Concílio Vaticano II - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Concílio Vaticano II - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Vaticano: Paulo VI vai ser canonizado em 2018, anuncia Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/vaticano-paulo-vi-vai-ser-canonizado-em-2018-anuncia-papa/ Mon, 19 Feb 2018 15:33:11 +0000 http://teste.toqueto.com/vaticano-paulo-vi-vai-ser-canonizado-em-2018-anuncia-papa.html O Papa Francisco anunciou que o Papa Paulo VI vai ser canonizado ainda em 2018, em um pronunciamento durante um encontro com o clero da Diocese de Roma.

“Dois recentes bispos de Roma já são Santos (João XXIII e João Paulo II). Paulo VI será santo este ano. E um tem causa de beatificação aberta, João Paulo I.” E completou, brincando: “Bento e eu estamos na lista de espera: rezem por nós.”

“Paulo VI será santo este ano”, disse, numa intervenção divulgada neste sábado, 17, pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Paulo VI, o pontífice que liderou a Igreja Católica entre 1963 e 1978, período em que encerrou o Concílio Vaticano II, foi beatificado pelo Papa Francisco a 19 de outubro de 2014. A data e o local para a cerimônia de canonização ainda serão decididos.

O milagre necessário para a canonização foi a cura de uma bebê, ainda no ventre da sua mãe. Segundo o jornal da Diocese de Bréscia, ‘La Voce del Popolo’, a grávida, da província de Verona, corria o risco de abortar devido a uma patologia que comprometia a vida da criança e da mãe. A mulher peregrinou ao Santuário delle Grazie, na terra natal de Paulo VI, e a menina nasceu em 25 de dezembro de 2014, em boas condições de saúde e sem qualquer explicação médica para a sua cura.

Quem foi Paulo VI

Giovanni Battista Montini nasceu em Concesio, Bréscia, na região italiana da Lombardia, e foi ordenado padre ainda antes de completar 23 anos, em 1920, tendo feito doutorado em filosofia, direito civil e direito canônico.

Como padre, esteve ao serviço diplomático da Santa Sé e da pastoral universitária italiana, tendo vivido a II Guerra Mundial no Vaticano, onde se ocupou da ajuda aos refugiados e aos judeus.

Após o conflito, colaborou na fundação da Associação Católica de Trabalhadores Italianos, antes de ser nomeado arcebispo de Milão, em 1954; São João XXIII criou-o cardeal em 1958 e participou nos trabalhos preparatórios do Concílio Vaticano II.

A 21 de junho de 1963, foi eleito Papa, escolhendo o nome de Paulo VI, e concluiu os trabalhos do Concílio “entre várias dificuldades, estimulando a abertura da Igreja ao mundo e o respeito pela tradição”.

O futuro santo escreveu sete encíclicas, entre as quais a ‘Humanae vitae’ (1968), sobre a regulação da natalidade, e a ‘Populorum progressio’ (1967), sobre o desenvolvimento dos povos, tendo instituído o Sínodo dos Bispos e o Dia Mundial da Paz.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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Protagonismo dos cristãos leigos e leigas https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/protagonismo-dos-cristaos-leigos-e-leigas/ Fri, 03 Nov 2017 08:38:04 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49345 Leigos e leigas passam a ocupar um papel protagonista no cenário de nossos dias. A título de exemplo, o menosprezo das elites políticas à capacidade dos cidadãos comuns de contribuírem com a gestão pública, já não se sustenta mais. Estes reivindicam, como nunca antes, o direito à participação direta e ativa na vida pública, desmistificando a ideia de que são leigos no assunto. O conceito de que leigos e leigas são ignorantes é ideológico, ou seja, falso.

O próprio Dicionário Aurélio atribui, ideologicamente, o conceito de leigo a quem não tem conhecimentos em determinaria área. Assim se assumem muitas pessoas ao se referirem a um assunto que não entendem. Por isso, o senso comum, atribuiu ao leigo o caráter de “não instruído”. Essa maneira de conceituar determinadas pessoas perpassou também o mundo cristão, atribuindo aos que não recebiam as ordens sacras, o caráter laical, com uma carga de negatividade.

A Igreja Católica despertou-se para a superação dessa ideologia por um processo reivindicatório de seus organismos laicais, ao longo do século passado, o qual favoreceu o desenvolvimento de uma conceituação positiva do leigo e da leiga, a partir do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965) a ponto de atribuir-lhes o caráter de “sujeitos”, como preconiza a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em seu documento “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo (Mt 5,13-14)”, de 2016.

É notório que o termo “cristão” aparece, agora, agregado ao termo “leigo”, sugerindo a prioridade ao “ser cristão”, enquanto o termo leigo adquiriu densidade de significado. Esse termo deriva do grego “Laos”, que significa “povo”. Isso significa que leigo é membro de um povo, denotando no contexto da Igreja, entendida como Povo de Deus, sua condição de sujeito com dignidade igual à de todos os demais sujeitos eclesiais.

Por séculos, a Igreja valorizou mais os clérigos, em detrimento dos cristãos leigos e leigas. Com o Concílio Vaticano II, estes recuperaram sua identidade e sua importância como membros de um mesmo corpo, que é a Igreja, constituída por batizados, como uma única categoria de cristãos. Os cristãos leigos e leigas passaram a ser entendidos como partícipes do sacerdócio comum dos fiéis, fundado no único sacerdócio de Cristo, conferido pelo batismo.

Essa ideia do Concílio Vaticano II foi recordada pelo Papa Francisco por ocasião da Assembleia da Pontifícia Comissão para a América Latina, em 2016, dizendo que “a Igreja não é uma elite de sacerdotes, consagrados, bispos, mas que todos formamos o povo santo fiel de Deus”. Por isso, os cristãos leigos e leigas devem participar plenamente da vida da Igreja, priorizando sua missão nas realidades em que se fazem, quotidianamente, presentes. Sua índole secular lhe é própria, pois estão no mundo. Desde e nessa realidade exercem a sua missão.

A índole secular dos cristãos leigos e leigas além de ser importante, se mostra agora, urgente, devido, sobretudo ao déficit de sua presença e atuação na vida pública. Necessitamos suas vozes no âmbito político, interpela-nos o Papa Francisco. Que sua interpelação nos ajude a realizar o Ano Nacional do Laicato, desde sua abertura oficial na solenidade de Cristo Rei, no próximo dia 26 de novembro, estimulando o protagonismo em curso dos cristãos leigos e leigas.

Por Dom Reginaldo Andrietta – Bispo de Jales

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Mensagem do Papa pelos 100 anos do primeiro Código de Direito Canônico https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/mensagem-do-papa-pelos-100-anos-do-primeiro-codigo-de-direito-canonico/ Mon, 09 Oct 2017 09:07:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48889 “O centenário do primeiro Código de Direito Canônico, que se celebra este ano, deve ser também ocasião para olhar para o hoje e o amanhã, para readquirir e aprofundar o sentido autêntico do direito na Igreja, Corpo Místico de Cristo, onde o domínio é da Palavra e dos Sacramentos, enquanto a norma tem sim um papel necessário, mas de serviço.”

São palavras do Papa Francisco na Mensagem para o XVI Congresso Internacional de Direito Canônico organizado em Roma pela Consociatio, passados cem anos da promulgação do primeiro Código de Direito Canônico – 12 de maio de 1917.

Ater-se aos desafios atuais e não somente comemorar: esse é o espírito do Congresso, visto pelo Papa como “ocasião propícia para refletir sobre uma genuína formação na Igreja, que leve a compreender, de fato, o caráter pastoral do direito canônico, a sua instrumentalidade voltada para a salus animarum (a salvação das almas) (cân. 1752 do Código de 1983), a sua necessidade para obsequiar a virtude da justiça,  que também na Igreja deve ser afirmada e garantida”.

Citando a Carta de Bento XVI aos seminaristas e o que escreveu São João Paulo II na Constituição apostólica Sacrae disciplina leges, o Santo Padre reitera o convite a amar o direito canônico em virtude daquela “Nulla est charitas sine iustitia” e a compreender “a exigência de que o direito canônico seja sempre conforme a eclesiologia conciliar e se faça instrumento dócil e eficaz de tradução dos ensinamentos do Concílio Vaticano II na vida cotidiana do povo de Deus”.

A Mensagem do Pontífice conclui-se justamente com um olhar voltado para o Concílio ecumênico Vaticano II: “Como todo Concílio, também o Vaticano II é destinado a exercer em toda a Igreja uma influência duradoura. Por conseguinte, o direito canônico pode ser um instrumento privilegiado para favorecer a sua recepção ao longo do tempo e na sucessão das gerações”. 

Por Rádio Vaticano

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Divulgado o tema do 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/divulgado-o-tema-do-52o-dia-mundial-das-comunicacoes-sociais/ Fri, 29 Sep 2017 16:24:18 +0000 http://teste.toqueto.com/divulgado-o-tema-do-52o-dia-mundial-das-comunicacoes-sociais.html “A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32). Notícias falsas e jornalismo de paz, será o tema do 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado em 2018.

O tema escolhido pelo Santo Padre e divulgado esta sexta-feira, 29, faz referência às “notícias falsas” ou “fake news”, ou seja, as informações infundadas que contribuem para gerar e alimentar uma forte polarização das opiniões.

Trata-se de uma distorção muitas vezes instrumental dos fatos, com possíveis repercussões sobre comportamentos individuais ou coletivos.

No contexto em que as empresas de referência das redes sociais e o mundo das instituições e da política iniciaram a combater este fenômeno, também a Igreja quer oferecer uma contribuição, propondo uma reflexão sobre as causas, as lógicas e as consequências da desinformação na mídia e auxiliando na promoção de um jornalismo profissional, que busca sempre a verdade, e por isto um jornalismo de paz, que promova a compreensão entre as pessoas.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais – único dia mundial estabelecido pelo Concílio Vaticano II (“Inter Mirifica”, 1963) – é celebrado em muitos países, por recomendação dos bispos, no Domingo sucessivo à Solenidade de Pentecostes (em 2018, será em 13 de maio).

O texto da Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais é tradicionalmente no dia em que a Igreja recorda a memória de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas (24 de janeiro).

Por Rádio Vaticano

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Lutar contra o mal https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/lutar-contra-o-mal/ Wed, 20 Sep 2017 08:00:41 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48565 Caros amigos, todos os dias temos a missão de revigorar a memória de Deus e de Seu chamado de amor em nossas vidas. Tal atitude não é passiva, pois o caminho de nossa vocação tem obstáculos e muitos são os que se levantam no mundo contra Cristo e Seu Evangelho de Amor.

Isso não é uma novidade, pois a Igreja de Deus sempre sofreu com o “mar revolto” e os “ventos contrários” (Cf. Mt 14, 22-33), realidade esta que foi transmitida pelo Concílio Vaticano II nestes termos: “A Igreja prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha” (cfr. Cor. 11,26) (LG, 9).

Sem dúvida, a identidade de alguém pode ser entendida a partir das ideias que defende, mas não é menos verdade que conhecemos alguém quando descobrimos “contra o que ele luta”. O mundo não somente carece da luz de Cristo, frente ao que temos a vocação de ser “sal e luz” (Cf. Mt 5, 13-14), mas também é constantemente combatido pelas trevas da ignorância e do egoísmo, frente ao que precisamos tomar uma posição. Lembremos o que ensina São Paulo: “não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal pelo bem” (Rm 12, 21).

Nesta batalha, ensina o Concílio, “(A Igreja) é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz” (LG, 9).

É importante recordar que em sua caminhada histórica a Igreja se opõe ao mal sendo ela mesma ferida em seus membros. Porém, isto não pode nos acovardar, ao contrário, manifesta ainda mais claramente a origem santa de nossa vocação e missão, fazendo brilhar em meio às limitações humanas o esplendor da Verdade Divina.

Esta verdade e bondade que vêm de Deus é Jesus Cristo, o Filho Amado, que, ao mesmo tempo em que cura os membros doentes e vacilantes da Igreja, é alimento e salvação para o mundo inteiro “para iluminar os que jazem nas trevas, na sombra da morte, e dirigir nossos passos no caminho da paz” (Lc 1, 79).

A Igreja existe para proclamar a Vida e Ressurreição de Jesus, esta é sua bandeira e sua arma contra todo mal e egoísmo que há. Oxalá vivêssemos plenamente esta realidade e dispuséssemos de tudo o que somos e temos para levar esta luz de verdade até os confins da terra.

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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A igreja e os tempos atuais https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-igreja-e-os-tempos-atuais/ Fri, 08 Sep 2017 09:38:21 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48332 “A luz dos povos é Cristo: por isso, este sagrado Concílio, reunido no Espírito Santo, deseja ardentemente iluminar com a sua luz, que resplandece no rosto da Igreja, todos os homens, anunciando o Evangelho a toda a criatura (Cf. Mc 16,15). Mas porque a Igreja, em Cristo, é como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano, pretende ela, na sequência dos anteriores Concílios, pôr de manifesto com maior insistência, aos fiéis e a todo o mundo, a sua natureza e missão universal. E as condições do nosso tempo tornam ainda mais urgentes este dever da Igreja, para que deste modo os homens todos, hoje mais estreitamente ligados uns aos outros, pelos diversos laços sociais, técnicos e culturais, alcancem também a plena unidade em Cristo” (Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen Gentium 1). A atualidade das palavras da “Lumen Gentium” mostra a lucidez com que os padres conciliares, certamente conduzidos pelo Espírito Santo, abriram as portas da consciência eclesial, a fim de que, inserida num mundo altamente provocante e desafiador, a Igreja com ele dialogue, seja sinal de Deus e fermente com a força do Evangelho todas as realidades humanas.

Entretanto, uma questão pode ser colocada com pertinência a respeito da face da Igreja a ser apresentada à humanidade de hoje. Já não vivemos em época de cristandade, quem sabe, sonhada por muitos grupos e pessoas, a pensar numa sociedade totalmente submissa às normas do Evangelho, inclusive com o controle das estruturas sociais e políticas. O pluralismo reinante é provocante à nossa qualidade de testemunho, de forma a ouvir a todos, dialogar, compartilhar, estabelecer pontes, descobrir as sementes do Verbo de Deus que o Espírito Santo plantou em todas as partes e culturas. Não se trata de renunciar à nossa profissão de fé, até porque só pode dialogar verdadeiramente quem tem clareza a respeito de suas convicções e sabe lutar por elas, sem negar o direito dos outros a um modo diferente para enxergar a realidade. Há elementos novos, técnicas de comunicação surgidas em nosso tempo e que antes eram inimagináveis. A “aldeia global” de que se falava há alguns anos já se tornou menor ainda, para ser imensa. É a nossa casa! E nela há de tudo, sugerindo um processo de discernimento a ser assumido com muita lucidez.

A imagem do templo, quem sabe, a do mosteiro ou do convento, ou o lugar recolhido no qual não somos “incomodados”, ou a Igreja comprometida com os poderes do mundo, ou apenas com uma estrutura clerical, tudo isso entra em crise, se não nos abrimos para as perspectivas proféticas do Concílio Vaticano II, hoje atualizadas, com o magistério dos pontífices que magnífica e providencialmente têm conduzido a Igreja. Ouvimos o Papa Francisco falar de Igreja em saída, cultura do encontro, misericórdia, de Deus que não se cansa de perdoar! Somos chamados a ir ao encontro das chagas existentes nas famílias e na sociedade, mantendo-nos fiéis aos princípios do Evangelho e à doutrina moral da Igreja, mas debruçando-nos com compreensão e bondade sobre a vida concreta das pessoas, para ajudar o mundo a se elevar à dignidade por ele mesmo impensada, pois nascida do amor infinito da Santíssima Trindade.

Nosso Senhor, no belíssimo discurso a respeito da vida em Comunidade (Mt 18, 1-35), indica perfis de grande atualidade para a presença da Igreja em nosso tempo, chamada a ser sal, luz e fermento dos valores do Reino de Deus.

A face da Igreja a ser apresentada será sempre a da misericórdia e do perdão. O Senhor apresenta até um roteiro para a correção da pessoa que erra, e infelizmente, nem sempre somos fiéis a estes passos. Primeiro a correção em particular, a sós. Depois, a ajuda de duas ou três testemunhas, em seguida a Igreja, Comunidade de fé. Só então se pode dizer que a pessoa fica fora do relacionamento eclesial e, digamos com clareza, porque ela mesma se recusou, não lhe faltando todas as oportunidades. Há muitas pessoas sedentas de serem tratadas com tanta delicadeza e paciência!

A terra e o Céu estão unidos! Impressionante a condescendência divina, quando Jesus une o discernimento, o perdão ou sua recusa, nada menos do que a seres humanos, como são os apóstolos e seus sucessores. De um lado, a grandeza e o risco do próprio Cristo! De outro, a responsabilidade dos ministros do Perdão e das Comunidades chamadas a testemunhar a reconciliação!

E o Evangelho nos conduz a uma presença de Jesus realmente revolucionária. Ele está presente verdadeiramente entre aqueles que se reúnem em seu nome. Não tanto dois ou mais santos, ou justos, ou melhores do que os outros. A tônica está no “acordo”, decidir-se a estar unidos em seu nome, o que significa amar-se mutuamente, prontos a dar a vida uns pelos outros! Afinal de contas, em outro lugar o Senhor afirmou que “nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35).

Podem as pessoas levantar perguntas sobre a doutrina, outras vezes não aceitarão nossos ritos litúrgicos, farão mil perguntas sobre a pregação que lhes é oferecida, ficarão escandalizadas com a forma com que os bens da Igreja forem administrados ou com os erros e pecados dos cristãos. Entretanto, a força do amor recíproco, com a presença de Jesus em nosso meio, que depois se desdobra na oração que vem como fruto deste consenso da caridade, esta é, sem dúvida, uma face brilhante e resplandecente da Igreja a ser oferecida em nosso tempo. Ela será a porta para a compreensão de todas as outras realidades. De fato, Ele está no meio de nós!

Por Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

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Reforma litúrgica é irreversível, afirma Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/reforma-liturgica-e-irreversivel-afirma-papa-francisco/ Thu, 24 Aug 2017 12:46:36 +0000 http://teste.toqueto.com/reforma-liturgica-e-irreversivel-afirma-papa-francisco.html “Não basta reformar os livros litúrgicos para renovar a mentalidade (…), a educação litúrgica de Pastores e fiéis é um desafio a ser enfrentado sempre de novo. Depois deste magistério e depois deste longo caminho, podemos afirmar com segurança e com autoridade magisterial que a reforma litúrgica é irreversível”.

Ao encontrar na manhã desta quinta-feira, 24, no Vaticano, os participantes da Semana Litúrgica Nacional italiana, o Papa Francisco falou dos acontecimentos “substanciais e não superficiais” ocorridos no arco dos últimos 70 anos na história Igreja e em particular, “na história da liturgia”.

O Pontífice destacou que o Concílio Vaticano II e a reforma litúrgica são dois eventos diretamente ligados, “que não floresceram repentinamente, mas foram longamente preparados”, como testemunha o movimento litúrgico “e as respostas dadas pelos Sumos Pontífices às dificuldades percebidas na oração eclesial”. “Quando se percebe uma necessidade – observou – mesmo se não imediata a solução, existe a necessidade” de começar a fazer algo.

Nesse sentido, Francisco citou São Pio X, que dispôs uma reordenação da música sacra e a restauração celebrativa do domingo, além de instituir “uma comissão para a reforma geral da liturgia, consciente de que isto comportaria” um grande e longo trabalho, mas que daria “um novo esplendor” à dignidade e harmonia do “edifício litúrgico”.

Um projeto reformador que foi retomado mais tarde por Pio XII com a Enciclica Mediator Dei e a instituição de uma comissão de estudo, sem falar em decisões como “a atenuação do jejum eucarístico, o uso da língua viva no Ritual, a importante reforma da Vigília Pascal e da Semana Santa”.

O Concílio Vaticano II fez amadurecer mais tarde – recordou o Papa – “como bom fruto da árvore da Igreja, a Constituição sobre a Sagrada Liturgia Sacrosanctum Concilium”, cujas linhas da reforma geral respondiam às necessidades reais e à concreta esperança de uma renovação, “para que os fiéis não assistam como estranhos e mudos espectadores a este mistério de fé, mas compreendendo-o por meio dos ritos e das orações, participem da ação sagrada conscientemente, piamente e ativamente (SC, 48)”.

O Papa recorda que “a direção traçada pelo Concílio encontrou forma, segundo o princípio do respeito da sã tradição e do legítimo progresso nos livros litúrgicos promulgados pelo Beato Paulo VI”, já há quase 50 anos “universalmente em uso no Ritual Romano.

Educação litúrgica

E a aplicação prática, guiada pelas Conferências Episcopais para os respectivos países, está ainda em andamento, pois não basta reformar os livros litúrgicos para renovar a mentalidade”:

“Os livros reformados por norma dos decretos do Vaticano II, introduziram um processo que requer tempo, recepção dos fiéis, obediência prática, sábia atuação celebrativa por parte, antes, dos ministros ordenados, mas também dos outros ministros, dos cantores e de todos aqueles que participam da liturgia. Na verdade, o sabemos, a educação litúrgica de Pastores e fiéis é um desafio a ser enfrentado sempre de novo”.

Papa recordou que o próprio Paulo VI, um ano antes de sua morte, dizia aos cardeais reunidos em Consistório: “Chegou o momento, agora, de deixar cair definitivamente os fermentos desagregadores, igualmente perniciosos em um sentido e em outro, e de aplicar integralmente nos seus justos critérios inspiradores, a reforma por nós aprovada em aplicação aos votos do Concílio”.

E completou: “E hoje ainda há trabalho a ser feito nesta direção, em particular redescobrindo os motivos das discussões realizadas com a reforma litúrgica, superando leituras infundadas e superficiais, recepções parciais e práticas que a desfiguram. Não se trata de repensar a reforma revendo as suas escolhas, mas de conhecer melhor as razões subjacentes, também por meio da documentação histórica, como de interiorizar os princípios inspiradores e de observar a disciplina que a regula. Depois deste magistério e depois deste longo caminho, podemos afirmar com segurança e com autoridade magisterial que a reforma litúrgica é irreversível”.

A liturgia é vida para o povo

Após “repassar com a memória este caminho”, o Papa falou sobre alguns aspectos do tema que guiou a reflexão nestes dias do encontro do Centro de Ação Litúrgica: “Uma liturgia viva para uma Igreja viva”.

“A liturgia é “viva”, afirmou Francisco, e “sem a presença real do mistério de Cristo, não existe nenhuma vitalidade litúrgica. Como sem o batimento cardíaco não existe vida humana, da mesma forma, sem o coração pulsante de Cristo não existe ação litúrgica”. “E entre os sinais visíveis do invisível Mistério está o altar, sinal de Cristo pedra viva, descartada pelos homens mas que se tornou a pedra angular do edifício espiritual em que é oferecido a Deus vivo o culto em espírito e verdade”.

A liturgia – disse depois o Papa – “é vida para todo o povo da igreja. Por sua natureza, a liturgia é de fato “popular” e não clerical, sendo – como ensina a etimologia – uma ação para o povo, mas também do povo”:

“A Igreja em oração acolhe todos aqueles que têm o coração na escuta do Evangelho, sem descartar ninguém: são convocados pequenos e grandes, ricos e pobres, crianças e idosos, saudáveis e doentes, justos e pecadores. À imagem da “multidão imensa” que celebra a liturgia no santuário do céu, a assembleia litúrgica supera, em Cristo, todo limite de idade, raça, língua e nação”.

O Pontífice disse ainda que a dimensão popular da liturgia nos recorda que ela é inclusiva e não exclusiva, criadora de comunhão com todos, sem todavia homologar, porque chama cada um com a sua vocação e originalidade, a contribuir no edificar o corpo de Cristo.
Não devemos esquecer – alertou o Papa – que a liturgia expressa a piedade de todo o povo de Deus e nela cada um contribui a edificar o corpo de Cristo.

Harmonia das tradições rituais

A liturgia – disse o Papa analisando um terceiro ponto – é vida e não uma ideia a ser entendida. “Leva de fato a viver uma experiência iniciática. Ou seja, transformadora do modo de pensar e de comportar-se e não para enriquecer a própria bagagem de ideias sobre Deus”:

“A Igreja é realmente viva se, formando um só ser vivo com Cristo, é portadora de vida, é materna, é missionária, sai ao encontro do próximo, solícita de servir sem buscar poderes mundanos que a tornam estéril. Por isto, celebrando os santos mistérios, recorda Maria, a Virgem do Magnificat”.

Por fim, o Papa recorda que “não podemos esquecer que a riqueza da Igreja em oração enquanto “católica” vai além do Rito Romano que, mesmo sendo o mais difundido, não é o único’:

“A harmonia das tradições rituais, do Oriente e do Ocidente, pelo sopro do mesmo Espírito dá voz à única Igreja orante por Cristo, com Cristo e em Cristo, a glória do Pai e para a salvação do mundo”.

Ao agradecer a visita o Papa encoraja os responsáveis do Centro de Ação Litúrgica a prosseguir e a ajudar “os ministros ordenados, assim como os outros ministros, os cantores, os artistas, os músicos, a cooperarem para que a liturgia seja “fonte e ápice da vitalidade da Igreja”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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“Vencer a pressão reinante das más notícias” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/vencer-a-pressao-reinante-das-mas-noticias/ Tue, 23 May 2017 11:14:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46376 Na sessão de apresentação do 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que a Igreja Católica celebra no domingo, o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, Dom Pio Alves, lançou um desafio aos presentes afirmando que os órgãos da media devem superar a “pressão” que se exerce para potencializar as “más notícias” e o “lado sombrio” da atualidade.

“Recurso frequente” à má notícia

O Dia Mundial das Comunicações Sociais, única celebração do género estabelecida pelo Concílio Vaticano II (decreto ‘Inter Mirifica’, 1963), é celebrado no domingo que antecede o Pentecostes, este ano no dia 28 de maio.

O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais admitiu que a pressão exercida sobre os órgãos da media para destacar as más notícias tenha sua origem também no clima criado para que se exaspere a “necessidade de vender”.

“Parece que se supõe que a má notícia vende melhor. Suponhamos que sim. Mas será porque existe alguma tendência inata para gostar do mal? Não parece”, assinalou Dom Pio Alves durante o encontro de apresentação da Mensagem do Papa para o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais, realizado no auditório da Rádio Renascença, em Lisboa.

Dom Pio Alves lamentou a fixação no “lado sombrio” da atualidade, convidando os media a “potenciar as boas notícias” e a renovar a sua comunicação. Para ele, vencer a pressão reinante das más notícias vai além da necessidade de vender.

Potencializar as boas notícias

A síndrome de catástrofe parece nascida de uma conjuração para deixar de lado o que é bom e o que é belo. Uma situação que não traz esperança e nem alento e alegria.

Para Dom Pio Alves, há um “recurso frequente” à má notícia. E isso leva à fixação monotemática que se apega ao “lado sombrio” da atualidade. Dom Pio lamentou a difusão deste estado de espírito e convidou os media a “potenciar as boas notícias” e a renovar a sua comunicação.

No início dos trabalhos desta reunião de apresentação, o Padre Américo Aguiar, diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, agradeceu a todos os que se predispuseram a fazer uma “leitura” da mensagem do Papa Francisco, publicada na festa litúrgica de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, em 24 de janeiro.

Por Gaudium Press

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Música sacra e canto litúrgico devem ser inculturados, diz Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/musica-sacra-e-canto-liturgico-devem-ser-inculturados-diz-papa/ Mon, 06 Mar 2017 09:27:40 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44704 O Papa Francisco recebeu na manhã deste sábado, 4, no Vaticano, cerca de 400 participantes de um congresso internacional organizado pelo Pontifício Conselho da Cultura e a Congregação para a Educação Católica em Roma. “Música e Igreja: culto e cultura, há 50 anos da Musicam sacram” é o tema do evento, que propõe reflexões sobre a música sacra e seus aspectos culturais e artísticos.

O Papa Francisco lembrou-lhes que o primeiro documento elaborado pelo Concílio Vaticano II foi precisamente a Constituição sobre a liturgia Sacrosanctum Concilium. As Instruções nela contidas são atuais, principalmente quando diz: “A ação litúrgica tem uma forma mais nobre se celebrada em canto e com a participação dos fiéis”.

“A participação ativa e consciente consiste em saber penetrar profundamente neste mistério, em saber contemplar, adorar e acolher; em sentir o seu significado, graças especialmente ao religioso silêncio e à ‘musicalidade da linguagem com que o Senhor nos fala’”, disse Francisco.

Para o Papa, o desafio da Igreja neste campo é salvaguardar e valorizar o patrimônio herdado do passado utilizando-o com equilíbrio no presente e evitando o risco de uma visão ‘nostálgica ou arqueológica’.

“A música sacra e o canto litúrgico devem ser plenamente inculturados nas linguagens artísticas e musicais da atualidade, encarnando e traduzindo a Palavra de Deus em cantos, sons e harmonias que façam vibrar o coração de nossos contemporâneos, criando um oportuno clima emotivo, que disponha à fé e suscite o acolhimento e a plena participação no mistério que se celebra”.

Todavia, o Pontífice advertiu os participantes quanto uma “certa mediocridade, superficialidade e banalidade” em detrimento da beleza e da intensidade das celebrações, devido ao encontro com a modernidade e a introdução das línguas faladas na Liturgia.

Neste sentido, segundo ele, músicos e compositores, diretores e coristas, animadores de liturgia, podem contribuir preciosamente com a renovação, principalmente qualitativa, da música sacra e do canto litúrgico. Francisco disse que para favorecer este percurso, é preciso promover uma adequada formação musical, inclusive dos sacerdotes, no diálogo com as correntes musicais dos nossos tempos e com atitude ecumênica

Concluindo o discurso, o Santo Padre afirmou que “a música sacra e o canto litúrgico têm o dever de nos oferecer o sentido da glória de Deus, de sua beleza e de sua santidade que nos envolve como uma ‘nuvem luminosa’”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Estilo de vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/estilo-de-vida/ Wed, 01 Feb 2017 09:01:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44192 A Constituição Gaudium et Spes (Alegria e Esperança) do Concílio Vaticano II é conhecida como “Carta Magna da Pastoral Social”. Muitos problemas que são da ordem do dia foram objeto da leitura pastoral dos Padres Conciliares que, no exercício de seu profetismo, escreveram documentos que evidenciam o vínculo missionário da relação entre a Igreja e o mundo. A atualidade da Gaudium é a confirmação da palavra de Jesus dirigida aos seus discípulos: estar no mundo sem ser do mundo. Essa palavra tem o mesmo significado e contém a mesma exigência para os cristãos nesta segunda década do século 21.

Algumas situações são contempladas na Gaudium et Spes. “Uma tão rápida evolução, muitas vezes processada desordenadamente e, sobretudo, a consciência mais aguda das desigualdades existentes no mundo, gera ou aumenta contradições e desequilíbrios. (…) No seio da família originam-se tensões, quer devido à pressão das condições demográficas, econômicas e sociais, quer pelas dificuldades que surgem entre as diferentes gerações, quer pelo novo tipo de relações sociais entre homens e mulheres. (…) Grandes discrepâncias surgem entre as raças e os diversos grupos sociais; entre as nações ricas, as menos prósperas e as pobres; finalmente, entre as instituições internacionais, nascidas do desejo de paz que os povos têm, e a ambição de propagar a própria ideologia ou os egoísmos coletivos existentes nas nações e em outros grupos. Daqui nascem desconfianças e inimizades mútuas, conflitos e desgraças, das quais o homem é simultaneamente causa e vítima” (GS, n. 8).

Essa Constituição Pastoral mantém a mesma linha diante de outros assuntos que dizem respeito à pessoa, à família, à sociedade: “Entretanto, vai crescendo a convicção de que o gênero humano não só pode e deve aumentar cada vez mais o seu domínio sobre as coisas criadas, mas também lhe compete estabelecer uma ordem política, social e econômica, que o sirva cada vez melhor e ajude indivíduos e grupos a afirmarem e desenvolverem a própria dignidade. Daqui vem a insistência com que muitos reivindicam aqueles bens de que, com uma consciência muito viva, julgam-se privados por injustiça ou por desigual distribuição. As nações em vias de desenvolvimento, e as de recente independência, desejam participar dos bens da civilização, não só no campo político mas também no econômico, e aspiram a desempenhar livremente o seu papel no plano mundial; e, no entanto, aumenta cada dia mais a sua distância, e muitas vezes, simultaneamente, a sua dependência mesmo econômica com relação às outras nações mais ricas e de mais rápido progresso. Os povos oprimidos pela fome interpelam os povos mais ricos. As mulheres reivindicam, onde ainda a não alcançaram, a paridade de direito e de fato com os homens. (…) O mundo atual apresenta-se, assim, simultaneamente poderoso e débil, capaz do melhor e do pior, tendo patente diante de si o caminho da liberdade ou da servidão, do progresso ou da regressão, da fraternidade ou do ódio. E o homem torna-se consciente de que a ele compete dirigir as forças que suscitou, e que tanto o podem esmagar como servir. Por isso se interroga a si mesmo” (GS n. 9).

O olhar dos Bispos no Concílio Vaticano II enxergou a realidade do mundo hoje e, assim, persistirá esse estilo de vida, no futuro, se a sociedade civil e o universo político não procurarem o caminho da justiça e paz nas relações pessoais e institucionais.

Por Dom Genival Saraiva – Administrador Apostólico da arquidiocese da Paraíba

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