compromisso - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png compromisso - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Cinco atitudes para viver bem o Ano do Laicato https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cinco-atitudes-para-viver-bem-o-ano-do-laicato/ Fri, 26 Jan 2018 11:07:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50529 O cristão leigo é chamado a viver como discípulo de Jesus Cristo em seu dia a dia. Como cristãos batizados e pessoas de bens, no Ano do Laicato devemos viver intensamente esta vocação e estar a serviço do Reino de Deus.

O Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes convoca os cristãos para serem Sal na Terra e Luz no Mundo, especialmente nesse ano de 2018, Ano do Laicato na Igreja do Brasil, estabelecido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Dom Orlando recorda os exemplos do Papa Francisco, afirmando que “é de tempo de dar testemunha de vida ao próximo, assumindo a graça de sermos igreja”, inspirados também pelos exemplos da primeira discípula de Cristo, Maria.

À Família Campanha dos Devotos Dom Orlando reforça o convite para que todos sejam Igreja em Saída, vivendo o amor e a doação.

Atente-se para as cinco atitudes necessárias para viver bem o Ano do Laicato:

1. Assuma seu compromisso batismal

Seja testemunha do Evangelho no seu cotidiano, exercitando sua espiritualidade e missão através de pequenas atitudes diárias. Em sua casa, em seu trabalho, com seus amigos; empenhe-se para fortalecer o Reino de Deus.

2. Participe efetivamente da Igreja

São muitos os ministérios e pastorais em que o leigo pode participar de forma ativa, como membro efetivo da Igreja. Algumas das tarefas que podem ser desempenhadas por leigos: catequista, ministro da Eucaristia, agente das diferentes pastorais, serviço aos pobres e aos doentes. Já dizia Pe. Vitor Coelho de Almeida: “Quem ajuda na pregação tem merecimento de pregador. ”

3. Participe de questões políticas e sociais

O cristão leigo deve cumprir seu papel como cidadão no mundo da política, da cultura, nos movimentos populares e sindicais. Em todos os âmbitos deve testemunhar a palavra de Jesus Cristo. Conheça o projeto Eu Sou o Brasil Ético.

4. Incentive a participação do jovem na Igreja

“A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que lhes caracterizam! Um grande apóstolo do Brasil, o Bem-aventurado José de Anchieta, partiu em missão quando tinha apenas dezenove anos! Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido por vocês! ” Papa Francisco na Santa Missa pela XXVIII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Conheça o Projeto Jovens de Maria.

5. Exercite a caridade

O exercício da caridade permite que de diversas formas, o cristão possa viver uma experiência missionária e misericordiosa. Através da caridade demonstramos o Amor de Deus para com o próximo.

“É dever de cada batizado conhecer Jesus Cristo, viver seus sentimentos de amor e ajudar os mais necessitados a serem felizes e a todos se santificarem para a glória de Deus”. (Dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato)

Por A12

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Lâmpada da fé https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/lampada-da-fe/ Thu, 09 Nov 2017 08:06:20 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49424 A pessoa sábia organiza a vida de modo tal a encaminhar tudo dentro de um projeto de ações progressivas para conquistar a felicidade maior possível. Mas só pensando em ter cada vez mais coisas materiais, cultura, saber intelectual, prestígio e fama não dá base para a plena realização. O que é passageiro sozinho não sustenta a felicidade do ser humano, que tem sede do infinito. Essa somente é saciada no encontro com o Criador. Santo Agostinho lembra que a pessoa humana se satisfaz só quando se encontra com Deus. Ele mesmo teve experiência disso.

Quem é sábio tudo faz para o encontro com o divino. É capaz até de deixar de lado o projeto de colocar a finalidade da vida no que é transitório para buscar o Absoluto. A matéria e tudo o mais que é passageiro são utilizados apenas como instrumento para o sábio unir-se ao Criador na caminhada terrena. Assim realiza sua vontade para a construção de um convívio justo e solidário. Tudo, então, se torna como um trampolim para o infinito divino.

A sabedoria de quem entra na dinâmica divina é como a fé que transforma a vida para ela ser uma verdadeira luz. A pessoa passa, então, a enxergar o caminho que leva à vida plenamente realizada. Mas a luz é apenas instrumento para a pessoa ver por onde seguir no caminho de sentido para a existência (Cf. Sabedoria 6,12-16). Todos queremos a felicidade ilimitada. Mas ela não acontece aqui na terra. Por isso, almejamos o infinito, que só é alcançado no caminho de quem pode dá-lo. Por isso, o próprio Filho de Deus vem nos apresentar a possibilidade de alcançá-lo. Isso só é possível  caminhando com ele. É desafiador, mas possível. Ele mesmo diz que o obtém quem for capaz de dar a própria vida no colocar-se a serviço do semelhante, fazendo do convívio humano uma verdadeira relação de fraternidade, justiça e misericórdia. Depois da vida terrena, cheia de solidariedade e promoção do bem comum, seremos ressuscitados para a vida imorredoura (Cf.1 Tessalonicenses 4,13-18).

No entanto, o seguimento a Cristo não é simples teoria ou empolgação momentânea. Exige prudência para não nos deixarmos conduzir sofregamente, sem atenção, compromisso, vigilância e perseverança. Não podemos ser preguiçosos e lentos para realizar o projeto de Deus a nosso respeito. Sem sacrifício, esforço e vontade contínua para praticar a justiça, o dever e colocar em prática as orientações divinas não chegamos ao objetivo da caminhada. No Evangelho Jesus narra a parábola do casamento e das moças. Algumas dessas são atentas e vigilantes. Preparam-se para participar da festa. Outras não. Essas não ficaram vigilantes e chegaram atrasadas, não tendo podido participar da festa (Cf. Mateus 25,1-13). Nós também, se não nos comprometermos e não estivermos continuamente ligados com o projeto de Deus, realizando o que Ele nos pede, não seremos recompensados por não sermos fiéis na prática do amor e da justiça. Não podemos exigir de Deus o que não merecemos por falta de esforço em colocarmos em prática o amor ao semelhante.

Nossa fé não é apenas feita de ritos e enunciado de amor. É prática do que Deus nos indica para alcançarmos a vida plena feliz. Podemos até errar na tentativa de acertar. Mas não podemos errar na falta de compromisso de tentar  praticar o amor que Deus nos pede.

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros (MG)

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Por que o jovem tem medo de fazer compromissos definitivos? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/por-que-o-jovem-tem-medo-de-fazer-compromissos-definitivos/ Fri, 28 Jul 2017 17:25:53 +0000 http://teste.toqueto.com/por-que-o-jovem-tem-medo-de-fazer-compromissos-definitivos.html Para comprometer-se com as pessoas, é preciso ter algum grau de maturidade humana. Hoje, percebemos um fenômeno no meio de nossos jovens, que é o retardamento da adolescência. Ou seja, a maturidade, que deveria existir aos 18 anos, demora mais para chegar. A prova é a indecisão da maioria ao ter de escolher o curso superior na hora do vestibular. Não são poucos os que mudam de curso depois de dois anos. Outros concluem o curso (quase forçados pelos pais), mas nunca exercem a profissão. Por quê? Estão indecisos e têm medo de fazer compromissos definitivos.

Pior é a situação no casamento. Para alguns de nossos jovens, esse assunto é uma verdadeira tortura. Aquela jovem chega aos 30 anos de idade e ainda não está muito segura se quer ou não casar. Outros preferem a fórmula popular do “ficar”. A paquera seria até normal, dentro de alguns limites, aos 14 anos, mas convenhamos que um “jovem” de 35 anos, que passa os fins de semana nas baladas “ficando”, alguma coisa não está certa. No fundo, é o medo do compromisso. Alguns são até sinceros e dizem logo no início do namoro: “Já vou avisando: não estou preparado para um namoro sério”.

Imaturidade afetiva

O mesmo se dá na vida dos seminaristas. Estamos assustados com o número de padres que deixam o ministério logo nos primeiros anos. É o receio de ficar preso e comprometer-se. Outros pulam de galho em galho. Ou seja, tornam-se padres, depois fazem um curso de psicologia e abrem consultório; mais tarde, mudam para a vida política, tornam-se advogados; e o povo perdeu mais um sacerdote. No fundo desse problema, também está o medo de comprometer-se, cuja raiz é a imaturidade afetiva.

Os políticos do país deveriam ser mestres do compromisso com o povo. Mas é isso que acontece? Os recentes escândalos no país mostram que o povo não é a maior preocupação de alguns deles. Um desses políticos, com fama de popular e operário, teve coragem de gastar R$ 15.000,00 (quinze mil reais) em uma garrafa de vinho num jantar de negócios. Nossa cozinheira do convento fez as contas rapidinho e concluiu que levaria mais de ano para comprar uma dessas garrafas com seu salário (que não é baixo!). Conclusão: falta compromisso.

Vemos padres, cantores, artistas, advogados e todo tipo de profissionais desmarcando compromissos de sua agenda. Muitos se sentem sufocados em ter de ser fiéis a alguns horários. Expediente? Nem pensar! Da mesma forma, isso é medo dos compromissos.

Precisamos mudar essa situação. Nosso Deus é um Deus que faz aliança com Seu povo, ou seja, é comprometido conosco. Precisamos, no entanto, embarcar nessa aliança e nos comprometer também com Deus e os irmãos. É bonito ver uma pessoa que se compromete. Quem encontrou um amigo assim encontrou um tesouro.

Por Padre Joãozinho, scj

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