comunhão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png comunhão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Francisco: receber a comunhão na Missa ajuda a nos separarmos do egoísmo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-receber-a-comunhao-na-missa-ajuda-a-nos-separarmos-do-egoismo/ Wed, 21 Mar 2018 13:51:26 +0000 http://teste.toqueto.com/francisco-receber-a-comunhao-na-missa-ajuda-a-nos-separarmos-do-egoismo.html O Papa Francisco ofereceu uma nova Catequese sobre a Missa na Audiência geral desta quarta-feira e falou da Oração Eucarística IV e da comunhão e recordou que ao recebê-la também se deixam para trás os egoísmos.

O Bispo de Roma lembrou que, “enquanto nos une a Cristo, separando-nos de nossos egoísmos, a Comunhão nos abre e une a todos aqueles que são um só nele. Eis o prodígio da Comunhão: tornamo-nos aquilo que recebemos!”.

“Celebramos a Eucaristia para nos nutrirmos de Cristo, que doa a si mesmo quer na Palavra como no Sacramento do altar”, assinalou.

O Papa assegurou que se trata de um convite “a experimentar a íntima união com Cristo, fonte de alegria e de santidade”. “É um convite que alegra e ao mesmo tempo impele a um exame de consciência iluminado pela fé”.

Depois da Fração do Pão, o sacerdote nos convida a olhar “o Cordeiro que tira o pecado do mundo”, reconhecendo a distância que nos separa da santidade de Deus e de sua bondade ao nos dar como remédio seu precioso Sangue, derramada para o perdão dos pecados. Somos, portanto, convocados “ao banquete nupcial do Cordeiro”, reconhecendo-nos indignos de que entre em nossa morada, mas confiantes na força de sua Palavra salvadora.

Francisco explicou que, embora sejamos nós que “vamos em direção ao altar em procissão para fazer a comunhão, na realidade é Cristo que vem em nosso encontro para assemelharmo-nos a Ele”.

“Nutrir-se da Eucaristia, significa deixar-se transformar enquanto recebemos”, acrescentou. Nesse sentido, “como o pão e o vinho são convertidos no Corpo e Sangue do Senhor, assim aqueles que os recebem com fé são transformados em Eucaristia viva”.

Por outro lado, disse que “a Igreja deseja vivamente que também os fiéis recebam o Corpo do Senhor com hóstias consagradas na mesma Missa; e o sinal do banquete eucarístico se expressa com maior plenitude se a santa Comunhão é feita sob duas espécies, ainda que a doutrina católica ensine que sob uma só espécie se recebe o Cristo inteiro”.

O Papa também mencionou que a comunhão se recebe na boca ou, onde é permitido, na mão, e depois se convida a “custodiar no coração o dom recebido” e para isso ajuda “a oração silenciosa, um salmo ou um hino de louvor”.

Por ACI Digital

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Paz na Terra https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/paz-na-terra/ Mon, 04 Dec 2017 10:19:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49724 “Os olhos de todos, na sinagoga, estavam fixos nele” (Lc 4,20). Foi esta a reação das pessoas diante da pregação de Jesus, em Nazaré da Galileia. O tempo litúrgico do Advento, que iniciou neste domingo, direciona o olhar dos cristãos para o Natal, isto é, para mistério da encarnação. Fixar o olhar no Natal direciona nossas preocupações, escolhas e ações para o mais importante, pois não faltam convites e tentações que afastam do acontecimento central. A liturgia da Igreja ajuda a manter o foco no central.

O salvador nosso, Jesus Cristo, se encarnou para todas as gerações. Neste sentido preparar o Natal é dispor-se a acolher, no tempo presente, no hoje, aquele que vem. Surpreender-se sempre de novo com o modo que Deus escolheu para aproximar-se dos humanos. Aproximar-se do menino Deus e colocar-se no seu caminho. É tempo de alegre espera. Quem vem vindo é o Salvador. A espera já é a antecipação. A vigilância é movimento que tira da indiferença e desafia a aprofundar o mistério a ser celebrado.

A liturgia no tempo do Advento e depois do tempo do natal celebra uma riqueza de fatos e ressalta várias qualidades do menino Deus que vem. Na noite de Natal recordamos o anúncio dos anjos aos pastores. “Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra, paz aos que são do seu agrado! ” (Lc2, 14). Diante dos índices alarmantes de violência no país e no mundo, a Igreja Católica está convidando seus fiéis e todas as pessoas de boa vontade para serem construtores da paz. Em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade de 2018, o regional Sul 3 da CNBB, em seus encontros de preparação para o Natal propõe o tema: “Paz na terra”.

É tempo de construir a paz. Para quem já acompanhou a construção de uma casa, sabe muito bem que construir é um processo complexo. A paz é construção. Como se diz popularmente, “não cai pronta do céu” e nem é feita por um herói e, muito menos, com a força bruta das armas e da repressão. A “paz depende da comunhão com Deus, consigo mesmo e com o próximo”, escreveu Santo Agostinho (354+430) no seu livro “Cidade de Deus”. As pessoas de fé cultivam constantemente a comunhão com Deus. Um Deus de ternura e de paz que se aproxima da humanidade na fragilidade de uma criança. Os anjos anunciam a paz aos homens, porque eles agradam a Deus, mesmo com seus pecados.

Como a paz é comunhão com o próximo, os mais próximos, são as pessoas da casa. Cotidianamente apresentam-se novas situações e muitos problemas são imprevisíveis como os temporais. Durante o temporal, não há condições para construir, apenas há tempo para se proteger e evitar uma tragédia maior. É construir a “casa sobre a rocha” (Mt 7, 24) em tempos de calmaria. Os pequenos gestos de cordialidade, o olhar carinhoso, o cumprimento, o sorriso, o beijo, o abraço qualificam as relações. A preparação para o Natal é tempo oportuno para colocar a minha família diante de Deus, agradecer por tudo que edifica a paz e, ao mesmo tempo, assumir e corrigir o que for necessário.

Todos vivemos em ambientes para além da casa, seja no trabalho, no grupo de amigos, na Igreja, na vizinhança, no bairro, no país e no mundo todo. É preciso estar atento ao individualismo que faz pensar demais em si mesmo e de menos nos outros. Pensar nos outros, é assumir corresponsavelmente a construção da paz, isto envolve atitudes éticas da promoção da justiça, da verdade, da tolerância, da fraternidade e da caridade.

“Vem, Senhor Jesus, o mundo precisa de ti!”, canta uma bela canção de Advento, pois ao mundo falta paz, amor e vida.

Por Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo

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“Orar pelos mortos expressa uma profunda comunhão e ajuda recíproca” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/orar-pelos-mortos-expressa-uma-profunda-comunhao-e-ajuda-reciproca/ Wed, 01 Nov 2017 14:39:32 +0000 http://teste.toqueto.com/orar-pelos-mortos-expressa-uma-profunda-comunhao-e-ajuda-reciproca.html “Como membros da família humana, orar uns pelos outros, num eterno presente de Deus, expressa um profundo sentido de comunhão e de ajuda recíproca”, desta forma o bispo da diocese de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol define o sentido da oração pelos mortos, por ocasião do Dia de Finados, 2 de novembro.

A Comemoração dos Fiéis Defuntos, como é chamada a celebração litúrgica do dia 2 de novembro, é uma continuação da Festa de Todos os Santos, vivida no dia anterior. “A Igreja quer abraçar a todos os que pelo batismo mergulhamos em Cristo morto e ressuscitado e pertencemos ao corpo místico por esta comunhão dos santos que cria e gera um laço profundo”, disse.

Segundo dom Armando, a oração pelos mortos tem sua razão na comunhão que existe entre todos os que pertencem ao corpo místico de Cristo. “Sendo Jesus o salvador da humanidade existe por meio dele uma comunhão com a esta”, disse.

A origem da Comemoração de todos os Fiéis Defuntos vem de longe, recorda o religioso. O culto aos mortos, no sentido de respeitosa e comovida recordação, pertence à história mais antiga da humanidade. Os cristãos, desde os primórdios, mantiveram o costume, dando a este rito o toque próprio da fé na “ressurreição”, elemento essencial e fundamental da visão cristã da vida e da morte.

Ao longo da história, há abundante documentação a respeito da necessidade de orar pelos falecidos. Desde o livro dos Macabeus se fala da necessidade de rezar pelos mortos afim de que sejam absolvidos de seus pecados. O Dia de Finados adquire rosto e data, como hoje o conhecemos, no início do segundo milênio por obra do santo Odilon, abade da famosa e importante abadia de Cluny, na França.

A Igreja, desde o início de sua caminhada, deu culto especial aos mártires, pessoas que ganharam a coroa do martírio. Disso, começou a devoção aos santos – irmãos e irmãs que fizeram da própria vida um dom, ficando fieis até o fim, imitando Jesus, o Mártir, a testemunha fiel como canta o livro do Apocalipse.

Para quem crê: a morte não é o fim

A visita aos cemitérios juntos aos túmulos dos entes queridos é expressão de comunhão, feita de dor e saudade. Mas pela fé que ilumina os que creem em Jesus Cristo, afirma dom Armando, deve permanecer a certeza, como canta a liturgia, de que a vida não é tirada, mas transformada.

Para o religioso ao ir ao cemitério refletimos sobre a morte que pertence à nossa condição humana. Por outro lado, ele adverte que a correria cotidiana, a superficialidade, a banalização da vida e o progresso da medicina, entre outros fatores, contribuem para que não se pense na morte e se viva na ilusão da imortalidade. “A liturgia da Igreja fala a linguagem da realidade e da esperança. Convida a pensar na morte, porém não como perca, mas como passagem que gera dor e não desespero”, disse.

“O discípulo de Jesus caminha da fé para esperança, que é a salvação definitiva. Apesar de não termos superado ainda todas as alienações das quais a morte é a última expressão, caminhamos sob o impulso do amor desinteressado de Deus com o compromisso de sermos gratos e gratuitos em nossa vida. Vivamos, portanto com a nossa fé este dia que com certeza enriquece a nossa espiritualidade, o nosso relacionamento com a vida e com os demais irmãos e irmãs da caminhada do dia a dia”, concluiu.

Por CNBB

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Para Ir. Roger, cristãos deveriam ser testemunhas de comunhão e reconciliação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/para-ir-roger-cristaos-deveriam-ser-testemunhas-de-comunhao-e-reconciliacao/ Thu, 17 Aug 2017 07:49:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47984 “Encontrei a minha verdadeira identidade de cristão reconciliando em mim mesmo a fé das minhas origens com o mistério da fé católica, sem romper a comunhão com ninguém”.

Estas palavras do Irmão Roger, fundador da Comunidade de Taizé, sintetizam seu mais forte legado 12 anos após a sua morte, ocorrida em 16 de agosto de 2005, quando uma desequilibrada o esfaqueou durante a oração das Vésperas na Igreja da Reconciliação, em Taizé, onde estavam reunidos 2.500 jovens de diversas partes do mundo.

Roger Schutz consagrou a vida justamente à reconciliação entre os cristãos, sobretudo no encontro entre protestantes e católicos. Fundou a comunidade monástica em Taizé, próximo à Cluny, na França,  em 1940, movido não somente por um profundo desejo de oração, mas também por um espírito de acolhida.

No contexto da II Guerra Mundial, sempre o chamado para ajudar as pessoas provadas pelo conflito. E o faz precisamente no pequeno povoado de Taizé, na Borgonha, onde ficou profundamente tocado pela súplica de uma senhora idosa habitante do lugarejo, que lhe pedia ajuda.

Iniciou assim o caminho espiritual que no decorrer dos decênios enriqueceu-se sempre com novos membros. Hoje são cerca de cem, de diversas Confissões cristãs, originários de 30 países. A comunidade tornou-se um polo de atração para tantos jovens, que irmão Roger amava encontrar e escutar, como testemunha um de seus confrades, Irmão Charl Eugene:

“Penso que talvez as palavras mais fortes da sua vida eram “reconciliação”, “paz” e “comunhão”. A sua mensagem fundamental é esta: se Deus é amor, os cristãos deveriam – devem – ser testemunhas de comunhão e de reconciliação, e não de separação. E ele continuamente – e é isto que talvez gostaríamos de continuar a fazer – chamava a viver, a ser testemunhas de reconciliação neste mundo às vezes muito difícil”.

RV: Irmão Roger permanece como um dos protagonistas do renascimento religioso, sobretudo entre os jovens…

“Sim, é verdade. Pensava que fosse essencial escutar os jovens e fazer com que a voz deles fosse ouvida tanto na Igreja como na sociedade. Às vezes dizia que quando era adolescente gostaria de ter podido se expressar mais, ser ouvido. Naquela época se fazia pouco, as novas gerações eram levadas pouco a sério. Então ele pensou: “Agora, quando nos tornamos mais velhos, devemos ser pessoas que ouvem os jovens”.

RV: Na sua opinião, seria este o elemento que ainda atrai tanto os jovens para a comunidade? A escuta?

“É verdade que permanece muito importante para nós esta imagem que Irmão Roger nos dava, de nós mesmos: não devemos ser mestres espirituais que dizem aos jovens: “Devem fazer assim, devem fazer assim”, mas ser homens de escuta antes de tudo. Depois, cada um deve encontrar o próprio caminho, mas a escuta pode ajudá-los”.

RV: Qual é o papel da comunidade neste momento?

“Perseverar,  antes de tudo, na nossa oração. Depois, a acolhida, estendê-la aos refugiados, porque agora recebemos um certo número e nos parece muito importante”.

Por Rádio Vaticano

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Palavras do Papa sobre a festa litúrgica do domingo: Santíssima Trindade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/palavras-do-papa-sobre-a-festa-liturgica-do-domingo-santissima-trindade/ Fri, 09 Jun 2017 16:38:11 +0000 http://teste.toqueto.com/palavras-do-papa-sobre-a-festa-liturgica-do-domingo-santissima-trindade.html Antes da Oração do Angelus, no domingo da Festa da Santíssima Trindade do ano passado, o Papa Francisco lembrou: “Hoje, festa da Santíssima Trindade, o Evangelho de são João apresenta-nos um trecho do longo discurso de despedida, pronunciado por Jesus pouco antes da sua paixão. Neste discurso Ele explica aos discípulos as verdades mais profundas que lhe dizem respeito; deste modo é traçada a relação entre Jesus, o Pai e o Espírito. Jesus sabe que está próximo da realização do desígnio do Pai, que se cumprirá com a sua morte e ressurreição; por isso deseja garantir aos seus que não os abandonará, porque a sua missão será dilatada pelo Espírito Santo. Haverá o Espírito que prolongará a missão de Jesus, ou seja, que guiará a Igreja”.

Papa Francisco afirmou ainda que a solenidade litúrgica que se celebra neste domingo, 11 de junho, nos leva a refletir que “o mistério da Trindade nos fala hoje novamente da nossa relação com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Com efeito, mediante o Batismo, o Espírito Santo inseriu-nos no coração e na própria vida de Deus, que é comunhão de amor. Deus é uma ‘família’ de três Pessoas que se amam tanto a ponto de formar uma só. Esta ‘família divina’ não está fechada em si mesma, mas está aberta, comunica-se na criação e na história e entrou no mundo dos homens para chamar todos a fazer parte dele. O horizonte trinitário de comunhão envolve-nos todos e estimula-nos a viver no amor e na partilha fraterna, na certeza de que onde há amor, há Deus”.

“O nosso ser criados à imagem e semelhança de Deus-comunhão”, esclarece o Papa, “chama-nos a compreender a nós mesmos como seres-em-relação e a viver as relações interpessoais na solidariedade e no amor recíproco. Tais relações realizam-se, antes de tudo, no âmbito das nossas comunidades eclesiais, para que seja cada vez mais evidente a imagem da nossa Igreja ícone da Trindade. Mas realizam-se em qualquer outra relação social, da família às amizades e ao ambiente de trabalho: trata-se de ocasiões concretas que nos são oferecidas para construir relações cada vez mais ricas humanamente, capazes de respeito recíproco e de amor abnegado”.

Papa Francisco concluiu sua referência à Festa da Santíssima Trindade da seguinte maneira: “A festa da Santíssima Trindade convida-nos a comprometer-nos nos acontecimentos diários para ser fermento de comunhão, de consolação e de misericórdia. Nesta missão, somos amparados pela força que o Espírito Santo nos concede: ela cura a carne da humanidade ferida pela injustiça, pela vexação, pelo ódio e pela avidez. A Virgem Maria, na sua humildade, aceitou a vontade do Pai e concebeu o Filho por obra do Espírito Santo. Que Ela, espelho da Trindade, nos ajude a fortalecer a nossa fé no Mistério trinitário e a encarná-la com opções e atitudes de amor e de unidade”.

Por CNBB

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Comunhão e missão https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/comunhao-e-missao/ Thu, 20 Apr 2017 09:02:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45607 A comunhão e a missão são duas dimensões constitutivas de nossas comunidades cristãs.Existem como comunhão missionária. O texto bíblico do Domingo da Oitava da Páscoa, a aparição do Ressuscitado (Jo 20,19-31), nos permite afirmar que na raiz, no fundamento de cada comunidade está o Crucificado-Ressuscitado, que irrompe inesperadamente na vida dos discípulos, transmite a paz, devolve-lhes a alegria, suscita a fé e envia-os em missão. Os discípulos, reanimados na fé e guiados pelo Espírito Santo, não terão mais a presença física de Jesus, mas têm a certeza de sua presença como Ressuscitado, que desperta neles a alegria e a paz. Desta novidade nasce a força evangelizadora que os discípulos tiveram até o martírio. 

O Ressuscitado se manifesta na comunidade de fé. O cristianismo terá sempre esta marca comunitária. Podemos encontrá-lo vivo, pelo testemunho visível dos irmãos e irmãs. Sabemos que Ele é fonte de vida e nele está a paz. Ele é o centro. Nenhuma outra pessoa ou ideologia pode tirar seu lugar único. Uma comunidade não é uma ONG, nem somente uma sociedade de amigos, mas irmãos e irmãs que vivem o seguimento de Jesus Cristo. O erro de Tomé foi não ter acreditado no testemunho da comunidade. Porém, vemos em sua atitude uma advertência para nosso tempo. Verdadeiramente somos capazes de um testemunho autêntico, que seja credível e atraia os homens e mulheres do nosso tempo? Passou o tempo de uma fé exterior, de alguns ritos sem muita ressonância no projeto de vida, transmitida unicamente pela cultura e cada vez mais em crise. Como Tomé precisamos fazer um caminho, acolhendo todas as interrogações e dúvidas que a vida apresenta, até afirmarmos, como convicção: “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20,28). É bom que a comunidade não se considere já pronta, mas aceite, com naturalidade, os membros que ainda não conseguiram ter uma fé madura. A comunidade será o lugar para, como Tomé, encontrar-se com Jesus Cristo ou, como a Samaritana,sentar-se à beira do poço, conversar com Ele e acolher a “água viva” que sacia a sede para sempre. 

A centralidade de Cristo e seu projeto, pelo dinamismo renovador do Espírito Santo, forma um jeito de ser, molda convicções, revela os valores que Jesus viveu e pregou. Por isso, o Ressuscitado apresenta suas chagas a Tomé e aos outros apóstolos. Elas confirmam a história que Jesus viveu com os apóstolos, que culminou na sua morte de cruz. Esta não pode ser esquecida. O cristão não pode fugir da história ou ceder à tentação, muito presente no nosso tempo, de um espiritualismo desligado da realidade. 

Por isso, Jesus os envia em missão. Não podem os cristãos ficar “de portas fechadas” e “com medo” (cf. Jo 20,19). O mesmo dinamismo que parte do Pai ao enviar seu Filho ao mundo, agora, com a força do Espírito Santo, envia os apóstolos: “Como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21). Todos os batizados, nos diferentes ministérios e serviços, participam da mesma e única missão que Jesus recebeu do Pai. Viver de portas fechadas é ainda não compreender que o encontro com Cristo sempre impele para fora, para ir ao encontro dos irmãos e irmãs. Quando todos nos colocarmos, verdadeiramente, em missão, voltados para fora, abrindo as portas para buscar as ovelhas perdidas e oferecendo a todos “o bálsamo da misericórdia”, testemunharemos que formamos comunidades do Ressuscitado.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

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Texto-base do Congresso Missionário Nacional será enviado às dioceses https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/texto-base-do-congresso-missionario-nacional-sera-enviado-as-dioceses/ Fri, 17 Feb 2017 13:00:37 +0000 http://teste.toqueto.com/texto-base-do-congresso-missionario-nacional-sera-enviado-as-dioceses.html As dioceses de todo o país vão receber ainda em março o texto-base do 4º Congresso Missionário Nacional (4º CMN) que será realizado na arquidiocese de Olinda e Recife (PE), entre os dias 7 e 10 de setembro. O documento será enviado aos regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para que façam a distribuição para suas dioceses. O material, para ser trabalhado nas comunidades, traz diretrizes gerais para impulsionar as Igrejas particulares para um dinamismo de saída e caminhar juntos no testemunho da alegria do Evangelho, da comunhão e do profetismo.

O tema “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída” será trabalhado em três eixos: a Alegria do Evangelho; Sinodalidade e comunhão; Testemunho e profetismo. Além disso, há um eixo transversal que percorre todo o documento “Igreja em saída na perspectiva ad gentes”.

O documento traz textos de estudos que fazem referência para todos os processos de preparação de congressos missionários, tais como: congressos diocesanos e regionais, simpósios, assembleias e encontros nas comunidades. No final de cada capítulo, o texto-base traz questões para aprofundar os eixos temáticos. Todo o material foi preparado por uma equipe de missiólogos membros da Rede Latino-americana de Missiólogos e Missiólogas (Relami) a partir do documento enviado pela Comissão teológica da Bolívia.

Durante o 4º CMN a metodologia do evento deverá girar em torno de quatro palavras inspiradoras, uma para cada dia: encontrar, contemplar, discernir e propor. O processo de preparação, iniciado em junho de 2016, com reuniões em Recife (PE), está em sintonia com a realização do 5º Congresso Americano Missionário (CAM 5), marcado para julho de 2018, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

O evento reunirá 600 delegados representantes dos 18 regionais da CNBB e outros 100 convidados, que serão hospedados pelas famílias da arquidiocese de Olinda e Recife. As inscrições devem ser efetuadas por meio dos Conselhos Missionários Regionais (Comires), conforme vagas disponibilizadas.

O 1º Congresso Missionário Nacional aconteceu em Belo Horizonte (MG) (2003). Já 2º aconteceu em Aparecida (SP) (2008) e o 3º em Palmas (TO) (2012).

Cartaz

O Cartaz destaca o conteúdo do Congresso em seus três eixos: Alegria do Evangelho; Sinodalidade e comunhão; Testemunho e profetismo. A arte evidencia a Igreja, Povo de Deus, formada por diferentes sujeitos da missão, de diversas idades e etnias (leigos e leigas, consagrados e consagradas, padres, diáconos, bispos e o papa). Todos caminham juntos depois de terem sido encontrados por Jesus Cristo como Igreja em saída ad gentes, enviada a testemunhar a alegria do Evangelho até os confins da terra. A Igreja peregrina traz a Palavra de Deus, fonte da missão. Carrega também, a Cruz das missões jesuíticas, que marcou a Bolívia e toda a América Latina, o principal símbolo do 5º Congresso Missionário Americano (CAM 5). A arte é uma criação do Ateliê15.

Poesia

O material traz ainda a poesia “Missão é partir” escrita por dom Hélder Câmara. O texto é uma homenagem ao bispo que, por duas décadas, esteve à frente da diocese de Olinda e Recife (PE). 

 

Missão é partir, caminhar,
deixar tudo, sair de si,
quebrar a crosta do egoísmo 
que nos fecha no nosso Eu.

É parar de dar voltas ao redor de nós mesmos,
como se fôssemos o centro do mundo e da vida.

É não se deixar bloquear nos problemas
do pequeno mundo a que pertencemos:
a humanidade é maior.

Missão é sempre partir,
mas não devorar quilômetros.

É sobretudo abrir-se aos outros como irmãos,
descobri-los e encontrá-los.

E, se para encontrá-los e amá-los é preciso atravessar os mares
e voar lá nos céus,
então Missão é partir
até os confins do mundo.

Dom Helder Câmara

Por CNBB, com Pontifícias Obras Missionárias

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