Conferência Internacional pela Paz - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Conferência Internacional pela Paz - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa em Al-Azhar: somos chamados a caminhar juntos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-em-al-azhar-somos-chamados-a-caminhar-juntos/ Fri, 28 Apr 2017 16:06:15 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-em-al-azhar-somos-chamados-a-caminhar-juntos.html O Papa Francisco proferiu seu primeiro discurso em terras egípcias, nesta sexta-feira (28/04), aos participantes da Conferência Internacional pela Paz promovida pela Universidade sunita de Al-Azhar, no Cairo.

“É um grande dom estar aqui e iniciar neste lugar minha visita ao Egito, nesta Conferência Internacional pela Paz. Agradeço ao Grande Imã por tê-la pensada e organizada e por me convidar”, disse Francisco.

O Papa ressaltou em seu discurso, que o Egito se mostrou ao mundo, ao longo dos séculos, “como terra de civilização e terra de alianças”.

Terra de civilização porque desde tempos antigos, “a civilização surgiu das margens do Nilo e foi sinônimo de civilização. No Egito, se elevou a luz do conhecimento, fazendo germinar um patrimônio cultural inestimável, composto de sabedoria e sagacidade, de aquisições matemáticas e astronômicas, de formas maravilhosas de arquitetura e arte”.

“A busca do saber e do valor da educação foram escolhas fecundas de desenvolvimento empreendidos pelos antigos habitantes desta terra. São também escolhas necessárias para o futuro, escolhas de paz e pela paz, pois não haverá paz sem uma educação adequada das novas gerações. Também não haverá uma educação adequada para os jovens de hoje se a formação a eles oferecida não responder à natureza do homem, ser aberto e relacional.” 

Segundo Francisco, “a educação se torna sabedoria de vida quando é capaz de extrair do ser humano, em contato com Aquele que o transcende e com tudo o que o circunda, o melhor de si, formando uma identidade não voltada para si mesma. A sabedoria procura o outro, superando a tentação de se enrijecer e se fechar; aberta e em movimento, humilde e curiosa ao mesmo tempo”. 

“A sabedoria sabe valorizar o passado e colocá-lo em diálogo com o presente, sem renunciar a uma hermenêutica adequada. Esta sabedoria prepara um futuro em que não se mira ao prevalecer da própria parte, mas ao outro como parte integrante de si. A sabedoria não se cansa, no presente, de encontrar ocasiões de encontro e partilha; do passado se aprende que do mal vem somente o mal e da violência somente a violência, numa espiral que termina por aprisionar. Esta sabedoria coloca no centro a dignidade do ser humano, precioso aos olhos de Deus, e uma ética digna do homem.”

“No campo do diálogo, especialmente inter-religioso somos sempre chamados a caminhar juntos, na convicção de que o futuro de todos depende também do encontro entre religiões e culturas. Neste sentido o trabalho da Comissão mista para o diálogo entre o Pontifício Conselho para o Diálogo inter-religioso e a Comissão de Al-Azhar para o Diálogo nos oferece um exemplo concreto e encorajador”, disse ainda o Papa Francisco.

Três orientações fundamentais podem ajudar o diálogo: o dever da identidade, a coragem da alteridade e a sinceridade das intenções. “O dever da identidade, porque não é possível iniciar um diálogo verdadeiro baseado na ambiguidade ou no sacrificar o bem para agradar a outro; a coragem da alteridade, porque quem é diferente de mim, culturalmente ou religiosamente, não deve ser visto e tratado como um inimigo, mas acolhido como um companheiro de viagem, na convicção genuína de que o bem de cada um reside no bem de todos; sinceridade de intenções, porque o diálogo, como expressão autêntica do ser humano, não é uma estratégia para alcançar segundas intenções, mas uma forma de verdade que merece ser pacientemente realizada para transformar a competição em colaboração.” “Educar para a abertura respeitosa e ao diálogo sincero com o outro, reconhecendo os direitos e as liberdades fundamentais, especialmente a religiosa, é a cia melhor para edificar juntos o futuro, para ser construtores de civilização”. 

Egito, terra de alianças

No Egito, não surgiu somente o sol da  sabedoria; também a luz policromática das religiões iluminou esta terra: ao longo dos séculos, “as diferenças de religião constituíram uma forma de enriquecimento recíproco a serviço da comunidade nacional”. Credos diferentes se encontraram e várias culturas se misturaram, sem se confundir, mas reconhecendo a importância de aliar-se para o bem comum. Tais alianças são ainda mais urgente hoje. Ao falar sobre isso, eu usaria como símbolo a “Montanha da Aliança” que sobe nesta terra. O Sinai nos lembra que uma aliança autêntica sobre a terra não pode prescindir do Céu, que a humanidade não pode encontrar paz excluindo Deus do horizonte, e nem pode subir à montanha para e apoderar de Deus.” 

“Num mundo que globalizou muitos instrumentos técnicos úteis, mas, ao mesmo tempo tanta indiferença e negligência, e que corre numa velocidade frenética, dificilmente sustentável, sente saudade daquelas grandes perguntas de sentido, que as religiões fazer recordar e que suscitam a memória das próprias origens: a vocação do homem, criado não para se exaurir na precariedade de assuntos terrenos, mas para caminhar em direção ao Absoluto ao qual se dirige. Por estas razões, especialmente hoje, a religião não é um problema, mas parte da solução”. 

“É imprescindível excluir toda forma de absolutização que justifique formas de violência. A violência, de fato, é a negação de toda religiosidade autêntica. Como responsáveis religiosos somos chamados a desmascarar a violência que se disfarça de suposta sacralidade, acentuando o egoísmos e não uma abertura autêntica ao Absoluto. Devemos denunciar as violações contra a dignidade humana e contra os direitos humanos, e denunciar as tentativas que justificam toda forma de ódio em nove da religião”.

Por Rádio Vaticano

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Egito aguarda Francisco com entusiasmo, diz Núncio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/egito-aguarda-francisco-com-entusiasmo-diz-nuncio/ Tue, 25 Apr 2017 07:51:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45687 Cresce a expectativa no Cairo pela visita do Papa Francisco nos dias 28 e 29 de abril. Será a 18ª Viagem Apostólica internacional do Pontificado.

Em sua permanência no Egito o Santo Padre manterá uma agenda muito rica, marcada por encontros no signo do diálogo ecumênico e inter-religioso, e de caráter pastoral.  Há uma particular expectativa pela Conferência pela Paz organizada pela Universidade sunita de Al-Azhar.

O Núncio Apostólico no Egito, Dom Bruno Musarò, falou a Rádio Vaticano sobre como os egípcios preparam-se para acolher o Santo Padre:

“Há realmente um clima de ardorosa expectativa pela visita do Papa Francisco aqui no Egito. Não somente por parte da pequena comunidade católica, mas também por parte de todos os egípcios, quer ortodoxos, mas também muçulmanos. Existe realmente este clima. É bonito ver este entusiasmo, transmitido também pela Comissão da Igreja local para a preparação desta Viagem Apostólica. Eles nos transmitem tudo o que recebem: os testemunhos…é realmente bonito”.

RV: Na sua opinião, o que contribuiu para o Papa Francisco ter esta popularidade?

“Contribuiu a própria personalidade do Papa Francisco, o seu modo de aproximar-se das pessoas, o seu modo de sempre falar das pessoas necessitadas, de realizar gestos sobretudo por aqueles que são considerados os descartados da sociedade, como diz o próprio Santo Padre. Por exemplo, o gesto da Quinta-feira Santa, a cada ano o lava-pés de prisioneiros ou de pessoas com necessidades especiais. Estes são gestos que realmente chegam ao coração das pessoas, independente da religião de pertença”.

RV: A decisão do Papa de confirmar a viagem, mesmo depois dos atentados, como foi interpretada?

“Exatamente. Houve estes horríveis atentados no Domingo de Ramos. Alguns começavam a interrogar-se se o Papa viria da mesma forma ao Egito. Em relação a isto, devo dizer que a notícia de que o Papa confirmava a sua visita ao Egito alegrou até mesmo o governo. O próprio governo viu esta decisão com gratidão ao Santo Padre”.

RV: Estas tensões fazem o Egito sofrer muito, também do ponto de vista econômico…

“Sobretudo em relação ao turismo. Lamenta-se muito a queda verificada no turismo. Estes atentados atingem justamente aquela que era a maior entrada do ponto de vista econômico-financeiro do Egito”.

RV: Neste sentido, a Conferência Internacional pela Paz, no Cairo, pode representar um recomeço para o Egito?

“Esta é a esperança. Também esta Conferência pela Paz, organizada por Al-Azhar, o Centro muçulmano sunita, dá esta esperança. Esperemos que sim”.

Por Rádio Vaticano

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