interrupção voluntária da existência humana como uma escolha de ‘civilização’.”

Segundo o Pontífice, “é claro que onde a vida não vale por sua dignidade, mas por sua eficiência e produtividade, tudo se torna possível. Nesse cenário é preciso reiterar que a vida humana, desde a concepção até a morte natural, possui uma dignidade que a torna intangível”.

Para Francisco, “a dor, o sofrimento, o sentido da vida e da morte são realidades que a mentalidade atual luta para enfrentar com um olhar cheio de esperança. Sem uma esperança confiável que ajude o homem a enfrentar também a dor e a morte, ele não consegue viver bem e conservar uma perspectiva confiante diante de seu futuro. Este é um dos serviços que a Igreja é chamada a prestar ao homem atual”.

O Papa concluiu o discurso, afirmando que a missão da Congregação para a Doutrina da Fé é eminentemente pastoral.

“Pastores autênticos são aqueles que não abandonam o homem, nem o deixam em sua desorientação e erros, mas com verdade e misericórdia o trazem de volta para reencontrar no bem o seu rosto autêntico.”

Segundo o Papa, “autenticamente pastoral é toda ação que pega o ser humano pela mão quando ele perdeu o sentido de sua dignidade e destino, para leva-lo com confiança a redescobrir o amor paterno de Deus, seu bom destino e os caminhos para  construir um mundo mais humano”.

“Esta é a grande tarefa da Congregação para a Doutrina da Fé e toda instituição pastoral na Igreja”, concluiu Francisco. 

Por Vatican News

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Prefeito da Congr. para a Doutrina da Fé: não há catequese sem testemunho https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/prefeito-da-congr-para-a-doutrina-da-fe-nao-ha-catequese-sem-testemunho/ Tue, 18 Jul 2017 14:28:35 +0000 http://teste.toqueto.com/prefeito-da-congr-para-a-doutrina-da-fe-nao-ha-catequese-sem-testemunho.html O novo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Arcebispo jesuíta espanhol Luis Francisco Ladaria, disse que, “se não há testemunho, não há catequese nem conhecimento”, pois “é um elemento essencial da fé e da sua transmissão”.

“É o testemunho que nos faz crentes, ao longo dos anos e dos séculos”, sublinhou o Prelado, que também é Presidente da Comissão para o Estudo do Diaconato das Mulheres.

Assim indicou o Arcebispo durante a sua apresentação no Simpósio Internacional de Catequese realizado em Buenos Aires, Argentina, entre os dias 11 e 14 de julho.

O Prelado refletiu sobre a primeira encíclica do Papa Francisco ‘Lumen Fidei’, a qual considerou “um belo sinal da continuidade do magistério”, que é sobre a fé e que “de algum modo completa as outras encíclicas do Papa Bento XVI”.

Recordou aos presentes que o título do documento (a luz da fé) “nos indica que a fé nos assinala o caminho a seguir” e, por isso, “é capaz de iluminar toda a nossa existência”.

Ao ser uma luz que ilumina, “os crentes são transformados pelo amor” e, deste modo, o testemunho de cada pessoa se converte em algo “essencial para a transmissão da fé”.

“A fé supõe certa experiência”, sublinhou Dom Ladaria, e isso nos mostra o próprio Cristo, “testemunha fiel”.

Em relação à catequese, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, afirmou que “a fé nasce da escuta e está destinada a converter-se em anúncio”.

“A fé no Deus Amor leva ao amor de Deus e do próximo” e para isso é necessário, como nos encoraja São Paulo, que “tenhamos os mesmos sentimentos de Jesus Cristo”.

“Precisamos confiar em um especialista nas coisas de Deus”, explicou o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, “Jesus é aquele que nos explica Deus”.

“A vida de Cristo, o seu modo de conhecer o Pai, abre um espaço novo à experiência humana na qual podemos entrar” e isso é “a oração”, concluiu Dom Ladaria.

Por ACI Digital

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Vítimas de abusos precisam de mais atenção, reitera órgão vaticano https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/vitimas-de-abusos-precisam-de-mais-atencao-reitera-orgao-vaticano/ Mon, 27 Mar 2017 11:46:29 +0000 http://teste.toqueto.com/vitimas-de-abusos-precisam-de-mais-atencao-reitera-orgao-vaticano.html Encontrar novas formas para dar mais voz às vítimas de pedofilia. Esse é o empenho assumido pela Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores ao término da oitava plenária do organismo neste domingo, 26.

Em comunicado, a comissão agradeceu o trabalho de Marie Collins – que recentemente deixou a comissão – pelo seu empenho contra a pedofilia e deseja que, quando uma vítima de abuso escreva à Santa Sé, possa receber rapidamente uma resposta, em sinal de transparência.

A saída de Marie Collins foi um dos temas centrais da reunião. A irlandesa sofreu abusos sexuais por parte de religiosos quando criança e representava as vítimas na comissão. Na carta de demissão enviada ao Papa Francisco, ela manifestou frustração pela falta de colaboração de alguns membros da Cúria Romana.

No comunicado após a reunião desse fim de semana, a Pontifícia Comissão agradeceu pela participação de Marie e manifestou apoio pelo seu trabalho em favor das vítimas dos abusos e para a prevenção de todo tipo de abuso contra os menores. Os membros da comissão também agradeceram Marie Collins por sua disponibilidade de continuar o trabalho nos programas de educação para os novos bispos e escritórios da Cúria Romana.

“A Comissão concordou de modo unânime em encontrar novas vias para assegurar que seu trabalho seja modelado com e pelas vítimas de abusos”, informa o comunicado. Muitas ideias foram implementadas e estão sendo atentamente consideradas para serem levadas ao Santo Padre.

A resposta às vítimas quando escrevem à Santa Sé também foi um ponto importante na reunião. Os membros concordaram sobre a necessidade de dar respostas rápidas e pessoais, como forma de avançar na transparência. A comissão reconhece que esse é um trabalho que requer esforço, tendo em vista o volume e a natureza da correspondência e requer recursos e procedimentos claros e específicos.

Trabalho com a Doutrina da Fé

A comissão para a proteção dos menores continua a trabalhar encorajada pelo Papa Francisco para assistir as igrejas locais em sua responsabilidade pela proteção dos menores, através de visitas in loco e conferências. Representantes das conferências episcopais já estão sendo recebidos pela comissão quando vão a Roma para encontrar-se com o Santo Padre.

O comunicado reitera também que um elemento essencial para a luta contra os abusos na Igreja são as linhas-guia da pontifícia comissão. Há ainda o desejo de trabalhar junto à Congregação para a Doutrina da Fé em comunicar essas orientações às conferências episcopais e congregações religiosas seja diretamente seja pelo site da comissão. (www.protectionofminors.va).

A Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores foi instituída pelo Papa Francisco em 2014. O grupo reúne especialistas, em grande parte psicólogos, para combater a pedofilia.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano em italiano

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Sobre Mejugorje: é preciso tempo. Futuro da Igreja não depende disto https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/sobre-mejugorje-e-preciso-tempo-futuro-da-igreja-nao-depende-disto/ Mon, 06 Mar 2017 11:11:57 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44688 “Alguns exageram a importância destes fenômenos, quase como se fosse um dogma. Mesmo quando a Igreja declara-se a favor de acontecimentos deste gênero, nenhum católico é obrigado a ir até lá ou a acreditar nele”.

Foi o que afirmou o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Müller, ao comentar os fenômenos ocorridos em Medjugorje desde a década de 80 e que já atraíram 40 milhões de peregrinos.

Para um pronunciamento oficial do Vaticano sobre a veracidade das aparições – observou o Cardeal – “é necessário tempo. Neste momento, é mais importante se dedicar à pastoral e as confissões”.

Ao comentar as declarações do Bispo de Mostar, Dom Ratko Peric, que afirmou esta semana não reconhecer o fenômeno das aparições, o Cardeal Müller afirmou: “Sei que a Igreja local tomou esta decisão. Devemos no entanto dizer, que o futuro da Igreja não depende” nem de Medjugorje, nem “de conhecidos Santuários como Fátima e Lourdes: ajudam, podem ajudar a fazer mais presente a mensagem da penitência para o mundo de hoje”, mas a fé, é aquela que se vive na vida do dia-a-dia “na família, no trabalho, na paróquia”.

Sobre “o papel dos videntes devo dizer, como católico, que devemos concentrar-nos em Jesus cristo. Existe a sã mariologia, a veneração da Mãe de Deus, a veneração dos Santos. Existem possivelmente também algumas revelações privadas, mas estas não substituem a única revelação de Deus em Jesus Cristo”.

O teólogo explica que estes fenômenos das aparições reais estão ligadas “à fé humana”. “Deus é sempre livre em conceder a nós alguns carismas, mesmo especiais, mas nós devemos concentrar-nos na presença de Deus”, que revelou-se em Jesus Cristo.

“Temos os sete Sacramentos, a vida cristã cotidiana na família, a vida na paróquia, e sobretudo devemos responder aos grandes desafios da humanidade hoje. Devemos trabalhar pela paz e a justiça social para que todos encontrem um sentido profundo da existência”.

Ao ser interpelado por jornalistas sobre os tempos para um eventual  pronunciamento do Vaticano sobre as aparições em Medjugorje, o Cardeal respondeu sorrindo: “Temos todos o tempo, até a segunda vinda de Jesus Cristo”.

O enviado do Papa Francisco à Bósnia-Herzegovina, o Arcebispo da Diocese de Varsóvia-Praga, Dom Henryk Hoser está para chegar a Medjugorje, onde deverá permanecer até o início do verão europeu, com a missão de “consulta” e “observação”, e não de “investigação”.

Por Rádio Vaticano

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