conflito - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png conflito - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa envia carta ao G20 e pede que líderes parem "massacres inúteis" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-envia-carta-ao-g20-e-pede-que-lideres-parem-massacres-inuteis/ Mon, 10 Jul 2017 08:44:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47308 “Uma nova era inovadora de desenvolvimento”. Este é o pedido do Papa Francisco aos líderes mundiais reunidos em Hamburgo, na Alemanha, para o G20.

Em uma mensagem endereçada à anfitriã do evento, a chanceler alemã Angela Merkel, o Papa Francisco manifesta o seu apreço pelos esforços realizados para garantir a governabilidade e a estabilidade da economia mundial. Esses esforços, segundo Francisco, são inseparáveis da atenção dirigida aos conflitos em andamento e ao problema mundial das migrações.

O Papa propõe aos líderes mundiais quatro princípios de ação para a construção de sociedades mais justas, contidas na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: “o tempo é superior ao espaço; a unidade prevalece sobre o conflito; a realidade é mais importante do que a ideia; e o todo é superior às partes”.

O tempo é superior ao espaço

Analisando cada um dos princípios, Francisco afirma que a gravidade e a complexidade das problemáticas mundiais impedem soluções imediatas, e o drama das migrações – inseparável da pobreza e exacerbado pelas guerras – é uma prova disto. Todavia, diz o Papa, é possível colocar em ação processos que sejam capazes de oferecer soluções progressivas e não traumáticas e conduzir, em tempos relativamente breves, a uma livre circulação e a uma estabilidade das pessoas que sejam vantajosas para todos.

Contudo, para Francisco, esta tensão entre espaço e tempo requer um movimento contrário na consciência dos governantes e poderosos. “Em seus corações e mentes, é necessário dar prioridade absoluta aos pobres, aos refugiados, aos deslocados e aos excluídos, sem distinção de nação, raça, religião ou cultura, e rejeitar os conflitos armados.”

O Papa faz então um apelo aos chefes de Estado e de governo do G20 e a toda a comunidade mundial pela situação do Sudão do Sul, nos Grandes Lagos, Chade, Corno de África e Iêmen, “onde 30 milhões de pessoas não têm alimento e água para sobreviver”.

A unidade prevalece sobre o conflito

A história da humanidade, inclusive hoje, nos apresenta um vasto panorama de conflitos atuais ou potenciais. “Todavia, a guerra jamais é a solução”, acrescenta o Pontífice, afirmando se sentir na obrigação de pedir “ao mundo que ponha fim a inúteis massacres”.

Isso só será possível se todas as partes se empenharem em reduzir substancialmente os níveis de conflitualidade, deter a atual corrida armamentista e renunciar a se envolver direta ou indiretamente em conflitos. “É uma trágica contradição e incoerência a aparente unidade em fóruns econômicos e sociais e a persistência de conflitos bélicos”, constata o Papa.

Para Francisco, as trágicas ideologias da primeira metade do século XX foram substituídas por novas ideologias da autonomia absoluta dos mercados e da especulação financeira. Essas ideologias deixam um rastro de exclusão e de descarte, e inclusive de morte. “Peço a Deus que a cúpula de Hamburgo seja iluminada pelo exemplo de líderes europeus e mundiais que privilegiaram o diálogo e a busca de soluções comuns.”

O todo é superior às partes

Estas soluções, prossegue o Pontífice, para serem duradouras devem ter uma visão ampla e considerar as repercussões em todos os países, não só nos que compõem o G20. Porque é justamente sobre as nações sem voz e seus habitantes que recaem os efeitos das crises econômicas. Para Francisco, é importante sempre fazer referência às Nações Unidas, às agências associadas e respeitar os tratados internacionais.

O Papa conclui invocando a bênção de Deus sobre o encontro de Hamburgo e sobre todos os esforços da comunidade internacional para ativar uma nova era de desenvolvimento inovadora, interligada, sustentável, respeitosa do meio ambiente e inclusiva de todos os povos e de todas as pessoas.

Manifestações

Na véspera do encontro, em Hamburgo, houve protestos contra a reunião e muita violência entre a polícia alemã e black blocs. Quase 30 manifestantes foram presos e 111 policiais ficaram feridos.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Santa Sé reitera solidariedade ao povo sírio e faz apelo de paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-reitera-solidariedade-ao-povo-sirio-e-faz-apelo-de-paz/ Thu, 16 Mar 2017 10:07:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44937 O Observador Permanente da Santa Sé na ONU, em Genebra, na Suíça, Dom Ivan Jurkovic, fez um forte apelo de paz pela Síria, nessa terça-feira, 14, durante a 34ª sessão do Conselho das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O conflito na região completou seis anos nesta quarta-feira, 15.

O arcebispo falou de uma “situação desastrosa” que provocaram milhares de mortes e feridos; destruíram infraestruturas, casas, escolas, hospitais e lugares de culto; devastação de cidades, desnutrição e assistência médica inadequadas. “Esta é a realidade triste que o povo sírio enfrenta a cada dia”, sublinhou. 

“A Santa Sé reitera a sua solidariedade ao povo sírio, sobretudo com as vítimas da violência, e encoraja a comunidade internacional a abraçar a perspectiva das vítimas. Seis anos de massacre inútil mostram mais uma vez a ilusão e a futilidade da guerra como meio para resolver as controvérsias. A ambição pelo poder político, os interesses egoístas e a cumplicidade dos que fomentam a violência e o ódio, com a venda de armas, provocaram um êxodo de 5 milhões de pessoas da Síria desde 2011, deixando para trás 13 milhões e quinhentas mil pessoas cuja metade é criança”, disse o arcebispo.

“Diante desses números, o diálogo em todos os níveis, é o único caminho que temos”, disse Dom Jurkovic, reconhecendo os pequenos passos feitos recentemente nesta direção, mas reiterando com veemência “que a situação da Síria não pode ser resolvida com uma solução militar. Não devemos ceder à lógica da violência, pois a violência gera somente violência”, acrescentou.

O representante da Santa Sé disse ainda que é inaceitável as crianças que paguem o preço mais alto. Algumas delas, ressaltou ele, não conhecem outra realidade a não ser a guerra. Outras nasceram debaixo de bombardeios e sofrem pressões psicológicas enormes. “Raramente, aparece um sorriso em seus rostos. O sofrimento se manifesta em seus olhos espantados. Acordam com os sons de explosões, de bombas e mísseis’, afirmou.

“O Papa Francisco manifestou várias vezes sua proximidade ao povo sírio, sobretudo às crianças afetadas por este conflito brutal, privadas da alegria da infância e adolescência, como também da possibilidade de brincar e ir à escola”, disse ainda Dom Jurkovic.

Por fim, Dom Ivan Jurkovic enfatizou o apelo da Igreja pela paz para o povo sírio:

“A Santa Sé faz um novo apelo para que a paz, o perdão e a reconciliação possam triunfar sobre a violência e o ressentimento. Seis anos de conflito mostram a falência da comunidade internacional. A situação na Síria é nossa responsabilidade comum como família de nações. Os direitos do povo sírio, independentemente da identidade religiosa ou étnica, devem ser tutelados a fim de que todos os sírios partilhem as aspirações pela justiça e paz, elementos fundamentais para o desenvolvimento humano integral. A este propósito, é muito importante que as minorias religiosas e étnicas não se tornem pedras de um jogo geopolítico, mas sejam plenamente envolvidas num processo negociável transparente e inclusivo, com direitos e responsabilidades iguais, pois essa é a única maneira para construir um futuro de paz”.

“A dignidade inerente a toda pessoa humana deve ter precedência sobre o poder e vingança. O sofrimento injusto das vítimas inocentes desse massacre sem sentido deveria motivar todas as partes envolvidas a se comprometer com o diálogo sério e a trabalhar pelo futuro de paz e justiça”, concluiu o arcebispo.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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